segunda-feira, novembro 12, 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007
Pó de arroz
Pó-de-arroz
Na face das pequenas
Será beleza apenas
Só uma corzinha
Sim, pó-de-arroz (Pó, ahaa)
Rosa é, mulher o pôs
E um homem vai nas cenas
Eva e Adão outra vez
É como alindar um embrulho
Arroz com gorgulho talvez
[CHORUS]
Pó-de-arroz
Do teu arrozal
Esse pó que é fatal
És a tal que me encanta
Com pó-de-arroz
Não faz nenhum mal
É de arroz integral
Infernal quando chegas
Com todo o teu arroz
Todo o teu arroz
Pó-de-arroz
Tens hoje só p'ra mim
Pós de pirlim-pim-pim
E és um arroz-doce
Sim, pode ser
Um canto de sereia
Serei a tua teia
E tu serás o meu algoz
Mas quando te vais alindar
Alindada vens dar-me o arroz
[CHORUS][+1 Tom:]
Pó-de-arroz
[CHORUS]
Pó-de-arroz, Pó-de-arroz...
Pó por pó temos por cá muito, ele é cefazolina, ele é cefuroxima, ele é cefotaxima... agora pó de arroz não temos, lamentamos... Mas fica a música para as comentaristas de serviço.
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Corrente Literária
Dando seguimento a um desafio postado nas Glórias do Calhabé, aqui fica o que foi possível encontrar num fim de tarde de trabalho:
"However technology has advanced since that time, particulary in container sterilization monitoring and control techniques and in starting material production technology and these advances have, to some extent, compensated for the increase in effort required to ensure that the filled product is suitable for its intended purpose."
Seguindo as regras, acima está a 5a frase completa da página 162 do livro que tinha mais à mão: Aseptic Pharmaceutical Manufactoring
Isto declamado com voz colocada, assim para o radiofónica, tem uma certa, enfim, um certo, digamos, bom, na verdade não tem interesse nenhum, nem para o menino Jesus. O próprio autor teve muitas dificuldades para o acabar uma vez que adormecia de parágrafo a parágrafo enquanto o redigia. Livro chato este. Chiça penico. Era isto ou o índice Merck mas acho que não tem frases completas. Também tinha o catálogo da Roth, ver ponto anterior, e a lista telefónica da Terrugem mas nem 162 telefones há, quanto mais páginas.
Deixo convites para dar continuidade, caso assim o entendam, aos blogs:
Pensar
Arroz de Casca
Humm... Canela
Foto-esfera
Abrupto (aposto que este cortes não vai alinhar na brincadeira...)
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quinta-feira, novembro 08, 2007
Obrigado Realidade!
Por provares à exaustão que há sempre um pantone mais negro por mais que achemos que chegámos ao fim da escala. Não te preocupes. Eu apanho-te na volta do correio e mostro-te com quantos paus se faz uma pira funerária para iluminar esta negritude com que me brindas.
Is there all that is? Apostava que não mas provavelmente perdia. O que vale é que, nestas alturas, tenho mau perder, faço batota, birra, esperneio, rosno e mordo. Mas depois passa-me.
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Rodo-aviário
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quarta-feira, novembro 07, 2007
Parar é morrer...
Diz o adágio e há tanta verdade nisto que chega a assustar. É verdade na biologia, na economia, na carreira, na vida. Há dias em que, por força do excesso de trabalho, da falta de sono, do cansaço ou outra desculpa qualquer, só dá vontade de pudinzar no sofá. Seja, sou tão fã disso como outra pessoa qualquer uma vez por outra, até porque sabe mesmo bem relaxar. Agora outra coisa é fazer disso regra e desse hábito um estilo de vida. É ouvir "Ehh... hoje não, estou mesmo cansado..." dia após dia. Isso! Cansa-te da vida e pode ser que um dia a vida se canse de ti. Não pode ser! Acordem! Sacudam essa letargia castradora que tolhe e limita! Isto passa a correr e ninguém nos dá outra volta. Se não fizeres, se não tentares, se não correres, se não experimentares, ninguém o fará por ti. Há sempre, tem de haver, energia para mais! Quanto mais fazes, mais podes fazer; quanto mais queres, mais consegues fazer. Nesta altura do campeonato, só queria que os meus dias tivessem 48 horas para ter tempo para mais e mais. Tempo, tempo, tempo! Para os amigos, para ler, para desporto, para comer, para pensar, para a família, para trabalhar (também tem de ser), para cozinhar, para viajar, para festas, para música, para descobrir, para filmes, para dormir, para estudar, para teatro, para criar, para escrever, para os hobbies, para a net, para exposições, para o carro, para conhecer pessoas, para aparvalhar, para a casa, para museus, para jardins, para namoriscar indecentemente, para estar ao sol, para concertos, e sim, também para ficar no sofá! Há coisas boas demais para fazer com o tempo para nos podermos dar ao luxo de o desperdiçar por falta de vontade. Vamos! Mais, mais, mais!! Up, up and away!!!
(P.S. 1 - Agora que penso nisso, se calhar os 6 cafés, os 6 kms de corrida e as 6 horas de sono por dia andam a deixar-me um pouco eléctrico... eheheheh)
(P.S. 2 - Para todos os que não vejo ou falo há imenso tempo fica o pedido de desculpas público e promessa de remissão do pecado de ausência & desaparecimento para com todos aqueles com quem tenho estado em falta...)
(P.S. 3 - Energia e vontade à parte, hoje está a ser um daqueles dias em que mais valia nem me ter dado ao trabalho de acordar para acumular horas de sono para dias que valessem mesmo a pena. Que Quarta-feira perfeitamente horrorosa e desnecessária. Tudo corre mal. Carregas no Send quando querias o Delete, escreves Vergas quando querias Verbas, enfim... agora das duas uma: ou aparece a cereja podre no topo do bolo queimado e piso um monte de m**** fresca ou surge o raio de sol redentor mesmo sabendo que já é noite lá fora)
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segunda-feira, novembro 05, 2007
"Move it, move it, move it!"
