sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A serpente dos enigmas

- O meu nome é Uraeus e sou a serpente dos enigmas. Ao contrário do que aqui foi dito, a razão porque fico mais nervosa aos Domingos é por ser este o dia do meu Senhor Rá, o deus-sol. Eu fui, sou, serei, a serpente do Jardim do Éden. Eu fui, sou, serei, Mucalinda, o rei das serpentes que protege Buddha. Sou Ouroboros, o ciclo fechado que representa o tudo. Sou Jörmungandr que rodeia o oceano do mundo. Sou Shesha onde repousa Vishnu. Servi Quatlicue, a senhora da serpente, e Mixcoatl, a serpente das nuvens, pais de Quetzalcoatl, deus Azteca da Criação. Sou Aidophedo dos Ashanti. Eu acompanho as loas de Damballah. Sou a Hydra e Ophiuchus nos céus. Sou Ningizzida ou Kundalini, a serpente do fogo suméria ou Hindu. Sou a Renenutet e a Wadjet egípcias. Sou Basilisk, rei das serpentes, filho de Pliny, the Elder. Sou Oshunmare, Ratumaibulu, sou a serpente arco-íris. Sou a senhora dos Ophions e dos Nagas. Sou o Bem e o Mal. Sou o Início e o Fim. Clemente e Cruel. Protectora e Vingativa. Quem és tu, incauto, que te atreves a atravessar os meus domínios e com que fim aqui vens?

HIPÓTESE A:

- Eu sou Catarse, sou paraguaio e vim aqui para comer a tua filha.

- Para quê?

- Paraguaio.

HIPÓTESE B:

- Eu sou Catarse e venho em busca do carimbo da estrela sextavada.

- Para isso terás de responder a um enigma. Falhar é morrer. Aceitas?

- Sim. Diz lá!

- Qual é o sonho de qualquer cobra?

- É ser pente!

- Passa. Chico-esperto...

HIPÓTESE C:

- Sou Catarse e procuro o carimbo da estrela sextavada!

- Para isso tens de saber quem sou verdadeiramente.

- Hummm... difícil. Dás-me uma pista?

- Ok. "You know what's bad for your health?"

- What?

- "Me"

- Xiii... continua difícil. Mais uma?

- Só porque hoje estou bem disposta! "Crime is a desease. I'm the cure!"

- Já sei, já sei! És o Stallone! Marion Cobretti aka Cobra, o braço forte da lei!

- Boa! Agora és tu! Adoro charadas de filmes!! Pode ser em mímica?

- Mímica? Ehh... agora não vai dar, desculpa. Combinei café às 11,27.

- Ohhh... estes domingos custam tanto a passar...

Agora escolha! A, B ou C? Vote já!

Sr. Catarse, vamos tomar um café na mesa onde são sempre onze e vinte sete da manhã. Quero avisá-lo que requerimento que apresentou não pode ir a decisão. Falta-lhe o carimbo das estrelas sextavadas, e…e…. duas fotografias tipo passe. Lamento…só quero ajudá-lo…mas assim…Diga, Diga…Quer dizer, sem isso é difícil. Mas haver, há…para as fotografias tenho aqui a minha máquina…agora para o carimbo…receio que não possa ajudar…A não ser…a não ser que vá falar com o meu antecessor, ele pode ter ainda os antigos carimbos de estrelas sextavadas. Mora sozinho na floresta das almas risonhas, perto da palmeira que dá amoras…é impossível errar… e muito difícil de passar pela Serpente dos enigmas…ainda por cima hoje, Domingo, um dia em que a Serpente fica sempre muito ansiosa pela chegada de Segunda-feira. Mas a decisão é sua…

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Ciclos

Cada um terá o seu, adequado à sua rotina ou falta dela, mas que os há, como as bruxas, há. Metabólicos, diabólicos, estrambólicos, alcoólicos, melancólicos... há quem viva com eles, há quem viva para eles, mas não há como escapar-lhes. Desde a hora em que acordamos, e até antes, nos ciclos do sono e do sonho, que estamos sujeitos aos seus mais variados tipos. O do trânsito, o circadiano, o menstrual, o lunar, o da água, o da precessão dos equinócios, o da vida, etc. Tudo tem o seu timming ou, como diria alguém, a sua folga, conceitos similares vendo bem as coisas. E o dia de folga, já se sabe, é o domingo! Se ao menos tivéssemos folga de tudo aquilo que nos aborrece... e por falar nisso, Artur, o que dizer da tua súbita e inusitada mudança de género de que foste acometido no teu último texto, perdão, disse texto?, queria dizer estertor da língua portuguesa:

"Os avós dão muito jeito. Se não fosse isso estava tramada!"

Tramada?! Tramada!? Tramados estamos todos nós com estes atentados musicais com que nos brindas e que temos de Arturar!! Bom, por esta passa pelo exercício de memória que certamente é de louvar mas voltando à vaca fria, que é como quem diz o tema em mãos, le dimanche, e para fechar o ciclo deste texto, acrescentava apenas que doravante viverei em ciclos semanais. O dia é demasiado curto; o mês demasiado longo. Resta-me o consolo dos sete dias da semana para tentar alicerçar o caos (plácido, consentido e agradável é verdade, já que, pessoalmente, não me agrada o planeamento excessivo que vejo em algumas vidas demasiado formatadas) em que alegremente chafurdo mas, ao que parece, até isso me será negado caso o extremoso e dedicado funcionário da Grande Torre dos Dias leve a sua avante. Mas se não os podemos vencer...

Exmo Sr. Director Geral da Grande Torre dos Dias,

Por força do uso, do hábito e dos costumes é tido como certo que existe uma sequência estável e imutável nos dias da semana. Tendo tomado conhecimento da possibilidade de os alterar, submeto humildemente à sua superior consideração o pedido de inclusão de um sábado extra no lugar da quarta-feira. Tal mudança traria a indiscutível vantagem de duplicar as sextas (terça seria a neo-sexta) ainda que acarretasse também o duplicar de segundas (quinta a neo-segunda), sendo que um espírito tranquilo rapidamente veria a possibilidade transformar antes a segunda original numa neo-quinta, mantendo inalterável o inestimável Domingo.

Em resumo, teríamos:

...,Domingo, Neo-Quinta, Neo-Sexta, Neo-Sábado, Quinta, Sexta, Sábado,...

Pede deferimento,

Lisboa, 21 de Fevereiro do ano do Senhor de 2008

Catarse

Sou o moço de recados da Secretaria-Geral da Grande Torre dos Dias e, essencialmente, subo e desço, com requerimentos assinados e por assinar, as escadarias da torre, que gere desde o início dos tempos as acções humanas. O livre arbítrio não nunca existiu e, todos os actos, de todos os dias desde sempre, foram requeridos, analisados, ponderados, autorizados e transportados por mim algures neste edifício. Diria que conheço bem esta casa. A máquina burocrática: sonho de todos os burocratas, que muito antes de eu estar aqui escrever, o autorizou e me notificou, através da minha vontade de o fazer. Assim, a vontade, ou o que interpretamos como acaso, é o despacho de deferimento desta Secretaria-geral. Secretaria-geral que recebeu há poucos dias um requerimento especial. Os requerentes, grupo, que, razões de ética de mandarete, me impedem de identificar, pedem a substituição do Domingo por uma Quarta-Feira. A semana teria assim uma Quarta a seguir à Terça e outra a seguir ao Sábado. Já tenho o despacho na mão e vou entregá-lo nos serviços centrais. Paro e abro o envelope. Leio. Traduzo a linguagem burocrática. O requerido foi indeferido, porém a secretaria-geral, por dever de ofício, decidiu substituir o Domingo por uma Quinta-Feira e a Segunda-Feira por um Sábado. A mim, sinceramente não me convém…e como há muito tempo ando nestes corredores, sei que preciso de fazer algo para defender o Domingo.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Clássicos

Pois, pois. Vens-nos com U2, Johnny Cash e essas outras coisas modernas e abichanadas que ouves, mas esqueces-te de que nenhuma dessas chega aos calcanhares deste clássico.

Sunday Songs

Bloc Party
If we get up now we can catch the afternoon
Watch the under 15s playing football in the park
Let's sit in St. Leonards in this alcoholic day we're doing the best with what
we've got

Moby
Sunday was a bright day yesterday
Dark cloud has come into the way

David Bowie
Everything has changed
For in truth, it's the beginning of nothing
And nothing has changed
Everything has changed

Sonic Youth
Sunday comes and sunday goes
Sunday always seems to move so slow
To me - here she comes again
A perfect ending to a perfect day

U2
How long...
How long must we sing this song
How long, how long...
'cause tonight...we can be as one
Tonight...tonight...

