quinta-feira, janeiro 31, 2008

101


Uma pista: Não são dálmatas. Nem rosas.

Mas concordo que são demais. Mais nem sempre é melhor.

Consultório sentimental do Prof. Catarse

Constou-me que os meus préstimos estão a ser requeridos por aqui. Como sempre, estou disponível para ouvir os vossos desabafos anónimos ou assumidos (gosto muito desta palavra), 24h por dia, 7 dias por semana, 4 e tal semanas por mês, 12 meses por ano, and so on...

Queixas, conselhos, desabafos, arrufos, confissões, declarações, poções mágicas, mezinhas, rezas e macumbas, ideias românticas, sugestões. Temos de tudo. É deitar no sofá e... Oh, yeah baby, please behave!
The love doctor is... IN! I'm listening!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Tão queridos quando são pequenos...

Quem não se lembra do pequenito, doce e esperto Andrew Keaton, do Family Ties?

Cresceu, teve uma banda punk, foi condenado por violência doméstica, fez uma desintoxicação e, de acordo com a wikipedia, esteve 5 meses sem tocar em álcool ou drogas.

O depois e o antes de Brian Bonsall...


Futilidades divertidas

Clica nas abelhas mas com cuidado porque já nem nos insectos se pode confiar...

Clica no link e responde às perguntas para descobrir o que a net pensa de ti...

Clica no link e descobre que o tempo passa mesmo sem darmos por isso...

Gracias pelos links enviados

Nota Editorial: Manifestações Públicas de Sentimentos

Dentro de um tema presente e muito marcante que, inclusivamente, suscitou já alguns comentários de leitores atentos e amigos - é sempre bom receber feedback de quem lê e mais ainda de quem se interessa pessoalmente, algo que agradeço - fica o título deste post como um alerta informativo sobre o que penso deste assunto. É certo que tudo o que é demais é moléstia mas é preciso ver que os limites de uns não são iguais aos de outros e aqui reside o problema: onde traçar a linha da qual não se passará. Como comentei num post anterior, salvo questões de intrusão na privacidade alheia (erros cometidos e corrigidos no passado, fruto da inexperiência nestas lides da blogosfera), aprendi a não colocar aqui nem fotografias que permitissem a identificação de pessoas nem textos que revelassem mais do que a minha noção de privacidade o permite (admitindo que os limites de outros possam ser diferentes e tendo sempre isso em consideração quando falo de terceiros - sabendo também que a minha vida não é estanque e interage com outros). Por outro lado, como também já escrevi por aqui, gosto do papel de purga (pessoal), criativo (escape tão necessário da realidade) e informativo (para quem me conhece e está longe) que este blog e esta assinatura (Catarse) tornaram possível, variando no tempo, tema e estilo.
Pessoalmente acho que, nos dias de hoje, quando manifestamos publicamente sentimentos como ódio, revolta ou censura ninguém se importa com o teor verrinoso ou cínico do que escrevemos que são, inclusivamente, tidos como sinais de um (frio) intelecto, coolness ou superior e refinado sentido de humor, mesmo quando estamos directamente a visar e ferir alguém enquanto que, cada vez mais, há pruridos e uma quase vergonha ou inibição com manifestações de carinho e afecto. Não me parece que deva ser assim que as coisas têm de ser e é esta a minha "linha editorial", se assim se pode chamar, bem como a minha postura pessoal na "vida real". A minha liberdade termina onde começa a dos outros mas aqui existe a liberdade de cada um para ler o que quiser assim como a minha (dentro dos limites acima descritos e demais condicionantes legais e morais aplicáveis). Concordo que possam achar que este não será o local mais propício para tal escritos, mas, se assim o julgarem, têm bom remédio como sempre o tiveram quando escrevo sobre outro tema qualquer: Não leiam ou discordem nos comentários (é por isso que os mantenho abertos a todos e nunca censurei nenhum).
Agradeço mesmo muito o feedback que tenho tido e gosto de ter e não sou imune à crítica (positiva ou negativa) até porque a qualidade do que aqui escrevo não é sempre a mesma nem apela de igual modo a todos mas também não é essa a minha pretensão. Escrevo porque gosto e gosto do que escrevo e assim vou continuar. Até me fartar. Até julgar que deixou de fazer sentido. Espero sinceramente que continuem a acompanhar atentamente, como o têm feito, estas incursões, descrições, criações, palermices, desabafos e devaneios que vos vou deixando. Isto não é um amuo. Isto não é uma censura ou recriminação. Isto é apenas uma clarificação que nasce de vários e inestimáveis inputs que me fizeram chegar (e peço que continuem a fazê-lo sempre que o entenderem fazer), não só agora como noutras alturas, e que penso resumir de uma forma clara e explícita a minha maneira de pensar sobre este assunto e sobre o meu papel neste blog (que, aproveito para acrescentar, não é só meu, pelo que isto se aplica apenas e somente aos textos publicados sob o meu pseudónimo)!
Não há tabus, temas proibidos, brincadeiras censuráveis ou questões inabordáveis. Apenas uma imensa vontade de escrever.
Dentro do tema anteriormente designado como LA RIPA, tal deve-se ao aparecimento de uma pessoa muito importante na minha vida e à inegualável alegria que tal gerou e que, por vezes, me enche de tal maneira que não consigo evitar que extravase. Como este blog está agora indelevelmente ligado a mim, é também por intermédio dele que manifesto a minha felicidade e a partilho com todos! Espero que compreendam.
Mais acrescento que, numa nota eminentemente mais geral (e principalmente no que aos amigos concerne), nem tudo é perceptível à vista desarmada, nem sempre o que parece é e, por vezes, é mesmo melhor perguntar directamente sem melindres ou inibições - o interesse é mútuo como sabem e se nem sempre comunico (como decerto acontecerá desse lado) é por falta de tempo e excesso de distância, algo que me esforço e terei de me continuar a esforçar por contrariar!
Achei que era necessária esta nota nesta altura. Espero que continuem a ler! E a comentar!
Cumprimentos editoriais! Saudações amigas e calorosas! The Catharsis is (still) out there...
Pedro
P.S. - Isto não é dirigido a ninguém em particular e muito menos a amizades de 20 anos.

