domingo, julho 20, 2008

Nota

Não emigrei (Portugal, Lisboa), morri (vivinho da costa) ou embirutei (mais do que o normal). Não perdi "ambas as duas" mãos (nem dedinhos partidos, sequer). Não estou sem net (wireless mas uma bela caca) ou computador (tadinho, tão maltratado). Não padeço de qualquer mal de alma (é descartável, como a consciência), coração (bate forte e feliz), mente (vide nota acima sobre embirutanço) ou corpo (impecável!, cada vez melhor. Nas imemoriais palavras de Caco Antibes, "uma Cláudia Schiffer de calças"). Não estou preso (ou em Londres) ou internado (yet). Não estou (ou tenho sequer para ter até Janeiro, mercê da troca de emprego) de férias. Não perdi a verve (mas não ouço Verve há muito tempo) ou a vontade de escrever (mesmo nas portas das casas de banho). Não troquei de blog (cruzes canhoto) ou veículo de comunicação (e continuo de Smart). Não estou "de mal" com amigos (saudades, beijocas e abraçadas), família (não tenho consultado o testamento mas...), leitores (fat props pró ppl da crew de Fernão Ferro, tá-se, yo) ou seja com quem for (aceitam-se correcções a este item). Não me faltam temas (uiii) ou motivos sobre os quais discorrer (xiiii) ou divagar (pffff). Não virei ermita (ainda a semana passada vi um coelho que conheço e estive uns bons 15 minutinhos a falar com um arbusto simpático) nem fiz nenhum voto de silêncio (ava naguila, ava naguila). Não me queixo da sorte (o horóscopo da Dica elegeu-me como o signo da semana), da saúde (de ferro quando não me estropio todo no desporto), do trabalho (speechless), do amor (linda & maravilhosa) ou das finanças (ainda não dá para o monte no Alentejo mas...). Não são critérios editoriais (se bem que esta cor de letra do TC ou aquele estilo de escrita do AC...) ou protesto contra seja o que for (bom, aqui se calhar já incorro em inverdade, mas adiante). O que me faltará então? Tempus fugit, tempus fugit...

sexta-feira, julho 11, 2008

O cinema aproxima. A televisão afasta.

segunda-feira, julho 07, 2008

Viajo no comboio para Lisboa e escrevo porque sempre foi assim. Depois de pela primeira vez ter inaugurado o modelo E-112 na segurança social de Coimbra, fico com a sensação de que nenhuma das funcionárias fazia puto ideia do que acabou de fazer. Enfim… talvez seja essa a história que resuma tudo isto…ninguém faz puto ideia. Nem a mãe que à minha frente agride, sim, isso mesmo, agride o que presumo ser a filha. Porque só agredimos quem gostamos, esta mãe agride com palmadas, olhares tensos de raiva uma menina vestida de azul que tenta coçar o nariz com os pés para lhe tentar chamar a atenção. A mãe frenética mexe no telemóvel. Há pouco ligou para o que presumo ser o pai da Mónica. Disse como a Mónica se estava a portar mal e de birra e etc… “Caro pai da Mónica, eu que vi tudo até aqui, posso garantir que a Mónica se está a portar muito bem, a sua mulher é que se porta mal”. Claro que não tenho um telemóvel para filmar, nem uma televisão para mostrar, mas prefiro ver um professor a ser empurrado, ou um juiz a levar um sopapo do que uma Mónica a levar palmadas da mãe estúpida. É que os professores e os juízes podem defender-se, a Mónica não.

quarta-feira, julho 02, 2008

O SLB enquanto vítima de violência doméstica

A grande vitória do agressor não é bater no agredido - esse é, aliás, apenas um sinal de fraqueza. O agressor vence quando consegue incutir no agredido um sentimento de culpa que o impede de se revoltar, de lutar contra a agressão ou de a denunciar.

Da mesma forma, as vitórias de FCP e Pinto da Costa sobre o Benfica e o futebol não são os subornos, as manobras de manipulação de instituições, nem sequer as vitórias "desportivas" que a corrupção lhes garante - comprar árbitros é apenas sinal de fraqueza.

Vitória do FCP/Pinto da Costa é quando os benfiquistas se começam a convencer de que a corrupção e as derrotas são culpa do Benfica. Dos seus dirigentes, treinadores e jogadores.

Não digo que o Benfica não cometeu erros - as vítimas de violência doméstica também não são perfeitas - mas a confusão entre erros e merecimento da violência é errada e é, exactamente, o objectivo do agressor.

O agressor vence quando vejo auto-intitulados Novos Benfiquistas a assumirem a culpa, omitindo ou desvalorizando a agressão.

O FCP vence quando, ao mesmo tempo que cresce a culpa no agredido, a pequena réstia de consciência do agressor é completamente ignorada. Vence quando se consegue convencer de que não bate e de que é, na verdade, a vítima.

O que se passou no futebol português nos últimos 30 anos é mais do que evidente. Não precisamos de quinhentinhos, cafés, fruta nem Calheiros como prova. Todos os que vêem futebol sabem.

É inaceitável e isso é independente dos erros do Benfica.

O Benfica precisa de um psiquiatra e de um serviço de apoio à vítima. O Benfica precisa de benfiquistas com nova força e coragem e não de Novos Benfiquistas. O Benfica e o futebol precisam de honestidade e justiça. Dos treinadores e jogadores falamos depois.

Lendo Resnais

O que é que faz de um filme, um filme e de um médico um médico?

Um quadro, um homem, uma viagem e de um bolo de arroz…

um quadro e não uma coisa pintada,

uma viagem e não um êxodo,

um bolo de arroz e não farinha-açúcar-ovos. O que é que faz de uma coisa uma coisa e não a mera soma dos seus componentes?

O que fica se tirarmos ao filmes a câmara, a luz e a acção e aos médicos os conhecimentos técnicos.

O que fica de uma viagem sem deslocação ou de um bolo sem fermentação?

terça-feira, julho 01, 2008

A dor


2 de Julho de 1998. 10 anos amanhã. A Praça mais bonita do mundo cheia de milhares de pessoas. Dos rapazes que vêem na imagem só quatro contam. O das riscas, da Istrice, na retaguarda, ficou com uma pista de partida má. O de roxo, da Torre, está a ser tapado pelos inimigos da Onda, de azul e branco, enquanto o de amarelo e verde, da Oca, amiga da Onda e inimiga da Torre, corre tranquilo para a vitória. Os outros tipos, tramados pelo sorteio dos cavalos, correm em pilecas, sem qualquer hipótese de triunfo.
Um ano antes aquele pouco mais de minuto de corrida teria tido tanto significado para mim como este texto deve estar a ter para quem o lê. Naquele dia, a emoção foi enorme. Pela beleza do que se passava à minha volta, mas sobretudo porque estava a três dias do fim da minha aventura.
A dor desses três dias foi seguramente diferente da dor que sinto neste momento. Mas são duas das maiores que já tive. E o que custa é a certeza de que há dores muito maiores por aí à solta. O que dá vontade é abraçar esta dor grande que sei pequena, habituar-me a ela e trazê-la comigo, como gostaria de ter trazido aquele ano. Talvez seja ilusão, mas parece-me que o que está sempre connosco, o que acarinhamos, não nos pode magoar assim tanto.
Agora que a dor começa a passar, dá vontade de lhe piscar o olho e dizer "vem daí comigo!" O meu medo é que com as dores grandes-grandes já não seja assim.


sábado, junho 28, 2008

Gabardina

Há cinco anos começou assim.

quinta-feira, junho 26, 2008

O que é um abatanado ?

domingo, junho 22, 2008

Acabou-se o (que) euro doce

Onze fora, nada. Ou o reeditar daquelavelha frase: no futebol são onze contra onze e no fim quem ganha é a Alemanha. É isto que fica das promessas que ficaram uma vez mais por cumprir do futebol Português. É o triste fado do sonho adiado que atirou pela janela onde em tempos idos estiveram orgulhosamente hasteadas bandeiras nacionais, símbolo de orgulho patriótico numa selecção, as espectativas justamente elevadas aos píncaros para nos guiar à vitória. Encerra-se o ciclo e vale a pena ver o que correu mal para não repetir em futuras (leia-se 2010) incursões nestas festas do futebol:
Faltou pouco mas o suficiente para impedir a cavalgada até ao título que agora podemos apenas assistir como adeptos de empréstimo de outras selecções como a Espanha, a Rússia, a Alemanha e a Turquia. Pessoalmente, as minhas preferências vão para as duas primeiras pelo futebol jogado e por empatia com o espírito que as move. Da nossa parte choramos a falta de matreirice e sorte que nos privaram da sensação de ganhar mas não há cabeças para rolar. Fechou-se o ciclo para Scolari e para alguns jogadores mas nenhum destes será insubstituível e o panorama futuro é risonho com imensas boas escolhas para o lote de seleccionáveis em próximas campanhas. Tenhamos fé e nada de arrepiar caminho para fora de um trilho que esteve e está bem traçado, colocando-nos sempre entre os favoritos para qualquer competição.
Foi bom mas soube a pouco. Queremos mais!!

sexta-feira, junho 20, 2008

Belo jogo, sim senhor.
Só vi parte de metade da segunda parte,
de pé, com muita gente à frente,
de cisco no olho direito e alergia no esquerdo,
a espirrar continuamente,
de pé – já disse –
com uma mulher ostensivamente grávida, a beber ostensivamente cerveja,
e duas lésbicas no mel.
Tinha pressa que terminasse:
O jogo, o cisco, a alergia, os espirros e a cerveja,
Havia filme às dez na cinemateca.

quinta-feira, junho 19, 2008

Não os deixem sonhar

Passaram 23 anos sobre o Alemanha-Portugal mais famoso de sempre, marcado por este golaço do Carlos Manuel.



