quarta-feira, janeiro 16, 2008

Sequinha, sequinha...

- Um amigo meu é grande fã de Israel.
- A sério?
- Sim. 'Té lá vive.

As heard over the radio by PC. Thanks

um gato é um gato

Encerramento do Hospital Pediátrico D. Estefânia

Está online uma petição contra o encerramento do Hospital Pediátrico D. Estefânia (LAHDE).
Por muito que compreenda que tem de haver algum controle e racionalização de custos, acho que há coisas que têm mesmo de existir, moral e socialmente justificadas ainda que deficitárias economicamente. Porque o dinheiro não é tudo. Porque os hospitais são assustadores para uma criança (e não só) mesmo sem adultos agonizantes. Porque eu escolho mil vezes um hospital pediátrico antes de um estádio de futebol ou um submarino.

Hemingway, os Golfinhos e as coincidências

Por definição, uma coincidência é um alinhamento espontâneo de dois ou mais acontecimentos relacionáveis, sem nexo de causalidade aparente entre eles. É certo que a grande maioria é desprovida de significado mas não deixam de, por vezes, ser algo assustadoras.
Como quando ligas na altura em que te querem falar. Como quando apareces quando estavam a pensar em ti. Como a música certa toca na hora certa.
Destas, e de outras deste género, nascem as teorias da conspiração e um certo sentido de paranóia sobre grandes esquemas controladores dos acontecimentos. Talvez sim, talvez não. Há certamente esferas de influencia que nos escapam. Há factores que, por desconhecidos, tomam proporções de místicos mas há coisas que são realmente intrigantes e deixam no ar mais perguntas por responder do que aquelas que a simples estatística poderia tentar solucionar.
Por mais voltas que dê à cabeça, não consigo perceber como é que os Golfinhos anunciaram que decidiram reunir-se no Hemingway horas depois de lá ter estado perfeitamente ao calhas pela primeira vez. Se isto vos parece inexplicável, posso adiantar que não é mais claro para mim só por saber do que estou a falar ou para quem recebeu a inconspícuamente assustadora mensagem. Deixem lá. Foi só mais uma numa longa lista de fenómenos dignos do Entroncamento que teimam em marcar presença. Provavelmente é o destino e já se sabe que não se pode lutar contra o destino.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Os 23 do Senhor SOCOlari

Ainda que muita água possa rolar por baixo da ponte até lá, parece-me que estão (quase) escolhidos, salvo alguma lesão ou quebra de forma de última hora ou algum desvario da cabeça pensadora do Sargentão, os eleitos para a próxima campanha da Selecção Nacional. Ei-los:
GR: Quim, Ricardo, Hilário (dúvidas apenas por troca com Paulo Santos)
DD: Miguel (esq), Paulo Ferreira (esq), Bosingwa
DE: Caneira
DC: Pepe, Fernando Meira, Bruno Alves e Ricardo Carvalho
MDef: Petit e Miguel Veloso
MC: Deco, Maniche, João Moutinho (dúvidas apenas por troca com Raul Meireles)
Extremos: Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão e Nani
Avançados: Nuno Gomes, Makukula, Hugo Almeida
Uma palavra ainda para Jorge Andrade que fica de fora por falta de ritmo (e bem), outra para Figo que fica de fora por vontade própria (e bem) e mais uma para Postiga que fica de fora até aprender a jogar futebol mesmo quando não está para aí virado (graças a Deus!). Mesmo a falta gritante de laterais esquerdos que grassa por aí é compensável com o excesso de gente na outra banda. O resto parece-me pacífico.
Um grupo sólido, coeso, cheio de potencial, polivalência, experiência, talento e vontade para trazer (finalmente) um caneco para casa! Vamos lá, cambada!

Produtos do antigamente que ainda duram e ainda bem

O Vieira de Castro é que sabe...

... e 2 kgs de flocos de neve só podem fazer bem! Um de cada vez, tá?

Apetecia-me algo, Ambrósio. Tomei a liberdade de plantar um Aeroporto em Alcochete, Madame

Oh, Ambrósio, bravo! Era mesmo o que me estava a apetecer...

E pode ser que assim:

- O Freeport não vá à falência;

- O Sporting consiga mandar o Paulo Bento embora para longe e trazer um pior;

- Se evite ver um 747 pendurado no trânsito da Segunda Circular, perdão, pendurado na Segunda Circular.

- A madame do Ferrero Rocher vá satisfazer os seus apetites carnais com o Ambrósio para locais mais paradisíacos.

Num tom um pouco mais sério, entre a Ota, Alcochete e Portela +1, uma das soluções teria de se encontrar já que a situação actual caminha para a saturação em pouco tempo. Pelo pouco que li, a Ota acarretava soluções técnicas redutoras do ponto de vista aeronáutico e já que iam construir um aeroporto talvez não tenha sido má ideia considerarem essa desvantagem como muito relevante. Alcochete levanta problemas ambientais e de transportes. A Portela +1 seria excessivo para o tamanho do país. A solução ideal não existe e o óptimo é inimigo do bom pelo que, contas feitas (que só se farão no fim, como é hábito neste país contabilísticamente escorregadio) até nem desgosto da solução encontrada. Super-teorias da conspiração à parte, gostei de ver o governo recuar numa opção que já parecia estar a ser tomada apenas por teimosia. Gostei de ver a maioria das pessoas interessadas pelo assunto e a sociedade civil interventiva. Claro que houve jogos de poder, manobras de bastidores, tráfico de influências. Claro que muitos se irão abarbatar indevidamente com dinheiros públicos. Claro que houve, há e haverá muito para melhorar mas parece-me que escolheram o menor de vários males e, haja imprensa de investigação à altura e um Tribunal de Contas corajoso, tente-se que o processo corra simples e transparente. E, já agora, bem articulado com o super-mono do TGV que, adianto, ainda não perdi a esperança de ver cancelado ou profundamente alterado, para melhor servirem o desenvolvimento de Portugal e reduzirem o isolamento deste cantinho da Europa.

Prazeres simples

O belo prego com batatas fritas e mostarda, sempre acompanhado pelo inefável fino (ou imperial) geladinho! Cai bem a qualquer hora, com especial destaque para a meia noite, numa qualquer cervejaria ou marisqueira perto de si. Aconselho o Ramiro, na Almirante Reis, se o ambiente degradado da vizinhança não vos afastar de lá. Bom! Muito bom!

Porreiro, pá!


Portugal está em penúltimo lugar entre os países da UE, atrás da Grécia, perdão, de Malta, perdão, da Lituânia.