Johnny Cash
Well, I woke up Sunday morning
With no way to hold my head that didn't hurt.
And the beer I had for breakfast wasn't bad,
So I had one more for dessert.

Nina Simone
One more
Sunday in Savannah
Hear the whole creation shoutin'
Praise the Lord
See them flinging out the banner
While the congregation says amen

Nick Cave
But not on Sundays
Never on Sundays
O Not on Sunday's slave

Blondie
She can't catch up with the working crowd.
The weekend mood and she's feeling proud.
Live in dreams, sunday girl.

Beck
There's no other ending
Sunday sun
Yesterdays are ending
Sunday sun

Elvis Costello
Standing in your socks and vest
Better get it off your chest
Every day is just like the rest
But Sunday's best

Velvet Underground
Sunday morning, praise the dawning
It's just a restless feeling by my side
Early dawning, sunday morning
It's just the wasted years so close behind

Of Montreal
Everyday feels like Sunday baby everyday feels so good
Everyday feels like Sunday baby everyday feels so good

Frank Sinatra
Hey Mr. Sunlight, don't outshine your bright,
I'm talking out of my head, I'm so high on life.
Don't you know that it's gonna be a "thousand-and-one" day.
And I'm feeling kinda Sunday, (feeling kinda Sunday), feeling kinda Sunday.

Serge Gainsbourg
Et pour toi sans effort, mes yeux seront ouverts,
N'aie pas peur mon amour s'ils ne peuvent te voir,
Ils te diront que je t'aimais plus que ma vie,
Gloomy sunday

Pink Martini
Ap to parathiro mou stelno
Ena dio ke tria ke tessera filia
Pou ftanoun sto limani
Ena ke dio ke tria ke tessera poulia

E por último, sendo que muitas mais podiam ser aqui mencionadas, a não menos importante contribuição da pop japonesa para este tema, com a inefável menção à ida de domingo ao "trono" com o jornal desportivo do dia:

Pizzicato Five
Hidoku jikan wo
Kakete
Bathroom de
Hige wo sotteta

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Os domingos no parque

Estou convencido de que os parques infantis coloridos, cheios de escorregas e baloiços, que invadiram Coimbra (presumo que também as outras cidades portuguesas) não são mais de que uma provocação aos jovens pais. Querem ver como vos vamos estragar num instantinho aquela tarde em que vocês podiam relaxar e não fazer nada? Tomem lá crianças a berrar que querem ir ao parque da esquina. Tomem a conversa de ocasião com o vizinho chato e o insuportável colega de liceu que já não viam há quinze anos. Ficou giro, isto. É, é porreiro para eles. O infantário é caríssimo. Os avós dão muito jeito. Se não fosse isso estava tramada!
Domingo passado choveu à tarde. Estava a abarrotar o parque infantil interior do Centro Comercial.

Catchy Phrases: Sunday

Nothing sounds better than a sundae after a sundae on a sunny sunday's afternoon!

by Catarse

Some rainy winter Sundays when there's a little boredom, you should always carry a gun. Not to shoot yourself, but to know exactly that you're always making a choice.

by Lina Wertmuller

Santificarás o Domingo

Se Sábado é beato pelas quatro da tarde e, Segunda-feira martírio pelas 07:30, então, Domingo é aquele farrapo de fumo de vela que serpenteia rumo ao tecto. Uma passagem, um meio, o não-lugar do calendário Gregoriano. O que já não é, mas o que também ainda não existe. Potência do que será Segunda-feira, e ruína do que foi Sábado à noite. No dia 24 de Fevereiro de 1582, quando o Papa Gregório XIII declarou o fim do calendário Juliano e, quando todos os dias comemoravam com fruta e mel, houve um, que nem sequer tocou nos mirtilos: o Domingo, pois, por razões pessoais, recusava-se passar de um calendário com nome de Imperador, para um de Papa. E jurou vingar-se. E, assim, desde esse dia, todos os Domingos são essa vingança: os filmes em repetição na televisão, o tédio tenso da expectativa de Segunda-feira, os jogos do campeonato, os lanches hiper-calóricos e os pequenos acontecimentos absurdos que não podem sequer ser contados, no contexto racional da linguagem escrita. Haverá hoje maneira de modificar o modo de ser do Domingo? Sim, santificando-o…Mas como?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Any Given Sunday

Domingo. Um domingo qualquer. Dia da inevitável ressaca dos festejos de sábado à noite. Dia de missa à qual não me esqueço nunca de faltar. Dia de feijoada à brasileira em tempos idos em casa da minha avó com o clássico e inexplicável ovo estrelado em cima do feijão e da farofa, ao lado das torradas. Dia de esplanada se estiver sol ou de sofá a ver (ou veria caso tivesse televisão em casa e não detestasse ver filmes no portátil) os inefáveis filmes de arquivo como o Beethoven IV, Speed XVI, Um sogro do pior III, de preferência ao mesmo tempo e com largos períodos de sorna pelo meio mas sem nunca perder o fio à pré-digerida meada. Dia de chá quente, bolo fresco e namoriscanço indecente. Dia de futebol na televisão ou no estádio a ver o Benfica a jogar miseravelmente mal mas, com um pouco de sorte ou vento a favor, a ganhar. Dia de jogo de futebol jogado, faça chuva (e tanta que fez ontem, assemelhando o dito jogo a algo mais aquático) ou sol e dado que é por volta das dez da noite é pouco provável que faça sol mas se fizer ficam desde já a saber que há jogo na mesma. Dia para tanta coisa mas que, no final, acaba quase sempre com aquele gostinho de pré-segunda-feira e em que parece que não há nada para fazer...

sábado, fevereiro 16, 2008

Saturday Night Fever

Um sábado chuvoso e ainda assim pleno de possibilidades. Ir, não ir. Fazer isto ou aquilo. Só uma ideia me persegue e atormenta, apesar de a saber barrada pelas circunstâncias. Aumentando a sensibilidade ao destino, acalmo a força da vontade própria que me levaria numa única direcção, e páro para sentir o impulso do acaso. Saio de casa sem rumo, caminhando a esmo contra o vento, sem lenço e sem documento. Na esquina do jardim sou parado pelo aroma do café acabado de tirar. Sentado na esplanada invernal com uma fumegante chávena quente que me aquece as mãos e uma música insidiosa que me aquece por dentro, vou escrevendo estas linhas sem sentido, esperando que este se revele a qualquer instante. O momento surge impado de si mesmo e apresenta-se à lente da câmara. A imagem é banal e ganha apenas força por tudo o que conduziu até ela mas a cor é tudo. É esta!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Player

Não vou falar do Makukula. Já há música no tasco. Foi mais difícil do que eu pensava. Não tenho músicas aqui para fazer upload. Fica só esta.
Quanto a cores de texto que ferem o olho, se os meus amigos não se importam, eu fico com o branco.

Sexta feira, à falta de melhor título. Pensei em Daltonismo mas poderia ser despropositado só por causa da cor UV mata moscas do texto do Tiago...

Como é já hábito constatar-se por aqui, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!
A título meramente exemplificativo: uma coisa é ter sido aceite no mestrado RAMPS e outra coisa é começar as aulas no final de Março. Uma coisa é já não estar na Amadora, outra coisa é ainda ter o quarto da casa nova num caos. Uma coisa é o meu carro estar um bagulho (como a Floribela), outra coisa é ir buscar o Smart rapidamente antes que o outro pife de vez.
Uma coisa era o blog antes, outra coisa vai ser este blog depois de domingo à noite. E o que ficar nessa altura fica, concordo. Também, bem vistas as coisas, umas e outras, falta pouco para a conclusão desta remodelação ministeribloguial: a musiquinha, o logo, as cores de texto definitivas (e se fosse esta?), o update dos links e a funcionalidade "ler mais", certo? Ah! E a reinstauração da liberdade opino-bitaitativa dos leitores!
Tempo ainda há, claro está, para ter alguma ideia genial, daquelas boas, mesmo boas, muito, muito boas mas que, de momento, me escapam... e para aproveitar o título do post de hoje para deixar uma mensagem temática e musical, apenas e tão só, ou talvez não, porque está agora (está mesmo!) a passar aqui na grafonola da microsoft (sim, eu sei que há milhares de melhores leitores por aí como o F2000, winamp e quejandos mas não tenho privilégios de administrador aqui no tasco... ainda!!): It's Friday, I'm in love!

