quarta-feira, janeiro 23, 2008

Sabrina 20 anos depois de Sabrina

Sabrina Salerno 1987
Sabrina Sato 2007

Anos 80



Anos 80. Essa década incrivelmente espalhafatosa, misto explosivo de kitsch, yuppies, conservadorismo, pop, baby boomers, queda do modelo comunista, início da era da informação e Michael Jackson, Europe, Madonna e INXS, e que em Portugal foi potenciada pela recente mudança de regime. Os seus ícones abrangeram marcas e objectos tão distintos como a Apple, a IBM, o cubo mágico, a MTV e o teledisco, Ray-Ban, Maradona, entre tantos outros. Vivi-a dos 4 aos 14 pelo que as memórias são as mais antigas, aquelas que nos servem de base, ainda que difusas e já desbotadas pelo tempo. Hoje estão na moda outra vez seguindo a regra dos 30 anos para estes ciclos pelo que tudo o que desse tempo data é agora alvo de um coleccionismo compulsivo. Será que vamos ter uma 2a Dama de Ferro, desta feita nos USA? A guerra fria passou agora das salas de guerra para os mercados e bolsas e adivinham-se outros paralelismos conservadores com este crescente ímpeto regulador e uniformizador. Olhando em redor vemos o novo Mini, Beetle e Fiat 500, o renascimento dos óculos à atirador, uma moda ostensiva e exuberante, o rap em grande agora sob o disfarce de Hip-Hop, entre tantos outros exemplos de um saudosismo estranho e marcante que nos assola e que não vejo (ainda?) ter paralelo na geração que se segue. Sinal dos tempos e da idade? Talvez. Insatisfação de quem não tem tudo o que queria e teima em ficar preso entre o mundo dos nossos pais e as possibilidades infindáveis que adivinhámos mas não fomos capazes de desbravar até ao fim por medo ou comodismo? Parece-me que sim. Pelo menos para alguns de nós.

Sobrinha mais linda do mundo!

"- A Maria quer uma mesinha!"

O tio derrete-se todo ao telefone e leva, sim?

Alterações Climáticas - o lado agradável ainda que bastante assustador


De t-shirt ao sol em Janeiro. Incrível!

Modus Operandi

O FCP compra sempre a totalidade do passe e renova com o jogador antes de o vender para melhorar a sua capacidade negocial e potenciar o lucro ao mesmo tempo que assegura em silêncio o seu substituto.
O SCP não tem dinheiro para mandar cantar um cego e, mesmo que tivesse, não sabia o que o mandava cantar nem quando nem onde. Depois ouve a música que lhe impingem. Às vezes corre bem, outras nem por isso. E o maestro tem a mão frouxa para segurar a batuta.
O SLB deixa escapar a informação sobre quem quer comprar muito antes de o fazer para depois negar que alguma vez esteve interessado no jogador e depois parte para uma enésima e desconhecidíssima escolha para validar esse modo de operar e gabar-se que nunca ninguém soube das negociações, muitas vezes pressionado pelos anteriores falhanços.
A previsibilidade é um defeito muito grande e oferece capacidade para manipulação e antecipação aos adversários. Assim não dá.

Unidose de medicamento

Mesmo fazendo parte dos assalariados da toda poderosa Indústria Farmacêutica (ainda que aqui não tenhamos comprimidos) e podendo parecer que estou a morder a mão que me alimenta, escapa-me à compreensão como pode tal medida não ter sido ainda implementada. Contra mim falo também porque, à imagem de milhões, tenho uma gaveta cheia de restos de medicamentos prescritos e não utilizados. Não entendo a necessidade (para além da óbvia manobra de maximização do lucro por parte de quem vende) de ter caixas de 60 comprimidos quando, para a minha terapêutica, apenas necessito de 10. Não poderia o farmacêutico, digno licenciado que estudou imenso para saber ler um papel garatujado por outro digno licenciado que estudou imenso, em colaboração com quem diagnosticou a maleita e decidiu qual o tratamento (aka o segundo digno licenciado), determinar também a dose necessária adequada a cada caso, poupando assim recursos precisos ao utente e ao estado? Depois gastam milhares em campanhas contra a automedicação e pedem para quem padece de alguma doença para não ir primeiro à mística gavetinha chafurdar em busca daquela pílula mágica que anteriormente em males similares ou comparáveis, do próprio ou do prestável e entendido vizinho, lhes serviu de panaceia...

É que já nem se dão ao trabalho de nos atirar areia para os olhos.

Adenda ao urso

Baby let me be,
your lovin' Teddy Bear
Put a chain around my neck,
and lead me anywhere
Oh let me be
Your teddy bear.
I don't wanna be a tiger
Cause tigers play too rough
I don't wanna be a lion
'Cause lions ain't the kind
you love enough.
Just wanna be, your Teddy Bear
Put a chain around my neck
and lead me anywhere
Oh let me be
Your teddy bear.
Baby let me be, around you every night
Run your fingers through my hair,
And cuddle me real tight

(A completar com Youtube assim que o Panda AntiVirus deixe de ter inveja do Urso de Peluche. Estes animais...)

Figura de...


... urso. Coisa que até gostava de fazer... dependendo do urso, claro.

Aproveitando a deixa, fica um link para um blog genial que me enviaram.
Thanks AB. Croaac!

Só para não me armar aos cucos....

Perdi os dois jogos. Caca. Detesto perder. Mesmo... Ainda para mais com as ganas todas com que ia para ganhar. Mas, bom, seja... foram divertidos e ninguém se aleijou. Fica a figura ilustrativa por que passei por falar demais e antes do tempo. Para me baixar a garimpa! Para ver se aprendo a ficar caladinho... Arre, qué burro e qué estúpido.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Lips are unhappy - Lucky Soul


Shake, shake, shimmy.

You know that you soothe

the aches and the troubles within me.

Pretending that everything's cool,

When I'm twenty seven shades of blue,

And my lips are unhappy without you.

My lips are unhappy without you.

Honey suckle, you're missing.

But I make the morning dew glisten,

By just hoping and wishing.

Pretending that I've got a clue.

When I'm twenty seven shades of blue,

And my lips are unhappy without you.

My lips are unhappy without you.



