domingo, julho 20, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
Viajo no comboio para Lisboa e escrevo porque sempre foi assim. Depois de pela primeira vez ter inaugurado o modelo E-112 na segurança social de Coimbra, fico com a sensação de que nenhuma das funcionárias fazia puto ideia do que acabou de fazer. Enfim… talvez seja essa a história que resuma tudo isto…ninguém faz puto ideia. Nem a mãe que à minha frente agride, sim, isso mesmo, agride o que presumo ser a filha. Porque só agredimos quem gostamos, esta mãe agride com palmadas, olhares tensos de raiva uma menina vestida de azul que tenta coçar o nariz com os pés para lhe tentar chamar a atenção. A mãe frenética mexe no telemóvel. Há pouco ligou para o que presumo ser o pai da Mónica. Disse como a Mónica se estava a portar mal e de birra e etc… “Caro pai da Mónica, eu que vi tudo até aqui, posso garantir que a Mónica se está a portar muito bem, a sua mulher é que se porta mal”. Claro que não tenho um telemóvel para filmar, nem uma televisão para mostrar, mas prefiro ver um professor a ser empurrado, ou um juiz a levar um sopapo do que uma Mónica a levar palmadas da mãe estúpida. É que os professores e os juízes podem defender-se, a Mónica não.
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quarta-feira, julho 02, 2008
O SLB enquanto vítima de violência doméstica
A grande vitória do agressor não é bater no agredido - esse é, aliás, apenas um sinal de fraqueza. O agressor vence quando consegue incutir no agredido um sentimento de culpa que o impede de se revoltar, de lutar contra a agressão ou de a denunciar.
Da mesma forma, as vitórias de FCP e Pinto da Costa sobre o Benfica e o futebol não são os subornos, as manobras de manipulação de instituições, nem sequer as vitórias "desportivas" que a corrupção lhes garante - comprar árbitros é apenas sinal de fraqueza.
Vitória do FCP/Pinto da Costa é quando os benfiquistas se começam a convencer de que a corrupção e as derrotas são culpa do Benfica. Dos seus dirigentes, treinadores e jogadores.
Não digo que o Benfica não cometeu erros - as vítimas de violência doméstica também não são perfeitas - mas a confusão entre erros e merecimento da violência é errada e é, exactamente, o objectivo do agressor.
O agressor vence quando vejo auto-intitulados Novos Benfiquistas a assumirem a culpa, omitindo ou desvalorizando a agressão.
O FCP vence quando, ao mesmo tempo que cresce a culpa no agredido, a pequena réstia de consciência do agressor é completamente ignorada. Vence quando se consegue convencer de que não bate e de que é, na verdade, a vítima.
O que se passou no futebol português nos últimos 30 anos é mais do que evidente. Não precisamos de quinhentinhos, cafés, fruta nem Calheiros como prova. Todos os que vêem futebol sabem.
É inaceitável e isso é independente dos erros do Benfica.
O Benfica precisa de um psiquiatra e de um serviço de apoio à vítima. O Benfica precisa de benfiquistas com nova força e coragem e não de Novos Benfiquistas. O Benfica e o futebol precisam de honestidade e justiça. Dos treinadores e jogadores falamos depois.
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Lendo Resnais
O que é que faz de um filme, um filme e de um médico um médico?
Um quadro, um homem, uma viagem e de um bolo de arroz…
um quadro e não uma coisa pintada,
uma viagem e não um êxodo,
um bolo de arroz e não farinha-açúcar-ovos. O que é que faz de uma coisa uma coisa e não a mera soma dos seus componentes?
O que fica se tirarmos ao filmes a câmara, a luz e a acção e aos médicos os conhecimentos técnicos.
O que fica de uma viagem sem deslocação ou de um bolo sem fermentação?
