quarta-feira, janeiro 24, 2007
Um sapato
Um sapato caminhava rua fora. A seu lado, de tempos a tempos, estava o seu duplo simétrico, ora imóvel ora em movimento pendular. Em redor, outros sapatos vulgares, elegantes ou de salto alto, sapatilhas enérgicas, botas imponentes, sandálias frescas, mocassins ligeiros, socas rígidas, ténis ágeis e chinelos confortáveis calcorreavam pela calçada em ritmo sincopado com os seus pares idênticos e dessíncronos com os restantes. Acontecimentos dignos de nota na comunidade consistiam na sua maioria em pisar pastilha elástica (mau), bola (bom), caca de cão (mau), poça de àgua (depende de ser goretex ou não), pisadela (equivalente a pancadaria), escovadela ou engraxadela (amor e carinho). A espaços, sucedia um momento ímpar de rara poesia quando uns quantos membros do clã do calçado marchavam em uníssono em paradas, na mais pura sintonia rítmica de uma dança ou bailado ou ainda trauteando melodias num sapateado empolgante. Em contraste, não podemos esquecer os momentos de tristeza inenarrável de um par irremediavelmente condenado ao ostracismo do fundo do armário pela súbita alteração do habitat (a moda, essa ferramente darwinista implacável do mundo da alta sapataria, não perdoa) ou a dor profunda sentida quando, apesar de todos os esforços envidados pelo curandeiro-sapateiro, um deles não resistia aos maus tratos inflingidos por uma vida de maus pavimentos e era declarado inapto, arrastando a dupla para o olvido final.
Posted by Catarse at 24.1.07 1 comments
Press Release
A sociedade comercial de entretenimentos esquizofrénicos Catarse, Lda relembra a todos os seus clientes que nada do que diz deve ser levado à letra e que, no geral, estes textos são gerados ao acaso, em situações limite de stress, cansaço, perturbações mentais, alpinismo sonâmbulo, consumo e abuso de substâncias lícitas e ilícitas e/ou privação de sono.
Ao consumir as produções Catarse, reforçamos o aviso da OMS sobre o mínimo de precauções adequadas a tomar:
- obraigatório uso de equipamento pessoal de protecção pesado apropriado para ambientes tóxicos, como luvas, óculos, máscara respitatória com filtros, botas e bata;
- evitar exposição prolongada e respeitar smepre a dosagem aconselhada na literatura inclusa;
- profilaxia e tratamento pós contágio com doses maciças de realidade intravenosa;
- não recomendável a grávidas, crianças, idosos, minorias étnicas ou religiosas, pessoas com vidas estáveis e equilibradas ou de moralidade inquestionável;
- em caso de diagnóstico de stress pós traumático deve-se evitar nova exposição.
Regra geral, o autor não acredita na realidade, ou melhor, nesta realidade, que, acrecenta, considera ser apenas fruto da imaginação. Às vezes sente-se mais inclinado para a ideia de que é apenas um bocado irregular de xisto (as rochas metamórficas são as mais criativas – o basalto e as outras rochas ígneas são muito limitadas) que, por estar um pouco aborrecido desde há uns quantos milhões de anos para cá, criou esta palpitante novela para matar tempo e onde desempenha esporadicamente alguns papéis.
E, já agora, pede desculpa pela invenção do canto gregoriano em versão pan pipes – um erro deveras lamentável que tem causado muita preocupação, dor e transtorno a todos.
Posted by Catarse at 24.1.07 1 comments
terça-feira, janeiro 23, 2007
Compro uma caixa. É de plástico, branca, esterilizada, e tem lá dentro quatro hambúrgueres frescos. Comovido, em homenagem ao civilizado acesso que os taparueres proporcionam aos produtos alimentares, leio, detalhadamente, os ingredientes do bife picado. 80% de carne de vaca. 80% de carne de vaca? 80% de carne de vaca! Leio: ovos. Ovos! Farinha animal? E-339! E-423! E-544! Gordura vegetal e corantes. Abro a caixa. Um aviso: “contém nitratos”. Nas mãos, tenho um hambúrguer kitado, na mente, um ready-made do tunning alimentar e no fogão uma sertã a crepitar. Passo às frituras. A carne frita, mas guincha também, e, é assim que vai ficando de outra cor. Protejo a cara com as mãos, reviro a peça, pressiono com a espátula e num gesto coloco-a num prato. Provo que tal como um opel corsa xuning, apesar de não ser corsa continua opel, o meu hambuguer apesar de continuar redondo, sabe a salsicha. Provo um hambúrguer que sabe a outra coisa, almoço com a sensação de que tudo isto tem um sentido que não alcanço, bebo um trago de água que sabe a limão, e fico a desfrutar aquele suave aumento de circulação sanguínea após uma refeição, responsável pelo adormecimento ao Sol, pelos acidentes de viação e um certo sentido da vida mediterrânica.
Posted by tcravidao at 23.1.07 0 comments
segunda-feira, janeiro 22, 2007
O País que somos, os grandes portugueses que temos II
Já não via nada tão cómico como a dança dos eurodeputados (não podia faltar o tuga) com terroristas desde a dança de Jerónimo de Sousa na campanha para as Presidenciais.
Se bem que a participação especial do Marco no Gato Fedorento foi quase tão boa!
Posted by artur at 22.1.07 0 comments
O País que somos, os grandes portugueses que temos
Cada vez que penso que o Salazar e o Cunhal estão entre os dez finalistas dos grandes portugueses dá-me vontade de fazer como quando de férias nos cruzamos com outros portugueses: hablar castellano.
Posted by artur at 22.1.07 0 comments
domingo, janeiro 21, 2007
Cosmogonia
“Fónix!” disse o feiticeiro supremo, “estou mesmo farto destes tipinhos”! Invocando rapidamente meia dúzia de divindades arcanas, puff, transformou-os a todos em carneiros. “Ah!, muito melhor.”, disse enquanto se afastava, “Pode ser que assim andem mais contentes por uns tempos, a pastar despreocupados!”, e foi ver como corria a evolução das algas cabeludas de silicone em Gzorbliak III.
Felizmente o conjuro era indolor, incolor, inodoro, insípido, imaterial e silencioso e os enfeitiçados nunca se aperceberam da mudança operada, excepto por uma invulgar tendência que desenvolveram para discutir o estado do tempo em elevadores!
Posted by Catarse at 21.1.07 0 comments
Dizeres incoerentes que podiam ter sido mas não são provérbios
Ao almoço, ao jantar e à ceia coma carne de baleia! Mas se não acabas o curso comes mesmo é sopa de urso!
Posted by Catarse at 21.1.07 0 comments
sexta-feira, janeiro 19, 2007
quinta-feira, janeiro 18, 2007
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Estórias de Sampi, o ET esquizofrénico III – Escolhas
(ver Sampi I e II em Gabardina Setembro 2006)
Como é do conhecimento (aprovado pelo governo para consumo) público, existem, presentemente, cerca de 6 biliões de seres humanos neste planeta. Se contarmos com a capacidade de se deslocar no eixo do tempo que Sampi possui, este número crescerá de um modo perturbador e obsceno, e que, por razões de saúde pública e decoro, nos abstemos de mencionar. (Desculpem, mas muitas vezes uso o plural real para me referir a mim próprio – tenho uma auto-estima bastante saudável, além de que, como referi algures, tenho imensa personalidade, perdão, imensas personalidades – nota do narrador)
Ao aperceber-se deste facto, Sampi sentiu o equivalente em felicidade a 2,6 vezes a potência da bomba de Hiroshima. Escolha! Variedade! Oferta! Foi quase como se a Imelda Marcos tivesse entrado na antiga Biblioteca de Alexandria e gostasse de livros em vez de sapatos! Assim, Sampi, qual turista destemido que chega a uma cidade onde não é conhecido, partiu para a borga, devassa e pilhagem. Um desvario. No início, a coisa nem era muito sofisticada: desde que ainda tivesse dentes e um conjunto funcional de equipamento sensorial e reprodutivo, marchava. Tipo test-drive, Sampi ensaiou corpos de todas as formas, cores, feitios e sexos. E quando não gostava de algum não hesitava em fazer obras profundas, se considerava que tinha algum potencial ou em abandonar a carapaça vazia qual trapo velho. A esta fase experimentalista devemos alguns dos habitantes mais bizarros que marcaram as páginas da nossa história. Para nomear apenas alguns dos mais conhecidos: Marquês de Sade; Merlin; Aleister Crowley; Weird Al Yankovic; Marilyn Manson (óbvio – o gajo original era perfeitamente normal); Michael Jackson; António Variações (de tempos a tempos como músico pop – umas férias bem merecidas); Platão (primeira trip conhecida de LSD com aquela cena da caverna); Yeti – o abominável homem das neves; Cleópatra (alguém no seu perfeito juízo bebe pérolas em vinagre?!); Dennis Rodman (a fase pós-Detroit); o primeiro gajo que bebeu leite de uma vaca (era aquele hominídeo que estava atrás à esquerda na cena inicial do 2001 do Kubrick); Conde Dracul;... Enfim, a lista estende-se...
