sexta-feira, dezembro 29, 2006

Desejos para 2007 (the soft version)

Chegando a esta altura do ano, perto do seu final, é hábito de todos realizar 12 pedidos para o próximo ano. Alguns fazem-no com as 12 badaladas, outros com as 12 passas, mas quase todos o fazem. Se estes se realizam ou não, ou mesmo se, no dia seguinte, alguém se lembra do que desejou, essa é outra história.

De qualquer maneira, aqui ficam os meus desejos para 2007, não vá alguém querer mesmo saber para os tornar realidade ou para outra coisa qualquer:

1 – Encontrar a mulher da minha vida! Já que é só pedir, que seja modelo de lingerie, alta, morena, olhos verdes, curvilínea, sensual, criativa, com sentido de humor, inteligente, desportista, culta, poliglota, boa dançarina, especialista em massagens, grande conversadora, saiba cozinhar e apaixonadíssima por mim. Se não der, pode ser uma polinésia anã, meia surda e coxa!

2 – Mudar de emprego! Para o ano quero ser estrela de rock, artista de cinema, astronauta ou presidente da república.

3 – Visitar outro planeta! Não necessariamente neste sistema solar.

4 – Ganhar um prémio Nobel! Pode ser um que já tenha sido atribuído a outra pessoa qualquer. Ia ficar tão bem em cima da lareira.

5 – Escrever um best-seller que bata todos os records de vendas, influencie uma geração e mude mentalidades! Não precisa de ter muitas páginas, mas tem de ter figuras.

6 – Ser nomeado rei ou imperador de um país qualquer! Desde que tenha uma área superior a 100 km2 e mais que 10000 escravos, perdão, habitantes, serve perfeitamente.

7 – Encontrar o continente perdido da Atlântida! De preferência ali para os lados de Sintra, para não perder muito tempo a caminho do trabalho.

8 – Descobrir o Sentido da Vida! O filme dos Monty Python (não sei onde deixei o DVD) e o real.

9 – Aprender a voar! Sozinho, sem para-quedas, avião, para pente, helicóptero ou foguetão. É mais por causa do trânsito, porque de resto não dá grande jeito para levar bagagem ou com mau tempo.

10 – Ser o mais velho jogador-revelação profissional de futebol de sempre, ser internacional, ganhar todas as competições e alinhar nas equipas do Benfica, Barcelona, Real, Chelsea, Manchester, Milan e Juventus. Vá. Não precisam de ser todas em 2007.

11 – Descobrir vida extraterrestre! Mas daquela a sério, não aqueles tipos esquisitos que vemos às vezes no metro.

12 – Aprender 15 línguas estrangeiras, incluindo latim, sânscrito e aramaico.

E bom, está tudo. Espero não ficar desiludido… Daqui a um ano logo se vê.

Desejo que todos consigam os vossos pedidos, desde que não entrem em conflito directo com os meus (a modelo é só minha), provoquem excesso de população na Terra (fim das doenças), esgotem os recursos naturais (fim da fome), sejam muito parvos (paz na Terra), ou impliquem que eu tenha de fazer alguma coisa que não me apeteça ou tenha de me incomodar com eles (todos os outros). Bom 2007!!!

2007

Um ano de oportunidades.

sábado, dezembro 23, 2006

Considerações da época natalícia

Alguém cantava mesmo agora no meu leitor de cd's: "...be afraid of the lame, they'll inherit the land..." (lame=dull and uninspiring), e dificilmente poderia estar mais certo!!!

Inserido num novo meio, ganho novas perspectivas do que me rodeia. Sinto-me um privilegiado!
Dou graças pela genuinidade, honestidade e simplicidade que ainda podemos encontrar por aí nos locais mais insuspeitos! Agradeço o que me calhou em sorte, o que fiz por merecer ou o que me estava destinado (ainda não me decidi sobre isto), pois declaradamente não tinha paciência para mais duplos sentidos, melindres e poses fingidas de quem claramente não merece nem é grato por aquilo que tem!

Hoje ouvi uma frase (se calhar um lugar comum...) que nunca tinha ouvido mas que, do nada, fez todo o sentido: If you don't have what you like, like what you have!

Obrigado!!!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Aos que por aqui passam

um EXCELENTE NATAL!



Se o filelodge ajudasse a música seria mais natalícia...

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Figurinhas




Dou assim início a mais uma fascinante, abjecta, censurável, moralmente reprovável e muito interessante série de fotos reais de habitantes reais do mundo real que, no entanto, poderiam perfeitamente ser belíssimos personagens de ficção de um qualquer filme hollywoodesco!

Neste episódio, atentem ao pormenor dos rotundos e super-desenvolvidos glúteos, alvo da nossa câmara indiscreta! As imagens não são suficientes para descreverem aquilo que ali estava, pelo que terão de aceitar a palavra deste vosso repórter de ocasião para vos assegurar que estive na presença de um dos maiores "pandeiros" que terei até agora visto ao vivo e a cores num qualquer estabelecimento comercial em Lisboa, dada a escala corporal (1,60m/60 kgs aprox.) da dona de tamanho portento! Impressionante, digo-vos!

Não percam os próximos episódios com mais fotos incríveis de criaturas espantosas que coexistem pacificamente (e até agora anonimamente) entre nós! Enviem-nos as vossas fotos, sugestões e comentários!!

Publicidade Institucional

Sofre de escrúpulos? Sente-se sórdido? Medo de ser investigado pela PJ ou Tribunal de Contas?

Não se preocupe!!

Agora há Exílio!

Um chuto no rabo do governo, um telefonema a um amigo, uma nomeação e já está!!

Com Exílio é o fim da maçada!!!

Erasmus: 20 anos, 1.500.000 nomes

O programa a que Jacques Delors chamou a melhor coisa que foi feita no processo de construção europeia está de parabéns.
Eu também estou: uma vez erasmus, erasmus para toda a vida.
Vale a pena ver este site sobre erasmus e o seu aniversário.
Happy Birthday Erasmus!!!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Madalena, Judas e Pilatos

Os notáveis do FC Porto acham que Pinto da Costa se deve demitir. Miguel Sousa Tavares, Rui Moreira e António Lobo Xavier (este último de forma mais tímida) têm tido intervenções públicas no sentido de deixar cair o Presidente do Porto, por causa do livro de Carolina Salgado.

Mas por que deve demitir-se Pinto da Costa agora? Tavares, Moreira e Xavier não se importavam que o FC Porto se comportasse assim desde que tal comportamento não fosse do conhecimento público? Ou vão alegar que, ao contrário dos restantes dez milhões de portugueses, não sabiam que era assim que o Porto dominava a cena futebolística nacional?

Como não acredito que os três senhores aceitem a primeira hipótese, resta-me a ingenuidade. Tão ingénuos que eram os três meninos.
Viram Balakov, Figo, Iordanov, Paulo Sousa e Juskowiak serem derrotados pelas suas equipas ridículas.
Viram o golo do Petit tirado de dentro da baliza não contar.
Viram o golo do Amaral que Isidoro Rodrigues quis anular.
Viram o golo do Kandaurov que não contou.
Viram as mil e uma faltas não assinaladas. Os mil e um cartões não mostrados.
Viram a carreira do Paulinho Santos.
Viram as dezenas de craques azuis-e-brancos a falharem no estrangeiro.
Viram a factura da Cosmos, a chegada do Pinto da Costa ao tribunal de Gondomar, as conversas de Reinaldo Teles sobre os quinhentinhos.
Mas são ingénuos. Nunca perceberam nada. Achavam que os títulos eram conquistados em campo, com mérito.

Agora que Carolina Salgado escreveu um livro, chegou a hora de dar o beijo de Judas, abandonar o homem e entregá-lo à justiça, e lavar as mão como Pilatos, ficando com um clube cheio de títulos, como se estes fossem seus por direito, e o que Pinto da Costa fez nos últimos vinte e muitos anos em nada afectasse a justiça da atribuição desses títulos.

Veremos o Moreira, o Tavares ou o Xavier numa próxima direcção do FC Porto, a tirar fotografias no museu do clube, com as taças em fundo e a falar com orgulho do passado cheio de conquistas? Eu acho que sim.

You're like a disease without any cure

Ver o American Pie - O casamento tem destas coisas.
E depois há versos que valem uma música inteira...
Se eu tivesse uma psicóloga ou psiquiatra ela teria passado, várias vezes e em momentos diferentes, horas e horas a dizer-me isso. E eu estaria hoje tão arrependido.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Um passo confuso na direcção certa

Um despacho do Ministro da Saúde define que "o exercício de funções dirigentes em entidades privadas prestadoras de cuidados de saúde, por profissionais de instituições integradas no SNS, independentemente da sua natureza jurídica, é passível de comprometer a isenção e imparcialidade com o consequente risco de prejuízo efectivo para o interesse público".

Mais valia assumir de vez que o SNS só pode funcionar convenientemente quando todos os seus profissionais estiverem em exclusividade no sector público. Porque é verdade, como diz o Ministro, que "ninguém pode servir dois amos de forma igualmente fiel" e a fidelidade, neste caso, é jurada ao privado.

Mas é um passo na direcção certa, o que já é muito bom nos tempos que correm. Virão os corporativistas da Ordem e dos sindicatos acenar com o fantasma de que os melhores médicos sairão para a privada. Mas alguém está disposto a pagar consultas na privada a médicos que não trabalhem no sector público?

Quanto vale, por consulta, a referência "Director do Serviço X dos Hospitais da Universidade de Coimbra"?

Coisas que eu não percebo II

As certezas que tantos parecem ter sobre o referendo do aborto. Para mim são tudo dúvidas:
Uma vida deixa de ser uma vida em caso de violação?
É possível que um aborto não seja uma coisa terrível para uma mulher? Se é (e imagino que deva ser) por que é que há tantas que o fazem?
Temos o direito de condicionar a vida de uma mulher não a deixando abortar quando ela não quer ter um filho?