Prazos

Estou satisfeito com: a cor de fundo, com eliminação da coluna da esquerda, com as cores para cada autor, com o critério para vídeos/fotos, com a possibilidade de haver música (se quem ler decidir ouvir), com a concentração do tema e, finalmente, com a possibildade de o Obama ser o próximo presidente americano. Diria que ao layout que chegássemos no Domingo às 00:00 horas, seria o layout definitivo.Enfim...no que de definitivo tem tudo o que é humano.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Videos

Os de autor, claro! (Novas séries precisam-se!)
E, ocasionalmente, e muito limitados, videos de particular importância.
Acho que por exemplo este, magnífico e que poderá ajudar a decidir o futuro Presidente dos EUA, merece mais do que um link.

E, já agora, centrados.

Changes

Concordo:
Cores de texto por autor (autoproponho esta para moi meme)
Começo a gostar deste look noir (mas mantenho possível adequação ao logo)
Fotos e vídeos de autor apenas (links para restantes)

Discordo:
Do preço da gasolina sem alternativas de transportes públicos à altura

Proponho:
Música se possível com playlist dos djs residentes

Invectivo:
A falha de um texto de alguém ontem. Cuméquié?

Espero:
Que o Obama ganhe e não se revele um traste como os outros

Acredito:
Cada vez mais no horóscopo da Dica da Semana

Quero:
-te!

Vendo:
Cama de casal IKEA C/ colchão
VW Polo branco de 1998 com 95000kms, 1000cc, 3p, VE, Rádio c/ CDs (ou melhor, com leitor, os CDs são meus). Necessita apenas de pequenas reparações. Testado sob as mais adversas condições, perdão, conduções, perdão, condução: a minha.

Divago:
Bastante

Fotos e videos no blog...

Não tenho muita certeza sobre isto, mas como regra geral, propunha que todas as fotos e vídeos que não resultassem de produção própria, fossem apenas linkados no post, e não publicados. Opiniões?
Apesar de já haver uma distinção entre autores, acho que devemos utilizar cores e tipos de letras diferentes.
Finalmente, a música...devíamos experimentar.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Pausa para café

E que dizer desta pausa introspectiva nos comentários? Este momento virado para dentro, para a trilogia directiva deste pasquim? Ouvi aí uns zunzuns interrogativos sobre esta medida totalitarista que atenta contra a liberdade de expressão... Ao que respondo: Apreciem-na como se de férias se tratasse... olha, como o dia de férias que tive hoje, assim a despropósito, mesmo no meio da semana e assim também a despropósito mesmo no meio deste texto. Soube-me tão bem! Mesmo bem! Sol, mar, ronha e boa companhia porque não é só o natal que é quando o homem quiser...

Agora sim estou pronto para outros dois dias de labuta duríssima e para ver se chegamos a acordo sobre a cor, o tipo de letra, a cor dos textos de cada um... concordo com o teste do azul e acho que, dependendo sempre do logo, as cores de cada texto podiam originar daí.

E o update dos links dos blogs?

Querem escolher uma imagem para vos representar ou é má ideia?

A cor e tudo o resto...

A deriva para cores mais escuras agrada-me, porém devíamos dar prioridade à cor que melhor defenda o logotipo: se tudo ficar igual, tentava um azul escuro. Os nomes à direita funcionam, e diferentes cores para diferentes autores é correcto. Errado, intragável e péssimo é a torrada e o abatanado do restaurante fino em frente ao meu local de trabalho. (A um deles pelo menos).

terça-feira, fevereiro 12, 2008

No fundo, no fundo...

... concordo que o fundo possa ser de cor diferente do branco. Até pode ser branco sujo. Ou preto. Depende mesmo da imagem do título. Aguardemos com tranquilidade.
Entretanto, podia aparecer aí ao lado o nome da malta e uma cor para cada um escrever. Ajudava imenso a não confundir os meus textos brilhantemente redigidos com as alucinações do chocapic matinal do TCravidão e com as nóias benfiquistas do Artur...
Olha, e dá-me música que eu gosto!

Cores

O problema do fundo não ser branco é a colagem de imagens. Vai acontecer isso com o símbolo. Talvez depois de termos a imagem seja mais fácil escolhermos o tom do fundo.

Para já recomendo estes links para escolha de cores.

Layout: estado a arte

Parece-me bem a ideia de escrever a cor distinta. Tão bem como a eliminação dos links da S27, do centramento do texto e a limitação da variação da fonte ao seu tamanho. Quando ao cor-de-rosinha...percebo que o branco chapão do fundo, seja um grande estalo para os olhos, tipo bar branquinho onde se consumem os leitinhos, suminhos e, em vez da velha bejeca, se abre aturneiras para encher garrafas de àgua, por isto, e para cor de fundo, ia num branco sujo. Não o branco manchado, mas o branco com patine de rua. Finalmente, a cor dos títulos dos posts...São laranja e podiam passar para vermelho tinto.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

E que tal um cor-de-rosinha?

Os três amigos juntaram-se e pensaram: podemos fazer um blog branco, um blog preto ou um blog cor-de-rosinha. Pra mim é o cor-de-rosinha!!!

O que está a ser difícil com'ó caraças é meter aquela funcionalidade do "ler mais". O título virá daqui a uns dias.
De resto?

Layout

Ehhhhh.... feio que dói, ó artista! Eu queria qualquer coisita assim mais rócócó. E cores! Mais cores! Um roxinho, um amarelo, é só uma ideia, bonito, bonito era um verde diarreia.
E digo-te uma coisa, vou passar a escrever nesta cor, itálico e tipo de letra. Ou talvez não.

Layout

Forma como determinada coisa é apresentada. Dispozice. Disposition. Plân. Em checo, francês e turco, respectivamente. Gosto do novo e faço duas propostas:
Dar mais espaço na margem esquerda do texto central;
e
Limpar de vez os links da Série 27.

domingo, fevereiro 10, 2008

Epifania do dia

Relido o artigo sobre o porquê de se formarem nós espontaneamente, destaco a única ilação lógica possível quando penso no sentido das coisas:

O Universo tende para nós.

I'm gonna be (500 miles)



(a versão da najwa nimri é bem melhor...)

When I wake up, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who wakes up next to you
When I go out, yeah, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you

If I get drunk, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who gets drunk next to you
And if I haver, hey, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's havering to you

But I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

When I'm working, yes, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's working hard for you
And when the money comes in for the work I do
I'll pass almost every penny on to you

When I come home, oh, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home to you
And if I grow old, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's growing old with you

But I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

When I'm lonely, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's lonely without you
And when I'm dreamin' well, I know I'm gonna dream
I'm gonna dream about the time when I'm with you

When I go out, well, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
When I come home, yes, I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home with you
I'm gonna be the man who's coming home with you

But I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

And I would walk five hundred miles
And I would walk five hundred more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Porquê?


Um dos assuntos simultaneamente mais irritantes mas ainda assim interessantes que me assola de tempos a tempos, principalmente quando preciso de phones, carregadores e cabos usb:

Porquê que as bostas dos fios e cabos se emaranham e enchem de nós sozinhos? Serão pequenos entes? Duendes malévolos? Criaturinhas demoníacas inteiramente dedicadas à enervante tarefa de nos complicar a vida com os piores e mais intrincados nós naquele cabo que queríamos mesmo usar? Será apenas a estúpida da 2a lei da termodinâmica? Quem a aplica? Não se pode, como com quase todas as outras, optar por não cumprir e ser autuado pela Polícia Municipal das Imutáveis Leis da Física? Garanto que já passei algum tempo a olhar especado para o meu carregador de telemóvel pousado na mesa sem um único nó e nada! Estava, e assim ficou, impecável. Fui tomar um café. À noite quando voltei e queria pôr o telemóvel a carregar... tcharam!! Tudo ensarilhado, claro! Conclusão lógica: A termodinâmica é tímida!

Mudanças V


É hoje que viro excêntrico! Tenham medo, muito medo!

Mudanças IV


É assim, ao teu lado e feliz, que quero e espero passar o resto dos meus dias! Onde, quando e como quiseres! Desde que estejas comigo, o resto não me interessa nadinha...

Mudanças III

Assim (espero) vir a locomover-me durante os próximos tempos.

Mudanças II

Aqui (espero) ser visto durante o próximo ano e tal.