Em 23 anos muito aconteceu e o efeito Scolari transformou o underdog em unânime favorito contra a Alemanha.
Em 23 anos o "Deixem-me sonhar" do José Torres deixou de fazer sentido. Hoje o importante é matar antes da nascença o sonho alemão.

quinta-feira, junho 12, 2008

Mas acabou-se

Agora que a Galp nos castigou pelo boicote, encerrando os seus postos de gasolina assim que se ouviu falar em bloqueio; Agora que o governo pode descansar, continuar o trabalho das últimas décadas e culpar a crise mundial; Agora que estatísticas estúpidas e parciais nos tentam convencer de que somos todos burros; Agora que a nossa única alegria com o país era a ilusão com a nossa selecção, o melhor seleccionador que Portugal alguma vez teve vai embora.
Preparemo-nos então para ter como seleccionador um qualquer Sócrates, Menezes, Santana, Durão ou Guterres do futebol.
Até lá, gozemos as últimas duas ou três semanas de empenho e magia do Ronaldo e Cia.. Foi bom.

Um vislumbre do futuro ou Rádio vs Televisão

A cadência do tempo é una, ininterrupta e flui de modo contínuo e constante numa só direcção (dadas as condições normais de gravidade e num universido regido pelo postulado da não inversão das leis da causa e efeito) dirão os apologistas da teoria da relatividade.
Mentira!, digo eu e o velhote que tinha um rádio ontem na esplanada do Príncipe Real onde vi o jogo na televisão na companhia de algumas dezenas de adeptos entusiastas e de estrangeiros estupfactos pelo poder visionário que nos erguia das cadeiras em celebração segundos antes dos golos "Quinos", comandados pelo nosso oráculo radiofonicamente dotado.
3-1! Cheque mate! Somos os primeiros e agora é gerir a equipa neste jogo a feijões para descansar as peças importantes e rodar os restantes convocados para ganharem ritmo se forem chamados a colaborar. Serão sempre todos campeões!
Proponho:
Nuno; Miguel, Bruno Alves, Fernando Meira, Jorge Ribeiro; Raul Meireles, Miguel Veloso, Nani, Quaresma; Hélder Postiga, Hugo Almeida, com Rui Patrício ao intervalo.
E o Sargentão vai treinar o Chelsea! Venha o Queirós!

quarta-feira, junho 11, 2008

A minha selecção

A minha selecção para logo seria:
Ricardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira; Petit, Moutinho, Deco; Simão, Ronaldo e Nuno Gomes.
Entram Quaresma, Postiga, Raul Meireles para os lugares de Simão, Nuno Gomes e Deco, se tudo correr dentro da normalidade. São os melhores, em melhor forma e mais adequados para este jogo, dadas as características dos checos, parece-me e, pelas equipas oficiais divulgadas agora mesmo o Scolari também acha. Incrível! Não me falta nadinha para ser "Mister"! Talvez o bigode...
Mas, jogue quem jogar, importa é apoiar e ganhar! Falta pouco! São quase 17h!

terça-feira, junho 10, 2008

Portugal! Portugal! Portugal!

Temos os jogadores, jovens sequiosos de vitórias ou experientes nestas andanças, e ainda o melhor do mundo, no "ponto" para o culminar de uma época perfeita.
Temos o treinador, capaz e moralizador, unido com o grupo e com o grupo unido ao seu redor, Sargentão como poucos na defesa intransigente de todos.
Temos a organização e o reconhecimento de todos como uma das melhores selecções do mundo (sem ligar a rankings da trampa que nos retiram dos 10 primeiros).
Temos um povo adepto e fanático pronto a apoiar sem restrições onde quer que seja e sem clubites nesta altura, como convém, calados que estão os velhos do restelo ou aquelas vozes de burro que antes chegavam ao céu (até com champanhe nas derrotas) mas que de lá já cairam.
O caminho está aberto e as condições reunidas. Falta agora a pontinha de sorte que acompanha os campeões (a estrelinha) para conquistarmos o que pode e tem de ser nosso no final desta competição para mostrarmos a todos do que somos capazes e para dar ânimo a um país que atravessa um momento difícil e conturbado. Mais do que merecermos só porque sim, merecemos porque podemos lá chegar e ganhar!
Começámos bem, com o pé direito e mostrando capacidade de sofrimento, inteligência, ambição, técnica, táctica e física (já não somos aqueles onze pequenotes que caiam como as folhas do outono ao primeiro toque), limpámos os turcos.
Venham daí os checos que, pelo que se viu, estão ao nosso alcance! Sem euforias histéricas ou desmesuradas, há uma promessa que tem de se cumprir para sacudir a sina dos coitadinhos ou daquele sentimento de morrer na praia que rodeou as últimas campanhas em que entrámos. Jogo a jogo. Etapa a etapa. Passo a passo rumo ao título.
Está na hora! Podemos! Queremos! Vamos ganhar!

segunda-feira, junho 09, 2008

Selecção

Falta um nome para a selecção. Com mística. Como "Os Magriços". Isso é classe e moral! E falta um hino à selecção. Como o dos Da Weasel em 2004. Com ritmo. Enquanto não temos esse, fica uma brincadeira:

Selecção

Alguma coisa acontece
No meu coração
Logo que sai uma bola
Dos pés do Simão
É que quando olhei para ti
Eu nada entendi
Das corridas loucas
Do grande Petit
Das fintas estranhas
Do puto Nani…

Ainda não havia
Para mim Scolari
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece
No meu coração
Logo que sai uma bola
Dos pés do Simão...

Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio
O que não é espelho
E a mente apavora o que ainda
Não é mesmo velho
Nada do que não era antes
Quando não somos mutantes...

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem quer na baliza
Outro que não o Ricardo
Aprende depressa
Que é adepto bastardo
Porque és o orgulho, o orgulho
O orgulho, o orgulho...

Do povo oprimido nas filas
Nas ruas, vielas
Que para meter gasolina
Esvazia as panelas
Que sofre e só ri
A sonhar com estrelas
Eu vejo surgir teus poetas
De campos e espaços
Cristiano e Deco
Teus deuses da relva...

João Moutinho
Sangue novo
Bosingwa
Sempre a rasgar
Centrais a comandar
E os portugueses sonham
Até ao Verão
Sempre que sai uma bola
Dos pés do Simão...

Roubado e adaptado de Sampa - Caetano Veloso

sábado, junho 07, 2008

Sunny Saturday Joyfull Tasks

- 11 horas de sono
.
- Arrumar a casa
.
- Crisântemos brancos
.
- Spa, Ritual do Amor
.
- Petiscos & Selecção

sexta-feira, junho 06, 2008

Happy Friday Final Tasks

- Arrumar a secretária;
.
- Arrumar o computador;
.
- Levar a tralha pessoal;
.
- Despedir-me de todos;
.
- Entregar a carta de rescisão.

quinta-feira, junho 05, 2008

Crazy Thursdays Kidding Tasks

Amarrar de surpresa colega do lado à cadeira com fita-cola;
.
Envio de email provocatório e insultuoso sobre espectacular destino de férias escolhido para a semana que se avizinha;
.
Escolha de música para rodar no open space totalmente desadequada ao ambiente de trabalho;
.
Indução ao engano de colega incauto para a ligação telefónica ao sistema de som da fábrica;
.
Troca de definições de hardware do computador da frente para russo em braille destinado a canhotos.

Trabalhos de hoje:
-I P O
-Pixmania
-Midas
-Contabilidade
-Invasão de fábrica abandonada para realização de story-board
-Atelier de realização.

quarta-feira, junho 04, 2008

Duas:
Descida ao Alandroal colocar uma J V C GZ 344 sobre um pintor
Aula de estética.

Frantic Wednesday Social Tasks

- Elaboração e circulação de abaixo-assinado para tentar manter funcionária da cantina (com contrato com a prestadora de serviços Sodexho) que viu a possibilidade de renovação negada após revelar que estava grávida;
-
- Organização de desafio de paintball fratricida entre colegas;
-
- Discussão acaloradamente bem disposta sobre jogo online organizado pelo IT Support;
-
- Troca de emails escalpelo-organizativo-motivacionais sobre a nossa participação na Pharma Futsal Cup;
-
- Dias finais do convénio de almoço que pune conversas relacionadas com trabalho e cujas receitas serão canalizadas para lanche-convívio a ter lugar esta sexta.

terça-feira, junho 03, 2008

Tarefas:
Reunião para apurar custos de edições discográficas.
Apresentação de proposta de vídeo clipe e elaboração de cronograma.
Seguimento do percurso de cabo para disco Lacie.
Compra de consumíveis de vídeo.
Aula de argumento.

Hectic Tuesday Minor Tasks

- Organizar o arquivo físico das submissões com impressão em papel, respectivo armazenamento em dossier com lombada identificada e preenchimento da ficha de histórico do arquivo;

- Enviar email com tracking number e identificação da última submissão para agente nos Estados Unidos, WW;

- Fazer manutenção de utilizador da impressora Xerox Phaser 6360 e da Xerox WorkCenter 7245 PCL 6, com troca de consumíveis (tinteiros, fotorreceptores, toner waste containers e fusor);

- Fazer encomenda de material do economato para o mês de Junho, conforme necessidades e existências;

- Pesquisa no arquivo do material de embalagem de versões submetidas de material de 2006.

segunda-feira, junho 02, 2008

Manic Monday Serious Tasks:

Elaboração e envio da resposta por DHL à Chemistry Deficiency Letter do FDA sobre o Fluconazole for Injection in 5% Dextrose;
-
Continuação da elaboração de resposta à Labeling Deficiency Letter do FDA do Valproic Acid;
-
Elaboração e envio por email interno da check-list da resposta à Microbiology Deficiency Letter do FDA sobre o Butorphanol Tartrate Injection;
-
Update do arquivo físico e digital dos FDA forms 2658 para registo de produto para a Cefuroxime da Sagent recebidos da West-Ward;
-
Continuação da elaboração de resposta à Chemistry Deficiency Letter do FDA sobre a Amiodarone Hydrochloride Injection.

Reportando-me à Sexta-feira passada, eis as tarefas que executei:
Filmagem das gravações do álbum de Samuel Úria (Flor Caveira);
Procura de mini-disc para som directo;
Escrita de e-mail de agradecimento pelo excelente telecinema feito pela inglesa Todd;
Seguimento do pedido de devolução de cabo para um disco Lacie.
Tradução e compressão de parte do documentário sobre o Camané.

domingo, junho 01, 2008

Promessas, promessas... VIII

Prometo-me-te até ao fim dos tempos!

