Há um direito natural ao trabalho? Será o trabalho uma actividade tão essencial como comer? Sim. Mas por partes. Há o trabalho alienado, e o trabalho natural. O alienado não é trabalho no sentido que lhe quero dar. É uma actividade que alguém cumpre para poder bastar-se a si e aos seus. Por seu lado, o trabalho natural é o conjunto de tarefas que um cada cumpriria, ainda que pudesse bastar-se a si e aos seus. O trabalho natural tem como principal característica a sensação de transformação. Alguém que trabalhe naturalmente, sente que faz algum tipo de diferença. Que, de algum modo transforma o meio onde se insere para melhor. Pelo contrário, no trabalho alienado o indivíduo que o executa pouco sabe de que modo a sua actividade influência as coisas, ou os outros à sua volta. Não há actividades que se possam classificar em absoluto como trabalho alienado, ou como trabalho natural, pois essa distinção cabe a quem executa , porém há áreas de actividade onde é predominante a sensação de trabalho natural. Refiro-me às tarefas simples e manuais como jardinagem, pesca, agricultura, actividades médicas, e as tarefas criativas. Pois em ambas, há uma parte do executante que passa para o exterior. Sendo estas que preenchem o conceito de trabalho natural, é relativamente a estas que reivindico um direito natural de todos.
quinta-feira, maio 22, 2008
quarta-feira, maio 21, 2008
Curiosa a relação entre trabalho e prazer. Entre trabalho e lazer. Os excluídos um do outro. Trabalho é trabalho e conhaque é uma bebida. Trabalho para beber, para o lazer. Não trabalho no lazer nem bebo quando conduzo. Tenho para mim, numa incerteza que dói, que a separação entre trabalho e prazer está por um lado ligada ao éter crístico que nos envolve e, por outro, à necessidade que a esquerda política, e por isso direita cerebral, tem de nos defender do sofrimento terreno. Ambas, as duas, têm assim a mesma intenção messiânica: salvar. Dizem o que condena, o que salva e o que podem fazem para ajudar. Um converte, outro revoluciona: ambas fazem pé de bombeiro para passar o muro do pecado ou de classe.
Posted by tcravidao at 21.5.08 0 comments Links to this post
terça-feira, maio 20, 2008
Do trabalho e das suas realizações
Posted by Catarse at 20.5.08 5 comments Links to this post
segunda-feira, maio 19, 2008
Dá muito trabalho gerir o tempo livre...
Posted by Catarse at 19.5.08 0 comments Links to this post
sexta-feira, maio 16, 2008
Mordam-se de ciúmes!
Estou de saída! É sexta-feira. Ou melhor, fim de semana! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Have fun! I know I will!
(ups, a pressa era tanta que até a cor desbotou...)
Posted by Catarse at 16.5.08 0 comments Links to this post
quinta-feira, maio 15, 2008
Bem uns para os outros
Pinto da Costa jantou ontem com deputados da Assembleia da República.
À porta da Assembleia, Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres, Valentim Loureiro e Sérgio Silva, o famoso investidor do Boavista, fizeram uma cena de ciúmes por não terem sido convidados.
Posted by artur at 15.5.08 0 comments Links to this post
A Maria vai ter ciúmes do António...
Posted by Catarse at 15.5.08 10 comments Links to this post
quarta-feira, maio 14, 2008
Eat your heart out, Champions League!
O torneio vai começar. Farmacêuticas Futsal Cup.
Alá está do nosso lado. Meca fica para ali. Os Ultra-Intifada estão a postos. Os rastilhos dos homens-bomba estão acesos. As quarenta virgens aguardam no balneário os que se sacrificarem pela equipa.
Agora espero que as intrigas, ciúmes e invejas no balneário não destruam o espírito da equipa. Cabe ao mister evitá-lo, manter a moral e a confiança altas e, não menos importante, escolher o cinco inicial e dar a táctica para a vitória!
Venham as fans fazer claque. Com pompons, claro!
As-Salaamu 'alaykum" السلام عليكم
Posted by Catarse at 14.5.08 4 comments Links to this post
terça-feira, maio 13, 2008
Jealous Girls
Posted by Catarse at 13.5.08 0 comments Links to this post
domingo, maio 11, 2008
Rui non aver paura
Coragem, altruísmo, fantasia. Nem por medida se faria uma canção melhor para o Rui Costa. Até ao último dia como um miúdo com a bola nos pés.
Obrigado, Maestro!
Posted by artur at 11.5.08 1 comments Links to this post
Como criancinhas...
Posted by Catarse at 11.5.08 0 comments Links to this post
sexta-feira, maio 09, 2008
Como tirar doces de uma criança
Posted by Catarse at 9.5.08 5 comments Links to this post
quinta-feira, maio 08, 2008
...com o palhaço no comboio ao circo...
