sexta-feira, abril 29, 2005

True love



nota:
Há jantar e respeito para o salteador do trocadilho.

quarta-feira, abril 27, 2005

No mínimo 50

A versão não é tão boa como a Simon & Garfunkel, mas é o que se consegue arranjar...



The problem is all inside your head, she said to me
The answer is easy if you take it logically
I'd like to help you in your struggle to be free
There must be fifty ways to leave your lover

She said it's really not my habit to intrude
Furthermore, I hope my meaning won't be lost or misconstrued
But I'll repeat myself at the risk of being crude
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover

Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

She said it grieves me so to see you in such pain
I wish there was something I could do to make you smile again
I said I appreciate that and would you please explain
About the fifty ways

She said why don't we both just sleep on it tonight
And I believe in the morning you'll begin to see the light
And then she kissed me and I realized she probably was right
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover

Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

You just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

terça-feira, abril 26, 2005

pois é, é

necessário ter segredos: um enorme, ou muitos pequenos.

quarta-feira, abril 20, 2005

terça-feira, abril 19, 2005

Bento XVI custa 4 libras à Gabardina

E a Gabardina ganha 14 libras pela sua aposta em Joseph Ratzinger. Como gastámos 18 libras nas apostas... perdemos 4 libras.
Ficamos contentes. Não seria bonito ganhar dinheiro com o novo Papa...

segunda-feira, abril 18, 2005

notita

Os alhos devem ser misturados com os bugalhos, a sinestesia é a única forma de entender o mundo e há velhos com 16 anos e velhos que nunca o foram. Para além disto, sei que estou incrédulo quando sinto piquinhos no nariz.

My Money is on...

Em Inglaterra as casas de apostas estão a aceitar palpites para o nome do próximo Papa. Eu deixo aqui a minha aposta, baseada no raciocínio que se segue.

Acho que os Cardeais sabem que os católicos, na sua maioria, não estão preparados para ter um Papa africano ou asiático. Os casos de pedofilia que envolvem elementos da Igreja Católica nos Estados Unidos parecem inviabilizar qualquer hipótese de o Papa vir daquela região do globo. O comportamento da Igreja Católica na América Latina é algo para que certamente os Cardeais não quererão chamar a atenção, pelo que suspeito que de lá também não virá o novo Papa. Tudo parece indicar, assim, que o Papa será mais uma vez um Europeu. Se assim for, é natural que os Cardeais não deixem de ponderar o impulso mediático para a Igreja Católica de ter um Papa de um determinado país e que fala uma determinada língua. Se este factor for preponderante, deverá estar excluída a hipótese de o Papa vir de Itália ou Espanha, países onde a crise da Igreja Católica se faz sentir com menos intensidade. Também não deverá vir do leste europeu, pois de lá veio João Paulo II.
Assim, a minha aposta vai para o Centro da Europa. Um país de língua francesa ou alemã. França, Alemanha, Bélgica ou Áustria. Melhor ainda seria se fosse de país neutro e central, como a Suíça. Aposto três libras em Henri Schwery, duas em Joseph Ratzinger, duas em Christoph Schoenborn, e uma em cada um dos restantes alemães, no belga e em cada um dos franceses.

O melhor do mundo são as crianças

Um dos marinheiros de Coimbra tirou-me da ponta dos dedos um post sobre os animais que ocupavam as bancadas do Municipal de Coimbra ontem à tarde. Ainda assim tenho um pormenor interessante para acrescentar. O coro das bestas que gritavam "UhUhUhUhUhUhUhUh!!!!" cada vez que o N'Doye tocava na bola era acompanhado por dois meninos de cinco anos (um rapaz e uma rapariga) que estavam sentados à minha frente. Isso era o que mais me estava a incomodar. Até que a meio de uma jogada de ataque do Estoril, o puto, empolgado, grita: "Passa a bola ao senhor dos Us!" E foi mais fácil ignorar os animais até ao fim do jogo...

A Gabardina tem a honra de

anunciar em primeira mão o nome do próximo Papa!




Aura Miguel

sexta-feira, abril 15, 2005

assim

Alguém me resume em 1000 palavras o concerto do Lou Reed na casa da musica?

quinta-feira, abril 14, 2005

States

Para inaugurar o novo e mais bonito player no blog, deixo esta para os saudosistas do States!