(Post extra)

Promessas, promessas... VII

Se apanho o gajo que me entrou no smart prometo que só lhe bato muito com um taco de basebol se ele não me conseguir explicar:
- como é que o abriu e fechou sem deixar marcas ou vestígios (pode dar-me jeito se me esquecer das chaves)
- porquê que não levou o frasco do meu perfume (o L'Eau par Kenzo é um bom perfume, fresco e bem disposto)
- porquê que não levou os meus CDs (era boa música, pá)
- porquê que não acabou com as bolachas e ainda as deixou no chão (diz-me se tens alguma marca que prefiras)
- porquê que não arrumou os meus apontamentos do mestrado (já que eu não tenho tido tempo ou paciência para o fazer)

sexta-feira, maio 30, 2008

Promessas, promessas... VI

Porque nem só o fim de ano é altura para estas coisas e nunca é tarde para melhorar, prometo solenemente não envelhecer cinzento, não perder a criança cá dentro (e não, não estou grávido), não dar ouvidos aos velhos do restelo, não parar de te amar, mimar e respeitar, não parar muito para pensar, não casmurrar no que não posso mudar, não desistir do que posso conseguir, não esquecer os amigos, não perder um dia de praia, não deixar de praticar desporto, não dormir menos de 6 horas por dia, não deixar projectos a meio, não me afastar da família (e não estou a falar dos Corleones, porque desses não há a mínima hipótese a não ser que queira ser apanhado de laranjas na mão ou acordar ao lado da cabeça de cavalo), não deixar de experimentar coisas novas, não deixar de escrever, não perder de vista a ideia de que a vida são dois dias, não amuar por coisas parvas, não ser tão distraído, não conduzir como um louco, não faltar às aulas sem motivo...

Prometo


Não abasteço na Galp, na Repsol e na BP até que estas companhias vendam mais barato que as outras.
Os consumidores têm poder e devem usá-lo!

quinta-feira, maio 29, 2008

Promessas, promessas... IV

Já ouvi várias explicações e contra-argumentações:
- Diminuição da produção - OPEP desmente
- Instabilidade política - antes também havia
- Incapacidade refinadora - construam mais com os 100% de aumento de lucros do ano passado
- China, Rússia e Índia estão a aumentar a procura - aumentem a oferta
- Cartel de preços - processem-nos
- Especulação em resultado da crise Sub-Prime - vão especular sobre o preço da uva mijona
- Carga fiscal excessiva - Cuspam-lhes!
A verdade é que o euro está mais forte que o dólar em que se compra o dito crude e nem sinal desse efeito enquanto que dos outros...
Circula em massa na net um email a pedir um boicote à Galp, BP e Repsol, as três maiores marcas distribuidoras em Portugal, nos dias 1, 2 e 3 de Junho. Não percebo o suficiente de economia para calcular o efeito desta acção nem do mercado para excluir a possibilidade disto ser uma manobra de marketing das restantes distribuidoras mas agradam-me reacções massivas da população quando está a ser pisada ou abusivamente explorada pelo Governo e grande capital (estou um perfeito comunista a falar... chiça penico, tenho de ir comprar acções da Galp para ver se isto me passa).
Daí que fica a promessa:
Nesses 3 dias não abasteço nos ditos postos. Aguardo pelos resultados. Mas despachem-se que o depósito do Smart só leva 30 litros!!
Na hipótese de não resultar em nada, proponho "angry mobs" pelas ruas, de archotes e forquilhas em riste, rumo às sedes das ditas empresas e Assembleia da República. A pé, claro.
O povo unido não pode ser extorquido!! Bom, poder pode mas aborrece e depois a malta chateia-se, protesta-se, indigna-se e mais não sei o quê.

quarta-feira, maio 28, 2008

Não sei se jure ou se prometa. Pelo sim, pelo não, como prometo mais do que juro, hoje vou prometer. Assim, para compensar. Por isso, prometo que só vou jurar quando não poder (puder) prometer. Juro. Quero dizer prometo. Hoje, juro que amanhã, prometo jurar prometer que não vou prometer mais do que juro. E por isso, amanhã não vou prometer, mas jurar. Assim, para compensar.

Promessas, promessas... III

Das promessas também podem resultar metas. Auto-impostas. Motivadoras. Daquelas que é preciso cerrar os dentes e os punhos. Que saem do pêlo e custam barbaridades a cumprir. Que só a pura teimosia alimenta o almejar do impossível por alcançável e afasta qualquer admissão de fracasso ou desistência.
Deixar de fumar, dietas, exercício físico, hobbies, cursos, viagens, trabalho... as áreas são diversificadas e as metas também. Umas demasiado ambiciosas para o que se pode fazer, outras moderadas, modestas por excesso, só quem as faz sabe o que custa cumpri-las ou deixá-las escapar entre os dedos. Tem tudo a ver com motivação, ambição, preserverança e capacidade. A verdade é que sabem todas bem, a orgulho, a sucesso, quando cumpridas e mal, amargas como a derrota, quando falhadas.

terça-feira, maio 27, 2008

Promessas, promessas... II

Já o futebol está cheio de promessas. São as jovens promessas que se tornarão/iriam tornar nos novos Pelés e Maradonas, são os jogadores-promessas-adiadas até aos 35 anos, são as promessas infundadas da TVI de futebol espetáculo, são as promessas vãs de títulos dos treinadores e presidentes, de resultados e golos dos jogadores... Depois, no final, quem as paga são os adeptos, simpatizantes e sócios. Os primeiros com o sofrimento, os nervos em franja, os cabelos arrancados e as lágrimas, os segundos com tudo o resto e ainda quotas a esbanjar em percentagens de transferências incompreensíveis.

Do Benfica pode-se dizer que, uma vez mais, repete-se a dança do início de época: Novo treinador, novos jogadores, novas esperanças... veremos! Prometo, ainda que sem grande convicção ou tempo para perder, acompanhar. Para já, gosto de ver o Rui Costa em acção e agrada-me a escolha do treinador.

Da Selecção há promessa de tentar o melhor possível. É o que se pede. Empenho e vontade de jogar. Mesmo cansados, que acredito que estejam. Mesmo que possam não ser os melhores (por acaso até acho que são, na generalidade). Mesmo que não sejam todos Portugueses de gema sê-lo-ão na relva. É apoiá-los até ao fim e que isto só termine de Taça na mão!

Do torneio Pharma Futsal Cup, pode dizer-se que promete após goleada de 13 ou 14 golos a 2 ontem à noite sobre a Jaba Recordati (recordi de golos sofridis para mais tardi recordari) na segunda jornada.

Promessa do jet set nacional

Acharam estranho que não tenha tido medo do [Rec]. Não tive. Não me tirou o sono (apesar de me ter feito enjoar como um miúdo totó de 8 anos em excursão da escola primária ao Mosteiro da Batalha).
Tenho medo de outras coisas. Do Paulo Teixeira Pinto, por exemplo. A entrevista deste senhor à revista do Expresso desta semana, não me tendo tirado o sono (é uma tarefa difícil), fez-me pensar uma boa meia hora sobre os perigos deste mundo. Arrepiou-me a sensação de que naquelas páginas está uma imagem da massa de que eram feitas algumas das figuras mais tenebrosas da história da humanidade. Por sorte, parece-me, longe da inteligência delas. Por azar, nosso, suficientemente esperto para sacar milhões de indemnização ao BCP.
Arrepia-me a total contradição sem hesitações. Logo na primeira resposta – de uma entrevista ao Expresso com fotografias da sua casa e dos quadros que pinta – afirma sem pudor que preferia não ter exposição pública. Vem depois o monárquico do PSD, porta-voz de um governo republicano. Tudo normal.
As ligações à Igreja, os três dias de férias (acordando sempre às 7h30) depois da indemnização milionária e a pose de homem renascentista confirmam apenas os arrepios que os olhos fotografados já tinham provocado.
Medo, muito medo. Mil vezes Sócrates ou Menezes. Que o PTP tenha um futuro brilhante na pintura, faça muitos seminários com o António Borges e o Jorge Coelho e se confirme como uma certeza do jet set, aparecendo semanalmente (contrariado) nas revistas, de preferência ao lado do José Castelo Branco.

segunda-feira, maio 26, 2008

Promessas, promessas...

De todo o tipo, forma e feitio, a promessa e o seu pagamento são figuras curiosas que encontramos para reforçar a nossa crença e força de vontade de que algo aconteça. Ao mesmo tempo que transfere (e aligeira) a responsabilidade para uma instância superior ou acontecimento isolado, preferencialmente no futuro e de cobrança no acto de entrega, leia-se após a consumação/consubstanciação do tal desejo, permite um certo conforto mental de se saber que se empenhou algo em prol do que se almeja conseguir. Mas pode ser também encarada como uma desresponsabilização, uma vez que muitos se contentam em atirar a atoarda para o ar (para quem ouvir é uma bela questão - o próprio?, o público?, uma entidade superior?) e não pensar (ou fazer algo mais por) mais nisso até ao dia em que fica satisfeita a premissa base do contrato. Se esta inacção já é má, que dizer do não cumprimento do prometido para além de que a confiança é um capital limitado que se demora a reunir e se esbanja num segundo, mais ainda à enésima estória efabulada do juro que faço e aconteço género Pedro e o Lobo.
Das religiosas abstenho-me de comentar porque fica ao critério da crença de cada um. Por mim posso falar e dizer que não acredito num Deus chantagista ou interesseiro que peça penhor do Bem que possa fazer, pelo que não a Ele (exista ou não) nada prometo mas aceito e compreendo que situações desesperadas acabem por fazer crer no recurso a soluções fora do alcance da razão ou da lógica. Eu, ou o faço para mim próprio com a certeza automotivadora do negócio que me acabei de propor, ou, feita a outrém, tenho de garantir que tudo farei para cumprir com o disposto.

