segunda-feira, março 10, 2008
Escassez e neurose
Os denominadores comuns que encontro na geração a que pertenço são a escassez e, por via dela, a neurose. Houve, em tudo o que passei, sempre a nota de escasso, de recurso a disputar, de limitação. Uma voz a dizer “não há para todos” e violentar os que ficam de fora. Falo das vagas para entrada na universidade, dos elegíveis estágios profissionais, dos empregos, da segurança social, do serviço de saúde, enfim…tudo o que a geração anterior teve em barda, mas que resolveu apresentar à minha como escasso. Por isso, há na geração a que pertenço, uma permanente sensação de risco, de medo de perder do que há pouco. Uma permanente neurose, que resulta da impossibilidade de ter mão na escassez. Mais importantes que a traição que os pais do estado social fizeram aos seus filhos, serão as consequências que essa terá no futuro.
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sexta-feira, março 07, 2008
Gostar de pés
Há quem adore. Não eu mas, por exemplo, o Tarantino. E essa fixação do Tarantino traz-nos desgostos, como os feios pés da Uma Thurman, em grande plano no Kill Bill. Os pés dos filmes do Tarantino aqui.
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Levar ou dar com os pés
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quinta-feira, março 06, 2008
PES - Pro Evolution Soccer
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Hoje ao norte, 12 ao sul, 13 em todo o lado
Corto uma unha do pé. Os sistemas têm o doce desespero da inclusão total. Limo uma unha do pé. Os fechados, mas também os abertos, pois estes têm na definição de fronteira, outra vez o doce desespero da inclusão total. Raspo um calo do pé. O mecanismo de inclusão que mais me comove nos sistemas fechados é o argumento a contrario, pois exige que se postule uma dualidade absoluta entre o que está dentro e o que está fora. Tiro um espigão da mão.
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quarta-feira, março 05, 2008
Pés p'rá cova
Os últimos suicídios e acidentes mortais em Portugal fazem-me lembrar o caso JFK, em que as testemunhas-chave tinham o estranho hábito de se suicidarem com tiros na nuca.
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terça-feira, março 04, 2008
A elegância tem sempre pés de barro.
Só tem pés de barro o que não é de barro. Se de barro fosse, não se falaria nos pés.
Ter pés de barro, é, na verdade só ter de barro os pés. Por isto, gosto dos de pés de barro. Fortes e frágeis: a derrubável e gentil força.
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segunda-feira, março 03, 2008
Dependente e
Inútil é o que me sinto por não conseguir calçar a próprias meias ou atar os próprios atacadores. Ainda que seja temporário e por um breve período, serve de lição aos 31 anos: tudo fazer para chegar aos 131 conseguindo tocar sem dificuldade nas pontas dos pés.
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Happy feet
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sábado, março 01, 2008
Deusa
Porquê esta insistência num Deus masculino e que criou o Homem à sua imagem e a mulher a partir de uma costela deste? Este masculinocentrismo que prespassa toda a civilização ocidental bem que já ia dar uma volta ao bilhar grande... É que bem vistas as coisas, não podemos falar de uma representação plena da Humanidade sem mencionar os dois lados que a compõem, o yin e yang, o masculino e o feminino. Não somos uma sociedade matriarcal mas longe vão os tempos em que à mulher era apenas reservado um papel secundário nesta trama. Entenda-se secundário, mesmo nesses tempos, como apenas aparente porque mesmo (e a maior parte das vezes é mesmo assim) os maiores machistas caem derretidos (ainda que a maioria apenas no retiro escondido do lar) aos pés da eleita do seu coração. E vice-versa (sim, nada de feminismos exacerbados porque isto vale para os dois lados).
Pessoalmente assumo que posso até ter algumas dúvidas teológicas por resolver mas não tenho nenhuma dúvida sobre quem é a minha Αφροδίτη.
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sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Há Deuses e há deuses...
Reconfortado por saber que o mundo apesar de injusto por vezes o é a seu favor, Catarse
(a continuar assim vou mesmo começar a falar de mim na terceira pessoa no dia-a-dia, do género: - Então Catarse, o que vais almoçar? - O Catarse hoje quer lasanha. Sim, o Catarse tem fome. Ou, melhor ainda, acumulado com o plural majestático: - Então Catarse, o que vais almoçar? - Nós, o Catarse, queremos lasanha. Sim, nós, o Catarse, temos fome. Vai, ou melhor, nós, o Catarse, vamos ser um sucesso no refeitório da empresa!)
abeirou-se (lindo exemplo de Português regional) do balcão e afastando as unhas da Cremilde ainda solidamente ligadas ao resto da sua mão, por sua vez solidamente ligada ao resto do seu braço, por sua vez solidamente ligado a coisa nenhuma, de cima do teclado, puxou-o para si, o teclado e não o braço da Cremilde, que seguiu no sentido contrário, esparramando-se em cima do manual de acolhimento da empresa curiosamente com o dedo médio ostensivamente estendido e ornado de uma unha impecavelmente tratada e pintada.
Virou o monitor para si e começou a tentar perceber onde tinha entrado. Enquanto carregava a homepage, observou o logo enigmático que pendia da parede ao fundo da recepção e repetido no wallpaper do computador e que parecia representar um homem a escorregar numa casca de banana, segurando uma rebarbadora ligada que parecia escapar-se-lhe das mãos em direcção a uma betoneira que passava mesmo ao lado de um depósito de munições estrategicamente situado sobre uma falha tectónica mas isso não fazia sentido nenhum.
