domingo, maio 11, 2008

Como criancinhas...

Só pode ser assim que nos consideram. A orquestra toca sempre a mesma música e dançamos todos da mesma forma. O acórdão do CD da Liga saiu com os castigos. A mensagem é clara, tanto pelo timming (tãããão apropriado depois de tanto tempo com o processo parado) como pelos castigos (tããããão apropriado terem um bode "respiratório" ali ao lado): Os campeões podem ser corruptos, se for pouquinho. Os outros não. Tão conveniente para o reforço da mensagem do mesmo assim somos os maiores típico dessa equipa azul e podre. Tudo igual, tudo na mesma e assim sai toda a gente de alma lavadinha, prontos para mais uma época de fachada. E a pouca vergonha é tanta que nem recorrem do castigo, assumindo prontamente e ainda com um certo orgulho gozão o que verdadeiramente são: um clube sem vergonha e de sem vergonhas.

Não que seja preciso muito para abater os ditos rivais. Estes encarregam-se de dar tiros nos próprios pés de tal maneira que nem precisam de ser empurrados para baixo, como se queixou o Chalana outro dia. Para remate final, fica a pérola que só FCP e SLB têm os salários do mês passado em dia (no caso dos primeiros isso deve incluir árbitros, assistentes, observadores, dirigentes, inspectores, fruta e frutistas, agências de viagem, capangas e mesmo, pasme-se perante o altruísmo máximo, alguns jogadores de outros clubes, o que é um digno tributo à capacidade financeira dos Dragões. Deve ser isso que chamam organização estrutural porque o líder do SD revelou recentemente que tem um BMW não sei quantos, casa e mais não sei quê e tudo pago sendo, ena!, líder de claque).
Entre pérolas destas e o facto de sermos das piores ligas do mundo em termos de média de golos e número de empates, vai-se o espetáculo e a emoção do jogo. Assim não admira ver os estádios vazios e as assistências a diminuirem. E depois é ver aqueles programas de televisão onde três senhores trocam previsíveis e cada vez menos interessantes piropos, galhardetes, insinuações de que sabem algo dos bastidores que depois nunca contam ou bitaites sobre as incidências da semana sem perderem um minuto que seja a falar do que interessa mesmo: futebol.
Bahhh.... chega. Não vale a maçada que dá e o meu tempo vale mais que isto. Não pago mais o custo de oportunidade de ir fazer algo bem mais interessante do que a modorra entediante do futebol nacional.

sexta-feira, maio 09, 2008

Como tirar doces de uma criança

O preço do barril de petróleo poderá subir aos 200 dólares até ao final deste ano. Segundo 2 fontes que ouvi comentar o assunto, os motivos são o aumento desmesurado da procura por parte das economias gigantes emergentes China e Índia, que procuram sustentar a todo o custo o seu crescimento e abertura de mercado (motivo a mais longo prazo), o ataque às explorações da Nigéria (circunstancial), a instabilidade política nas zonas produtoras (circunstancial mas a longo prazo pelos vistos), especulação (circunstancial), exploração mais cara com o escassear das reservas (estrutural). E tudo isto apesar do câmbio euro-dólar estar favorável a nós, europeus.
Anos a habituar-nos a depender de gasolina e combustíveis fósseis e agora começa a extorsão. Os lucros das petrolíferas disparam em flecha, o governo enche os bolsos e quem se lixa, para variar, é o mexilhão. Isto é, o mexilhão que tem carros que gastam muito porque eu tenho um Smart! (ou, como diz a sobrinha, "o tio tem o carro do dinoshauro") Eheheheheheh! Bom, pode ser que, ultrapassada esta fase crítica, algo positivo acabe por acontecer como a adopção de hábitos mais racionais e ecológicos. Nada como mexer no bolso para estimular mudanças. Na dúvida, e mesmo com o Smart, vou comprar uma bicicleta. Os patins em linha já tenho, ainda que não saiba andar decentemente (resolução do momento: ir cair mais umas quantas vezes até conseguir).

quinta-feira, maio 08, 2008

...com o palhaço no comboio ao circo...

Nunca foi espetáculo, o maior do mundo, que me atraísse por aí além. Fui algumas vezes mas o encanto de criança com o circo evaporou-se rapidamente. Talvez porque ultimamente os circos parecessem apenas sujos, velhos, tristes. Mais ainda, para mim, os palhaços são e serão sempre figuras assustadoras pelo eterno sorriso que esconde, ou pode esconder, a) psicopatia b) tristeza c) degradação (pior que palhaços só mimos). A excepção positiva será talvez o Krusty dos Simpsons ou ainda o tipo da máscara do Saw mas apenas pelo encanto das personagens. Ainda assim admito que possa haver retorno desta sensação estranha e que melhor cenário para tal que o Cirque du Soleil que por cá está nestes dias? Veremos no que dá.
Quem foi diz que gostou. Vou ver e logo digo o que achei.