The Assassination of Jesse James by the coward Robert Ford

Três gajos vão ao cinema ver um filme sobre um pistoleiro famoso. Ambos os três tinham lido críticas sobre o filme que os prevenia para a possibilidade de aquilo ser um pouco mais parado do que o que tinham em mente. Ainda assim foram. Viram. E gostaram médio pouco. Nem a fotografia (dois ou três bons planos) nem o argumento (médio médio) compensaram o facto do filme ser demasiado longo para o que tinha para contar. Apenas a construção das duas personagens principais valeu a pena. O suposto herói Jesse James começa em grande mas revela-se no final egocêntrico, paranóico e isolado e são esses pés de barro que acabam por quase lhe fazer merecer o tiro na nuca (mataste a cacilda, com um tiro na nuca, mataste a cacilda, meu fxxxx dx pxxx - a expressão "tiro na nuca" desencadeia sempre esta musiqueta em mim e nem sei bem porquê) do supramencionado cobarde Robert Ford que de facto o é (ainda para mais tem uma maneira irritante de falar) durante todo o filme, sem conseguir sequer a remissão pelo medo no final.
Fiquei com vontade de malhar um belo western spaghetti, pelo mestre Sérgio Leone! O bom, o mau e o vilão! Já estou a assobiar a theme song do Ennio Morricone...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Alguém quer um contrato de trabalho?

Condições: 3 meses com possibilidade de renovação (vários factores envolvidos)
Funções: Assuntos regulamentares, labeling
Remuneração: 750 euros mensais líquidos
Formação de base: científica (química, biologia...)
Experiência: pouca ou nenhuma
Empresa: Multinacional da Indústria Farmacêutica sediada perto de Sintra
Não é certamente a melhor oferta do mundo mas é certamente melhor que nada...
Gabardina.blogspot.com, o seu portal de emprego (que, ao contrário de outros, não se envia automaticamente para todos os destinatários da lista de endereços do mail sem perguntar)

Já que sabem que o vão fazer...

... ao menos que saibam o que fazem.

Restaurante A Camponesa (parte LXXVII)

Mesa marcada para as 22h.
Ligeiro atraso.
Telefonema de cortesia para avisar:

"Estou sim? M? Daqui fala J. Nós tínhamos mesa marcada para hoje, às 22h, mas estamos um pouco atrasados."
"Olá J. Ora deixa ver, mesa para as 22h, J... Estão atrasados? Graças a Deus!"

E desliga.
E nós gostamos. Tanto.
Mesmo tendo jantado apenas à meia noite.

Just a perfect day...

...I'm glad I've spend it with you!

Sem certezas sobre o futuro.
Sem certezas sobre o resultado.
Sem certezas sobre o que vai acontecer.

Com a certeza que estou feliz!
Com a certeza do que sinto!
Com a certeza de saber que és tu!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Holofonia

Sei que isto já não é recente mas continuo a gostar. Vai daí decidi partilhar.
Sigam as instruções, coloquem os phones, fechem os olhos e.... ouçam!

O Barbeiro é genial!

Meravigliosa Creatura

Grande música esta, tornada famosa pelo anúncio do Fiat Bravo. E cantada por uma rapariga de Siena, de uma família que nos deu um grande piloto de Fórmula 1 e pastelarias e gelatarias do melhor que há.



Gianna Nannini - Meravigliosa Creatura

Tirada do fundo do saco

Não sei o que me perturba mais. Se o ar de quem congemina para incentivar motins a esmo por motivo nenhum que não um gosto insano e inato pelo pandemónio se a cabeleira ruiva...
Felizmente mudasti um pouco em 30 anos. O meu cabelo agora está escuro...


Extra: O meu doppelganger (cortesia IM):
Como é? Vais largar essa faca e fugir ou tenho de ta dar de comer? Pelo nariz!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Heartbeats, Lifestyles & Crossroads

Bela converseta que ontem à noite se instalou no HC a troco de coisa nenhuma... Dentro do tema das relações pessoais e das escolhas que se tomam sobre o rumo da vida (quando nos é dada essa possibilidade ou quando a escolha é feita por outrém ou pela vida em si), algo que claramente persegue uma determinada faixa etária/social/cultural da população, com preciosos cambiantes esclarecidos de cariz pessoal.

Comentou-se o factor achinelanço que assola muitas relações (ainda que, felizmente na minha óptica, nem todas). Comentou-se o que realmente podem querer/sentir as pessoas que abdicam da personalidade própria em função de uma entidade colectiva, o casal (uma escoha tão válida como outra qualquer no percurso para a felicidade, desde que tomada conscientemente em vez da tradicional espiral lenta que coloca indolormente palas nos olhos, faz estreitar horizontes e desperdiçar oportunidades únicas, numa vida demasiado curta para não ser vivida com plena consciência desse facto). Comentaram-se as mudanças e transformações que uma pessoa pode sofrer ou implementar voluntariamente durante a vida em certos momentos críticos (readaptação, reperspectivação, reorientação, redefinição de objectivos). Comentaram-se escolhas de carreira e de estilo de vida (com os prós e contras dos extremos e a ambiguidade confortável do meio termo). Comentou-se a capacidade/vontade/força para escolher um caminho diferente da maioria das pessoas (retirei o termo "manada" por conter um juízo de valor implícito e pejorativo que não é de todo necessário só porque não partilho dele nesta altura da vida). Comentou-se a vantagem de viver numa cidade com tamanho acima de uma certa massa crítica que abre uma quantidade quase infindável de possibilidades (com a consensualidade sobre o limiar de dificuldade para transpor a barreira do conformismo subir em meios pequenos). Comentou-se o arcabouço necessário para suportar as adversidades e contrariedades da vida sem soçobrar, antes moldando-nos às necessidades do momento (analogia óptima com a fragilidade da estruturas rígidas e a robustez das flexíveis na engenharia).
.
Assim se conversa, cresce e aprende, partilhando tranquilamente pontos de vista e experiências de vida entre pessoas diferentes, com a assertividade que alguém mais novo intitularia prontamente de conversa de velhos e a coisa lá foi fluindo alegre e descontraidamente até desoras...

Improvisos


Bom som e boa conversa ontem no Hot Club. Fica o elogio ao performer GL e a devida homenagem com o cartaz de ontem (rapinado à porta), ainda que a presença tenha sido mais em espírito do que outra coisa... Casa cheia para um concerto que, do cimo das escadas, pareceu bem engraçado ainda que curtinho. Deu para sentir o abraço de gratidão do senhor do contrabaixo pela presença que se prolongou noite fora com uma descontração algo imprópria para o meio da semana mas ainda mais valiosa por esse motivo.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

"Não saber as regras pode ser uma vantagem"

* Título e link by JF. Thanks.
E ser mais teimoso que uma ovelha também...
Seja como for, isto coloca a fasquia da casmurrice e determinação humana num limiar bem acima do que se julgava possível!

Lucky Adam

Num artigo relacionado, a Playboy elegeu esta como a melhor desculpa do mundo para a infidelidade: Ser o último gajo na terra, o antepassado de todos nós.

Seguem frases retiradas de diálogos entre o Sr. Adão e a Dona Eva

- Quem é esta lambisgóia? O que está ela a fazer aí contigo na cama? Seu sacana!!

- Mas, querida, é por uma boa causa! A salvação da Humanidade! A perpetuação do meu Y!

- Nem que fosses o último homem na Terra!!
- Mas, querida, é como se fosse! O meu Y vai ser hegemónico!
- E agora, onde pensas que vais a esta hora?
- Trabalhar, querida. Perpetuar a espécie.