“Ah! Já está. - pensou - ?!?! (se já tentaram pensar em sinais de pontuação, posso afiançar-vos que parece mais fácil que é) Afinal até faz algum sentido...”
Ao que parecia tinha entrado na sede social de um Deus. O Deus do acaso das pequenas coisas aparentemente insignificantes mas que afinal se revestem de extrema importância por uma muito improvável mas inexorável sucessão de acontecimentos encadeados. Coincidentemente ou não, ali dentro era impossível afirmar tal coisa com um grau de certeza satisfatório, Gaspar escolheu esse momento para assomar a sua mui divina cabeça de dentro do bolso onde (também) estivera, certamente absorto na sua omnipresenço-potênço-sapiência a governar o tudo ou a jogar PlayStation8, sim ele já a tem e não, não faz por ganhar sempre ainda que por vezes caia na tentação de usar cheats como vidas infinitas, uma escolha curiosa para um ser imortal - para simplificação narrativa, abster-nos-emos de voltar a mencionar estas características divinas da Minhoca, excepto nos casos em que tal for pertinente para o desenrolar da história e me apetecer ter a maçada.
“- Xiii... onde vieste parar... tá bonito isto!”
E voltou, fisica e metaforicamente para acentuar a frase, para dentro do bolso.
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Recordo as intensas ânsias que corroíam os convivas. Os olhares trémulos de antecipação à porta da cozinha. E, o silêncio em que os últimos dos teofagos aguardavam a chegada do repasto. Puff ! som do gás a desligar, “bolas está quente”, paf-paf as portas abrem-se… “Cheguem-me uma base que isto queima a mesa”.” Uma concha, para o molho”, “pão, mais pão”. Estavam esta meia dúzia de almas nestes preparos quando um piano, sem razão aparente, sem dó maior e com um pedal torto, emitiu um Mi de sétima, no 44º do prédio sede da Toshiba em Tóquio. Porém, esta nota durou 2 horas e por isso quando regressamos ao regueirão dos anjos, Deus cozinhado num refogado era já memória na cabeça e betume nos estômagos destes meninos.
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Cosmogonias
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quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Deus - Existe, não existe, joga aos dados, não joga aos dados... afinal cuméquié?!
Que as noções básicas de bondade, caridade, paz e compreensão são transversais a todas as grandes religiões é um dado adquirido e cujos benefícios civilizacionais são óbvios. Que as instituições que (tentativa e arrogantemente) se intitulam gestoras destas (e doutras) doutrinas e teologias tenham caído em descrédito, decadentes e corruptas, também (Igreja Católica incluída mas não exclusiva, bastando ver alguns ensinamentos praticados no Médio Oriente sobre violência e direitos da mulher) e cujos malefícios civilizacionais são, nesta altura, igualmente óbvios. Confundir os dois conceitos é um erro primário.
Para mim, pessoalmente, dada a diversidade, complexidade e improbabilidade de fenómenos naturais, a própria existência da vida, bem como toda a noção de acção e consequência, bem e mal, crime e castigo, objectivos e propósitos, sede de conhecimento e imaginação criativa com livre arbítrio à mistura, é-me relativamente pacífico aceitar uma superior ordem das coisas que nos escape. Se tal é corporizável (metafisicamente) num só ser superior ou divino já é outra história e cai no domínio da pura fé, pessoal e intransmissível, que não necessita de explicação ou fundamentação.
Não acredito num Deus que necessite do fausto de um espaço de culto como o de uma Igreja em detrimento de alimentos ou vacinas. Não acredito na necessidade (muito menos na obrigatoriedade) do ritual para celebrar a arbitrariedade de comportamentos (públicas virtudes e vícios privados) de quem lá vai ao Domingo para a lavagem semanal da alma, podre até ao âmago. Não acredito em frases claramente manipuladoras e chantagistas como "Quanto mais me celebrares, mais te favorecerei" como li numa publicação beata. Não me rendo à noção da presciência divina nem me submeto ao jugo da sua inércia.
Do mesmo modo, não acredito na versão ópio do povo quando aplicada apenas ao conceito de Deus. O conforto da ideia, civilizacional ou não, é, na minha opinião, intrínseco à natureza humana mesmo para aqueles que se imaginam o pico da evolução universal ou se sentem sozinhos, na definição astronómica do termo sem, contudo, conduzir necessariamente ao adormecimento dos cordeiros (interessante escolha de palavras) de Deus pela ignorância pura do culto proselitista e da obediência cega das massas. Ou como disse o grande pastor do Discordianismo: "If organized religion is the opium of the masses, then disorganized religion is the marijuana of the lunatic fringe. – Kerry Thornley, The introduction to the Principia Discordia 5th Ed.", pelo que prefiro enquadrar-me na segunda mole de seres sencientes.
Uma vez que não tenho quaisquer pretensões evangelizadoras sobre o tema, nem mesmo uma noção exacta daquilo em que acredito, provavelmente uma mescla de várias crenças e visões do mundo temperadas a gosto pela minha imaginação, estado de espírito e fase da vida, aceito obviamente que se discorde de tudo o que escrevi mas não consigo ver com bons olhos noções de verdade absoluta sobre o tema. Acabo sempre por imaginar a gargalhada satânica que recepcionará os incrédulos agnósticos e ateus sobreposta à surpresa inexistente dos devotos crentes votados a um limbo igualmente inexistente, sem propósito algum.
