quinta-feira, abril 24, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
© 1982
Aparecia no monitor quando eu ligava a engenhoca que me ocupou muitos meses da década de 80. O Timex 2068 era uma versão melhorada do Spectrum 48K. Para jogar os jogos do Spectrum era preciso meter-lhe uma espécie de disquete que o reduzia ao nível do 48K. Parece-me que essa disquete não saiu do sítio mais que uma dúzia de vezes.
Load "" enter. Load "" enter. Limpa a cabeça do gravador. Roda o parafuso no gravador. Reza para que o jogo não caia.
Horas a jogar Match Day (I e II), Jet Set Willy II, Commando, Skool Daze, Chequered flag, Emilio Butragueño, Formula one, Parashoot, Match Point... Horas boas.
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terça-feira, abril 22, 2008
A grande final
Não tenho muitas saudades dos 80s. A minha década melhor foram os 90s. Dos 80s recordo, antes de mais, três pátios, em escadinha, que estiveram vinte anos escondidos atrás de um prédio e recentemente voltei a ver de uma janela amiga. Três pátios onde joguei muitos milhares de futeboladas. Com bolas de futebol, com pacotes castanhos de leite "achocolatado", com bolas de ténis e até sem bola. Naqueles pátios eu era o Paolo Rossi e o meu melhor amigo o Maradona. Ele fintava tudo e todos e eu metia-a lá dentro. Os tipos da turma B eram como a selecção alemã: mais fortes e implacáveis, embora menos talentosos. Parece-me que toda a escola primária serviu apenas de preparação para aquele grande jogo final, no último dia da primária: turma A contra turma B. O tira-teimas. Tínhamos o Xana (encontrei-o há dias no Continente, com dois filhos pela mão) na baliza, o Pedro Neto e o João Miguel na defesa, o Paulo e o David no meio, o Rossi e o Diego na frente. A Professora arbitrou de uma janela alta e a bola era autografada pelo Paolo Rossi (não eu, o outro). Chegámos ao intervalo a vencer por um (que grande remate de meio-campo), mas fomos ainda a tempo de ser esmagados pela fúria germânica na segunda parte. Acabou 4-1. O Maradona saiu antes do fim do jogo, desolado com a exibição pouco inspirada e foi directamente para casa. Não me lembro se voltou ao colégio nesse dia. Só o voltei a encontrar nos 90s, ainda a tempo de discutir o jogo. Se os alemães nos tivessem autorizado a utilizar a Sandra, terceiro melhor jogador da turma, tudo teria sido diferente.
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A minha geração não tem tesão: tem medo. Medo, medinho, tanto medo que cria bicho. E é por ter medo, que precisa da segurança que a memória dos anos 80 lhe trás. Falo das Stan Smith, do Cid, do Verão Azul e de tudo o resto. Medo que a instabilidade no trabalho ou que a incapacidade em acreditar no amor, na política ou na religião, gerou como monstro dentro de cada um. Por isto, sinto o aparecimento dos anos 80 como expressão de profunda decadência e tristeza: última bóia de salvação para uma geração que deixou de acreditar. Mais que um património comum de partilha. Porque se fosse património, era coisa do presente com pulsão de futuro, de mudança, e de acreditar. Mas como é só um sorriso inócuo, um pacificador das angústias e de incertezas, não pode ser património. Ouçamos 1970 (Retrato) de Jp Simões
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segunda-feira, abril 21, 2008
Retro
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sábado, abril 19, 2008
No exacto momento em que escrevo, cai a maior quantidade de granizo que alguma vez vi. Bem, na verdade, talvez a segunda maior. Sim, a segunda. A primeira foi outra. Aconteceu há alguns anos no mês de Maio. Maio, o mês em que um grupo de quatro ou cinco rapazes combinava passar um dia, um dia todinho, nas piscinas do Grande Hotel do Luso. Apanhávamos a camioneta na rodoviária nacional, comprávamos os bilhetes ao condutor e, às 10 da manhã, estávamos já a hesitar saltar ou não saltar da prancha de 5 metros. Todos dela saltaríamos -eventualmente- antes do almoço. Almoço? Enfim… batatas fritas, encharcadas com molho de tomate e sal, no restaurante das piscinas digeridas com leitura para alguns, e com mini-golf para outros. E depois, depois chegava a Teresa. Uma amiga que, imagine-se, dizia e fazia, o salto mais perigoso de toda a minha infância: a prancha de 10 metros da piscina do Luso. De cabeça. Recordo bem o fato de banho da Teresa. Preto e com cores florescentes de lado. E splash! Toda a tarde o grupo de rapazes a que pertencia, ficava a olhar a Teresa a saltar de cabeça da prancha de 10 metros da piscina do Luso. Daí os escaldões, com que chegávamos à rodoviária e, entrávamos no carro de um dos pais que nos iam buscar. Curioso, é que eram as mães e não os pais que sempre nos iam buscar à camioneta quando vínhamos das piscinas do Grande Hotel do Luso. E foi numa dessas vezes que caiu maior quantidade de granizo que alguma vez vi.