Posted by Catarse at 8.5.08 4 comments Links to this post
quarta-feira, maio 07, 2008
O puto quer um brinquedo novo
Posted by Catarse at 7.5.08 2 comments Links to this post
terça-feira, maio 06, 2008
Crise alimentar
Posted by Catarse at 6.5.08 0 comments Links to this post
segunda-feira, maio 05, 2008
F-R-A
Não há nenhuma diferença entre o que sinto hoje num cortejo de queima das fitas de Coimbra e o que sentia há vinte e cinco anos atrás, quando lá ia em criança.
São iguais os carros com flores, igualmente estranhos os estudantes de capa e batina; os banquinhos de praia em que se sentam as velhotas na primeira fila da rua são os mesmos; o mesmo cheiro a cerveja; as mesmas pedras da Praça da República a que os pés se colam só nesse dia; a mesma confusão; os mesmos empurrões; os mesmos bêbedos de que não pensamos mal só nesse dia; a mesma alegria que nos é completamente exterior; os mesmos pais em lágrimas a abandonarem o cortejo porque o carro do filho já passou; os mesmos cânticos, bengalas, cartolas, pipocas e balões; os mesmos coleccionadores de cervejas (parece-me que dantes se coleccionava mais plaquetes).
Durante uns anos tudo aquilo fez sentido e foi diferente. Agora voltou ao mesmo. Até voltou a inexplicável pequena inveja de quem vai cima do carro. Só desses.
Posted by artur at 5.5.08 1 comments Links to this post
Nem todas as criancinhas nascem filhos da puta...
Posted by Catarse at 5.5.08 3 comments Links to this post
domingo, maio 04, 2008
Odeio esta música mas...
Posted by Catarse at 4.5.08 0 comments Links to this post
sábado, maio 03, 2008
Criancices
Os princípios da psicologia reversa em acção são de facto admiráveis e, à escala, parece-me que, independentemente da idade, continuam a ser, em certa medida, válidos para todos os escalões etários. Tendemos a dar as coisas como certas e a não lhes dar o devido valor, relaxando no esforço sempre necessário que mantém uma relação biunívoca equilibrada. Algumas pessoas são, naturalmente, mais self-centered e talvez até um pouco mais egoístas ou com um certo excesso de mimo, com uma parcimónia muito particular no que toca a dar mas exigentes no que toca a receber. Umas ultrapassam isso em crianças, outras nem por isso e ficam sem perceber porquê que há amizades e relações mais fortes com outras pessoas do que com elas. Claro que cada um é como é mas isso tem implicações óbvias no tipo de pessoas que atraem (ou repelem). Por essas e por outras é que alguns têm um leal e solidamente construído círculo de amigos, namoradas, confidentes e outros acabam mais isolados e sozinhos. É preciso dar para receber. É preciso lealdade, honestidade, abrir um pouco o que nos vai na alma, dar sem esperar nada em troca, partilhar com desprendimento, emocional e materialmente, para que os outros também o façam, estabelecendo laços de compreensão e entendimento que são o cerne das (boas) relações. Sem isso não adianta entrar em queixumes e lamúrias de género "ninguém me liga". E não é um processo fácil nem imediato, nem sequer garantia de que dê certo, mas atitudes, perdoem-me o excesso de linguagem, filhas da puta, mesquinhas, egoístas, vingativas ou imaturas (ou tão somente de laxismo, o tal dados por certos) terão sempre o merecido resultado de isolar cada vez mais essas pessoas que acabarão, certamente, mais sozinhas ou rodeadas de outros da mesma cepa. Isto é válido em vários graus de intensidade e para as mais variadas interacções, sejam elas de amizade, colegas de trabalho, familiares ou relações amorosas (especificidades de cada uma à parte) e, uma vez ultrapassado um certo limite de paciência, tolerância ou compreensão, pode acontecer que certos laços fiquem irremediavelmente comprometidos ou se transformem em algo banal e de circunstância.
No caso inicial, o da sobrinha mais bonita do mundo (e só o digo agora porque sei que ela ainda não sabe ler, senão estava bem tramadinho e ela não me ia ligar nenhuma nos tempos mais próximos), não me parece que haja qualquer risco de se vir a tornar em alguém assim, até pelos moldes em que está a ser educada e porque tem muito tempo para aprender, mas a moral é válida para outras pessoas porque a desculpa da idade já não lhes serve e o tempo não volta para trás. Da minha parte, se incorrer em tal falha (já me bastam os mal-entendidos ou a falta de tempo), agradeço uma chamada de atenção (directa se as indirectas falharem) a tempo de corrigir tal comportamento porque prezo bastante todos aqueles que me orgulho de chamar de amigos e não quero correr riscos de os perder sem motivo.
Posted by Catarse at 3.5.08 3 comments Links to this post