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U R
Os médicos disseram que delirava e a polícia nem quis saber. Mas tenho a certeza que do que vi, na naquela maldita noite de 2002 dentro de um prédio abandonado no Regueirão dos anjos. O último encontro da UR, a milenar ordem dos teogafos do Norte, disfarçado de assembleia geral da colectividade 31 de Dezembro com sede na rua Maria. Estava tudo ali para quem quisesse ver: uma assembleia geral com 6 pessoas... sede social na rua Maria... só faltava anunciar no Seringador. Mas como poucos souberam juntar um mais um, sucederam-se à minha frente, hediondos momentos que descreverei com a segurança que só a minha memória permite.
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terça-feira, fevereiro 26, 2008
Acredito em Deus, mas não acredito em Deus. Um Deus capaz de existir para alguns, ser objectivo de procura para uns e, de simplesmente não existir para outros. Um Deus que não está ao serviço de quem o inventa, que não legitima estados, acções, pessoas ou desejos. Um Deus não produtivo, não rentável, inútil, e nada prático. Um Deus em dobra, curvo, apenas aresta de coisa. É nesse Deus que acredito, porque é nesse que não acredito.
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The proof that God doesn't exist - Douglas Adams Babel Fish
«The Babel fish is small, yellow and leech-like, and probably the oddest thing in the Universe. It feeds on brainwave energy received not from its own carrier but from those around it. It absorbs all unconscious mental frequencies from this brainwave energy to nourish itself with. It then excretes into the mind of its carrier a telepathic matrix formed by combining the conscious thought frequencies with nerve signals picked up from the speech centres of the brain which has supplied them. The practical upshot of all this is that if you stick a Babel fish in your ear you can instantly understand anything said to you in any form of language.
Now it is such a bizarrely improbable coincidence that anything so mind-bogglingly useful could have evolved purely by chance that some thinkers have chosen to see it as a final and clinching proof of the non-existence of God. The argument goes something like this:
"I refuse to prove that I exist," says God, "for proof denies faith, and without faith I am nothing."
"But," says Man, "the Babel fish is a dead giveaway isn't it? It could not have evolved by chance. It proves that you exist, and so therefore, by your own arguments, you don't. Q.E.D."
"Oh dear," says God, "I hadn't thought of that," and promptly vanishes in a puff of logic.
"Oh, that was easy," says Man, and for an encore goes on to prove that black is white and gets himself killed on the next zebra crossing.
Most leading theologians claim that this argument isn't worth a pair of fetid dingo's kidneys, but that didn't stop Oolon Colluphid from making a fortune with his book Well That About Wraps It Up For God.»
Dentro do tema da semana, poucas coisas me ocorrem como mais apropriadas que esta pérola da lógica retirada da bíblia sci-fi nonsense que é Hitchiker's Guide to the Galaxy do Douglas Adams. Um dos meus favoritos pessoais que não me canso de recomendar.
Resta acrescentar que o tradutor online da Altavista é o Babel Fish porque sim.
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segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Deus dos Deuses
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domingo, fevereiro 24, 2008
Bush, bin Laden e o comboínho do amor
Os jovens casais apaixonados sabem sempre como ter uma tarde romântica de domingo.
Video em parceria com Fotoesfera
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sábado, fevereiro 23, 2008
Era domingo...
Catarse escolheu a hipótese b, e, passou pela serpente. Porém, queria olhar o Deus dos Deuses nos olhos. A plenos pulmões, gritou pela serpente. Apenas uma pedra no chão do tamanho de um pequeno abafador se mexeu. Voltou a gritar: nada. Afastou-se, e pela última vez gritou. Já longe, escutou, uma voz muito fininha, que vinha debaixo da pedra que há pouco se mexera. Uma minhoca ramelosa, com a marca da almofada nas orelhas em esforço para abrir os olhos, resfolgava:
-Agora vou ter de te magoar a sério.
Assim, insurgindo-se contra a falta de colaboração de Catarse, encosta-se à sola do sapato para lhe passar uma rasteira. Deita os bofes pela boca e tem um arrepio:
-Se dizes que sou parecida com o Gasparzinho…
-Sim? O que é que fazes? Ah, já sei… amuas mesmo à séria…
E a minhota ficou triste, fez beicinho e chorou. Afinal, era sempre a mesma coisa…Ninguém gostava dela, não tinha amigos e, só metendo medo aos outros conseguia atenção…Então Catarse, pegou no pequeno Gaspar, meteu-o dentro de uma caixa de fósforos e decidiu levar o Deus dos Deuses no bolso, bem junto ao pão com marmelada. Sandes essencial a todos que procuram o carimbo de estrelas sextavadas
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
A serpente dos enigmas
HIPÓTESE C:
- Sou Catarse e procuro o carimbo da estrela sextavada!
- Para isso tens de saber quem sou verdadeiramente.
- Hummm... difícil. Dás-me uma pista?
- Ok. "You know what's bad for your health?"
- What?
- "Me"
- Xiii... continua difícil. Mais uma?
- Só porque hoje estou bem disposta! "Crime is a desease. I'm the cure!"
- Já sei, já sei! És o Stallone! Marion Cobretti aka Cobra, o braço forte da lei!