(detesto turnos)

Terça-feira: Dose Dupla de Vitória e não, não estou a falar nem da águia do Glorioso nem da verdadeira dona das cuecas do Beckham

E vamos lá para a primeira dose dupla de 2008: Futsal e Volleyball! As mailling lists dão o mote para o aquecimento, elevando o espírito que motiva o corpo. Ganhar, ganhar, ganhar! Percebo o que o Mourinho quer dizer com isto ser um hábito. A norma é ganhar. Sempre. A excepção é perder e tem de ser considerada uma excepção inaceitável para motivar o regresso às vitórias. A derrota tem de morder o orgulho e este, uma vez mordido, tem de retorquir. O resto é secundário. Claro está que, aqui, se trata de uma reunião de amigos e que há outros valores em jogo, nomeadamente companheirismo, amizade, diversão, evitar lesões, não há taça e nem sequer bicicleta para levar no final mas o bichinho da competição está lá e não pode ser ignorado.


Dee lite - Groove is in the heart


We're going to dance (x3)
And have some fun
The chills that you spill up my back
Keep me filled with satisfaction
When we're done
Satisfaction of what's to come
I couldn't ask for another
No I couldn't ask for another
Your groove I do deeply dig
No walls only the bridge
My supperdish
My succotash wish
I couldn't ask for another
No I couldn't ask for another
CHORUS:
Groove is in the heart (ah-ah-ah-ah) (x2)
Groove is in the heart
Groove is in the heart (ah-ah-ah-ah)
The depth the hula groove
Move us to the nth hoop
We goin' thru to
Horten hears a who-ooh
I couldn't ask for another (x2)
DJ soul was on a roll
I been told he can't be sold
He's not vicious or malicious
Just de-lovley and delicious
I couldn't ask for another
CHORUS.
(Rap)
Someone's in this torso, hot
Gotta deal, you wanna know
Delightful, true. it's delightful
Making it, doing it
Especially at a show
Feeling kinda high
Like a Hendrix haze
Music makes motion
Moves like a maze
All inside of me, heart especially
Help of the rhythm
Where I wanna be
FLowing, glow with electric eye
As you dip to the dive
Baby, you realize
Baby, you'll see the funky side of me
Baby, you'll see that rhythm is the jey
Get, get ready with it, with it
Can't, can't quit it, quit it
Stomp on the stoop
When I hear a funk loop
Played pied piper, follow what's true
Baby, just sing about the groove
Sing it
CHORUS.
1 2 3 be-ooh-ooh
Na-na-na-na-na
REPEAT TWICE
Groove is in the heart (ah-ah-ah-ah ne-na-na-na-na)

Um dos melhores one hit wonders de sempre!!

Boy meets Girl...

Tantas estórias começam assim... não deixa de ser curioso saber o que acontece nos primeiros instantes destas interacções mas nem tudo é mensurável. As variantes após este primeiro encontro são imensas e têm sido a base de milhares de livros e filmes. E cada história é uma história... Eu acredito que uma versão do género "amor à primeira vista" faz sentido. Não algo instantâneo, tipo sopa Knorr, mas uma centelha inicial única e reconhecível. E a questão aqui é a expressão "primeira vista". Interpretada literalmente não me parece possível mas, vista com outros olhos, reportando ao momento em que as pessoas se conhecem mesmo, sejam 10 minutos ou uns dias de convívio mais próximo (pessoalmente acredito nos instantes iniciais da avaliação, dando peso à ideia de que a primeira impressão conta muito, embora seja possível revertê-la - ver Thin Slicing num post passado), esta noção ganha consistência.

Um exemplo, totalmente fictício claro, podia ser:

Boy meets Girl/Girl meets Boy, Boy and Girl spend some time together over some FDA inspection, Boy and Girl stay awake late working closely together, Boy and Girl loose track of work as the days go by, FDA inspection ends, late night work ends, different work shifts get in the way, Boy and Girl meet ocasionaly under the pine trees, email and telephone jump in to scene to overcome separation, first candy, first flowers, first dinner, vacations and distance get in the way, no email, no dinner, no flowers, no candy, not a glimpse of each other, no joy, 3 weeks go by hanging solely on two hour calls every single day, vacations end (yeah!! wait! vacations end, yeah?!), first (tanned) sight in weeks, weird coincidences start to happen, attraction grows, intensity rises, some 3000 emails later, more than 100 hours of telephone calls (and a new phone, as the old one died out due to over usage) and some dates later...

(to be continued)


Ah, também acredito em finais felizes!!

Bom dia!



José Gonzalez, Heartbeats! Sei que gostas desta!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

90,000

E pimba! A Gabardina abriu-se para mais de 90,000 visitas. Ao anónimo desconhecido (lindíssimo pleonasmo este) fica um grande bem haja (detesto esta expressão)! E anda a Carleton a dizer que tem mais de 90,000 alunos pelo mundo fora... pffff... a Gabardina instrói, induca e inssina muito melhor! Aproveito para lançar desde já o repto: o visitante 100,000 ganha um post! Concurso perfeitamente indiferente para o Governo Civil mas que se soubesse da sua existência de certezinha que aprovava e mandava logo cá um daqueles representantes vestidos à anos 80, absolutamente sinistros, para ficar ali sentadinho enquanto o contador passava. À falta dele vou dando uma olhadela esporádica ao contador e logo se vê se alguém se acusa. Clic, clic...

Amy Winehouse

Não é certamente a mais bonita. Nem sequer a mais bem feita. Os excessos de álcool e droga são realmente over the edge (ainda que façam parte da receita que lhe trouxe o sucesso) e tem boas probabilidades de vir a degenerar em algo triste ou de ter um fim trágico e precoce. Mas há qualquer coisa que irradia dela que faz um homem tremer. Uma sensualidade incontida que lhe escorre da voz e do corpo quando se abandona à música e à dança em palco. Uma feminilidade assumida de mulher que sabe ser mulher sem constrangimentos ou inibições. Gosto! Perco-me a ver o DVD do concerto ao vivo, principalmente as músicas em que, esquecendo totalmente o público que assistia embevecido, se concentrou em olhar, cantar e dançar única e exclusivamente para o seu namorado no balcão. Diria que a inveja é um sentimento muito feio não me derretesse eu todinho com outros olhos, voz e silhueta que me ofuscam tudo o resto.



Attracts me, till it hurts to concentrate,
Distract me, stop me doin work i hate
Just to show him how it feels;
I walk past his desk in heels
One leg resting on the chair
From the side he pulls my hair.