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sexta-feira, abril 18, 2008
A vermelho, recordo principalmente, as linhas das esferográficas das minhas professoras primárias. A notação de certo, que no final da minha frase a azul, legitimava as hesitações e as rasuras de que a frase nascia. A nota de errado: cruz ou “E” impiedoso; muro intransponível na entrega das notícias em casa. E, a classificação da prova. Se sempre tive a intuição que existe uma relação entre a beleza e o verdadeiro, experimentei-a pela primeira vez nas provas de avaliação do colégio onde fiz a primária. Para mim, a diferença entre um “Muito Bom” e um “Não satisfaz menos” era uma diferença estética. Sabia intuitivamente que se produzisse uma prova sem rasuras, com respeito pelas margens, paragrafando quando fosse para paragrafar e com uma letra legível, teria, só por isso, um “Satisfaz Bem”. Não que houvesse uma percentagem para a apresentação, mas porque é assim que o conteúdo académico de um “Satisfaz Bem” se apresenta. Um boa nota era antes de mais uma prova bem escrita. Evolui muito pouco desde esse tempo. Claro que encontrei na ciência ecos desta intuição, acrescentei-a na organização de pessoas e desenvolvi-a na escolha de trabalhos, mas no fundo, sinto exactamente o mesmo de quando tinha 8 anos e recebia as provas na primária. Um prova limpinha é uma boa prova, uma prova cheia de rasuras tem uma má nota. Como não já não tenho 8 anos, e lido com mais responsabilidades, aplico esse principio analogicamente: às relações, às ideias, aos textos, e ao discurso médico. E tal como quando tinha 8 anos, o "Satisfaz bem" é sempre limpinho, e o "Não satisfaz" confusão.
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A vermelho...
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quinta-feira, abril 17, 2008
Um dia marcado a vermelho (escuro) para não esquecer!
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quarta-feira, abril 16, 2008
Um dia marcado a vermelho para não esquecer!
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terça-feira, abril 15, 2008
Corar de vergonha
Não me imagino a pertencer a um clube, a um partido ou a uma religião sem me identificar com os valores da maioria das pessoas que dele façam parte.
Envergonha-me o resultado das eleições de ontem na Académica. Não pela vitória neste momento do anterior presidente, mas pelas memórias de festejos e sofrimento passados com as pessoas que agora o elegem.
Não me identifico com pessoas que acham que vale tudo para ajudar a Académica. E percebo que essas estão em maioria. Por isso estou de fora há dois anos. Mas tinha esperança que destas eleições viesse um sinal de mudança.
Não sou da Académica neste momento como não poderia ser do FC Porto. Como teria deixado de gostar do Benfica se o Vale e Azevedo não tivesse sido derrubado pela maioria dos sócios.
Tenho vergonha de ter festejado aquela subida fantasma, garantida por um golo do Aves (?) que nunca existiu, de ter celebrado a subida contra o Estoril em 97, acreditando que era de um clube diferente, para perceber agora que os sócios da Briosa acreditam que vale tudo para ganhar.
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segunda-feira, abril 14, 2008
Vermelho
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domingo, abril 13, 2008
O vermelho e o negro
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sexta-feira, abril 11, 2008
Ler nas entrelinhas
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-Então, gostaste?
-Não sei, dá-me uma semana para pensar.
Hoje, custa ler crítica de cinema pois, a utilidade desses textos é seleccionar as frases que os leitores vão poder utilizar para comentar o filme. O leitor dirá que o actor A ou B tem um “papelão”, que a fotografia é notável, que o argumento foi uma adaptação ou que a música é de um mocinho que morreu na rodagem. Clichés que legitimam que duas pessoas estejam frente a frente, mas que impedem que conheçamos e, por consequência que produzamos, um discurso pessoal sobre determinado filme.
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quinta-feira, abril 10, 2008
Sina
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Leituras matinais
E se, de repente, o PCP merecesse um voto?
PCP denuncia que metade das empresas do PSI-20 é gerida por ex-governantes
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quarta-feira, abril 09, 2008
Da importância de não ler.
