quarta-feira, janeiro 16, 2008

um gato é um gato

Encerramento do Hospital Pediátrico D. Estefânia

Está online uma petição contra o encerramento do Hospital Pediátrico D. Estefânia (LAHDE).
Por muito que compreenda que tem de haver algum controle e racionalização de custos, acho que há coisas que têm mesmo de existir, moral e socialmente justificadas ainda que deficitárias economicamente. Porque o dinheiro não é tudo. Porque os hospitais são assustadores para uma criança (e não só) mesmo sem adultos agonizantes. Porque eu escolho mil vezes um hospital pediátrico antes de um estádio de futebol ou um submarino.

Hemingway, os Golfinhos e as coincidências

Por definição, uma coincidência é um alinhamento espontâneo de dois ou mais acontecimentos relacionáveis, sem nexo de causalidade aparente entre eles. É certo que a grande maioria é desprovida de significado mas não deixam de, por vezes, ser algo assustadoras.
Como quando ligas na altura em que te querem falar. Como quando apareces quando estavam a pensar em ti. Como a música certa toca na hora certa.
Destas, e de outras deste género, nascem as teorias da conspiração e um certo sentido de paranóia sobre grandes esquemas controladores dos acontecimentos. Talvez sim, talvez não. Há certamente esferas de influencia que nos escapam. Há factores que, por desconhecidos, tomam proporções de místicos mas há coisas que são realmente intrigantes e deixam no ar mais perguntas por responder do que aquelas que a simples estatística poderia tentar solucionar.
Por mais voltas que dê à cabeça, não consigo perceber como é que os Golfinhos anunciaram que decidiram reunir-se no Hemingway horas depois de lá ter estado perfeitamente ao calhas pela primeira vez. Se isto vos parece inexplicável, posso adiantar que não é mais claro para mim só por saber do que estou a falar ou para quem recebeu a inconspícuamente assustadora mensagem. Deixem lá. Foi só mais uma numa longa lista de fenómenos dignos do Entroncamento que teimam em marcar presença. Provavelmente é o destino e já se sabe que não se pode lutar contra o destino.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Os 23 do Senhor SOCOlari

Ainda que muita água possa rolar por baixo da ponte até lá, parece-me que estão (quase) escolhidos, salvo alguma lesão ou quebra de forma de última hora ou algum desvario da cabeça pensadora do Sargentão, os eleitos para a próxima campanha da Selecção Nacional. Ei-los:
GR: Quim, Ricardo, Hilário (dúvidas apenas por troca com Paulo Santos)
DD: Miguel (esq), Paulo Ferreira (esq), Bosingwa
DE: Caneira
DC: Pepe, Fernando Meira, Bruno Alves e Ricardo Carvalho
MDef: Petit e Miguel Veloso
MC: Deco, Maniche, João Moutinho (dúvidas apenas por troca com Raul Meireles)
Extremos: Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão e Nani
Avançados: Nuno Gomes, Makukula, Hugo Almeida
Uma palavra ainda para Jorge Andrade que fica de fora por falta de ritmo (e bem), outra para Figo que fica de fora por vontade própria (e bem) e mais uma para Postiga que fica de fora até aprender a jogar futebol mesmo quando não está para aí virado (graças a Deus!). Mesmo a falta gritante de laterais esquerdos que grassa por aí é compensável com o excesso de gente na outra banda. O resto parece-me pacífico.
Um grupo sólido, coeso, cheio de potencial, polivalência, experiência, talento e vontade para trazer (finalmente) um caneco para casa! Vamos lá, cambada!

Produtos do antigamente que ainda duram e ainda bem

O Vieira de Castro é que sabe...

... e 2 kgs de flocos de neve só podem fazer bem! Um de cada vez, tá?

Apetecia-me algo, Ambrósio. Tomei a liberdade de plantar um Aeroporto em Alcochete, Madame

Oh, Ambrósio, bravo! Era mesmo o que me estava a apetecer...

E pode ser que assim:

- O Freeport não vá à falência;

- O Sporting consiga mandar o Paulo Bento embora para longe e trazer um pior;

- Se evite ver um 747 pendurado no trânsito da Segunda Circular, perdão, pendurado na Segunda Circular.

- A madame do Ferrero Rocher vá satisfazer os seus apetites carnais com o Ambrósio para locais mais paradisíacos.