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terça-feira, julho 01, 2008
A dor
2 de Julho de 1998. 10 anos amanhã. A Praça mais bonita do mundo cheia de milhares de pessoas. Dos rapazes que vêem na imagem só quatro contam. O das riscas, da Istrice, na retaguarda, ficou com uma pista de partida má. O de roxo, da Torre, está a ser tapado pelos inimigos da Onda, de azul e branco, enquanto o de amarelo e verde, da Oca, amiga da Onda e inimiga da Torre, corre tranquilo para a vitória. Os outros tipos, tramados pelo sorteio dos cavalos, correm em pilecas, sem qualquer hipótese de triunfo.
Um ano antes aquele pouco mais de minuto de corrida teria tido tanto significado para mim como este texto deve estar a ter para quem o lê. Naquele dia, a emoção foi enorme. Pela beleza do que se passava à minha volta, mas sobretudo porque estava a três dias do fim da minha aventura.
A dor desses três dias foi seguramente diferente da dor que sinto neste momento. Mas são duas das maiores que já tive. E o que custa é a certeza de que há dores muito maiores por aí à solta. O que dá vontade é abraçar esta dor grande que sei pequena, habituar-me a ela e trazê-la comigo, como gostaria de ter trazido aquele ano. Talvez seja ilusão, mas parece-me que o que está sempre connosco, o que acarinhamos, não nos pode magoar assim tanto.
Agora que a dor começa a passar, dá vontade de lhe piscar o olho e dizer "vem daí comigo!" O meu medo é que com as dores grandes-grandes já não seja assim.
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sábado, junho 28, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
domingo, junho 22, 2008
Acabou-se o (que) euro doce
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sexta-feira, junho 20, 2008
Belo jogo, sim senhor.
Só vi parte de metade da segunda parte,
de pé, com muita gente à frente,
de cisco no olho direito e alergia no esquerdo,
a espirrar continuamente,
de pé – já disse –
com uma mulher ostensivamente grávida, a beber ostensivamente cerveja,
e duas lésbicas no mel.
Tinha pressa que terminasse:
O jogo, o cisco, a alergia, os espirros e a cerveja,
Havia filme às dez na cinemateca.
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quinta-feira, junho 19, 2008
Não os deixem sonhar
Passaram 23 anos sobre o Alemanha-Portugal mais famoso de sempre, marcado por este golaço do Carlos Manuel.
Em 23 anos muito aconteceu e o efeito Scolari transformou o underdog em unânime favorito contra a Alemanha.
Em 23 anos o "Deixem-me sonhar" do José Torres deixou de fazer sentido. Hoje o importante é matar antes da nascença o sonho alemão.
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quinta-feira, junho 12, 2008
Mas acabou-se
Agora que a Galp nos castigou pelo boicote, encerrando os seus postos de gasolina assim que se ouviu falar em bloqueio; Agora que o governo pode descansar, continuar o trabalho das últimas décadas e culpar a crise mundial; Agora que estatísticas estúpidas e parciais nos tentam convencer de que somos todos burros; Agora que a nossa única alegria com o país era a ilusão com a nossa selecção, o melhor seleccionador que Portugal alguma vez teve vai embora.
Preparemo-nos então para ter como seleccionador um qualquer Sócrates, Menezes, Santana, Durão ou Guterres do futebol.
Até lá, gozemos as últimas duas ou três semanas de empenho e magia do Ronaldo e Cia.. Foi bom.
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Um vislumbre do futuro ou Rádio vs Televisão
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quarta-feira, junho 11, 2008
A minha selecção
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terça-feira, junho 10, 2008
Portugal! Portugal! Portugal!
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segunda-feira, junho 09, 2008
Selecção
Falta um nome para a selecção. Com mística. Como "Os Magriços". Isso é classe e moral! E falta um hino à selecção. Como o dos Da Weasel em 2004. Com ritmo. Enquanto não temos esse, fica uma brincadeira:
Selecção
Alguma coisa acontece
No meu coração
Logo que sai uma bola
Dos pés do Simão
É que quando olhei para ti
Eu nada entendi
Das corridas loucas
Do grande Petit
Das fintas estranhas
Do puto Nani…
Ainda não havia
Para mim Scolari
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece
No meu coração
Logo que sai uma bola
Dos pés do Simão...
Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio
O que não é espelho
E a mente apavora o que ainda
Não é mesmo velho
Nada do que não era antes
Quando não somos mutantes...
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem quer na baliza
Outro que não o Ricardo
Aprende depressa
Que é adepto bastardo
Porque és o orgulho, o orgulho
O orgulho, o orgulho...
Do povo oprimido nas filas
Nas ruas, vielas
Que para meter gasolina
Esvazia as panelas
Que sofre e só ri
A sonhar com estrelas
Eu vejo surgir teus poetas
De campos e espaços
Cristiano e Deco
Teus deuses da relva...
João Moutinho
Sangue novo
Bosingwa
Sempre a rasgar
Centrais a comandar
E os portugueses sonham
Até ao Verão
Sempre que sai uma bola
Dos pés do Simão...
Roubado e adaptado de Sampa - Caetano Veloso
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sábado, junho 07, 2008
Sunny Saturday Joyfull Tasks
- 11 horas de sono
.
- Arrumar a casa
.
- Crisântemos brancos
.
- Spa, Ritual do Amor
.
- Petiscos & Selecção
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sexta-feira, junho 06, 2008
Happy Friday Final Tasks
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quinta-feira, junho 05, 2008
Crazy Thursdays Kidding Tasks
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Trabalhos de hoje:
-I P O
-Pixmania
-Midas
-Contabilidade
-Invasão de fábrica abandonada para realização de story-board
-Atelier de realização.
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quarta-feira, junho 04, 2008
Duas:
Descida ao Alandroal colocar uma J V C GZ 344 sobre um pintor
Aula de estética.
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Frantic Wednesday Social Tasks
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terça-feira, junho 03, 2008
Tarefas:
Reunião para apurar custos de edições discográficas.
Apresentação de proposta de vídeo clipe e elaboração de cronograma.
Seguimento do percurso de cabo para disco Lacie.
Compra de consumíveis de vídeo.
Aula de argumento.
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Hectic Tuesday Minor Tasks
- Organizar o arquivo físico das submissões com impressão em papel, respectivo armazenamento em dossier com lombada identificada e preenchimento da ficha de histórico do arquivo;
- Enviar email com tracking number e identificação da última submissão para agente nos Estados Unidos, WW;
- Fazer manutenção de utilizador da impressora Xerox Phaser 6360 e da Xerox WorkCenter 7245 PCL 6, com troca de consumíveis (tinteiros, fotorreceptores, toner waste containers e fusor);
- Fazer encomenda de material do economato para o mês de Junho, conforme necessidades e existências;
- Pesquisa no arquivo do material de embalagem de versões submetidas de material de 2006.
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segunda-feira, junho 02, 2008
Manic Monday Serious Tasks:
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Reportando-me à Sexta-feira passada, eis as tarefas que executei:
Filmagem das gravações do álbum de Samuel Úria (Flor Caveira);
Procura de mini-disc para som directo;
Escrita de e-mail de agradecimento pelo excelente telecinema feito pela inglesa Todd;
Seguimento do pedido de devolução de cabo para um disco Lacie.
Tradução e compressão de parte do documentário sobre o Camané.
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domingo, junho 01, 2008
Promessas, promessas... VIII
Prometo-me-te até ao fim dos tempos!
(Post extra)
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Promessas, promessas... VII
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sexta-feira, maio 30, 2008
Promessas, promessas... VI
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Prometo
Não abasteço na Galp, na Repsol e na BP até que estas companhias vendam mais barato que as outras.
Os consumidores têm poder e devem usá-lo!