Isitgettingbetter,ordoyoufeelthesame?WillitmakeiteasieronyounowYougotsomeoneto blameYousayOneloveOnelifeWhenit'soneneedinthenightOneloveWegettoshareitLeaves youbabyifyoudon'tcareforitDidIdisappointyou?Orleaveabadtasteinyourmouth?YouactlikeyouneverhadloveAndyouwantmetogowithoutWellit's…Too lateTonightTodragthepastoutintothelightWe'reone,butwe'renotthesameWegettocarry eachotherCarryeachotherOneHaveyoucomehereforforgiveness?Haveyoucometorraisethedead?HaveyoucomeheretoplayJesusTothelepersinyourhead?DidIasktoomuch?More thanalotYougavemenothing,nowit'sallIgotWe'reone,butwe'renotthesameWellwehurt eachotherThenwedoitagainYousayLoveisatempleLoveahigherlawLoveisatempleLove thehigherlawYouaskmetoenterbutthenyoumakemecrawlAndIcan'tbeholdingontowhat yougotWhenallyougotishurtOneloveOnebloodOnelifeYougottodowhatyoushouldOne lifeWitheachotherSistersBrothersOnelifeButwe'renotthesameWegettocarryeachotherCarryeachotherOne
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terça-feira, abril 08, 2008
Leio cada vez mais.
São muitas dezenas de mails em cada dia da semana. Mais na empresa e no hotmail, menos no gmail.
O Google Reader anuncia-me todos os dias talvez uns 40 posts que devo ler.
Leio o Público, os desportivos, os regionais, um económico e um ou outro estrangeiro, quando a pressa não é demasiada, logo pela manhã.
Leio cartas e faxes, textos e sites. Respondo, corrijo, confirmo, sugiro e volto a ler.
Regulamentos, legislação, formulários, manuais, propostas e projectos. Diariamente.
Há muito que abandonei o Orkut e já não me lembro de ir ao Facebook. Ainda estou a tentar perceber o Star Tracker e tenho curiosidade pelo Linked in. Mensagens, propostas e desafios. Texto.
Os motores de busca e as bases de dados estão a matar a relevância das teses e dos artigos como o trânsito mata o prazer de conduzir. Pela democratização. Lê-se, lê-se, lê-se e escreve-se o que outros já escreveram. E quase tudo já foi escrito ou é inútil. A percentagem de textos científicos relevantes deve estar a aproximar-se perigosamente de zero. Tenho dúvidas de que deva ler mais do mesmo, sabendo que a probabilidade de ler algo novo é reduzida. Escreve-se sobre o já escrito e lê-se sobre o já lido.
Leio, leio, leio e cada vez tenho menos vontade de ler o que lia antigamente. Já quase não leio "bons" livros, daqueles tão interessantes e sobrevalorizados neste cantinho do mundo.
Leio cada vez menos.
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Há na leitura um segredo que me encanta. Privacidade, recato, afastamento, individualidade: transformação do mais palavroso, no mais cartuxo reflexivo. Interessa-me o silêncio, e a percepção de um mundo inacessível a nascer dentro do ser público. Quem lê, no momento que o faz, fica mais espesso, coberto pela camada da imaginação de quem, de fora, não sabe o que quem lê, lê. Tem que ver com o tempo: suspensão. Abandono do orgânico e social. Corpo que se agência para a imaginação. Matéria que se sublima . E isso encanta-me.
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És como um livro aberto...
Da maneira como leio as coisas, ou melhor, as pessoas, existem 7 tipos de personagem da vida real. Ou melhor, é possível, para mim, categorizar as pessoas em 7 grandes categorias. A saber:
- Camaleões
Adaptam-se facilmente a qualquer situação sem nunca mostrarem, se a têm verdadeiramente ou se esta muda constantemente, a sua essência. Podem ser qualquer um dos outros tipos.
- Aventureiros
Thrillseekers cheios de energia e positivismo desde que devidamente motivados pelas circunstâncias e acontecimentos fora do normal. Viciados em adrenalina. Loucos. Imprevisíveis. Espontâneos. Excêntricos.
- Carneiros
Parecidos com os primeiros mas primando pela apatia com que se sujeitam a tudo o que lhes acontece ou com o afã com que procuram a protecção da manada, sem nunca se destacarem. Cinzentos. Previsíveis. Banais.
- Sombrios
Vêem o lado escuro da vida como algo cool e de culto. Cínicos, cáusticos, críticos, quiçá traumatizados, falta-lhes a alegria assumida do lado upbeat e colorido da vida (ou assumirem a alegria) para serem completos ainda que sejam interessantes.