Lamentavelmente nem sempre se pode dizer que ao sair Sampi fosse dos melhores inquilinos...mas também diga-se que a maioria dos recipientes que Sampi escolheu tinham já dentro de si a semente da demência! Alguns tardavam em recuperar o seu estado normal (poucos o conseguiram na totalidade), sendo que a maioria reteve alguma excentricidade para o resto da sua curta existência (a ciência médica não estava muito avançada; era tramado arranjar um transplante fosse do que fosse antes de 1950 ou psicoterapia antes de Sampimoid Freud). Mas nem todos se podem queixar. Aliás, não fora o frenesim de mudanças por volta do século XV e, provavelmente, hoje não teríamos tido o Renascimento!
Posted by Catarse at 17.1.07 4 comments
Ficções: E se numa noite....
Começou como realmente quase tudo começa. Antes do princípio, quando ainda não há forma, conteúdo, motivo, consciência, razão ou sentimento. Nem sequer instinto.
Começou num momento indefinido e indefinível para onde convergiram pessoas, sentimentos, vontades vertidas em linhas de texto cuja razão de existirem se perdeu mas de propósito recriado ao serem lidas naquele instante. Palavras cruzadas prendem a atenção e tudo começa de uma forma insuspeita.
A interacção continua. Avança e recua, progride, respira e expande-se fazendo crescer a vontade de concretizar o imaginário virtual em realidade palpável.
Uma proposta. Uma resposta. Um encontro. Entre lugares, copos e música estende-se uma ponte do texto para os olhos... Rápido, forte, cru. Ardente, longo, lânguido. Voraz, intenso, sentido.
Mas não perfeito. Nada é perfeito. Como um aviso à navegação, a realidade deixa um sinal aos viajantes para não se afastarem demasiado ou a queda de regresso poderá ser demasiado dura. Haverá pessoas mais diferentes do que aquelas que têm quase tudo em comum?
Posted by Catarse at 17.1.07 2 comments
terça-feira, janeiro 16, 2007
Paradoxo da Baixa
Na Baixa de Coimbra fechou a mítica Valentim de Carvalho. Há lojas de roupa em liquidação total. Outras lojas que se trespassam. Prédios com grandes cartazes de "Vende-se".
Na Baixa de Coimbra aguentam-se os bancos e as farmácias e os quiosques de gente mal-encarada que há 25 anos, pelo menos, assegura antipatia diária.
Na Baixa de Coimbra, os sapatos, em saldo, anunciam-se a preços de Paris e Nova Iorque e os donos das sapatarias queixam-se da crise.
Na Baixa de Coimbra os políticos dão entrevistas e falam em defesa da Baixa, enquanto preparam a mudança do Tribunal para a outra margem.
Na Baixa de Coimbra os edifícios históricos estão abandonados e há uma empresa, que existe há anos mas só serve para pagar altos salários a boys, a deitar prédios abaixo.
Posted by artur at 16.1.07 0 comments
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Gabardina beta
A Gabardina avança para o novo blogger com um look mais beta. Comentários, sugestões e contributos na caixa deste post. Obrigados.
Posted by artur at 12.1.07 3 comments
quinta-feira, janeiro 11, 2007
the special man
David Bowie fez 60 anos e eu deixei passar o dia sem dizer nada. Dele que é um dos meus artistas preferidos. Dele que é a maior celebridade de quem já estive a um palmo de distância. Hoje para compensar, depois da foto que postei do "Terceiro passo" (em que Bowie faz de inventor), deixo-vos 60 factos sobre Bowie, escolhidos pela BBC.
Para aguçar a curiosidade, fica o facto número 16
Bowie's first hit in the UK - 1969's Space Oddity - was used by the BBC in its coverage of the moon landing.
E deixo-vos também a música. A minha preferida.
Posted by artur at 11.1.07 2 comments
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Visão do actual estado das coisas (depois do noticiário das 8)
O actual estado das coisas está que não se pode. Não se pode ir a lado nenhum porque a gasolina está cara. Não se indo a lado nenhum fica-se em casa, que acrescente-se ou a renda é cara ou a taxa do empréstimo sobe mais rápido que o Saddam desceu. Em casa não se pode gastar electricidade porque está cara nem água porque não é ecológico. Não se pode ver televisão nem ligar o pc nem ir à net pelas razões acima mencionadas e porque a) os monitores fazem mal à vista b) televisão a mais faz mal c) só dão programas de caca d) a internet só tem pornografia (e depois temos de estar sempre a limpar o histórico mas mesmo assim aparece sempre um pop up de sexo quando outra pessoa usa o nosso computador) e vírus e spam. Não se pode bater na mulher por motivos vários: é crime; com esta história do body combat e dos ginásios pode ser algo arriscado; com as paredes de papel dos apartamentos de hoje em dia ouve-se tudo e os vizinhos iam reclamar dos gritos (e ainda porque depois das nove da noite, que é quando apetece mais, é crime fazer barulho); os advogados e os hospitais andam pela hora da morte (no caso dos hospitais é garantido que ainda por cima apanhamos um daqueles bicharocos mais resistentes que nós e lerpamos) e, pró caso, não tenho mulher (ainda pensei em encomendar uma russa mas com a sorte que tenho saía-me um camafeu, frígida e chata com ligações à máfia). Não se pode falar ao telemóvel porque as radiações fritam a mioleira (e é caro). Não se pode ler o jornal porque 60% (sou ainda um pouco inocente e acredito no pai natal) das notícias são encomendadas com o objectivo de manipular a opinião e o resto é publicidade, difamação, vida alheia e desgraças. Não se pode ouvir rádio porque estão sempre a dar anúncios ou quando ouvimos a música que queríamos está quase no fim ou não se apanha bem. Não se podem comer ovos, frango, vaca, peixe, porco, gorduras, batatas fritas, enchidos, açúcar, fruta, doces ou chocolate porque têm respectivamente H5N1, BSE, estão quase extintos e são caros e têm espinhas, tem nitratos, hormonas e/ou ténias, matam, matam, matam, dá cabo dos dentes, cara, diabetes e vicia. Não se pode fumar porque é proibido, mata, causa impotência, cancro, é caro e os maços do Português que já não é Suave já não são lindos de morrer com as frases tétricas e as fotografias de órgãos todos esfarelados. Não se pode fazer desporto porque não há onde ou com quem e é certinho que vamos torcer um pé mesmo no fim (depois ver acima hospitais: caros e matam). Não se pode viajar porque há terrorismo e doenças que não temos cá e com o trabalho que dá fazer agora o check in nos aeroportos mal por mal mais vale morrer de tédio em casa, num acidente na estrada ou de brucelose com aquele queijinho fresco que por acaso nem estava nada de especial. Não se pode ir ao correio porque são só contas e publicidade não endereçada mesmo depois de termos desfigurado o hall de entrada do prédio com aqueles autocolantes amarelos horrorosos, além do que já ninguém escreve mesmo, excepto para fazer forward daquela corrente espectacular que lhe trará imensa sorte/azar/amor/azia/cães amorosos/salvar e/ou encontrar crianças perdidas no buraco do ozono da floresta Amazónia. Não se pode beber álcool ou consumir drogas porque... porque... porque... hummmm... volto já!
Posted by Catarse at 10.1.07 4 comments
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Destino ou Acaso
Desde há já algum tempo que me tenho vindo a deparar com esta questão, nas suas mais variadas ramificações e implicações no dia-a-dia e não me consigo decidir por nenhuma das conclusões face aos argumentos que se perfilam em ambos lados da barricada. Mais ainda se torna difícil a escolha por estes conterem uma razoável dose de subjectividade e dependerem, em grande parte, de acontecimentos recentes (acabam por ter algum peso extra por estarem mais frescos na memória) para serem ou não validados. Provavelmente, como noutras situações, a verdade jaz algures no meio mas vale a pena considerarmos os prós e contras das duas hipóteses.