- Boa! Agora és tu! Adoro charadas de filmes!! Pode ser em mímica?
- Mímica? Ehh... agora não vai dar, desculpa. Combinei café às 11,27.
- Ohhh... estes domingos custam tanto a passar...
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Sr. Catarse, vamos tomar um café na mesa onde são sempre onze e vinte sete da manhã. Quero avisá-lo que requerimento que apresentou não pode ir a decisão. Falta-lhe o carimbo das estrelas sextavadas, e…e…. duas fotografias tipo passe. Lamento…só quero ajudá-lo…mas assim…Diga, Diga…Quer dizer, sem isso é difícil. Mas haver, há…para as fotografias tenho aqui a minha máquina…agora para o carimbo…receio que não possa ajudar…A não ser…a não ser que vá falar com o meu antecessor, ele pode ter ainda os antigos carimbos de estrelas sextavadas. Mora sozinho na floresta das almas risonhas, perto da palmeira que dá amoras…é impossível errar… e muito difícil de passar pela Serpente dos enigmas…ainda por cima hoje, Domingo, um dia em que a Serpente fica sempre muito ansiosa pela chegada de Segunda-feira. Mas a decisão é sua…
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quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Ciclos
Cada um terá o seu, adequado à sua rotina ou falta dela, mas que os há, como as bruxas, há. Metabólicos, diabólicos, estrambólicos, alcoólicos, melancólicos... há quem viva com eles, há quem viva para eles, mas não há como escapar-lhes. Desde a hora em que acordamos, e até antes, nos ciclos do sono e do sonho, que estamos sujeitos aos seus mais variados tipos. O do trânsito, o circadiano, o menstrual, o lunar, o da água, o da precessão dos equinócios, o da vida, etc. Tudo tem o seu timming ou, como diria alguém, a sua folga, conceitos similares vendo bem as coisas. E o dia de folga, já se sabe, é o domingo! Se ao menos tivéssemos folga de tudo aquilo que nos aborrece... e por falar nisso, Artur, o que dizer da tua súbita e inusitada mudança de género de que foste acometido no teu último texto, perdão, disse texto?, queria dizer estertor da língua portuguesa:
"Os avós dão muito jeito. Se não fosse isso estava tramada!"
Tramada?! Tramada!? Tramados estamos todos nós com estes atentados musicais com que nos brindas e que temos de Arturar!! Bom, por esta passa pelo exercício de memória que certamente é de louvar mas voltando à vaca fria, que é como quem diz o tema em mãos, le dimanche, e para fechar o ciclo deste texto, acrescentava apenas que doravante viverei em ciclos semanais. O dia é demasiado curto; o mês demasiado longo. Resta-me o consolo dos sete dias da semana para tentar alicerçar o caos (plácido, consentido e agradável é verdade, já que, pessoalmente, não me agrada o planeamento excessivo que vejo em algumas vidas demasiado formatadas) em que alegremente chafurdo mas, ao que parece, até isso me será negado caso o extremoso e dedicado funcionário da Grande Torre dos Dias leve a sua avante. Mas se não os podemos vencer...
Exmo Sr. Director Geral da Grande Torre dos Dias,
Por força do uso, do hábito e dos costumes é tido como certo que existe uma sequência estável e imutável nos dias da semana. Tendo tomado conhecimento da possibilidade de os alterar, submeto humildemente à sua superior consideração o pedido de inclusão de um sábado extra no lugar da quarta-feira. Tal mudança traria a indiscutível vantagem de duplicar as sextas (terça seria a neo-sexta) ainda que acarretasse também o duplicar de segundas (quinta a neo-segunda), sendo que um espírito tranquilo rapidamente veria a possibilidade transformar antes a segunda original numa neo-quinta, mantendo inalterável o inestimável Domingo.
Em resumo, teríamos:
...,Domingo, Neo-Quinta, Neo-Sexta, Neo-Sábado, Quinta, Sexta, Sábado,...
Pede deferimento,
Lisboa, 21 de Fevereiro do ano do Senhor de 2008
Catarse
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Sou o moço de recados da Secretaria-Geral da Grande Torre dos Dias e, essencialmente, subo e desço, com requerimentos assinados e por assinar, as escadarias da torre, que gere desde o início dos tempos as acções humanas. O livre arbítrio não nunca existiu e, todos os actos, de todos os dias desde sempre, foram requeridos, analisados, ponderados, autorizados e transportados por mim algures neste edifício. Diria que conheço bem esta casa. A máquina burocrática: sonho de todos os burocratas, que muito antes de eu estar aqui escrever, o autorizou e me notificou, através da minha vontade de o fazer. Assim, a vontade, ou o que interpretamos como acaso, é o despacho de deferimento desta Secretaria-geral. Secretaria-geral que recebeu há poucos dias um requerimento especial. Os requerentes, grupo, que, razões de ética de mandarete, me impedem de identificar, pedem a substituição do Domingo por uma Quarta-Feira. A semana teria assim uma Quarta a seguir à Terça e outra a seguir ao Sábado. Já tenho o despacho na mão e vou entregá-lo nos serviços centrais. Paro e abro o envelope. Leio. Traduzo a linguagem burocrática. O requerido foi indeferido, porém a secretaria-geral, por dever de ofício, decidiu substituir o Domingo por uma Quinta-Feira e a Segunda-Feira por um Sábado. A mim, sinceramente não me convém…e como há muito tempo ando nestes corredores, sei que preciso de fazer algo para defender o Domingo.