- Ms./Mr. Right
Tudo by the book. As regras, a coerência e as aparências são tudo e cumprir o plano estipulado está-lhes no sangue. Vão ser aquilo que sempre quiseram ser nem que isso os mate.
- Deprês
Deprimidos. Depressivos. Insatisfeitos. Incapazes de serem espontâneos ou verdadeira e despreendidamente alegres. Sugam a felicidade dos outros em proveito próprio sem nenhum retorno.
- Boa onda
Sempre na maior. Sempre alegres, bem dispostos, satisfeitos, despreocupados. Riem como respiram nem que seja à custa de serem saudavelmente tolos ou um pouco inconsequentes, excepto no que à alegria, relax e felicidade diz respeito.
Acredito que, no curso da vida, se possa mudar de um estilo para outro. Aceito também que alguns estejam presos entre géneros, dependendo do que os rodeia e do que a vida lhes apresenta. Mas, até ver, consigo encaixar, em determinada altura e dado um conhecimento suficientemente aprofundado que me permita ler o âmago da pessoa em questão, a grande maioria das pessoas numa delas. Quanto às restantes, estou na dúvida se tal se deve a ainda não as ter compreendido suficientemente bem ou se me faltam categorias para juntar a estas.
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segunda-feira, abril 07, 2008
Ler
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sexta-feira, abril 04, 2008
Dá-me música que eu gosto...
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quinta-feira, abril 03, 2008
Música
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Money, it's a crime
E o melhor presidente que o dinheiro da Mota-Engil pode pagar é... Jorge Coelho!
Foi tudo dito há muito tempo, nesta música dos Pink Floyd, que cada dia nos descreve melhor.
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quarta-feira, abril 02, 2008
Vira o disco e toca o mesmo...
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terça-feira, abril 01, 2008
Música de paz
Excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes (ALA) à revista Visão (V) onde, às tantas, se evoca a "guerra do Ultramar", em Angola.
V: Ainda sonha com a guerra?
ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?
PS:
Prestígio em França, Canadá, Reino Unido, Austrália, EUA, Espanha, Itália, Holanda, enfim, um pouco por todo o mundo.
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E foi assim, nesta data, que a música começou...
Poucas pessoas podem ter a prova documental do momento em que tudo começou, do episódio zero da saga, do dia em que a música começou a tocar para não mais parar, numa coreografia perfeita... O acaso tem, felizmente, destas cerejas no topo do bolo! And the beat goes on...
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sexta-feira, março 28, 2008
Os sete pecados magníficos... perdão, mortais
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quinta-feira, março 27, 2008
Adoro traidores. Detesto mentirosos, mas adoro traidores. Traidores à séria. Os que escolhem construir sozinhos o seu próprio caminho, contra as expectativas da família, dos amigos, do estado ou da religião. Esses sim, são os sozinhos. Os singulares, os que interessam. A traição, enquanto acto contrário às expectativas que uma instituição, ou pessoa tem de outra, é por definição sempre um acto de liberdade.
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Selecção Nacional e a sua némesis
"Tudo que se eleva acima da sua condição, tanto no bem quanto no mal, expõe-se a represálias dos deuses. Tende, com efeito, a subverter a ordem do mundo, a pôr em perigo o equilibrio universal e, por isso, tem de ser castigado, se se pretende que o universo se mantenha como é."
Deve ser por isto que volta e meia levamos uma coça destes gajos; para nos porem no nosso lugar. Bom, nunca sabem bem mas se há altura para uma derrota é num amigável. Agora aprendam com os erros para ver se não os repetem quando for a doer.
E que falta faz o Karagounis ao meio campo do Benfica...
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quarta-feira, março 26, 2008
Democratite
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My thoughts exactly
Só que para ser politicamente incorrecto, eu diria: quem nos anda a roubar?
Leiam isto.
Se o preço do barril de petróleo em euros desceu de 2000 até agora, por que é que o gasóleo custa agora mais do dobro do que custava então?
E quando o dólar começar a subir, será essa a justificação para que os preços dos combustíveis continuem a disparar?
Que roubalheira...
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Hoje, ser politicamente incorrecto, é ter uma opinião precedida pela classificação de que a opinião que se segue é politicamente incorrecta. É assim, como, classificar de pintura tudo o que foi pintado, ou de cinema tudo o que foi filmado. Ser politicamente incorrecto é ser politicamente correcto. Por causa do advérbio. Os advérbios são as lulas da corte. Os moldáveis, os intriguistas, os traidores. Tal como os politicamente incorrectos. Prefiro o tipo substantivo. Calhau abrupto, burro, elefante parado, Bartleby, que só sai para a guerra quando sabe que pode perder tudo. Por isso, borrifo-me em ter opiniões sobre as contingências da governação, sobre ambiguidades das vontades ou sobre questões fracturantes. Prefiro ver saias rodadas, o medo de ser descoberto a fumar, a falta de preservativos, a tosse que o vinagre das saladas causa na garganta, as aftas dos outros, as bifanas gordurentas, os empregados do cinema, os mendigos na rua, as escolhas de comprar ou não comprar um carro, as hesitações e as palavras trocadas.