SLB - mercado de inverno, campeão no verão?

O mercado de Janeiro é complicado. Ponto assente. Mas permite ajustes e já deu campeonatos.
O plantel do Glorioso necessita de ajustes. Ponto assente. Mas piores equipas já ganharam campeonatos.
Numa análise rápida, os problemas eram: Excesso de jogadores, déficit de experiência dos jogadores jovens, jogadores que nunca tinham jogado na Europa ou em Portugal e contratações falhadas.
- Miguelito - Sepsi. Troca arriscada mas necessária. O primeiro teve hipóteses e falhou sempre. Vamos ver no que dá o romeno que tem a vantagem da idade lhe dar margem de progressão e o Leo como modelo do que deve vir a ser.
- Miguel Vítor, Romeu Ribeiro, Yu Dabao, Fábio Coentrão têm todos qualidades para se afirmarem mas precisam de jogar e não o iam conseguir nos próximos 6 meses por aqui. Boa decisão! Está tudo nas mãos deles porque têm tudo para conseguirem ser titulares nas equipas para onde foram.
- Makukula (a confirmar-se). Gosto! Sempre gostei de avançados de bom porte atlético e sempre quero ver o animal do Bruno Alves a tentar intimidar a nossa nova torre de ébano.
- Fellipe Bastos, Halliche e Vinicius. Um para ficar, outro para emprestar, outro para os júniores. É bom saber que continua a aposta em novos talentos. Espero que vinguem e acho que o primeiro vai dar um ar da sua graça ainda esta época!
- André Diaz, Marco Ferreira e Bergessio. Erro de casting, erro de casting com cheirinho a tentativa de irritar o FCP sem sucesso nenhum, possível Lisandro mas sem tempo ou espaço para rebentar? Parecem-me boas decisões, até porque o último, ao que parece, mantém o vínculo ao clube.
Ficam ainda problemas por resolver como a lateral direita (para já, nem o Luís Filipe e o Nélson juntos, com grande pena minha por conhecer pessoalmente o primeiro e gostar do estilo ofensivo do segundo na primeira época), o extremo direito (Maxi poderia ser solução para o primeiro mas só o empenho e disciplina táctica o tornam opção para o segundo) e suplente à altura para o Rui Costa (Nuno Assis insiste em não render o que já rendeu). O Butt não aquece nem arrefece e, ao que parece, é caro. Livrem-se dele no final da época; o Moreira e o Quim dão boa conta do recado com um miúdo promissor dos escalões de formação!
A maior e melhor surpresa foi Christian Rodriguez, o Cebola (é de comprar já), seguido das boas indicações (com muito a melhorar) do Di Maria, os golos do Cardozo (também a melhorar) e o esforço e rigor (e lançamentos) do Binya (se vais mesmo partir a perna a alguém, tenta a do Quaresma).
Nota positiva ainda para a recente manifestação de intenções (espero que não se fiquem pelas boas intenções porque o inferno da Luz está já cheio delas) de investir mais no mercado nacional, seguindo os ditames de Mourinho que sabia o que estava a fazer quando escolhia atletas já experimentados cá no burgo e observados de perto.
Vamos ver no que dá!