Mudanças I

Daqui vê-se (quase) a minha (nova) casa...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

X-Leader II

Instado pelo Rapper de Mafra, Sam C, aceito o RAPto deixo aqui alguns pontos do programa de governo da revolução (estava mesmo para os deixar em comentário mas achei que tinham conquistado o direito a um post próprio - o renascimento da minha Catarse Política?! Humm... logo se vê). Isto foi, assim, amanhado um pouco de improviso em cima do joelho e, certamente, alguns pontos são merecedores de uma discussão alargada, o que, a acontecer, já me satisfará (por agora):

1) Formação de movimentos cívicos apartidários com maior poder do que o individual (novamente remeto para recentes candidaturas de sucesso deste tipo em vários países).

2) Maior intervenção da sociedade civil (que não apenas os lobbys económicos) - nós!

3) Utilização das novas tecnologias como internet (blogs, páginas, fórums) de uma forma construtiva e participativa (o que sempre esteve implícito numa forma de governo democrático e de dia para dia tende a deixar de acontecer com o consequente impacto negativo da apatia - e detesto a ideia estereotipada das ideologias esquerda artística, cultural, participativa, lírica e direita, capitalista, patronal, conservadora, prática - as ideologias esbateram-se e dever-se-ia debater agora apenas o plano das ideias, independentemente da sua origem, e a sua aplicação à realidade).

4) Responsabilização/criminalização com direito a "cadastro civil" dos funcionários estatais e dos cargos eleitos com inibição de nomeação/candidatura a novos cargos para evitar a dança vergonhosa dos tachos para os amigos (os favores agora vão de um lado ao outro do parlamento, sem separação de cores).

5) Nascimento de uma imprensa informática de origem independente e livre, sem apegos ao mass media, completamente preso a orçamentos, publicidade, lobbys,...

6) Renascimento/reconstrução/repovoamento de aldeias/vilas limítrofes aos centros urbanos sob a égide de comunidades que partilhem dos mesmo ideiais de vida, evitando assim choques culturais e de estilos de vida e permitindo o aumento da diversidade e da escolha do local onde melhor poderás viver.

7) Aumento da fiscalização e da denúncia (sem cair nos extremos big brotherianos) de casos conhecidos mas tratados com a complacência do nada posso fazer ou quem me dera fazer o mesmo. O retorno ao castigo clássico do ostracismo social teria mais, maior e melhor efeito do que à partida se poderia supor se feito com a unidade de quem é verdadeiramente prejudicado.

8) Recurso e contorno a algumas leis implementadas para cercear direitos fundamentais - um pouco de guerrilha institucional ou mesmo na prática no dia a dia - desde que feita com inteligência e bom senso, e porque não sentido de humor e um retorno à criatividade e simplicidade infantil, operaria maravilhas e causaria transtornos verdadeiramente históricos.

9) Selecção criteriosa enquanto clientes das empresas e serviços com verdadeiro sentido cívico.

10) Partilha com sentido crítico da informação (enquanto pais, clientes, eleitores, trabalhadores, cidadãos,...) e participação interessada no sector da educação (que não se pode, para os pais, esgotar em enfiar os putos numa escola, por melhor que seja, ou num ATL e esperar que dali nasçam adultos coerentes e capazes).

O Plano de Governo toma forma, Sam C! Haja força para as implementar e motivar mais gente! Mas também te digo que se é verdade que cada um tem aquilo (leia-se neste contexto governo e governantes) que merece (ou faz por merecer) e se é igualmente verdade que só se mete nas merdas quem quer (ou quem delas não quer sair). Isto não é uma luta individual, tipo um contra o mundo. Ou bem que se quer fazer alguma coisa enquanto população ou então é só conversa fiada e ficamos todos felizes e contentes a caminhar alegremente para o precipício e a resmungar como velhos do restelo de pantufas e comando de televisão na mão! Tradicionalmente haverá sempre maior empenho de quem está mal em mudar algo e, de um modo inverso, daí o crescente desinteresse que surge com o atravessar de fases da vida a caminho de melhores condições, mas penso que isso será sempre uma falsa questão na medida em que haverá também uma geração seguinte e não iremos conseguir mantê-los numa redoma se não houver redoma possível que os proteja do mal que lhes legámos. Há ainda um papel de educadores a que ninguém se deve furtar, estado, pais ou simples cidadãos interessados, na partilha e discussão de temas relevantes. E uma responsabilidade acrescida para aqueles entre nós possuidores de maiores capacidades.

Assumo que nem sequer tenho acompanhado de perto mas assim de repente...


O McCain é cinzento e tresanda a mais do mesmo ou pior. A Hillary irrita-me e dá-me ideia que só quer ver o que se pode fazer na sala oval. O Barak até pode ser/parecer ingénuo (há quem diga genuíno) e estar alavancado por dinheiro (ao menos é o dele ou o da malta) mas tem pinta!

Um clique...

... para ajudar na luta contra o cancro da mama.

Altruísmo: O Egoísmo Hipócrita

Chamem-me paranóico ou cínico mas sempre desconfiei de uma hidden agenda para aquela simpatia completamente desinteressada...


Cérebro (sie uqe itso já não é nvoo mas gstoo na msmea)

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lteras etejasm no lgaur crteo.

O rseto pdoe ser uma cnfouosa ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito:

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Tudo acontece por um motivo

Não há nada de errado com esta frase (gramaticalmente está correcta; ortograficamente também), excepto:
- o "Tudo"
- o "Motivo"
Em termos de significado, com as ressalvas anteriores, também. O único problema é que acreditar nela a 100% pode levar-nos à loucura. Ficamos reféns dos acontecimentos e da procura dos motivos. Resta um bom e sólido meio termo: ler "tudo" como se se referisse apenas aos acontecimentos significativos (ver posts anteriores em como o almoço pode ser determinante) e "motivo" como algo que escapa à nossa esfera de compreensão (escarafunchando - gosto muito desta palavra e na forma escrita então... - lá para trás também devo ter opinado sobre isto). Tcharam! Fica fácil, fácil, não é? Fácil como resolver equações com 39486841 variáveis com papel e caneta e de cabeça (acreditem ou não, a parte mais difícil desta tarefa seria escolher as designações para as variáveis... dúvidas, dúvidas...) ou como o Glorioso ainda conseguir ganhar o campeonato.
Estou neste momento a debater-me com um problema interessantíssimo: Porquê que um certo robe tinha um determinado boneco de BD? Acredito piamente que saber a resposta a esta pergunta elucidar-me-ia mais sobre os desígnios insondáveis do universo do que a Grande Teoria Unificadora da Física. It's a GUT feeling I have. (Continuam os trocadilhos parvos, agora com física de partículas - melhor que ovos? Talvez, quem sabe?)

Plot Points

A vida é mais estranha que a ficção. Muito mais. Em qualquer narrativa existem Plot Points e, no filme em que estrelo (ok, é brasileiro mas não resisti a esta conjugação), Fevereiro será um mês prenhe deles. Já começaram:
Au revoir Amadora, até nunca mais, se me for dado escolher. Foi bom enquanto durou... ehhhh, pois, não foi assim tanto. Refraseando, foi bom enquanto durou pelo simples facto que durou pouco. E, a bem da justiça das coisas, pelo Zé, esse imprevisto camarada de camarata que se revelou um tipo porreiro. A manter como amizade. Afinal é mesmo verdade que há sempre um lado bom em tudo. Mesmo em Alfornelos...
Agora faltam os restantes episódios deste palpitante enredo cheiínho de novidades. Afinal não vale a pena "afrigir-me" antes do tempo ou contar com o ovo no cu da galinha (lamento, é verdade, continuam os maus trocadilhos com ovos... eheheh).
To be continued...

Código da Estrada - Nova versão simplificada

Ponto único: Apercebam-se!

Caso exemplificativo de como funciona: Ultrapassagem dentro da cidade numa subida. Autocarro de frente, na sua faixa, a contrária portanto, parado a uns 100 metros. Subitamente, um carro emerge de uma rua lateral à esquerda com intenção e pisca para virar para a direita, para baixo. Mete a frente na estrada e... apercebe-se! Fácil.

Adenda: Fé!

terça-feira, fevereiro 05, 2008

X-Leader!