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terça-feira, março 25, 2008
Só que na Islândia os sifões são mais caros
A Madeira pode vir a ser uma ilha sustentável. Mas apenas em termos energéticos. De resto, comparar a Islândia à ilha em que vigora o "andavas de jerico a vender sifões e agora és milionário", só por brincadeira...
(este post é uma experiência. se tudo correr bem, na página do Público linkada a Gabardina terá link de volta. Viva a tecnologia!)
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segunda-feira, março 24, 2008
Blogar é uma forma de engate
Quando os mais ilustres assumem coisas semelhantes, não há por que o negar: este blog existe para o engate.
Ter este blog não é propriamente andar no Second Life, site que todos sabemos para o que serve. (Não quer dizer que alguns dos seus colaboradores não tenham por lá um avatar... a gerência não põe as mãos no fogo nem por ela própria). Ter este blog é, digamos assim, um meio termo aceitável e socialmente correcto entre ser uma pessoa estável, dedicada à família, e passar os dias fechado num quarto sombrio, a fumar, sem tomar banho, a tentar convencer desconhecidas a fazer sexo via messenger.
Apesar dos textos mais ou menos artísticos, da preocupação estética e da oferta musical, textos e caixas de comentários, títulos e sitemeter servem um único e nobre propósito: o engate.
A julgar pela reportagem sobre o Second Life, e exclusivamente em termos de eficácia, este blog tem-se revelado um acertadíssimo investimento.
Números de telemóvel nesta caixa de comentários. Na ausência de forma de contacto, uma leitura mais demorada poderá ser encarada como tentativa de aproximação e o teu IP investigado exaustivamente até que cheguemos até ti. Volta sempre.
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Em defesa da pena de morte
Foi já com os eléctrodos bem ferrados nas pernas, logo após me terem perguntado se queria dizer mais alguma coisa que tudo começou. Começar é uma forma de dizer, já que o meu fim estava, de facto, à distância de uma descarga eléctrica. Mas começava, começava mesmo. Começava a consciência de que ninguém pode levar tanto da vida impunemente. Ninguém pode amar, como eu amei e sair sem arranhadura. Por isso, começava, começava depois da pergunta da última vontade, o sentido que faltou ao tribunal humano, cheio de erros e equívocos, de advogados e juízes. Eu era pobre: estava no sítio errado: fui condenado em três tempos. Mas agora, agora mesmo, no espaço de tempo em que a descarga eléctrica já saiu do interruptor, mas que ainda não me atingiu, agradeço, dou graças, comovido, graças ao Juiz vesgo, ao advogado incompetente e, principalmente à vontade humana de ter culpados. O meu fim, torresmo, é o merecido. Se morresse naturalmente o meu cadáver sublimar-se-ia pela potência do amor que dei e recebi.
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Delico-doce
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domingo, março 23, 2008
I/E/migrações
O plano era simples. Agarrar o borrego pelas patas da frente e hipnotizá-lo com uma chispa de lume. Depois: corte rápido: batatinhas: cebola: forno muito quente e prato. Assim mesmo. Porém, o borrego era gado fino. Patinha tratada no salão do Rolo. Gravata de seda. Fato estilo colonial de linho egípcio. E, um cachimbo aromático que, pensei – mal – ser o tempero. Eu, que sirvo refeições desde o século de Péricles, tenho, como podem imaginar, visto muitas coisas, mas um borrego com ares de David Livingston… Sentei-me muito convictamente, e com a segurança que a experiência de servir à mesa há 25 séculos inevitavelmente trás, olhei bem nos olhos do bicho. O borrego que não era burro nenhum, e que, já cá deve andar há tanto tempo quanto eu, percebendo a minha hesitação, pisgou-se. Cabisbaixo e derrotado, sentei-me ao canto da cozinha à espera de uma epifania que me salvasse o almoço de Páscoa. E foi então que recordei o Morrison. “Esta semana no Pingo-Doce, lombinho de sangacho em tomatada e coentros só 99 cêntimos”.E, mais que a conveniência do preço, apreciei o estar morto. Pois, se são conhecidas as manhas dos borregos, as do sangacho são as mais temidas. Há aliás uma história…
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sexta-feira, março 21, 2008
epifania do dia
“Acredita porque é absurdo.” disse Søren Kierkegaard, à pequena rapariga que se preparava para saltar para o outro lado do arroio. A rapariga decidiu dar trela ao velho rebarbado. Estalou os dedos sem razão aparente; disse: duvidar é já acreditar. Kierkegaard arregalou muito, muito, muito os olhos remelosos, fez o esgar do coiote que pisa a bomba que preparou para o Bip-Bip e epifanou-se para um país do sul. Hoje, gere uma pequena empresa de ferro-velho, lá para os lados de Espiche. Consta que gosta de meixão e que não perde as promoções do LidL de Silves.