Não voto porque não sei as respostas. Espantam-me tantas certezas.

Coisas que eu não percebo

Como é que um clube como a Académica se deixa arrastar para a situação de ter um Presidente que foi apanhado, há meses, com 200 mil euros em envelopes dentro do carro?

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Insatisfações...

Dada a minha recente indisponibilidade para a locomoção física neste nosso universo em determinadas horas e em determinado eixo viário já sobejamente mencionado em ocasiões anteriores, sinto-me inclinado para grandes incursões no reino da imaginação, da contemplação, da introspecção e da especulação, principalmente quando o rádio se desliga sozinho.

Hoje, num destes momentos, rapidamente me encontrei imerso nos mais profundos pensamentos sobre a natureza humana. Estava eu no auge das congeminações sobre o tema, quase no limite de uma conclusão que se poderia considerar brilhante pelos padrões locais, passe a imodéstia, quando o clamor inconfundível de uma buzina de uma Hiace me acordou para a realidade de estar parado a bloquear uma fila imensa de veículos, que se pudessem acompanhar as divagações que me atravessavam o cérebro decerto não se importariam de ter ficado quietos mais uns minutos enquanto concluía o raciocínio.

Assim, lamento informar, não poderei aqui deixar nada do que tinha em mente pois, com o sucedido, varreu-se-me!!

O lado negro

(respiração cavernosa) Nada temam... (respiração cavernosa de asmático com pneumonia) este bando de personalidades delico-doces que se julga no poder nada pode contra o lado negro de Catarse! (respiração cavernosa de asmático com pneumonia de um habitante do Hades) Hahahaha.... (gargalhada satânica) ... (tosse)... Luke, traz um copo de àgua ao pai. E deixa o sabre de luz em paz que a mãe precisa dele para cortar a carne assada do jantar!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Os meus heróis do desporto II


Jean Jacques a afundar "na cara" de Dominique Wilkins, na famosa vitória do Benfica contra o Panathinaikos, em 1996.

Os meus heróis do desporto


Nelson Piquet

domingo, dezembro 10, 2006

Comunicado

Devido aos recorrentes ataques de mau feitio, a personalidade responsável pela publicação de "ode ao ódio" foi executado ao raiar do dia. Obrigado pela atenção.

Ode ao ódio

Sem querer impor mas impondo, gostava desde já anunciar que decidi criar uma hit list de ódios.

Se tal coisa ofende alguém, acrescento desde já que pode ficar imediatamente habilitado a um lugar na lista.

Como será normal, ou talvez não nesta época de seres cool e ambíguos sem qualquer traço de personalidade, não se pode ter ódios de estimação.
Ora, no meu entender (e se não for no entender dos queridos e estimados leitores que se lixe...o entender e não os leitores... e vendo bem, já que assim o entendem, porque não estender o conceito...), um ódio tem o mesmo direito à existência que outra emoção qualquer. E a verdade é que os há! Partindo então, ou não - porque me é igual, desse conceito, gostava de dizer que odeio:

- pessoas cinzentas que se refugiam em lugares comuns e/ou confortáveis porque tiveram más experiências no passado;
- pessoas sem coragem de assumir gostos ou preferências pessoais com medo que isso as exclua da norma da sociedade;
- pessoas que não assumem qualquer tipo risco, excentricidade, gosto, vontade, apetite ou fetiche com medo da não aceitação pelos outros;

(onde se leu pessoas leia-se merdas, porque um bom e saudável ódio não passa sem a gratuitidade do vernáculo)

- aqueles merdas que se escondem por trás do socialmente aceite, de um traje de carneiros, de uma pele de banalidade insípida mascarada por frivolidades sociais!
- carneiros cuja vulgar pele de lobo não passa de uma fantasia idealizada sem reflexo no real e protegidos da verdade dos factos por uma redoma artificial criada pelo mimo do dinheiro ou por pais bem intencionados mas pouco habilitados.
- e, descendo à terra, todos aqueles estupores que, sem se esforçarem, têm tudo aquilo que querem e que nunca se vão encontrar perante as dificuldades sérias da vida do dia-a-dia.
- gajos (e gajas para que não se sintam excluídas mas antes devidamente odiadas) que têm tudo sem nunca terem mexido uma palha nesse sentido.
- um ou outro exemplar com quem não posso e que atropelaria na passadeira se não fosse apanhado por motivos vários...

E muitos, muito outros sem que me apeteça agora e aqui explicar.

Alguns poderão querer obstar que isto não é ódio mas sim inveja ou ciúme, ao que respondo:

Estão desde já no topo da lista de ódios, seus merdas!! É por essas e por outras que não posso com vocês...

Em contraponto, posso acrescentar que acho imensa piada a muita gente e que felizmente isso é recíproco! Isto não é um louvor ao ódio por si só mas antes um relembrar de uma emoção mal compreendida nos dias de hoje!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

IC19 e o seu impacto na vida do quotidiano

Como um dos mais recentes membros do sempre crescente clube dos utentes do IC19, gostaria daqui deixar um pequeno comentário sobre este troço, que, qual via dolorosa, percorro desde há 2 semanas no chamado bom sentido (vulgo - contra o trânsito):

Nos dias bons, aquilo é mauzito! Nos dias normais, aquilo é mau! Nos dias maus aquilo devia ser o castigo para criminosos acusados de crimes hediondos! Nada como ter de fazer 6 voltas diárias ao trajecto à hora de ponta aos dias da semana e com mau tempo para diminuir a criminalidade neste país! Sem direito a rádio ou ar condicionado! E num chaço de 1973 em mau estado! E com um pendura daqueles muito chatos, sempre a falar sobre a última aquisição da sua colecção de bolas de cotão! E atrás de uma camioneta equipada com aspersor de fumo negro no lugar do tubo de escape!

Enfim... agora vou-me deitar que tenho de me levantar às 3,15 da manhã para me fazer ao meu trajecto de 30 kms e chegar a tempo ao trabalho, porque ouvi dizer que amanhã era dia de greve de transportes, vai chover, houve um acidente entre 2 betoneiras e um camião cisterna e que uma das faixas vai estar cortada devido a obras. Com sorte consigo apanhar o meu trajecto alternativo que é apanhar a A1, sair pela A13 em direcção à A2, dar a volta na outra margem, regressar pela ponte 25 de Abril, e apanhar a marginal até a Sintra...

sábado, dezembro 02, 2006

O Milagre Português

Lembro-me de há uns anos ter lido um artigo do Prof. César das Neves em que se explicava que Portugal tinha crescido nas últimas décadas apesar de sucessivos erros na condução da economia lusitana. A este fenómeno que não conseguia explicar o Prof. César das Neves chamava "Milagre Português". A sorte acabou e os resultados dos sucessivos erros estão aí.

Os pequenos milagres continuam a acontecer em Portugal todos os dias. Ontem, numa rua da baixa de Coimbra um prédio de quatro andares ruiu. Apesar de o prédio ter começado a ceder há três dias, as ruas que o ladeavam estavam abertas e só por milagre não há mortes a lamentar do desabamento.

De acontecimentos como a queda da ponte de Entre-os-Rios não aprendemos nada.

As imagens da derrocada estão nos primeiros trinta segundos deste filme. Foi mais um milagre português. E quando a sorte acabar?


sexta-feira, dezembro 01, 2006

O regresso...

Voltei.... peço desculpa pela interrupção mas era de todo necessária!

Alguns poderiam chamar-lhe pausa técnica, mas eu prefiro chamar-lhe o que verdadeiramente foi:

Desinspiração! Poderia escudar-me na mudança de emprego ou em motivos pessoais, mas na verdade foi só mesmo falta de inspiração... Tinha imensa coisa para escrever mas não quero acreditar que fosse mesmo interessante.... ou relevante... ou sequer algo digno de figurar numa música bem esgalhada!

Regresso agora com novos e variados temas do vosso ou do meu exclusivo interesse, não fazendo quaisquer promessas que não consiga desde já quebrar ou cumprir, mas avisando que estive a reequacionar várias coisas, desde o banal ao vital, e escolhendo, por exemplo, para agora um sólido assunto:

Ovos estrelados!!!!

Gosto!!!

E se nada mais importa...

...zzzzzzzzzzzzzzzz.... ...hummmmmmmmmmmmm... uuuuuuaaaaaahhhhhhhhh.....

Voltei!

quinta-feira, novembro 30, 2006

quarta-feira, novembro 29, 2006

Danificar a camisola e o clube

terça-feira, novembro 28, 2006

Série 27 segunda temporada


Começa na próxima Quinta-feira a segunda temporada da Série 27. Novas histórias, novos actores, nova produção. Fica um fotograma.

I vari modi di chiamare la vagina

Benigni, para rir.


la gattina, la chitarrina, la passerottina, la fisarmonica... ognuno gli ha messo il nome suo. La passerotta, la mona, la picchia, la crepaccia, la pucchiacca. Pensa ai napoletani: ...a pucchiacca ! E' bellissimo, è focoso ! La tacchina, la topa, la sorca, la patonza, ... la patonza, la bernarda, la gnocca, la gnacchera, l'anonima sequestri. Quelli medici: la vagina, la vulva. La vulva fa paura. Guarda che vulva, 740 turbo diesel. Anche per quello maschile, per il pisello: pisello, pisellino, pistolino, pipino. Poi quando si cresce: il randello, la banana, la verga, la mazza, il cetriolo, 'o pesce, l'uccello, lo sventrapapere...

Bond, James Bond

A arrogância e o auto-conhecimento raramente andam juntos.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Violência doméstica II

Sabes quando o vidro do teu carro explode (isto pode parecer estranho, especialmente para pessoas que não tenham um Seat Ibiza, mas confiem em mim) e vais à seguradora dizer que deve ter sido uma pedra que saltou e partiu o vidro, porque assim eles pagam?