sexta-feira, maio 23, 2008

Problem solving

A pior tarefa que me calhou nos empregos que tive nos últimos anos foi: resolver problemas. Afastar um obstáculo do caminho, de vez em quando, para que tudo possa seguir o seu curso normal até tem piada. Mas quando os dias e as semanas se tornam em provas de obstáculos e o objectivo é apenas derrubá-los para que os que vêm atrás possam continuar as suas corridas com a maior facilidade possível, torna-se aborrecido. Nesses dias tenho truques para manter a boa disposição. Há blogs, não obrigatoriamente humorísticos, que fazem isso por mim. Tenho dois ficheiros aúdio sempre de reserva para os casos mais complicados (Marco do Big Brother e amiga da Santinha de Balasar). Quando tudo isso falha, basta perceber que um certo sistema de valores já chegou aos EUA para que o riso esteja de volta.

quinta-feira, maio 22, 2008

Há um direito natural ao trabalho? Será o trabalho uma actividade tão essencial como comer? Sim. Mas por partes. Há o trabalho alienado, e o trabalho natural. O alienado não é trabalho no sentido que lhe quero dar. É uma actividade que alguém cumpre para poder bastar-se a si e aos seus. Por seu lado, o trabalho natural é o conjunto de tarefas que um cada cumpriria, ainda que pudesse bastar-se a si e aos seus. O trabalho natural tem como principal característica a sensação de transformação. Alguém que trabalhe naturalmente, sente que faz algum tipo de diferença. Que, de algum modo transforma o meio onde se insere para melhor. Pelo contrário, no trabalho alienado o indivíduo que o executa pouco sabe de que modo a sua actividade influência as coisas, ou os outros à sua volta. Não há actividades que se possam classificar em absoluto como trabalho alienado, ou como trabalho natural, pois essa distinção cabe a quem executa , porém há áreas de actividade onde é predominante a sensação de trabalho natural. Refiro-me às tarefas simples e manuais como jardinagem, pesca, agricultura, actividades médicas, e as tarefas criativas. Pois em ambas, há uma parte do executante que passa para o exterior. Sendo estas que preenchem o conceito de trabalho natural, é relativamente a estas que reivindico um direito natural de todos.

quarta-feira, maio 21, 2008

Curiosa a relação entre trabalho e prazer. Entre trabalho e lazer. Os excluídos um do outro. Trabalho é trabalho e conhaque é uma bebida. Trabalho para beber, para o lazer. Não trabalho no lazer nem bebo quando conduzo. Tenho para mim, numa incerteza que dói, que a separação entre trabalho e prazer está por um lado ligada ao éter crístico que nos envolve e, por outro, à necessidade que a esquerda política, e por isso direita cerebral, tem de nos defender do sofrimento terreno. Ambas, as duas, têm assim a mesma intenção messiânica: salvar. Dizem o que condena, o que salva e o que podem fazem para ajudar. Um converte, outro revoluciona: ambas fazem pé de bombeiro para passar o muro do pecado ou de classe.

terça-feira, maio 20, 2008

Do trabalho e das suas realizações

Há quem consiga trabalhar horas seguidas de enfiada. Há quem consiga estar horas sem trabalhar. Há quem viva para trabalhar. Há quem trabalhe para viver.
A verdade é que, bem ou mal, mais ou menos, todos temos de o fazer. Por mim, o que faço é apenas um meio para atingir um fim: sustentar um estilo de vida que me agrada e poder prover para mais e melhor no futuro, contemplando a possibilidade de vir a ter uma família. Não gosto do que faço mas, no entanto, consigo perfeitamente (dias melhores e dias piores) lidar com isso e fazê-lo de uma forma aceitável.
Para ser feliz e estar satisfeito com o meu trabalho teria de fazer algo mais livre e criativo, teria de interagir mais com pessoas, teria de poder ter mais poder decisório e responsabilidade no rumo a tomar, estar no terreno e agir em vez de sempre sentado em frente a um monitor. Pode ser que um dia isto mude e tenha a coragem de criar ou aceitar o risco de mudar de ramo. Várias hipóteses se perfilam e todas teriam de passar por uma abertura, um golpe de sorte ou por um empenho total. Escrever um livro para publicar, criar material para publicidade, desenhar peças para vender, abrir um bar (para enriquecer ou enlouquecer, esta já por mais de uma vez se atravessou no meu caminho e insiste em voltar) são as mais sólidas, vendo ainda num horizonte mais longínquo vinhas alentejanas numa herdade de turismo rural. Tudo isto são sonhos ou nem sequer isso, que têm muito que andar para conquistarem o direito a existir ou a passarem a projectos exequíveis.
Actualmente não concebo que o trabalho possa encabeçar uma lista de prioridades na minha vida e ocupa apenas um lugar secundário ainda que me tome a maior fatia do tempo e providencie a maior parte do orçamento mensal pelo que dele não posso abdicar. Resta-me esperar (e fazer por isso) pela oportunidade certa que possa aparecer para dar um salto quantitativo (sim, a remuneração importa) e qualitativo (sim, a satisfação pessoal também).

segunda-feira, maio 19, 2008

Dá muito trabalho gerir o tempo livre...

São 9 horas de trabalho diárias. Mais 3h30 no mestrado. Com 1h30 na estrada de um lado para o outro, 1h em banhos e quejandos e 2h em refeições dá 17h. Sobram 7h para o dia terminar. Considerando que durmo 6h, tenho 1h livre por dia. Daqui saltam-me ao espírito várias considerações:
- Preciso de dias maiores;
- Não sei como é físicamente possível às terças jogar 2h de volley sem violar as leis que regem a inexorável marcha do tempo;
- 1h dá para tanta coisa quando planeamos tudo direitinho que nem parece verdade;
- Parece incrível mas 1h, mesmo planeando tudo direitinho, não dá para nadinha;
- É certinho que ando a sobrepôr actividades (ignorando as celebérrimas frases da família "Se conduzir não beba" como "Se tomar banho não leia", "Se conduzir não estude", "Se almoçar não remate", "Se trabalhar não durma" e outras que tais.
- Ler "O Idiota" do Dostoevski aos soluços de meia hora (ver frase anterior sobre acumular tarefas) está a matar-me a mim e ao livro mas está quase, quase e é muito bom;
- Os dias sem aulas parecem-me quase férias;
- A televisão, que actualmente nem tenho, não faz grande falta e só serve para consumir tempo com o cérebro desligado (ok, sinto a falta de algumas séries como Scrubs, Friends, Seinfield, Simpsons, South Park, Trigger Happy, Britcom, House e outras do género mas nenhuma dos programas da treta ou das notícias do tema da moda, dos recados encomendados ou das desgraças do costume. Leio jornais. Uso a net. Filtro.);
- Quero mais cinema! (O Blade Runner é genial e o director's final cut só veio confirmar isso. Espantosa a forma como ele conseguiu condensar 2h de filme na minha hora livre);
- Morro de saudades tuas durante estes dias.

sexta-feira, maio 16, 2008

Mordam-se de ciúmes!

Estou de saída! É sexta-feira. Ou melhor, fim de semana! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Have fun! I know I will!


(ups, a pressa era tanta que até a cor desbotou...)

quinta-feira, maio 15, 2008

Bem uns para os outros

Pinto da Costa jantou ontem com deputados da Assembleia da República.
À porta da Assembleia, Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres, Valentim Loureiro e Sérgio Silva, o famoso investidor do Boavista, fizeram uma cena de ciúmes por não terem sido convidados.

A Maria vai ter ciúmes do António...

... pelo menos nestes primeiros meses de vida do segundo sobrinho que nasceu saudável, como os pais, às 00h50 de dia 14/05/08.
Por um lado pode ser que lhe faça bem saber que tem de partilhar, aprender a dividir, lutar pela atenção e deixar de ser o único centro das atenções. Por outro, um tio babado baba de igual modo pelos dois, sem distinguir nadinha no afecto e na atenção dispensada.

Parabéns mana-bi-mamã, cunhado-bi-pápá e pelo dia de vida, bebezinho! Vais no bom caminho; um de cada vez!

quarta-feira, maio 14, 2008

Coimbra, Fac. de Medicina, segunda-feira


Eat your heart out, Champions League!

O torneio vai começar. Farmacêuticas Futsal Cup.

Alá está do nosso lado. Meca fica para ali. Os Ultra-Intifada estão a postos. Os rastilhos dos homens-bomba estão acesos. As quarenta virgens aguardam no balneário os que se sacrificarem pela equipa.

Agora espero que as intrigas, ciúmes e invejas no balneário não destruam o espírito da equipa. Cabe ao mister evitá-lo, manter a moral e a confiança altas e, não menos importante, escolher o cinco inicial e dar a táctica para a vitória!

Venham as fans fazer claque. Com pompons, claro!

As-Salaamu 'alaykum" السلام عليكم

terça-feira, maio 13, 2008

Jealous Girls

...é uma grande música dos Gossip (também aplicável a gajos), cantada por Beth Dido, a vocalista, que nos diz que de nada vale sentir isto e que conduz apenas à destruição do sentimento base. I beg to differ, Beth. Ou melhor, concordo mas apenas quando falamos da parte doentia e obsessiva da questão, quando já não é amor mas perda, quando já não é partilha mas posse, quando já não é vontade mas hábito. Porque numa relação saudável existe ciúme como sinónimo de interesse, como quem exerce um direito territorial conquistado e o protege como seu. E é bom. Evita que se dê alguém por certo e faz sentir que se quer ou se é querido. Tempera e apimenta, quando usado q.b. e com gosto. Morde o orgulho e obriga à humildade de reconhecer dependência e medo de perder o que nos é mais valioso e insubstituível. Mostra o que tens; mostra que tens - é um direito que te assiste.

domingo, maio 11, 2008

Rui non aver paura

Coragem, altruísmo, fantasia. Nem por medida se faria uma canção melhor para o Rui Costa. Até ao último dia como um miúdo com a bola nos pés.



Obrigado, Maestro!

Como criancinhas...