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quinta-feira, março 20, 2008
Não estou de Acordo!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1990
Sinto-me um imigrante dentro do meu próprio país quando já não reconheço a minha própria língua. Não bastando os constantes atropelos que a vejo sofrer no meu local de trabalho, coisa que, confesso, me arrepia de um modo que roça a intransigência, levando-me, por vezes, a não conter algumas respostas irónicas que me poderão um dia sair caras ou a ferir os sentimentos de alguém (como é que se corrige alguém que passa o dia a dizer "fostes" sem a clássica resposta, que, aposto, passaria despercebida, "Reparastes? Já não digo vistes!"), arruinando o bom ambiente de trabalho que tanto custou a construir, atropelos esses cometidos tanto por quem vive no topo da pirâmide como pela base e ainda, vantagem duvidosa bem sei, com o bónus de chacinarem também o inglês quando a sede de sangue gramatical não fica saciada com a barbárie cometida contra a língua materna, somam-se-lhe ainda os autênticos estrangeirismos nacionais como pips (people, malta, turma) e cubs (cubo, cubíbulo, casa), estes oriundos desse glorioso viveiro onde se reinventa e renova constantemente a língua de Camões, a margem sul.
Não querendo ser um velho do Restelo nesta ou noutras matérias e sabendo que a velocidade das mudanças (sociais, económicas, tecnológicas,...) tende a aumentar de dia para dia na nossa sociedade, deixando rapidamente para trás os cadáveres (metafóricos) ressequidos e esquecidos de quem não se adaptou, custa-me a aceitar sem uma razão solidamente sustentada toda ou qualquer mudança só porque alguns (aos quais não reconheço superiores competências na matéria) decididaram que seria assim e, quase exclusivamente, por critérios economicistas ou de suposto fortalecimento e união dos falantes da língua. Admito alguma nostalgia ligada aos meus argumentos, assim como algum receio de ter de reaprender noções e conceitos que dava como adquiridos para sempre mas que me interessa se passamos a ser muitos mais a usar algo coerente e consistentemente se o que iremos usar é, para mim, menos rico e de pior qualidade? E porquê tamanha aproximação ao brasileiro (sendo que não tenho nenhum sentimento contra aquele país ou língua, bem pelo contrário até por causa das minhas próprias raízes)?
Ninguém pára para pensar? Ou melhor, ninguém para para pensar?
(Versão 2.0: Correcção de um erro gramatical graças à atenta revisão de um anónimo leitor. Vide comentários anexos)
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quarta-feira, março 19, 2008
Futebolices
Tozé Marreco, avançado que emigrou (como tantos outros jovens portugueses em busca de melhores condições e por falta de apostas cá dentro) para o FC Zwolle da Holanda, foi convocado para a equipa de sub-21 de Portugal.
Também o Garrincha era coxo e não foi por isso que foi pior jogador ou que o empurraram para fora do Brasil mas a infelicidade do nome, simultaneamente prenhe de alma lusa, Tozé, e de um peso nos ombros, Marreco, é demasiado grande para não nos compadecermos dele.
Força, Tozé, estamos contigo! Aposto que vais carregar a equipa às costas! Ou isso ou se falhas o golo decisivo és rapidamente promovido a Areias, o camelo, mas só com uma bossa. Seu dromedário!
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Em Portugal, os estrangeiros dividem-se em dois grupos: nos que têm dinheiro, e nos que não têm. Os primeiros, são turistas, os segundos, são ilegais. Aos primeiros: hotéis, acessibilidades e moças simpáticas de menu nas mãos, aos segundos: camaratas limpas, fronteiras e jagunços de menu nas mãos. Para mim os estrangeiros em Portugal deviam ser divididos em dois grupos: os que dizem p´jama, e os que dizem pí´jama. E isto logo na fronteira. Haveria um palanque, o estrangeiro subiria ao microfone -com malas e tudo-, e uma voz perguntaria: Dizes p´jama, ou pí´jama? O estrangeiro responderia e, era de imediato dirigido para a fila da esquerda ou da direita.