Assim, de um lado fica uma visão do mundo mais prosaica e despida de qualquer influência externa, que nos deixa à mercê do presente para determinar o rumo dos acontecimentos. Ou seja, momento a momento, o futuro é traçado pelas decisões por nós tomadas. Os únicos seres capazes então de provocar qualquer ateração no curso dos acontecimentos (e também de percepcionar as suas repercursões) somos nós, enquanto seres conscientes e possuidores de vontade própria para decidir. Tudo o resto não passa apenas de um enorme conjunto heterogéneo de objectos que obedecem cegamente às regras da física vigentes. Não houve início e não haverá fim.
Do outro lado fica uma visão determinista, onde não existe mais do que a causa-efeito e a acção-reacção. Tudo está já escolhido e o guião escrito. Um conjunto de regras e leis naturais regem o Universo em que habitamos e tudo o resto não passa de corolários dessas leis. De uma acção inicial nasceu esta megalónoma carambola cósmica que nos (a nós e a tudo o resto) levará inexoravelmente a uma conclusão.
Por enquadrar nestas visões ficam algumas questões, como por exemplo: (se existirem) outros seres possuidores de consciência (onde se poderão incluir vários graus de consciência, acima e abaixo da nossa – dos objectos a Deus(es)); a possibilidade de milagres ou acontecimentos (ainda?) não explicados pela actual ciência; quem ou o quê gerou o impulso inicial (se existiu apenas um ou se isto não passa de um carrocel gigante oscilando de Big Bang em Big Bang) e qual o nosso papel no meio de tudo isto?
Parece-me demasiadamente egocêntrico da nossa parte assumir que estamos sós nesta história da consciência. Mais ainda considerarmos que somos o topo da escala. Por outro lado, afigura-se-me algo fútil não existir um qualquer desígnio para a nossa (leia-se a do Universo (se for só um)) existência. Mas assim sendo, seremos participantes de pleno direito ou marionetas? Existirá um Maestro que nos conduz subtilmente ou um Observador que nos vigia? Será isto um teste (uma mosca que se frita num mata-moscas chumbou no grandioso teste?) ou apenas falta de perspectiva (a mosca cumpriu o seu micro-desígnio na mega-ordem das coisas)? Se a Teoria do Caos nos diz que o bater de asas da borboleta em Tóquio faz chover em Nova Iorque passados uns dias, quem me garante que não foi uma formiga a dançar rumba há dois anos atrás no Burundi que me fez comer ovos estrelados ao almoço ontem?
Posted by Catarse at 8.1.07 4 comments
Giorgio loves Duvidoso
Há dias em que nem o penalty roubado os salva.
Há dias em que as influências do Giorgio não são suficientes.
Viva o Atlético que saiu de Lisboa de autocarro às sete da manhã, sabendo que o prémio de vitória seria um jantar de leitão no regresso, e ganhou ao Porto, ao sistema e ao árbitro.
Agora respira-se melhor na Taça de Portugal.
Posted by artur at 8.1.07 3 comments
domingo, janeiro 07, 2007
Será?
"Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem."
Espero que alguém me tenha entendido...
Posted by Catarse at 7.1.07 2 comments
sexta-feira, janeiro 05, 2007
À discussão!
Numa homenagem a um grande sketch dos Monty Python gostava de iniciar aqui uma discussão.
Melhor ainda, várias! Para isso, deixo desde já o pedido para que avancem um tema, qualquer tema, banal ou elaborado, pacífico ou conflituoso. Da colheita da azeitona na Idade Média à eutanásia; do valor da vida no Médio Oriente à cor do cabelo do Vítor Espadinha; da política externa do Botswana à melhor receita de bacalhau; de tácticas avançadas de berlinde no gelo à secular questão da primazia do ovo sobre a galinha e, já agora, porque que esta atravessou a estrada...
Venha de lá essa posta de pescada, essa pérola da sabedoria popular, essa citação malandra tirada de um obscuro manual celta ou mesmo o comentário à última capa da Nova Gente. De imediato, prometo ofender, maltratar, menosprezar, contrariar, negar, insultar, contrapor de um modo absolutamente enervante e redutor só pelo prazer de contrariar!
Há lá coisa melhor para aquecer as noites de inverno do que uma bela discussão da treta sem sentido em que ninguém aceita nada, ninguém aprende nada, ninguém admite qualquer falha e ainda para mais, de brinde, saímos de lá a pensar que o outro tipo é um belo parvalhão e que nunca mais lhe falamos na vida mas da qual saímos retemperados pelo exercício da retórica!?
Como alguém disse (ver série 27 episódio "A arte do assassinato" ano I), e parafraseando, na arte da discussão o que conta é a maneira como se diz e não o que se está mesmo a querer dizer, se é mesmo verdade ou ainda, que raio de ideia, quem tem razão sobre o quê!
Vá! Quantos são? A mim ninguém me cala! Penso eu de que! Não tenho medo de ninguém! E mais, nunca me engano e raramente tenho dúvidas! Venham eles! Sua cambada de biltres, facínoras, trastes, madraços, filisteus, sacanas, pulhas e sacristas!
Posted by Catarse at 5.1.07 12 comments
quinta-feira, janeiro 04, 2007
O erro de Zapatero
Com terroristas não se negoceia. Os terroristas prendem-se ou matam-se.
Quem mata inocentes não pode, em nenhuma situação, conseguir algo de positivo em troca dessas mortes.
Posted by artur at 4.1.07 0 comments
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Fui lá dentro dar uma deliberadela e saiu isto:
Tendo como certo que a dúvida é aliada da inércia e que ultimamente não tenho a certeza de quase nada, é mais que natural que feche o ano a pensar que nada fiz por mim próprio e que me limitei a seguir os trilhos que estavam à minha frente. Assoberbado por questões que me transcendem, em busca de respostas para perguntas mal formuladas ou cujo interesse em as ver resolvidas permanece no plano meramente teórico, fico agora com a impressão de que poderia ter aproveitado mais se pensasse menos. Embora também saiba que poderia provavelmente estar em mau estado na minha inconsciência se o decidisse fazer na altura errada - leia-se o equivalente metafórico da vida a atravessar 6 faixas de rodagem à hora de ponta sem olhar.
Substituir os verbos pensar, meditar, divagar ou ponderar por outros como fazer, ir, experimentar e sentir afigura-se-me agora como o caminho a seguir, até por me ver a isso obrigado pela inflexível lei natural das compensações. Mais ainda ao considerar que o tempo só flui num sentido e que pior do que lastimar um erro é perder a oportunidade para o cometer, vejo agora que há coisas que não fiz e que já não irei fazer pois o seu tempo passou e já não querem dizer o mesmo. Não quero dizer que vá agora de repente tomar um rumo de kamikaze existencialista disposto a tudo sem nunca hesitar, mas vejo com algum desalento o que deixei para trás por fazer com medo ou indecisão.
Com tanta encruzilhada, vejo percursos de vida que não reconheço, uns que não queria para mim, também alguns que querendo não posso ter e outros ainda que levam a sítios que não conheço... mas será assim com quase todos, excepção feita aos muito novos, aos muito velhos ou aos que não têm ou não querem ter escolha. Assim, já que tenho a sorte de me relacionar com pessoas muito diferentes (origem, maneira de ser, idade, filosofia de vida, profissão, etc...) tenho visto como a mesma coisa é diferente para todos eles e como, na maior parte das vezes, isso dá numa destas confusões que ninguém sabe resolver... Uns falam demais, outros falam a menos, outros não se percebe nada do que querem dizer e assim vamos andando todos desencontrados, a tentar ler os segundos e terceiros sentidos do que só tem um e muitas vezes nenhum...
Com isto tudo digo (volto a dizer, agora em 2007, em novo formato e retemperado pelas passas xamanísticas da meia noite): Não à máscara! Não ao filtro confortável que nos protege das chatices mas que torna tudo cinzento! Arre!!! Chiça!!! Apre!!! Sujeitemo-nos às máximas orientadoras do povo, fruto do saber milenar acumulado, que nos dizem: quem anda à chuva molha-se; só se mete nas m..... quem quer; cada um tem aquilo que merece e, last but not least, salta sem olhares e terás ovos no teu cesto!!!