A partir de agora:
Quando torceres o pé numa futebolada, chegas ao hospital e dizes: "Ia eu muito bem no corredor de minha casa e a minha mulher fez-me uma entrada de carrinho. Parecia o Petit!"

Quando tiveres um acidente de carro e partires o nariz: "Estava eu descansado a ver televisão e a minha mulher atirou-me com um ferro de engomar à cara. Felizmente estava frio!"

Taxas moderadoras nunca mais!

Violência doméstica

Parece que vai passar a haver isenção de taxas moderadoras para as vítimas de violência doméstica.
O governo está já a pensar numa nova medida para o apoio às vítimas de violência doméstica: o cartão fidelização. Se for dez vezes às urgências por ter apanhado porrada d@ s@ mais-que-tudo, à décima primeira os analgésicos e os anti-inflamatórios serão grátis. À vigésima primeira terá direito a uma fatia de bolo e a uns balõezinhos.

sexta-feira, novembro 24, 2006

A prova que faltava ao post anterior

Vejam a última repetição. Grande Ricardo!

Sportem

Três momentos marcantes para o clube de Alvalade na última semana:
1. Os efusivos festejos de Figo após o golo que eliminou o Sporting da Champions League;
2. A revelação de que a genial contratação de João Pinto a custo zero custou, afinal, mais de quatro milhões de euros;
3. As imagens do golo do Inter (em especial as filmadas por trás de Crespo), em que se percebe que no exacto momento do remate o guarda-redes do Sporting, Ricardo, utilizava as duas mãos para puxar os calções para cima.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Io credo nelle persone, però non credo nella maggioranza delle persone

Caro Diario - Nanni Moretti

Disseste que se eu fosse ao gás


Tu tiravas o vestido

Com a colaboração photoshopica da fotoesfera.

terça-feira, novembro 21, 2006

Entrevista a Pinto dos Santos

Eis o link. Se não viram, vejam. Mesmo.

domingo, novembro 19, 2006

quarta-feira, novembro 15, 2006

Big Fischer

Que um tipo perceba que Joschka Fischer vem dar uma conferência a Portugal e que para o ouvir terá que ir a Gaia, tudo bem.
Que ligue para o número publicitado como "inscrições" e oiça do outro lado que o jantar é obrigatório e que o pacote custa 250 euros, ainda vá que não vá.
Que a menina do telefone nos informe que o povo verdadeiramente interessado na conferência, para poder pagar os 250 euros, tem que esperar que algum notável não aceite o convite formulado, abrindo uma vaga, vá...
Que eu saiba muito bem que 90% dos notáveis convidados são calhaus com olhos que não seriam capazes de dizer os nomes dos 25 Estados-membros da União nem que lhes dessem 24 horas e acesso livre ao Google, já chateia um bocado.
Agora saber que para ouvir a conferência - tendo aceite pagar 250 euros e jantar com um bando de gente que quer ver e ser vista, fazer contactos e passar por interessada - tenho ainda que ouvir o Luís Filipe Menezes a falar durante cinco minutos... isso, meus amigos, já é demais... Não contem comigo.

RETRATOS DO TRABALHO® EM ITÁLIA


Produção de cintos de castidade


Nota tranquilizadora: os cintos são produzidos apenas para museus e produtoras cinematográficas.

segunda-feira, novembro 13, 2006

I used to live alone before I knew You

Dos 20s para os 30s. Da era analógica para a digital. De uma tempestade arrasadora para uma paz imensa. Às vezes os dias parecem puzzles de muitas peças que estamos quase a terminar.


palavras ditas

Só quem rói as unhas sabe o que é ter de procurar no bolso por uma chave e ter um canto do anelar infectado. Refiro o latejar, o inchaço, o vermelhão, e o brilho doente na ponta do dedo. Roer as unhas não é aparar a tirita branca da ponta do sabugo. Roer as unhas não é trincar delicadamente as peles que às vezes se elevam devido à secura das mãos. Roer as unhas não é encaixar, por estilo, o polegar na ponta do canino inferior. Roer as unhas é outra coisa. A apenas duas pessoas reconheço autoridade digital para me dirigirem palavras sobre estraçalhar com os dentes os dedos. Porque é precisamente isso que roer as unhas é. Macerar os dedos, faze-los sangrar, infectá-los, coze-los e depois continuar a roer, sempre e sempre até aos cotovelos. Roer as unhas é tirar as capas, é trincar as peles, é brincar com os bocadinhos na boca e cuspi-las para longe. É ter o chão do quarto com tantas partes de unhas que estas se colam aos pés molhados. É não conseguir apanhar moedas do chão. É não conseguir fazer uma raspadinha. Roer as unhas é isto. Tudo o resto é apenas uma leve tendência para chuchar no dedo

sexta-feira, novembro 10, 2006

José Fernando Pinto dos Santos


Foi meu professor em 1999. Naqueles 15 dias as horas com ele valeram 99,9% do curso. Hoje, a meio de um zapping apareceu-me a sua imagem no Canal 1, a ser entrevistado por Judite de Sousa. A mesma figura hipnótica. Os mesmo gestos largos das mãos enquanto fala. O mesmo discurso esclarecido e límpido. Sem as tretas das produtividades e competitividades a que estamos habituados por cá. Em 1999, antes da sua primeira aula, os meus colegas, por trás das gravatas e de Diário Económico debaixo do braço, diziam "A Forbes falou dele como o assalariado português mais bem pago, incluindo jogadores de futebol!". Em Portugal poucos o conhecem. A mim a personagem sempre me irritou. Mas se puderem ver uma repetição da entrevista não percam. Acredito que duas horas de lição com ele para todo o país valeriam mais do que todo o dinheiro de fundos europeus que se gastou nos últimos anos em formação.
Não deixem de notar que foi sempre tratado por José e não por Engenheiro, Doutor ou Professor. Oiçam com atenção o que diz sobre salários, sobre a situação e o futuro do país. Oiçam com muita atenção.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Se fosse hoje

Materazzi não teria feito a piada sobre a irmã do Zidane.



Nadiya, a paixão de Zidane

Série 27 O comunicado

Depois de 12 episódios, é altura para melhorar a produção, escrever mais simples, e por isso, com mais tempo, aceitar colaborações que ao longo desta primeira temporada foram sendo propostas.
Assim, termina a primeira temporada da Série 27. A segunda começará daqui a duas semanas e culminará com a edição de um DvD com todos os episódios. Este poderá ser muito bem o presente mais interessante para a comemoração pela dois milésimo sexta vez consectutiva do nascimento do Cristo.

segunda-feira, novembro 06, 2006


domingo, novembro 05, 2006

Mulher perfeita

quinta-feira, novembro 02, 2006

O famigerado episódio 2

">

Se hoje estes episódios existem foi porque algures no passado um caro amigo me emprestava uma máquina digital e acedia às ideias que lhe contava. Desse tempo, em sintonia com uma certa área da literatura, aqui fica o até agora perdido nos circuitos do computador, episódio 2 da série 27.

terça-feira, outubro 31, 2006

Entrevista sobre Pinto da Costa

Se não aconteceu, poderia ter acontecido...



Via O Piolho da Solum

segunda-feira, outubro 30, 2006

...

And all this science I don't understand
It's just my job five days a week


Elton John - Rocket man

Respeito

Numa época em que os funcionários públicos pedem respeito a pior coisa que podiam fazer era encostar dois dias de greve a um fim-de-semana. O que os funcionários privados acham dos funcionários públicos é que eles trabalham pouco e folgam muito; que têm férias e pontes e tolerâncias de ponto e regalias a mais.
As greves servem para protestar e mostrar que o nosso trabalho faz falta (por isso concordo com greves no dia em que o grupo em greve faz mais falta) e não para ter uns dias extra de férias.
Quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Vidas desinteressantes e desimportantes

18h30. Garagem do Forum Coimbra. Ali, no meio dos carros, dos escapes, sem luz, vejo três homens em discussão acalorada. Caminho para a porta e, ao passar por eles, ouço: "Há, nessa matéria, um excesso de teorização...".
E andam o Luís Filipe Vieira e o Pinto da Costa a atirar pérolas a porcos em semana de clássico...
Get a life, senhores!!!

quinta-feira, outubro 26, 2006

quarta-feira, outubro 25, 2006

A queda de um génio

As acusações de plágio, justas ou não, podem bem ter acabado com o estatuto de génio da escrita que era atribuída a Miguel Sousa Tavares depois do êxito do livro Equador.
Não por causa do plágio em si, que os portugueses, por natureza, até nem acham isso mal. Já dizia aquele poeta castiço do Herman, o do "fui ver, era o Octávio", que se não copiasse um bocadinho não tinha tempo para outras coisas.
O problema de Sousa Tavares é que os intelectuais da terra, não tendo sido suficientemente intelectuais para perceberem que já tinham lido aquilo em qualquer lado, vão agora assobiar para o lado e fingir que nunca chegaram a ler o Equador. Pela única razão possível: não perdem tempo a ler obras menores.
E assim se passa de génio a autor menor...


Barão Vermelho e Cazuza - Codinome Beija Flor

terça-feira, outubro 24, 2006

Estado Social

Portugal tem o segundo maior défice público da União Europeia a 25. (O BPI apresentou 218 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses de 2006.)

Sete países da União Europeia têm contas públicas positivas. Entre eles, a Suécia, a Finlândia e a Dinamarca, este último com quase 5% de superavit.
O Estado Social Europeu, baseado no modelo escandinavo, está em crise.