Amy Amy Amy
Although i've been here before
Amy Amy Amy
Your just to hard to ignore
Masculin you spin a spell
I think you'd wear me well
Amy Amy Amy
Wheres my morel parallel

It takes me, half an hour to write a verse
He makes me imagine it from bad to worse
My weakness from the other sex
Every time his shoulders flex
The way the shirt hangs off his back
My train of thought spins right off track

Amy Amy Amy
Although i've been here before
Amy Amy Amy
He's just to hard to ignore
Masculin he spins a spell
I think he'd wear me well
Amy Amy Amy
Wheres my morel parallel

His own style, right down to his deisel jeans
Imobile, i can't think by any means
Underwhere petes at the top
I'll let you know where you should stop
From the picture my mind drew
I know I'd look good on you

Amy Amy Amy
Although i've been here before
Amy Amy Amy
Your just to hard to ignore
Masculin you spin a spell
I think you'd wear me well
Amy Amy Amy
Wheres my morel parallel

Creative energy abused
All my lyrics go unused
When i clock black hair blue eyes
I drift off i fantasize

Amy Amy Amy
Although i've been here before
Amy Amy Amy
He's just to hard to ignore
Masculin he spins a spell
I think he'd wear me well
Amy Amy Amy
Wheres my morel parallel
Amy Amy Amy
Although i've been here before
Amy Amy Amy
He's just to hard to ignore
Masculin he spins a spell
I think he'd wear me well
Amy Amy Amy
Wheres my morel parallel
Uma nota final para deixar aqui uma frase de um amigo que me ficou gravada na memória sobre os dançarinos que fazem as vozes de apoio nos concertos ao vivo: "Se eu fosse gay queria um gajo que dançasse assim".

Sequinha, sequinha do dia II

-Sabem como é que se pede um café curto na ONU?

-Queria um Kofi Annan, por favor!

Thanks PC

Quaresma ou a vã glória de o mandarem embora


Numa altura em que, para meu enorme desagrado, me vejo obrigado a reconhecer que o FCP lidera isolado e hegemónico o nosso pobre campeonato, assisto deliciado à confirmação da estupidez da massa adepta que povoa as bancadas em busca do Panis et Circenses que alimenta a cegueira popular, em particular a dos jurados do Tribunal das Antas ao assobiarem o seu solucionador de casos bicudos (e logo num dia em que marcou um golo nos 30 minutos que esteve em campo), aqueles em que a bola parece quadrada, a relva atrapalha e até a baliza se esquiva. Fiel ao motto de quem está mal que se mude, o ciganito já foi avisando os clientes da trivela que está a considerar desmontar a barraca e ir vender talento, irreverência (e apatia quando não tem motivação, é certo, mas não será também isso apanágio dos génios?) para outro lugar menos estridente e inclemente. Inteligentes, sim senhor. E ainda bem! Agora só falta insultarem o corte de cabelo à animal morto na estrada e as tatuagens do Lucho, o sotaque manhoso e a teimosia do Lisandro, o gosto musical do Helton e a família do Bosingwa para conseguirem o que o SLB e o SCP andam a tentar há largos anos sem sucesso: desestabilizar o estanque e impermeável balneário do Dragão. Bravo! Keep on the good work!!

Frases soltas...

Esgotamo-nos nos nossos actos mas os nossos actos não se esgotam em nós.

Catarse aconselha:

Livro Perigoso para Rapazes! Um autêntico manual para a asneira! Asneira saudável diga-se! Traquinice imaginativa! Tudo o que é preciso para uma infância/adolescência como deve ser: nada digna, nada séria, nada sossegada; antes turbulenta, aventureira e experimentalista! Porque é nessa altura que formamos o eu que iremos ser a seguir e ninguém quer crescer cinzento, chato e apático! Porque nunca é tarde para soltar o Calvin indomável que ficou preso neste corpo de gente crescida! Porque a vida não tem de ser séria e sisuda! Porque as árvores foram feitas para serem trepadas e os rios para tomar banho nus! Porque, a dada altura, todos sonhamos ser o Peter Pan na Terra do Nunca! Porque ter trinta anos é ter 3 vezes 10!


E para que não digam que só os rapazes é que têm direito a um fiel repositório para as suas lides e tramas, fica o congénere literário para meninas ladinas: Livro Audacioso para Raparigas!

Battle of the sexes I


Cada género tem as suas qualidades e defeitos, os seus pontos fortes e fracos, as suas especificidades tornando as tentativas de os pôr no mesmo nível algo espúrias e desprovidas de sentido. Assim de repente e entre umas quantas óbvias vantagens e desvantagens (ou apenas diferenças) muito relacionadas com a testosterona e o estrogénio, há uma que me salta como pouco discutida e algo peculiar (encontrei três referências na blogosfera aqui, aqui e aqui): o arrepio de mijo. Aquele estranho estremecimento que nos assalta perto do final do acto e que nos percorre o corpo de baixo para cima, eriçando cada folículo até nos revirar os olhos para gáudio e regozijo de quem o sente. Difícil de definir excepto para quem já foi acometido por tal reacção fisiológica, este pequeno prazer que nos aquece por dentro escapa e sempre escapará ao sexo oposto. É coisa de gajo de voz grossa e barba rija! A questão é: terão as meninas de puxinhos e lacinhos algo que se lhe equivalha (gosto muito desta forma verbal!)?

What Folks Are Made Of

What are little babies made of, made of?

What are little babies made of?

Diapers and crumbs and sucking their thumbs;

That's what little babies are made of?
What are little boys made of, made of?

What are little boys made of?

Snips and snails and puppy-dog tails;

That's what little boys are made of.

And such are...
What are little girls made of, made of?

What are little girls made of?

Sugar and spice and everything nice;

That's what little girls are made of.

What are young men made of, made of?

What are young men made of?

Sighs and leers and crocodile tears;

That's what young men are made of.

What are young women made of, made of?

What are young women made of?

Rings and jings and other fine things;

Sugar and spice and all things nice;

That's what young women are made of.

And such are...
What are our sailors made of, made of?

What are our sailors made of?

Pitch and tar, pig-tail and scar;

That's what our sailors are made of.

What are our soldiers made of, made of?

What are our soldiers made of?

Pipeclay and drill, the foeman to kill;

That's what our soldiers are made of.
What are our nurses made of, made of?

What are our nurses made of?

Bushes and thorns and old cow's horns;

That's what our nurses are made of.
What are our fathers made of, made of?

What are our fathers made of?

Pipes and smoke and collars choke;

That's what our fathers are made of.
What are our mothers made of, made of?

What are our mothers made of?

Ribbons and laces and sweet pretty faces;

That's what our mothers are made of.
What are old men made of, made of?

What are old men made of?

Slippers that flop and a bald-headed top;

That's what old men are made of.
What are old women made of, made of?

What are old women made of?

Reels, and jeels, and old spinning wheels;

That's what old women are made of?
What are all folks made of, made of?

What are all folks made of?

Fighting a spot and loving a lot,

That's what all folks are made of.