quarta-feira, maio 07, 2008

O puto quer um brinquedo novo

PSL candidatou-se a presidente do PSD com ambições a primeiro-ministro em 2009.
A cada minuto nasce um otário.
Estas duas frases devem ter estado na base das sondagens eleitorais que validaram a candidatura e, caso vença, o que não acredito porque ainda tenho alguma fé no discernimento das pessoas e na sua memória colectiva, acho que poderá ser o fim do PSD e o reinício do tempo das vacas gordas para o país. Para os abutres do costume, claro. Ontem já lá andava (desculpem a emenda mas tenho de adicionar as palavrinhas "pelo menos" aqui senão os outros podem achar que são diferentes ou que foram esquecidos, o que não é o caso) um que conheço como tal, a rondar, a fazer o que sabe melhor para ser nomeado para o que não sabe fazer, para rapar o tacho. Escroques. Pulhas. Ladrões. Estas últimas são só palavras do dicionário, nada tendo a ver com juízos de valor sobre as pessoas em questão. Para essas julgo que nem o Mia Couto conseguiu ainda inventar terminologia adequadamente insultuosa.
A política partidária em Portugal (não falo no resto do mundo porque me escapa, ainda que, repito, veja com bons olhos a quase vitória do Obama) enoja-me com os seus joguinhos de trocas de poleiro e favores, da esquerda à direita. Já há muito que me deixei disso e, a julgar pelos crescentes números da abstenção, não serei o único. Para mim, o futuro está nas candidaturas apartidárias independentes, baseadas em movimentos temporários dedicados a uma missão, que reúnam pessoas capazes com vontade de fazer e sem vontade de serem políticos profissionais, o que cada vez mais soa a um nome feio.
E bem que gostava de ver um dia um mecanismo de responsabilização política das promessas eleitoralistas. Isto para não falar num cadastro do funcionário do Estado que impedisse a dança dos incompetentes dos aparelhos pelos apetitosos cargos de gestão e consultadoria nas empresas públicas nacionais e municipais - a nova vergonha inventada para contornar a lei.

terça-feira, maio 06, 2008

Crise alimentar

Com tantas boquinhas para alimentar por aí era já previsível que este dia chegasse e sem querer discutir a veracidade ou o alarmismo da notícia, isto é matéria antiga e antes vista. Sem ser, de longe, especialista na matéria, acho que as teorias de Malthus sobre o crescimento exponencial da população e o apenas geométrico dos recursos (que são limitados neste nosso cantinho da galáxia) são muito prementes e cada vez mais confirmadas pelos cenários actuais de escassez. Falta àgua, comida, energia, medicamentos, dinheiro, ar puro, biodiversidade... Sobram problemas como a fome, guerras, pestes, mortes, desgraças e, acima de tudo, pessoas... A pressão populacional atinge níveis incríveis, nunca antes vistos e que, fatalmente, conduzirão a mais infelicidade dos que por cá andam. As desigualdades sócio-económicas tendem a agravar-se, a instabilidade cresce, a qualidade de vida diminui para todos (sim, mesmo para os mais ricos, chegará o dia em que terão de viver, ainda que dentro de cupulazinhas protectoras ricamente decoradas, num mundo de merda, sozinhos ou com companhias muito pouco recomendáveis, sempre à espreita de um deslize para os predar). Isto para não falar em cenários catastróficos se o ecossistema global não reagir como se espera que tais sistemas auto-regulados o façam, contrariando a (imensa) pressão a que está a ser por nós sujeito com uma força de igual módulo e de sinal contrário que reduza drasticamente o número de humanos. Sim, vai haver sangue (leia-se mais ainda). Sim, vai haver mortes (leia-se mais ainda). Não, não vai ser bonito (leia-se menos ainda). E tudo isto vai bater à nossa (ainda) tranquila porta um destes dias. Já não falta muito. E depois? Haverá solução? Talvez, com o advento da energia livre, não poluente e barata, o próximo grande desafio que se coloca à Humanidade, haja esperança. Sem isso, vejo apenas dois blocos cada vez mais divergentes que se oporão: o dos que têm e o dos que não têm. Uns, poucos, muito poucos, ricos e felizes (aqui incluo todo o primeiro mundo) e bem fornecidos e armados a todos os níveis. Outros pobres, muito pobres (o terceiro mundo), muitos, mesmo muitos, e muito, muito zangados e insatisfeitos, muito, muito esfomeados, capazes de tudo. O intermédio, a classe média, verdadeira cola social, caminha para o desaparecimento, para a extinção, o que acentuará as desigualdades e o fosso entre os extremos. Negro este cenário? Sim. Sem dúvida. Futurista distante? Nem por isso. As nossas próximas criancinhas terão, infelizmente mas com toda a certeza, uma visão muito mais nítida e próxima de todos estes problemas para os quais teimamos, a bem da nossa paz de espírito e alicerçados num confortável discurso umbiguista do tipo o problema-não-é-meu-e-não-posso-fazer-nada-para-alterar-isto, em seguir, rumo ao precipício de olhinhos bem fechados. Até ao dia em que, Cu-cu!, tudo isto nos bater violentamente à porta, seja de que inesperada forma for. Para já está lá em baixo, na porta do prédio, a deixar publicidade não endereçada, daquela que ninguém lê...
P.S. - Há mais uns quantos cenários a explorar como corolário de tudo isto: O tal final mais feliz da energia livre, uso racional de recursos, controlo da natalidade, etc. O da especiação total dos dois extremos. O da conquista de um pelo outro, o mais forte e apto a sobreviver nesse mundo. O da extinção completa da raça humana. Agora qual deles virá a ser realidade...