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Clássicos
Pois, pois. Vens-nos com U2, Johnny Cash e essas outras coisas modernas e abichanadas que ouves, mas esqueces-te de que nenhuma dessas chega aos calcanhares deste clássico.
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Sunday Songs
Bloc Party
If we get up now we can catch the afternoon
Watch the under 15s playing football in the park
Let's sit in St. Leonards in this alcoholic day we're doing the best with what
we've got
Moby
Sunday was a bright day yesterday
Dark cloud has come into the way
David Bowie
Everything has changed
For in truth, it's the beginning of nothing
And nothing has changed
Everything has changed
Sonic Youth
Sunday comes and sunday goes
Sunday always seems to move so slow
To me - here she comes again
A perfect ending to a perfect day
U2
How long...
How long must we sing this song
How long, how long...
'cause tonight...we can be as one
Tonight...tonight...
Johnny Cash
Well, I woke up Sunday morning
With no way to hold my head that didn't hurt.
And the beer I had for breakfast wasn't bad,
So I had one more for dessert.
Nina Simone
One more
Sunday in Savannah
Hear the whole creation shoutin'
Praise the Lord
See them flinging out the banner
While the congregation says amen
Nick Cave
But not on Sundays
Never on Sundays
O Not on Sunday's slave
Blondie
She can't catch up with the working crowd.
The weekend mood and she's feeling proud.
Live in dreams, sunday girl.
Beck
There's no other ending
Sunday sun
Yesterdays are ending
Sunday sun
Elvis Costello
Standing in your socks and vest
Better get it off your chest
Every day is just like the rest
But Sunday's best
Velvet Underground
Sunday morning, praise the dawning
It's just a restless feeling by my side
Early dawning, sunday morning
It's just the wasted years so close behind
Of Montreal
Everyday feels like Sunday baby everyday feels so good
Everyday feels like Sunday baby everyday feels so good
Frank Sinatra
Hey Mr. Sunlight, don't outshine your bright,
I'm talking out of my head, I'm so high on life.
Don't you know that it's gonna be a "thousand-and-one" day.
And I'm feeling kinda Sunday, (feeling kinda Sunday), feeling kinda Sunday.
Serge Gainsbourg
Et pour toi sans effort, mes yeux seront ouverts,
N'aie pas peur mon amour s'ils ne peuvent te voir,
Ils te diront que je t'aimais plus que ma vie,
Gloomy sunday
Pink Martini
Ap to parathiro mou stelno
Ena dio ke tria ke tessera filia
Pou ftanoun sto limani
Ena ke dio ke tria ke tessera poulia
Pizzicato Five
Hidoku jikan wo
Kakete
Bathroom de
Hige wo sotteta
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
Os domingos no parque
Estou convencido de que os parques infantis coloridos, cheios de escorregas e baloiços, que invadiram Coimbra (presumo que também as outras cidades portuguesas) não são mais de que uma provocação aos jovens pais. Querem ver como vos vamos estragar num instantinho aquela tarde em que vocês podiam relaxar e não fazer nada? Tomem lá crianças a berrar que querem ir ao parque da esquina. Tomem a conversa de ocasião com o vizinho chato e o insuportável colega de liceu que já não viam há quinze anos. Ficou giro, isto. É, é porreiro para eles. O infantário é caríssimo. Os avós dão muito jeito. Se não fosse isso estava tramada!
Domingo passado choveu à tarde. Estava a abarrotar o parque infantil interior do Centro Comercial.
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Catchy Phrases: Sunday
Nothing sounds better than a sundae after a sundae on a sunny sunday's afternoon!
by Catarse
Some rainy winter Sundays when there's a little boredom, you should always carry a gun. Not to shoot yourself, but to know exactly that you're always making a choice.
by Lina Wertmuller
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Santificarás o Domingo
Se Sábado é beato pelas quatro da tarde e, Segunda-feira martírio pelas 07:30, então, Domingo é aquele farrapo de fumo de vela que serpenteia rumo ao tecto. Uma passagem, um meio, o não-lugar do calendário Gregoriano. O que já não é, mas o que também ainda não existe. Potência do que será Segunda-feira, e ruína do que foi Sábado à noite. No dia 24 de Fevereiro de 1582, quando o Papa Gregório XIII declarou o fim do calendário Juliano e, quando todos os dias comemoravam com fruta e mel, houve um, que nem sequer tocou nos mirtilos: o Domingo, pois, por razões pessoais, recusava-se passar de um calendário com nome de Imperador, para um de Papa. E jurou vingar-se. E, assim, desde esse dia, todos os Domingos são essa vingança: os filmes em repetição na televisão, o tédio tenso da expectativa de Segunda-feira, os jogos do campeonato, os lanches hiper-calóricos e os pequenos acontecimentos absurdos que não podem sequer ser contados, no contexto racional da linguagem escrita. Haverá hoje maneira de modificar o modo de ser do Domingo? Sim, santificando-o…Mas como?
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segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Any Given Sunday
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sábado, fevereiro 16, 2008
Saturday Night Fever
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Player
Não vou falar do Makukula. Já há música no tasco. Foi mais difícil do que eu pensava. Não tenho músicas aqui para fazer upload. Fica só esta.