Scientific Adam

Ainda estou estupfacto com a discrição com que este documentário passou ontem no canal 2... Como é que é possível isto não ter chamado mais a atenção? O programa vai um pouco além do que está escrito no artigo e situa o proverbial primeiro homem moderno a uns meros 60000 anos atrás (um pequeno salto evolutivo, considerando os 120000 de anos que se julga ser a idade do Homo Sapiens). Através de modernas técnicas de genética, este senhor rastreou o gene Y e as suas mutações através das gerações até encontrar um ancestral comum. Ou seja, todos os homens actualmente vivos na terra herdaram o seu Y dele por linhagem directa, ergo, Adão. À data da sua existência, supostamente Adão não era o único homem vivo (ainda que se julge que a Humanidade esteve neste período muito perto da extinção) mas, por possuir alguma característica física ou intelectual que lhe conferia vantagem sobre os demais, a sua prole prosperou mais que as dos restantes, chegando à actual hegemonia genética. Todos os descendentes dos contemporâneos de Adão, por um motivo ou por outro, extinguiram-se. Como parte da investigação, Spencer Wells situa ainda Adão na Tanzânia, o suposto Jardim do Éden, e identificou a tribo Hazabe como sendo potencialmente uma janela para a origem da Humanidade. Concluindo, nós, todos nós, gajos, temos um antepassado em comum. Somos todos primos. Ou, como diria alguém, é tudo farinha do mesmo saco!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Disclaimer

Há alturas em que penso nas consequências do que aqui escrevo e é engraçado ver o impacto que algumas destas linhas têm na vida real. Não que por aqui se comente algo que não seja real. Bem pelo contrário, quase tudo o que aqui vem parar tem, de facto, um motivo, uma semente. Há, no entanto, uns quantos cuidados a ter nas interpretações:
1) Não costumo revelar identidades para proteger a inocência dos culpados, ainda que os visados se consigam normalmente reconhecer;
2) Não costumo ser literal no que digo e há vestígios de insanidade imaginativa;
3) Tergiverso imenso, e isto na melhor das hipóteses, porque há para aqui escritos totalmente apócrifos;
4) Divago ainda mais, sendo que alguma atenção sobre a hora do escrito tem de ser tida (aqueles posts das 6 da manhã dificilmente poderão ser devidos ao aroma do pão quente);
5) Gosto assumidamente de vos baralhar e de vos induzir em erro, deixando ainda assim, qual Hansel & Gretel, um rasto de migalhas a indicar o caminho para a verdade. Ou para uma verdade... a minha verdade, pelo menos.
Posto, literalmente, isto, siga a festa! Há muito para escrever, ler, comentar e interpretar. Na dúvida telefonem... O Prof. Katarsinga está (quase) sempre online e on call para vos esclarecer sobre algum assunto que considerem pertinente!! Se não estiver deixem mensagem!

Meio-dia. Calor. Pedreiros. Panças ao ar.
Rapariga. Saltos altos. Saia justa. Blusa transpirada. Aproxima-se devagar.
-Lindinha, eu é que fazia e acontecia !

e fez e aconteceu e foram muito felizes.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Beringela - alegnireB

O uso não explicado da palavra "Beringela" e da sua inversão letra a letra "Alegnireb" ainda escapa a muito boa gente que não conhece a sua incrível utilidade como sinalizador intercalar numa conversa. Aconselho vivamente. Mais que não seja pela curiosidade que despoleta em quem ouve apenas parte do que está a ser dito e tenta descortinar uma sequência lógica para encaixar tais palavras. Lindo!

Porquê? Não sei mas sei que sei, tá?

Outro dia perguntaram-me porquê que se gostava de alguém. Não sei. Será que é preciso motivo? Será possível sequer identificar a razão ou razões objectivas? Ok, há coisas que fazem mais sentido, há preferências e gostos. Mas, acima de tudo, há razões que a razão desconhece.
Dentro do tema, gosto quando se tenta determinar um estereótipo do género ideal de parceiro. Da minha parte, nos dias que passam, admito uma preferência por morenas mas não vinculativa. Admito uma preferência por raparigas a tender para o magro. Admito uma preferência por pessoas mais complexas e menos convencionais (ou presas a convenções). Admito uma preferência por quem tenha um bom sentido de humor. Admito uma preferência por quem não tenha receio de demonstrações de afecto e carinho. Admito uma preferência por raparigas inteligentes, interessantes e divertidas. Admito uma preferência por quem seja capaz de gozar a vida sem queixas constantes. Alguém em quem possa confiar cegamente mesmo (e principalmente) quando tudo o resto falha. Alguém que partilhe um gosto por música, leitura, cinema, desporto, crianças, cultura, animais e ar livre. Uma rapariga activa, positiva e energética. Mas tudo isto é genérico e pouco selectivo, englobando imensas pessoas.
Porquê e como se escolhe depois, entre tantas pessoas que preenchem estes requisitos, uma? Isto quando a pessoa escolhida ainda calha minimamente dentro destes parâmetros porque há uma tendência inexplicável para não ter nada a ver com os modelos teóricos...
Para mim são os pequenos nadas que no fundo são tudo. É o cheiro. É aquele tique ou expressão característica. Uma pose. Um olhar. Uma voz de sono. Uma cara que faz em determinada altura. Um riso fácil. O adivinhar do que não foi dito. Até pode ser a maneira como se espreguiça. Algo que faz clique e nem precisa ser ao primeiro olhar porque nem toda a gente se revela verdadeiramente à primeira. Tudo começa por aí, pelo que não tem explicação nem precisa, pelo que aparentemente não conta mas conta tanto.
Ah, também convém que a coisa seja recíproca... tudo o resto é contornável e acaba por acontecer naturalmente. Chamem-lhe destino se quiserem...

Modern times...

Uma amiga queixava-se de ter pouco tempo para ter uma vida diferente e reconhecia que precisava de dar uma volta à que tinha. Trabalho demais, uma casa e uma família para cuidar. Viagens para todo o lado. Objectivos académicos por concretizar. Tudo isso redundou em alguma tristeza e solidão. O lado social não deve ser descurado sob pena de nos vermos descontentes com tudo o que lutámos para conseguir. O abraço sincero e honesto de um amigo vale e valerá sempre muito mais que mais uns euros na conta bancária e o golo de um filho muito mais que a entrega daquele relatório urgente, como qualquer sociedade civilizada reconhece e incentiva. Prioridades para não esquecermos o que verdadeiramente conta, sem cair no lirismo de ignorar que vencer no mundo laboral se está a tornar cada vez mais competitivo e que a segurança económica é um factor importante. Mas também não vale a pena meter a cabeça na areia como a avestruz e soterrar toda a solidão em trabalho a mais, julgando que ela não volta. Da minha parte aqui fica o apoio, preocupação e a promessa de inclusão nos programas pendentes sempre que possível para dar a volta a esse texto menos feliz!