segunda-feira, maio 05, 2008

F-R-A

Não há nenhuma diferença entre o que sinto hoje num cortejo de queima das fitas de Coimbra e o que sentia há vinte e cinco anos atrás, quando lá ia em criança.
São iguais os carros com flores, igualmente estranhos os estudantes de capa e batina; os banquinhos de praia em que se sentam as velhotas na primeira fila da rua são os mesmos; o mesmo cheiro a cerveja; as mesmas pedras da Praça da República a que os pés se colam só nesse dia; a mesma confusão; os mesmos empurrões; os mesmos bêbedos de que não pensamos mal só nesse dia; a mesma alegria que nos é completamente exterior; os mesmos pais em lágrimas a abandonarem o cortejo porque o carro do filho já passou; os mesmos cânticos, bengalas, cartolas, pipocas e balões; os mesmos coleccionadores de cervejas (parece-me que dantes se coleccionava mais plaquetes).
Durante uns anos tudo aquilo fez sentido e foi diferente. Agora voltou ao mesmo. Até voltou a inexplicável pequena inveja de quem vai cima do carro. Só desses.

Nem todas as criancinhas nascem filhos da puta...

... alguns são mesmo alimentados a fel até nisso serem transformados. Pelas agruras da vida e por contaminação (leia-se filhadaputices, agora sem hifens) de outros. Um carácter forte aliado a uma educação sólida e um bom círculo de amigos costumam conseguir ajudar a resistir a estes agentes do exterior mas, às vezes, tanto para quem conta com tais predicados como, muito mais facilmente, para quem não conta com eles à partida, é difícil resistir ao metafórico lado negro da Força e podemos mesmo acabar assim, amargos, rancorosos, vingativos, maldosos, ruins. E, uma vez do lado de lá, o regresso é penoso e quase impossível. Se bem que também acredito que alguns nasçam já naturalmente maldosos...

Se o universal sistema moralo-judicial do karma funcionar como espero, nascidos ou criados (o velho dilema nature vs nurture, fenótipo vs genótipo) terão o que merecem, mais reencarnação menos reencarnação. A minhoca-nojenta-que-hão-de-ser tarda mas não falha!

domingo, maio 04, 2008

Odeio esta música mas...

You make me feel
Just like a child

Isto para não falar em dançar... anda, vem dançar comigo, sim?

sábado, maio 03, 2008

Criancices

Em visita à sobrinha e face a um comportamento que se repetiu já por mais que uma vez, de birra e recusa em interagir, ouvi da minha irmã a frase "Cuidado que elas [as crianças] são cruéis. Quanto mais lhe ligares ou pedires menos ela dá. Experimenta ignorá-la.". Aceitando o conselho, assim fiz e os resultados não tardaram. Face a esta nova atitude, diferente da que estava habituada de ter sempre tudo à disposição à mercê dos seus caprichos, privada dos 100% de atenção, estranhou. Começou por provocar e não teve nada em troca. Depois pedinchou e obteve o mesmo. Até que percebeu que tinha de dar para receber, uma lição sem dúvida valiosa, tanto para ela como para mim.