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quinta-feira, maio 29, 2008
Promessas, promessas... IV
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quarta-feira, maio 28, 2008
Não sei se jure ou se prometa. Pelo sim, pelo não, como prometo mais do que juro, hoje vou prometer. Assim, para compensar. Por isso, prometo que só vou jurar quando não poder (puder) prometer. Juro. Quero dizer prometo. Hoje, juro que amanhã, prometo jurar prometer que não vou prometer mais do que juro. E por isso, amanhã não vou prometer, mas jurar. Assim, para compensar.
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Promessas, promessas... III
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terça-feira, maio 27, 2008
Promessas, promessas... II
Do Benfica pode-se dizer que, uma vez mais, repete-se a dança do início de época: Novo treinador, novos jogadores, novas esperanças... veremos! Prometo, ainda que sem grande convicção ou tempo para perder, acompanhar. Para já, gosto de ver o Rui Costa em acção e agrada-me a escolha do treinador.
Da Selecção há promessa de tentar o melhor possível. É o que se pede. Empenho e vontade de jogar. Mesmo cansados, que acredito que estejam. Mesmo que possam não ser os melhores (por acaso até acho que são, na generalidade). Mesmo que não sejam todos Portugueses de gema sê-lo-ão na relva. É apoiá-los até ao fim e que isto só termine de Taça na mão!
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Promessa do jet set nacional
Acharam estranho que não tenha tido medo do [Rec]. Não tive. Não me tirou o sono (apesar de me ter feito enjoar como um miúdo totó de 8 anos em excursão da escola primária ao Mosteiro da Batalha).
Tenho medo de outras coisas. Do Paulo Teixeira Pinto, por exemplo. A entrevista deste senhor à revista do Expresso desta semana, não me tendo tirado o sono (é uma tarefa difícil), fez-me pensar uma boa meia hora sobre os perigos deste mundo. Arrepiou-me a sensação de que naquelas páginas está uma imagem da massa de que eram feitas algumas das figuras mais tenebrosas da história da humanidade. Por sorte, parece-me, longe da inteligência delas. Por azar, nosso, suficientemente esperto para sacar milhões de indemnização ao BCP.
Arrepia-me a total contradição sem hesitações. Logo na primeira resposta – de uma entrevista ao Expresso com fotografias da sua casa e dos quadros que pinta – afirma sem pudor que preferia não ter exposição pública. Vem depois o monárquico do PSD, porta-voz de um governo republicano. Tudo normal.
As ligações à Igreja, os três dias de férias (acordando sempre às 7h30) depois da indemnização milionária e a pose de homem renascentista confirmam apenas os arrepios que os olhos fotografados já tinham provocado.
Medo, muito medo. Mil vezes Sócrates ou Menezes. Que o PTP tenha um futuro brilhante na pintura, faça muitos seminários com o António Borges e o Jorge Coelho e se confirme como uma certeza do jet set, aparecendo semanalmente (contrariado) nas revistas, de preferência ao lado do José Castelo Branco.
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segunda-feira, maio 26, 2008
Promessas, promessas...
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sexta-feira, maio 23, 2008
Problem solving
A pior tarefa que me calhou nos empregos que tive nos últimos anos foi: resolver problemas. Afastar um obstáculo do caminho, de vez em quando, para que tudo possa seguir o seu curso normal até tem piada. Mas quando os dias e as semanas se tornam em provas de obstáculos e o objectivo é apenas derrubá-los para que os que vêm atrás possam continuar as suas corridas com a maior facilidade possível, torna-se aborrecido. Nesses dias tenho truques para manter a boa disposição. Há blogs, não obrigatoriamente humorísticos, que fazem isso por mim. Tenho dois ficheiros aúdio sempre de reserva para os casos mais complicados (Marco do Big Brother e amiga da Santinha de Balasar). Quando tudo isso falha, basta perceber que um certo sistema de valores já chegou aos EUA para que o riso esteja de volta.