Só pode ser assim que nos consideram. A orquestra toca sempre a mesma música e dançamos todos da mesma forma. O acórdão do CD da Liga saiu com os castigos. A mensagem é clara, tanto pelo timming (tãããão apropriado depois de tanto tempo com o processo parado) como pelos castigos (tããããão apropriado terem um bode "respiratório" ali ao lado): Os campeões podem ser corruptos, se for pouquinho. Os outros não. Tão conveniente para o reforço da mensagem do mesmo assim somos os maiores típico dessa equipa azul e podre. Tudo igual, tudo na mesma e assim sai toda a gente de alma lavadinha, prontos para mais uma época de fachada. E a pouca vergonha é tanta que nem recorrem do castigo, assumindo prontamente e ainda com um certo orgulho gozão o que verdadeiramente são: um clube sem vergonha e de sem vergonhas.

Não que seja preciso muito para abater os ditos rivais. Estes encarregam-se de dar tiros nos próprios pés de tal maneira que nem precisam de ser empurrados para baixo, como se queixou o Chalana outro dia. Para remate final, fica a pérola que só FCP e SLB têm os salários do mês passado em dia (no caso dos primeiros isso deve incluir árbitros, assistentes, observadores, dirigentes, inspectores, fruta e frutistas, agências de viagem, capangas e mesmo, pasme-se perante o altruísmo máximo, alguns jogadores de outros clubes, o que é um digno tributo à capacidade financeira dos Dragões. Deve ser isso que chamam organização estrutural porque o líder do SD revelou recentemente que tem um BMW não sei quantos, casa e mais não sei quê e tudo pago sendo, ena!, líder de claque).
Entre pérolas destas e o facto de sermos das piores ligas do mundo em termos de média de golos e número de empates, vai-se o espetáculo e a emoção do jogo. Assim não admira ver os estádios vazios e as assistências a diminuirem. E depois é ver aqueles programas de televisão onde três senhores trocam previsíveis e cada vez menos interessantes piropos, galhardetes, insinuações de que sabem algo dos bastidores que depois nunca contam ou bitaites sobre as incidências da semana sem perderem um minuto que seja a falar do que interessa mesmo: futebol.
Bahhh.... chega. Não vale a maçada que dá e o meu tempo vale mais que isto. Não pago mais o custo de oportunidade de ir fazer algo bem mais interessante do que a modorra entediante do futebol nacional.

sexta-feira, maio 09, 2008

Como tirar doces de uma criança

O preço do barril de petróleo poderá subir aos 200 dólares até ao final deste ano. Segundo 2 fontes que ouvi comentar o assunto, os motivos são o aumento desmesurado da procura por parte das economias gigantes emergentes China e Índia, que procuram sustentar a todo o custo o seu crescimento e abertura de mercado (motivo a mais longo prazo), o ataque às explorações da Nigéria (circunstancial), a instabilidade política nas zonas produtoras (circunstancial mas a longo prazo pelos vistos), especulação (circunstancial), exploração mais cara com o escassear das reservas (estrutural). E tudo isto apesar do câmbio euro-dólar estar favorável a nós, europeus.
Anos a habituar-nos a depender de gasolina e combustíveis fósseis e agora começa a extorsão. Os lucros das petrolíferas disparam em flecha, o governo enche os bolsos e quem se lixa, para variar, é o mexilhão. Isto é, o mexilhão que tem carros que gastam muito porque eu tenho um Smart! (ou, como diz a sobrinha, "o tio tem o carro do dinoshauro") Eheheheheheh! Bom, pode ser que, ultrapassada esta fase crítica, algo positivo acabe por acontecer como a adopção de hábitos mais racionais e ecológicos. Nada como mexer no bolso para estimular mudanças. Na dúvida, e mesmo com o Smart, vou comprar uma bicicleta. Os patins em linha já tenho, ainda que não saiba andar decentemente (resolução do momento: ir cair mais umas quantas vezes até conseguir).

quinta-feira, maio 08, 2008

...com o palhaço no comboio ao circo...

Nunca foi espetáculo, o maior do mundo, que me atraísse por aí além. Fui algumas vezes mas o encanto de criança com o circo evaporou-se rapidamente. Talvez porque ultimamente os circos parecessem apenas sujos, velhos, tristes. Mais ainda, para mim, os palhaços são e serão sempre figuras assustadoras pelo eterno sorriso que esconde, ou pode esconder, a) psicopatia b) tristeza c) degradação (pior que palhaços só mimos). A excepção positiva será talvez o Krusty dos Simpsons ou ainda o tipo da máscara do Saw mas apenas pelo encanto das personagens. Ainda assim admito que possa haver retorno desta sensação estranha e que melhor cenário para tal que o Cirque du Soleil que por cá está nestes dias? Veremos no que dá.
Quem foi diz que gostou. Vou ver e logo digo o que achei.

quarta-feira, maio 07, 2008

O puto quer um brinquedo novo

PSL candidatou-se a presidente do PSD com ambições a primeiro-ministro em 2009.
A cada minuto nasce um otário.
Estas duas frases devem ter estado na base das sondagens eleitorais que validaram a candidatura e, caso vença, o que não acredito porque ainda tenho alguma fé no discernimento das pessoas e na sua memória colectiva, acho que poderá ser o fim do PSD e o reinício do tempo das vacas gordas para o país. Para os abutres do costume, claro. Ontem já lá andava (desculpem a emenda mas tenho de adicionar as palavrinhas "pelo menos" aqui senão os outros podem achar que são diferentes ou que foram esquecidos, o que não é o caso) um que conheço como tal, a rondar, a fazer o que sabe melhor para ser nomeado para o que não sabe fazer, para rapar o tacho. Escroques. Pulhas. Ladrões. Estas últimas são só palavras do dicionário, nada tendo a ver com juízos de valor sobre as pessoas em questão. Para essas julgo que nem o Mia Couto conseguiu ainda inventar terminologia adequadamente insultuosa.
A política partidária em Portugal (não falo no resto do mundo porque me escapa, ainda que, repito, veja com bons olhos a quase vitória do Obama) enoja-me com os seus joguinhos de trocas de poleiro e favores, da esquerda à direita. Já há muito que me deixei disso e, a julgar pelos crescentes números da abstenção, não serei o único. Para mim, o futuro está nas candidaturas apartidárias independentes, baseadas em movimentos temporários dedicados a uma missão, que reúnam pessoas capazes com vontade de fazer e sem vontade de serem políticos profissionais, o que cada vez mais soa a um nome feio.
E bem que gostava de ver um dia um mecanismo de responsabilização política das promessas eleitoralistas. Isto para não falar num cadastro do funcionário do Estado que impedisse a dança dos incompetentes dos aparelhos pelos apetitosos cargos de gestão e consultadoria nas empresas públicas nacionais e municipais - a nova vergonha inventada para contornar a lei.

terça-feira, maio 06, 2008

Crise alimentar

Com tantas boquinhas para alimentar por aí era já previsível que este dia chegasse e sem querer discutir a veracidade ou o alarmismo da notícia, isto é matéria antiga e antes vista. Sem ser, de longe, especialista na matéria, acho que as teorias de Malthus sobre o crescimento exponencial da população e o apenas geométrico dos recursos (que são limitados neste nosso cantinho da galáxia) são muito prementes e cada vez mais confirmadas pelos cenários actuais de escassez. Falta àgua, comida, energia, medicamentos, dinheiro, ar puro, biodiversidade... Sobram problemas como a fome, guerras, pestes, mortes, desgraças e, acima de tudo, pessoas... A pressão populacional atinge níveis incríveis, nunca antes vistos e que, fatalmente, conduzirão a mais infelicidade dos que por cá andam. As desigualdades sócio-económicas tendem a agravar-se, a instabilidade cresce, a qualidade de vida diminui para todos (sim, mesmo para os mais ricos, chegará o dia em que terão de viver, ainda que dentro de cupulazinhas protectoras ricamente decoradas, num mundo de merda, sozinhos ou com companhias muito pouco recomendáveis, sempre à espreita de um deslize para os predar). Isto para não falar em cenários catastróficos se o ecossistema global não reagir como se espera que tais sistemas auto-regulados o façam, contrariando a (imensa) pressão a que está a ser por nós sujeito com uma força de igual módulo e de sinal contrário que reduza drasticamente o número de humanos. Sim, vai haver sangue (leia-se mais ainda). Sim, vai haver mortes (leia-se mais ainda). Não, não vai ser bonito (leia-se menos ainda). E tudo isto vai bater à nossa (ainda) tranquila porta um destes dias. Já não falta muito. E depois? Haverá solução? Talvez, com o advento da energia livre, não poluente e barata, o próximo grande desafio que se coloca à Humanidade, haja esperança. Sem isso, vejo apenas dois blocos cada vez mais divergentes que se oporão: o dos que têm e o dos que não têm. Uns, poucos, muito poucos, ricos e felizes (aqui incluo todo o primeiro mundo) e bem fornecidos e armados a todos os níveis. Outros pobres, muito pobres (o terceiro mundo), muitos, mesmo muitos, e muito, muito zangados e insatisfeitos, muito, muito esfomeados, capazes de tudo. O intermédio, a classe média, verdadeira cola social, caminha para o desaparecimento, para a extinção, o que acentuará as desigualdades e o fosso entre os extremos. Negro este cenário? Sim. Sem dúvida. Futurista distante? Nem por isso. As nossas próximas criancinhas terão, infelizmente mas com toda a certeza, uma visão muito mais nítida e próxima de todos estes problemas para os quais teimamos, a bem da nossa paz de espírito e alicerçados num confortável discurso umbiguista do tipo o problema-não-é-meu-e-não-posso-fazer-nada-para-alterar-isto, em seguir, rumo ao precipício de olhinhos bem fechados. Até ao dia em que, Cu-cu!, tudo isto nos bater violentamente à porta, seja de que inesperada forma for. Para já está lá em baixo, na porta do prédio, a deixar publicidade não endereçada, daquela que ninguém lê...
P.S. - Há mais uns quantos cenários a explorar como corolário de tudo isto: O tal final mais feliz da energia livre, uso racional de recursos, controlo da natalidade, etc. O da especiação total dos dois extremos. O da conquista de um pelo outro, o mais forte e apto a sobreviver nesse mundo. O da extinção completa da raça humana. Agora qual deles virá a ser realidade...

segunda-feira, maio 05, 2008

F-R-A

Não há nenhuma diferença entre o que sinto hoje num cortejo de queima das fitas de Coimbra e o que sentia há vinte e cinco anos atrás, quando lá ia em criança.
São iguais os carros com flores, igualmente estranhos os estudantes de capa e batina; os banquinhos de praia em que se sentam as velhotas na primeira fila da rua são os mesmos; o mesmo cheiro a cerveja; as mesmas pedras da Praça da República a que os pés se colam só nesse dia; a mesma confusão; os mesmos empurrões; os mesmos bêbedos de que não pensamos mal só nesse dia; a mesma alegria que nos é completamente exterior; os mesmos pais em lágrimas a abandonarem o cortejo porque o carro do filho já passou; os mesmos cânticos, bengalas, cartolas, pipocas e balões; os mesmos coleccionadores de cervejas (parece-me que dantes se coleccionava mais plaquetes).
Durante uns anos tudo aquilo fez sentido e foi diferente. Agora voltou ao mesmo. Até voltou a inexplicável pequena inveja de quem vai cima do carro. Só desses.