Os princípios da psicologia reversa em acção são de facto admiráveis e, à escala, parece-me que, independentemente da idade, continuam a ser, em certa medida, válidos para todos os escalões etários. Tendemos a dar as coisas como certas e a não lhes dar o devido valor, relaxando no esforço sempre necessário que mantém uma relação biunívoca equilibrada. Algumas pessoas são, naturalmente, mais self-centered e talvez até um pouco mais egoístas ou com um certo excesso de mimo, com uma parcimónia muito particular no que toca a dar mas exigentes no que toca a receber. Umas ultrapassam isso em crianças, outras nem por isso e ficam sem perceber porquê que há amizades e relações mais fortes com outras pessoas do que com elas. Claro que cada um é como é mas isso tem implicações óbvias no tipo de pessoas que atraem (ou repelem). Por essas e por outras é que alguns têm um leal e solidamente construído círculo de amigos, namoradas, confidentes e outros acabam mais isolados e sozinhos. É preciso dar para receber. É preciso lealdade, honestidade, abrir um pouco o que nos vai na alma, dar sem esperar nada em troca, partilhar com desprendimento, emocional e materialmente, para que os outros também o façam, estabelecendo laços de compreensão e entendimento que são o cerne das (boas) relações. Sem isso não adianta entrar em queixumes e lamúrias de género "ninguém me liga". E não é um processo fácil nem imediato, nem sequer garantia de que dê certo, mas atitudes, perdoem-me o excesso de linguagem, filhas da puta, mesquinhas, egoístas, vingativas ou imaturas (ou tão somente de laxismo, o tal dados por certos) terão sempre o merecido resultado de isolar cada vez mais essas pessoas que acabarão, certamente, mais sozinhas ou rodeadas de outros da mesma cepa. Isto é válido em vários graus de intensidade e para as mais variadas interacções, sejam elas de amizade, colegas de trabalho, familiares ou relações amorosas (especificidades de cada uma à parte) e, uma vez ultrapassado um certo limite de paciência, tolerância ou compreensão, pode acontecer que certos laços fiquem irremediavelmente comprometidos ou se transformem em algo banal e de circunstância.

No caso inicial, o da sobrinha mais bonita do mundo (e só o digo agora porque sei que ela ainda não sabe ler, senão estava bem tramadinho e ela não me ia ligar nenhuma nos tempos mais próximos), não me parece que haja qualquer risco de se vir a tornar em alguém assim, até pelos moldes em que está a ser educada e porque tem muito tempo para aprender, mas a moral é válida para outras pessoas porque a desculpa da idade já não lhes serve e o tempo não volta para trás. Da minha parte, se incorrer em tal falha (já me bastam os mal-entendidos ou a falta de tempo), agradeço uma chamada de atenção (directa se as indirectas falharem) a tempo de corrigir tal comportamento porque prezo bastante todos aqueles que me orgulho de chamar de amigos e não quero correr riscos de os perder sem motivo.

quarta-feira, abril 30, 2008

1976

Mal sabiam os habitantes deste berlinde azul mas, sem mais alarde que o esperado de circunstâncias semelhantes, há uns quantos anos, que a memória não me permite agora precisar, nascia um tipo estranho. Amado por uns, detestado por outros, nunca conseguiu reunir a unanimidade em seu redor, sendo considerado na generalidade inespecífica que me é permitida, uma besta. Falamos, é claro, de António Guterres. Uns anos mais tarde nascia uma figura ímpar do panorama audiovisual, um corpo desejado por milhares, sex-symbol, sensual, atraente, um portento. Kirsten Dunst. E o que dizer de uma figura lendária do desporto, ícone das massas, senhor de um domínio quase sobrenatural sobre o jogo e venerado por milhões? Também neste dia, Isiah Thomas. Destaque ainda para um senhor do mundo do cinema, com obra feita e admirada, Lars von Trier. Finalizo com um tipinho possuidor do dom da escrita, capaz da ironia mais refinada. Jaroslav Hasek. A coisa complicou-se precisamente quando esta malta decidiu ocupar, não tanto os méritos, mas o meu dia! Meu! Ouviram bem?Bom, que isto não se repita!
A propósito, hoje comemora-se a Walpurgis Night e o Beltane. É de aproveitar! Já ouvi desculpas piores.

terça-feira, abril 29, 2008

O apelo...

...da paternidade acaba, mais cedo ou mais tarde, por se fazer sentir. Não quer dizer que seja tão forte quanto o da maternidade, que implica todo um mecanismo hormonal de controlo físico e emocional quase irresistível e difícil de contrariar mesmo conscientemente, mas que ainda assim se faz sentir a determinada altura. Pode chegar mais cedo ou mais tarde, e é mais tarde que, por exemplo, o equivalente nas mulheres para a maioria de nós, gajos, mas chega e chega forte. Principalmente para quem gosta de miúdos. Principalmente para quem ainda se sente um miúdo no entusiasmo pelo que nos cerca. Facilita a comunicação e a identificação com eles, miúdos, suponho, ainda que tal seja muitas vezes (pejorativamente) apelidado de Síndroma Peter Pan. Pois. Seja. Para mim, antes isso que o envelhecimento precoce, que apelidarei doravante de Síndroma Velho Marreta, o que, adianto desde já, pretendo vir a ser mas numa fase mais adiantada da vida, lá para os 70 para melgar os netos, demais família e círculo de amigos, sem esquecer desconhecidos, polícias, enfermeiras, taxistas, jornalistas e mais uns quantos que tenham o azar de atravessar o meu titubeante caminho nesses ainda longínquos anos dourados da vida em que voltamos a uma espécie de infância, física, intelectual e emocionalmente.
Gosto de miúdos. Gosto de chateá-los. Gosto de estimulá-los. Gosto de me surpreender com eles e de os surpreender. Gosto de os ver crescer e evoluir. Gosto da abordagem simples e directa com que tratam as coisas. Gosto das fases por que passam. Gosto de brincar com eles.
Não gosto das birras, dos excessos de mimo, do super-protectorismo redoma, das milhares de teorias da moda, do despesismo de ter tudo o que é preciso e o que não é, das noites mal dormidas, das dúvidas e angústias, do coração apertado com o choro, doença e sofrimento das crianças mas sei que fazem parte do processo.
Vou gostar de ser pai (Nota: não estou a anunciar nadinha nem muito menos estará para breve tal acontecimento!), parece-me (e sei que adoro a futura-e-óptima-mãe-dos-dois-ou-três-rebentos-cheios-de-fantásticas-qualidades-legadas- pelo-admirável-e-codominante-património-genético-de-ambos-os-dois-progenitores). Entretanto, há sobrinha espigadota, sobrinho a caminho, filhos e filhas de amigos em barda para treinar os dotes e aprender muito do que me será, estou certo, útil.
Ficam, entretanto, os parabéns devidos e merecidos à mais recente versão 2.0 da minha geração, a pequena LLF, progenitada (isto existe?) por JF e ML, aos 25 de Abril de 2008, que se junta a uma já longa lista: BNR, SCC, SP, MHH, HCB, ..., (peço desculpa por alguma imprecisão de patronímico abreviado que possa ter sucedido e por todos os que, sem demérito algum que não o da minha má memória e falta de tempo para a suprir, foram remetidos para as reticências) e que, literalmente, cresce de dia para dia.