Quanto a cores de texto que ferem o olho, se os meus amigos não se importam, eu fico com o branco.
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Sexta feira, à falta de melhor título. Pensei em Daltonismo mas poderia ser despropositado só por causa da cor UV mata moscas do texto do Tiago...
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Prazos
Estou satisfeito com: a cor de fundo, com eliminação da coluna da esquerda, com as cores para cada autor, com o critério para vídeos/fotos, com a possibilidade de haver música (se quem ler decidir ouvir), com a concentração do tema e, finalmente, com a possibildade de o Obama ser o próximo presidente americano. Diria que ao layout que chegássemos no Domingo às 00:00 horas, seria o layout definitivo.Enfim...no que de definitivo tem tudo o que é humano.
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Videos
Os de autor, claro! (Novas séries precisam-se!)
E, ocasionalmente, e muito limitados, videos de particular importância.
Acho que por exemplo este, magnífico e que poderá ajudar a decidir o futuro Presidente dos EUA, merece mais do que um link.
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Changes
Concordo:
Cores de texto por autor (autoproponho esta para moi meme)
Começo a gostar deste look noir (mas mantenho possível adequação ao logo)
Fotos e vídeos de autor apenas (links para restantes)
Discordo:
Do preço da gasolina sem alternativas de transportes públicos à altura
Proponho:
Música se possível com playlist dos djs residentes
Invectivo:
A falha de um texto de alguém ontem. Cuméquié?
Espero:
Que o Obama ganhe e não se revele um traste como os outros
Acredito:
Cada vez mais no horóscopo da Dica da Semana
Quero:
-te!
Vendo:
Cama de casal IKEA C/ colchão
VW Polo branco de 1998 com 95000kms, 1000cc, 3p, VE, Rádio c/ CDs (ou melhor, com leitor, os CDs são meus). Necessita apenas de pequenas reparações. Testado sob as mais adversas condições, perdão, conduções, perdão, condução: a minha.
Divago:
Bastante
Posted by Catarse at 14.2.08 Links to this post
Fotos e videos no blog...
Não tenho muita certeza sobre isto, mas como regra geral, propunha que todas as fotos e vídeos que não resultassem de produção própria, fossem apenas linkados no post, e não publicados. Opiniões?
Apesar de já haver uma distinção entre autores, acho que devemos utilizar cores e tipos de letras diferentes.
Finalmente, a música...devíamos experimentar.
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Pausa para café
Agora sim estou pronto para outros dois dias de labuta duríssima e para ver se chegamos a acordo sobre a cor, o tipo de letra, a cor dos textos de cada um... concordo com o teste do azul e acho que, dependendo sempre do logo, as cores de cada texto podiam originar daí.
E o update dos links dos blogs?
Querem escolher uma imagem para vos representar ou é má ideia?
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A cor e tudo o resto...
A deriva para cores mais escuras agrada-me, porém devíamos dar prioridade à cor que melhor defenda o logotipo: se tudo ficar igual, tentava um azul escuro. Os nomes à direita funcionam, e diferentes cores para diferentes autores é correcto. Errado, intragável e péssimo é a torrada e o abatanado do restaurante fino em frente ao meu local de trabalho. (A um deles pelo menos).
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terça-feira, fevereiro 12, 2008
No fundo, no fundo...
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Cores
O problema do fundo não ser branco é a colagem de imagens. Vai acontecer isso com o símbolo. Talvez depois de termos a imagem seja mais fácil escolhermos o tom do fundo.
Para já recomendo estes links para escolha de cores.
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Layout: estado a arte
Parece-me bem a ideia de escrever a cor distinta. Tão bem como a eliminação dos links da S27, do centramento do texto e a limitação da variação da fonte ao seu tamanho. Quando ao cor-de-rosinha...percebo que o branco chapão do fundo, seja um grande estalo para os olhos, tipo bar branquinho onde se consumem os leitinhos, suminhos e, em vez da velha bejeca, se abre aturneiras para encher garrafas de àgua, por isto, e para cor de fundo, ia num branco sujo. Não o branco manchado, mas o branco com patine de rua. Finalmente, a cor dos títulos dos posts...São laranja e podiam passar para vermelho tinto.
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008
E que tal um cor-de-rosinha?
Os três amigos juntaram-se e pensaram: podemos fazer um blog branco, um blog preto ou um blog cor-de-rosinha. Pra mim é o cor-de-rosinha!!!
O que está a ser difícil com'ó caraças é meter aquela funcionalidade do "ler mais". O título virá daqui a uns dias.
De resto?
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Layout
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Layout
Forma como determinada coisa é apresentada. Dispozice. Disposition. Plân. Em checo, francês e turco, respectivamente. Gosto do novo e faço duas propostas:
Dar mais espaço na margem esquerda do texto central;
e
Limpar de vez os links da Série 27.
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domingo, fevereiro 10, 2008
Epifania do dia
Relido o artigo sobre o porquê de se formarem nós espontaneamente, destaco a única ilação lógica possível quando penso no sentido das coisas:
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I'm gonna be (500 miles)
(a versão da najwa nimri é bem melhor...)