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sexta-feira, novembro 02, 2007
Quadras aparvalhadas VIII
Labutei até agora
Trabalhei com afã
Está na hora de ir embora
Antes que fique tantan
Fica um conselho amigo
Retirado de um livro antigo:
Ao almoço, ao jantar e à ceia
Comam carne de baleia
Contente vou pela estrada
Rumo aos copos de vinho
Com a saída marcada
Posso mesmo ser tolinho
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A vírgula da diferença I
Roubaram-te o Alfa, Romeu?
Já fizeram a vossa higiene, pessoal?
Apetecia-me escrever mais umas quantas mas agora não me sai mais nenhuma... pode ser que daqui a bocado, em mais um acto de rebeldia profissional, por aqui passe, pare e poste (continuo a gostar muito da conjugação deste verbo).
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Quadras aparvalhadas VII
Queria tanto estar a trabalhar
Como ficar sem um braço
Ou arrancarem-me um olho
Ou perfurarem-me o baço
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Quadras aparvalhadas VI
Nem sabem quanto me aperreiam
Estou pior que um atum
Quanto mais me chateiam
Mais eu faço nenhum
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Quadras aparvalhadas V
Estou triste e derreado,
Pior que um pudim,
Estou mesmo chateado,
De estar aqui sem tim
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Era mesmo aqui...


Bem sei que isto é masoquismo mas não consigo evitar... deve ser o ar bafiento que os HEPA estão a deitar aqui para a cave que me está a perturbar a lucidez... Posted by Catarse at 2.11.07 4 comments Links to this post
Quadras aparvalhadas IV
Não gosto de trabalhar
Quando devia estar de férias
Quem gosta disto é parvo
E o resto são lérias.
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Quadras aparvalhadas III
Se eu fosse a lua eras a minha terra
Se eu fosse a terra eras o meu sol
Gosto de ti mais que de queijo da serra
E agora apetece-me um rissol
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Quadras aparvalhadas II
Eu queria ser rico
Para te dar um castelo
Para que tu me contemplasses
Como eu te contempelo
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Quadras aparvalhadas I
Eu queria ser um chinelo
Chinelo que tu calçasses
Para ir onde tu fosses
Para estar onde tu estasses
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quarta-feira, outubro 31, 2007
Os canhanhos de cinema
“Outra margem” de Luís Filipe Rocha, tem como matéria-prima as silhuetas planas e distantes, em que cada um de nós se transforma, quando esconde dos outros as suas fragilidades. Tal qual, as personagens deste filme. Maria, Mãe de Vasco esconde-se por detrás do esforço e dedicação ao filho. José, pai de Maria e Ricardo, esquiva-se à reconciliação. Ricardo recusa a morte do namorado. E Luísa, abandonada no dia do casamento por Ricardo, espera -ainda- o noivo. Personagens separadas pelo rio da incomunicabilidade.
Porém há Vasco. Um rapaz que precisamente pela sua fragilidade, consegue resgatar das margens as personagens isoladas e fazê-las renascer. É, neste sentido, que este filme trata da superação da morte. Não física, mas da morte emocional que implica viver à margem dos outros. Para cada personagem, e para cada um de nós.
Dos actores, destaco Tomás Almeida (Vasco). Este não só nos torna cúmplices do seu ponto de vista, como cria com Maria d´Aires (Maria, mãe de Vasco) com Horácio Manuel (avô) e com Horácio Manuel (tio), uma relação de ternura e simplicidade que há muito não via no cinema Português. Recordo três momentos exemplares: a festinha na cara da mãe enquanto esta trabalha, o almoço com o avô, e o modo como se aproxima do tio quando este dorme no quarto. Mas se tudo isto, são apenas ideias de realização a que os actores conseguiram dar a melhor interpretação, foi o realizador, que na montagem materializou as ideias com sons e imagens. Recordo a valsa de olhares entre mãe e filho, depois de este dizer que escutara o tio a chorar; e a montagem em paralelo de Ricardo a cantar, e a cremação do seu namorado.
Em “Outra Margem” Luís Filipe Rocha recupera a nota documental que marcou o início da sua carreira. O filme, através das actividades quotidianas das personagens, regista o dia-a-dia das pequenas cidades do interior: o trabalho de Maria na fábrica, a idas ao cinema, as compras da semana, e os novos espaços de diversão nocturna. E assim, constrói um ambiente de dia-a-dia concreto. Muito delicado e muito difícil. Porém, e aqui reside o que mais me afastou do filme, esta sensação de quotidiano a acontecer, é quebrada por alguns diálogos abstractos, e por uma utilização lírica de partes da música. Ora, abstracto e lírico é o que o filme seguramente não é. É por isto que merece muito ser visto. Pois apesar da transparência das suas imagens e sons, há emoções e sentidos genuinamente humanos.
Posted by tcravidao at 31.10.07 0 comments Links to this post
terça-feira, outubro 30, 2007
Já que falas nisso...