Promessa

Nunca apontarei numa agenda um encontro com um amigo. As agendas servem para marcar coisas tão pouco importantes que corremos o risco de as esquecer.

tomar decisões

Pesei os argumentos a favor. E, pesei os argumentos contra. Agora que posso assumir a responsabilidade de uma decisão, decido em consciência: amanhã não tomo banho! Mais, amanhã nem os dentes lavo! E se tiver de me assoar, afirmo-o com convicção: libertarei perdigotos, gafanhotos, centopeias peganhentas e outros, num sonoro atchim! Assim...perdão.

quarta-feira, abril 13, 2005

No love song finer





Everytime we say goodbye, I die a little,
Everytime we say goodbye, I wonder why a little,
Why the Gods above me, who must be in the know
Think so little of me, they allow you to go
When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to
minor,
Everytime we say goodbye

When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to
minor,
Everytime we say goodbye

terça-feira, abril 12, 2005

Ser português

No café a que vou habitualmente, a empregada insiste em levar-me o café à mesa. Isto só quando o patrão está por perto, claro. Quando o patrão está longe, poisa o café em cima do balcão para que eu o leve.
O patrão deixa sempre tudo em cima do balcão, sem qualquer simpatia.

segunda-feira, abril 11, 2005

Este PSD

é patético.

quinta-feira, abril 07, 2005

O combate do século


Punhos Sá Pinto vs. Lee "O Touro" Bowyer



Hoje em Newcastle

Combate previsto para 12 assaltos de 3 minutos cada

quarta-feira, abril 06, 2005

Pergunta do dia

Para que serve um Governador Civil?

terça-feira, abril 05, 2005

Jokerman






Standing on the water, casting your bread
While the eyes of the idol with the iron head are glowing
Distant ships sailing into the mist
You were born with a snake in both of your fists while a
hurricane was blowing
Freedom just around the corner for you
But with truth so far off, what good will it do.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

So swiftly the sun sets in the sky
You rise up and say goodbye to no one
Fools rush in where angels fear to tread
Both of their futures, so full of dread, you don't show one
Shedding off one more layer of skin
Keeping one step ahead of the persecutor within.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

You're a man of the mountain, you can walk on the clouds
Manipulator of crowds, you're a dream twister
You're going to Sodom and Gomorrah
But what do you care ? Ain't nobody there would want marry your
sister
Friend to the martyr, a friend to the woman of shame
You look into the fiery furnace, see the rich man without any
name.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

Well, the Book of Leviticus and Deuteronomy
The law of the jungle and the sea are your only teachers
In the smoke of the twilight on a milk-white steed
Michelangeo indeed could've carved out your features
Resting in the fields, far from the turbulent space
Half asleep near the stars with a small dog licking your face.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

Well, the rifleman's stalking the sick and the lame
Preacherman seeks the same, who'll get there first is uncertain
Nightsticks and water cannons, tear gas, padlocks
Molotow cocktails and rocks behind every curtain
False-hearted judges dying in the webs that they spin
Only a matter of time 'til the night comes stepping in.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

It's a shadowy world, skies are slippery gray
A woman just gave birth to a prince today and dressed him in
scarlet
He'll put the priest in his pocket, put the blade to the heat
Take the motherless children off the street
And place them at the feet of a harlot
Oh, Jokerman, you know what he wants
Oh, Jokerman, you don't show any response.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.



Bob Dylan

Intimidade

O Mourinho está com cara de tédio a fazer amor com uma inglesa.
De repente ela atinge o orgasmo e diz: OH, OOH, OOOOOH MY GOD!!!
Ele com a mesma cara diz: Na intimidade podes chamar-me só Mourinho.

(recebido por e-mail)

segunda-feira, abril 04, 2005

1997

19:21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.
19:22 E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
19:23 Disse, então, Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no Reino dos céus.
19:24 E outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.