Liderança. A palavra ainda mete medo, gera angústias e dúvidas nesta nossa neo-democracia de apenas 30 e poucos anos (e, ao mesmo tempo, já tão envelhecida, gasta e sem chama) mas tanto que precisamos dela. Necessitamos de um líder, de alguém cujo pulso firme não se converta num punho (pelo menos sem razão), de alguém cuja voz instile confiança e nos inspire mas não nos minta ou engane, de alguém que faça mas não só por fazer, que saiba o que quer e partilhe o que sabe, que almeje as estrelas e nos conduza até lá. É da natureza humana, particularmente das massas, ser liderado, procurar um exemplo, em suma: seguir! Lamentavelmente, essa necessidade expõe-nos a abusos de charlatães bem falantes que nos induzem em erro com falinhas mansas e promessas vãs, como qualquer transmissão em directo de um também qualquer hemiciclo parlamentar nos fará o favor de prover com os necessários e pictóricos exemplos.




Para além de tudo o resto, e sem entrar numa espiral de teorias redundantes da conspiração, anos de guerras televisionadas, notícias pré-digeridas pelos mass media (artigos recentes apontam para uma grande maioria de notícias escritas por acessorias de imprensa com a consequente perda de isenção, validação ou investigação jornalística independente) com clara intenção de manipulação da opinião pública, escândalo económico após escândalo político que nos saturaram a capacidade de indignação e mobilização, sistemas eleitorais e democráticos cada vez mais fechados sobre si mesmos e cheios de políticos profissionais (também conhecidos como zeros à esquerda que lambem botas e rabos até à sua incompetência gritante lhes ser reconhecida e tão notória que são despedidos para cima) oriundos dos chamados aparelhos da política partidária, pressões de lobbies cada vez maiores e com agendas cada vez menos claras, o neo-contra-terrorismo institucional da política do medo (doenças, terrorismo, fanatismo, fome, desemprego, drogas, crise ambiental...), controlo da informação pela massificação (advento WWW) e desinformação pela veemência da mentira (vulgo cara de pau), crises económicas e de desemprego levaram a um afastamento das bases votantes cada vez menos interessadas em participar seja lá no que for (pelos motivos certos ou de um modo informado). Ouvem-se expressões hediondas como "Está bem, ele rouba mas ao menos este faz alguma coisa por nós" ou "Quero lá saber disso. Não posso fazer nada. De que vale a pena chatear-me?" que só podem ser produto do tal povo sereno que prefiro apelidar de camelo ou carneiro, já que ninguém se importa ou se sente visado.





Toda esta podridão tranquila, esta nonchalance despreocupada enquanto o abismo caminha para nós (sim, já nem sequer nos damos ao trabalho de ir até lá e, qual Maomé indolente, esperamos a todo o momento que a montanha venha a nós) afecta, directa ou indirectamente, todos os sectores da sociedade, prespassa transversalmente classes, regiões, religiões, crenças, estratos e ideologias de um lado ao outro do espectro. Fundimos tudo, abolimos as diferenças enriquecedoras num marasmo cinzento e homogéneo e qualquer batata ou cenoura armada ao pingarelho que, qual mosca indesejada, na sopa nos caia, é prontamente reduzida a um puré de digestão fácil para os estômagos delicados dos papalvos (sim, continuarei a onda dos insultos para ver se ainda há por aí filhos de boa gente). Já uma vez o disse e repito: qualquer pessoa minimamente familiarizada com o processo produtivo sabe que a normalização facilita o processamento. E o fruto mais apetecido para a actual classe dirigente (perdoem-me o mau uso da palavra pois ela implica capacidades mas...) que temos somos nós. Como cada um tem aquilo que merece e só se mete nas merdas quem quer, aceitemos placidamente o que nos calhar na rifa, pois pouco ou nada temos feito para contrariar o statu quo.





Em jeito de conclusão, e para ir directo ao assunto: precisamos de um Líder, com tudo o que a palavra implica. Para ontem já era tarde. E desenganem-se os que defendem a revolução tranquila. Já passámos esse ponto... Falta sangue na guelra e, se tivermos mesmo de chegar a isso, nas mãos e no chão! Falta a força das convicções e a convicção de usar a força, alicerçada nos conceitos de justiça, inteligência e racionalidade para o bem maior, numa fase conturbada e de transição para um sistema mais evoluído e purgado dos actuais males! Bem sei que isto é uma encosta escorregadia e perigosa, ainda para mais muito semelhante a tantas histórias negras do passado da Humanidade, mas só as palas que nos meteram nos olhos nos fazem acreditar que está tudo bem ou que ainda há outra volta a dar a isto. Tudo é cíclico e este está a fechar-se!




Bom, para aqueles que possam estar a pensar de onde veio isto assim sem aviso, tudo começou com ontem numa conversa de almoço, com uma tortilha à frente. Minutos antes discutíamos batatas fritas. É assim, meus amigos!, a revolução não escolhe hora nem... ementa!? Já me imagino de garfo, perdão, forquilha e archote na mão a liderar uma turba de revoltosos (angry mob elevada à potência) rumo ao Parlamento exigindo cabeças rolantes. A figura legal de incitamento ao motim fascina-me desde os tempos em que o saudoso jogador "El Toro" Acuna foi condenado pela FIFA numa decisão ímpar por, sozinho e sem ajuda, provocar o completo pandemónio no relvado e nas bancadas de um estádio em Espanha. Lindo!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

PARABÉNS!!



Amo-te!

Beijo, beijo, beijo, beijo
, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo!



domingo, fevereiro 03, 2008

Peggy Lee - Fever




Se isto é uma doença então não quero a cura nunca!

never know how much i love you
never know how much i care
when you put your arms around me
I give you fever that's so hard to bare

you give me fever
when you kiss me
fever when you hold me tight
Fever
In the morning
Fever all through the night

Sun lights up the day time
moon lights up the night
I light up when you call my name
and you know i'm gonna treat you right

you give me fever
when you kiss me
fever when you hold me tight
Fever
In the morning
Fever all through the night

Everybodies got the fever
That is somethin you all know
Fever is'nt such a new thing
Fever start long ago

Romeo love Juliet
Juliet she felt the same
When he put his arms around her
He said Julie baby your my flame

Now give me fever
When were kissin
Fever with that flame in you
Fever
I'm a fire
Fever yeah i burn for you

Captain smith and pocahontas
had a very mad affair
When her daddy tried to kill him
She said daddy oh don't you dare

He gives me fever
With his kisses
fever when he holds me tight
Fever
I'm his misses
Daddy won't you treat him right

Now you listened to my story
Here's the point that i have made
Chicks were born to give you fever
Be it fair and have a sense of game

They give you fever
when you kiss them
Fever if you really learned
Fever
Till you sizzlen
But what a lovely way to burn

But what a lovely way to burn
But what a lovely way to burn
But what a lovely way to burn

Entre INEM, vítima, irmão, VMERs e Bombeiros... salve-se quem puder!

2a Parte



1a Parte

Devendra Banhart - Santa Maria da Feira



Pois, em Santa Maria da Feira nunca experimentei mas de resto bate certo! Tão certo! E bateu forte! Tão forte! Em Santa Maria da Feira ou onde quiseres, sim?

Pensando cada dia, cada hora
Pensando en ti
Caminando, mi sesta llena de moras
Son para ti
Temprano por la tarde y por la noche
Sueño de ti

Lalalala

Comiendo pera
En santa maria de la feira
Que placer ir
La gente buena
Solo gozan nunca hay pena
Pa' que sufrir
Jugando en el mar, en la arena
Viviendo haci

Lalalala

Ventana blanca
Hay que venga la mañana
Hay que venga otra vez
Esperando
Asi es como yo paso mi tiempo
Esperando a Inaniel
Y rezando por su calor, por su aliento
Sobre mi piel

Te digo todo aqui va bien
Conmigo de no dormir
Amigo, te lo suplico, te lo pido
Que me ayudes a mi, a mi

Buscando
Con mi ancla en la marea
Nadando en ti
Yo voy andando
Oyeme, te estoy llamando
Te amo a ti

Por el valle me encontré un rio escondido
Me recuerdo, hacía calor pero tenia frio
Me iba a morir

Bianca
Ay Paloma, ay Angelina
Por fin te vi
Por fin te vi
Por fin te vi

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Beijo


Power Strike




O ataque do Benfica mede 3,83 m e pesa 183 kgs com Makukula e Cardozo.
A frase "Ninguém pára o Benfica" assume agora reais contornos físicos.