E porque o tema é um bom tema, já não é segunda-feira, o sol brilha e tal, apetece-me discorrer um pouco também sobre o amor e filhozes do género. Não estou a falar de gostar, de carências, de relógios biológicos, de necessidade, de desejo, de amizades com pantone... Não. É mesmo a coisa genuína, a que, qual algodão sentimental, não engana! Aquela que não só move montanhas se necessário for, como faz com que nem reparemos se, por acaso, alguma das ditas montanhas resolver ir dar uma inesperada volta ao bilhar grande. A que nos faz dizer coisas absoluta e escandalosamente ridículas sem que disso tenhamos sequer noção, ou, tendo-a, não faz diferença nenhuma. A que nos adoça a voz, a que adiciona "inhos" a tudo, a que nos põe um sorriso parvo logo abaixo do olhar parvo, mesmo no meio da cara de parvo, a que não nos sai da cabeça a dormir ou acordado, a que nos inspira carinho e cuidado, a que coloca o bem-estar da outra pessoa acima de nós próprios, que provoca mais suspiros contemplativos por minuto que a tubercolose provoca tosse. A dos arrepios, suores frios, dores de estômago mas que não passa por intoxicações alimentares. Aquela que relaciona noção do tempo a passar e distância entre pessoas numa função inversamente proporcional. A que nos impede de pensar em consequências, nos faz acreditar sempre num final feliz, nos renova a fé na Humanidade. A que faz um dia cinzento de chuva parecer bonito, independentemente de estarmos na praia, roxinhos a tiritar de frio. A que nos faz perder a cabeça, o juízo, o norte, o rumo e, em dias mais complicados, a correcção gramatical. A que sabe mesmo bem quando bate certo e que quando bate certo, bate forte. A que está lá nos dias maus da mesma maneira que nos bons, fazendo com que, pensando bem, acreditar que o dia até nem foi assim tão mau. A que ultrapassa problemas e crises em nome da felicidade mútua sem a intervenção da polícia anti-motim, da sogra ou do rolo da massa. A que permite comunicar sem palavras, ler pensamentos, adivinhar vontades, habilidade particularmente útil naquela festa chata na altura de ir embora. Aberta, assumida, intensa, terna, honesta, quente, carinhosa, reconfortante, sólida, recíproca, calorosa, expansiva. Sem ressentimentos, recriminações, queixas, acusações, dúvidas, medos, hesitações. Tão bom que devia vir em embalagens de 20. Tão bom que devia ser ilegal, para lhe acrescentar o prazer do proibido (e vou excluir o adultério e a pedofilia porque... enfim, seja, ficam. Gostos são gostos e o código penal não tem nada a ver com isso). Tão bom que devia acontecer a todos pelo menos uma vez e durar para sempre, de preferência na mesma vez para não criar problemas de continuidade ou sobreposições na realidade.
A que fez, faz e fará falta a tantas relações falhadas, e a algumas não falhadas também, no século XXI e, arrisco eu a extrapolação, noutros séculos também, porque estou a ver muito boa gente a aturar grandes berbicachos conjugais na idade média sem uma réstia de amor que fosse, com a agravante da proliferação de achas de armas, lanças, espadas, flechas e quejandos que por essa altura existiam em qualquer lar decente e resolveriam o problema de um modo muito mais rápido e indolor, dependendo do lado da arma que estivessemos, claro.
E, como não pode ser tudo bom e a medalha tem sempre um reverso, a que dói mesmo muito quando corre mal. Chiça penico! Antes cortes de papel na retina e lágrimas de álcool...
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Tudo sobre as relações amorosas no século XXI
Posted by artur at 30.10.07 4 comments Links to this post
segunda-feira, outubro 29, 2007
Monday sucks!!!
(Cantar com a música do Mickey Mouse)
What's the worst day of the week that gets us all depressed?
M-O-N, D-A-Y, S-U-C-K-S.
Here comes more aggravation and a brand new week of stress!
M-O-N, D-A-Y, S-U-C-K-S.
Monday Sucks, Monday Sucks! Monday Sucks, Monday Sucks!
Forever will it make you want to cry, cry, cry, cry!
So come along and sing this song, now get it off your chest.
M-O-N, D-A-Y, S, U, C, K, S.
Ouvir música completa aqui.
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sexta-feira, outubro 26, 2007
Putin que parin!
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Contos curtos sobre nada: Obrigado, amigo!
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quinta-feira, outubro 25, 2007
Gracias Tacuara aka Cardozo
Posted by Catarse at 25.10.07 2 comments Links to this post
Ig Nobel Awards
Porque nem toda a curiosidade é séria e porque a idade dos porquês, às vezes, dura mais do que o esperado, surgem perguntas parvas que, inesperadamente e envolvendo pesquisa séria, produzem respostas igualmente parvas. Eu gosto!
Alguém achou que havia motivo de reportagem, como diria o outro, e, melhor ainda, que era bom atribuir prémios.
Os Anais da Pesquisa Improvável vêm provar que há mesmo quem queira saber alguma coisa sobre a Necrofilia Homossexual dos Patos Bravos (ver prémio de biologia de 2003) ou, o meu favorito pessoal, Linguistica 2007: Juan Manuel Toro, Josep B. Trobalon e Nuria Sebastian-Galles, por determinarem que as ratazanas, por vezes, não conseguem distinguir entre Japonês ouvido de trás para a frente e Holandês ouvido de trás para a frente.
Posted by Catarse at 25.10.07 0 comments Links to this post
quarta-feira, outubro 24, 2007
Sem querer fazer concorrência
aos amigos Minimalistas, deixo um mapa de onde estava há dez anos atrás. Não no campismo, que não havia dinheiro para isso. Mas depois de dormir num Fiat Uno com mais quatro pessoas ainda demos um mergulhinho nesta praia (alguém deve ter uma foto nossa junto à placa... não era uma placa muito grande...) da localidade. O aeródromo da ilha, como podem ver ao centro se aumentarem a imagem, tem um nome igualmente sugestivo.
Um sítio a que é preciso voltar (falo da ilha!).