Associação 25 de Abril

O espaço é agradável ou não fora ter sido desenhado pelo Siza. As pessoas são simpáticas e prestáveis. A comida estava óptima (gosto desta expressão). Boa relação qualidade preço. Excelente localização para quem embarca (emborca) de seguida pelo Bairro Alto fora. Ah, e não exigem cravos à entrada.
Não digam nada à ASAE mas dá para fumar no bar...

domingo, janeiro 06, 2008

Gosto muito

Roupa velha de sushi.

sábado, janeiro 05, 2008

Grande momento

Conseguir instalar um router wireless cá em casa, depois de uma tarde de luta (e de uma vida inteira a ser um nabo em informática).

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Eu, Catarse...

Declaro que, aos 31 anos, 8 meses e 4 dias, mais coisa menos coisa, pesando aproximadamente 68 kgs e medindo assim por alto 1,79 m, com uma tensão arterial de 13,6 mmHg (max) e 7,2 mmHg (min) e sensivelmente 55 batimentos cardíacos por minuto, não fumador, desportista activo, sem doenças crónicas a registar, apto militarmente e na reserva territorial, respiro saúde! Estou impecável! Novo! Enxuto!
Depois de ser testado, examinado, ter jurado sobre o meu estilo de vida e antecedentes familiares, olhado de alto a baixo com ar desconfiado e preenchido um formulário ridículo, pelo sim, pelo não, fiz um seguro de vida...

Moral da história

Escandalosamente retirado do contexto:

"- Adoro ver-te assim que acordo!"
"- Hummm... Já me têm dito isso."

É preciso é que não falte moral, confiança e auto-estima...
Gosto taaaaaanto!!!

Retrato - JP Simões

Canta JP Simões "A minha geração já se calou, já se perdeu, já amuou, já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou, ou então morreu, já se acabou..."
Humm... Até gosto da música e do CD mas olhe que não.

A comida estava óptima...

...e o bolo é mesmo o melhor do mundo, diga um certo sueco emprestado o que disser sobre qualquer coisa com amoras em Estocolmo...

Fiscalização urgente à água de Coimbra

Definitivamente andam a pôr alguma coisa na água de Coimbra que torna a população residente muito sensível aos apelos presidenciais...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Inverno











Top 25 Science Stories for 2007

Cá ficam elas, de uma publicação que muito me agrada por apresentar a ciência de uma forma cativante sem a esvaziar de conteúdo e rigor.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

4 dias a monte

Foram 4 dias a monte. No monte. E a monte.

Da manta de recuerdos ficaram: o pseudo-perú barulhento com os seus muchachos de aviário, a ausência mais presente de sempre, a banda sonora esquizofrénica a três vozes e 30 estados de espírito, a dor de dentes que abalou grande parte da festa (a quem mais trabalhou e menos merecia), uma festa a 6 tempos em jeito de trance-surf-cool-retro-cubano-psicadélico, o almoço de 5 horas nas Azenhas do Mar com tudo a que tem direito, isto é, o que vinha na lista, os reis da festa e os outsiders, os grupos de muitos, de dois ou de um, o retiro para longe e para dentro cá fora, as estradas de terra a rugirem debaixo dos pneus, as 4 horas no carro a perspectivar como deve ser, preso no trânsito e ao som de música, um telefonema, os amigos a várias distâncias, o regresso ao que agora é casa...

"... e houve medo... um pequeno nada de hesitação que fez tudo tremer um pouco... mas passou... passou como tudo tem de passar mas sem deixar mais marcas que as necessárias para se saber que aconteceu..."

terça-feira, janeiro 01, 2008

why write it when someone else has already sang it?


We Could Be So Good Together Lyrics


We could be so good together
Ya, so good together
We could be so good together
Ya, we could, I know we could

Tell you lies
I tell you wicked lies
Tell you lies
Tell you wicked lies

Tell you 'bout the world that we'll invent
Wanton world without lament
Enterprise, expedition
Invitation and invention

Ya, so good together
Ah, so good together
We could be so good together
Ya, we could, know we could

Alright!

Do da do do do do do bup bup de day

We could be so good together
Ya, so good together
We could be so good together
Ya, we could, know we could

Tell you lies
Tell you wicked lies
Tell you lies
Tell you wicked lies

The time you wait subtracts the joy
Beheads the angels you destroy
Angels fight, angels cry
Angels dance and angels die

Ya, so good together
Ah, but so good together
We could be so good together
Ya, we could, know we could

?

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Interessam-me bastante os momentos de iluminação. Aquela fracção em que de novelo problemático se regressa à lisura pacífia da ordem.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Parabéns, pá!

Se há quatro anos foi assim, o que dizer da data Quinta-feira, Dezembro 27, 2007?

Escrevo apago, escrevo apago, escrevo apago, escrevo apago, escrevo rasuro mas essencialmente apago, escrevo apago, escrevo apago, escrevo apago. Repetidamente. Apago e ás vezes rasuro.

criaturinhas dementes


Tenho quase a certeza que existem umas criaturinhas malévolas e dementes que habitam nos interstícios da realidade, sempre prontas para aparecerem e provocarem a pior das confusões e dos mal entendidos. Muitas delas trabalham atrás de balcões por este país fora. De acordo com a última revisão do Código do Procedimento Administrativo é legítimo empalá-las com aquela bic cristal presa ao cordel.




quarta-feira, dezembro 26, 2007

advertência

Por certas e determinadas razões aviso para o perigo de aparar as unhas dos outros, com agulhas de coser sacos crus. E assim, lavo daqui as mãos.

Shmoo


The Shmoo believed that the only way to happiness was to bring happiness to others.

Acho que o mundo precisava que tivessemos todos um pequeno Shmoo dentro de nós.

Balanços de 2007: Filmes, livros e músicas

Filme do ano: Death Proof numa lista que tem ainda menções honrosas para O Labirinto do Fauno, Shortbus e Ratatouille.


Album do ano: Neon Bible numa lista que tem ainda menções honrosas para LCD Soundsystem - Sound of Silver, Amy Whinehouse - Back to Black (ok, late 2006) e Of Montreal - Hissing Fauna, You Are The Destroyer.


Livro do ano: Haruki Murakami - Vários. A lista teria ainda menções honrosas mas reparei que nenhum tinha sido editado em 2007 (nem perto) e consistiam quase todos em nomes já mais que conhecidos da praça literária.

Balanços de 2007: Amigos

Um ano muito bom! Excepcional! Houve tempo, felicidade e fortuna para o privilégio incomparável de conhecer mais e mais pessoas, para aprofundar amizades recentes e para reatar velhos laços! Houve tempo, felicidade e fortuna para o privilégio incomparável de encontrar alguém mesmo muito especial!

Balanços de 2007: Peregrinações

2007 fecha-se com um bom balanço de viagens/visitas:

Extra lusa fronteiras: Madrid, Londres e Amsterdão

Intra lusa fronteiras: Óbidos, Évora, Zambujeira, Aveiro, Sintra e Cascais.