Aquela rapariga

sexta-feira, outubro 20, 2006

Solução para o Rivoli - Um momento liberal

Acabar com todos os subsídios directos à cultura, incentivando simultaneamente, por via fiscal, o mecenato de apoio instituições novas e artistas em início de carreira.
Sobretudo em tempo de crise, não é justo que o dinheiro de todos pague os pequenos prazeres e/ou vaidades de poucos.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Fantasias

Eu vivo num mundo de dragões e princesas,
De monstros viscosos e robots serviçais,
De conspirações escuras e lutas acesas,
De espadas de luz e naves espaciais.

Um mundo onde as formas mudam sem parar
Sempre nas sombras algo a conspirar
Onde mil cores pairam no ar
E nos teus olhos não podes confiar

Os prédios e carros ganham nova vida
Transformam-se todos nos teus adversários
Os postes, as árvores, as ruas sem saída
São grandes aliados ou somente cenários

De casa ao trabalho, a pé ou de carro
Combato terríveis seres cheios de tentáculos
Atravesso paredes como se fossem de barro
E levanto voo sobre os obstáculos

Sempre alerta, sem nunca dar baldas,
À menor suspeita saco da caçadeira
Esquivando-me lesto, fugindo das balas,
E abato os canalhas, sem tremedeira

Insectos, comboios, cães ou aviões
Rapidamente revelam ser outras criaturas
São demónios camuflados lançando maldições
Sempre comigo em todas as alturas

Mulheres cinzentas em fatos de trabalho
São grandes feiticeiras em trajes atraentes
São belas conquistas que nunca falho
Figuras exóticas, sensuais e quentes

Bem ao contrário da triste realidade
É sempre variado; nunca repetido
Embora saiba que não é verdade
Ao menos o meu mundo não é aborrecido!

(Esta é a parte onde se ouve aquela voz surreal que diz: PLAYSTATION! )

Sensibilidade masculina

Um homem estava em coma há algum tempo. A sua esposa ficava à cabeceira dele dia e noite.

Até que um dia o homem acorda, faz um sinal à mulher para se aproximar e sussurra-lhe:

- Durante todos estes anos estiveste ao meu lado. Quando me licenciei, estavas comigo. Quando a minha empresa faliu, só ficaste tu para me apoiar. Quando perdemos a casa ficaste comigo. E desde que fiquei com todos estes problemas de saúde, nunca me abandonaste. Sabes uma coisa,...

Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:

- Diz amor...

- Acho que me dás azar!!!



(via e-mail)

Vais a Coimbra este fim-de-semana? 3ª parte

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terça-feira, outubro 17, 2006

Desalentos de cidadania - parte II

Tudo o que não evolui, morre! Desde que foi adaptada como forma de governo, a democracia foi evoluindo para um sistema que quase se contradiz nos seus próprios princípios. Por exemplo, a liberdade de expressão que a caracteriza, não se aplica a si própria. Qualquer um que, levianamente, levante a voz contra alguns dos problemas da democracia (ocidental no seu conjunto, ou Portuguesa no particular), dada a nossa ainda recente transição de regime, é, automaticamente, rotulado de fascista! Qualquer um que critique a actual constituição ou tente identificar a verdadeira causa do desinteresse dos eleitores (que actualmente atingiu o limite do ridículo de nem metade dos cidadãos se interessar o suficiente para eleger os seus representantes) é anti democrata!

O lobby, na sua definição, seria a aplicação de um princípio democrático, em que muitos indivíduos se aglutinam em torno de um objectivo comum, aumentando a sua voz e capacidade de influência. No entanto, nenhum lobby deveria ter a capacidade de tornar toda a restante população refém dos seus interesses, excepto se reflectisse a vontade da maioria dos cidadãos, altura em que se constituiria em governo pelos caminhos apropriados. Atente-se ao que se observa em Portugal: os lobbys farmacêutico e médico (ainda não considerando o dos seguros ? a seu tempo) conseguiu destruir o direito básico do acesso à saúde! No entanto, ao averiguarmos responsabilidades, a culpa morre solteira? O lobby dos professores, formadores e educadores, e das escolas e universidades, conseguiu destruir o direito básico do acesso à educação! No entanto, ao averiguarmos responsabilidades, a culpa morre solteira? O lobby da construção civil, do cimento e das imobiliárias, conseguiu destruir o direito básico do acesso à habitação! No entanto, ao averiguarmos responsabilidades, a culpa morre solteira?

Mas as falhas do sistema não se esgotam nos interesses organizados. A inércia e a falta de interesse e participação dos indivíduos acarretam também alguns malefícios! Veja-se o caso do ambiente. Os sinais de catástrofe iminente sucedem-se. Buraco na camada de ozono, aumento da frequência de tempestades e tornados, situações de clima extremo (secas, chuvas, frio, calor, etc.), efeito de estufa, desaparecimento das calotas polares, subida do nível das águas do mar, entre outras situações que podemos já experimentar em qualquer país do mundo, chamam-nos a atenção para as alterações que já provocámos no meio ambiente. Não se trata já de apenas um artigo científico, de um qualquer cientista excêntrico, sem nada melhor para fazer. É a nossa casa, a nossa subsistência, o nosso estilo de vida (e mais importante, os das gerações que se seguem), que se encontra em risco. A desertificação dos terrenos, a destruição da floresta tropical, a contaminação das águas potáveis, o abuso de antibióticos, as descargas poluentes para o ar, água e solo, tudo isto é resultado de incúria e desinteresse do indivíduo. Alguns dizem que nada podem fazer, ou por falta de dinheiro ou por falta de espaço ou por comodismo. Mentira! O impacte do que cada um pode fazer é, de facto, não mensurável mas o somatório da inércia é avassalador nos seus efeitos nefastos!

Veja-se também o caso da corrupção ou do abuso dos bens públicos. Todos conhecemos ou ouvimos falar de casos em que alguém conseguiu algo por vias travessas. A expressão da indignação foi substituída por uma admiração invejosa do género ?ele é que sabe! Eu fazia o mesmo no lugar dele se pudesse!?. As Fátimas Felgueiras, os Valentins Loureiros e outros, que foram (e estão a ser) alvo de processos na justiça, ao invés de se esconderem envergonhados pela culpa, sobem ao púlpito para, bem alto e indignados, clamarem inocência, escudados num qualquer erro processual (carimbo errado, falta de assinatura ou coisa assim), que anulou o processo mas não a verdade dos factos! E o povo admira-os, cego pelo brilho dos holofotes das câmaras, iludido pela grandiloquência dos discursos.

Como se não bastasse, aqueles de entre nós que são eleitos para desempenharem cargos de liderança públicos, guiarem os nossos destinos e gerirem a riqueza comum, são, cada vez mais, os menos adequados para tal. O descrédito gerado por anos, décadas de escândalos, má gestão, roubo e corrupção deixou uma marca suja que nenhuma pessoa de bem quer ver associado ao seu nome. Ainda assim, deveria haver coragem nos que nascem líderes e com capacidades acima da média para, pelo bem de todos, resgatar o comando das instituições públicas e restaurar a confiança na democracia (ou noutra qualquer forma superior de governação).

(continua)

Governar hoje

Parece não ser mais do que surfar a onda.
Ficar com os louros da parte alta do ciclo económico e andar escondido ou a culpar o governo anterior na parte baixa.
Ficar com os louros nos anos de poucos incêndios e culpar o clima e o governo anterior nos anos de muitos incêndios.
Ficar com os louros dos novos investimentos e culpar a globalização e o governo anterior pelas fugas de investimento.

segunda-feira, outubro 16, 2006

De arrepiar

A entrevista de Maria João Avillez a Francisco Louçã na Sic Notícias.
Como é que é possível uma entrevistadora tão tão tão fraca, tão mal preparada, tão arrogante, tão cheia de preconceitos?
E a Sic-N ainda tem coragem de a repetir...

Segurança Social e Mercado Imobiliário

Têm actualmente mais em comum do que possa parecer à primeira vista.
O mercado imobiliário está em crise porque quem viveu toda a vida com os preços das casas a subir continua a acreditar que será assim para sempre e que comprar casa continuará a ser um bom investimento.
A segurança social está em crise e os nossos governantes querem fazer-nos acreditar que pensaram que a nossa pirâmide demográfica teria sempre a base mais larga que o topo, havendo, desse modo, financiamento garantido para as pensões.
Mas há casas vazias e um buraco na segurança social. Há casas a desvalorizar e pensões a descer.
Há deficits suportados pelo orçamento de Estado e IMI e despesas de condomínio e manutenção pagas pelos donos das casas.
Num caso a crise será paga pelos trabalhadores quando chegarem à reforma. No outro pelos proprietários que continuam a pensar que a crise imobiliária é passageira.
De qualquer maneira, uma casa construída assim é sempre mais difícil de sustentar...


"Vais a Coimbra este fim-de-semana?" última parte.