Nem todas as criancinhas nascem filhos da puta...

... alguns são mesmo alimentados a fel até nisso serem transformados. Pelas agruras da vida e por contaminação (leia-se filhadaputices, agora sem hifens) de outros. Um carácter forte aliado a uma educação sólida e um bom círculo de amigos costumam conseguir ajudar a resistir a estes agentes do exterior mas, às vezes, tanto para quem conta com tais predicados como, muito mais facilmente, para quem não conta com eles à partida, é difícil resistir ao metafórico lado negro da Força e podemos mesmo acabar assim, amargos, rancorosos, vingativos, maldosos, ruins. E, uma vez do lado de lá, o regresso é penoso e quase impossível. Se bem que também acredito que alguns nasçam já naturalmente maldosos...

Se o universal sistema moralo-judicial do karma funcionar como espero, nascidos ou criados (o velho dilema nature vs nurture, fenótipo vs genótipo) terão o que merecem, mais reencarnação menos reencarnação. A minhoca-nojenta-que-hão-de-ser tarda mas não falha!

domingo, maio 04, 2008

Odeio esta música mas...

You make me feel
Just like a child

Isto para não falar em dançar... anda, vem dançar comigo, sim?

sábado, maio 03, 2008

Criancices

Em visita à sobrinha e face a um comportamento que se repetiu já por mais que uma vez, de birra e recusa em interagir, ouvi da minha irmã a frase "Cuidado que elas [as crianças] são cruéis. Quanto mais lhe ligares ou pedires menos ela dá. Experimenta ignorá-la.". Aceitando o conselho, assim fiz e os resultados não tardaram. Face a esta nova atitude, diferente da que estava habituada de ter sempre tudo à disposição à mercê dos seus caprichos, privada dos 100% de atenção, estranhou. Começou por provocar e não teve nada em troca. Depois pedinchou e obteve o mesmo. Até que percebeu que tinha de dar para receber, uma lição sem dúvida valiosa, tanto para ela como para mim.

Os princípios da psicologia reversa em acção são de facto admiráveis e, à escala, parece-me que, independentemente da idade, continuam a ser, em certa medida, válidos para todos os escalões etários. Tendemos a dar as coisas como certas e a não lhes dar o devido valor, relaxando no esforço sempre necessário que mantém uma relação biunívoca equilibrada. Algumas pessoas são, naturalmente, mais self-centered e talvez até um pouco mais egoístas ou com um certo excesso de mimo, com uma parcimónia muito particular no que toca a dar mas exigentes no que toca a receber. Umas ultrapassam isso em crianças, outras nem por isso e ficam sem perceber porquê que há amizades e relações mais fortes com outras pessoas do que com elas. Claro que cada um é como é mas isso tem implicações óbvias no tipo de pessoas que atraem (ou repelem). Por essas e por outras é que alguns têm um leal e solidamente construído círculo de amigos, namoradas, confidentes e outros acabam mais isolados e sozinhos. É preciso dar para receber. É preciso lealdade, honestidade, abrir um pouco o que nos vai na alma, dar sem esperar nada em troca, partilhar com desprendimento, emocional e materialmente, para que os outros também o façam, estabelecendo laços de compreensão e entendimento que são o cerne das (boas) relações. Sem isso não adianta entrar em queixumes e lamúrias de género "ninguém me liga". E não é um processo fácil nem imediato, nem sequer garantia de que dê certo, mas atitudes, perdoem-me o excesso de linguagem, filhas da puta, mesquinhas, egoístas, vingativas ou imaturas (ou tão somente de laxismo, o tal dados por certos) terão sempre o merecido resultado de isolar cada vez mais essas pessoas que acabarão, certamente, mais sozinhas ou rodeadas de outros da mesma cepa. Isto é válido em vários graus de intensidade e para as mais variadas interacções, sejam elas de amizade, colegas de trabalho, familiares ou relações amorosas (especificidades de cada uma à parte) e, uma vez ultrapassado um certo limite de paciência, tolerância ou compreensão, pode acontecer que certos laços fiquem irremediavelmente comprometidos ou se transformem em algo banal e de circunstância.

No caso inicial, o da sobrinha mais bonita do mundo (e só o digo agora porque sei que ela ainda não sabe ler, senão estava bem tramadinho e ela não me ia ligar nenhuma nos tempos mais próximos), não me parece que haja qualquer risco de se vir a tornar em alguém assim, até pelos moldes em que está a ser educada e porque tem muito tempo para aprender, mas a moral é válida para outras pessoas porque a desculpa da idade já não lhes serve e o tempo não volta para trás. Da minha parte, se incorrer em tal falha (já me bastam os mal-entendidos ou a falta de tempo), agradeço uma chamada de atenção (directa se as indirectas falharem) a tempo de corrigir tal comportamento porque prezo bastante todos aqueles que me orgulho de chamar de amigos e não quero correr riscos de os perder sem motivo.

quarta-feira, abril 30, 2008

1976

Mal sabiam os habitantes deste berlinde azul mas, sem mais alarde que o esperado de circunstâncias semelhantes, há uns quantos anos, que a memória não me permite agora precisar, nascia um tipo estranho. Amado por uns, detestado por outros, nunca conseguiu reunir a unanimidade em seu redor, sendo considerado na generalidade inespecífica que me é permitida, uma besta. Falamos, é claro, de António Guterres. Uns anos mais tarde nascia uma figura ímpar do panorama audiovisual, um corpo desejado por milhares, sex-symbol, sensual, atraente, um portento. Kirsten Dunst. E o que dizer de uma figura lendária do desporto, ícone das massas, senhor de um domínio quase sobrenatural sobre o jogo e venerado por milhões? Também neste dia, Isiah Thomas. Destaque ainda para um senhor do mundo do cinema, com obra feita e admirada, Lars von Trier. Finalizo com um tipinho possuidor do dom da escrita, capaz da ironia mais refinada. Jaroslav Hasek. A coisa complicou-se precisamente quando esta malta decidiu ocupar, não tanto os méritos, mas o meu dia! Meu! Ouviram bem?Bom, que isto não se repita!
A propósito, hoje comemora-se a Walpurgis Night e o Beltane. É de aproveitar! Já ouvi desculpas piores.

terça-feira, abril 29, 2008

O apelo...

...da paternidade acaba, mais cedo ou mais tarde, por se fazer sentir. Não quer dizer que seja tão forte quanto o da maternidade, que implica todo um mecanismo hormonal de controlo físico e emocional quase irresistível e difícil de contrariar mesmo conscientemente, mas que ainda assim se faz sentir a determinada altura. Pode chegar mais cedo ou mais tarde, e é mais tarde que, por exemplo, o equivalente nas mulheres para a maioria de nós, gajos, mas chega e chega forte. Principalmente para quem gosta de miúdos. Principalmente para quem ainda se sente um miúdo no entusiasmo pelo que nos cerca. Facilita a comunicação e a identificação com eles, miúdos, suponho, ainda que tal seja muitas vezes (pejorativamente) apelidado de Síndroma Peter Pan. Pois. Seja. Para mim, antes isso que o envelhecimento precoce, que apelidarei doravante de Síndroma Velho Marreta, o que, adianto desde já, pretendo vir a ser mas numa fase mais adiantada da vida, lá para os 70 para melgar os netos, demais família e círculo de amigos, sem esquecer desconhecidos, polícias, enfermeiras, taxistas, jornalistas e mais uns quantos que tenham o azar de atravessar o meu titubeante caminho nesses ainda longínquos anos dourados da vida em que voltamos a uma espécie de infância, física, intelectual e emocionalmente.
Gosto de miúdos. Gosto de chateá-los. Gosto de estimulá-los. Gosto de me surpreender com eles e de os surpreender. Gosto de os ver crescer e evoluir. Gosto da abordagem simples e directa com que tratam as coisas. Gosto das fases por que passam. Gosto de brincar com eles.
Não gosto das birras, dos excessos de mimo, do super-protectorismo redoma, das milhares de teorias da moda, do despesismo de ter tudo o que é preciso e o que não é, das noites mal dormidas, das dúvidas e angústias, do coração apertado com o choro, doença e sofrimento das crianças mas sei que fazem parte do processo.
Vou gostar de ser pai (Nota: não estou a anunciar nadinha nem muito menos estará para breve tal acontecimento!), parece-me (e sei que adoro a futura-e-óptima-mãe-dos-dois-ou-três-rebentos-cheios-de-fantásticas-qualidades-legadas- pelo-admirável-e-codominante-património-genético-de-ambos-os-dois-progenitores). Entretanto, há sobrinha espigadota, sobrinho a caminho, filhos e filhas de amigos em barda para treinar os dotes e aprender muito do que me será, estou certo, útil.
Ficam, entretanto, os parabéns devidos e merecidos à mais recente versão 2.0 da minha geração, a pequena LLF, progenitada (isto existe?) por JF e ML, aos 25 de Abril de 2008, que se junta a uma já longa lista: BNR, SCC, SP, MHH, HCB, ..., (peço desculpa por alguma imprecisão de patronímico abreviado que possa ter sucedido e por todos os que, sem demérito algum que não o da minha má memória e falta de tempo para a suprir, foram remetidos para as reticências) e que, literalmente, cresce de dia para dia.

segunda-feira, abril 28, 2008

Trazei a mim as criancinhas!