Mateus 19

Católico por herança familiar, como a maioria dos portugueses. Baptizado e primeira comunhão. Assim era eu. Mas dez anos de colégios de freiras e jesuítas conseguiram afastar-me progressivamente da Igreja Católica. A pouco e pouco as coisas que ouvia na missa e o próprio ritual começaram a incomodar-me.
Mais tarde chegou a consciência dos lobbies, das caixas de esmolas, da Universidade Católica a arranjar empregos para os seus meninos.
A machadada definitiva na minha ligação à Igreja Católica chegou em 1997. Numa estadia em Itália comecei a coleccionar folhetos distribuídos nas Igrejas com o apelo "Ajude os padres católicos" (trouxe um que guardo "religiosamente" para que nunca ninguém me diga que a história é inventada). Lá se dava conta dos benefícios fiscais resultantes de doações ao Vaticano. Num dia de Novembro fui a Roma e ao Vaticano. Na Praça de São Pedro havia milhares e milhares de cadeiras preparadas para a missa do dia seguinte. Os turistas cansados de quilómetros a andar só podiam sentar-se no chão. Foi aí que nos sentámos, uns minutos, antes de entrar na Basílica. Lá dentro não demos pelo tempo a passar. É magnífica, a Basílica. Quando saímos tinha passado mais de uma hora. Uma hora de mármore, madeira e ouro. Uma capela inteira forrada a ouro. Ouro, ouro e mais ouro. E mármore. E mais ouro.
Nesse dia já era tarde para visitar o museu do Vaticano. Não voltei a Roma para visitar o Museu. Não voltei a Roma para ver o Papa. Acho que não quero ver o Museu. Dizem-me que é ainda pior.
O Papa morreu. O Papa que me parecia um bom homem. Que olhava de frente e parecia sincero. Que era carismático. Mas o Papa que estava à frente desta Igreja Católica. Que era o guardião de todo o ouro.
Tenho a convicção de que a História, daqui a muitos anos, julgará com cinismo esta Igreja rica que assiste à morte de milhões de pessoas à fome pelo mundo, que pede esmolas aos pobres para dar empregos, favores e poder aos ricos. A mesma História não se esquecerá daqueles que dentro da Igreja Católica dedicaram a sua vida aos "mais pobres dos pobres". Não com palavras, nem com lobbying, nem com segundas intenções. Com actos.
E Deus? O Deus de que fala a Igreja Católica, de quem supostamente João Paulo II era o representante na Terra, o que achará desta Igreja das esmolas e dos favores, dos empregos e dos lobbies, do ouro, dos templos, dos santos idolatrados e dos benefícios fiscais?
Se esse Deus existe, imagino que esteja agora a ter uma longa conversa com Karol Wojtyla sobre todas estas coisas. Se Ele existe, como eu gostava de saber o que pensa sobre isto...

A igreja condena epidural

Os últimos dias de agonia de um homem polaco foram uma bela lição. Um ensinamento sem paralelo sobre o que é o cristianismo, o que é a igreja e em que assenta toda a cultura ocidental. O culto do sofrimento, o desejo erótico da morte, o eterno retorno de Cristo à terra, são os pilares onde assentam as fundações da cultura individual e colectiva do ocidente. Se ser cristão implica ver no sofrimento o modo de chegar a Deus então nenhum cristão quererá acabar com o sofrimento, pois isso era condenar a sua chegada a Deus. Recordemos a fundamentação cristã das dores de parto: um castigo de Deus às mulheres pelo pecado original. Este assunto merece uma vida de trabalho ou um post pequeno, como estudo outra coisa, fico-me pelo post. Só mais uma coisa: é que durante estes 3 dias de novela mórbida morreram vitimas de extrema pobreza 30 000 miúdos por dia. Ou seja, 10 000 possíveis papas.

sexta-feira, abril 01, 2005

Dois avisos Zen.


O primeiro, à senhora que ontem estava de camisa verde e de saia preta a pagar 200 gr de fiambre na caixa do Pingo-Doce de Campolide e que ao mesmo tempo gritava ao telemóvel: " ...temos carradas de amigos..." :ninguém tem carradas de amigos.

O segundo, ao individuo que aparava os cascos no 58: Pá, cortar as unhas num autocarro: porreiro. Num autocarro cheio de gente: pá, prontos, aguenta-se. Agora pedir licença para te sentares, tirares as meias podres, expores as garras amarelecidas do pé chato direito, dobrares com estalo o joelho, enfiares as lâminas do corta - unhas bem até ao sabugo (aí, pertinho da carne), fazeres um esgar, apertares o instrumento de metal e arregalares os olhos com o som da secção da extremidade unhal: pá, foda-se, tolera-se. Agora, procurar no chão esse bocado de unha, brincar com ele na boca como se fosse um palito, cortá-los com os incisivos, cuspir uma metade para os vidros e guardar outro no bolso da camisa cor de rosa:pá isso é que já não pode ser. As unhas só devem ser plantadas em bolsos de camisa que em barras sucessidas de castanho façam um degradé (ainda que ténue) do colarinho ao ultimo botão.