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terça-feira, março 18, 2008
Portugal, que imigração?
Vamos imaginar um tipo na Roménia. A vida está má. Não dá pra comer. O Munteanu - vamos chamar-lhe assim - decide emigrar. Decide emigrar para um (outro) país da União Europeia, onde se viva melhor. Parece-me lógico. Fica perto e deve ser um dos melhores sítios no mundo para se viver. Presumo que alguém que decide emigrar não escolhe o destino à sorte ou comprando o bilhete mais barato da Ryan Air. O Munteanu informa-se. Presumo que escolhe de acordo com as coisas que mais valoriza. Presumo que faça uma lista dos países da UE e ponha uma cruzinha aos três ou cinco países melhores em cada categoria. País mais tranquilo: Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca. Pais com salários mais altos: Inglaterra, Alemanha, Suécia. País com mais protecção social: França e nórdicos. País com mais sol: Grécia, Itália, Espanha, Portugal. País com menos desemprego: Irlanda. País com mais crescimento económico: Irlanda, Espanha. É difícil (impossível?) imaginar um cenário em que o resultado desta análise indique como melhor país para emigrar: Portugal.
O que me leva à conclusão de que quem imigra para Portugal à procura de melhor vida ou é uma pessoa que não se sabe informar ou tem critérios muito estranhos. Ou seja, ou o Munteanu é uma pessoa muito inapta ou procurava um país com baixos salários, pouca protecção social e muita corrupção. Só assim se explica que tenha vindo parar a Portugal.
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segunda-feira, março 17, 2008
Fazer vida longe. Reconstruindo cumplicidades com o homem do café. Interpretando os ruídos dos vizinhos e, catalogando como estão catalogadas as borboletas os hábitos dos outros. O velho de pantufas que ainda está a atravessar a passadeira, as flores de plástico em cima da mesa, a ordem dos livros, ou a falta deles, o chiar do chão, e o cheiro do eventual cão. Sim, porque há muitos cães eventuais e viver com pessoas efectivas. Fazer vida longe, é necessário ter uma vida perto. É necessário ter o Cohen sabido, o Reed esquecido, o Chico no mp3 e o Art e o amigo bem escondidos. Para se ser imigrante, para se imigrar para uma cidade, para uma pessoa, para uma profissão, para uma religião, é necessário ter os tarecos bem arrumados.
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Longe de casa?
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domingo, março 16, 2008
Pensar o cinema segundo o critério da escassez: um cinema – recurso e um cinema – visão. O primeiro existiria enquanto arte, na medida em que mostra a condição humana através de valores de produção (actores, decores, pós-produção etc...). O segundo, cinema – visão, evitaria propositadamente aqueles valores de produção, para ser arte na medida em que em vez de se limitar a mostrar a condição humana, a interpreta segundo um determinado ponto de vista. Assim, no primeiro ressaltará o que se vê na imagem, e, no segundo, a visão de quem produziu a imagem.
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VW Polo
1500 euros são um valor escasso para tanta memória mas a vida é assim mesmo...
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sexta-feira, março 14, 2008
Homens & Mulheres
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quinta-feira, março 13, 2008
Viking - Strip Bar
Um ser híbrido de cabelo à la actual Nick Cave revamped para mais careca e mais poupa, óculos dourados redondos, semblante enigmático, olhar perdido e um viveiro de herpes simplex, duplex e triplex em que insistentemente remexia num tique obsessivo-compulsivo.
Uma stripper, Vivianne, mecânica e sem réstia de sensualidade, em regime de exibição despudurada em palco desmontada à saída em pêlo pelo meio da assistência por entre olhares provocadores para a cabine do DJ e um sorriso confiante de quem tem, pelo menos parte, da assistência masculina refém do seu tarimbado corpo.
Decadente. Ambiente estranhamente familiar para a fauna de habitués residentes. Degradante. Pleno de histórias, estórias e personagens absolutamente cativantes e fora do normal. Depravado. Atraente e repulsivo ao mesmo tempo na óptica do observador.
Escasseava por lá classe, nível, sensualidade, limpeza, elevação, dignidade, aprumo, saúde física ou mental.
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quarta-feira, março 12, 2008
Benfiquices
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terça-feira, março 11, 2008
Exposição
A escassez é, não só o critério de valor mais utilizado, o que significa que uma coisa valerá mais ou menos, não pelas qualidades próprias que possui, mas, pela circunstância acidental de ser ou não abundante, mas também e necessariamente a contrario, mecanismo que extingue o valor do seu antónimo abundante. Tentarei exemplificar.