É na próxima quinta-feira, dia 19 de Outubro, que neste blog se ficará a saber, o que é afinal a "coisa" e o que aconteceu aos três rapazes. Até lá, uns fotogramas...

quinta-feira, outubro 12, 2006

Uma história simples

Jay Williams é um rapaz norte-americano que em 2002 foi considerado o melhor jogador de basket universitário dos EUA. Era considerado o novo Isiah Thomas, mas com uma capacidade de impulsão semelhante à de Michael Jordan. Nesse mesmo ano foi escolhido pelos Chicago Bulls na segunda posição do Draft, apenas atrás do gigante chinês Yao Ming.
Williams era o jogador escolhido pelos Bulls para ser a peça central da reconstrução da equipa que nunca mais se tinha encontrado após a saída de Jordan.
Em Junho de 2003, poucos dias antes do Draft desse ano (em que os Chicago iriam escolher um jogador que pudesse ajudar Williams), o jovem base teve um acidente de mota, nas ruas de Chicago. Primeiro prognóstico: risco de vida; provável amputação da perna esquerda; mesmo mantendo a perna não poderia nunca voltar a jogar basquetebol.
Williams sobreviveu. Os Bulls, sabendo que andar de mota era motivo para quebra de contrato sem direito a indeminização, quiseram garantir que o seu jogador teria um resto de vida sem problemas e compraram a sua saída por 3 milhões de dólares. E no draft já não escolheram um jogador para o ajudar, mas um outro, para o substituir.
O jogador assumiu o fim da carreira e dedicou-se aos comentários televisivos e a participações em eventos ligados ao basket. Numa dessas ocasiões um miúdo aproximou-se e perguntou-lhe se voltaria a jogar. A resposta negativa deixou o pequeno lavado em lágrimas.
E Williams decidiu que voltaria.
Contratou o preparador físico de Michael Jordan e começou a treinar diariamente. As múltiplas lesões no pélvis e na perna esquerda retiraram-lhe a velocidade e a capacidade de impulsão de outros tempos. Mas ele, ao contrário de todos os outros, acreditava que poderia voltar a jogar.
Depois de algumas tentativas falhadas, os New Jersey Nets, equipa da sua cidade, deram-lhe a oportunidade de se juntar ao grupo nesta pré-temporada.
Ontem fez o seu primeiro jogo.

episódio 9

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quarta-feira, outubro 11, 2006

Contente?


jarabe de palo - la flaca

Sim. E depois da reforma, todos juntos, teremos tempo para nos rirmos do que foi, do que poderia ter sido, do passado e do futuro.

terça-feira, outubro 10, 2006

Série 27 episódio 9 -O melhor barbeiro do mundo.-


O barbeiro ideal trabalha em Portugal. Em estreia pelas 00::00 de Quinta-feira.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Poesia

...
Ela já se via há muito tempo.
Depois do primeiro marido morrer.
É mesmo assim.
Junta-te aos bons e serás como eles. Junta-te aos maus e serás pior que eles.
Eu só peço por os meus.
Por os meus filhos e pela minha casa.
Por os outros peçam outros.
Por os outros pedem as freiras e os padres.
Não se esquecem desta lição que vos ensinei aqui hoje?
Por os outros pedem as freiras, os padres e as beatas, que passam a vida a rezar.
Olhem, fiquem com Deus.


Algures em Coimbra, 9 de Outubro de 2006

quinta-feira, outubro 05, 2006

terça-feira, outubro 03, 2006

King Flop

A coisa era simples: pagava 13 euros por mês e tinha as portas dos cinemas franqueadas. A coisa fazia sentido: as salas de cinema estão quase sempre vazias e, assim, mantinha-se um público regular. A coisa até era economicamente viável: o custo marginal de mais um espectador numa sala vazia é zero e os cinemas garantiam assinantes mensais. Porém, um dia, o que era simples, fazia sentido e até economicamente viável, começou a mudar. Primeiro, foi a conversa de que só se podia ver dois filmes por dia; depois a treta de que não só eram dois filmes, como teriam que estar separados por 120 minutos, finalmente o pior acontecia. Fecha o Ávila e mantêm-se os 13 euros por mês. Encerram duas dezenas de salas em Alcochete e mantêm-se os 13 euros por mês, agora, não só desaparecem os cinemas Monumental, Saldanha, Nimas e King, como os 13 Euros passam a 15. Das cerca de 60 salas em que era possível, usar o cartão KKard, restam 16 no Alvaláxia e duas em Coimbra. A coisa complicou-se portanto. Por mim, tenho claro que se trata de um comportamento ética e juridicamente abusivo por parte de Medeia filmes. E para que não se complique sempre para o mesmo lado recomendo o cancelamento da ordem bancária de débito directo e queixa formal à Deco. Para além disso, recomendo o cartão Amigo Da Cinemateca, com a sua utilização diária.

sexta-feira, setembro 29, 2006

ADSEs

Era tudo tão mais simples, tão mais barato, tão mais justo.
Vamos continuar anos e anos a discutir isto ou vamos acabar de vez com a ADSE e todos os regimes especiais de acesso à Saúde? Com os regimes especiais de pensões? Com os benefícios para saúde, educação e PPs em sede de IRS?
Quando acaba isto de haver portugueses de primeira e portugueses de segunda?

Quanto se acaba a boa vida de quem ganha muitas centenas de contos por mês, tem ADSE, ainda desconta mais umas despesas de saúde nos impostos, paga colégios privados aos filhos e é reembolsado em parte na volta do IRS e ainda vai a correr em Dezembro, com o dinheiro que aos outros não sobra, fazer Planos Poupança Reforma para pagar menos impostos?

Estórias de Sampi, o ET esquizofrénico - parte II

II ? Reconhecimentos

Qualquer um que já tenha por, pelo menos uma vez, experimentado a sensação de ser um estranho numa terra estranha, como diria alguém, saberá o que custam aqueles primeiros minutos passados num local desconhecido, onde todos os pontos de referência se perderam, onde a própria língua é um mistério, os sinais informativos são tão úteis como se tivessem sido escritos em sânscrito por alguém com Parkinson terminal, as caras, roupas, usos e costumes tão alienígenas que parecem vindos de outra galáxia ou dalgum filme de série B com legendas amarelas dos anos 80. Mesmo os sentidos acusam a diferença, nos cheiros, nas cores e texturas, nos sons falados ou não; o próprio ar penetra os pulmões com outro feeling, diferente na humidade e na temperatura. E se isto é assim quando vamos a Badajoz imaginem se tivessem saído da vossa dimensão, após alguns milhares de anos em contra mão pelo fluxo do tempo e com o jet lag habitual daqueles que viajam por warmholes. Com ou sem corpo, acreditem que não é coisa fácil de suportar sem um bom banho quente e um copo de whisky (ou o vosso equivalente cultural e fisiológico) ? Há coisas de que nem as criaturas pertencentes às mais avançadas civilizações escapam!

Sendo que qualquer destas panaceias estava, no imediato, posta de lado por dificuldades técnicas associadas à actual incorporalidade do nosso herói, este achou por bem estabelecer uma qualquer ordem de prioridades que o levasse, o mais rapidamente possível, a consegui-las. De borla, claro está! Ora, isto traz-nos de volta ao mesmo: Sampi não tinha corpo! Ou qualquer tipo de bem material, como dinheiro ou roupa. E já lá diziam na sua terra natal: quem não tem bolsos, não rouba mais do que pode levar nas mãos ou apêndices apropriados? Quem não tem mãos ou apêndices, primeiro rouba-os de quem tenha (corolário de Sampi). E assim começou a procura por um receptáculo adequado para albergar a estranha entidade deambulante.

Primeiro critério: mobilidade! Muitas das estruturas imponentes que percepcionava estavam, desde logo, excluídas pois não lhe parecia apropriado alojar-se de modo a que não pudesse, digamos, vestir qualquer coisita inapropriada e ir dar um giro para ver quem estava, quem não estava, quem bebia, quem não bebia e tal.

Segundo critério: descrição! Apesar de, por norma, não ser esta uma das características que procurava, tinha bem presente a noção de que estava a ser alvo de uma das mais espectaculares (mesmo para os seus padrões) perseguições jurídico-moralo-legalo-ético-violento-policiais que se lembrava de ter ouvido contar desde que existem cadastros inter-galácticos.

Terceira característica: estilo! Assim como muitos de nós procuram habitats com a percentagem certa de oxigénio, azoto e dióxido de carbono, Sampi tinha necessidade de estilo.

Quarta característica: diversão! Sexo, consumo de substâncias/experiências para fins de recreio e jogo ocupavam os lugares do pódio, mesmo que o pódio tivesse 426.234 lugares em vez dos três habituais aqui na Terra.

Quinta e última: uma rede neuronal desocupada! Como isto excluiu os golfinhos, Sampi escolheu o Homo Sapiens.

(to be continued)

quinta-feira, setembro 28, 2006

desalentos de cidadania parte I

Notícia de última hora: A vergonha na cara esgotou-se no território nacional! Acompanhando a tendência dos mercados internacionais, onde se assistia desde há muito a um decréscimo na produção e procura deste bem, tão necessário ao normal desenrolar da vida em sociedade, verificou-se hoje aquilo que há muito se esperava: já não há vergonha na cara!

Outros produtos associados também já rareiam em Portugal e no Mundo, como por exemplo, a capacidade de indignação, a empatia, o interesse pelo bem-estar do próximo, a caridade desinteressada, o altruísmo. Em contraponto, a corrupção, activa e passiva, o egoísmo, a mesquinhez, a maldade, o desinteresse, a conspiração e a mentira estão perto dos seus valores máximos de sempre.

Quantas e quantas vezes não assistimos agora a cenas nas ruas onde alguém está caído ou pede ajuda, sem conseguir mais do que indiferença. A insegurança tomou conta de todos, e agora, receosos de que a senhora de idade que tropeçou à nossa frente faça parte de alguma conspiração para nos roubar, enganar ou alistar em alguma religião enganosa, desviamos o olhar e seguimos o nosso rumo, de preferência com o som da música bem alto nos auscultadores do iPod e com os óculos escuros que bloqueiam sons e visões das nossas cidades degradadas.

Durante alguns anos, a máxima de Adam Smith sobre o egoísmo individual (cada um querer o melhor para si e trabalhar para isso) gerar riqueza para as nações onde habitam, governou a grande maioria das sociedades ocidentais com evidentes benefícios para o estilo de vida daqueles que conseguiram uma completa inserção e adaptação às estruturas que as sustentam. No entanto, alguns desvios à normal evolução foram sendo introduzidos lentamente, sem que nada fosse feito para o evitar, como a má distribuição da riqueza, o desigual acesso à educação e a boas condições de vida.