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quinta-feira, maio 22, 2008
Há um direito natural ao trabalho? Será o trabalho uma actividade tão essencial como comer? Sim. Mas por partes. Há o trabalho alienado, e o trabalho natural. O alienado não é trabalho no sentido que lhe quero dar. É uma actividade que alguém cumpre para poder bastar-se a si e aos seus. Por seu lado, o trabalho natural é o conjunto de tarefas que um cada cumpriria, ainda que pudesse bastar-se a si e aos seus. O trabalho natural tem como principal característica a sensação de transformação. Alguém que trabalhe naturalmente, sente que faz algum tipo de diferença. Que, de algum modo transforma o meio onde se insere para melhor. Pelo contrário, no trabalho alienado o indivíduo que o executa pouco sabe de que modo a sua actividade influência as coisas, ou os outros à sua volta. Não há actividades que se possam classificar em absoluto como trabalho alienado, ou como trabalho natural, pois essa distinção cabe a quem executa , porém há áreas de actividade onde é predominante a sensação de trabalho natural. Refiro-me às tarefas simples e manuais como jardinagem, pesca, agricultura, actividades médicas, e as tarefas criativas. Pois em ambas, há uma parte do executante que passa para o exterior. Sendo estas que preenchem o conceito de trabalho natural, é relativamente a estas que reivindico um direito natural de todos.
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quarta-feira, maio 21, 2008
Curiosa a relação entre trabalho e prazer. Entre trabalho e lazer. Os excluídos um do outro. Trabalho é trabalho e conhaque é uma bebida. Trabalho para beber, para o lazer. Não trabalho no lazer nem bebo quando conduzo. Tenho para mim, numa incerteza que dói, que a separação entre trabalho e prazer está por um lado ligada ao éter crístico que nos envolve e, por outro, à necessidade que a esquerda política, e por isso direita cerebral, tem de nos defender do sofrimento terreno. Ambas, as duas, têm assim a mesma intenção messiânica: salvar. Dizem o que condena, o que salva e o que podem fazem para ajudar. Um converte, outro revoluciona: ambas fazem pé de bombeiro para passar o muro do pecado ou de classe.
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terça-feira, maio 20, 2008
Do trabalho e das suas realizações
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segunda-feira, maio 19, 2008
Dá muito trabalho gerir o tempo livre...
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sexta-feira, maio 16, 2008
Mordam-se de ciúmes!
Estou de saída! É sexta-feira. Ou melhor, fim de semana! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Have fun! I know I will!
(ups, a pressa era tanta que até a cor desbotou...)
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quinta-feira, maio 15, 2008
Bem uns para os outros
Pinto da Costa jantou ontem com deputados da Assembleia da República.
À porta da Assembleia, Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres, Valentim Loureiro e Sérgio Silva, o famoso investidor do Boavista, fizeram uma cena de ciúmes por não terem sido convidados.
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A Maria vai ter ciúmes do António...
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quarta-feira, maio 14, 2008
Eat your heart out, Champions League!
O torneio vai começar. Farmacêuticas Futsal Cup.
Alá está do nosso lado. Meca fica para ali. Os Ultra-Intifada estão a postos. Os rastilhos dos homens-bomba estão acesos. As quarenta virgens aguardam no balneário os que se sacrificarem pela equipa.
Agora espero que as intrigas, ciúmes e invejas no balneário não destruam o espírito da equipa. Cabe ao mister evitá-lo, manter a moral e a confiança altas e, não menos importante, escolher o cinco inicial e dar a táctica para a vitória!
Venham as fans fazer claque. Com pompons, claro!
As-Salaamu 'alaykum" السلام عليكم
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terça-feira, maio 13, 2008
Jealous Girls
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domingo, maio 11, 2008
Rui non aver paura
Coragem, altruísmo, fantasia. Nem por medida se faria uma canção melhor para o Rui Costa. Até ao último dia como um miúdo com a bola nos pés.
Obrigado, Maestro!
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Como criancinhas...
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sexta-feira, maio 09, 2008
Como tirar doces de uma criança
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quinta-feira, maio 08, 2008
...com o palhaço no comboio ao circo...