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Muy raro, tio...
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segunda-feira, março 10, 2008
Ser escasso
Há palavras que se usam noutras línguas em sentidos que fazem falta à língua portuguesa. Uma delas é o italiano scarso que, correspondendo também ao português escasso, é muito utilizado para definir a insuficiente capacidade de alguém para desempenhar determinada função.
Muitas vezes me apetece dizer que o Luís Filipe Menezes é escassíssimo como líder da oposição, que a Ministra da Educação é escassa ou que o Ronny enquanto lateral esquerdo do Sporting é notoriamente escasso. Na falta deste sentido, sou obrigado a utilizar substitutos não totalmente satisfatórios, como idiota, desastrado e incapaz. Não respectivamente.
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Não tanto escassa como mal distribuída
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Escassez e neurose
Os denominadores comuns que encontro na geração a que pertenço são a escassez e, por via dela, a neurose. Houve, em tudo o que passei, sempre a nota de escasso, de recurso a disputar, de limitação. Uma voz a dizer “não há para todos” e violentar os que ficam de fora. Falo das vagas para entrada na universidade, dos elegíveis estágios profissionais, dos empregos, da segurança social, do serviço de saúde, enfim…tudo o que a geração anterior teve em barda, mas que resolveu apresentar à minha como escasso. Por isso, há na geração a que pertenço, uma permanente sensação de risco, de medo de perder do que há pouco. Uma permanente neurose, que resulta da impossibilidade de ter mão na escassez. Mais importantes que a traição que os pais do estado social fizeram aos seus filhos, serão as consequências que essa terá no futuro.
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sexta-feira, março 07, 2008
Gostar de pés
Há quem adore. Não eu mas, por exemplo, o Tarantino. E essa fixação do Tarantino traz-nos desgostos, como os feios pés da Uma Thurman, em grande plano no Kill Bill. Os pés dos filmes do Tarantino aqui.
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Levar ou dar com os pés
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quinta-feira, março 06, 2008
PES - Pro Evolution Soccer
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Hoje ao norte, 12 ao sul, 13 em todo o lado
Corto uma unha do pé. Os sistemas têm o doce desespero da inclusão total. Limo uma unha do pé. Os fechados, mas também os abertos, pois estes têm na definição de fronteira, outra vez o doce desespero da inclusão total. Raspo um calo do pé. O mecanismo de inclusão que mais me comove nos sistemas fechados é o argumento a contrario, pois exige que se postule uma dualidade absoluta entre o que está dentro e o que está fora. Tiro um espigão da mão.
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quarta-feira, março 05, 2008
Pés p'rá cova
Os últimos suicídios e acidentes mortais em Portugal fazem-me lembrar o caso JFK, em que as testemunhas-chave tinham o estranho hábito de se suicidarem com tiros na nuca.
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terça-feira, março 04, 2008
A elegância tem sempre pés de barro.
Só tem pés de barro o que não é de barro. Se de barro fosse, não se falaria nos pés.
Ter pés de barro, é, na verdade só ter de barro os pés. Por isto, gosto dos de pés de barro. Fortes e frágeis: a derrubável e gentil força.
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segunda-feira, março 03, 2008
Dependente e
Inútil é o que me sinto por não conseguir calçar a próprias meias ou atar os próprios atacadores. Ainda que seja temporário e por um breve período, serve de lição aos 31 anos: tudo fazer para chegar aos 131 conseguindo tocar sem dificuldade nas pontas dos pés.
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Happy feet
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sábado, março 01, 2008
Deusa
Porquê esta insistência num Deus masculino e que criou o Homem à sua imagem e a mulher a partir de uma costela deste? Este masculinocentrismo que prespassa toda a civilização ocidental bem que já ia dar uma volta ao bilhar grande... É que bem vistas as coisas, não podemos falar de uma representação plena da Humanidade sem mencionar os dois lados que a compõem, o yin e yang, o masculino e o feminino. Não somos uma sociedade matriarcal mas longe vão os tempos em que à mulher era apenas reservado um papel secundário nesta trama. Entenda-se secundário, mesmo nesses tempos, como apenas aparente porque mesmo (e a maior parte das vezes é mesmo assim) os maiores machistas caem derretidos (ainda que a maioria apenas no retiro escondido do lar) aos pés da eleita do seu coração. E vice-versa (sim, nada de feminismos exacerbados porque isto vale para os dois lados).
Pessoalmente assumo que posso até ter algumas dúvidas teológicas por resolver mas não tenho nenhuma dúvida sobre quem é a minha Αφροδίτη.
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