Warning: RIPA sindrom alert level update


Dentro do tema que tem assolado as páginas deste blog nos últimos tempos pela minha pena, o síndrome RIPA (para quem não tem acompanhado: Romântico Incurável Perdidamente Apaixonado) está em grande. Não me parece haver cura à vista e os cuidados paliativos permitem apenas que não prescinda do ar que respiro ou do sustento alimentar mínimo para a subsistência. Assim, deixo desde já o aviso que é perfeitamente possível que o nível médio do risco de lamechice possa ser elevado de "Moderadamente lamechas - tolerável para a população média, sem provocar danos permanentes", para "Consistentemente lamechas - pode provocar reacções adversas para os menos solidamente constituídos". Despeço-me com cordialidade! Depois não digam que não avisei!!

Cheek to cheek

Anda bochecha linda, anda dançar comigo!




Fred Astaire - Cheek To Cheek
: Fred Astaire

Heaven, I'm in Heaven,
And my heart beats so that I can hardly speak;
And I seem to find the happiness I seek
When we're out together dancing, cheek to cheek.

Heaven, I'm in Heaven,
And the cares that hung around me thro' the week
Seem to vanish like a gambler's lucky streak
When we're out together dancing, cheek to cheek.

Oh! I love to climb a mountain,
And to reach the highest peak,
But it doesn't thrill me half as much
As dancing cheek to cheek.

Oh! I love to go out fishing
In a river or a creek,
But I don't enjoy it half as much
As dancing cheek to cheek.

Dance with me
I want my arm about you;
The charm about you
Will carry me thro' to Heaven

I'm in Heaven,
and my heart beats so that I can hardly speak;
And I seem to find the happiness I seek
When we're out together dancing cheek to cheek.

sábado, janeiro 19, 2008

Squash!!

Podia ser um post de raiva, do género: I'm gonna squash you!! Mas não... é apenas o abrir de apetite para o regresso aos courts de squash mais de dois anos depois da última pancada contra a parede. Grande desporto, competitivo qb, extenuante até dizer chega ou cair para o lado se não houver fôlego para tanto. Mais do que a técnica, que também conta obviamente, trata-se de um choque de vontades, de querer ganhar mais do que o outro, de não desistir nunca nem de dar nenhum lance por perdido. O desafio foi lançado (e logo por quem... alguém que gosta tanto ou menos de perder que eu e a quem vai custar trazer para casa - e para a empresa, uma vez que é o director da Qualidade - o único resultado que lhe resta: a derrota) e prontamente aceite; local e hora rapidamente escolhidos e lá vamos nós amanhã às 10h para a Quinta da Marinha.

É para ganhar, claro! (Amanhã logo se vê o quanto me pode sair cara a basófia incontida deste post mas não resisti...)

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Dualidades



Como tudo na vida, também a voz da consciência tem dois lados, duas faces para a mesma moeda. Ainda agora ouvi as duas vozes a sussurrarem-me ao ouvido e tão díspares os seus dizeres me soaram... A preocupação e o interesse demonstrado, que agradeço, estão lá em ambas. As concepções de vida estão também bem patentes nos conselhos proferidos e o que dizem diz muito mais sobre quem o diz do que o que possam dizer sobre elas próprias.


Don't worry, be happy! É o que eu pretendo fazer e aconselho todos a fazerem o mesmo! Preocupação mata e, desde que saibas que tudo fizeste para conseguir o que mais queres, o resto, o que te foge ao controle, não pode ser motivo para lamentações. Tem de ser aceite como um facto da vida e bola para a frente. Life's too short not to...



Surpresa!!




Gosto de surpresas (agradáveis, entenda-se). Gosto de surpreender e de ser surpreendido. E tenho uma surpresa em particular que muito me vai agradar concretizar. Bem sei que ao escrevê-la aqui estou em parte a retirar o impacto e em parte a torná-la realizável por quem nunca nela tinha pensado mas não resisto... até porque alguém achou que ficava bem num pacote de açúcar.
Sonho com a ideia de, sem aviso para quem decidir levar comigo, sair numa sexta feira rumo ao aeroporto sem destino ou bagagem e apanhar o primeiro voo que puder. Nada mais importa que apreciar o prazer da companhia e gozar a viagem. O regresso fica para domingo e as despesas para o cartão. Ficam as memórias e as fotografias para mais tarde recordar.
Em breve...
(inspired by PENSAR and by today's coffee. Thanks)

Sem rei nem roque?


Que o trânsito enlouquece é um facto conhecido. Que quase ninguém cumpre as indicações à risca também. Que tudo o que te ensinam nas aulas de condução é rapidamente posto de parte idem. Agora nunca me teria lembrado de algo como isto para resolver os problemas da circulação automóvel... Se funcionava cá ou não é coisa que não sei dizer ainda que me palpite que isto precisava do mesmo nível de civismo que nos impede de ter aquelas máquinas de distribuição de jornais em que se mete uma moeda e se tira um jornal (apesar de se poder tirar mais...) mas mal consigo imaginar o saudoso IC19 (ainda ontem por lá passei para matar saudades e, certamente por obra e graça do divino sentido de humor, apanhei um acidente) sem regras ou sinais. Pensando bem acho que já por lá adoptaram a lei da selva há muito muito tempo. Só deixaram a sinalética para disfarçar...

Thanks PC.

A mui nobre e entusiástica arte de provocar

TREE TEASE

Primeiro que tudo é inato. Há quem o saiba fazer com efeitos demolidores e há quem queira e desastradamente não consiga. Pode ser melhorado com o tempo e com a prática mas ou se nasce com o dom ou é melhor dedicar-se a outros campos do conhecimento humano e da interação social. Como a pesca. Ou o dominó.

Requisitos necessários: Inteligência, Manha, Talento para representar, Sensualidade, Refinamento, Sensibilidade, Auto-controlo, Expressividade, Descaramento e Timming.

Confesso que me é difícil resistir a provocações ainda que tenha melhorado imenso com o tempo. Aprendi não só a resistir-lhes como até a apreciá-las devidamente como sublime forma de arte a que certas pessoas conseguem elevá-la. Sim, porque para que o jogo prossiga também é preciso que o alvo da provocação saiba reagir a contento e dar o troco ao mesmo nível.

Pode (e deve) ter segundas (e terceiras) intenções, pode ser apenas brincadeira ou pode chegar a ser um gozo cruel. Pessoalmente gosto das duas primeiras e acho a terceira fruto de problemas por resolver.

Em suma, provoca-me que eu gosto... anda! Gosto taaaaaaanto!!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Shameless Eyes - Gonzales feat. Feist

Lamentavelmente não encontrei a versão que queria no youtube... fica o link para o lastfm e parte da letra. E os olhos mais desavergonhadamente bonitos do mundo...