...disse o gárgula, sorrindo num esgar horrendo. A saliva escorria-lhe pela fauce escancarada, cheia de dentes desalinhados por entre os quais serpenteava uma língua bífida, em clara antecipação do farto repasto que o aguardava. Os gritos começaram a ouvir-se bem antes, num prenúncio da agitação que de forma turbulenta irrompeu pelo salão de decoração gótica, onde imperavam os veludos pesados, as madeiras douradas já gastas pelo tempo, a pedra fria e húmida, armaduras ferrugentas e mobiliário escuro. A iluminação vinha de cima, escoando-se timidamente através de vitrais quase opacos, e de negros candelabros de ferro forjado carregados de velas disformes que pareciam estar acesas desde tempos imemoriais. O cheiro a bafio competia pela dominância com um odor indistinto mas marcadamente malévolo, sem hipóteses para qualquer tipo de brisa que aligeirasse o ambiente denso correr por ali. Rangidos pungentes, gritos abafados, pancadas surdas e gorgolejares guturais compunham a música do local. Num rompante, a porta escancarou-se deixando entrar um corpulento guarda envergando um coureáceo e negro uniforme que trazia firmemente presos nos braços um par de miúdos rebeldes que se agitavam e esperneavam futilmente. Amarrando-os a duas cadeiras altas e sólidas, afastou-se, não sem antes deitar às criaturinhas um olhar maldoso e um rosnar baixo e rancoroso. O gárgula fitou-os com ar esfomeado durante uns instantes e bateu palmas com estrépito. De pronto, acorreram alguns pequenos e servis seres carregando terrinas fumegantes, cestas de pão, taças cheias de líquidos das mais variadas cores e mais alguns víveres tão estranhos quanto repulsivos que por ali foram deixando. Na mesa repousavam já as gamelas grosseiras de ferro fundido, cheias de molgas e falhas, os talheres que mais pareciam instrumentos de tortura de tão rudes e ameaçadores, o que, bem vistas as coisas, nem andava longe da verdade e do propósito a que se destinavam, os copos sinistros em forma de caveiras humanas e uns trapos esfarrapados à laia de guardanapos.
- Estou cheio de fome!, anunciou o monstrengo num grunhido - Quero comer!
- Nós não... - responderam as crianças a uma só voz, choramingando - Queremos ir embora daqui!
- Só depois do almoço!, proferiu, rindo-se alarvemente - Porquê que pensam que vos trouxeram aqui?
- Deixa-nos ir embora!, lamuriaram-se e sacudiram-se inutilmente nas cadeiras contras as amarras.
- Isso é que era bom...
Estendeu a mão nodosa cheia de garras para um pedaço de pão negro que devorou e empurrou com um trago de uma bebida particularmente nauseabunda. Empunhando um cutelo enorme, levantou-se e dirigiu-se ao outro lado da mesa, onde estavam as duas irrequitas criaturinhas aprisionadas. Salivando abundantemente por cima delas, apalpou-lhes os dorsos e braços avaliadoramente.
- Magros como cães! Raios partam...
- Larga-nos! Larga-nos!
- Calem-se!, berrou tonitroante e ergueu o cutelo acima da cabeça.
Desferiu o golpe com perícia e cortou ambas as cabeças de uma só vez. Satisfeito, avaliou o resultado e, com mais uns quantos golpes cirúrgicos, obteve alguns pedaços de carne relativamente limpos de ossos e cartilagens.
- Boa chicha esta. Adoro carninha tenra e fresca!
Com uma tenaz, agarrou a esmo pedaços gotejantes de sangue e dispô-los nos pratos.
- Ahhhh... e agora vamos finalmente ao almoço!, exclamou ávido, dando meia volta para o seu lugar.
- Não gostamos disto. Queremos MacDonalds. Um happy meal com um sundae de caramelo..., pedincharam os putos.
- Já vos avisei vezes e vezes sem conta; nem pensem nessas porcarias! Comam os veadinhos antes que a carne seque.
- Não comemos, não comemos, não comemos. - E atiraram a carne para o chão com a cauda, enquanto incineravam tudo o que estava ao alcance com línguas de chamas que cuspiam entre risos e galhofa.
Vai ser um dia tãããão longo, pensou o gárgula para si próprio, suspirando. Queria tanto que eles fossem normais e calminhos como aqueles humanos cor de rosa que vejo nos anúncios da televisão.

quinta-feira, abril 24, 2008

Nos 80's...

...tinha eu de 4 a 14 anos e, durante essa década, muito mudou... ou talvez não...

Fui traquina e irrequieto ao ponto do exasperanço completo dos meus pais e restante família. Armei confusão da grossa em quase todo o lado onde estava, em casa ou na rua, sem que houvesse mão em mim que não fosse para uma merecida palmada (ou colher-de-pau-zada, no caso das mãos mais delicadas da minha mãe que, despidas, falhavam no propósito de inflingir o castigo). Fechei todas as portas da casa, roubando as chaves de seguida. Simulei duas sensacionais fugas de casa (uma da quinta que valeu esvaziar de tanques e batida dos campos, aparecendo somente quando ouvi a minha avó sentir-se mal e outra escondido atrás dos cortinados onde adormeci, depois de ter ameaçado que me ia embora, o que foi ignorado até o beijo de boas noites encontrar uma cama vazia). Soltei os animais das jaulas onde estavam por mais de uma vez, para gáudio dos cães da Toca do Velhaco que devoraram meia coelheira; para infortúnio dos cortinados e sofás da minha avó que foram roídos sem contemplações pelos hamsters; com perda total para o dono das galinhas, já que nunca retornaram a casa. Fui o proverbial hipópótamo na loja de cristais, o que me valeu um seguro de acidentes pessoais desde tenra idade. Tentei, por mais de uma vez e de método, despachar a minha irmã: pela janela, berço e tudo; pelas escadas, no andarilho; com uma raquete de ténis na cabeça (tendo providencialmente recebido umas novas nesse mesmo dia que, adianto, passei de castigo) ou alimentando-a de piriscas de cigarro, o que lhe valeu o vício eterno (temporariamente suspenso a bem da prole). Liguei a pista de carrinhos à tomada de 220V com consequente ignição do veículo que, no entanto, antes de dar o peido mestre protagonizou o melhor arranque de sempre. A minha própria integridade física de nada me interessava, com banhos auto-inflingidos de leite a ferver (atraído pelo barulho chocolhoante daqueles discos de vidro que se punham nas cafeteiras para evitar que o leite subisse - leite do dia não ultrapasteurizado, em pacotes moles, claro); banhos de lixívia, hence the name; cocktails de medicamentos que me valeram uma lavagem ao estômago; fuga e atropelamento (ao contrário do que seria de esperar) por um R5 na baixa; lápis espetado na palma da mão, deixando para trás até hoje a ponta de grafite; 2 enganganços quase fatais, um com um drop de laranja (ao saltitar sufocante em frente ao televisor para pedir ajuda recebi um seco "sai da frente da televisão" ao que retorqui vomitando o jantar e o malfadado drop) e outro com uma peça de lego sugada por uma palhinha (simulava um elevador numa construção vanguardista) que foi prontamente engolida por um whisky&soda (começou aqui uma bela relação com a pinga) da minha tia, que estava, felizmente, ali à mão; uma mordidela num cotovelo por uma "lassie" traiçoeira; um escaldão solar valente que obrigou ao corte da pele das minhas costas e a 10 dias à sombra (que tormento, em pleno verão no Algarve); esmagamento dos dentes da frente num balouço (com 15 dias a soro e sopa e um novo look ainda hoje por corrigir mas que já faz parte da imagem de marca); corte de lado a lado no lábio inferior por um copo maldosamente manuseado (com 10 pontos por dentro e por fora que adicionaram mais uma marca simpática)...
Noutro tema, já vos disse que os meus genes são dominantes?

quarta-feira, abril 23, 2008

© 1982

Aparecia no monitor quando eu ligava a engenhoca que me ocupou muitos meses da década de 80. O Timex 2068 era uma versão melhorada do Spectrum 48K. Para jogar os jogos do Spectrum era preciso meter-lhe uma espécie de disquete que o reduzia ao nível do 48K. Parece-me que essa disquete não saiu do sítio mais que uma dúzia de vezes.
Load "" enter. Load "" enter. Limpa a cabeça do gravador. Roda o parafuso no gravador. Reza para que o jogo não caia.
Horas a jogar Match Day (I e II), Jet Set Willy II, Commando, Skool Daze, Chequered flag, Emilio Butragueño, Formula one, Parashoot, Match Point... Horas boas.

terça-feira, abril 22, 2008

A grande final

Não tenho muitas saudades dos 80s. A minha década melhor foram os 90s. Dos 80s recordo, antes de mais, três pátios, em escadinha, que estiveram vinte anos escondidos atrás de um prédio e recentemente voltei a ver de uma janela amiga. Três pátios onde joguei muitos milhares de futeboladas. Com bolas de futebol, com pacotes castanhos de leite "achocolatado", com bolas de ténis e até sem bola. Naqueles pátios eu era o Paolo Rossi e o meu melhor amigo o Maradona. Ele fintava tudo e todos e eu metia-a lá dentro. Os tipos da turma B eram como a selecção alemã: mais fortes e implacáveis, embora menos talentosos. Parece-me que toda a escola primária serviu apenas de preparação para aquele grande jogo final, no último dia da primária: turma A contra turma B. O tira-teimas. Tínhamos o Xana (encontrei-o há dias no Continente, com dois filhos pela mão) na baliza, o Pedro Neto e o João Miguel na defesa, o Paulo e o David no meio, o Rossi e o Diego na frente. A Professora arbitrou de uma janela alta e a bola era autografada pelo Paolo Rossi (não eu, o outro). Chegámos ao intervalo a vencer por um (que grande remate de meio-campo), mas fomos ainda a tempo de ser esmagados pela fúria germânica na segunda parte. Acabou 4-1. O Maradona saiu antes do fim do jogo, desolado com a exibição pouco inspirada e foi directamente para casa. Não me lembro se voltou ao colégio nesse dia. Só o voltei a encontrar nos 90s, ainda a tempo de discutir o jogo. Se os alemães nos tivessem autorizado a utilizar a Sandra, terceiro melhor jogador da turma, tudo teria sido diferente.