Num tom um pouco mais sério, entre a Ota, Alcochete e Portela +1, uma das soluções teria de se encontrar já que a situação actual caminha para a saturação em pouco tempo. Pelo pouco que li, a Ota acarretava soluções técnicas redutoras do ponto de vista aeronáutico e já que iam construir um aeroporto talvez não tenha sido má ideia considerarem essa desvantagem como muito relevante. Alcochete levanta problemas ambientais e de transportes. A Portela +1 seria excessivo para o tamanho do país. A solução ideal não existe e o óptimo é inimigo do bom pelo que, contas feitas (que só se farão no fim, como é hábito neste país contabilísticamente escorregadio) até nem desgosto da solução encontrada. Super-teorias da conspiração à parte, gostei de ver o governo recuar numa opção que já parecia estar a ser tomada apenas por teimosia. Gostei de ver a maioria das pessoas interessadas pelo assunto e a sociedade civil interventiva. Claro que houve jogos de poder, manobras de bastidores, tráfico de influências. Claro que muitos se irão abarbatar indevidamente com dinheiros públicos. Claro que houve, há e haverá muito para melhorar mas parece-me que escolheram o menor de vários males e, haja imprensa de investigação à altura e um Tribunal de Contas corajoso, tente-se que o processo corra simples e transparente. E, já agora, bem articulado com o super-mono do TGV que, adianto, ainda não perdi a esperança de ver cancelado ou profundamente alterado, para melhor servirem o desenvolvimento de Portugal e reduzirem o isolamento deste cantinho da Europa.

Prazeres simples

O belo prego com batatas fritas e mostarda, sempre acompanhado pelo inefável fino (ou imperial) geladinho! Cai bem a qualquer hora, com especial destaque para a meia noite, numa qualquer cervejaria ou marisqueira perto de si. Aconselho o Ramiro, na Almirante Reis, se o ambiente degradado da vizinhança não vos afastar de lá. Bom! Muito bom!

Porreiro, pá!


Portugal está em penúltimo lugar entre os países da UE, atrás da Grécia, perdão, de Malta, perdão, da Lituânia.

The Assassination of Jesse James by the coward Robert Ford

Três gajos vão ao cinema ver um filme sobre um pistoleiro famoso. Ambos os três tinham lido críticas sobre o filme que os prevenia para a possibilidade de aquilo ser um pouco mais parado do que o que tinham em mente. Ainda assim foram. Viram. E gostaram médio pouco. Nem a fotografia (dois ou três bons planos) nem o argumento (médio médio) compensaram o facto do filme ser demasiado longo para o que tinha para contar. Apenas a construção das duas personagens principais valeu a pena. O suposto herói Jesse James começa em grande mas revela-se no final egocêntrico, paranóico e isolado e são esses pés de barro que acabam por quase lhe fazer merecer o tiro na nuca (mataste a cacilda, com um tiro na nuca, mataste a cacilda, meu fxxxx dx pxxx - a expressão "tiro na nuca" desencadeia sempre esta musiqueta em mim e nem sei bem porquê) do supramencionado cobarde Robert Ford que de facto o é (ainda para mais tem uma maneira irritante de falar) durante todo o filme, sem conseguir sequer a remissão pelo medo no final.
Fiquei com vontade de malhar um belo western spaghetti, pelo mestre Sérgio Leone! O bom, o mau e o vilão! Já estou a assobiar a theme song do Ennio Morricone...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Alguém quer um contrato de trabalho?

Condições: 3 meses com possibilidade de renovação (vários factores envolvidos)
Funções: Assuntos regulamentares, labeling
Remuneração: 750 euros mensais líquidos
Formação de base: científica (química, biologia...)
Experiência: pouca ou nenhuma
Empresa: Multinacional da Indústria Farmacêutica sediada perto de Sintra
Não é certamente a melhor oferta do mundo mas é certamente melhor que nada...
Gabardina.blogspot.com, o seu portal de emprego (que, ao contrário de outros, não se envia automaticamente para todos os destinatários da lista de endereços do mail sem perguntar)

Já que sabem que o vão fazer...

... ao menos que saibam o que fazem.

Restaurante A Camponesa (parte LXXVII)

Mesa marcada para as 22h.
Ligeiro atraso.
Telefonema de cortesia para avisar:

"Estou sim? M? Daqui fala J. Nós tínhamos mesa marcada para hoje, às 22h, mas estamos um pouco atrasados."
"Olá J. Ora deixa ver, mesa para as 22h, J... Estão atrasados? Graças a Deus!"

E desliga.
E nós gostamos. Tanto.
Mesmo tendo jantado apenas à meia noite.

Just a perfect day...

...I'm glad I've spend it with you!

Sem certezas sobre o futuro.
Sem certezas sobre o resultado.
Sem certezas sobre o que vai acontecer.

Com a certeza que estou feliz!
Com a certeza do que sinto!
Com a certeza de saber que és tu!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Holofonia

Sei que isto já não é recente mas continuo a gostar. Vai daí decidi partilhar.
Sigam as instruções, coloquem os phones, fechem os olhos e.... ouçam!