Eneagrama

A praxis, o conhecimento empírico e algumas formas de sabedoria de antigas civilizações podem não estar validados pelo actual método científico e são muitas vezes descartados como arcaicos, básicos ou simplesmente errados. Tal deve-se, na minha opinião, a algum desajuste no tipo de linguagem empregue, bem como ao facto de, num processo colonizador, o vencedor impôr a sua cultura ao vencido, muitas vezes esquecendo-se de absorver o que lhe poderia ser útil. Cada área do conhecimento humano tem o seu jargão próprio mas pode ser traduzida para outro tipo de vocabulário, mais geral, mais compreensível, mais user friendly.
Em conversa amena falaram-me de Eneagramas. Fui ver. Ao que parece é uma forma milenar de auto conhecimento, que não vou arrogar-me em avaliar como certa ou errada. Pareceu-me interessante o suficiente para a querer explorar um pouco mais. Testei-me. Deu isto:
UM = 0
DOIS = 4
TRÊS = 0
QUATRO = 1
CINCO = 1
SEIS = 0
SETE = 4
OITO = 3
NOVE = 2
Ups... faltou o devido agradecimento: Thanks Cad ;)
Nota Extra: Por lapso usei o link da Wikipedia em Brasileiro. Fica o inglês.
(Não sei porquê, mas as coisas em brasileiro soam sempre piores e menos credíveis. Seja como for, neste caso são notórias as diferenças no estilo de redacção e no próprio conteúdo do artigo.)

quinta-feira, janeiro 31, 2008

101


Uma pista: Não são dálmatas. Nem rosas.

Mas concordo que são demais. Mais nem sempre é melhor.

Consultório sentimental do Prof. Catarse

Constou-me que os meus préstimos estão a ser requeridos por aqui. Como sempre, estou disponível para ouvir os vossos desabafos anónimos ou assumidos (gosto muito desta palavra), 24h por dia, 7 dias por semana, 4 e tal semanas por mês, 12 meses por ano, and so on...

Queixas, conselhos, desabafos, arrufos, confissões, declarações, poções mágicas, mezinhas, rezas e macumbas, ideias românticas, sugestões. Temos de tudo. É deitar no sofá e... Oh, yeah baby, please behave!
The love doctor is... IN! I'm listening!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Tão queridos quando são pequenos...

Quem não se lembra do pequenito, doce e esperto Andrew Keaton, do Family Ties?

Cresceu, teve uma banda punk, foi condenado por violência doméstica, fez uma desintoxicação e, de acordo com a wikipedia, esteve 5 meses sem tocar em álcool ou drogas.

O depois e o antes de Brian Bonsall...


Futilidades divertidas

Clica nas abelhas mas com cuidado porque já nem nos insectos se pode confiar...

Clica no link e responde às perguntas para descobrir o que a net pensa de ti...

Clica no link e descobre que o tempo passa mesmo sem darmos por isso...

Gracias pelos links enviados

Nota Editorial: Manifestações Públicas de Sentimentos

Dentro de um tema presente e muito marcante que, inclusivamente, suscitou já alguns comentários de leitores atentos e amigos - é sempre bom receber feedback de quem lê e mais ainda de quem se interessa pessoalmente, algo que agradeço - fica o título deste post como um alerta informativo sobre o que penso deste assunto. É certo que tudo o que é demais é moléstia mas é preciso ver que os limites de uns não são iguais aos de outros e aqui reside o problema: onde traçar a linha da qual não se passará. Como comentei num post anterior, salvo questões de intrusão na privacidade alheia (erros cometidos e corrigidos no passado, fruto da inexperiência nestas lides da blogosfera), aprendi a não colocar aqui nem fotografias que permitissem a identificação de pessoas nem textos que revelassem mais do que a minha noção de privacidade o permite (admitindo que os limites de outros possam ser diferentes e tendo sempre isso em consideração quando falo de terceiros - sabendo também que a minha vida não é estanque e interage com outros). Por outro lado, como também já escrevi por aqui, gosto do papel de purga (pessoal), criativo (escape tão necessário da realidade) e informativo (para quem me conhece e está longe) que este blog e esta assinatura (Catarse) tornaram possível, variando no tempo, tema e estilo.
Pessoalmente acho que, nos dias de hoje, quando manifestamos publicamente sentimentos como ódio, revolta ou censura ninguém se importa com o teor verrinoso ou cínico do que escrevemos que são, inclusivamente, tidos como sinais de um (frio) intelecto, coolness ou superior e refinado sentido de humor, mesmo quando estamos directamente a visar e ferir alguém enquanto que, cada vez mais, há pruridos e uma quase vergonha ou inibição com manifestações de carinho e afecto. Não me parece que deva ser assim que as coisas têm de ser e é esta a minha "linha editorial", se assim se pode chamar, bem como a minha postura pessoal na "vida real". A minha liberdade termina onde começa a dos outros mas aqui existe a liberdade de cada um para ler o que quiser assim como a minha (dentro dos limites acima descritos e demais condicionantes legais e morais aplicáveis). Concordo que possam achar que este não será o local mais propício para tal escritos, mas, se assim o julgarem, têm bom remédio como sempre o tiveram quando escrevo sobre outro tema qualquer: Não leiam ou discordem nos comentários (é por isso que os mantenho abertos a todos e nunca censurei nenhum).
Agradeço mesmo muito o feedback que tenho tido e gosto de ter e não sou imune à crítica (positiva ou negativa) até porque a qualidade do que aqui escrevo não é sempre a mesma nem apela de igual modo a todos mas também não é essa a minha pretensão. Escrevo porque gosto e gosto do que escrevo e assim vou continuar. Até me fartar. Até julgar que deixou de fazer sentido. Espero sinceramente que continuem a acompanhar atentamente, como o têm feito, estas incursões, descrições, criações, palermices, desabafos e devaneios que vos vou deixando. Isto não é um amuo. Isto não é uma censura ou recriminação. Isto é apenas uma clarificação que nasce de vários e inestimáveis inputs que me fizeram chegar (e peço que continuem a fazê-lo sempre que o entenderem fazer), não só agora como noutras alturas, e que penso resumir de uma forma clara e explícita a minha maneira de pensar sobre este assunto e sobre o meu papel neste blog (que, aproveito para acrescentar, não é só meu, pelo que isto se aplica apenas e somente aos textos publicados sob o meu pseudónimo)!
Não há tabus, temas proibidos, brincadeiras censuráveis ou questões inabordáveis. Apenas uma imensa vontade de escrever.
Dentro do tema anteriormente designado como LA RIPA, tal deve-se ao aparecimento de uma pessoa muito importante na minha vida e à inegualável alegria que tal gerou e que, por vezes, me enche de tal maneira que não consigo evitar que extravase. Como este blog está agora indelevelmente ligado a mim, é também por intermédio dele que manifesto a minha felicidade e a partilho com todos! Espero que compreendam.
Mais acrescento que, numa nota eminentemente mais geral (e principalmente no que aos amigos concerne), nem tudo é perceptível à vista desarmada, nem sempre o que parece é e, por vezes, é mesmo melhor perguntar directamente sem melindres ou inibições - o interesse é mútuo como sabem e se nem sempre comunico (como decerto acontecerá desse lado) é por falta de tempo e excesso de distância, algo que me esforço e terei de me continuar a esforçar por contrariar!
Achei que era necessária esta nota nesta altura. Espero que continuem a ler! E a comentar!
Cumprimentos editoriais! Saudações amigas e calorosas! The Catharsis is (still) out there...
Pedro
P.S. - Isto não é dirigido a ninguém em particular e muito menos a amizades de 20 anos.

SLB - mercado de inverno, campeão no verão?