When I wake up, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who wakes up next to you
When I go out, yeah, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
If I get drunk, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who gets drunk next to you
And if I haver, hey, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's havering to you
But I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door
When I'm working, yes, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's working hard for you
And when the money comes in for the work I do
I'll pass almost every penny on to you
When I come home, oh, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home to you
And if I grow old, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's growing old with you
But I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door
When I'm lonely, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's lonely without you
And when I'm dreamin' well, I know I'm gonna dream
I'm gonna dream about the time when I'm with you
When I go out, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
When I come home, yes, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home with you
I'm gonna be the man who's coming home with you
But I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door
And I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door
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sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Porquê?
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Mudanças V
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Mudanças IV
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Mudanças III
Assim (espero) vir a locomover-me durante os próximos tempos.
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Mudanças II
Aqui (espero) ser visto durante o próximo ano e tal.
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Mudanças I
Daqui vê-se (quase) a minha (nova) casa...
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
X-Leader II
1) Formação de movimentos cívicos apartidários com maior poder do que o individual (novamente remeto para recentes candidaturas de sucesso deste tipo em vários países).
2) Maior intervenção da sociedade civil (que não apenas os lobbys económicos) - nós!
3) Utilização das novas tecnologias como internet (blogs, páginas, fórums) de uma forma construtiva e participativa (o que sempre esteve implícito numa forma de governo democrático e de dia para dia tende a deixar de acontecer com o consequente impacto negativo da apatia - e detesto a ideia estereotipada das ideologias esquerda artística, cultural, participativa, lírica e direita, capitalista, patronal, conservadora, prática - as ideologias esbateram-se e dever-se-ia debater agora apenas o plano das ideias, independentemente da sua origem, e a sua aplicação à realidade).
4) Responsabilização/criminalização com direito a "cadastro civil" dos funcionários estatais e dos cargos eleitos com inibição de nomeação/candidatura a novos cargos para evitar a dança vergonhosa dos tachos para os amigos (os favores agora vão de um lado ao outro do parlamento, sem separação de cores).
5) Nascimento de uma imprensa informática de origem independente e livre, sem apegos ao mass media, completamente preso a orçamentos, publicidade, lobbys,...
6) Renascimento/reconstrução/repovoamento de aldeias/vilas limítrofes aos centros urbanos sob a égide de comunidades que partilhem dos mesmo ideiais de vida, evitando assim choques culturais e de estilos de vida e permitindo o aumento da diversidade e da escolha do local onde melhor poderás viver.
7) Aumento da fiscalização e da denúncia (sem cair nos extremos big brotherianos) de casos conhecidos mas tratados com a complacência do nada posso fazer ou quem me dera fazer o mesmo. O retorno ao castigo clássico do ostracismo social teria mais, maior e melhor efeito do que à partida se poderia supor se feito com a unidade de quem é verdadeiramente prejudicado.
8) Recurso e contorno a algumas leis implementadas para cercear direitos fundamentais - um pouco de guerrilha institucional ou mesmo na prática no dia a dia - desde que feita com inteligência e bom senso, e porque não sentido de humor e um retorno à criatividade e simplicidade infantil, operaria maravilhas e causaria transtornos verdadeiramente históricos.
9) Selecção criteriosa enquanto clientes das empresas e serviços com verdadeiro sentido cívico.
10) Partilha com sentido crítico da informação (enquanto pais, clientes, eleitores, trabalhadores, cidadãos,...) e participação interessada no sector da educação (que não se pode, para os pais, esgotar em enfiar os putos numa escola, por melhor que seja, ou num ATL e esperar que dali nasçam adultos coerentes e capazes).
O Plano de Governo toma forma, Sam C! Haja força para as implementar e motivar mais gente! Mas também te digo que se é verdade que cada um tem aquilo (leia-se neste contexto governo e governantes) que merece (ou faz por merecer) e se é igualmente verdade que só se mete nas merdas quem quer (ou quem delas não quer sair). Isto não é uma luta individual, tipo um contra o mundo. Ou bem que se quer fazer alguma coisa enquanto população ou então é só conversa fiada e ficamos todos felizes e contentes a caminhar alegremente para o precipício e a resmungar como velhos do restelo de pantufas e comando de televisão na mão! Tradicionalmente haverá sempre maior empenho de quem está mal em mudar algo e, de um modo inverso, daí o crescente desinteresse que surge com o atravessar de fases da vida a caminho de melhores condições, mas penso que isso será sempre uma falsa questão na medida em que haverá também uma geração seguinte e não iremos conseguir mantê-los numa redoma se não houver redoma possível que os proteja do mal que lhes legámos. Há ainda um papel de educadores a que ninguém se deve furtar, estado, pais ou simples cidadãos interessados, na partilha e discussão de temas relevantes. E uma responsabilidade acrescida para aqueles entre nós possuidores de maiores capacidades.
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Um clique...
... para ajudar na luta contra o cancro da mama.
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Altruísmo: O Egoísmo Hipócrita
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Cérebro (sie uqe itso já não é nvoo mas gstoo na msmea)
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lteras etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma cnfouosa ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito:
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
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quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Tudo acontece por um motivo
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Plot Points
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Código da Estrada - Nova versão simplificada
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
X-Leader!