Para 2008 estão em cogitação (sendo que não dá para todas):

Estocolmo, Dublin, Mediterrâneo, Marrocos, Barcelona, Brasil e Nova Iorque.
Portugal a norte do Douro

Sabedoria infantil

Ao receber um Nenuco pelo Natal, a minha sobrinha de 2 anos (sabendo que está a caminho um irmão/irmã) parou com um ar desconfiado e disse:

- Este é da mamã e do papá!
E não se aproximou mais do boneco. Lindo! É nestas alturas que começo seriamente a pensar na perpetuação dos meus genes.

Trabalho minimalista

Ainda não percebi bem o que estou a fazer aqui mas sempre dá para ir escrevendo umas patacoadas enquanto presto os serviços mínimos ao departamento.

Natal Urbano

Às três da manhã de dia 25 estavam cerca de 30 pessoas no Shmoo, um bar em Coimbra. Tanto quanto sei e pelas que conhecia, posso dizer que todas tinham famílias nucleares funcionais com as quais passaram a ceia de natal e trocaram os votos de boas festas e prendas, na habitual e costumeira celebração da quadra, finda a qual se começa a instalar como neo-tradição urbana a reunião com a família secundária, os amigos.

Notícias Natalícias

O noticiário das 18h de ontem, dia 25 de Dezembro, matou 276 pessoas pelo mundo fora em 15 minutos.

2008 Pirelli Calendar

Aka "The Call"

Fui a Coimbra e...

...já não há Sanjo na Bambi.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Boas Festas

Ao que gostaria de acrescentar, num rerun de uma piada velha mas ainda eficaz, "... pelo corpo todo!"

Catarse deseja-vos para 2008 tudo aquilo que deseja também para ele próprio, aqui cripticamente elencados para não violar as normas internacionais dos desejos:

1 - Uma decisão favorável de um pássaro amarelo
2 - Loucura saudável
3 - Felicidade esfuziante
4 - Imaginação delirante
5 - Acontecimentos improváveis e surpreendentes
6 - Música variada para todas as ocasiões
7 - Cash; não dá felicidade nem saúde mas paga as férias e o seguro de saúde
8 - Juizinho, muito, pouco ou nenhum, conforme as circunstâncias
9 - Saudinha, pontuada com um uso racional de medicamentos para eu não ficar sem emprego
10 - Uma beijoca para as amigas
11 - Uma abraçada para os amigos
12 -Um emprego para quem merece (J)
Bom Natal e Bom Ano Novo!
Estarei respectivamente em Coimbra e na Zambujeira, com Lisboa de permeio!
Season Greetings!!!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

2008

don't become a monster in order to defeat a monster




Passaram dois anos e meio desde o Barcelona-Vertigo Tour e por vossa causa esta música não me sai da cabeça...

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Descarregador de neuras laborais

Por sugestão da auto intitulada colega "palerma da frente" (sempre uma boa maneira de se auto-designar) que o "palerma do outro lado" agradece, aqui fica a melhor maneira de purgar todos os desagravos do trabalho e não só:
Arranjem uma gaveta (também pode ser um armário inteiro se trabalharem em ambientes muito stressantes);
Limpem-na de tudo o que contenha;
De manhã, pela fresca, ainda de espírito são e limpo, dediquem alguns minutos a enchê-la de insultos verbais ou mímicos (aka gestos feios);
À passagem/paragem da fonte de desagrado e/ou stress por perto da secretária, seja o chefe arrogante ou o colega irritante, manter um ar calmo e tranquilo, não importando o que estamos a ouvir;
Abrir ostensivamente a gaveta assim que a necessidade surja e deixá-la aberta;
Caso a situação o exija, incorajar e orientar na direcção apropriada a saída dos insultos atempadamente guardados para um dia difícil;
Finda a sessão não esquecer de voltar a repôr o stock e fechar a gaveta. Memorizar bem qual a gaveta certa para não insultar ninguém inadvertidamente ao procurar o agrafador.
Catarse aprova e aconselha vivamente. Funciona e permite manter aquele sorriso enigmático de satisfação e contentamento, para além da paz de espírito, enquanto ouvimos as coisas mais absurdas.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Sobrinho/a

MAIS UM/A A CAMINHO PARA ME BABAR TODINHO!

Ideias

Porque o mundo é muito louco ou muito chato e compete-nos fazer dele o que quisermos. Porque somos apenas limitados pela nossa imaginação ou falta dela. Porque o conformismo e o cinza do dia-a-dia só podem ser combatido com uma saudável dose de loucura. Porque às vezes apetece pedir um gin tónico numa portagem. Porque sim e porque não há verdadeiramente nenhum motivo para não o fazer!
Ficam as ideias e as fotos de quem teve a coragem de as executar num link que promete (thanks JFF).
Se alguém estivesse para aí virado, gostava de ver fotos de pessoas vestidas de espantalho, com cabeças de abóbora, a fumar, com chapéu, sobretudo, cachecol e headphones, levando debaixo do braço uma cabeça humana (serve um manequim para evitar problemas legais, de saúde pública ou que a cabeça faça falta a alguém) com um laçarote cor de rosa.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Um dia de domingo...

Domingo: Por definição, dia de descanso. Dia de preguiça. Dia de sofá e não fazer nada mais que ver um filme bacoco para dentro. Ou então não.

Domingo: Cascais. Feira. Marina. Chocolate quente. Ao som de Caetano. Lisboa. Pão com chouriço. Futebol na relva do parque Expo. Ao som de Placebo. Banho quente. Petisco. Cama. Ao som de Ana Carolina & Seu Jorge. Ao som da tua voz.


Bom! Muito bom! Tão bom que ainda dá para estar mesmo bem disposto numa segunda feira de manhã! Ainda bem que há dias assim!

Fica uma receita tirada da net ainda que aconselhe a variante com laranja e canela ou a de chocolate branco com baunilha que encontrei na marina, por estranhas que as misturas possam parecer. E mais havia por lá para experimentar!

BBC - Belém Bar Café


Pese embora não seja bem o meu género, um compromisso é um compromisso e lá fui ao encontro da roteirista de serviço, H, desta sexta à noite para a prometida descoberta do BBC. Encontrados os protagonistas no Piazza, mesmo ao lado, a conversa deu o mote para o resto da noite, que se previa animada. Um primeiro impacto no espírito na chegada à porta com a fila que já se tinha instalado não augurava nada de bom pelo frio que enregelava, mas rapidamente avançámos para o interior mais quente e acolhedor. O espaço é agradável, luminoso, amplo e bem decorado. A frequência, homogénea, goza de semelhantes atributos e preocupações estéticas, bem patentes no constante rodopio de olhares para verem e serem vistos. A música, algo longe dos meus gostos pessoais, assenta nos ritmos do house, R&B e hip-hop bastante dancáveis, ainda que se tenha tornado pouco variada ao longo das horas que passaram. No final a noite revelou-se divertida, descontraída e diferente que era o que se pretendia. Como em tantas outras ocasiões, o importante é a companhia e essa esteve obviamente à altura. Ficou já designada a próxima roteirista, D, para o que se adivinha, desta vez, um percurso mais alternativo. Quem sabe se isto pode vir a ser um bom hábito para manter vivo o espírito de (re)descoberta de Lisboa. Gracias H, S e D pela companhia divertida e animada! Não estão esquecidos os programas que discutimos! Novidades em breve!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Pintura e Bate-chapa


E parece-me que estará decidido! Pelo menos a ideia está assente. É mesmo desta que levo avante a vontade de fazer uma tatuagem! O piercing fica para já adiado mas, seguindo a linha de raciocínio de um amigo, algo bem discreto e pouco ostensivo não está posto de parte no futuro.