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quarta-feira, maio 07, 2008
O puto quer um brinquedo novo
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terça-feira, maio 06, 2008
Crise alimentar
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segunda-feira, maio 05, 2008
F-R-A
Não há nenhuma diferença entre o que sinto hoje num cortejo de queima das fitas de Coimbra e o que sentia há vinte e cinco anos atrás, quando lá ia em criança.
São iguais os carros com flores, igualmente estranhos os estudantes de capa e batina; os banquinhos de praia em que se sentam as velhotas na primeira fila da rua são os mesmos; o mesmo cheiro a cerveja; as mesmas pedras da Praça da República a que os pés se colam só nesse dia; a mesma confusão; os mesmos empurrões; os mesmos bêbedos de que não pensamos mal só nesse dia; a mesma alegria que nos é completamente exterior; os mesmos pais em lágrimas a abandonarem o cortejo porque o carro do filho já passou; os mesmos cânticos, bengalas, cartolas, pipocas e balões; os mesmos coleccionadores de cervejas (parece-me que dantes se coleccionava mais plaquetes).
Durante uns anos tudo aquilo fez sentido e foi diferente. Agora voltou ao mesmo. Até voltou a inexplicável pequena inveja de quem vai cima do carro. Só desses.
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Nem todas as criancinhas nascem filhos da puta...
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domingo, maio 04, 2008
Odeio esta música mas...
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sábado, maio 03, 2008
Criancices
Os princípios da psicologia reversa em acção são de facto admiráveis e, à escala, parece-me que, independentemente da idade, continuam a ser, em certa medida, válidos para todos os escalões etários. Tendemos a dar as coisas como certas e a não lhes dar o devido valor, relaxando no esforço sempre necessário que mantém uma relação biunívoca equilibrada. Algumas pessoas são, naturalmente, mais self-centered e talvez até um pouco mais egoístas ou com um certo excesso de mimo, com uma parcimónia muito particular no que toca a dar mas exigentes no que toca a receber. Umas ultrapassam isso em crianças, outras nem por isso e ficam sem perceber porquê que há amizades e relações mais fortes com outras pessoas do que com elas. Claro que cada um é como é mas isso tem implicações óbvias no tipo de pessoas que atraem (ou repelem). Por essas e por outras é que alguns têm um leal e solidamente construído círculo de amigos, namoradas, confidentes e outros acabam mais isolados e sozinhos. É preciso dar para receber. É preciso lealdade, honestidade, abrir um pouco o que nos vai na alma, dar sem esperar nada em troca, partilhar com desprendimento, emocional e materialmente, para que os outros também o façam, estabelecendo laços de compreensão e entendimento que são o cerne das (boas) relações. Sem isso não adianta entrar em queixumes e lamúrias de género "ninguém me liga". E não é um processo fácil nem imediato, nem sequer garantia de que dê certo, mas atitudes, perdoem-me o excesso de linguagem, filhas da puta, mesquinhas, egoístas, vingativas ou imaturas (ou tão somente de laxismo, o tal dados por certos) terão sempre o merecido resultado de isolar cada vez mais essas pessoas que acabarão, certamente, mais sozinhas ou rodeadas de outros da mesma cepa. Isto é válido em vários graus de intensidade e para as mais variadas interacções, sejam elas de amizade, colegas de trabalho, familiares ou relações amorosas (especificidades de cada uma à parte) e, uma vez ultrapassado um certo limite de paciência, tolerância ou compreensão, pode acontecer que certos laços fiquem irremediavelmente comprometidos ou se transformem em algo banal e de circunstância.
No caso inicial, o da sobrinha mais bonita do mundo (e só o digo agora porque sei que ela ainda não sabe ler, senão estava bem tramadinho e ela não me ia ligar nenhuma nos tempos mais próximos), não me parece que haja qualquer risco de se vir a tornar em alguém assim, até pelos moldes em que está a ser educada e porque tem muito tempo para aprender, mas a moral é válida para outras pessoas porque a desculpa da idade já não lhes serve e o tempo não volta para trás. Da minha parte, se incorrer em tal falha (já me bastam os mal-entendidos ou a falta de tempo), agradeço uma chamada de atenção (directa se as indirectas falharem) a tempo de corrigir tal comportamento porque prezo bastante todos aqueles que me orgulho de chamar de amigos e não quero correr riscos de os perder sem motivo.