(...)
I fantasize
Of putting shame back in those shameless eyes
(...)
Shameless eyes
And they got no shame
Shameless eyes
And they got no shame
Shameless eyes
And they got no shame
Shameless eyes
And they got no shame
My game is no match for your game
Your game is no match for my game
My game is no match for your game
Your game is no match for my game
My game is no match for your game
My game is no match for your game

Produtos do antigamente que ainda duram e ainda bem II

E cá está mais um de que sou fã! A bela pasta medicinal (UE mandou retirar o medicinal e substituir por dentífrica - biltres) Couto! Capaz de remover qualquer cárie! Até ao osso!
E de brinde, também da Couto S.A., o magnífico Restaurador Olex! Agora sem acetato de chumbo, proibido pela União Europeia, esses parvos, só porque é cancerígeno ou coisa assim. Que meninos! E os brancos de carapinha como é que ficam, hum?

Em jeito de convite para embarcarem na viagem pela memory lane, aqui ficam alguns links:

Misterio Juvenil; Clássicos da Rádio; Retrojunk

quarta-feira, janeiro 16, 2008



"Pois há menos peixinhos a nadar no mar do que os beijinhos que eu darei na sua boca..."

Sequinha, sequinha...

- Um amigo meu é grande fã de Israel.
- A sério?
- Sim. 'Té lá vive.

As heard over the radio by PC. Thanks

um gato é um gato

Encerramento do Hospital Pediátrico D. Estefânia

Está online uma petição contra o encerramento do Hospital Pediátrico D. Estefânia (LAHDE).
Por muito que compreenda que tem de haver algum controle e racionalização de custos, acho que há coisas que têm mesmo de existir, moral e socialmente justificadas ainda que deficitárias economicamente. Porque o dinheiro não é tudo. Porque os hospitais são assustadores para uma criança (e não só) mesmo sem adultos agonizantes. Porque eu escolho mil vezes um hospital pediátrico antes de um estádio de futebol ou um submarino.

Hemingway, os Golfinhos e as coincidências

Por definição, uma coincidência é um alinhamento espontâneo de dois ou mais acontecimentos relacionáveis, sem nexo de causalidade aparente entre eles. É certo que a grande maioria é desprovida de significado mas não deixam de, por vezes, ser algo assustadoras.
Como quando ligas na altura em que te querem falar. Como quando apareces quando estavam a pensar em ti. Como a música certa toca na hora certa.
Destas, e de outras deste género, nascem as teorias da conspiração e um certo sentido de paranóia sobre grandes esquemas controladores dos acontecimentos. Talvez sim, talvez não. Há certamente esferas de influencia que nos escapam. Há factores que, por desconhecidos, tomam proporções de místicos mas há coisas que são realmente intrigantes e deixam no ar mais perguntas por responder do que aquelas que a simples estatística poderia tentar solucionar.
Por mais voltas que dê à cabeça, não consigo perceber como é que os Golfinhos anunciaram que decidiram reunir-se no Hemingway horas depois de lá ter estado perfeitamente ao calhas pela primeira vez. Se isto vos parece inexplicável, posso adiantar que não é mais claro para mim só por saber do que estou a falar ou para quem recebeu a inconspícuamente assustadora mensagem. Deixem lá. Foi só mais uma numa longa lista de fenómenos dignos do Entroncamento que teimam em marcar presença. Provavelmente é o destino e já se sabe que não se pode lutar contra o destino.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Os 23 do Senhor SOCOlari

Ainda que muita água possa rolar por baixo da ponte até lá, parece-me que estão (quase) escolhidos, salvo alguma lesão ou quebra de forma de última hora ou algum desvario da cabeça pensadora do Sargentão, os eleitos para a próxima campanha da Selecção Nacional. Ei-los:
GR: Quim, Ricardo, Hilário (dúvidas apenas por troca com Paulo Santos)
DD: Miguel (esq), Paulo Ferreira (esq), Bosingwa
DE: Caneira
DC: Pepe, Fernando Meira, Bruno Alves e Ricardo Carvalho
MDef: Petit e Miguel Veloso
MC: Deco, Maniche, João Moutinho (dúvidas apenas por troca com Raul Meireles)
Extremos: Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão e Nani
Avançados: Nuno Gomes, Makukula, Hugo Almeida
Uma palavra ainda para Jorge Andrade que fica de fora por falta de ritmo (e bem), outra para Figo que fica de fora por vontade própria (e bem) e mais uma para Postiga que fica de fora até aprender a jogar futebol mesmo quando não está para aí virado (graças a Deus!). Mesmo a falta gritante de laterais esquerdos que grassa por aí é compensável com o excesso de gente na outra banda. O resto parece-me pacífico.
Um grupo sólido, coeso, cheio de potencial, polivalência, experiência, talento e vontade para trazer (finalmente) um caneco para casa! Vamos lá, cambada!

Produtos do antigamente que ainda duram e ainda bem

O Vieira de Castro é que sabe...

... e 2 kgs de flocos de neve só podem fazer bem! Um de cada vez, tá?

Apetecia-me algo, Ambrósio. Tomei a liberdade de plantar um Aeroporto em Alcochete, Madame

Oh, Ambrósio, bravo! Era mesmo o que me estava a apetecer...

E pode ser que assim:

- O Freeport não vá à falência;

- O Sporting consiga mandar o Paulo Bento embora para longe e trazer um pior;

- Se evite ver um 747 pendurado no trânsito da Segunda Circular, perdão, pendurado na Segunda Circular.

- A madame do Ferrero Rocher vá satisfazer os seus apetites carnais com o Ambrósio para locais mais paradisíacos.

Num tom um pouco mais sério, entre a Ota, Alcochete e Portela +1, uma das soluções teria de se encontrar já que a situação actual caminha para a saturação em pouco tempo. Pelo pouco que li, a Ota acarretava soluções técnicas redutoras do ponto de vista aeronáutico e já que iam construir um aeroporto talvez não tenha sido má ideia considerarem essa desvantagem como muito relevante. Alcochete levanta problemas ambientais e de transportes. A Portela +1 seria excessivo para o tamanho do país. A solução ideal não existe e o óptimo é inimigo do bom pelo que, contas feitas (que só se farão no fim, como é hábito neste país contabilísticamente escorregadio) até nem desgosto da solução encontrada. Super-teorias da conspiração à parte, gostei de ver o governo recuar numa opção que já parecia estar a ser tomada apenas por teimosia. Gostei de ver a maioria das pessoas interessadas pelo assunto e a sociedade civil interventiva. Claro que houve jogos de poder, manobras de bastidores, tráfico de influências. Claro que muitos se irão abarbatar indevidamente com dinheiros públicos. Claro que houve, há e haverá muito para melhorar mas parece-me que escolheram o menor de vários males e, haja imprensa de investigação à altura e um Tribunal de Contas corajoso, tente-se que o processo corra simples e transparente. E, já agora, bem articulado com o super-mono do TGV que, adianto, ainda não perdi a esperança de ver cancelado ou profundamente alterado, para melhor servirem o desenvolvimento de Portugal e reduzirem o isolamento deste cantinho da Europa.

