sexta-feira, maio 09, 2008

Como tirar doces de uma criança

O preço do barril de petróleo poderá subir aos 200 dólares até ao final deste ano. Segundo 2 fontes que ouvi comentar o assunto, os motivos são o aumento desmesurado da procura por parte das economias gigantes emergentes China e Índia, que procuram sustentar a todo o custo o seu crescimento e abertura de mercado (motivo a mais longo prazo), o ataque às explorações da Nigéria (circunstancial), a instabilidade política nas zonas produtoras (circunstancial mas a longo prazo pelos vistos), especulação (circunstancial), exploração mais cara com o escassear das reservas (estrutural). E tudo isto apesar do câmbio euro-dólar estar favorável a nós, europeus.
Anos a habituar-nos a depender de gasolina e combustíveis fósseis e agora começa a extorsão. Os lucros das petrolíferas disparam em flecha, o governo enche os bolsos e quem se lixa, para variar, é o mexilhão. Isto é, o mexilhão que tem carros que gastam muito porque eu tenho um Smart! (ou, como diz a sobrinha, "o tio tem o carro do dinoshauro") Eheheheheheh! Bom, pode ser que, ultrapassada esta fase crítica, algo positivo acabe por acontecer como a adopção de hábitos mais racionais e ecológicos. Nada como mexer no bolso para estimular mudanças. Na dúvida, e mesmo com o Smart, vou comprar uma bicicleta. Os patins em linha já tenho, ainda que não saiba andar decentemente (resolução do momento: ir cair mais umas quantas vezes até conseguir).

5 comentários:

artur disse...

A revolução está a chegar. Aqui ficam as provas:

A FREGUESIA de Westminster, no centro de Londres, instalou ontem oito postos públicos
com tomadas para recarregar carros eléctricos, tentando incentivar o uso de energias
limpas. A utilização das tomadas custa 100 euros/ano. (hoje no OJE)

Many companies are currently researching the feasibility of building hydrogen cars. Funding has come from both private and government sources. In addition to the BMW and Mazda examples cited above, many automobile manufacturers have begun developing cars.
BMW also plans to release its first publicly available hydrogen vehicle in 2008, as does Honda. (http://en.wikipedia.org/wiki/Hydrogen_vehicle)

As of April 2008, plug-in hybrid passenger vehicles are not yet in production. However, Toyota,[3] General Motors,[4] Ford,[5] Chinese automaker BYD Auto,[6] and California startups Fisker Automotive[7] and Aptera Motors[8] have announced their intention to introduce production PHEV automobiles. The PHEV-60 BYD F6DM sedan and F3DM hatchback are expected in 2009 (http://en.wikipedia.org/wiki/Plug-in_hybrid)

O fututo está a chegar. O problema será, não tarda nada, dos países produtores de petróleo.

Catarse disse...

100 euros/ano para pagar os consumos do carro?!? Deve ser apenas o aluguer da tomada, não? Senão começo a ir carregar o telemóvel a londres ou ponho o Smart a pilhas. ;)))

Parece-me bem mas julgo que ainda demorará uma ou outra década, não?

artur disse...

Se os preços do petróleo continuarem a este nível eu aposto que daqui a dois anos teremos carros destes disponíveis em massa no mercado.

Homikron disse...

São sem dúvida, boas notícias, mas infelizmente todas as alternativas apresentadas até agora, tem as suas próprias consequências no que diz respeito à sustentabilidade e impacto ambiental.

O hidrogénio é um dos componentes mais abundantes no nosso planeta, mas requer imensa energia para ser isolado.

Os Biocombustíveis acarretam consigo a subida de vários bens alimentares.
Neste momento o Brasil já não consegue vender carros alimentados por combustíveis fósseis visto que os carros movidos a álcool consomem o mesmo, mas o álcool (etanol) que é produzido no seu próprio país, é vendido a menos de metade do preço da gasolina.

Os carros eléctricos sofrem do problema de autonomia, visto que a maioria dos modelos apresentados até ao momento, fica-se pelos 300 kms sem carregar as respectivas baterias.

Os carros híbridos, são consideravelmente mais caros que os “normais” e no fim de contas, gastam tanto como qualquer diesel.

Estamos a ir no bom caminho, mas ainda falta mudar a mentalidade de todos.
Tal como diz o Catarse, mexer no bolso leva a mudanças, mas o ideal seria mudar devido a uma consciência ambiental e não apenas pelo dinheiro que se pode poupar.

Por exemplo, na empresa onde trabalho, as luzes, computadores, monitores, máquinas diversas, etc., ficam ligados toda a noite, desnecessariamente.
E porque é que isto acontece? POIS! Porque não são eles que pagam.

Catarse disse...

As mudanças têm de começar com aqueles programas do ensino básico e continuar com exposição massiva de publicidade institucional. Se isso não resultar tenta-se com incentivos. Se ainda assim as pessoas teimarem em não aprender a colaborar, penalizações!

As tecnologias são sempre mais caras no início e antes da massificação. É o efeito novidade, a fase de teste e implementação. Daqui a uns anos serão mais baratas e corriqueiras com a dessiminação e desenvolvimento tecnológico. Os problemas ambientais e de autonomia serão, de certeza, resolvidos com o tempo e o aumento da necessidade.

E há sempre a solução do problema raiz, sim, Homikron: Gerar electricidade e hidrogénio: Talvez com a fusão a frio, talvez com a resolução do problema dos resíduos nucleares (estive a ler algo sobre isto e estou quase fã desta via), talvez com estações solares no espaço sem a barreira da atmosfera, ou com uma outra qualquer solução não prevista.