O mercado de Janeiro é complicado. Ponto assente. Mas permite ajustes e já deu campeonatos.
O plantel do Glorioso necessita de ajustes. Ponto assente. Mas piores equipas já ganharam campeonatos.
Numa análise rápida, os problemas eram: Excesso de jogadores, déficit de experiência dos jogadores jovens, jogadores que nunca tinham jogado na Europa ou em Portugal e contratações falhadas.
- Miguelito - Sepsi. Troca arriscada mas necessária. O primeiro teve hipóteses e falhou sempre. Vamos ver no que dá o romeno que tem a vantagem da idade lhe dar margem de progressão e o Leo como modelo do que deve vir a ser.
- Miguel Vítor, Romeu Ribeiro, Yu Dabao, Fábio Coentrão têm todos qualidades para se afirmarem mas precisam de jogar e não o iam conseguir nos próximos 6 meses por aqui. Boa decisão! Está tudo nas mãos deles porque têm tudo para conseguirem ser titulares nas equipas para onde foram.
- Makukula (a confirmar-se). Gosto! Sempre gostei de avançados de bom porte atlético e sempre quero ver o animal do Bruno Alves a tentar intimidar a nossa nova torre de ébano.
- Fellipe Bastos, Halliche e Vinicius. Um para ficar, outro para emprestar, outro para os júniores. É bom saber que continua a aposta em novos talentos. Espero que vinguem e acho que o primeiro vai dar um ar da sua graça ainda esta época!
- André Diaz, Marco Ferreira e Bergessio. Erro de casting, erro de casting com cheirinho a tentativa de irritar o FCP sem sucesso nenhum, possível Lisandro mas sem tempo ou espaço para rebentar? Parecem-me boas decisões, até porque o último, ao que parece, mantém o vínculo ao clube.
Ficam ainda problemas por resolver como a lateral direita (para já, nem o Luís Filipe e o Nélson juntos, com grande pena minha por conhecer pessoalmente o primeiro e gostar do estilo ofensivo do segundo na primeira época), o extremo direito (Maxi poderia ser solução para o primeiro mas só o empenho e disciplina táctica o tornam opção para o segundo) e suplente à altura para o Rui Costa (Nuno Assis insiste em não render o que já rendeu). O Butt não aquece nem arrefece e, ao que parece, é caro. Livrem-se dele no final da época; o Moreira e o Quim dão boa conta do recado com um miúdo promissor dos escalões de formação!
A maior e melhor surpresa foi Christian Rodriguez, o Cebola (é de comprar já), seguido das boas indicações (com muito a melhorar) do Di Maria, os golos do Cardozo (também a melhorar) e o esforço e rigor (e lançamentos) do Binya (se vais mesmo partir a perna a alguém, tenta a do Quaresma).
Nota positiva ainda para a recente manifestação de intenções (espero que não se fiquem pelas boas intenções porque o inferno da Luz está já cheio delas) de investir mais no mercado nacional, seguindo os ditames de Mourinho que sabia o que estava a fazer quando escolhia atletas já experimentados cá no burgo e observados de perto.
Vamos ver no que dá!

Zen: Auuuuuuuuummmmmmmmmmm!!!

Num regresso ao IC19, que saudades, apenas tornado possível pela crise actual e pelo preço da gasolina que está pela hora da morte (nota-se uma diminuição da intensidade do trânsito a partir do dia 20 de cada mês por falta de verba na maior parte dos orçamentos familiares, o que os obriga a soluções de car pooling ou transportes públicos - é pena que ambas só pareçam fazer sentido quando o cinto aperta), apanhei, como não podia deixar de ser para tornar completa esta experiência, um acidente. Na onda Zen que decidi adoptar para não me chatear com aquilo sobre o que qual nada posso fazer, contei até 10. Como estive lá mais de 40 minutos contei devagar. Contei de trás para a frente. Só pares. Só ímpares. Números primos. Aleatório. Fiz a tabuada deles todos. Somei-os. Subtraí-os. Dividi-os. Multipliquei-os. Calculei as raízes quadradas. Integrei. Primitivei. Baralhei-me todo porque a matemática já está um pouco enferrujada. A dada altura não havia zen que me aguentasse e, apesar de saber que as frases: "Hate gets back to you! Love gets back to you! Choose what you want to get!" estão, por mais do que um motivo, carregadinhas de razão, explodi inapelavelmente! Que raio de anormais, imbecis, bestas quadradas, estúpidos, filisteus, biltres, facínoras, sacanas, trastes, pulhas é que se esfaixam uns nos outros numa recta? Que raiva! Quem não sabe conduzir depressa anda devagar e na faixa da esquerda. Quem não sabe conduzir seja a que velocidade for fica em casa ou anda à boleia. Levanto-me eu às 7,30 todos os dias para ter tempo de fugir ao trânsito e tomar um pequeno almoço relaxado na empresa antes de começar a trabalhar e depois dá nisto?! Tive mesmo de os insultar à passagem... A bem do meu civismo e auto-controlo, lamento imenso dizer que infelizmente ajudou. Passada a necessária purga (catarse?) e aliviado o stress, relaxei e... Aaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmm!! Só faltou o incenso!
Bom, mal por mal, antes tivesse apanhado um ou outro tigre. Sempre acrescentava o tão necessário toque de surrealismo ao início do meu dia.

80's: Uma tripla encadeada de música

E como a vida sem música não presta mesmo, ainda que a dita possa ser de gosto duvidoso, aqui fica um medley dos anos 80 que vale sempre a pena recordar!


Do medley antigo saltamos para a actualidade pelo título da música que se segue:

Camera Obscura - Eighties fans!



E, por intermédio de uma das músicas dos senhores anteriores, um favorito do antigamente retirado do baú:

Lloyd Cole


Festa anos 80! O rescaldo



Como diria alguém: É fête é fête! E foi uma boa fête! Trajes a rigor e convenientemente foleiros, música à altura e convenientemente datada, animação intemporal e convenientemente regada (ficou talvez a faltar uma bebida clássica dos anos 80: Kontiki)! Estava lá uma Zundapp. E o Indiana Jones, a Sigourney Weaver, o Sylvester Stallone e a Madonna. É preciso dizer mais?

terça-feira, janeiro 29, 2008

Tu és...

...linda, terna, louca, feminina, provocadora, alegre, genuína, diferente, simples, tonta, inteligente, confiante, meiga, sexy e divertida. Tens um riso fácil e contagioso, um cheiro delicioso, um cabelo indomável, um "tá?" retórico que não deixa margem para resposta e uma barriga de enlouquecer!
Amo-te!

Porquê? Não sei mas sei que sei, tá? (Parte II)


Perguntaste-me porquê que gosto de ti.

Respondi que não sabia mas que, tanto quanto percebia do assunto, explicá-lo não era condição necessária para sentir na mesma o que sinto por ti.

The Darjeeling Limited


Do realizador Wes Anderson, The Darjeeling Limited & Hotel Chevalier (o prólogo) é um grande filme! É mesmo de ir ver sem falta ou demora!

Divertido, bons diálogos, narrativa agradável, crítica a alguns lugares comuns como misticismo, relações familiares e à noção quase infantil "Eu não preciso de dinheiro para ser feliz" - frase que, em boa verdade, só pode ser proferida no seu verdadeiro sentido por quem tem mais do que o suficiente. As 3 personagens principais (sem desprimor pelas restantes) estão muito bem construídas e são verdadeiramente caricatas mantendo, ainda assim, uma genuinidade e coerência acima da média.

Por mais do que um motivo e de mais que uma maneira, o filme levanta questões sérias enquanto nos deixa bem dispostos, acrescentando a isso uma série de bons planos (como a cena da entrada no comboio - da qual usa e abusa mas mantendo a eficácia ou a cena no quarto do Hotel Chevalier com a inacreditavelmente sexy e feminina Natalie Portman) e imagens fortes e cheias de cor (ou não decorresse a acção na Índia).

Sobre o que o filme nos oferece como paradoxo da realidade, cada vez mais acho que somos todos personagens à espera da entrada certa no enredo e se assumissemos essa qualidade distintiva em vez de nos camuflarmos no meio de todos os outros ou abafarmos aquilo que nos torna únicos seríamos muito mais felizes. Qual é o mal de ter uma ou outra faceta marcante, loucura ou traço de personalidade vincado? Nenhum. É o ostentá-lo com orgulho e confiança que faz de nós singulares e extraordinários. Medo do julgamento alheio? Tenho é medo de não me conseguirem diferenciar de qualquer outra pessoa...

Criaturas de hábitos

Que somos criaturas de hábitos não é novidade. Que absorvemos rapidamente novos comportamentos e os integramos nas nossas rotinas, também não. Que temos direito às nossas excentricidades, idem, e que a cada tolo a sua mania, ibidem. Agora quem é que se ia lembrar de algo tão adoravelmente rebuscado como, na cama, telefonar virada para o lado direito e adormecer para o esquerdo é que já não sei...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Carnival is coming (part I): Shaft



John Shaft: "Don't let your mouth get your ass in trouble"

Who's the black private dick

That's a sex machine to all the chicks?

SHAFT! Ya damn right!

Who is the man that would risk his neck

For his brother man?

SHAFT! Can you dig it?

Who's the cat that won't cop out

When there's danger all about?

SHAFT! Right On!

They say this cat

Shaft is a bad mother

SHUT YOUR MOUTH!

I'm talkin' 'bout Shaft.

THEN WE CAN DIG IT!

He's a complicated man

But no one understands him but his woman

JOHN SHAFT!

Conclusões de férias

O chá verde é a nova canela.