Zen: Auuuuuuuuummmmmmmmmmm!!!

Num regresso ao IC19, que saudades, apenas tornado possível pela crise actual e pelo preço da gasolina que está pela hora da morte (nota-se uma diminuição da intensidade do trânsito a partir do dia 20 de cada mês por falta de verba na maior parte dos orçamentos familiares, o que os obriga a soluções de car pooling ou transportes públicos - é pena que ambas só pareçam fazer sentido quando o cinto aperta), apanhei, como não podia deixar de ser para tornar completa esta experiência, um acidente. Na onda Zen que decidi adoptar para não me chatear com aquilo sobre o que qual nada posso fazer, contei até 10. Como estive lá mais de 40 minutos contei devagar. Contei de trás para a frente. Só pares. Só ímpares. Números primos. Aleatório. Fiz a tabuada deles todos. Somei-os. Subtraí-os. Dividi-os. Multipliquei-os. Calculei as raízes quadradas. Integrei. Primitivei. Baralhei-me todo porque a matemática já está um pouco enferrujada. A dada altura não havia zen que me aguentasse e, apesar de saber que as frases: "Hate gets back to you! Love gets back to you! Choose what you want to get!" estão, por mais do que um motivo, carregadinhas de razão, explodi inapelavelmente! Que raio de anormais, imbecis, bestas quadradas, estúpidos, filisteus, biltres, facínoras, sacanas, trastes, pulhas é que se esfaixam uns nos outros numa recta? Que raiva! Quem não sabe conduzir depressa anda devagar e na faixa da esquerda. Quem não sabe conduzir seja a que velocidade for fica em casa ou anda à boleia. Levanto-me eu às 7,30 todos os dias para ter tempo de fugir ao trânsito e tomar um pequeno almoço relaxado na empresa antes de começar a trabalhar e depois dá nisto?! Tive mesmo de os insultar à passagem... A bem do meu civismo e auto-controlo, lamento imenso dizer que infelizmente ajudou. Passada a necessária purga (catarse?) e aliviado o stress, relaxei e... Aaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmm!! Só faltou o incenso!
Bom, mal por mal, antes tivesse apanhado um ou outro tigre. Sempre acrescentava o tão necessário toque de surrealismo ao início do meu dia.

80's: Uma tripla encadeada de música

E como a vida sem música não presta mesmo, ainda que a dita possa ser de gosto duvidoso, aqui fica um medley dos anos 80 que vale sempre a pena recordar!


Do medley antigo saltamos para a actualidade pelo título da música que se segue:

Camera Obscura - Eighties fans!



E, por intermédio de uma das músicas dos senhores anteriores, um favorito do antigamente retirado do baú:

Lloyd Cole


Festa anos 80! O rescaldo



Como diria alguém: É fête é fête! E foi uma boa fête! Trajes a rigor e convenientemente foleiros, música à altura e convenientemente datada, animação intemporal e convenientemente regada (ficou talvez a faltar uma bebida clássica dos anos 80: Kontiki)! Estava lá uma Zundapp. E o Indiana Jones, a Sigourney Weaver, o Sylvester Stallone e a Madonna. É preciso dizer mais?

terça-feira, janeiro 29, 2008

Tu és...

...linda, terna, louca, feminina, provocadora, alegre, genuína, diferente, simples, tonta, inteligente, confiante, meiga, sexy e divertida. Tens um riso fácil e contagioso, um cheiro delicioso, um cabelo indomável, um "tá?" retórico que não deixa margem para resposta e uma barriga de enlouquecer!
Amo-te!

Porquê? Não sei mas sei que sei, tá? (Parte II)


Perguntaste-me porquê que gosto de ti.

Respondi que não sabia mas que, tanto quanto percebia do assunto, explicá-lo não era condição necessária para sentir na mesma o que sinto por ti.

The Darjeeling Limited


Do realizador Wes Anderson, The Darjeeling Limited & Hotel Chevalier (o prólogo) é um grande filme! É mesmo de ir ver sem falta ou demora!

Divertido, bons diálogos, narrativa agradável, crítica a alguns lugares comuns como misticismo, relações familiares e à noção quase infantil "Eu não preciso de dinheiro para ser feliz" - frase que, em boa verdade, só pode ser proferida no seu verdadeiro sentido por quem tem mais do que o suficiente. As 3 personagens principais (sem desprimor pelas restantes) estão muito bem construídas e são verdadeiramente caricatas mantendo, ainda assim, uma genuinidade e coerência acima da média.