A minha geração não tem tesão: tem medo. Medo, medinho, tanto medo que cria bicho. E é por ter medo, que precisa da segurança que a memória dos anos 80 lhe trás. Falo das Stan Smith, do Cid, do Verão Azul e de tudo o resto. Medo que a instabilidade no trabalho ou que a incapacidade em acreditar no amor, na política ou na religião, gerou como monstro dentro de cada um. Por isto, sinto o aparecimento dos anos 80 como expressão de profunda decadência e tristeza: última bóia de salvação para uma geração que deixou de acreditar. Mais que um património comum de partilha. Porque se fosse património, era coisa do presente com pulsão de futuro, de mudança, e de acreditar. Mas como é só um sorriso inócuo, um pacificador das angústias e de incertezas, não pode ser património. Ouçamos 1970 (Retrato) de Jp Simões

segunda-feira, abril 21, 2008

Retro

Em plenos anos 80, as coisas eram o que eram. Uma coisa era uma coisa e o Glorioso era mesmo o Glorioso! Campeonatos, Taças, Supertaças, Competições Europeias, tudo marchava da mesma forma, sérios, dignos, honrados, sem medos, hesitações ou contemplações. A nostalgia do passado reflecte apenas a palidez do presente, sem chama nem brio que não uns fogachos intermitentes por parte de intervenientes mais mercenários que meritórios da honra de ostentar aquele símbolo na camisola. O desgaste de presidentes cinzentos e desprestigiantes erodiu parte do património do clube, tanto moral como material e pior que a fúria dos adeptos quando assistem a derrotas e empates inglórios (este ano o SLB tem mais empates que vitórias e isto ainda não acabou) é ver a apatia e o desinteresse de quem já nem tem tempo ou paciência para 90 minutos daquilo e se limita a encolher os ombros e a abanar a cabeça. Assim se destrói um clube rico em títulos, conquistas, honra e simbolismo que levou tão longe e tão bem o nome de Portugal por esse mundo fora e é triste assistir a este penoso caminhar para o término do campeonato, sabendo ainda que nada de bom virá no próximo (já nem o para o ano é que é nos vale). Agora assistimos à hegemonia de um clube sem berço, sem dignidade, sem honra, que lidera à custa de não olhar a meios para atingir os seus fins, que espezinha e amesquinha tudo o que se lhe opõem, sejam políticos, juízes, liga, federação ou governos, num claro desprezo por qualquer tipo de princípios e alicerçados na doutrina do contra tudo e contra todos do seu presidente (até tremo quando vejo aqueles bardinos da ribeira de azul e branco vestidos, ostentando cartazes sobre os méritos do JNPC, quais fiéis correlegionários da Fátima Felgueiras, Valentim ou Avelino F. Torres) e no seu intocável braço armado, os SD. Quem quiser que vibre com este futebol à moda do Wrestling americano em que vale mais o resultado do que a disputa desportiva e que nem espetáculo proporciona para além do gozo com as derrotas alheias. A mim, cada dia me diz menos...
Na fotografia os saudosos protagonistas do SLB de 80 (em que, adianto, nem gostava de futebol e só via basket à frente: a NBA e o SLB de Carlos Lisboa e Jean Jacques, claro): Silvino; Veloso, Dito, Mozer e Álvaro; Chiquinho, Shéu, Elzo e Pacheco; Magnusson e Rui Águas

sábado, abril 19, 2008

No exacto momento em que escrevo, cai a maior quantidade de granizo que alguma vez vi. Bem, na verdade, talvez a segunda maior. Sim, a segunda. A primeira foi outra. Aconteceu há alguns anos no mês de Maio. Maio, o mês em que um grupo de quatro ou cinco rapazes combinava passar um dia, um dia todinho, nas piscinas do Grande Hotel do Luso. Apanhávamos a camioneta na rodoviária nacional, comprávamos os bilhetes ao condutor e, às 10 da manhã, estávamos já a hesitar saltar ou não saltar da prancha de 5 metros. Todos dela saltaríamos -eventualmente- antes do almoço. Almoço? Enfim… batatas fritas, encharcadas com molho de tomate e sal, no restaurante das piscinas digeridas com leitura para alguns, e com mini-golf para outros. E depois, depois chegava a Teresa. Uma amiga que, imagine-se, dizia e fazia, o salto mais perigoso de toda a minha infância: a prancha de 10 metros da piscina do Luso. De cabeça. Recordo bem o fato de banho da Teresa. Preto e com cores florescentes de lado. E splash! Toda a tarde o grupo de rapazes a que pertencia, ficava a olhar a Teresa a saltar de cabeça da prancha de 10 metros da piscina do Luso. Daí os escaldões, com que chegávamos à rodoviária e, entrávamos no carro de um dos pais que nos iam buscar. Curioso, é que eram as mães e não os pais que sempre nos iam buscar à camioneta quando vínhamos das piscinas do Grande Hotel do Luso. E foi numa dessas vezes que caiu maior quantidade de granizo que alguma vez vi.

sexta-feira, abril 18, 2008

A vermelho, recordo principalmente, as linhas das esferográficas das minhas professoras primárias. A notação de certo, que no final da minha frase a azul, legitimava as hesitações e as rasuras de que a frase nascia. A nota de errado: cruz ou “E” impiedoso; muro intransponível na entrega das notícias em casa. E, a classificação da prova. Se sempre tive a intuição que existe uma relação entre a beleza e o verdadeiro, experimentei-a pela primeira vez nas provas de avaliação do colégio onde fiz a primária. Para mim, a diferença entre um “Muito Bom” e um “Não satisfaz menos” era uma diferença estética. Sabia intuitivamente que se produzisse uma prova sem rasuras, com respeito pelas margens, paragrafando quando fosse para paragrafar e com uma letra legível, teria, só por isso, um “Satisfaz Bem”. Não que houvesse uma percentagem para a apresentação, mas porque é assim que o conteúdo académico de um “Satisfaz Bem” se apresenta. Um boa nota era antes de mais uma prova bem escrita. Evolui muito pouco desde esse tempo. Claro que encontrei na ciência ecos desta intuição, acrescentei-a na organização de pessoas e desenvolvi-a na escolha de trabalhos, mas no fundo, sinto exactamente o mesmo de quando tinha 8 anos e recebia as provas na primária. Um prova limpinha é uma boa prova, uma prova cheia de rasuras tem uma má nota. Como não já não tenho 8 anos, e lido com mais responsabilidades, aplico esse principio analogicamente: às relações, às ideias, aos textos, e ao discurso médico. E tal como quando tinha 8 anos, o "Satisfaz bem" é sempre limpinho, e o "Não satisfaz" confusão.

A vermelho...

* A minha virilha, depois de a ter distendido ontem na jogatana diluviana, que, fora isso, foi magnífica!
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* Quando tanto o SLB e o PSD convocam (ou pretendem convocar) eleições antecipadas é sinal que entraram no vermelho. O paralelismo assusta-me.
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* As respostas e as perguntas trocadas ontem, noite fora. Sabes que te respondo a tudo e que, na dúvida, qualquer dúvida, é melhor mesmo perguntar.
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* Rapinando a ideia, porque partilhada e não consubstanciada de TCravidão, à menção da palavra "vermelho" saltam-me imediatamente ao espírito (e a palavra "saltam" não foi aqui empregue de ânimo leve) as mamas da Fáfá de Belém acompanhadas da repetição da mencionada cor nas suas variantes aumentativas (novamente saliento a inexistência de acaso na escolha deste termo).

quinta-feira, abril 17, 2008

Um dia marcado a vermelho (escuro) para não esquecer!

Ponto prévio: não vi o jogo, apenas acompanhei a marcha do marcador (via sms, cortesia da leoa mais gira do mundo - estou quase convertido ao teu SCP porque a ti já me rendi por completo) e uns vislumbres dos lances chave no rescaldo.
Pontos soltos:
Um resultado de 5-3 é sinónimo de jogo grande;
Quem está a ganhar 2-0 e fica a perder 3-2 sofre por inépcia e culpa própria;
Quem sofre 5 golos em 24 minutos não está, de certeza, bem;
Um derby com apenas 2 lances polémicos é um bom derby (ainda que ambos tenham sido decididos contra o SLB);
O Rui Costa merecia melhor final de carreira (e já agora um título) que este;
O SLB dificilmente ganhará mais algum jogo até ao final do campeonato;
O próximo campeonato do SLB está já posto em causa dado o final deste que vai acarretar limpeza étnica, desmoralização de jogadores e equipa técnica que vão querer folha limpa para esquecer o passado (erro crasso, deviam lembrar-se para não repetirem), ausência da Champions com acrescidas dificuldades na escolha de treinador e jogadores e decréscimo substancial de receitas;
Na minha opinião e sem saber que impacto isso teria no resultado final (se a ganhar por 2-0 perdem por 5-3, se chegassem a maior vantagem...), fico com a impressão que os dois lances de que falei anteriormente foram mal avaliados pelo árbitro.
Tempo ainda para falar um pouco sobre o meu mau feitio nestas coisas:
Se estivesse naquele campo não ficava ponta de energia para queimar nem km por percorrer. E se isso não bastasse, alguma perna de verde e branco vestida iria pagar o pato... detesto perder.
Na final, mais do que um vencedor, espero dois derrotados. Se isso não for possível, lesões e cartões em barda e tumultos nas bancadas num jogo de 0-0 cheio de casos e erros. Lamento se isto parece mau perder. É que é mesmo. Fair play, moderação e temperança? Chiça penico... Isso é apanágio do xadrez ou do bridge (e mesmo assim lembro-me de umas mesas viradas na sequência de uma abertura falhada ou de uns leilões mal conduzidos). Isto é futebol, raios!!