Agora falta só a parte fácil: escolher o desenho que me fará companhia de perto durante largos anos. Por motivos óbvios não vou escolher nada que possa mudar ou que tenha um significado temporal. Nem escritas seja em que língua for ou números e datas importantes. Terá sempre de ser algo perfeitamente desprovido de significado ou sentido, ou seja nenhuma imagem ou desenho com ligação à realidade. O que resta? Tribal. Entre elas optarei por algo pouco agressivo, orgânico, maioritariamente curvo. Monocromática (preto). Pequena. No braço para poder ficar longe da vista durante a maior parte do dia e não entrar em grandes conflitos profissionais (ainda há mentes retrógadas, passe o juízo de valor, menos abertas às diferenças).

A motivação? Apetece-me. Sei que está na moda mas não é por isso que a quero fazer. Tanto são "fashion victims" aqueles que a seguem ao minuto como os que seguem propositadamente o caminho oposto para marcar a diferença. E já adiei isto tempo suficiente para ter a certeza de que é o que quero mesmo fazer. Aceito sugestões, dentro ou razoavelmente fora dos limites acima descritos.
Fica a promessa de publicar aqui a fotografia da dita tattoo!

O primeiro-ministro é o Vítor Pereira?

Os árbitros portugueses da década de 90 também faziam grandes exibições nas competições europeias, e por cá era a roubalheira e a pouca-vergonha que se via...

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Sem ponta de tecnologia quanto mais tecnologia de ponta...

Agora que finalmente me libertei dos fios condutores/limitadores da internet e aderi à banda larga wireless é que a gráfica do meu portátil decide crashar sempre que pego no computador!? Karma é tramado... Agora lá terei de ir procurar a garantia e de me ir chatear com os senhores da FNAC e da Toshiba... De acrescentar apenas que o retorno aos gráficos hiperpixelizados de 4 bits ou lá o que foi aquilo com que o Windows me presenteou para poder ao menos fazer qualquer coisa, põem o cubismo a um canto. Bateu-me cá uma onda revivalista do Sinclair ZX Spectrum 128K +2 daquelas...

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Fofos de Belas aka Fartos de Creme


Pese embora terem um nome bastante abichanado os bolos são de facto bons. E fofos. E bons. E passo à porta deles todos os dias. Estou tramado. Chiça penico, Dona Liberdade, porquê??? Lá se vai o "six pack"...

terça-feira, dezembro 11, 2007

[sic]

É um clássico dos maus fígados portugueses. Em qualquer disputa travada nos jornais ou revistas, a propósito seja do que for, as pessoas, para além de tentarem arrasar com os argumentos do opositor de ocasião, metem pelo meio uma citação do outro, com uma falha de português (por pequena que seja) seguida de um [sic]. Sem mais comentários. Como quem diz: "Vejam a classe que eu tenho! Que bofetada de luva branca dei neste ignorante!"

Estranho país este, em que ninguém sabe falar ou escrever correctamente a língua oficial, mas em que todos acham que falam melhor que o vizinho e todos acham uma vergonha a forma como os outros falam e escrevem...

Pena é que gente tão culta se engasgue facilmente com a tabuada dos 7...

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Côngrua e comida

Nos telejornais o padre que quer a côngrua à força e o Banco Alimentar de Setúbal que ajuda 22 mil (!!!) pessoas diariamente.

Se o padre podia levar com a mesma dose dos seus amigos da Opus (ver post anterior) já o Banco Alimentar é um caso mais bicudo. Não sei se elogie a ajuda se critique o analgésico que controla a revolta, perpetuando a caridade e a injustiça.

O lado cómico é ouvir o responsável do Banco Alimentar dizer que precisa de voluntários que trabalhem 6 a 8 horas por dia e que tenham conhecimentos de informática. Qualquer dia chegam os consultores...

Tanta ignorância, tanta estupidez, tanta maldade

Na Sábado vejo a Opus Dei, a mulher do Mugabe, os gangs armados que matam na noite, as Skingirls.

Era pegar nos sapatinhos Ferragamo da Mugabe e espetá-los nos rabinhos Opus que gostam de dor e pegar nos chicotes dos palermas e dar 10.000 chibatadas na mulher do ditador. Aos outros bastava prendê-los.

A Camponesa

O elogio possível a um restaurante divertido fica aquém da real experiência de lá jantar. Como tudo o que é imprevisível, não há como garantir repetições mas os ingredientes estão lá, sendo a cereja no topo do bolo o proprietário. Louco, bon-vivant, confuso, baralhado, directo, simples. Gostei muito e prometo voltar. Mesmo se me deparar com a placa: "Fechado por amor!" que um dia, por quererem um fim de semana a sós, ostentaram na porta. Se há bons motivos para fechar, este é um deles. E muito melhor do que a ASAE de certeza!
Ah, fica na cortada para o Adamastor, vindo da Calçada do Combro. Não é caro mas pode acontecer que a máquina MB caia outra vez na pia de lavar a louça por isso levantem dinheiro antes. Os cartões de visita estão dentro do pato. Recomendo a alheira de caça e o caril de gambas. E o gelado de avelã!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Escatologia

O estudo dos últimos dias exerce sobre nós um estranho fascínio. As mais diversas mitologias encontram as mais variadas maneiras de nos dar um fim, sendo umas mais imaginativas, outras menos. Eu tenho o triste feeling que nos vamos matar a nós próprios, com um efeito imprevisto de uma qualquer inovação tecnológica, o equivalente global ao peidinho debaixo dos cobertores, neste caso o peido-mestre. A salvação poderá ocorrer ao mais belo estilo da ficção científica, ou seja, saindo rapidamente pela esquerda baixa rumo a outro berlinde azul perdido no espaço. Aconteça o que acontecer, haverá certamente surpresa generalizada: os ateus se descobrirem que afinal estava mesmo alguém a ver o que eles andaram a fazer; os católicos pasmados a olhar para o gordo careca de Buda vestido; os Maometanos a rogarem pragas ao profeta pela imprecisão da profecia... Já o argumentista do Matrix vai ter alguma coisa para explicar... Enfim, seja lá quem for que acerte (suspeito que apenas os internados em hospícios terão a desfaçatez mental para imaginar algo à altura), o pandemónio vai ser total. Bom, de qualquer maneira espero que não seja para já porque ainda me estou a divertir e hoje é sexta-feira. Se existir alguma lógica, por mais retorcida que seja, o mundo termina numa segunda-feira de manhã, mesmo a seguir ao despertador tocar e imediatamente antes de me levantar da cama quentinha, a tempo de sorrir e dizer: "Ao menos assim já não vou trabalhar..."

