segunda-feira, março 17, 2008

Longe de casa?

2 anos e 4 meses depois, a minha casa é Lisboa. Já o disse anteriormente mas sinto-o cada vez mais e não vejo um retorno à base a perspectivar-se como possível. Depois de umas quantas atropeladas mudanças e de perder um pouco a noção de onde era a minha casa - a Amadora nunca convenceu neste papel -, começo, numa perspectiva mais alargada da coisa, a ver Lisboa como o sítio que reconheço como lar. Home is where the heart is, pelo que, nesta ordem de ideias e sabendo que o meu neste momento nem me pertence por inteiro, é aqui que me sinto bem e onde quero ficar.
O estatuto de imigrante implica um afastamento do local onde estamos em casa e para onde queremos voltar, sendo que, neste momento, me sinto muito mais deslocado quando rumo a Coimbra (é um deslocado relativo, claro, porque estão lá família, amigos e locais cheios de memórias que não me deixam ser-lhe indiferente) do que aqui.
Uma vontade de sempre, a de sair do país, nesta altura deixa de fazer sentido, até porque há, agora mais que nunca, alguém que me faz querer muito ficar por cá e uma série de planos a solo ou a dois por concretizar. Tudo na vida são conjunturas pelo que não é possível fazer futurologia (e acho que quanto mais damos algo por certo mais certo é que se esfume logo a seguir) mas, tanto quanto me é dado perceber, o imigrante (re)encontrou o seu lar.

4 comentários:

Arroz de Casca disse...

Acho muito bem que prof. Catarse se tenha tornado num alfacinha convicto. Algo que, aliás, está comprovado pela maneira como sente a "onda" dos lugares.

Mas o que eu queria mesmo - e desculpem lá o abuso - era perguntar à IM (se por acaso lhe der na veneta de passar por aqui) porque é que não consigo aceder ao PENSAR??? Deu um fanico ao blog???
Obrigadinha pelo tempo de antena. ;)

Catarse disse...

Sempre ao dispor para o serviço público dos nossos leitores... ;))

Anónimo disse...

isso é até te chateares com a gaja

Catarse disse...

"Atão" "bamos" lá "ber":
Primeiro que tudo, não conto chatear-me com a dita "gaja", pelo que fica inválido o ponto tão sucinta mas sapientemente exposto. "Óspois", mais facilmente ia "co'ela" para qualquer lado do que a deixava ir sem mim. Até gosto aqui da capital e tal mas há prioridades. E digo mais, até "imigraba" "mais ela", se fosse isso "c'agente" achasse "melhori". ;)))