Por mais do que um motivo e de mais que uma maneira, o filme levanta questões sérias enquanto nos deixa bem dispostos, acrescentando a isso uma série de bons planos (como a cena da entrada no comboio - da qual usa e abusa mas mantendo a eficácia ou a cena no quarto do Hotel Chevalier com a inacreditavelmente sexy e feminina Natalie Portman) e imagens fortes e cheias de cor (ou não decorresse a acção na Índia).

Sobre o que o filme nos oferece como paradoxo da realidade, cada vez mais acho que somos todos personagens à espera da entrada certa no enredo e se assumissemos essa qualidade distintiva em vez de nos camuflarmos no meio de todos os outros ou abafarmos aquilo que nos torna únicos seríamos muito mais felizes. Qual é o mal de ter uma ou outra faceta marcante, loucura ou traço de personalidade vincado? Nenhum. É o ostentá-lo com orgulho e confiança que faz de nós singulares e extraordinários. Medo do julgamento alheio? Tenho é medo de não me conseguirem diferenciar de qualquer outra pessoa...

Criaturas de hábitos

Que somos criaturas de hábitos não é novidade. Que absorvemos rapidamente novos comportamentos e os integramos nas nossas rotinas, também não. Que temos direito às nossas excentricidades, idem, e que a cada tolo a sua mania, ibidem. Agora quem é que se ia lembrar de algo tão adoravelmente rebuscado como, na cama, telefonar virada para o lado direito e adormecer para o esquerdo é que já não sei...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Carnival is coming (part I): Shaft



John Shaft: "Don't let your mouth get your ass in trouble"

Who's the black private dick

That's a sex machine to all the chicks?

SHAFT! Ya damn right!

Who is the man that would risk his neck

For his brother man?

SHAFT! Can you dig it?

Who's the cat that won't cop out

When there's danger all about?

SHAFT! Right On!

They say this cat

Shaft is a bad mother

SHUT YOUR MOUTH!

I'm talkin' 'bout Shaft.

THEN WE CAN DIG IT!

He's a complicated man

But no one understands him but his woman

JOHN SHAFT!

Conclusões de férias

O chá verde é a nova canela.

Fim de semana desportivo


Quando já ninguém discutia a hipótese do campeonato eis que, para benefício das tiragens dos jornais desportivos apenas, só pode, o FCP sofre de uma paragem mental do seu treinador (Marek Che?), um ataque de medo absolutamente inesperado e uma noite perfeitamente desastrada e sem confiança na finalizaçao (Adriano? Farias?) e derrapa no piso molhado da casa de banho de Alvalade para elevar a felicidade encarnada (ainda que poucas mais melhorias que anímicas - e já não é mau quererem mesmo jogar e ganhar - como se viu no jogo com o Guimarães) a níveis que os oito pontos de diferença não faziam prever nesta altura.

A esperança, qual Fénix renascida das cinzas (até dá para ver uma águia ali no meio e tudo), é a coisa mais bonita do mundo!

A morte da bezerra...

Afinal não é assim tão mau estar a pensar nela... para mais se precisarmos daquela inspiração para resolver um problema bicudo.

Eu sempre soube que era distraído mas nunca pensei que isso me pudesse ajudar.

sábado, janeiro 26, 2008

Life on Mars - Seu Jorge



Do post anterior para este foi só passar pelo "Life Aquatic", também muito parvo, também com mais do que à primeira parece e também com o Bill Murray. E com o extra da banda sonora!

Groundhog Day



Um dos meus filmes preferidos!
Tem o Bill Murray. É parvo. E faz muito mais sentido do que à primeira vista pode parecer.

Só podia ser bom!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

NBA


"Sejam bem vindos ao jogo NBA da semana!"

Era assim que Carlos Barroca e João Coutinho nos saudavam na emissão do segundo canal, A Magia da NBA, aos domingos dedicada a este desporto que pratiquei afincadamente durante a minha adolescência. Vidrado naquele cheirinho semanal da melhor liga de basketball profissional do mundo que sabia sempre a pouco, foi um privilégio incrível apreciar uma geração de jogadores como Michael "Air" Jordan (o melhor jogador de sempre da modalidade e, para muitos, o melhor atleta também), Magic Johnson, Karl "Mail Man" Malone, Charles "El Gordo" Barkley, Akeem "The dream" Olajuwon entre tantos outros. As jogadas, os nicks, as rivalidades, as estatísticas, os posters, tudo era motivo de interesse num desporto evoluído e espectacular. E vem aí o All Star Match!

Na foto acima, His Royal Airness Michael Jordan! Sim, é um ser humano e sim, sabia voar!

"E tenham um fim de semana faaaantástico!"