Divirtam-se! Não tenho bem a certeza de haver outro crédito neste jogo...
Posted by Catarse at 3.1.07 10 comments
O fim do filelodge
A música está de regresso e com o truque de esconder o player. Tudo graças a um exercício de espionagem ao código-fonte da Bomba. Há que aprender com os melhores!
Posted by artur at 3.1.07 4 comments
Mais um 27
A Roménia e a Bulgária juntaram-se à União Europeia.
Posted by artur at 3.1.07 0 comments
Fim do bug (por agora)
Depois de uma pesquisa com o google percebi que o bug que mandava a minha página directamente para um site de endereço txthub.com era posto no blog pelo filelogde.com, que eu uso para carregar músicas para a Gabardina.
Assim, se estiverem a ter o mesmo problema, bastará apagarem as programações que remetam para um ficheiro alojado no filelodge. Adeus bug!
Posted by artur at 3.1.07 0 comments
Bug
O bug que manda as minhas páginas (esta mais do que as outras) para páginas de publicidade dois segundos depois de elas abrirem está a dar comigo em doido...
Posted by artur at 3.1.07 0 comments
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Desejos para 2007 (the soft version)
Chegando a esta altura do ano, perto do seu final, é hábito de todos realizar 12 pedidos para o próximo ano. Alguns fazem-no com as 12 badaladas, outros com as 12 passas, mas quase todos o fazem. Se estes se realizam ou não, ou mesmo se, no dia seguinte, alguém se lembra do que desejou, essa é outra história.
2 – Mudar de emprego! Para o ano quero ser estrela de rock, artista de cinema, astronauta ou presidente da república.
3 – Visitar outro planeta! Não necessariamente neste sistema solar.
4 – Ganhar um prémio Nobel! Pode ser um que já tenha sido atribuído a outra pessoa qualquer. Ia ficar tão bem em cima da lareira.
5 – Escrever um best-seller que bata todos os records de vendas, influencie uma geração e mude mentalidades! Não precisa de ter muitas páginas, mas tem de ter figuras.
6 – Ser nomeado rei ou imperador de um país qualquer! Desde que tenha uma área superior a 100 km2 e mais que 10000 escravos, perdão, habitantes, serve perfeitamente.
7 – Encontrar o continente perdido da Atlântida! De preferência ali para os lados de Sintra, para não perder muito tempo a caminho do trabalho.
8 – Descobrir o Sentido da Vida! O filme dos Monty Python (não sei onde deixei o DVD) e o real.
9 – Aprender a voar! Sozinho, sem para-quedas, avião, para pente, helicóptero ou foguetão. É mais por causa do trânsito, porque de resto não dá grande jeito para levar bagagem ou com mau tempo.
10 – Ser o mais velho jogador-revelação profissional de futebol de sempre, ser internacional, ganhar todas as competições e alinhar nas equipas do Benfica, Barcelona, Real, Chelsea, Manchester, Milan e Juventus. Vá. Não precisam de ser todas em 2007.
11 – Descobrir vida extraterrestre! Mas daquela a sério, não aqueles tipos esquisitos que vemos às vezes no metro.
12 – Aprender 15 línguas estrangeiras, incluindo latim, sânscrito e aramaico.
Posted by Catarse at 29.12.06 3 comments
sábado, dezembro 23, 2006
Considerações da época natalícia
Alguém cantava mesmo agora no meu leitor de cd's: "...be afraid of the lame, they'll inherit the land..." (lame=dull and uninspiring), e dificilmente poderia estar mais certo!!!
Inserido num novo meio, ganho novas perspectivas do que me rodeia. Sinto-me um privilegiado!
Dou graças pela genuinidade, honestidade e simplicidade que ainda podemos encontrar por aí nos locais mais insuspeitos! Agradeço o que me calhou em sorte, o que fiz por merecer ou o que me estava destinado (ainda não me decidi sobre isto), pois declaradamente não tinha paciência para mais duplos sentidos, melindres e poses fingidas de quem claramente não merece nem é grato por aquilo que tem!
Hoje ouvi uma frase (se calhar um lugar comum...) que nunca tinha ouvido mas que, do nada, fez todo o sentido: If you don't have what you like, like what you have!
Obrigado!!!
Posted by Anónimo at 23.12.06 2 comments
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Aos que por aqui passam
um EXCELENTE NATAL!
Se o filelodge ajudasse a música seria mais natalícia...
Posted by artur at 22.12.06 0 comments
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Figurinhas



Dou assim início a mais uma fascinante, abjecta, censurável, moralmente reprovável e muito interessante série de fotos reais de habitantes reais do mundo real que, no entanto, poderiam perfeitamente ser belíssimos personagens de ficção de um qualquer filme hollywoodesco!
Neste episódio, atentem ao pormenor dos rotundos e super-desenvolvidos glúteos, alvo da nossa câmara indiscreta! As imagens não são suficientes para descreverem aquilo que ali estava, pelo que terão de aceitar a palavra deste vosso repórter de ocasião para vos assegurar que estive na presença de um dos maiores "pandeiros" que terei até agora visto ao vivo e a cores num qualquer estabelecimento comercial em Lisboa, dada a escala corporal (1,60m/60 kgs aprox.) da dona de tamanho portento! Impressionante, digo-vos!
Não percam os próximos episódios com mais fotos incríveis de criaturas espantosas que coexistem pacificamente (e até agora anonimamente) entre nós! Enviem-nos as vossas fotos, sugestões e comentários!!
Posted by Anónimo at 20.12.06 2 comments
Publicidade Institucional
Sofre de escrúpulos? Sente-se sórdido? Medo de ser investigado pela PJ ou Tribunal de Contas?
Não se preocupe!!
Agora há Exílio!
Um chuto no rabo do governo, um telefonema a um amigo, uma nomeação e já está!!
Com Exílio é o fim da maçada!!!
Posted by Anónimo at 20.12.06 0 comments
Erasmus: 20 anos, 1.500.000 nomes
O programa a que Jacques Delors chamou a melhor coisa que foi feita no processo de construção europeia está de parabéns.
Eu também estou: uma vez erasmus, erasmus para toda a vida.
Vale a pena ver este site sobre erasmus e o seu aniversário.
Happy Birthday Erasmus!!!
Posted by artur at 20.12.06 0 comments
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Madalena, Judas e Pilatos
Os notáveis do FC Porto acham que Pinto da Costa se deve demitir. Miguel Sousa Tavares, Rui Moreira e António Lobo Xavier (este último de forma mais tímida) têm tido intervenções públicas no sentido de deixar cair o Presidente do Porto, por causa do livro de Carolina Salgado.
Mas por que deve demitir-se Pinto da Costa agora? Tavares, Moreira e Xavier não se importavam que o FC Porto se comportasse assim desde que tal comportamento não fosse do conhecimento público? Ou vão alegar que, ao contrário dos restantes dez milhões de portugueses, não sabiam que era assim que o Porto dominava a cena futebolística nacional?
Como não acredito que os três senhores aceitem a primeira hipótese, resta-me a ingenuidade. Tão ingénuos que eram os três meninos.
Viram Balakov, Figo, Iordanov, Paulo Sousa e Juskowiak serem derrotados pelas suas equipas ridículas.
Viram o golo do Petit tirado de dentro da baliza não contar.
Viram o golo do Amaral que Isidoro Rodrigues quis anular.
Viram o golo do Kandaurov que não contou.
Viram as mil e uma faltas não assinaladas. Os mil e um cartões não mostrados.
Viram a carreira do Paulinho Santos.
Viram as dezenas de craques azuis-e-brancos a falharem no estrangeiro.
Viram a factura da Cosmos, a chegada do Pinto da Costa ao tribunal de Gondomar, as conversas de Reinaldo Teles sobre os quinhentinhos.
Mas são ingénuos. Nunca perceberam nada. Achavam que os títulos eram conquistados em campo, com mérito.
Agora que Carolina Salgado escreveu um livro, chegou a hora de dar o beijo de Judas, abandonar o homem e entregá-lo à justiça, e lavar as mão como Pilatos, ficando com um clube cheio de títulos, como se estes fossem seus por direito, e o que Pinto da Costa fez nos últimos vinte e muitos anos em nada afectasse a justiça da atribuição desses títulos.