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quarta-feira, abril 30, 2008
1976
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terça-feira, abril 29, 2008
O apelo...
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segunda-feira, abril 28, 2008
Trazei a mim as criancinhas!
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quinta-feira, abril 24, 2008
Nos 80's...
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quarta-feira, abril 23, 2008
© 1982
Aparecia no monitor quando eu ligava a engenhoca que me ocupou muitos meses da década de 80. O Timex 2068 era uma versão melhorada do Spectrum 48K. Para jogar os jogos do Spectrum era preciso meter-lhe uma espécie de disquete que o reduzia ao nível do 48K. Parece-me que essa disquete não saiu do sítio mais que uma dúzia de vezes.
Load "" enter. Load "" enter. Limpa a cabeça do gravador. Roda o parafuso no gravador. Reza para que o jogo não caia.
Horas a jogar Match Day (I e II), Jet Set Willy II, Commando, Skool Daze, Chequered flag, Emilio Butragueño, Formula one, Parashoot, Match Point... Horas boas.
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terça-feira, abril 22, 2008
A grande final
Não tenho muitas saudades dos 80s. A minha década melhor foram os 90s. Dos 80s recordo, antes de mais, três pátios, em escadinha, que estiveram vinte anos escondidos atrás de um prédio e recentemente voltei a ver de uma janela amiga. Três pátios onde joguei muitos milhares de futeboladas. Com bolas de futebol, com pacotes castanhos de leite "achocolatado", com bolas de ténis e até sem bola. Naqueles pátios eu era o Paolo Rossi e o meu melhor amigo o Maradona. Ele fintava tudo e todos e eu metia-a lá dentro. Os tipos da turma B eram como a selecção alemã: mais fortes e implacáveis, embora menos talentosos. Parece-me que toda a escola primária serviu apenas de preparação para aquele grande jogo final, no último dia da primária: turma A contra turma B. O tira-teimas. Tínhamos o Xana (encontrei-o há dias no Continente, com dois filhos pela mão) na baliza, o Pedro Neto e o João Miguel na defesa, o Paulo e o David no meio, o Rossi e o Diego na frente. A Professora arbitrou de uma janela alta e a bola era autografada pelo Paolo Rossi (não eu, o outro). Chegámos ao intervalo a vencer por um (que grande remate de meio-campo), mas fomos ainda a tempo de ser esmagados pela fúria germânica na segunda parte. Acabou 4-1. O Maradona saiu antes do fim do jogo, desolado com a exibição pouco inspirada e foi directamente para casa. Não me lembro se voltou ao colégio nesse dia. Só o voltei a encontrar nos 90s, ainda a tempo de discutir o jogo. Se os alemães nos tivessem autorizado a utilizar a Sandra, terceiro melhor jogador da turma, tudo teria sido diferente.