Em vez disso, o apodrecimento interno dos sustentáculos da democracia corroeu a base em que tudo assentava sem que disso se desse conta. Noções básicas como a separação dos poderes executivo, judicial e legislativo; o jornalismo imparcial (o quarto poder); o interesse e a participação dos cidadãos nas estruturas democráticas; a moralidade e a ética, entre outros, foram sendo lentamente corrompidas na sua essência, sendo até, actualmente, parte do problema e não parte da solução.

(continua)

Episódio 7

quarta-feira, setembro 27, 2006

Maus professores

Muito interessante a entrevista de João Gabriel Silva, Presidente do Científico e Directivo da FCTUC, ao Diário de Coimbra.
Com uma visão que me parece perfeita (quase estranhamente perfeita para alguém que está "do outro lado" da escola) de um dos maiores problemas das Universidades (da de Coimbra é certamente). Sem confundir causas, efeitos e consequências.

Quer acabar com os maus professores, que dão a ideia de que há aulas dispensáveis, um sentimento que diz ser «propagado pelos malditos veteranos, quando caem, que nem abutres, em cima dos caloiros», logo na primeira semana do ano lectivo.


A causa são os maus professores. Aqueles que as Universidades escolhem por motivos que são mais do que óbvios e que são tão especialistas nas matérias que vão ensinar como qualquer tipo que tenha lido dois ou três manuais sobre o assunto.

Acabar com eles será muito difícil. Parece-me que os maus professores são já uma larga maioria...

Episódio 7

Ainda a aguardar uma série de autorizações, estreia amanhã o Episódio 7 da Série 27. Um episódio que tem como protagonista o movimento. O movimento de rotação da Terra. Amanhã os leitores da Gabardina poderão, se calhar, pela primeira vez nas suas vidas, ser testemunhas da velocidade de rotação do planeta Terra. A isto bebam uma cerveja.

terça-feira, setembro 26, 2006

Do efeito de umas All-Star muito usadas no espírito pequeno-burguês dos responsáveis de supermercados.



Das primeiras vezes que isto aconteceu, no Pindo-Doce junto à feira popular, confesso que me diverti. Esperava que o segurança me seguisse. Parava no meio do supermercado, e, com ar pensativo hesitava onde ir. Então, demorava-me na secção de higiene feminina, onde ostensivamente cofiava a barba. Fazia-lhe razias com latas de atum Tenório e seguia, alegre, para a peixaria onde perguntava por pescada do Chile. Na fruta, demorava-me a escolher as "Granny Smith" e uma vez, que lhe passei mais próximo, recordo que resfolgou "já tás à buzar": assim mesmo com um "Z" e "a" separado.

O segurança que teme que um tipo com umas sapatilhas rotas lhe dificulte o trabalho, erra. Porque quem verdadeiramente o pode lixar, são os tipos que entram de fato e gravata, que trabalham em "outsoursing" para numa consultora de R.H e que recomendam "downsizing" à bruta. Mas quando esses entram no Pingo-Doce o segurança trágico, porque ignorante, cumprimenta e sorri, e até os leva às promoções de atum de marca branca.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Estórias de Sampi, o ET esquizofrénico - I

Sampi era um viajante de um destino longínquo, afastado de nós em espaço e tempo, de tal modo que não nos é permitido compreender facilmente de onde veio. Ou melhor, pelo menos para aqueles sem 10 anos de estudos avançados em física. Aliás, Sampi nem sequer seria a designação mais apropriada na sua dimensão de origem, mas dadas as nossas limitações de vocalização e para os devidos efeitos desta narrativa, terá de servir. Curiosamente, ao escolhermos o género masculino para nos referirmos a esta entidade, excepto num ou noutro pormenor, acertámos em cheio! Quer dizer, considerando que estamos a tentar descrever algo incorpóreo. Isto é, que escolheu ser incorpóreo nesta fase da viagem. (Menos bagagem; sem problemas na alfandega com vistos, passaporte, contrabando; não ter de saber qual o tempo que faz no destino; não ter de levar os sapatos confortáveis e os de cerimónia; nenhuma chatice com os adaptadores de corrente e carregadores; não ter sempre aquela sensação inquietante de que algo ficou esquecido em casa?enfim, só vantagens!)

Sampi poderia ser considerado um turista, um curioso, um estudioso. Mas vamos antes chamar-lhe um foragido da justiça. Não só pelo glamour da coisa mas mais ainda porque é verdade. Assim também já está melhor explicada aquela história da bagagem e do ser incorpóreo. E já que aqui estamos, outras palavras se aplicam na descrição do carácter de Sampi, como por exemplo, biltre, facínora, sacana, pulha, traste, velhaco, aldrabão, vigarista, pilha galinhas, e outras intraduzíveis?mas no fundo, no fundo, boa pessoa! Vale-lhe o sentido de humor e a boa disposição, a inspiração para o surpreendente, o timing impecável para o bitaite verrinoso, a insanidade caótica, tudo temperado por um acumulado de dados e factos na sua maioria apócrifos, pelo menos duvidosos, com toda a certeza que de interesse nulo para a grande maioria das pessoas e que poderiam muito bem ser a base cultural de uma civilização destinada ao fracasso mas que o atingisse com estilo. A única lei de que há memória que conseguisse cumprir é a 2ª lei da termodinâmica e à risca (?A entropia do universo tende a um máximo?). Alguns teorizam mesmo que o único motivo para enunciar esta lei é a existência de Sampi, o que, como é seu timbre, viola a relação natural de causa-efeito.

Ora, encontrando-se, então, este personagem curioso de passagem fugidia pelo braço esquerdo da nossa galáxia espiralada, rumo a parte incerta, mas, decerto, que para nada de certo fazer, e tendo subitamente sentido uma vontade premente para a asneira, chamou-lhe a atenção um pequeno globo azul que orbitava um outro globo amarelo, sendo por sua vez orbitado por um pequeno pedaço amarelado de rocha. Não foi tanto o globo em si, muito menos nada do que zanzava em conjunto com ele aquele sector do espaço que o atraiu mas sim o facto deste emanar para o espaço uma imensa quantidade de informação em vários comprimentos de onda, a maioria da qual dizendo respeito a pormenores da vida íntima dos seus habitantes. Ao ver assim desperta sua a curiosidade, rapidamente tratou de focar outros sentidos naquela direcção, que imediatamente se viram inundados por pensamentos, emoções e sentimentos traduzindo vários níveis de inveja, luxúria, homicídio, malícia, crime, mentira, sexo, jogo, canibalismo e pecadilhos variados. Hum, pensou, isto tem algum potencial...acho que merece uma espreitadela! (to be continued...)

30

Bob Dylan & Bruce Springsteen - Forever Young


A 12, 17, 19, 25, 30, ou a que dia for, a grande geração de 76 está a fazer 30. Esta coisa dos números redondos tem este problema: dá-nos sempre a sensação de estarmos num ponto de viragem.
A nós desejo:

May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,
May you always do for others
And let others do for you.
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.

May you grow up to be righteous,
May you grow up to be true,
May you always know the truth
And see the lights surrounding you.
May you always be courageous,
Stand upright and be strong,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.


May your hands always be busy,
May your feet always be swift,
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift.
May your heart always be joyful,
May your song always be sung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.

domingo, setembro 24, 2006

Estimativas...

Metade das pessoas que conheço não compreendem o que escrevo...

Metade das pessoas que conheço estão presas a relações pessoais das quais gostariam de se libertar...

Metade das pessoas que conheço preferia não as conhecer...

Metade das pessoas que conheço perde mais tempo a criticar a outra metade do que a tentar atingir objectivos pessoais...

Metade das pessoas que conheço sofre de dissociação mental-verbal...

Metade das pessoas que conheço são absolutamente banais e desinteressantes...

Metade das pessoas que conheço usam máscaras no dia-a-dia sem nunca revelarem o seu verdadeiro eu...

Metade das pessoas que conheço vivem lugares comuns como forma de vida preferencial...

Metade das pessoas que conheço são hipócritas ao ponto de nem sequer assumirem que partilham dos outros pontos de vista que escrevi acima...

Resta ainda acrescentar que nunca fui bom em estatística e que normalmente tendo a subestimar as coisas...

Felizmente existe a outra metade!!!!!

sábado, setembro 23, 2006

Lisboa by night

Lisboa by night

Mais uma noite de copos até às tantas em Lisboa... O roteiro tem sempre uma surpresa escondida, um local novo para acrescentar à lista de locais velhos. Ontem foi um antrozinho simpático ali para as bandas do cais do sodré, mesmo na porta ao lado do Jamaica, chamado Japão. Ou pelo menos acho que era isso... As recordações aparecem em flashes, com a qualidade de uma cassete de vídeo VHS onde já tínham sido gravados 15 programas diferentes, uns por cima dos outros. O local é simples, sem grandes pormenores de design. Um empregado porreiro; outro que era uma besta. A música esteve variada, desde os clássicos dos 80 até aos hits de hoje. A noite começou distante dali, num tasquedo chamado Adega Dantas onde até se esteve bastante bem. Comida boa e barata, copos qb, companhia interessante, moldura humana bastante composta e recheada de meninas bonitas. Como dizia um dos convivas, cenário atraente onde os olhos podem vaguear e repousar alegremente numa curva, num decote, numa carita laroca. Findo o repasto, ala para o bairro alto. Primeiro destino: Majong. Mais conversa, mais cerveja, mais convívio. A coisa embala. Em rota para o Café Diário para o já tradicional mojito, la bebida del verano (ainda que este esteja já moribundo, o verão entenda-se). E com isto eis que surge a vontade de embalar o corpo (o nosso e com um pouquito de sorte outro, feminino, acolhedor) com uma "musiquinha para machucar os coração". Decisões, decisões. Incógnito?, alvitram uns, Lux?, ouve-se também, Jamaica?,... E eis que surge a ideia vencedora:Tóquio. Uma breve descrição reúne rapidamente o consenso e lá vamos. Com a vantagem do caminho ser a descer!! Em chegando, canha na mão, mexe e remexe, baila, agita e sacode. Muito bom. Mas tudo tem o seu fim e vemo-nos subitamente na rua, olhando a porta do Jamaica que ainda está em plena velocidade de cruzeiro. Esgrimem-se argumentos, aborda-se o porteiro que se rende aos doces encantos da nossa companheira de folguedos e nos deixa entrar. Mais dança, mais copos, menos conversa que isto já não dá para tudo... Ainda assim há tempo para umas baboseiras, para nos ouvirmos a dizer coisas que deviam ter ficado por dizer, ou não, quem sabe? Enfim, também o Jamaica fecha as portas e abandona-nos na madrugada. Antes das despedidas, tempo ainda para trazer um recuerdo. Por motivos vários não direi o que é mas deixo umas pistas: alumínio reflector, triangular, tripé, amarelo, preto e vermelho. E deixem-me que vos diga que se nunca acordaram dentro de casa, deitados na cama a olhar para uma coisa daquelas, também o nó no cérebro que sofreriam não vos fará falta nenhuma!!!

quinta-feira, setembro 21, 2006

Sorteios

Sejam bem-vindos a mais um grandioso sorteio de emoções, sensações e sentimentos!! Para os que nos estão a acompanhar lá em casa, muito boa sorte! Bilhetes à mão e vamos lá!!