Veremos o Moreira, o Tavares ou o Xavier numa próxima direcção do FC Porto, a tirar fotografias no museu do clube, com as taças em fundo e a falar com orgulho do passado cheio de conquistas? Eu acho que sim.
Posted by artur at 18.12.06 1 comments
You're like a disease without any cure
Ver o American Pie - O casamento tem destas coisas.
E depois há versos que valem uma música inteira...
Se eu tivesse uma psicóloga ou psiquiatra ela teria passado, várias vezes e em momentos diferentes, horas e horas a dizer-me isso. E eu estaria hoje tão arrependido.
Posted by artur at 18.12.06 0 comments
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Um passo confuso na direcção certa
Um despacho do Ministro da Saúde define que "o exercício de funções dirigentes em entidades privadas prestadoras de cuidados de saúde, por profissionais de instituições integradas no SNS, independentemente da sua natureza jurídica, é passível de comprometer a isenção e imparcialidade com o consequente risco de prejuízo efectivo para o interesse público".
Mais valia assumir de vez que o SNS só pode funcionar convenientemente quando todos os seus profissionais estiverem em exclusividade no sector público. Porque é verdade, como diz o Ministro, que "ninguém pode servir dois amos de forma igualmente fiel" e a fidelidade, neste caso, é jurada ao privado.
Mas é um passo na direcção certa, o que já é muito bom nos tempos que correm. Virão os corporativistas da Ordem e dos sindicatos acenar com o fantasma de que os melhores médicos sairão para a privada. Mas alguém está disposto a pagar consultas na privada a médicos que não trabalhem no sector público?
Quanto vale, por consulta, a referência "Director do Serviço X dos Hospitais da Universidade de Coimbra"?
Posted by artur at 14.12.06 0 comments
Coisas que eu não percebo II
As certezas que tantos parecem ter sobre o referendo do aborto. Para mim são tudo dúvidas:
Uma vida deixa de ser uma vida em caso de violação?
É possível que um aborto não seja uma coisa terrível para uma mulher? Se é (e imagino que deva ser) por que é que há tantas que o fazem?
Temos o direito de condicionar a vida de uma mulher não a deixando abortar quando ela não quer ter um filho?
Não voto porque não sei as respostas. Espantam-me tantas certezas.
Posted by artur at 14.12.06 1 comments
Coisas que eu não percebo
Como é que um clube como a Académica se deixa arrastar para a situação de ter um Presidente que foi apanhado, há meses, com 200 mil euros em envelopes dentro do carro?
Posted by artur at 14.12.06 0 comments
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Insatisfações...
Dada a minha recente indisponibilidade para a locomoção física neste nosso universo em determinadas horas e em determinado eixo viário já sobejamente mencionado em ocasiões anteriores, sinto-me inclinado para grandes incursões no reino da imaginação, da contemplação, da introspecção e da especulação, principalmente quando o rádio se desliga sozinho.
Hoje, num destes momentos, rapidamente me encontrei imerso nos mais profundos pensamentos sobre a natureza humana. Estava eu no auge das congeminações sobre o tema, quase no limite de uma conclusão que se poderia considerar brilhante pelos padrões locais, passe a imodéstia, quando o clamor inconfundível de uma buzina de uma Hiace me acordou para a realidade de estar parado a bloquear uma fila imensa de veículos, que se pudessem acompanhar as divagações que me atravessavam o cérebro decerto não se importariam de ter ficado quietos mais uns minutos enquanto concluía o raciocínio.
Assim, lamento informar, não poderei aqui deixar nada do que tinha em mente pois, com o sucedido, varreu-se-me!!
Posted by Anónimo at 13.12.06 0 comments
O lado negro
(respiração cavernosa) Nada temam... (respiração cavernosa de asmático com pneumonia) este bando de personalidades delico-doces que se julga no poder nada pode contra o lado negro de Catarse! (respiração cavernosa de asmático com pneumonia de um habitante do Hades) Hahahaha.... (gargalhada satânica) ... (tosse)... Luke, traz um copo de àgua ao pai. E deixa o sabre de luz em paz que a mãe precisa dele para cortar a carne assada do jantar!
Posted by Anónimo at 13.12.06 0 comments
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Os meus heróis do desporto II
Jean Jacques a afundar "na cara" de Dominique Wilkins, na famosa vitória do Benfica contra o Panathinaikos, em 1996.
Posted by artur at 11.12.06 0 comments
domingo, dezembro 10, 2006
Comunicado
Devido aos recorrentes ataques de mau feitio, a personalidade responsável pela publicação de "ode ao ódio" foi executado ao raiar do dia. Obrigado pela atenção.
Posted by Anónimo at 10.12.06 3 comments
Ode ao ódio
Sem querer impor mas impondo, gostava desde já anunciar que decidi criar uma hit list de ódios.
Se tal coisa ofende alguém, acrescento desde já que pode ficar imediatamente habilitado a um lugar na lista.
Como será normal, ou talvez não nesta época de seres cool e ambíguos sem qualquer traço de personalidade, não se pode ter ódios de estimação.
Ora, no meu entender (e se não for no entender dos queridos e estimados leitores que se lixe...o entender e não os leitores... e vendo bem, já que assim o entendem, porque não estender o conceito...), um ódio tem o mesmo direito à existência que outra emoção qualquer. E a verdade é que os há! Partindo então, ou não - porque me é igual, desse conceito, gostava de dizer que odeio:
- pessoas cinzentas que se refugiam em lugares comuns e/ou confortáveis porque tiveram más experiências no passado;
- pessoas sem coragem de assumir gostos ou preferências pessoais com medo que isso as exclua da norma da sociedade;
- pessoas que não assumem qualquer tipo risco, excentricidade, gosto, vontade, apetite ou fetiche com medo da não aceitação pelos outros;
(onde se leu pessoas leia-se merdas, porque um bom e saudável ódio não passa sem a gratuitidade do vernáculo)
- aqueles merdas que se escondem por trás do socialmente aceite, de um traje de carneiros, de uma pele de banalidade insípida mascarada por frivolidades sociais!
- carneiros cuja vulgar pele de lobo não passa de uma fantasia idealizada sem reflexo no real e protegidos da verdade dos factos por uma redoma artificial criada pelo mimo do dinheiro ou por pais bem intencionados mas pouco habilitados.
- e, descendo à terra, todos aqueles estupores que, sem se esforçarem, têm tudo aquilo que querem e que nunca se vão encontrar perante as dificuldades sérias da vida do dia-a-dia.
- gajos (e gajas para que não se sintam excluídas mas antes devidamente odiadas) que têm tudo sem nunca terem mexido uma palha nesse sentido.
- um ou outro exemplar com quem não posso e que atropelaria na passadeira se não fosse apanhado por motivos vários...
E muitos, muito outros sem que me apeteça agora e aqui explicar.
Alguns poderão querer obstar que isto não é ódio mas sim inveja ou ciúme, ao que respondo:
Estão desde já no topo da lista de ódios, seus merdas!! É por essas e por outras que não posso com vocês...
Em contraponto, posso acrescentar que acho imensa piada a muita gente e que felizmente isso é recíproco! Isto não é um louvor ao ódio por si só mas antes um relembrar de uma emoção mal compreendida nos dias de hoje!
Posted by Anónimo at 10.12.06 1 comments
segunda-feira, dezembro 04, 2006
IC19 e o seu impacto na vida do quotidiano
Como um dos mais recentes membros do sempre crescente clube dos utentes do IC19, gostaria daqui deixar um pequeno comentário sobre este troço, que, qual via dolorosa, percorro desde há 2 semanas no chamado bom sentido (vulgo - contra o trânsito):
Nos dias bons, aquilo é mauzito! Nos dias normais, aquilo é mau! Nos dias maus aquilo devia ser o castigo para criminosos acusados de crimes hediondos! Nada como ter de fazer 6 voltas diárias ao trajecto à hora de ponta aos dias da semana e com mau tempo para diminuir a criminalidade neste país! Sem direito a rádio ou ar condicionado! E num chaço de 1973 em mau estado! E com um pendura daqueles muito chatos, sempre a falar sobre a última aquisição da sua colecção de bolas de cotão! E atrás de uma camioneta equipada com aspersor de fumo negro no lugar do tubo de escape!