Prazeres simples

O belo prego com batatas fritas e mostarda, sempre acompanhado pelo inefável fino (ou imperial) geladinho! Cai bem a qualquer hora, com especial destaque para a meia noite, numa qualquer cervejaria ou marisqueira perto de si. Aconselho o Ramiro, na Almirante Reis, se o ambiente degradado da vizinhança não vos afastar de lá. Bom! Muito bom!

Porreiro, pá!


Portugal está em penúltimo lugar entre os países da UE, atrás da Grécia, perdão, de Malta, perdão, da Lituânia.

The Assassination of Jesse James by the coward Robert Ford

Três gajos vão ao cinema ver um filme sobre um pistoleiro famoso. Ambos os três tinham lido críticas sobre o filme que os prevenia para a possibilidade de aquilo ser um pouco mais parado do que o que tinham em mente. Ainda assim foram. Viram. E gostaram médio pouco. Nem a fotografia (dois ou três bons planos) nem o argumento (médio médio) compensaram o facto do filme ser demasiado longo para o que tinha para contar. Apenas a construção das duas personagens principais valeu a pena. O suposto herói Jesse James começa em grande mas revela-se no final egocêntrico, paranóico e isolado e são esses pés de barro que acabam por quase lhe fazer merecer o tiro na nuca (mataste a cacilda, com um tiro na nuca, mataste a cacilda, meu fxxxx dx pxxx - a expressão "tiro na nuca" desencadeia sempre esta musiqueta em mim e nem sei bem porquê) do supramencionado cobarde Robert Ford que de facto o é (ainda para mais tem uma maneira irritante de falar) durante todo o filme, sem conseguir sequer a remissão pelo medo no final.
Fiquei com vontade de malhar um belo western spaghetti, pelo mestre Sérgio Leone! O bom, o mau e o vilão! Já estou a assobiar a theme song do Ennio Morricone...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Alguém quer um contrato de trabalho?

Condições: 3 meses com possibilidade de renovação (vários factores envolvidos)
Funções: Assuntos regulamentares, labeling
Remuneração: 750 euros mensais líquidos
Formação de base: científica (química, biologia...)
Experiência: pouca ou nenhuma
Empresa: Multinacional da Indústria Farmacêutica sediada perto de Sintra
Não é certamente a melhor oferta do mundo mas é certamente melhor que nada...
Gabardina.blogspot.com, o seu portal de emprego (que, ao contrário de outros, não se envia automaticamente para todos os destinatários da lista de endereços do mail sem perguntar)

Já que sabem que o vão fazer...

... ao menos que saibam o que fazem.

Restaurante A Camponesa (parte LXXVII)

Mesa marcada para as 22h.
Ligeiro atraso.
Telefonema de cortesia para avisar:

"Estou sim? M? Daqui fala J. Nós tínhamos mesa marcada para hoje, às 22h, mas estamos um pouco atrasados."
"Olá J. Ora deixa ver, mesa para as 22h, J... Estão atrasados? Graças a Deus!"

E desliga.
E nós gostamos. Tanto.
Mesmo tendo jantado apenas à meia noite.

Just a perfect day...

...I'm glad I've spend it with you!

Sem certezas sobre o futuro.
Sem certezas sobre o resultado.
Sem certezas sobre o que vai acontecer.

Com a certeza que estou feliz!
Com a certeza do que sinto!
Com a certeza de saber que és tu!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Holofonia

Sei que isto já não é recente mas continuo a gostar. Vai daí decidi partilhar.
Sigam as instruções, coloquem os phones, fechem os olhos e.... ouçam!

O Barbeiro é genial!

Meravigliosa Creatura

Grande música esta, tornada famosa pelo anúncio do Fiat Bravo. E cantada por uma rapariga de Siena, de uma família que nos deu um grande piloto de Fórmula 1 e pastelarias e gelatarias do melhor que há.



Gianna Nannini - Meravigliosa Creatura

Tirada do fundo do saco

Não sei o que me perturba mais. Se o ar de quem congemina para incentivar motins a esmo por motivo nenhum que não um gosto insano e inato pelo pandemónio se a cabeleira ruiva...
Felizmente mudasti um pouco em 30 anos. O meu cabelo agora está escuro...


Extra: O meu doppelganger (cortesia IM):
Como é? Vais largar essa faca e fugir ou tenho de ta dar de comer? Pelo nariz!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Heartbeats, Lifestyles & Crossroads

Bela converseta que ontem à noite se instalou no HC a troco de coisa nenhuma... Dentro do tema das relações pessoais e das escolhas que se tomam sobre o rumo da vida (quando nos é dada essa possibilidade ou quando a escolha é feita por outrém ou pela vida em si), algo que claramente persegue uma determinada faixa etária/social/cultural da população, com preciosos cambiantes esclarecidos de cariz pessoal.

Comentou-se o factor achinelanço que assola muitas relações (ainda que, felizmente na minha óptica, nem todas). Comentou-se o que realmente podem querer/sentir as pessoas que abdicam da personalidade própria em função de uma entidade colectiva, o casal (uma escoha tão válida como outra qualquer no percurso para a felicidade, desde que tomada conscientemente em vez da tradicional espiral lenta que coloca indolormente palas nos olhos, faz estreitar horizontes e desperdiçar oportunidades únicas, numa vida demasiado curta para não ser vivida com plena consciência desse facto). Comentaram-se as mudanças e transformações que uma pessoa pode sofrer ou implementar voluntariamente durante a vida em certos momentos críticos (readaptação, reperspectivação, reorientação, redefinição de objectivos). Comentaram-se escolhas de carreira e de estilo de vida (com os prós e contras dos extremos e a ambiguidade confortável do meio termo). Comentou-se a capacidade/vontade/força para escolher um caminho diferente da maioria das pessoas (retirei o termo "manada" por conter um juízo de valor implícito e pejorativo que não é de todo necessário só porque não partilho dele nesta altura da vida). Comentou-se a vantagem de viver numa cidade com tamanho acima de uma certa massa crítica que abre uma quantidade quase infindável de possibilidades (com a consensualidade sobre o limiar de dificuldade para transpor a barreira do conformismo subir em meios pequenos). Comentou-se o arcabouço necessário para suportar as adversidades e contrariedades da vida sem soçobrar, antes moldando-nos às necessidades do momento (analogia óptima com a fragilidade da estruturas rígidas e a robustez das flexíveis na engenharia).
.
Assim se conversa, cresce e aprende, partilhando tranquilamente pontos de vista e experiências de vida entre pessoas diferentes, com a assertividade que alguém mais novo intitularia prontamente de conversa de velhos e a coisa lá foi fluindo alegre e descontraidamente até desoras...