Christmas Carols

E porque a quadra é uma boa quadra e no natal, como no carnaval, ninguém leva a mal (cantar em brasileiro e com a música do Jingle Bells):



Lá vem Papai Noel

Montado num barril

Mandando a criançada

Pr'á p*** que os pariu



Vá, um pouco mais dentro do espírito, FELIZ NATAL, PEQUENADA!!

Doação de medula óssea e spam

Na sequência de um email recente pedindo ajuda para uma situação delicada, transplante de medula para tratamento de leucemia de uma pessoa conhecida, gerou-se alguma controvérsia sobre dois temas: o processo de doação propriamente dito e o envio indescriminado (e veracidade) de emails deste género.

Sobre a primeira parte fica abaixo o esclarecimento possível que constava do email.

Sobre a segunda parte, não percebo a não utilização do campo BCC (Blind Carbon Copy). Eu não quero o meu email divulgado ad eternum pela net para receber milhares de mails da caca e, se vão mesmo mandar mails para uma infindável lista de emails ao mesmo tempo para fins indiscriminados (detesto, abomino quase todas as correntes, ofertas de telemóveis e tralha do género - são sinónimo de falta de sentido crítico e bom senso), usem essa característica muito útil presente em qualquer email ou programa de gestão de emails - BCC rules! E sim, a maior parte das vezes a menina doente ou o menino desaparecido não existem (por muito ternurentos que sejam) e fazem parte de esquemas para colher endereços de email para spam. Segue o esclarecimento da colheita de medula, tema a que, seja para quem for, não poderia ficar indiferente. E já que falo nisso, tenho mesmo de ir dar sangue.

Serve o presente texto tambem para desmistificar ideias preconcebidas sobre a doacao de medula ossea. Actualmente, existem dois processos de colheita:

1) Atraves de celulas progenitoras do sangue periferico: o sangue vindo da veia do dador circula atraves de um aparelho chamado separador celular que remove apenas as celulas necessarias para o transplante, devolvendo as restantes ao dador.

2) Colheita a partir da medula ossea: celulas progenitoras são colhidas no interior dos ossos pélvicos, requer anestesia e uma breve hospitalizacao. O dador pode sempre optar pela forma de colheita, e em qualquer momento tem a oportunidade de continuar ou desistir.

PARA SER DADOR BASTA: Ter entre 18 e 45 anos; Ser saudavel; Ter peso minimo de 50 Kg; Nunca ter recebido uma transfusao de sangue.

LISTA de LOCAIS onde o leitor se pode dirigir para se registar como DADOR:

CENTROS de HISTOCOMPATIBILIDADE: Centro de Histocompatibilidade do SUL: Alameda das Linhas de Torres, 117, 1769-001 Lisboa; Tel.: 217504100. Centro de Histocompatibilidade do CENTRO: Praceta Prof. Mota Pinto, 3001-301 Coimbra (junto aos HUC); Tel.: 239 480700. Centro de Histocompatibilidade do NORTE: Pavilhao "Maria Fernanda", Rua Roberto Frias, 4200-467 Porto; Tel.: 225573470.

SERVICOS de SANGUE dos seguintes HOSPITAIS: IPO de Lisboa; D. Estefania; Amadora-Sintra; Barreiro; Torres Novas; Abrantes; Tomar; Beja; Elvas; Evora; Faro; Portimao; Portalegre; Litoral Alentejano; Vila Franca de Xira; Funchal; Ponta Delgada; Horta.

CENTROS de SAUDE: Mafra; Coruche; Vila do Porto; Sta. Cruz das Flores; Madalena; Velas; Sta. Cruz da Graciosa; Calheta; Ribeira Grande.

No entanto, quando seja possivel reunir mais de 50 dadores, existe ainda a hipotese de deslocação de tecnicos a localidades e instituicoes.

BDs - Manara

E porque nem só para putos se faz BD, Milo Manara desenha mulheres. Desenha mulheres de uma maneira perturbadora. Desenha mulheres sensuais, irreais, surreais, lânguidas e muitas vezes despidas em poses sugestivas para gáudio dos leitores.



Loiras, morenas, ruivas, as mulheres de Manara primam pela sensualidade e erotismo presentes em todos os desenhos. Uma BD para adultos e apreciadores do género. Larga isso, puto, e vai ler o Tin-Tin!

BDs - Calvin & Hobbes


E, neste campo particular da literatura não restrita a crianças, um dos meus preferidos de sempre: Calvin & Hobbes do Bill Waterson. Muito bom! Tenho quase tudo o que foi publicado e adoro! Infantil mas profundo! Incrivelmente divertido! Imaginação delirante e prodigosa de quem não pode ver a realidade sem lhe dar um toque de distorção pessoal!


De acordo com registo familiares transmitidos por comunicação oral, vulgo "a minha mãe diz que...", ao que parece, quando era pequeno só me faltava o tigre... Aviso-te já, futura prole (e não, apesar de já ter falado nisto duas vezes nos últimos posts, não há nada que queira anunciar), por muito que gostasse de vir a ter um (não, dois ou três) pequeno terrorista com imaginação e sentido de humor em casa, eu já fui um pequeno terrorista e ainda tenho imaginação e sentido de humor e lá por teres 8 anos e 27 kgs não te safas.


quinta-feira, dezembro 06, 2007

The melancholy death of oyster boy and other stories - Tim Burton

Brie Boy had a dream he had only had twice,that his full, round head was only a slice.

The other children never let Brie Boy play ...... but at least he went well with a nice Chardonnay.

BDs - Marvel


A lista dos personagens Marvel que em tantas e tantas histórias criadas por grandes argumentistas/desenhadores, como Stan Lee ou Jack Kirby, que acompanhei é interminável... Do meu favorito pessoal, o Homem Aranha (tanto que esteve em parte ligado à minha escolha de licenciatura - sendo a alternativa enologia, seguindo outro herói da BD, este totalmente desconhecido, o homem-pipa), ao Wolverine (gosto), Capitão América (demasiado certinho para o meu gosto), Thor (muito épico), o Coisa (muito bom), o Surfista Prateado (cool), Hulk (fora os ataques de fúria, é demasiado verde), Jean Grey, Storm, Electra e Catwoman (uiiii os fatos justos), ficaria aqui horas a desfiar o rol de combates devastadores entre o Bem e o Mal que sonhei (participei) acordado. Isto para não falar dos vilões (Galactus, Dr. Doom, Dr. Octopus, Magneto), porque nem só de virtudes se vive e quem nunca elaborou um planozinho infalível e maquiavélico para dominar o mundo apenas para ser impedido no último segundo por um raio desintegrador inoportuno, vindo de um herói agonizante? Filho meu (menino ou menina) contará certamente com esta literatura para o acompanhar/formar durante a infância/adolescência e que viva feliz e contente algumas horas no glorioso mundo da fantasia e imaginação.