Enfim... agora vou-me deitar que tenho de me levantar às 3,15 da manhã para me fazer ao meu trajecto de 30 kms e chegar a tempo ao trabalho, porque ouvi dizer que amanhã era dia de greve de transportes, vai chover, houve um acidente entre 2 betoneiras e um camião cisterna e que uma das faixas vai estar cortada devido a obras. Com sorte consigo apanhar o meu trajecto alternativo que é apanhar a A1, sair pela A13 em direcção à A2, dar a volta na outra margem, regressar pela ponte 25 de Abril, e apanhar a marginal até a Sintra...
Posted by Anónimo at 4.12.06 0 comments
sábado, dezembro 02, 2006
O Milagre Português
Lembro-me de há uns anos ter lido um artigo do Prof. César das Neves em que se explicava que Portugal tinha crescido nas últimas décadas apesar de sucessivos erros na condução da economia lusitana. A este fenómeno que não conseguia explicar o Prof. César das Neves chamava "Milagre Português". A sorte acabou e os resultados dos sucessivos erros estão aí.
Os pequenos milagres continuam a acontecer em Portugal todos os dias. Ontem, numa rua da baixa de Coimbra um prédio de quatro andares ruiu. Apesar de o prédio ter começado a ceder há três dias, as ruas que o ladeavam estavam abertas e só por milagre não há mortes a lamentar do desabamento.
De acontecimentos como a queda da ponte de Entre-os-Rios não aprendemos nada.
As imagens da derrocada estão nos primeiros trinta segundos deste filme. Foi mais um milagre português. E quando a sorte acabar?
Posted by artur at 2.12.06 3 comments
sexta-feira, dezembro 01, 2006
O regresso...
Voltei.... peço desculpa pela interrupção mas era de todo necessária!
Alguns poderiam chamar-lhe pausa técnica, mas eu prefiro chamar-lhe o que verdadeiramente foi:
Desinspiração! Poderia escudar-me na mudança de emprego ou em motivos pessoais, mas na verdade foi só mesmo falta de inspiração... Tinha imensa coisa para escrever mas não quero acreditar que fosse mesmo interessante.... ou relevante... ou sequer algo digno de figurar numa música bem esgalhada!
Regresso agora com novos e variados temas do vosso ou do meu exclusivo interesse, não fazendo quaisquer promessas que não consiga desde já quebrar ou cumprir, mas avisando que estive a reequacionar várias coisas, desde o banal ao vital, e escolhendo, por exemplo, para agora um sólido assunto:
Ovos estrelados!!!!
Gosto!!!
Posted by Anónimo at 1.12.06 1 comments
E se nada mais importa...
...zzzzzzzzzzzzzzzz.... ...hummmmmmmmmmmmm... uuuuuuaaaaaahhhhhhhhh.....
Voltei!
Posted by Anónimo at 1.12.06 0 comments
quinta-feira, novembro 30, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
terça-feira, novembro 28, 2006
Série 27 segunda temporada
Começa na próxima Quinta-feira a segunda temporada da Série 27. Novas histórias, novos actores, nova produção. Fica um fotograma.
Posted by tcravidao at 28.11.06 3 comments
I vari modi di chiamare la vagina
Benigni, para rir.
la gattina, la chitarrina, la passerottina, la fisarmonica... ognuno gli ha messo il nome suo. La passerotta, la mona, la picchia, la crepaccia, la pucchiacca. Pensa ai napoletani: ...a pucchiacca ! E' bellissimo, è focoso ! La tacchina, la topa, la sorca, la patonza, ... la patonza, la bernarda, la gnocca, la gnacchera, l'anonima sequestri. Quelli medici: la vagina, la vulva. La vulva fa paura. Guarda che vulva, 740 turbo diesel. Anche per quello maschile, per il pisello: pisello, pisellino, pistolino, pipino. Poi quando si cresce: il randello, la banana, la verga, la mazza, il cetriolo, 'o pesce, l'uccello, lo sventrapapere...
Posted by artur at 28.11.06 0 comments
Bond, James Bond
A arrogância e o auto-conhecimento raramente andam juntos.
Posted by artur at 28.11.06 0 comments
segunda-feira, novembro 27, 2006
Violência doméstica II
Sabes quando o vidro do teu carro explode (isto pode parecer estranho, especialmente para pessoas que não tenham um Seat Ibiza, mas confiem em mim) e vais à seguradora dizer que deve ter sido uma pedra que saltou e partiu o vidro, porque assim eles pagam?
A partir de agora:
Quando torceres o pé numa futebolada, chegas ao hospital e dizes: "Ia eu muito bem no corredor de minha casa e a minha mulher fez-me uma entrada de carrinho. Parecia o Petit!"
Quando tiveres um acidente de carro e partires o nariz: "Estava eu descansado a ver televisão e a minha mulher atirou-me com um ferro de engomar à cara. Felizmente estava frio!"
Taxas moderadoras nunca mais!
Posted by artur at 27.11.06 0 comments
Violência doméstica
Parece que vai passar a haver isenção de taxas moderadoras para as vítimas de violência doméstica.
O governo está já a pensar numa nova medida para o apoio às vítimas de violência doméstica: o cartão fidelização. Se for dez vezes às urgências por ter apanhado porrada d@ s@ mais-que-tudo, à décima primeira os analgésicos e os anti-inflamatórios serão grátis. À vigésima primeira terá direito a uma fatia de bolo e a uns balõezinhos.
Posted by artur at 27.11.06 0 comments
sexta-feira, novembro 24, 2006
A prova que faltava ao post anterior
Vejam a última repetição. Grande Ricardo!
Posted by artur at 24.11.06 0 comments
Sportem
Três momentos marcantes para o clube de Alvalade na última semana:
1. Os efusivos festejos de Figo após o golo que eliminou o Sporting da Champions League;
2. A revelação de que a genial contratação de João Pinto a custo zero custou, afinal, mais de quatro milhões de euros;
3. As imagens do golo do Inter (em especial as filmadas por trás de Crespo), em que se percebe que no exacto momento do remate o guarda-redes do Sporting, Ricardo, utilizava as duas mãos para puxar os calções para cima.
Posted by artur at 24.11.06 0 comments
quarta-feira, novembro 22, 2006
Io credo nelle persone, però non credo nella maggioranza delle persone
Caro Diario - Nanni Moretti
Posted by artur at 22.11.06 1 comments
Disseste que se eu fosse ao gás
Com a colaboração photoshopica da fotoesfera.
Posted by artur at 22.11.06 3 comments
terça-feira, novembro 21, 2006
Entrevista a Pinto dos Santos
Eis o link. Se não viram, vejam. Mesmo.
Posted by artur at 21.11.06 0 comments
domingo, novembro 19, 2006
quarta-feira, novembro 15, 2006
Big Fischer
Que um tipo perceba que Joschka Fischer vem dar uma conferência a Portugal e que para o ouvir terá que ir a Gaia, tudo bem.
Que ligue para o número publicitado como "inscrições" e oiça do outro lado que o jantar é obrigatório e que o pacote custa 250 euros, ainda vá que não vá.
Que a menina do telefone nos informe que o povo verdadeiramente interessado na conferência, para poder pagar os 250 euros, tem que esperar que algum notável não aceite o convite formulado, abrindo uma vaga, vá...
Que eu saiba muito bem que 90% dos notáveis convidados são calhaus com olhos que não seriam capazes de dizer os nomes dos 25 Estados-membros da União nem que lhes dessem 24 horas e acesso livre ao Google, já chateia um bocado.
Agora saber que para ouvir a conferência - tendo aceite pagar 250 euros e jantar com um bando de gente que quer ver e ser vista, fazer contactos e passar por interessada - tenho ainda que ouvir o Luís Filipe Menezes a falar durante cinco minutos... isso, meus amigos, já é demais... Não contem comigo.
Posted by artur at 15.11.06 0 comments
RETRATOS DO TRABALHO® EM ITÁLIA
Produção de cintos de castidade
Nota tranquilizadora: os cintos são produzidos apenas para museus e produtoras cinematográficas.
Posted by artur at 15.11.06 0 comments
segunda-feira, novembro 13, 2006
I used to live alone before I knew You
Dos 20s para os 30s. Da era analógica para a digital. De uma tempestade arrasadora para uma paz imensa. Às vezes os dias parecem puzzles de muitas peças que estamos quase a terminar.