Posted by artur at 24.10.07 1 comments Links to this post
Sampi VI - A batalha (parte II)
Sampi, como tantos entre nós, era uma criatura pacata, simpática, tranquila, amável e de todo não totalmente desprovido de capacidade para as maiores atrocidades quando devidamente motivado ou assoberbado pelo tédio. Entre isso, uma consciência descartável, um talento inato para a asneira e um sobredesenvolvido sentido do insuportável, conseguiu angariar um considerável leque de inimizades. A bem do equilíbrio natural das coisas diga-se que angariou também um reconhecido grupo de amigos fiéis, todos eles, como o próprio advogava tantas e tantas vezes ser a maneira correcta de fazer as coisas, perfeitamente capazes de lhe espetar um abraço traiçoeiro pelas costas enquanto o esfaqueavam no peito olhando-o nos olhos, essa sim a grande diferença entre trastes e trastes, porque falhar todos falham; a questão é assumi-lo abertamente. No caso em mãos, a coisa revestia-se de particular delicadeza porque se tratava de um ex-grande amigo, um dos melhores e que tinha resvalado, como algumas vezes acontece, perdida a confiança, para o outro lado, o lado errado para se estar na perspectiva de Sampi, vulgo, contra ele. Poucas coisas pela negativa o fariam perder a cabeça a ponto de não medir consequências nefastas para ele próprio. Esta seguramente não estava incluída no lote daquelas que não teriam tal efeito. Aliás, no hierarquizado sistema de classificação que tinha inscrito na alma, este elevava a fasquia acima do record olímpico para asco indoor, uma modalidade muito popular nos jogos galácticos inter-espécies, diga-se, da qual Sampi era excelso e exímio praticante. Vasculhando por entre os destroços do que tinha sido o seu lar, recolheu alguns pertences e partiu rumo à sua casa de férias para dar início aos preparativos de batalha. Isto incluia um acumular de tensões, irritações, raiva profunda e mesquinha (não confundir), nervos, stress que poderia ter gerado energia suficiente para alimentar 273 ascensões e quedas do império Romano. Treinou afincadamente trânsito, atendimento ao cliente da TVCabo, repartições de finanças, livros de reclamações, discussões com funcionários da Emel, jantar em restaurantes de praia cheios, reinstalar o Windows, discussões de café sobre política externa, futebol e religião, programar o vídeo, enfiar uma linha numa agulha segura por uma pessoa com parkinson, catar piolhos com luvas de boxe, e, quando terminou, estava energeticamente pronto para descarregar o maior ataque de fúria jamais testemunhado desde que Deus deu uma topeirada na cama e detonou o Big Bang. Agora só faltava encontrá-lo, à sua némesis, o que não deixava de ser fácil. Estaria, certamente e como sempre, no pior ghetto, cercado pelos maiores facínoras e crápulas, na pior zona possível, à pior hora possível, a conspirar sobre maneiras de tornar as pessoas miseravelmente infelizes. Pensou um pouco, considerou as hipóteses, saiu de casa e foi almoçar à cantina do Parlamento.
(to be continued)
Posted by Catarse at 24.10.07 0 comments Links to this post
terça-feira, outubro 23, 2007
Another day in paradise
Informática O computador tem nove meses, é um Pentium IV vendido por 2.000 euros quando qualquer computador de 600 tinha Core Duo. Está todo avariadinho. A loja (que é uma loja de aeromodelismo e não de informática) prometeu que o arranjo era num instante. Vão lá quinze dias e ninguém sabe de nada a não ser o técnico. O técnico está incontactável.
TV Cabo A Power Box alugada ontem, primeiro não funcionava, depois funcionou e logo deixou de funcionar outra vez. Depois de 7€ gastos em chamadas para o atendimento, vão mandar uma equipa técnica a casa. Mas essa equipa não pode instalar uma segunda ficha de TV Cabo. Para isso tem que se pagar uma deslocação de 25€ a outra equipa.
Transportes IKEA Comprados os móveis e pago o transporte na caixa, a IKEA subcontrata o transporte. Para além de demorar mais de 15 dias, ficaram de ligar ontem ou hoje e até agora... nada.
Simplex O António Luís Matias Santos Ferreira Silva (nome fictício) está na Certidão de Registo Comercial como Luís Matias Santos Ferreira Silva. Assim sendo, o notário recusa-se a reconhecer a assinatura. Coitados dos americanos que são aos milhões e só têm um apelido cada.
Posted by artur at 23.10.07 1 comments Links to this post
Opus Vigarei
Então a conta do maroto do miúdo já vai em 12 milhões e ninguém me dizia nada... Quando for assim têm que me avisar!
Vá, usem as minhas duas últimas senhas de presença das reuniões do Conselho de Supervisão para pagar isso e fiquem com o troco.
Posted by artur at 23.10.07 0 comments Links to this post
segunda-feira, outubro 22, 2007
Segunda-feira...
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quinta-feira, outubro 18, 2007
Bocejo
Uuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...
Peço imensa desculpa mas era isto ou espreguiçar-me aqui em frente a esta malta toda.
Continuemos serenamente rumo ao fim do dia...
Posted by Catarse at 18.10.07 0 comments Links to this post
quarta-feira, outubro 17, 2007
Levanta-te
e vai trabalhar, ó mandrião!!!
(este post manifestamente fascista e que me garante entrada directa lá onde até as chamas têm calor, serve apenas para celebrar o regresso da internet de banda larga à minha vida!)
Posted by artur at 17.10.07 1 comments Links to this post
O excesso formal foi sempre índice de decadência.
Posted by tcravidao at 17.10.07 1 comments Links to this post
segunda-feira, outubro 15, 2007
Ena Pá! 2000... anos no inferno!
És cruel
Mataste a tua filha com um cordel
Transformaste a tua casa num bordel
És cruel
És tarado
Drogaste os teus filhos, que pecado
Praticas swing à bruta e és casado
És tarado
És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar
És ignóbil
Levaste o cadáver no automóbil
E cremaste a criancinha em Chernobil
És ignóbil
És vaidoso
Andaste a foder a vizinhança
E davas droga a uma criança
És vaidoso
És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar
És obtuso
Bebes vinho em vez de agua do Luso
Agora tás mais enroscado c’um parafuso
És tarado
És obsceno
Encheste as veias de Maddie com veneno
Encharcas-te com vinho do Reno
És cruel
És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Eu sei onde vais parar
És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Eu sei onde vais parar
Eu sei onde vais parar
Posted by Catarse at 15.10.07 0 comments Links to this post
Piadola sádica e gratuita
10 miúdos vão jogar às escondidas. Quem ganha?
A Maddie...
(via email)
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Máquina do tempo
Adiante-se que poucas coisas têm o nível de um fraque de pé descalço. Muito poucas mesmo. Uma coisa séria! Uma coisa digna! Uma coisa para a qual é necessária uma coragem que não está ao alcance de todos. Eu diria que era uma bota difícil de descalçar mas a imagem contradiz-me...
E para terminar em beleza, no dia seguinte ao almoço, numa tasca escondida apenas encontrada a conselho de quem sabe, um cabrito grelhado absolutamente delicioso!
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sexta-feira, outubro 12, 2007
A verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade?!?