Ora muito bem, a primeira emoção desta noite é..., é..., ... paixão!!! Paixão!! Imaginem lá. Começamos com paixão. Muito bem. E de seguida vem,... ,... Ciúme!! Que coincidência... Paixão e Ciúme. O que teremos mais reservado para os nossos apostadores? E aí está... Saudade! Bem, bem. Será que vamos ter jackpot?? Com esta série, não sei não. Faltam mais duas e a suplementar! E... ódio. O suspense cresce, caros telespectadores. Esta foi bem surpreendente... A última bola normal é... Rejeição... Não vamos ter muitos vencedores assim. E a suplementar... Vingança!!! Repetindo, Paixão, Ciúme, Saudade, Ódio, Rejeição e Vingança.

Verifiquem os vossos estados de espírito, por favor... Aguardamos a qualquer momento o anúncio dos vencedores pelo nosso Juri da Santa Casa. Já temos os resultados... A Polícia Judiciária acaba de nos contactar e tem em sua custódia um duplo homicida!! Pelo que apuraram, foi acabado de apanhar com o sangue da mulher e do amante ainda fresco na faca do mato com que os reduziu a pequenos pedaços, fez sandwiches, embrulhou em celofane e guardou na arca da camping gás para levar ao picknick anual da empresa...

É claramente o nosso vencedor, crime passional, não há engano possível!!! Muitos parabéns! Sentiu perfeitamente a chave desta semana!! E o prémio é... um fornecimento vitalício de drogas psicossomáticas, um colete de forças branco e uma estadia numa cela almofada de um estabelecimento de saúde mental à sua escolha com direito a electrochoques e banhos gelados diários!! Bravo!! Não percam o sorteio da próxima semana... Muito boa noite para todos!

Episodio 6 "Vais a Coimbra este Fim-de-semana?" 2ª parte

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quarta-feira, setembro 20, 2006

"vais a Coimbra este Fim-de-semana" 2ª parte



Com estreia marcada para amanhã, é o momento de agradecer aos Bombeiros Sapadores de Coimbra que não só, disponibilizaram algumas das imagens confiscadas pela policia como algum de material indispensável à montagem deste segundo episódio. Entretanto, mais uma imagem.

terça-feira, setembro 19, 2006

6 informações inúteis sobre mim

Muito bem. Cá está. Mas não indico mais 6. Quem quiser, avance!

1. Uma das coisas que mais detesto fazer é consultar o meu extracto bancário.
2. Adoro futebol mas detesto a podridão do futebol português. Não dou dinheiro a clubes corruptos. Por isso, deixei de pagar quotas e de comprar bilhetes do meu clube enquanto o presidente continuar a ser um senhor que foi apanhado pela polícia com envelopes cheios de notas (200 mil euros, no total) no carro.
3. Acredito que ser rico é não ter despertador.
4. Se tivesse que confiar mil euros, por cinco minutos, a qualquer político português, acho que só o conseguiria fazer ao Presidente da República.
5. Preferia que falássemos todos inglês.
6. Divirto-me imenso a ver o Dr. Phil, o Wrestling e os programas da RTP Memória.

Sistema

Pela primeira vez em muitos anos comprei "O Jogo". Foi no domingo passado. Afinal o sistema mereceu. Bela ensinadela aos sportinguistas. É tudo uma maravilha quando são os outros a serem roubados. Quando é o sporting, é uma vergonha...
Claro que a Jaciara na capa da revista também ajudou à decisão...

segunda-feira, setembro 18, 2006

"Vais a Coimbra este fim-de-semana?" 2ª parte


Eis um fotograma da segunda parte do "Vais a Coimbra este Fim-de-semana?" Estreia neste blog na próxima Quinta-Feira, dia 21 de Setembro às 00:00.

domingo, setembro 17, 2006

Rituais de iniciação tribais

Pegue-se num grupo heterogéneo de familiares e amigos, solteiros e casados, uns quantos míudos, um padre, um DJ ou uma banda, um forógrafo, alguns criados de mesa e cozinheiros. Escolham uma capela e um recinto coberto localizado em algum recanto aprazível. Enfarpelem todas as pessoas reunidas a preceito e de acordo com os papéis a desempenhar na trama. Juntem comida e bebida em doses generosas. Agitem um pouco os ingredientes, de início com um pouco de religião ou formalidades legais, de seguida com alguma conversa de circunstância e cumprimentos a gosto. À medida que as inteacções sociais da praxe o permitam, sentem-se os convivas criteriosamente agrupados em mesas e sirvam a citada comida e bebida. Temperem tudo com música, de início qualquer coisinha calma e melódica que pode evoluir lentamente para ritmos mais exigentes e tropicais. Quando tudo estiver no ponto de caramelo, os noivos estão prontos para iniciar uma vida a dois, que se espera feliz, e os paizinhos já estarão arrependidos de terem comprado tanto álcool ao verem aquele amigo dos filhos que eles sempre olharam de lado, enrolado numa toalha de mesa com uma terrina na cabeça e pendurado no lustre da sala a cantar "Conan o homem rã" aos berros...

sábado, setembro 16, 2006

E uma lenda nasceu/Entre a bruma do passado

Grande espectáculo, ontem na Fnac de Coimbra. O público, dos 6 aos 60, gritou, cantou, acenou com t-shirt's com a famosa foto do disco d'ouro e não arredou pé sem um autógrafo.
Ninguém se importou pelo facto de o artista estar afónico e ter pedido a amigos que cantassem as suas canções ou por ter recusado o pedido de tocar o agora famoso "Favas com chouriço". Coisas do "lobby gay que passou da Antena 3 para a Comercial", disse ele.
Entre farpas ao governo e às finanças por parte do cantor, os bloggers presentes manifestaram a vontade de, na impossibilidade de uma imediata candidatura à Presidência, apoiar o Zé Cid num passso intermédio rumo ao poder, por todos nós desejado: um convite para cantar nas noites do Parque da Queima das Fitas de Coimbra.
O Cid pediu, a Gabardina apoia a ideia e, desde já, deixa a sua contribuição, colocando esta tarja no blog.
Tu, que passas os dias a bater com a mão no peito e a apoiar causas menos importantes, copia a tarja e junta-te a nós.
José Cid na Queima, já!


sexta-feira, setembro 15, 2006

Um clássico é um clássico

We all stand together


Meses e meses a ver isto ao almoço de domingo em... 1984!

quinta-feira, setembro 14, 2006

quarta-feira, setembro 13, 2006

Para baixo nenhum santo ajuda

O preço do barril do petróleo baixou de mais de 75 para 64 dólares nos últimos dias. Notícias sobre a descida da gasolina em Portugal? Nenhuma.
Quando era para subir era tudo tão rápido...

Correcção: afinal parece que alguma coisa está a descer. Mas eu garanto que ainda ontem meti gasóleo e o preço não tinha descido...

Série 27


Amanhã, ainda com os olhinhos rameladinhos, com o sabor lácteo do leitinho na língua, com cheirinho do café da vizinha e a fungar levemente, podeis visionar o novo episódio da Série 27. Para aqueles que logo pela manhã bebem cerveja, comem tremoços, chupam mãos de porco e arrotam cebolada, deixo um abraço solidário e o mesmo convite. Aqui as estreias são às Quintas. (A última frase é do produtor que insiste nesta coisa de habitar as pessoas a uma certa regularidade. Eu escuto e encolho os ombros comovido.)

terça-feira, setembro 12, 2006

forma

Hoje comi uma pescada que estava tão longe de ser uma pescada, como eu estou longe da lua. E, eu, moro num terceiro andar! Alto. Com vista desafogada, e em que é possível, quase todos os dias ver a lua. Lá no cimo, longe, muito longe, tão longe, como estava a pescada que eu hoje comi, de ser uma pescada. Uma pescada não é um carapau, nem uma sardinha grande, nem uma perca do mar. Não! a pescada é um peixe que se não compara aos outros peixes. Uma cavala, pode ser comparada a uma solha-marisca ou a uma tainha das pedras, um goraz não passa de uma faneca avermelhada com menos espinhas, um arenque, é um atum, que gosta do frio, e uma azevia uma dourada hippie. Agora, uma pescada é uma pescada. Só. E por isso, é que como deslaça nas comparações, também não liga com molhos. Servir pescada com molhos, seja manteiga aquecida, ou singela lágrima limão, é, perdoem-me a comparação, como dizer que aquilo que hoje comi era uma pescada: não faz sentido, faz uma má digestão, moralmente é duvidoso, e tem laivos de esperteza saloia. Tipo: Sim, sim, o pão é caseiro. O vinho, sem químicos. E vai-se a ver e o pão e o vinho estão tão longe de casa, e da pureza química quanto eu estou longe da lua. E, moro num terceiro andar. Alto.


segunda-feira, setembro 11, 2006

Mas não a guerra





Vejo documentários e notícias. O "voo 93". E não tenho vontade de ver mais nada. Nas torres ou no avião. No Ground Zero ou no controlo de tráfego. A fugir, a espancar terroristas ou a carregar baldes de entulho. Poderia ter sido eu em qualquer um daqueles sítios. Só não poderia ter sido eu no lugar dos terroristas. Não consigo deixar de pensar que poderia ter sido eu. Não consigo deixar de pensar no que diria naquele último telefonema. Não consigo deixar de os odiar. E estas minhas três últimas frases são apenas a prova de que eles venceram a batalha.



domingo, setembro 10, 2006

Apitos dourados e que se lixem os aficionados...