Improvisos


Bom som e boa conversa ontem no Hot Club. Fica o elogio ao performer GL e a devida homenagem com o cartaz de ontem (rapinado à porta), ainda que a presença tenha sido mais em espírito do que outra coisa... Casa cheia para um concerto que, do cimo das escadas, pareceu bem engraçado ainda que curtinho. Deu para sentir o abraço de gratidão do senhor do contrabaixo pela presença que se prolongou noite fora com uma descontração algo imprópria para o meio da semana mas ainda mais valiosa por esse motivo.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

"Não saber as regras pode ser uma vantagem"

* Título e link by JF. Thanks.
E ser mais teimoso que uma ovelha também...
Seja como for, isto coloca a fasquia da casmurrice e determinação humana num limiar bem acima do que se julgava possível!

Lucky Adam

Num artigo relacionado, a Playboy elegeu esta como a melhor desculpa do mundo para a infidelidade: Ser o último gajo na terra, o antepassado de todos nós.

Seguem frases retiradas de diálogos entre o Sr. Adão e a Dona Eva

- Quem é esta lambisgóia? O que está ela a fazer aí contigo na cama? Seu sacana!!

- Mas, querida, é por uma boa causa! A salvação da Humanidade! A perpetuação do meu Y!

- Nem que fosses o último homem na Terra!!
- Mas, querida, é como se fosse! O meu Y vai ser hegemónico!
- E agora, onde pensas que vais a esta hora?
- Trabalhar, querida. Perpetuar a espécie.

Scientific Adam

Ainda estou estupfacto com a discrição com que este documentário passou ontem no canal 2... Como é que é possível isto não ter chamado mais a atenção? O programa vai um pouco além do que está escrito no artigo e situa o proverbial primeiro homem moderno a uns meros 60000 anos atrás (um pequeno salto evolutivo, considerando os 120000 de anos que se julga ser a idade do Homo Sapiens). Através de modernas técnicas de genética, este senhor rastreou o gene Y e as suas mutações através das gerações até encontrar um ancestral comum. Ou seja, todos os homens actualmente vivos na terra herdaram o seu Y dele por linhagem directa, ergo, Adão. À data da sua existência, supostamente Adão não era o único homem vivo (ainda que se julge que a Humanidade esteve neste período muito perto da extinção) mas, por possuir alguma característica física ou intelectual que lhe conferia vantagem sobre os demais, a sua prole prosperou mais que as dos restantes, chegando à actual hegemonia genética. Todos os descendentes dos contemporâneos de Adão, por um motivo ou por outro, extinguiram-se. Como parte da investigação, Spencer Wells situa ainda Adão na Tanzânia, o suposto Jardim do Éden, e identificou a tribo Hazabe como sendo potencialmente uma janela para a origem da Humanidade. Concluindo, nós, todos nós, gajos, temos um antepassado em comum. Somos todos primos. Ou, como diria alguém, é tudo farinha do mesmo saco!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Disclaimer

Há alturas em que penso nas consequências do que aqui escrevo e é engraçado ver o impacto que algumas destas linhas têm na vida real. Não que por aqui se comente algo que não seja real. Bem pelo contrário, quase tudo o que aqui vem parar tem, de facto, um motivo, uma semente. Há, no entanto, uns quantos cuidados a ter nas interpretações:
1) Não costumo revelar identidades para proteger a inocência dos culpados, ainda que os visados se consigam normalmente reconhecer;
2) Não costumo ser literal no que digo e há vestígios de insanidade imaginativa;
3) Tergiverso imenso, e isto na melhor das hipóteses, porque há para aqui escritos totalmente apócrifos;
4) Divago ainda mais, sendo que alguma atenção sobre a hora do escrito tem de ser tida (aqueles posts das 6 da manhã dificilmente poderão ser devidos ao aroma do pão quente);
5) Gosto assumidamente de vos baralhar e de vos induzir em erro, deixando ainda assim, qual Hansel & Gretel, um rasto de migalhas a indicar o caminho para a verdade. Ou para uma verdade... a minha verdade, pelo menos.
Posto, literalmente, isto, siga a festa! Há muito para escrever, ler, comentar e interpretar. Na dúvida telefonem... O Prof. Katarsinga está (quase) sempre online e on call para vos esclarecer sobre algum assunto que considerem pertinente!! Se não estiver deixem mensagem!

Meio-dia. Calor. Pedreiros. Panças ao ar.
Rapariga. Saltos altos. Saia justa. Blusa transpirada. Aproxima-se devagar.
-Lindinha, eu é que fazia e acontecia !

e fez e aconteceu e foram muito felizes.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Beringela - alegnireB

O uso não explicado da palavra "Beringela" e da sua inversão letra a letra "Alegnireb" ainda escapa a muito boa gente que não conhece a sua incrível utilidade como sinalizador intercalar numa conversa. Aconselho vivamente. Mais que não seja pela curiosidade que despoleta em quem ouve apenas parte do que está a ser dito e tenta descortinar uma sequência lógica para encaixar tais palavras. Lindo!

Porquê? Não sei mas sei que sei, tá?

Outro dia perguntaram-me porquê que se gostava de alguém. Não sei. Será que é preciso motivo? Será possível sequer identificar a razão ou razões objectivas? Ok, há coisas que fazem mais sentido, há preferências e gostos. Mas, acima de tudo, há razões que a razão desconhece.
Dentro do tema, gosto quando se tenta determinar um estereótipo do género ideal de parceiro. Da minha parte, nos dias que passam, admito uma preferência por morenas mas não vinculativa. Admito uma preferência por raparigas a tender para o magro. Admito uma preferência por pessoas mais complexas e menos convencionais (ou presas a convenções). Admito uma preferência por quem tenha um bom sentido de humor. Admito uma preferência por quem não tenha receio de demonstrações de afecto e carinho. Admito uma preferência por raparigas inteligentes, interessantes e divertidas. Admito uma preferência por quem seja capaz de gozar a vida sem queixas constantes. Alguém em quem possa confiar cegamente mesmo (e principalmente) quando tudo o resto falha. Alguém que partilhe um gosto por música, leitura, cinema, desporto, crianças, cultura, animais e ar livre. Uma rapariga activa, positiva e energética. Mas tudo isto é genérico e pouco selectivo, englobando imensas pessoas.
Porquê e como se escolhe depois, entre tantas pessoas que preenchem estes requisitos, uma? Isto quando a pessoa escolhida ainda calha minimamente dentro destes parâmetros porque há uma tendência inexplicável para não ter nada a ver com os modelos teóricos...
Para mim são os pequenos nadas que no fundo são tudo. É o cheiro. É aquele tique ou expressão característica. Uma pose. Um olhar. Uma voz de sono. Uma cara que faz em determinada altura. Um riso fácil. O adivinhar do que não foi dito. Até pode ser a maneira como se espreguiça. Algo que faz clique e nem precisa ser ao primeiro olhar porque nem toda a gente se revela verdadeiramente à primeira. Tudo começa por aí, pelo que não tem explicação nem precisa, pelo que aparentemente não conta mas conta tanto.
Ah, também convém que a coisa seja recíproca... tudo o resto é contornável e acaba por acontecer naturalmente. Chamem-lhe destino se quiserem...