Posted by artur at 22.4.08 8 comments Links to this post
A minha geração não tem tesão: tem medo. Medo, medinho, tanto medo que cria bicho. E é por ter medo, que precisa da segurança que a memória dos anos 80 lhe trás. Falo das Stan Smith, do Cid, do Verão Azul e de tudo o resto. Medo que a instabilidade no trabalho ou que a incapacidade em acreditar no amor, na política ou na religião, gerou como monstro dentro de cada um. Por isto, sinto o aparecimento dos anos 80 como expressão de profunda decadência e tristeza: última bóia de salvação para uma geração que deixou de acreditar. Mais que um património comum de partilha. Porque se fosse património, era coisa do presente com pulsão de futuro, de mudança, e de acreditar. Mas como é só um sorriso inócuo, um pacificador das angústias e de incertezas, não pode ser património. Ouçamos 1970 (Retrato) de Jp Simões
Posted by tcravidao at 22.4.08 0 comments Links to this post
segunda-feira, abril 21, 2008
Retro
Posted by Catarse at 21.4.08 1 comments Links to this post
sábado, abril 19, 2008
No exacto momento em que escrevo, cai a maior quantidade de granizo que alguma vez vi. Bem, na verdade, talvez a segunda maior. Sim, a segunda. A primeira foi outra. Aconteceu há alguns anos no mês de Maio. Maio, o mês em que um grupo de quatro ou cinco rapazes combinava passar um dia, um dia todinho, nas piscinas do Grande Hotel do Luso. Apanhávamos a camioneta na rodoviária nacional, comprávamos os bilhetes ao condutor e, às 10 da manhã, estávamos já a hesitar saltar ou não saltar da prancha de 5 metros. Todos dela saltaríamos -eventualmente- antes do almoço. Almoço? Enfim… batatas fritas, encharcadas com molho de tomate e sal, no restaurante das piscinas digeridas com leitura para alguns, e com mini-golf para outros. E depois, depois chegava a Teresa. Uma amiga que, imagine-se, dizia e fazia, o salto mais perigoso de toda a minha infância: a prancha de 10 metros da piscina do Luso. De cabeça. Recordo bem o fato de banho da Teresa. Preto e com cores florescentes de lado. E splash! Toda a tarde o grupo de rapazes a que pertencia, ficava a olhar a Teresa a saltar de cabeça da prancha de 10 metros da piscina do Luso. Daí os escaldões, com que chegávamos à rodoviária e, entrávamos no carro de um dos pais que nos iam buscar. Curioso, é que eram as mães e não os pais que sempre nos iam buscar à camioneta quando vínhamos das piscinas do Grande Hotel do Luso. E foi numa dessas vezes que caiu maior quantidade de granizo que alguma vez vi.
Posted by tcravidao at 19.4.08 1 comments Links to this post
sexta-feira, abril 18, 2008
A vermelho, recordo principalmente, as linhas das esferográficas das minhas professoras primárias. A notação de certo, que no final da minha frase a azul, legitimava as hesitações e as rasuras de que a frase nascia. A nota de errado: cruz ou “E” impiedoso; muro intransponível na entrega das notícias em casa. E, a classificação da prova. Se sempre tive a intuição que existe uma relação entre a beleza e o verdadeiro, experimentei-a pela primeira vez nas provas de avaliação do colégio onde fiz a primária. Para mim, a diferença entre um “Muito Bom” e um “Não satisfaz menos” era uma diferença estética. Sabia intuitivamente que se produzisse uma prova sem rasuras, com respeito pelas margens, paragrafando quando fosse para paragrafar e com uma letra legível, teria, só por isso, um “Satisfaz Bem”. Não que houvesse uma percentagem para a apresentação, mas porque é assim que o conteúdo académico de um “Satisfaz Bem” se apresenta. Um boa nota era antes de mais uma prova bem escrita. Evolui muito pouco desde esse tempo. Claro que encontrei na ciência ecos desta intuição, acrescentei-a na organização de pessoas e desenvolvi-a na escolha de trabalhos, mas no fundo, sinto exactamente o mesmo de quando tinha 8 anos e recebia as provas na primária. Um prova limpinha é uma boa prova, uma prova cheia de rasuras tem uma má nota. Como não já não tenho 8 anos, e lido com mais responsabilidades, aplico esse principio analogicamente: às relações, às ideias, aos textos, e ao discurso médico. E tal como quando tinha 8 anos, o "Satisfaz bem" é sempre limpinho, e o "Não satisfaz" confusão.
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A vermelho...
Posted by Catarse at 18.4.08 0 comments Links to this post
quinta-feira, abril 17, 2008
Um dia marcado a vermelho (escuro) para não esquecer!
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