Fim de semana desportivo


Quando já ninguém discutia a hipótese do campeonato eis que, para benefício das tiragens dos jornais desportivos apenas, só pode, o FCP sofre de uma paragem mental do seu treinador (Marek Che?), um ataque de medo absolutamente inesperado e uma noite perfeitamente desastrada e sem confiança na finalizaçao (Adriano? Farias?) e derrapa no piso molhado da casa de banho de Alvalade para elevar a felicidade encarnada (ainda que poucas mais melhorias que anímicas - e já não é mau quererem mesmo jogar e ganhar - como se viu no jogo com o Guimarães) a níveis que os oito pontos de diferença não faziam prever nesta altura.

A esperança, qual Fénix renascida das cinzas (até dá para ver uma águia ali no meio e tudo), é a coisa mais bonita do mundo!

A morte da bezerra...

Afinal não é assim tão mau estar a pensar nela... para mais se precisarmos daquela inspiração para resolver um problema bicudo.

Eu sempre soube que era distraído mas nunca pensei que isso me pudesse ajudar.

sábado, janeiro 26, 2008

Life on Mars - Seu Jorge



Do post anterior para este foi só passar pelo "Life Aquatic", também muito parvo, também com mais do que à primeira parece e também com o Bill Murray. E com o extra da banda sonora!

Groundhog Day



Um dos meus filmes preferidos!
Tem o Bill Murray. É parvo. E faz muito mais sentido do que à primeira vista pode parecer.

Só podia ser bom!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

NBA


"Sejam bem vindos ao jogo NBA da semana!"

Era assim que Carlos Barroca e João Coutinho nos saudavam na emissão do segundo canal, A Magia da NBA, aos domingos dedicada a este desporto que pratiquei afincadamente durante a minha adolescência. Vidrado naquele cheirinho semanal da melhor liga de basketball profissional do mundo que sabia sempre a pouco, foi um privilégio incrível apreciar uma geração de jogadores como Michael "Air" Jordan (o melhor jogador de sempre da modalidade e, para muitos, o melhor atleta também), Magic Johnson, Karl "Mail Man" Malone, Charles "El Gordo" Barkley, Akeem "The dream" Olajuwon entre tantos outros. As jogadas, os nicks, as rivalidades, as estatísticas, os posters, tudo era motivo de interesse num desporto evoluído e espectacular. E vem aí o All Star Match!

Na foto acima, His Royal Airness Michael Jordan! Sim, é um ser humano e sim, sabia voar!

"E tenham um fim de semana faaaantástico!"

Catarse

Aquando do convite para aqui escrever, tive de decidir-me por um nome ou nick que me servisse de assinatura. Por motivos vários optei por não usar o meu próprio nem nenhuma abreviatura dele para evitar constrangimentos no que escrevesse. Optei por este:



As explicações levou-as o tempo e agora estou menos anónimo que nunca mas reconheço-lhe um sentido e uma identidade próprias que, mais do que qualquer significado Wikipédico, fizeram e ainda fazem tanto sentido.

Comias-me?


Descobre aqui e comenta ali em baixo. A minha resposta segue mais logo ao fim do dia. E se achas que os meus olhos são grandes, é para te ver melhor...
Thanks JF

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Querer é poder

E eu quero! Quero muito! Quero mais e mais e mais! Como nunca quis... e é tão bom querer assim!

Shirley Bassey & Propellerheads



Love Story (Where Do I Begin)


Where do I begin
To tell the story of how great a love can be
The sweet love story that is older than the sea
The simple truth about the love she brings to me
Where do I start

With her first hello
She gave new meaning to this empty world of mine
There'd never be another love, another time
She came into my life and made the living fine
She fills my heart

She fills my heart with very special things
With angels' songs, with wild imaginings
She fills my soul with so much love
That anywhere I go I'm never lonely
With her around, who could be lonely
I reach for her hand-it's always there

How long does it last
Can love be measured by the hours in a day
I have no answers now but this much I can say
I know I'll need her till the stars all burn away
And she'll be there

How long does it last
Can love be measured by the hours in a day
I have no answers now but this much I can say
I know I'll need her till the stars all burn away
And she'll be there

Bebel Gilberto - Narizinho


Eu vivo onde as estórias
Mais malucas e gostosas podem acontecer

Onde um burro dá conselhos
E um sabugo pode filosofar

Um menino caça estrelas com bodogue
E uma boneca arranja encrencas de dar choque

Muitas coisas que só faz quem não sabe
Onde tem o nariz

Nariz,nariz
Narizinho
Narizinho arrebitado

De olho curioso
Do ouvido xereta
No meio da boca tem um riso feliz...nariz...feliz

Ela mora onde as pessoas mais incríveis e estranhas
podem aparecer
Peter Pan, Chapeuzinho, Cinderela e o Pequeno Polegar

E os problemas com o Saci e com a Cuca
Que sempre deixam a vovó quase maluca

Muitas coisas que só faz
Quem não sabe onde tem o nariz

Eu sei onde está o meu... e quero o teu sempre por perto!

Intuição


Cada vez mais dou valor e crédito à intuição, ao instinto, aos feelings, àquela voz interior que te guia e te diz que algo está bem ou mal mesmo sem nenhuma pista ou indicação concreta. É algo eminentemente irracional e animal, algo apurado por milhares de anos de evolução que, infelizmente, a civilização e a racionalização a que assistimos nos últimos anos abafaram sem contemplações, tomando-os por assomos de imaginação desenfreada ou, com a conotação negativa que a palavra muitas vezes toma, misticismo. O método científico, tendo realmente os seus méritos na análise e resolução de problemas, arroga-se por vezes em excluir tudo aquilo que não consegue explicar como fantasioso ou impossível. Um paralelismo fácil de fazer prova pelo absurdo que tal não deve ser tomado por certo, bastando ver o efeito que teria um computador portátil com internet wireless no espírito de um qualquer personagem do século XV. Para ele, a ciência dos nossos dias pareceria magia, para não dizer algo de divino, tal a disparidade entre níveis de conhecimento e tecnologia. Isto para dizer que há limites para o actual conhecimento humano (ainda que se alarguem de dia para dia) e nada nos prova que, só porque não o conseguimos explicar, algo não possa existir. Mais do que uma vez assisti e experimentei tais sensações inexplicáveis mas inequivocamente credíveis sobre os mais variados temas, sendo que aprendi a dar-lhes a devida atenção sem cair na crendice total de me desligar da racionalidade dos factos.
A imagem acima foi retirada de um artigo num blog que leva esta discussão para o plano da neurofisiologia, o que acaba por acrescentar uma importante valência a este assunto.

Pai Natal

Ouvir aquele senhor da APIFARMA dizer que a unidose não tem nenhuma vantagem face à situação actual fez-me acreditar no Pai Natal.
Será que depois ele ensina aos filhos que mentir é feio?

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Auto-estima


Há pessoas naturalmente confiantes nas suas próprias capacidades e cujo amor próprio se mantém em bom nível (quase) independentemente das circunstâncias. Como diz o anúncio: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?" e como alguém me disse já por mais que uma vez "Começa por gostar e tratar de ti". E é bem verdade. Claro que o feedback de outros é importante até para aferir das reais capacidades e não entrar em excessos de confiança ou bazófia, mas a verdade é que ter uma boa dose de auto-confiança e moral só pode fazer bem. Advogar em causa própria é difícil e leva a comentários pouco abonatórios mas acho que, em média e como povo, sofremos do mal da auto-crítica e auto-destruição (algum resquício da antiga Grécia que nos ficou indelevelmente preso à alma). Deitamo-nos abaixo e não podemos ouvir ninguém dizer bem de si próprio ou assumir uma qualidade sem sentir uma estranha vergonha ou acusá-lo prontamente de gabarolice. Nada mais errado, mantidas proporções razoáveis, claro. No ramo da psicologia existe, ao que parece, um teste e uma escala (Rosenberg Self Esteem Questionnaire) para aferir tal característica mas nem é isso que importa. De origem intrínseca ou necessitando de reconhecimento alheio (mais instável e ao mesmo tempo possibilitando uma perspectiva externa sempre útil), é bom ter uma quantidade saudável de confiança. Os outros sentem-no e respeitam quem enana (justificadamente) tal sensação, estando ainda fortemente associada ao sucesso de tudo aquilo que tentamos fazer.

Há, claro, alturas melhores e piores para tudo, mas, com optimismo e confiança chegamos sempre mais longe do que pessimistas e inseguros. E se tens alguém que te faz sentir bem, feliz e com vontade de ser tudo aquilo que podes ser, melhor ainda!