segunda-feira, abril 28, 2008

Trazei a mim as criancinhas!

...disse o gárgula, sorrindo num esgar horrendo. A saliva escorria-lhe pela fauce escancarada, cheia de dentes desalinhados por entre os quais serpenteava uma língua bífida, em clara antecipação do farto repasto que o aguardava. Os gritos começaram a ouvir-se bem antes, num prenúncio da agitação que de forma turbulenta irrompeu pelo salão de decoração gótica, onde imperavam os veludos pesados, as madeiras douradas já gastas pelo tempo, a pedra fria e húmida, armaduras ferrugentas e mobiliário escuro. A iluminação vinha de cima, escoando-se timidamente através de vitrais quase opacos, e de negros candelabros de ferro forjado carregados de velas disformes que pareciam estar acesas desde tempos imemoriais. O cheiro a bafio competia pela dominância com um odor indistinto mas marcadamente malévolo, sem hipóteses para qualquer tipo de brisa que aligeirasse o ambiente denso correr por ali. Rangidos pungentes, gritos abafados, pancadas surdas e gorgolejares guturais compunham a música do local. Num rompante, a porta escancarou-se deixando entrar um corpulento guarda envergando um coureáceo e negro uniforme que trazia firmemente presos nos braços um par de miúdos rebeldes que se agitavam e esperneavam futilmente. Amarrando-os a duas cadeiras altas e sólidas, afastou-se, não sem antes deitar às criaturinhas um olhar maldoso e um rosnar baixo e rancoroso. O gárgula fitou-os com ar esfomeado durante uns instantes e bateu palmas com estrépito. De pronto, acorreram alguns pequenos e servis seres carregando terrinas fumegantes, cestas de pão, taças cheias de líquidos das mais variadas cores e mais alguns víveres tão estranhos quanto repulsivos que por ali foram deixando. Na mesa repousavam já as gamelas grosseiras de ferro fundido, cheias de molgas e falhas, os talheres que mais pareciam instrumentos de tortura de tão rudes e ameaçadores, o que, bem vistas as coisas, nem andava longe da verdade e do propósito a que se destinavam, os copos sinistros em forma de caveiras humanas e uns trapos esfarrapados à laia de guardanapos.
- Estou cheio de fome!, anunciou o monstrengo num grunhido - Quero comer!
- Nós não... - responderam as crianças a uma só voz, choramingando - Queremos ir embora daqui!
- Só depois do almoço!, proferiu, rindo-se alarvemente - Porquê que pensam que vos trouxeram aqui?
- Deixa-nos ir embora!, lamuriaram-se e sacudiram-se inutilmente nas cadeiras contras as amarras.
- Isso é que era bom...
Estendeu a mão nodosa cheia de garras para um pedaço de pão negro que devorou e empurrou com um trago de uma bebida particularmente nauseabunda. Empunhando um cutelo enorme, levantou-se e dirigiu-se ao outro lado da mesa, onde estavam as duas irrequitas criaturinhas aprisionadas. Salivando abundantemente por cima delas, apalpou-lhes os dorsos e braços avaliadoramente.
- Magros como cães! Raios partam...
- Larga-nos! Larga-nos!
- Calem-se!, berrou tonitroante e ergueu o cutelo acima da cabeça.
Desferiu o golpe com perícia e cortou ambas as cabeças de uma só vez. Satisfeito, avaliou o resultado e, com mais uns quantos golpes cirúrgicos, obteve alguns pedaços de carne relativamente limpos de ossos e cartilagens.
- Boa chicha esta. Adoro carninha tenra e fresca!
Com uma tenaz, agarrou a esmo pedaços gotejantes de sangue e dispô-los nos pratos.
- Ahhhh... e agora vamos finalmente ao almoço!, exclamou ávido, dando meia volta para o seu lugar.
- Não gostamos disto. Queremos MacDonalds. Um happy meal com um sundae de caramelo..., pedincharam os putos.
- Já vos avisei vezes e vezes sem conta; nem pensem nessas porcarias! Comam os veadinhos antes que a carne seque.
- Não comemos, não comemos, não comemos. - E atiraram a carne para o chão com a cauda, enquanto incineravam tudo o que estava ao alcance com línguas de chamas que cuspiam entre risos e galhofa.
Vai ser um dia tãããão longo, pensou o gárgula para si próprio, suspirando. Queria tanto que eles fossem normais e calminhos como aqueles humanos cor de rosa que vejo nos anúncios da televisão.