Posted by artur at 13.11.06 1 comments
palavras ditas
Só quem rói as unhas sabe o que é ter de procurar no bolso por uma chave e ter um canto do anelar infectado. Refiro o latejar, o inchaço, o vermelhão, e o brilho doente na ponta do dedo. Roer as unhas não é aparar a tirita branca da ponta do sabugo. Roer as unhas não é trincar delicadamente as peles que às vezes se elevam devido à secura das mãos. Roer as unhas não é encaixar, por estilo, o polegar na ponta do canino inferior. Roer as unhas é outra coisa. A apenas duas pessoas reconheço autoridade digital para me dirigirem palavras sobre estraçalhar com os dentes os dedos. Porque é precisamente isso que roer as unhas é. Macerar os dedos, faze-los sangrar, infectá-los, coze-los e depois continuar a roer, sempre e sempre até aos cotovelos. Roer as unhas é tirar as capas, é trincar as peles, é brincar com os bocadinhos na boca e cuspi-las para longe. É ter o chão do quarto com tantas partes de unhas que estas se colam aos pés molhados. É não conseguir apanhar moedas do chão. É não conseguir fazer uma raspadinha. Roer as unhas é isto. Tudo o resto é apenas uma leve tendência para chuchar no dedo
Posted by tcravidao at 13.11.06 1 comments
sexta-feira, novembro 10, 2006
José Fernando Pinto dos Santos
Foi meu professor em 1999. Naqueles 15 dias as horas com ele valeram 99,9% do curso. Hoje, a meio de um zapping apareceu-me a sua imagem no Canal 1, a ser entrevistado por Judite de Sousa. A mesma figura hipnótica. Os mesmo gestos largos das mãos enquanto fala. O mesmo discurso esclarecido e límpido. Sem as tretas das produtividades e competitividades a que estamos habituados por cá. Em 1999, antes da sua primeira aula, os meus colegas, por trás das gravatas e de Diário Económico debaixo do braço, diziam "A Forbes falou dele como o assalariado português mais bem pago, incluindo jogadores de futebol!". Em Portugal poucos o conhecem. A mim a personagem sempre me irritou. Mas se puderem ver uma repetição da entrevista não percam. Acredito que duas horas de lição com ele para todo o país valeriam mais do que todo o dinheiro de fundos europeus que se gastou nos últimos anos em formação.
Não deixem de notar que foi sempre tratado por José e não por Engenheiro, Doutor ou Professor. Oiçam com atenção o que diz sobre salários, sobre a situação e o futuro do país. Oiçam com muita atenção.
Posted by artur at 10.11.06 0 comments
quinta-feira, novembro 09, 2006
Série 27 O comunicado
Depois de 12 episódios, é altura para melhorar a produção, escrever mais simples, e por isso, com mais tempo, aceitar colaborações que ao longo desta primeira temporada foram sendo propostas.
Assim, termina a primeira temporada da Série 27. A segunda começará daqui a duas semanas e culminará com a edição de um DvD com todos os episódios. Este poderá ser muito bem o presente mais interessante para a comemoração pela dois milésimo sexta vez consectutiva do nascimento do Cristo.
Posted by tcravidao at 9.11.06 0 comments
segunda-feira, novembro 06, 2006
domingo, novembro 05, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
O famigerado episódio 2
">
Se hoje estes episódios existem foi porque algures no passado um caro amigo me emprestava uma máquina digital e acedia às ideias que lhe contava. Desse tempo, em sintonia com uma certa área da literatura, aqui fica o até agora perdido nos circuitos do computador, episódio 2 da série 27.
Posted by tcravidao at 2.11.06 4 comments
terça-feira, outubro 31, 2006
Entrevista sobre Pinto da Costa
Se não aconteceu, poderia ter acontecido...
Via O Piolho da Solum
Posted by artur at 31.10.06 0 comments
segunda-feira, outubro 30, 2006
...
And all this science I don't understand
It's just my job five days a week
Elton John - Rocket man
Posted by artur at 30.10.06 0 comments
Respeito
Numa época em que os funcionários públicos pedem respeito a pior coisa que podiam fazer era encostar dois dias de greve a um fim-de-semana. O que os funcionários privados acham dos funcionários públicos é que eles trabalham pouco e folgam muito; que têm férias e pontes e tolerâncias de ponto e regalias a mais.
As greves servem para protestar e mostrar que o nosso trabalho faz falta (por isso concordo com greves no dia em que o grupo em greve faz mais falta) e não para ter uns dias extra de férias.
Quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito.
Posted by artur at 30.10.06 0 comments
sábado, outubro 28, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Vidas desinteressantes e desimportantes
18h30. Garagem do Forum Coimbra. Ali, no meio dos carros, dos escapes, sem luz, vejo três homens em discussão acalorada. Caminho para a porta e, ao passar por eles, ouço: "Há, nessa matéria, um excesso de teorização...".
E andam o Luís Filipe Vieira e o Pinto da Costa a atirar pérolas a porcos em semana de clássico...
Get a life, senhores!!!
Posted by artur at 27.10.06 0 comments
quinta-feira, outubro 26, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
A queda de um génio
As acusações de plágio, justas ou não, podem bem ter acabado com o estatuto de génio da escrita que era atribuída a Miguel Sousa Tavares depois do êxito do livro Equador.
Não por causa do plágio em si, que os portugueses, por natureza, até nem acham isso mal. Já dizia aquele poeta castiço do Herman, o do "fui ver, era o Octávio", que se não copiasse um bocadinho não tinha tempo para outras coisas.
O problema de Sousa Tavares é que os intelectuais da terra, não tendo sido suficientemente intelectuais para perceberem que já tinham lido aquilo em qualquer lado, vão agora assobiar para o lado e fingir que nunca chegaram a ler o Equador. Pela única razão possível: não perdem tempo a ler obras menores.
E assim se passa de génio a autor menor...
Posted by artur at 25.10.06 0 comments
terça-feira, outubro 24, 2006
Estado Social
Portugal tem o segundo maior défice público da União Europeia a 25. (O BPI apresentou 218 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses de 2006.)
Sete países da União Europeia têm contas públicas positivas. Entre eles, a Suécia, a Finlândia e a Dinamarca, este último com quase 5% de superavit.
O Estado Social Europeu, baseado no modelo escandinavo, está em crise.
Posted by artur at 24.10.06 0 comments
sexta-feira, outubro 20, 2006
Solução para o Rivoli - Um momento liberal
Acabar com todos os subsídios directos à cultura, incentivando simultaneamente, por via fiscal, o mecenato de apoio instituições novas e artistas em início de carreira.
Sobretudo em tempo de crise, não é justo que o dinheiro de todos pague os pequenos prazeres e/ou vaidades de poucos.
Posted by artur at 20.10.06 0 comments
quinta-feira, outubro 19, 2006
Fantasias
Eu vivo num mundo de dragões e princesas,
De monstros viscosos e robots serviçais,
De conspirações escuras e lutas acesas,
De espadas de luz e naves espaciais.
Sempre nas sombras algo a conspirar
Onde mil cores pairam no ar
E nos teus olhos não podes confiar
Transformam-se todos nos teus adversários
Os postes, as árvores, as ruas sem saída
São grandes aliados ou somente cenários
Combato terríveis seres cheios de tentáculos
Atravesso paredes como se fossem de barro
E levanto voo sobre os obstáculos
À menor suspeita saco da caçadeira
Esquivando-me lesto, fugindo das balas,
E abato os canalhas, sem tremedeira
Rapidamente revelam ser outras criaturas
São demónios camuflados lançando maldições
Sempre comigo em todas as alturas
São grandes feiticeiras em trajes atraentes
São belas conquistas que nunca falho
Figuras exóticas, sensuais e quentes
É sempre variado; nunca repetido
Embora saiba que não é verdade
Ao menos o meu mundo não é aborrecido!
Posted by Anónimo at 19.10.06 0 comments
Sensibilidade masculina
Um homem estava em coma há algum tempo. A sua esposa ficava à cabeceira dele dia e noite.
Até que um dia o homem acorda, faz um sinal à mulher para se aproximar e sussurra-lhe:
- Durante todos estes anos estiveste ao meu lado. Quando me licenciei, estavas comigo. Quando a minha empresa faliu, só ficaste tu para me apoiar. Quando perdemos a casa ficaste comigo. E desde que fiquei com todos estes problemas de saúde, nunca me abandonaste. Sabes uma coisa,...
Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
- Diz amor...
- Acho que me dás azar!!!