A verdade, expoente máximo da relatividade, tem-me surgido ultimamente sob as suas mais variadas formas, em vários momentos e situações. Há a verdade dos factos, matemática, fria, implacável e que, mesmo assim, por vezes, teima em ser deformada para se conformar aos superiores desígnios de quem a tenta controlar. Neste aspecto em particular, trabalhar na indústria tem servido para me elucidar sobre este assunto - uma assinatura e uma data são suficientes na maioria dos casos, ainda que, por vezes, seja necessário algo um pouco mais elaborado. Seja. Podemos sempre vender para mercados menos exigentes ou incluir um disclaimer no folheto informativo: Reacções adversas - O que não mata, engorda. Adiante. Melhor que o 2+2=5 com que me confronto profissionalmente, ficam as verdades temporárias. Pena é que nem sempre se lembrem de colocar o aviso: Esta verdade autodestruir-se-á dentro de 30 minutos. Por favor abstenha-se de agir em conformidade com versões desactualizadas a seguir a esse período de tempo. Outro tipo ainda refere-se às verdades que, na verdade, não precisamos de saber - a chamada need to know basis. Isto pode ser 1) muito enervante quando nos apercebemos que estamos a ser levados por tolos; 2) muito conveniente quando o melhor mesmo é nunca saber para não termos de agir em função desse conhecimento; 3) absolutamente indiferente e só ocupa espaço. A questão está toda em quem decide essa need to know e, muito importante, qual o grau de confiança que depositamos nessa pessoa e os riscos que estamos dispostos a correr baseados nessa confiança. Há também a verdade como nós a vemos, nem sempre consentânea com aquela vista por outros ou com a realidade, e, dessa disparidade, nasce a necessidade de termos amigos fiéis para nos ajudarem, para nos abrirem os olhos, para dizerem aquelas verdades inconvenientes, para serem as lentes que nos corrigem a visão deformada, para nos trazerem os pés de volta à terra ou para nos darem aquele empurrão que nos tira os pés do chão. Muito más são as verdades cruéis, a verdade de arremesso, aquelas que nos atiram à cara da pior forma possível, sabendo que sabíamos ou não, pelo gosto de apreciar o impacto no muro de cimento da realidade não amortecida. Também não é bom andarmos a alimentar verdades que não o são, como aquela do pior cego, o que não quer ver, ou só vermos um lado dessa verdade, como se tivéssemos palas nos olhos que nos obrigassem a uma perspectiva cubista das coisas ou polarizadores que nos obriguem a uma realidade a preto e branco, sem tons de cinzento intermédios. Ainda assim melhorzinhas, ficam as verdades libertadoras, que nos tiram um peso de cima quando reveladas ou confirmadas. Gosto também do equilíbrio de verdades, entre uma visão ligeira e simplificada do mundo, de uma verdade assim um pouco naif e despreocupada, do género "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", e uma visão absolutamente paranóica e delirante (versão da verdade também disponível a seguir à administração de LSD) em que não uma coisa pode não ser só uma coisa, como pode até ser uma coisa pequena e peluda com muitas patas, dentes e garras. Já dizia o Mulder, the truth is out there, e, procurando bem, acho que conseguimos encontrar uma verdade para cada um de nós. A que melhor nos convenha. A que nos faça mais felizes. A que melhor se encaixe naquilo que procuramos.
Como dizia outro dia em conversa, ainda que nem tudo o que digo deva ser entendido como a verdade convencionalmente aceite, até porque é sempre bom deixar uma margem para mal entendidos, innuendos, segundos e terceiros sentidos, trocadilhos e confusões, no que realmente importa, na minha ordem de valores, claro, já que não posso usar outra, sou absolutamente sincero - I always tell the truth, even when I lie. Recuso-me, de momento, a revelar a tal escala a conselho do meu advogado e porque a CMVM - Comissão de Mercado de Valores (A/I)Morais - suspendeu recentemente a sua cotação na bolsa por suspeitas de especulação.
A verdade é perigosa, a verdade liberta, a verdade magoa, a verdade desperta. E, ah, é verdade, se vão mesmo ter de aldrabar, não sejam apanhados... parece verdadeiramente mal.
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quarta-feira, outubro 10, 2007
Sampi VI - A batalha (parte I)
Sampi, confortável com a vida que há já algum tempo levava errando por todo o espaço-tempo desta esfera terrestra à qual chamamos Terra e à qual ele chamava, carinhosamente diga-se, ermo perdido no canto errado da galáxia, mas do qual, no fundo, no fundo, bem lá no fundo do poço negro e recôndito a que ele chamava alma, lá debaixo daquela camadinha de lodo apodrecido e fétido que revestia um recanto esquecido do seu âmago extraterrestre, até tinha acabado por gostar bastante, estava a passar por um período de acalmia generalizada em todos os aspectos da sua até agora bem turbulenta, ainda que divertida e educativa, travessia desta parte do universo. Quem diz acalmia generalizada diz entropia apenas ligeiramente abaixo do encontrado num tornado grau 5. E isso era estranho. Muito estranho. Não tão estranho quanto os chinelos de quarto de Sampi, feitos a partir de dois exemplares de uma espécie de texugo trombudo venenoso já extinta, mumificados em âmbar e enfeitiçados para andarem sozinhos e atenderem pelo nome (trobix e trombão, esquerdo e direito, respectivamente), mas mesmo assim atingindo um grau razoável de esquisitice na escala de Pikuynwickz-Schyzovrenius. Sampi sentia-se irrequieto, incomodado, nervoso, agitado mas isso nem era o pior e deve ter sido o sushi de baleia de ontem que não estava bem morto. Sentia comichão, formigueiro, calor, vermelhidão e apareceram-lhe umas borbulhinhas suspeitas mas isso devia ser uma doença venérea desconhecida apanhada no seu último safari. Levantou-se. Sentou-se. Mexeu-se. Remexeu-se. Coçou-se. Foi-se deitar. No dia seguinte estava na mesma com uma diferença subtil. Deitou-se na cama na sua mansão e, ao acordar, estendeu a mão para a mesa de cabeceira e encontrou apenas uma pilha de escombros. Tentou o outro lado com o mesmo resultado. Abriu os olhos. Escombros. Tacteou a cama. Escombros. Casa de banho. Corredor. Sala. Escombros. Escombros. Escombros. Isto começava a ficar monótono. Pensativo, perambulou ao acaso e pontapeou distraído o resto do plasma enquanto ponderava as hipóteses que poderiam explicar o sucedido: Copos? Nahh, só tinha bebido as três garrafitas de vinho da praxe ao jantar e a habitual garrafa de scotch antes de dormir. Drogas? Nope, o haxixe já não faz este efeito e a cocaína não bate assim. Azia? Nem por isso; o Benfica ganhou. Mau feitio? Até podia ter sido mas, como sempre, tinha tido o cuidado de arrasar uma montanha depois do ginásio e sentia-se relaxado. Isto era coisa de outra pessoa, e mais, este estilo era-lhe familiar... será que... humm... mas.... bolas... nem pensar... no entanto... deixa ver... AAAAAAHHHHHHHHHHHH! Estropício!! Estupor!! Alarve!! Estava mesmo a ver isto! Tinha de ser ELE!!! Vai pagá-las!!!