Para além de tudo o resto, e sem entrar numa espiral de teorias redundantes da conspiração, anos de guerras televisionadas, notícias pré-digeridas pelos mass media (artigos recentes apontam para uma grande maioria de notícias escritas por acessorias de imprensa com a consequente perda de isenção, validação ou investigação jornalística independente) com clara intenção de manipulação da opinião pública, escândalo económico após escândalo político que nos saturaram a capacidade de indignação e mobilização, sistemas eleitorais e democráticos cada vez mais fechados sobre si mesmos e cheios de políticos profissionais (também conhecidos como zeros à esquerda que lambem botas e rabos até à sua incompetência gritante lhes ser reconhecida e tão notória que são despedidos para cima) oriundos dos chamados aparelhos da política partidária, pressões de lobbies cada vez maiores e com agendas cada vez menos claras, o neo-contra-terrorismo institucional da política do medo (doenças, terrorismo, fanatismo, fome, desemprego, drogas, crise ambiental...), controlo da informação pela massificação (advento WWW) e desinformação pela veemência da mentira (vulgo cara de pau), crises económicas e de desemprego levaram a um afastamento das bases votantes cada vez menos interessadas em participar seja lá no que for (pelos motivos certos ou de um modo informado). Ouvem-se expressões hediondas como "Está bem, ele rouba mas ao menos este faz alguma coisa por nós" ou "Quero lá saber disso. Não posso fazer nada. De que vale a pena chatear-me?" que só podem ser produto do tal povo sereno que prefiro apelidar de camelo ou carneiro, já que ninguém se importa ou se sente visado.

Toda esta podridão tranquila, esta nonchalance despreocupada enquanto o abismo caminha para nós (sim, já nem sequer nos damos ao trabalho de ir até lá e, qual Maomé indolente, esperamos a todo o momento que a montanha venha a nós) afecta, directa ou indirectamente, todos os sectores da sociedade, prespassa transversalmente classes, regiões, religiões, crenças, estratos e ideologias de um lado ao outro do espectro. Fundimos tudo, abolimos as diferenças enriquecedoras num marasmo cinzento e homogéneo e qualquer batata ou cenoura armada ao pingarelho que, qual mosca indesejada, na sopa nos caia, é prontamente reduzida a um puré de digestão fácil para os estômagos delicados dos papalvos (sim, continuarei a onda dos insultos para ver se ainda há por aí filhos de boa gente). Já uma vez o disse e repito: qualquer pessoa minimamente familiarizada com o processo produtivo sabe que a normalização facilita o processamento. E o fruto mais apetecido para a actual classe dirigente (perdoem-me o mau uso da palavra pois ela implica capacidades mas...) que temos somos nós. Como cada um tem aquilo que merece e só se mete nas merdas quem quer, aceitemos placidamente o que nos calhar na rifa, pois pouco ou nada temos feito para contrariar o statu quo.


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segunda-feira, fevereiro 04, 2008
PARABÉNS!!
Beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo!
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domingo, fevereiro 03, 2008
Peggy Lee - Fever
never know how much i love you
never know how much i care
when you put your arms around me
I give you fever that's so hard to bare
you give me fever
when you kiss me
fever when you hold me tight
Fever
In the morning
Fever all through the night
Sun lights up the day time
moon lights up the night
I light up when you call my name
and you know i'm gonna treat you right
you give me fever
when you kiss me
fever when you hold me tight
Fever
In the morning
Fever all through the night
Everybodies got the fever
That is somethin you all know
Fever is'nt such a new thing
Fever start long ago
Romeo love Juliet
Juliet she felt the same
When he put his arms around her
He said Julie baby your my flame
Now give me fever
When were kissin
Fever with that flame in you
Fever
I'm a fire
Fever yeah i burn for you
Captain smith and pocahontas
had a very mad affair
When her daddy tried to kill him
She said daddy oh don't you dare
He gives me fever
With his kisses
fever when he holds me tight
Fever
I'm his misses
Daddy won't you treat him right
Now you listened to my story
Here's the point that i have made
Chicks were born to give you fever
Be it fair and have a sense of game
They give you fever
when you kiss them
Fever if you really learned
Fever
Till you sizzlen
But what a lovely way to burn
But what a lovely way to burn
But what a lovely way to burn
But what a lovely way to burn
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Entre INEM, vítima, irmão, VMERs e Bombeiros... salve-se quem puder!
2a Parte
1a Parte
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Devendra Banhart - Santa Maria da Feira
Pois, em Santa Maria da Feira nunca experimentei mas de resto bate certo! Tão certo! E bateu forte! Tão forte! Em Santa Maria da Feira ou onde quiseres, sim?
Pensando cada dia, cada hora
Pensando en ti
Caminando, mi sesta llena de moras
Son para ti
Temprano por la tarde y por la noche
Sueño de ti
Lalalala
Comiendo pera
En santa maria de la feira
Que placer ir
La gente buena
Solo gozan nunca hay pena
Pa' que sufrir
Jugando en el mar, en la arena
Viviendo haci
Lalalala
Ventana blanca
Hay que venga la mañana
Hay que venga otra vez
Esperando
Asi es como yo paso mi tiempo
Esperando a Inaniel
Y rezando por su calor, por su aliento
Sobre mi piel
Te digo todo aqui va bien
Conmigo de no dormir
Amigo, te lo suplico, te lo pido
Que me ayudes a mi, a mi
Buscando
Con mi ancla en la marea
Nadando en ti
Yo voy andando
Oyeme, te estoy llamando
Te amo a ti
Por el valle me encontré un rio escondido
Me recuerdo, hacía calor pero tenia frio
Me iba a morir
Bianca
Ay Paloma, ay Angelina
Por fin te vi
Por fin te vi
Por fin te vi
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Eneagrama
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