(via e-mail)
Posted by artur at 19.10.06 0 comments
terça-feira, outubro 17, 2006
Desalentos de cidadania - parte II
Tudo o que não evolui, morre! Desde que foi adaptada como forma de governo, a democracia foi evoluindo para um sistema que quase se contradiz nos seus próprios princípios. Por exemplo, a liberdade de expressão que a caracteriza, não se aplica a si própria. Qualquer um que, levianamente, levante a voz contra alguns dos problemas da democracia (ocidental no seu conjunto, ou Portuguesa no particular), dada a nossa ainda recente transição de regime, é, automaticamente, rotulado de fascista! Qualquer um que critique a actual constituição ou tente identificar a verdadeira causa do desinteresse dos eleitores (que actualmente atingiu o limite do ridículo de nem metade dos cidadãos se interessar o suficiente para eleger os seus representantes) é anti democrata!
Veja-se também o caso da corrupção ou do abuso dos bens públicos. Todos conhecemos ou ouvimos falar de casos em que alguém conseguiu algo por vias travessas. A expressão da indignação foi substituída por uma admiração invejosa do género ?ele é que sabe! Eu fazia o mesmo no lugar dele se pudesse!?. As Fátimas Felgueiras, os Valentins Loureiros e outros, que foram (e estão a ser) alvo de processos na justiça, ao invés de se esconderem envergonhados pela culpa, sobem ao púlpito para, bem alto e indignados, clamarem inocência, escudados num qualquer erro processual (carimbo errado, falta de assinatura ou coisa assim), que anulou o processo mas não a verdade dos factos! E o povo admira-os, cego pelo brilho dos holofotes das câmaras, iludido pela grandiloquência dos discursos.
Posted by Anónimo at 17.10.06 1 comments
Governar hoje
Parece não ser mais do que surfar a onda.
Ficar com os louros da parte alta do ciclo económico e andar escondido ou a culpar o governo anterior na parte baixa.
Ficar com os louros nos anos de poucos incêndios e culpar o clima e o governo anterior nos anos de muitos incêndios.
Ficar com os louros dos novos investimentos e culpar a globalização e o governo anterior pelas fugas de investimento.
Posted by artur at 17.10.06 0 comments
segunda-feira, outubro 16, 2006
De arrepiar
A entrevista de Maria João Avillez a Francisco Louçã na Sic Notícias.
Como é que é possível uma entrevistadora tão tão tão fraca, tão mal preparada, tão arrogante, tão cheia de preconceitos?
E a Sic-N ainda tem coragem de a repetir...
Posted by artur at 16.10.06 0 comments
Segurança Social e Mercado Imobiliário
Têm actualmente mais em comum do que possa parecer à primeira vista.
O mercado imobiliário está em crise porque quem viveu toda a vida com os preços das casas a subir continua a acreditar que será assim para sempre e que comprar casa continuará a ser um bom investimento.
A segurança social está em crise e os nossos governantes querem fazer-nos acreditar que pensaram que a nossa pirâmide demográfica teria sempre a base mais larga que o topo, havendo, desse modo, financiamento garantido para as pensões.
Mas há casas vazias e um buraco na segurança social. Há casas a desvalorizar e pensões a descer.
Há deficits suportados pelo orçamento de Estado e IMI e despesas de condomínio e manutenção pagas pelos donos das casas.
Num caso a crise será paga pelos trabalhadores quando chegarem à reforma. No outro pelos proprietários que continuam a pensar que a crise imobiliária é passageira.
De qualquer maneira, uma casa construída assim é sempre mais difícil de sustentar...
Posted by artur at 16.10.06 0 comments
"Vais a Coimbra este fim-de-semana?" última parte.
É na próxima quinta-feira, dia 19 de Outubro, que neste blog se ficará a saber, o que é afinal a "coisa" e o que aconteceu aos três rapazes. Até lá, uns fotogramas...
Posted by tcravidao at 16.10.06 5 comments
quinta-feira, outubro 12, 2006
Uma história simples
Jay Williams é um rapaz norte-americano que em 2002 foi considerado o melhor jogador de basket universitário dos EUA. Era considerado o novo Isiah Thomas, mas com uma capacidade de impulsão semelhante à de Michael Jordan. Nesse mesmo ano foi escolhido pelos Chicago Bulls na segunda posição do Draft, apenas atrás do gigante chinês Yao Ming.
Williams era o jogador escolhido pelos Bulls para ser a peça central da reconstrução da equipa que nunca mais se tinha encontrado após a saída de Jordan.
Em Junho de 2003, poucos dias antes do Draft desse ano (em que os Chicago iriam escolher um jogador que pudesse ajudar Williams), o jovem base teve um acidente de mota, nas ruas de Chicago. Primeiro prognóstico: risco de vida; provável amputação da perna esquerda; mesmo mantendo a perna não poderia nunca voltar a jogar basquetebol.
Williams sobreviveu. Os Bulls, sabendo que andar de mota era motivo para quebra de contrato sem direito a indeminização, quiseram garantir que o seu jogador teria um resto de vida sem problemas e compraram a sua saída por 3 milhões de dólares. E no draft já não escolheram um jogador para o ajudar, mas um outro, para o substituir.
O jogador assumiu o fim da carreira e dedicou-se aos comentários televisivos e a participações em eventos ligados ao basket. Numa dessas ocasiões um miúdo aproximou-se e perguntou-lhe se voltaria a jogar. A resposta negativa deixou o pequeno lavado em lágrimas.
E Williams decidiu que voltaria.
Contratou o preparador físico de Michael Jordan e começou a treinar diariamente. As múltiplas lesões no pélvis e na perna esquerda retiraram-lhe a velocidade e a capacidade de impulsão de outros tempos. Mas ele, ao contrário de todos os outros, acreditava que poderia voltar a jogar.
Depois de algumas tentativas falhadas, os New Jersey Nets, equipa da sua cidade, deram-lhe a oportunidade de se juntar ao grupo nesta pré-temporada.
Ontem fez o seu primeiro jogo.
Posted by artur at 12.10.06 1 comments
quarta-feira, outubro 11, 2006
Contente?
jarabe de palo - la flaca
Sim. E depois da reforma, todos juntos, teremos tempo para nos rirmos do que foi, do que poderia ter sido, do passado e do futuro.
Posted by artur at 11.10.06 0 comments
terça-feira, outubro 10, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
Poesia
...
Ela já se via há muito tempo.
Depois do primeiro marido morrer.
É mesmo assim.
Junta-te aos bons e serás como eles. Junta-te aos maus e serás pior que eles.
Eu só peço por os meus.
Por os meus filhos e pela minha casa.
Por os outros peçam outros.
Por os outros pedem as freiras e os padres.
Não se esquecem desta lição que vos ensinei aqui hoje?
Por os outros pedem as freiras, os padres e as beatas, que passam a vida a rezar.
Olhem, fiquem com Deus.
Algures em Coimbra, 9 de Outubro de 2006
Posted by artur at 9.10.06 0 comments
quinta-feira, outubro 05, 2006
terça-feira, outubro 03, 2006
King Flop
A coisa era simples: pagava 13 euros por mês e tinha as portas dos cinemas franqueadas. A coisa fazia sentido: as salas de cinema estão quase sempre vazias e, assim, mantinha-se um público regular. A coisa até era economicamente viável: o custo marginal de mais um espectador numa sala vazia é zero e os cinemas garantiam assinantes mensais. Porém, um dia, o que era simples, fazia sentido e até economicamente viável, começou a mudar. Primeiro, foi a conversa de que só se podia ver dois filmes por dia; depois a treta de que não só eram dois filmes, como teriam que estar separados por 120 minutos, finalmente o pior acontecia. Fecha o Ávila e mantêm-se os 13 euros por mês. Encerram duas dezenas de salas em Alcochete e mantêm-se os 13 euros por mês, agora, não só desaparecem os cinemas Monumental, Saldanha, Nimas e King, como os 13 Euros passam a 15. Das cerca de 60 salas em que era possível, usar o cartão KKard, restam 16 no Alvaláxia e duas em Coimbra. A coisa complicou-se portanto. Por mim, tenho claro que se trata de um comportamento ética e juridicamente abusivo por parte de Medeia filmes. E para que não se complique sempre para o mesmo lado recomendo o cancelamento da ordem bancária de débito directo e queixa formal à Deco. Para além disso, recomendo o cartão Amigo Da Cinemateca, com a sua utilização diária.
Posted by tcravidao at 3.10.06 1 comments