Gadgets

Se alguém quiser sugestões para prendas para mim, fica a lista. Uma lista pelo menos... Um dos meus favoritos é o Shooting Alarm System.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Mens sana in corpore sano

Um estudo recente descobriu uma molécula, VGF, que é produzida em resposta ao exercício físico. Esta molécula possui propriedades antidepressivas, estimula o crescimento e manutenção das fibras nervosas e está relacionada com uma sensação de bem estar generalizada conhecida como efeito Runner's high (produção de endorfinas). Está explicado o meu vício em exercício... e já agora o do chocolate, por acção da Phenylethylamine, outro forte antidepressivo. Seremos meros fantoches da química neurológica ou teremos ainda uma palavra a dizer? Seja como for, venha daí esse joguinho de futebol, volley ou squash, seguido de um chocolatinho, que o efeito da última dose está a passar... e já agora mais um cafézinho que me está a dar a moleza pós-prandial.

A vírgula da diferença II

Estás sob a minha alçada, Baptista!

Já foram a Almada, negreiros?

Não tire, Fernando. Peç(ss)a!

Sabes o que lhe faz o marido da Florbela? Espanca-a!

Au revoir Simone - Santiago Alquimista - hoje, 22H

São bonitas, de Nova Iorque, tocam teclados e cantam como se o amanhã não importasse nadinha. São as letras que trazem o campo à cidade, são os ritmos melodiosos dos sintetizadores, é a electrónica ao serviço da pop. Bom. Muito bom! Gosto. Gosto muito! É de ir.



Fica a letra de uma das músicas que logo espero ouvir (o link do youtube está momentaneamente fora de combate - é de tentar isso ou o lastfm para ouvir mais delas - já aqui coloquei uma música há uns tempos atrás)

Through The Backyards Of Our Neighbors

Baby tell me please
Is this a dream
Spending the night with you
Beneath the cherry trees
Just make a wish and everything comes true

Out the windows of my bedroom
Through the backyards of our neighbours
But I didn't leave you waiting
There was endless concentration

Then the moon swept down to greet us
It was warm and made of flowers
Into vines that barely reached us
Climbing higher than forever

Baby help me please
In knowing this
'Cause showing never tells
Was it just a breeze
Was it a kiss
Breathless exquisite chills

terça-feira, dezembro 04, 2007

Nightmare before Christmas


Ao contrário do filme do Tim Burton (de quem sou grande fã), nesta altura do ano o pesadelo é real. O pesadelo das compras, o pesadelo do consumismo, o pesadelo das pessoas que se tornam mais humanas como se pudessem agora compensar 11 meses de hostilidade declarada contra os restantes membros da Humanidade. Esta hipocrisia aborrece. Se calhar é melhor do que nada mas ao mesmo tempo faz pensar que o fim de ano, mesmo com as habituais promessas que tornarão o mundo num lugar melhor, tem efeitos amnésicos retroactivos que limpam por completo qualquer memória da quadra natalícia e eis que voltamos às trombas costumeiras, ao mau feitio, à indiferença e aos maus modos.

Sobre o materialismo associado a esta época, prendas são sempre prendas (não posso dizer que não gosto) e reflectem, mais do que a ideia de comprar uma trampa qualquer para alguém, o tempo perdido na consideração da escolha e na procura do presente ideal. Haverá maior recompensa que olhar para a cara de quem recebe e ver estampado o ar de quem recebeu o que queria? Ou de surpresa agradada? Por outro lado, se é para comprar uma caca qualquer só para dizer que se comprou, o sorriso amarelo é castigo insuficiente. Proponho re-embrulhar e oferecer de volta ao ofertante no Natal seguinte, em jeito de recado. Mais, se é para isso, deixem-se ficar em casa, comprem online, desentupam as estradas, poupem o ambiente e a minha paciência.

E porquê limitar este ritual de lembranças (materiais) ao Natal? Sabe tão bem oferecer extemporâneamente algo. Flores, chocolates, fotografias, cds, jogos, livros, filmes, bilhetes, roupa, tarecos, seja o que for, a ideia é encontrar algo que fará alguém feliz, surpreso, animado ou bem disposto, custe 8 ou 80, bastando usar a imaginação.

Este ano estou muito contente - a missão Noel 2007 está próxima da conclusão, tendo encontrado solução para quase todos aqueles que queria presentear e nem sequer perdi tempo e paciência nos intoleráveis e atulhados centros comerciais.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Sicko


O filme que não se pode perder. Vejam para onde caminha o nosso sistema de saúde.

O Sapo é parvo

O Sapo é parvo. Mesmo parvo. Escolheu para vencedor do festival de microfilmes um filme parvo, de uma francesa parva, sobre um franco-argelino parvo (aka Zizou que fazia dos adversários parvos), com uma história parva com dois piões parvos. Os enviados da Gabardina à sessão de encerramento protestaram veemente e silenciosamente contra a escolha. É só compadrios, estava tudo minado! Nós, de um modo perfeitamente isento, torcíamos pelo realizador da casa. À falta de prémios e revoltados com a injustiça de tudo isto, afogámos as mágoas da derrota pelas ruas do bairro. Dessa e a dos senhores de vermelho que perderam contra uns parvos de azul. Parvalhões.

American Gangster


O filme é um bom filme. O final é um final. Os gangster tinham pinta, muita pinta. Gostava de ter vivido nesta altura. Gostava também de ter sido um gangster ainda que, muito provavelmente, o glamour aqui representado não compensasse uma boa e sólida bala no lombo. Isto para não falar nuns sapatinhos de cimento e num sobretudo de pinho. Mas, ainda assim, tem muito mais charme cinematográfico vender pó branco com um casaco de chinchila do que com uma bata branca. Ainda que, olhando para um armazém cheio de produto (dito assim soa mesmo bem) capaz de tratar milhares de doentes (desde que paguem), a imoralidade do acto permaneça essencialmente a mesma. Um pó destina-se a curar os males do corpo, outro pó serve para aplacar as maleitas de um espírito desfeito e de uma vida inclemente.

"Quitting while you're ahead is not the same as just quitting" é um bom conselho, venha ele ou não de um barão de droga no sodueste asiático. "Easy comes, easy goes" também, este cortesia da casa.

domingo, dezembro 02, 2007

Um país que é como aquela família

que, não tendo dinheiro para comer, compra um Jaguar para mostrar aos vizinhos que está em grande.

Salários congelados
Dívida pública excessiva
Défices orçamentais
Pobreza
Fome
Greves
Câmaras Municipais falidas

Estado português paga, com o dinheiro dos impostos dos seus pobres cidadãos, tela pintada há centenas de anos por milhão e meio de euros...

Onde é que se assina uma petição para acabar com os subsídios à "cultura"?

E tudo é ainda mais ridículo porque
Ministra da Cultura desconhece interesse do Estado em comprar quadro de Giovanni Tiepolo

sábado, dezembro 01, 2007

Angústia de Presidente da República

"O que é que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?"
Talvez...