(to be continued)
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segunda-feira, outubro 08, 2007
E, felizmente, há dias assim...
Sem sangria no parque, sem alimentar animais no zoo e sem filmes mas, mesmo assim, perfeito! Um dia tão cheio que passou a correr. Com castelos perto da praia. Com conversa, brincadeira e riso. Com gelado, gatos, bebidas esquisitas e poemas parvos sobre grades e trepadeiras. Com cães atrevidos e parapentes trôpegos. Com tacos de basebol e frases estranhas que fazem virar cabeças a sorrir... Quero mais!
E, num registo diferente, em companhia diferente, mas também agradavelmente preenchido, há dias de passeio pela história, por locais intocados onde o tempo não passa, onde mistérios parecem surgir das brumas do passado, onde estórias de cultos e ritos secretos ganham vida para assombrar os tempos modernos, onde túneis, poços e passagens secretas alimentam a imaginação e a paisagem nos eleva para longe da realidade demasiado fria e crua dos nossos dias.
Em jeito de guia turístico, no bom e velho estilo do vá para fora cá dentro, a solo ou com a companhia que bem entenderem, aconselho vivamente Óbidos e Sintra. Há ginjinha e travesseiros. Há castelos e palácios. Há praia e campo. Há estórias e História!
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quinta-feira, outubro 04, 2007
Uma história de amor
que começou ao meu lado. Leiam tudo aqui.
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Contos curtos sobre nada: Conversa parva
- Porque assim não tinha piada nenhuma.
- Ah!,..., e porque é que não tinha piada se era o que queria?
- Porque sem esforço não dá gozo nenhum.
- E quando não consegues o que queres?
- Ficas triste nessa altura mas mais contente quando conseguires a próxima.
- Forma o carácter, é isso?
- Sim, qualquer coisa como isso.
- Hum... E se eu afinal só quiser uma coisa?
- Uma coisa?
- Sim, só uma! Uma, mais que tudo o resto!
- Ei! Assim não vale. É batota!
- Gosto tanto! Sabes?
- Sei...
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O meu Benfica...
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terça-feira, outubro 02, 2007
Historietas da vida real
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segunda-feira, outubro 01, 2007
10
Faz dez anos esta noite eu não consegui dormir. Olhos abertos de medo e emoção e de muita vontade de ir. Faz dez anos esta noite que começou um ano como nunca tinha tido, como nunca mais tive e como nunca mais terei.
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A vida é um jogo...
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sexta-feira, setembro 28, 2007
Loucura? Pois... não sei... se calhar via mais nitidamente do que muitos ditos saudáveis...
- Acho que são os dois muito bonitos! Muito bonitos! Por dentro e por fora! Ficam muito bonitos os dois. Acho mesmo.
- Ehh... obrigado...
- E queria dizer só mais uma coisa, não me levem a mal estas coisas que digo. Dêem muitos beijinhos os dois e aproveitem bem a vida que é tão curta!
- Ehh... pois... tem toda a razão...
- Adeusinho e felicidades. Não pensem que eu sou maluca ou assim... Desculpem o incómodo.
- De maneira nenhuma! Não incomodou nada... obrigado... igualmente.
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Por que há coisas que merecem...
Wich of the RWC ´minnows´ impressed you most? No site http://www.planetrugby.com/ está a decorrer uma votação para determinar qual a equipa que te impressionou mais no mundial. Só pelo facto de serem amadores, merecem o nosso voto. Só pelo facto de cantarem a Portuguesa, como se não houvesse dia amanhã, merecem o nosso voto! Os Lobos são portugueses. Estão à espera de quê para votar em Portugal? (reprodução de e-mail)
Apesar de todos os casos com que somos bombardeados no dia-a-dia (Casa Pia, UNI, Apito Dourado, facturas falsas, Felgueiras, etc) somos também aquilo que os Lobos representam, aqueles que tão bem mostraram que há valores e uma força escondida que, por vezes, aparece e nos dá alento para continuar, que nos faz sentir orgulho em sermos o que somos. Porque nem tudo o que é Português está relacionado com vergonhas, mentiras, mesquinhices, corrupção e fracassos. Mesmo que seja só um desporto. Mesmo que nem sequer tenham ganho nada a não ser o respeito e a consideração de todos os que (ainda) têm fé e esperança em dias melhores, de todos os que têm uma escala de valores não pervertida pelo poder ou pelo dinheiro, por todos os que têm espírito ganhador e são capazes de dar o máximo contra tudo e contra todos!
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quinta-feira, setembro 27, 2007
automated for the people...
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quarta-feira, setembro 26, 2007
Ridiculo ou assustador?
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terça-feira, setembro 25, 2007
O filme da série 27 feito e estreado para leitores da Gabardina foi visto por mais de 4 000 pessoas e destacado na página do Sapo. Ser leitor da Gabardina tem assim um certo risco: estar sempre um pouquinho à frente.
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segunda-feira, setembro 24, 2007
Razão vs Emoção
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sábado, setembro 22, 2007
Duo Ele e Ela
Um dos melhores momentos de sempre na televisão portuguesa. Vale a pena cada minuto!