O SCP ganha com um golo irregular. O Braga ganha com um golo irregular. O SLB, mal desportivamente, apanha com um árbitro recentemente envolvido em notícias extra-futebol que quis deixar bem claro que nunca beneficiaria os encarnados e que, com uma ajudinha de alguns jogadores vermelhos de cabeca perdida e de belíssimos actores de xadrez, retalhou um jogo a cartões. Ricardo Silva, esse assassino dos relvados, escapa à expulsão, enquanto que outros sem atingirem ninguém pagam o pato de algumas conversas telefónicas. O descontrolo que se seguiu não tem desculpa mas compreende-se. O efeito deste jogo, qual bola de neve irá afectar pelo menos as duas próximas partidas. Salvam-se os golões com que os avancados do Boavista nos brindaram.

Noutro tema, se a tromba de água que se abateu sobre Freixo-de-espada-à-cinta tivesse caído em Monsaraz, havia hoje um touro mais feliz. Se o sr. árbitro João Ferreira tivesse estado em Monsaraz ontem, tinha expulso o toureiro logo na primeira entrada e havia hoje um touro mais feliz.

Há uns anos atrás eu teria pessoalmente enchido o gajo que acabou de escrever a catadupa de esterco que abaixo se pode ler, de chumbo quente ou de aco frio...

Se assim tivesse sido, nenhum de nos estaria aqui hoje, pelo que acabámos por nos habituar à ideia de que temos de nos aturar uns aos outros...

Felizmente, podemos sempre contar com o choque revitalizante da realidade, que, qual parede de tijolos, nos esborracha de volta à mediocridade em que vivemos.

sábado, setembro 09, 2006

Amor&Carinho

Do que os jogadores do Benfica precisam é de amor e carinho, terá dito Mário Wilson sobre o plantel dos encarnados há já alguns anos. E quem não precisa? Nos dias que correm em que se fala de crise, de terrorismo, de catástrofes ambientais, de guerras, de fome, de pragas, de tantas e tamanhas maldades indescritíveis por esse mundo fora, que nos tornam em cínicos de cara fechada, que não esbocam um sorriso para não revelar fraqueza, que não estendem a mão para levantar uma velhinha que caiu na rua, não serão estes sinais claros de que todos nós precisamos de ouvir a sabedoria do velho capitão?

As caras fechadas no metro e na rua, a irritacao latente dos condutores no trânsito, as respostas tortas nos servicos e lojas não são nem devem ser todas explicadas pela crise económica, que, acrescente-se, já serve de bode expiatório para quase tudo na nossa sociedade (um destes dias, de tão omnipresente, destronará o tempo como conversa número um nas conversas de elevador).

Invertendo, ou melhor, corrigindo esta implantada ordem das coisas, não será melhor considerarmos que é o índice de amor e carinho de uma dada sociedade que rege a economia? E assim, se nos concentrarmos na obtencao de felicidade como meta última das nossas existências, não estaremos, por forca da das rígidas leis económicas e sociais que criámos, a melhorar as nossas vidas? Valerá a pena desperdicarmos o tempo que temos em ser cinzentos e tristes, em lamentarmos as perdas e a pensar no que não temos?

Não é melhor aproveitarmos para andar na rua com um sorriso na cara (ainda que isso tenha tendência para fazer com que sejamos olhados de lado e julgados como malucos), deleitarmos os sentidos com todas as pequenas maravilhas que nos rodeiam (cores, formas, cheiros, sons, texturas, sabores...)? Claro que nem tudo é bom, nem tudo são rosas, como diria alguém. Mas, sem dúvida, haverá qualquer coisa a ganhar em termos uma abordagem optimista, curiosa, experimentalista, mesmo que seja um pouco ingénua, como a que tinhamos em criancas (desde que não tenhamos vivido fechados com um sociopata durante uns quantos anos), preocupados com o bem estar dos outros e sempre movidos pela sede da novidade! Se calhar alterámos a nossa ordem de valores e deixá-mo-nos enredar demasiado em preocupacões, alterando o prisma pelo qual percepcionamos a realidade, de forma que, agora, a vemos sempre com má cara...

Já estou a ouvir os comentários sarcásticos daqueles que ostentam a máscara da indiferenca amarga para se protegerem do mundo em que vivem (mesmo que seja o mundo em que vivem as pessoas que pretencem aos 90% com melhores condicoes de vida do planeta): ?- Ah, ah. Queria ver-te a dizer isso se estivesses desempregado! Ou doente! Agora se fosse rico...ou famoso!?. Ao que devo inapelavelmente responder, de uma maneira obviamente carinhosa: Vão p`ró c...!!! Mas felizes...

Agora, se me dão licenca, vou ali pregar aos peixes...

sexta-feira, setembro 08, 2006

Apito dourado

No dia em que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica tinha informado que iria entregar impoortantes documentos às autoridades, o Público dá a conhecer escutas telefónicas que parecem incriminar o Presidente do Benfica.

As escutas, transcritas em baixo, têm muito de surreal.
Aparentemente é o Presidente da Liga quem fala da nomeação de um árbitro que deveria ser feita pela Federação.
Apesar de as escutas acabarem com as frases

Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!

supostamente ditas por duas das figuras mais importantes do futebol português, o título escolhido para a notícia foi
Apito Dourado: escutas apanharam Luís Filipe Vieira a escolher árbitros para o Benfica
Ficamos assim a saber que quando Valentim Loureiro diz que o Porto quer os árbitros todos é porque os considera sérios e justos e quando afirma que ao Porto qualquer um serve é porque não quer influenciar nada nem ninguém...

Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...(...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LPV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LPV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.(...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LPV - Não, não quero Lucílio nenhum!(...)
VL - E o Proença?
LPV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LPV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...
VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!".(...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!

quinta-feira, setembro 07, 2006

quarta-feira, setembro 06, 2006

Do écran para o mundo VI


Pulp Fiction - Royale with Cheese

"I'm fucking going"

A confirmação do NOJO

No futebol português.

Quarto episódio da Série 27




Mais um fotograma. Mais um incidente. Ontem, por volta da meia-noite os estúdios da produtora foram assaltados por dois homens que, espante-se, não levaram nenhum do material que facilmente poderiam vender, mas apenas cassetes beta, dv e mini-dv. Do que eles andaram à procura foi de um ficheiro que já está em Singapura, e que será aqui publicado às 00:00 de amanhã.

terça-feira, setembro 05, 2006

5 de Setembro

BLOGS De amigo que regressa à blogosfera e de amigas que partem para outras paragens. A coluna da esquerda continua a crescer.

SURPRESA «a investigação do processo Apito Dourado detectou, pelo menos três jogos, durante a época 2003/2004, em que houve manobras de bastidores para prejudicar o Benfica». Entre eles o Nacional-Benfica, que os «encarnados» perderam por 3-2, e o Benfica-Boavista, ganho pelas águias pelo mesmo resultado.

No que respeita ao jogo da Choupana, o DN avança «que foi interceptada uma conversa telefónica entre o empresário António Araújo e o presidente do clube madeirense, Rui Alves, sobre a actuação do árbitro Augusto Duarte». Segundo o jornal, «ao mesmo tempo, o empresário ligado ao futebol e com negócios com o FC Porto ia dando conta das diligências a Pinto da Costa e a outros dirigentes do FC Porto».

Quem é que teria imaginado isso a ver os jogos? Agora só falta descobrirem o mesmo para as épocas de 80-81, 81-82, 82-83, 83-84, 84-85, 85-86, 86-87, 87-88, 88-89, 89-90, 90-91, 91-92, 92-93, 93-94, 94-95, 95-96, 96-97, 97-98, 98-99, 99-2000, 2000-2001, 2001-2002, 2002-2003 e 2005-2006, para que a pólvora esteja descoberta de vez.

SÉRGIO PAULINHO O miúdo faz-se, se ficar longe do doping.

Série 27. Episódio 4 "Vais passar o fim-de-semana a Coimbra?"


Fomos processados. Ontem, cerca das 20:30, chegou aos escritórios da produtora da Série 27 um fax do tribunal cível a notificar que tinha sido interposta uma providência cautelar na segunda secção da décima sétima vara. O objectivo dessa medida é impedir a exibição neste blog do episódio 4 da série 27 na próxima quinta-feira dia 7 de Setembro. A produtora preparã a resposta, através da sua equipa de advogados, e enviou já ao tribunal dos direitos do homem uma carta. A carta contém uma folha escrita e está assinada por duas ou mais pessoas. A preto.

segunda-feira, setembro 04, 2006

A amizade chega com uma qualquer cegonha

E na mala traz beijos, abraços, recordações, doces e, de bónus, sons de um artista que não ainda não está contente com a sua música, mas que já a faz assim





Régis dORION - Fais-moi rêver



Régis dORION - Ptit bonhomme