quinta-feira, abril 24, 2008

Nos 80's...

...tinha eu de 4 a 14 anos e, durante essa década, muito mudou... ou talvez não...

Fui traquina e irrequieto ao ponto do exasperanço completo dos meus pais e restante família. Armei confusão da grossa em quase todo o lado onde estava, em casa ou na rua, sem que houvesse mão em mim que não fosse para uma merecida palmada (ou colher-de-pau-zada, no caso das mãos mais delicadas da minha mãe que, despidas, falhavam no propósito de inflingir o castigo). Fechei todas as portas da casa, roubando as chaves de seguida. Simulei duas sensacionais fugas de casa (uma da quinta que valeu esvaziar de tanques e batida dos campos, aparecendo somente quando ouvi a minha avó sentir-se mal e outra escondido atrás dos cortinados onde adormeci, depois de ter ameaçado que me ia embora, o que foi ignorado até o beijo de boas noites encontrar uma cama vazia). Soltei os animais das jaulas onde estavam por mais de uma vez, para gáudio dos cães da Toca do Velhaco que devoraram meia coelheira; para infortúnio dos cortinados e sofás da minha avó que foram roídos sem contemplações pelos hamsters; com perda total para o dono das galinhas, já que nunca retornaram a casa. Fui o proverbial hipópótamo na loja de cristais, o que me valeu um seguro de acidentes pessoais desde tenra idade. Tentei, por mais de uma vez e de método, despachar a minha irmã: pela janela, berço e tudo; pelas escadas, no andarilho; com uma raquete de ténis na cabeça (tendo providencialmente recebido umas novas nesse mesmo dia que, adianto, passei de castigo) ou alimentando-a de piriscas de cigarro, o que lhe valeu o vício eterno (temporariamente suspenso a bem da prole). Liguei a pista de carrinhos à tomada de 220V com consequente ignição do veículo que, no entanto, antes de dar o peido mestre protagonizou o melhor arranque de sempre. A minha própria integridade física de nada me interessava, com banhos auto-inflingidos de leite a ferver (atraído pelo barulho chocolhoante daqueles discos de vidro que se punham nas cafeteiras para evitar que o leite subisse - leite do dia não ultrapasteurizado, em pacotes moles, claro); banhos de lixívia, hence the name; cocktails de medicamentos que me valeram uma lavagem ao estômago; fuga e atropelamento (ao contrário do que seria de esperar) por um R5 na baixa; lápis espetado na palma da mão, deixando para trás até hoje a ponta de grafite; 2 enganganços quase fatais, um com um drop de laranja (ao saltitar sufocante em frente ao televisor para pedir ajuda recebi um seco "sai da frente da televisão" ao que retorqui vomitando o jantar e o malfadado drop) e outro com uma peça de lego sugada por uma palhinha (simulava um elevador numa construção vanguardista) que foi prontamente engolida por um whisky&soda (começou aqui uma bela relação com a pinga) da minha tia, que estava, felizmente, ali à mão; uma mordidela num cotovelo por uma "lassie" traiçoeira; um escaldão solar valente que obrigou ao corte da pele das minhas costas e a 10 dias à sombra (que tormento, em pleno verão no Algarve); esmagamento dos dentes da frente num balouço (com 15 dias a soro e sopa e um novo look ainda hoje por corrigir mas que já faz parte da imagem de marca); corte de lado a lado no lábio inferior por um copo maldosamente manuseado (com 10 pontos por dentro e por fora que adicionaram mais uma marca simpática)...
Noutro tema, já vos disse que os meus genes são dominantes?