Uma vez tava desorientado, afinquei na testa de uma mulher, fiz-lhe um galo. Tava.. tah!!! Ela fez-me avariar. Eu não tinha coragem de bater com as mãos, ela tava a dormir... Tau!!! Ficou um galo... aí... um ganda galo! Isto era muita rijo, pá!
Ah ganda Crispim! A primeira ainda acertava sempre!
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quarta-feira, setembro 19, 2007
Objectivos
Todos temos, assumidos ou inconscientes, objectivos na vida. Uns mais fáceis de atingir, outros apenas sonhos impossíveis que mantemos pelo estímulo de imaginar uma realidade diferente daquela que nos traz o dia-a-dia. Entre os mais comuns, eleitos no top 5 de quase todos, ficam, não necessariamente por esta mesma ordem, casa própria, carro próprio, emprego estável, relação/núcleo familiar estável, saúde. Haverá também quem, mais pragmaticamente, resuma isto em 3 pontos: dinheiro, sorte e felicidade, o que, para mim, me parece uma abordagem saudável, desde que se mantenha tudo isto nas devidas proporções, já que ambicionar mais do que se pode ter leva rapidamente à insatisfação e assim nem se aproveita o que se tem. Há também sempre presente na maioria dos espíritos uma preocupação imensa e constante com bens materiais, consumo e dinheiro (mais concretamente com a falta dele) que acho absolutamente enervante e castradora... se virmos bem, há sempre quem tenha mais e melhor, mas também quem tenha menos e pior. É algo a que não podemos escapar. Podemos tentar lutar por mais, ambicionar o melhor, mas nem sempre isso será recompensado na devida proporção, o que não deve diminuir-nos a perspectiva de uma vida mais ou menos feliz. Por vezes, como tantas outras pessoas, não consigo escapar à vertigem de ambicionar o que não tenho ou não posso ter, o que vejo nos outros, o que me passa fora do alcance, o luxo e o fausto de estilos de vida que não posso ter e, em dias piores, olho para os items que tenho da lista dos objectivos e dou por mim insatisfeito com todos... e nem é por me relembrar que há quem tenha menos que a ideia se torna mais tolerável... Nesses dias é preciso um bom copo cheio de perspectiva fresquinha ou uma chapada de realidade na tromba para acordar para a vida em vez de ficar a mixordar (não sei se existe mas gosto muito da palavra) no que está fora do alcance. É por poder apreciar o que tenho, por viver o que posso, por ver que há um pássaro na mão em vez de olhar para os que passam a voar lá em cima... porque para esses... deixa-os pousar!! Para já a minha próxima meta é ir almoçar para saciar esta fome insana que me está a corroer por dentro... gosto de objectivos realistas.
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terça-feira, setembro 18, 2007
Quem não gostava de ter um jogador assim?
Carta dos tiffosi milanistas a Rui Costa
«Sempre dissera: ‘Gostava de acabar a carreira no Benfica’. Rui Costa nunca escondeu de ninguém a vontade de pendurar as botas em casa. Em 2001, o fora-de-série aceitou vestir a camisola do AC Milan. Depois de sete anos na Fiorentina, Rui jogou cinco épocas como rossonero, vencendo uma Champions League, um Scudetto, uma Supertaça europeia, uma Supertaça italiana e uma Taça de Itália. Mas, sobretudo, o português deixou uma herança feita de paixão, emoções, assistências (mais de 50), números e classe. Os tiffosi do AC Milan seguiram-no e quiseram-no. E amaram-no do princípio ao fim. No entanto, Rui Costa não teve oportunidade de se despedir. Mas o mundo milanista está pronto a revê-lo e abraçá-lo. Terá outra camisola, o nosso Rui, mas as coisas, mesmo assim, não deixarão de estar muito nítidas. San Siro aguarda com ansiedade a hora de o ver novamente no relvado onde deu tudo durante cinco anos. A abraçar os seus antigos companheiros e amigos. Criado o mais escaldante ambiente rossonero, teremos toda a vontade de lhe dizer, mesmo que vestindo a pele do adversário: ‘Obrigado por tudo, Rui’.»
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segunda-feira, setembro 17, 2007
Ik ben een... Amsterdamer!


Amsterdão Estou fã! Uma aldeia do tamanho de uma cidade! Uma cidade com look de aldeia!
Os canais e os barcos, as bicicletas (conduzidas por psicopatas com tendências homicidas e de dedo colado à campaínha enquanto ziguezagueiam pela multidão de pedestres como se não houvesse amanhã), a conversa fácil, as fachadas cheias de janelas enormes e abertas para a rua, um povo bonito, as cores, os sons e os cheiros, o relax das coffee shops e a ostentação do red light district, os museus, os bares, a mistura internacional de pessoas que para lá convergem...
Esta é daquelas para regressar...
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terça-feira, setembro 11, 2007
Amsterdam here I go!!
E cá vou eu... a caminho de terras de Sua Majestade a Rainha Beatrix Wilhelmina Armgard, Princess of the Netherlands, Princess of Orange-Nassau, Princess of Lippe-Biesterfeld (esta malta gosta dos títulos completos) por uns dias... para os devidos efeitos já decorei algumas das mais úteis frases em holandês: Ik begrijp het niet (não compreendo.); Waar is het toilet? (onde fica a casa de banho?); Doe dat maar, alstublieft (quero aquilo, por favor) e een mooie vrouw (uma mulher bonita!)... não necessariamente a utilizar por esta mesma ordem... volto em breve ou melhor: Spoedig achter ben!
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segunda-feira, setembro 10, 2007
Chick habit - April March (death proof OST)
Estou completamente viciado nesta música...
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Decisões decisões....
E, em algumas alturas, até pesámos tudo antes de conhecer tudo o que está nos pratos... depois, de repente, há um novo ingrediente, um extra mais denso que altera tudo. Ou então vem aquele medo de falhar na avaliação... Ou de nos vincularmos a uma escolha e perdermos todas as outras hipóteses. E, quando o cérebro já calculou tudo, surgem os imponderáveis, aquelas coisas com que não podemos contar, que não podemos conhecer mas que teimamos em pôr na equação.