Modern times...

Uma amiga queixava-se de ter pouco tempo para ter uma vida diferente e reconhecia que precisava de dar uma volta à que tinha. Trabalho demais, uma casa e uma família para cuidar. Viagens para todo o lado. Objectivos académicos por concretizar. Tudo isso redundou em alguma tristeza e solidão. O lado social não deve ser descurado sob pena de nos vermos descontentes com tudo o que lutámos para conseguir. O abraço sincero e honesto de um amigo vale e valerá sempre muito mais que mais uns euros na conta bancária e o golo de um filho muito mais que a entrega daquele relatório urgente, como qualquer sociedade civilizada reconhece e incentiva. Prioridades para não esquecermos o que verdadeiramente conta, sem cair no lirismo de ignorar que vencer no mundo laboral se está a tornar cada vez mais competitivo e que a segurança económica é um factor importante. Mas também não vale a pena meter a cabeça na areia como a avestruz e soterrar toda a solidão em trabalho a mais, julgando que ela não volta. Da minha parte aqui fica o apoio, preocupação e a promessa de inclusão nos programas pendentes sempre que possível para dar a volta a esse texto menos feliz!

Associação 25 de Abril

O espaço é agradável ou não fora ter sido desenhado pelo Siza. As pessoas são simpáticas e prestáveis. A comida estava óptima (gosto desta expressão). Boa relação qualidade preço. Excelente localização para quem embarca (emborca) de seguida pelo Bairro Alto fora. Ah, e não exigem cravos à entrada.
Não digam nada à ASAE mas dá para fumar no bar...

domingo, janeiro 06, 2008

Gosto muito

Roupa velha de sushi.

sábado, janeiro 05, 2008

Grande momento

Conseguir instalar um router wireless cá em casa, depois de uma tarde de luta (e de uma vida inteira a ser um nabo em informática).

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Eu, Catarse...

Declaro que, aos 31 anos, 8 meses e 4 dias, mais coisa menos coisa, pesando aproximadamente 68 kgs e medindo assim por alto 1,79 m, com uma tensão arterial de 13,6 mmHg (max) e 7,2 mmHg (min) e sensivelmente 55 batimentos cardíacos por minuto, não fumador, desportista activo, sem doenças crónicas a registar, apto militarmente e na reserva territorial, respiro saúde! Estou impecável! Novo! Enxuto!
Depois de ser testado, examinado, ter jurado sobre o meu estilo de vida e antecedentes familiares, olhado de alto a baixo com ar desconfiado e preenchido um formulário ridículo, pelo sim, pelo não, fiz um seguro de vida...

Moral da história

Escandalosamente retirado do contexto:

"- Adoro ver-te assim que acordo!"
"- Hummm... Já me têm dito isso."

É preciso é que não falte moral, confiança e auto-estima...
Gosto taaaaaanto!!!

Retrato - JP Simões

Canta JP Simões "A minha geração já se calou, já se perdeu, já amuou, já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou, ou então morreu, já se acabou..."
Humm... Até gosto da música e do CD mas olhe que não.

A comida estava óptima...

...e o bolo é mesmo o melhor do mundo, diga um certo sueco emprestado o que disser sobre qualquer coisa com amoras em Estocolmo...

Fiscalização urgente à água de Coimbra

Definitivamente andam a pôr alguma coisa na água de Coimbra que torna a população residente muito sensível aos apelos presidenciais...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Inverno











Top 25 Science Stories for 2007

Cá ficam elas, de uma publicação que muito me agrada por apresentar a ciência de uma forma cativante sem a esvaziar de conteúdo e rigor.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

4 dias a monte

Foram 4 dias a monte. No monte. E a monte.

Da manta de recuerdos ficaram: o pseudo-perú barulhento com os seus muchachos de aviário, a ausência mais presente de sempre, a banda sonora esquizofrénica a três vozes e 30 estados de espírito, a dor de dentes que abalou grande parte da festa (a quem mais trabalhou e menos merecia), uma festa a 6 tempos em jeito de trance-surf-cool-retro-cubano-psicadélico, o almoço de 5 horas nas Azenhas do Mar com tudo a que tem direito, isto é, o que vinha na lista, os reis da festa e os outsiders, os grupos de muitos, de dois ou de um, o retiro para longe e para dentro cá fora, as estradas de terra a rugirem debaixo dos pneus, as 4 horas no carro a perspectivar como deve ser, preso no trânsito e ao som de música, um telefonema, os amigos a várias distâncias, o regresso ao que agora é casa...

"... e houve medo... um pequeno nada de hesitação que fez tudo tremer um pouco... mas passou... passou como tudo tem de passar mas sem deixar mais marcas que as necessárias para se saber que aconteceu..."

terça-feira, janeiro 01, 2008

why write it when someone else has already sang it?


We Could Be So Good Together Lyrics


We could be so good together
Ya, so good together
We could be so good together
Ya, we could, I know we could

Tell you lies
I tell you wicked lies
Tell you lies
Tell you wicked lies

Tell you 'bout the world that we'll invent
Wanton world without lament
Enterprise, expedition
Invitation and invention

Ya, so good together
Ah, so good together
We could be so good together
Ya, we could, know we could

Alright!

Do da do do do do do bup bup de day

We could be so good together
Ya, so good together
We could be so good together
Ya, we could, know we could

Tell you lies
Tell you wicked lies
Tell you lies
Tell you wicked lies

The time you wait subtracts the joy
Beheads the angels you destroy
Angels fight, angels cry
Angels dance and angels die

Ya, so good together
Ah, but so good together
We could be so good together
Ya, we could, know we could

?