quarta-feira, abril 23, 2008

© 1982

Aparecia no monitor quando eu ligava a engenhoca que me ocupou muitos meses da década de 80. O Timex 2068 era uma versão melhorada do Spectrum 48K. Para jogar os jogos do Spectrum era preciso meter-lhe uma espécie de disquete que o reduzia ao nível do 48K. Parece-me que essa disquete não saiu do sítio mais que uma dúzia de vezes.
Load "" enter. Load "" enter. Limpa a cabeça do gravador. Roda o parafuso no gravador. Reza para que o jogo não caia.
Horas a jogar Match Day (I e II), Jet Set Willy II, Commando, Skool Daze, Chequered flag, Emilio Butragueño, Formula one, Parashoot, Match Point... Horas boas.

terça-feira, abril 22, 2008

A grande final

Não tenho muitas saudades dos 80s. A minha década melhor foram os 90s. Dos 80s recordo, antes de mais, três pátios, em escadinha, que estiveram vinte anos escondidos atrás de um prédio e recentemente voltei a ver de uma janela amiga. Três pátios onde joguei muitos milhares de futeboladas. Com bolas de futebol, com pacotes castanhos de leite "achocolatado", com bolas de ténis e até sem bola. Naqueles pátios eu era o Paolo Rossi e o meu melhor amigo o Maradona. Ele fintava tudo e todos e eu metia-a lá dentro. Os tipos da turma B eram como a selecção alemã: mais fortes e implacáveis, embora menos talentosos. Parece-me que toda a escola primária serviu apenas de preparação para aquele grande jogo final, no último dia da primária: turma A contra turma B. O tira-teimas. Tínhamos o Xana (encontrei-o há dias no Continente, com dois filhos pela mão) na baliza, o Pedro Neto e o João Miguel na defesa, o Paulo e o David no meio, o Rossi e o Diego na frente. A Professora arbitrou de uma janela alta e a bola era autografada pelo Paolo Rossi (não eu, o outro). Chegámos ao intervalo a vencer por um (que grande remate de meio-campo), mas fomos ainda a tempo de ser esmagados pela fúria germânica na segunda parte. Acabou 4-1. O Maradona saiu antes do fim do jogo, desolado com a exibição pouco inspirada e foi directamente para casa. Não me lembro se voltou ao colégio nesse dia. Só o voltei a encontrar nos 90s, ainda a tempo de discutir o jogo. Se os alemães nos tivessem autorizado a utilizar a Sandra, terceiro melhor jogador da turma, tudo teria sido diferente.

A minha geração não tem tesão: tem medo. Medo, medinho, tanto medo que cria bicho. E é por ter medo, que precisa da segurança que a memória dos anos 80 lhe trás. Falo das Stan Smith, do Cid, do Verão Azul e de tudo o resto. Medo que a instabilidade no trabalho ou que a incapacidade em acreditar no amor, na política ou na religião, gerou como monstro dentro de cada um. Por isto, sinto o aparecimento dos anos 80 como expressão de profunda decadência e tristeza: última bóia de salvação para uma geração que deixou de acreditar. Mais que um património comum de partilha. Porque se fosse património, era coisa do presente com pulsão de futuro, de mudança, e de acreditar. Mas como é só um sorriso inócuo, um pacificador das angústias e de incertezas, não pode ser património. Ouçamos 1970 (Retrato) de Jp Simões

segunda-feira, abril 21, 2008

Retro

Em plenos anos 80, as coisas eram o que eram. Uma coisa era uma coisa e o Glorioso era mesmo o Glorioso! Campeonatos, Taças, Supertaças, Competições Europeias, tudo marchava da mesma forma, sérios, dignos, honrados, sem medos, hesitações ou contemplações. A nostalgia do passado reflecte apenas a palidez do presente, sem chama nem brio que não uns fogachos intermitentes por parte de intervenientes mais mercenários que meritórios da honra de ostentar aquele símbolo na camisola. O desgaste de presidentes cinzentos e desprestigiantes erodiu parte do património do clube, tanto moral como material e pior que a fúria dos adeptos quando assistem a derrotas e empates inglórios (este ano o SLB tem mais empates que vitórias e isto ainda não acabou) é ver a apatia e o desinteresse de quem já nem tem tempo ou paciência para 90 minutos daquilo e se limita a encolher os ombros e a abanar a cabeça. Assim se destrói um clube rico em títulos, conquistas, honra e simbolismo que levou tão longe e tão bem o nome de Portugal por esse mundo fora e é triste assistir a este penoso caminhar para o término do campeonato, sabendo ainda que nada de bom virá no próximo (já nem o para o ano é que é nos vale). Agora assistimos à hegemonia de um clube sem berço, sem dignidade, sem honra, que lidera à custa de não olhar a meios para atingir os seus fins, que espezinha e amesquinha tudo o que se lhe opõem, sejam políticos, juízes, liga, federação ou governos, num claro desprezo por qualquer tipo de princípios e alicerçados na doutrina do contra tudo e contra todos do seu presidente (até tremo quando vejo aqueles bardinos da ribeira de azul e branco vestidos, ostentando cartazes sobre os méritos do JNPC, quais fiéis correlegionários da Fátima Felgueiras, Valentim ou Avelino F. Torres) e no seu intocável braço armado, os SD. Quem quiser que vibre com este futebol à moda do Wrestling americano em que vale mais o resultado do que a disputa desportiva e que nem espetáculo proporciona para além do gozo com as derrotas alheias. A mim, cada dia me diz menos...
Na fotografia os saudosos protagonistas do SLB de 80 (em que, adianto, nem gostava de futebol e só via basket à frente: a NBA e o SLB de Carlos Lisboa e Jean Jacques, claro): Silvino; Veloso, Dito, Mozer e Álvaro; Chiquinho, Shéu, Elzo e Pacheco; Magnusson e Rui Águas