O Barbeiro é genial!

Meravigliosa Creatura

Grande música esta, tornada famosa pelo anúncio do Fiat Bravo. E cantada por uma rapariga de Siena, de uma família que nos deu um grande piloto de Fórmula 1 e pastelarias e gelatarias do melhor que há.



Gianna Nannini - Meravigliosa Creatura

Tirada do fundo do saco

Não sei o que me perturba mais. Se o ar de quem congemina para incentivar motins a esmo por motivo nenhum que não um gosto insano e inato pelo pandemónio se a cabeleira ruiva...
Felizmente mudasti um pouco em 30 anos. O meu cabelo agora está escuro...


Extra: O meu doppelganger (cortesia IM):
Como é? Vais largar essa faca e fugir ou tenho de ta dar de comer? Pelo nariz!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Heartbeats, Lifestyles & Crossroads

Bela converseta que ontem à noite se instalou no HC a troco de coisa nenhuma... Dentro do tema das relações pessoais e das escolhas que se tomam sobre o rumo da vida (quando nos é dada essa possibilidade ou quando a escolha é feita por outrém ou pela vida em si), algo que claramente persegue uma determinada faixa etária/social/cultural da população, com preciosos cambiantes esclarecidos de cariz pessoal.

Comentou-se o factor achinelanço que assola muitas relações (ainda que, felizmente na minha óptica, nem todas). Comentou-se o que realmente podem querer/sentir as pessoas que abdicam da personalidade própria em função de uma entidade colectiva, o casal (uma escoha tão válida como outra qualquer no percurso para a felicidade, desde que tomada conscientemente em vez da tradicional espiral lenta que coloca indolormente palas nos olhos, faz estreitar horizontes e desperdiçar oportunidades únicas, numa vida demasiado curta para não ser vivida com plena consciência desse facto). Comentaram-se as mudanças e transformações que uma pessoa pode sofrer ou implementar voluntariamente durante a vida em certos momentos críticos (readaptação, reperspectivação, reorientação, redefinição de objectivos). Comentaram-se escolhas de carreira e de estilo de vida (com os prós e contras dos extremos e a ambiguidade confortável do meio termo). Comentou-se a capacidade/vontade/força para escolher um caminho diferente da maioria das pessoas (retirei o termo "manada" por conter um juízo de valor implícito e pejorativo que não é de todo necessário só porque não partilho dele nesta altura da vida). Comentou-se a vantagem de viver numa cidade com tamanho acima de uma certa massa crítica que abre uma quantidade quase infindável de possibilidades (com a consensualidade sobre o limiar de dificuldade para transpor a barreira do conformismo subir em meios pequenos). Comentou-se o arcabouço necessário para suportar as adversidades e contrariedades da vida sem soçobrar, antes moldando-nos às necessidades do momento (analogia óptima com a fragilidade da estruturas rígidas e a robustez das flexíveis na engenharia).
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Assim se conversa, cresce e aprende, partilhando tranquilamente pontos de vista e experiências de vida entre pessoas diferentes, com a assertividade que alguém mais novo intitularia prontamente de conversa de velhos e a coisa lá foi fluindo alegre e descontraidamente até desoras...

Improvisos


Bom som e boa conversa ontem no Hot Club. Fica o elogio ao performer GL e a devida homenagem com o cartaz de ontem (rapinado à porta), ainda que a presença tenha sido mais em espírito do que outra coisa... Casa cheia para um concerto que, do cimo das escadas, pareceu bem engraçado ainda que curtinho. Deu para sentir o abraço de gratidão do senhor do contrabaixo pela presença que se prolongou noite fora com uma descontração algo imprópria para o meio da semana mas ainda mais valiosa por esse motivo.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

"Não saber as regras pode ser uma vantagem"

* Título e link by JF. Thanks.
E ser mais teimoso que uma ovelha também...
Seja como for, isto coloca a fasquia da casmurrice e determinação humana num limiar bem acima do que se julgava possível!

Lucky Adam

Num artigo relacionado, a Playboy elegeu esta como a melhor desculpa do mundo para a infidelidade: Ser o último gajo na terra, o antepassado de todos nós.

Seguem frases retiradas de diálogos entre o Sr. Adão e a Dona Eva

- Quem é esta lambisgóia? O que está ela a fazer aí contigo na cama? Seu sacana!!

- Mas, querida, é por uma boa causa! A salvação da Humanidade! A perpetuação do meu Y!

- Nem que fosses o último homem na Terra!!
- Mas, querida, é como se fosse! O meu Y vai ser hegemónico!
- E agora, onde pensas que vais a esta hora?
- Trabalhar, querida. Perpetuar a espécie.