sábado, abril 19, 2008

No exacto momento em que escrevo, cai a maior quantidade de granizo que alguma vez vi. Bem, na verdade, talvez a segunda maior. Sim, a segunda. A primeira foi outra. Aconteceu há alguns anos no mês de Maio. Maio, o mês em que um grupo de quatro ou cinco rapazes combinava passar um dia, um dia todinho, nas piscinas do Grande Hotel do Luso. Apanhávamos a camioneta na rodoviária nacional, comprávamos os bilhetes ao condutor e, às 10 da manhã, estávamos já a hesitar saltar ou não saltar da prancha de 5 metros. Todos dela saltaríamos -eventualmente- antes do almoço. Almoço? Enfim… batatas fritas, encharcadas com molho de tomate e sal, no restaurante das piscinas digeridas com leitura para alguns, e com mini-golf para outros. E depois, depois chegava a Teresa. Uma amiga que, imagine-se, dizia e fazia, o salto mais perigoso de toda a minha infância: a prancha de 10 metros da piscina do Luso. De cabeça. Recordo bem o fato de banho da Teresa. Preto e com cores florescentes de lado. E splash! Toda a tarde o grupo de rapazes a que pertencia, ficava a olhar a Teresa a saltar de cabeça da prancha de 10 metros da piscina do Luso. Daí os escaldões, com que chegávamos à rodoviária e, entrávamos no carro de um dos pais que nos iam buscar. Curioso, é que eram as mães e não os pais que sempre nos iam buscar à camioneta quando vínhamos das piscinas do Grande Hotel do Luso. E foi numa dessas vezes que caiu maior quantidade de granizo que alguma vez vi.

sexta-feira, abril 18, 2008

A vermelho, recordo principalmente, as linhas das esferográficas das minhas professoras primárias. A notação de certo, que no final da minha frase a azul, legitimava as hesitações e as rasuras de que a frase nascia. A nota de errado: cruz ou “E” impiedoso; muro intransponível na entrega das notícias em casa. E, a classificação da prova. Se sempre tive a intuição que existe uma relação entre a beleza e o verdadeiro, experimentei-a pela primeira vez nas provas de avaliação do colégio onde fiz a primária. Para mim, a diferença entre um “Muito Bom” e um “Não satisfaz menos” era uma diferença estética. Sabia intuitivamente que se produzisse uma prova sem rasuras, com respeito pelas margens, paragrafando quando fosse para paragrafar e com uma letra legível, teria, só por isso, um “Satisfaz Bem”. Não que houvesse uma percentagem para a apresentação, mas porque é assim que o conteúdo académico de um “Satisfaz Bem” se apresenta. Um boa nota era antes de mais uma prova bem escrita. Evolui muito pouco desde esse tempo. Claro que encontrei na ciência ecos desta intuição, acrescentei-a na organização de pessoas e desenvolvi-a na escolha de trabalhos, mas no fundo, sinto exactamente o mesmo de quando tinha 8 anos e recebia as provas na primária. Um prova limpinha é uma boa prova, uma prova cheia de rasuras tem uma má nota. Como não já não tenho 8 anos, e lido com mais responsabilidades, aplico esse principio analogicamente: às relações, às ideias, aos textos, e ao discurso médico. E tal como quando tinha 8 anos, o "Satisfaz bem" é sempre limpinho, e o "Não satisfaz" confusão.

A vermelho...

* A minha virilha, depois de a ter distendido ontem na jogatana diluviana, que, fora isso, foi magnífica!
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* Quando tanto o SLB e o PSD convocam (ou pretendem convocar) eleições antecipadas é sinal que entraram no vermelho. O paralelismo assusta-me.
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* As respostas e as perguntas trocadas ontem, noite fora. Sabes que te respondo a tudo e que, na dúvida, qualquer dúvida, é melhor mesmo perguntar.
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* Rapinando a ideia, porque partilhada e não consubstanciada de TCravidão, à menção da palavra "vermelho" saltam-me imediatamente ao espírito (e a palavra "saltam" não foi aqui empregue de ânimo leve) as mamas da Fáfá de Belém acompanhadas da repetição da mencionada cor nas suas variantes aumentativas (novamente saliento a inexistência de acaso na escolha deste termo).