Em tudo há um risco e só o medo nos mete estas coisas na cabeça, turvando uma decisão que parecia clara... E tão mais clara podia ser se ao menos algo pesasse mais ou outro algo pesasse menos... Decisões, decisões... não dá para evitá-las e esperar que alguém as tome por nós, confortavelmente sentado no sofá a jogar consola... É limpar a cabeça, pensar um pouco e decidir o melhor que conseguirmos, com a ajuda dos conselhos dos amigos e com um cheirinho de instinto a ajudar... O resto... o resto fica a cargo do tempo... sem remorsos, sem arrependimentos...
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Consultório Sentimental do Prof. Catarse: O regresso
Desgosto de amor?
Amor não correspondido?
Paixão assolapada?
Caso no escritório?
Vontade de cometer um crime passional?
Escapadela com a vizinha/o?
Taras e manias que nem às paredes confessas?
Facadas no matrimónio?
Fartinha/o do conjuge?
Timidez ou falta de coragem para assumir?
Paixão que arde mais que os incêndios no verão, que consome mais que o meu carro às 6000 rpm, que queima mais que uma incineradora de uma cimenteira com resíduos perigosos?
Tudo isso e casos ainda mais estranhos (como felicidade conjugal, fidelidade, relações estáveis e duradouras) aqui no consultório online... O Prof., qual Liedson, resolve! Catarse garantida ou o seu dinheiro de volta. Consultas grátis. Sigilo garantido - garanto que todos os que não sabem ler português (e os que só sabem braille) e/ou que não conhecem o blog nunca saberão... a não ser que alguém lhes diga ou venda a informação... coisa que eu era incapaz de fazer... agora aquele Sampi ou as outras personalidades mais coscuvilheiras é que já não sei. Aceitamos inscrições anónimas desde que assinem a declaração de confidencialidade do blog, que, adianto, não temos e mesmo que tivéssemos não cumpríamos. Não deixe de passar pela loja onde poderá encontrar mezinhas, poções, filtros para todos os seus problemas; se não tivermos inventamos na hora baratinho!
E para quem acha que não tem problemas, é só escrever a pedir. Eu arranjo-os.
I'm listening... the doctor is in... é escrever, é escrever... O prof. responde a tudo!
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VOGLIO UNA VITA COME STEVE MCQUEEN
Passam dez anos desde que nos víamos todos os dias e há dois não nos encontrávamos. Fizemos 1.800 quilómetros para te ver casar e cada metro de braseiro andaluz sem ar condicionado valeu a pena. O resumo do fim-de-semana faz-se com duas músicas das muitas dezenas que ouvi nos últimos quatro dias.
Ainda ouvimos a mesma canção.
Jarabe de Palo - El lado oscuro
E POI CI TROVEREMO COME LE STAR
A BERE DEL WHISKY AL ROXY BAR
O FORSE NON C'INCONTREREMO MAI
OGNUNO A RINCORRERE I SUOI GUAI
OGNUNO COL SUO VIAGGIO
OGNUNO DIVERSO
OGNUNO IN FONDO PERSO
DENTRO I CAZZI SUOI
Vasco Rossi - Vita Spericolata
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domingo, setembro 09, 2007
Grémio Lisbonense
http://www.petitiononline.com/GREMIO/petition.html
Contra o despejo do Grémio Lisbonense, se ainda forem a tempo...
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Crónicas da bola sobre a esmeraldina relva
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sexta-feira, setembro 07, 2007
Machistas - Porque ainda os há!, se calhar escondidos atrás de uma touca enquanto põem creme hidratante e se depilam mas...
A Associação Nacional Dos Amadores Machistas Saudosos, Esclavagistas, Chauvinistas, Assolapados, Acostumados No Testado, Estudado, Saudoso, Quimerico Estado Levemente Sadico, Mas Ainda Usual (ANDA MAS É CÁ ANTES QUE LEVES, MAU), que se dedica à manutenção dos costumes dos homens de outrora, em que voto, condução, carreira e mulher só cabiam na mesma frase do seguinte modo:
Faço votos para que te estejas a conduzir para o quarto ou para a cozinha senão meto-te já na carreira para o Burundi, mulher.
Vem deste modo comunicar que estudos recentes publicados em revistas internacionais de grande prestígio, como a Playboy, provam finalmente a correlação directa entre o uso de silicone, lingerie e fardas de enfermeira, criada francesa, etc e o aumento da inteligência nas mulheres. Algumas das cobaias, perdão, coelhas, perdão, testadas chegaram mesmo a conseguir construir um discurso coerente em que respondiam a questões complexas como signo, hobbies, idade e preferências sexuais.
Veja-se o caso da Miss Setembro que conseguiu dizer que era Sagitário, tinha 21 anos, gostava de massagens e de fazer amor em praias desertas enquanto era fotografada vestindo um trapinho semi transparente de renda em poses anatomicamente pouco naturais.
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quinta-feira, setembro 06, 2007
contos curtos sobre nada III: Um hobby
Pela calada, sorrateiro, invisível nas sombras, aguardava vigilante. A emoção da caçada, embora não fosse a primeira, continuava a estimulá-lo. Mais do que isso; permitia-lhe suportar todo o resto do dia seguinte. Só de pensar nisso bocejou, antecipando o tédio e a monotonia que iria seguramente experimentar em mais um longo e aborrecido dia de trabalho. As vantagens de estar empregado naquele emprego banal neste momento escapavam-se-lhe da mente. Teve de se esforçar para recuperar a ideia que somente mantendo um exterior de normalidade, ou pelo menos de saudável excentricidade, lhe seria permitido continuar aquilo que verdadeiramente fazia o seu coração continuar a bater. Era esse o segredo. Isso e infelizmente nunca poder assumir perante ninguém as atrocidades que cometia quando estava na pele do seu alter ego. Uma pena, pensou, mas de todo necessário. Apesar de todos os livros e filmes de psicopatas que glorificavam a psicopatia dos mega-vilões geniais do crime e da violência ser hoje, mais do que nunca, graficamente atraente, sabia que não era nenhum actor. Não representava para ninguém, não tinha público nem fans, não ansiava por aplausos ou compreensão, pensou enquanto saltava de trás da árvore onde estava emboscado, rasgando silenciosamente a garganta do transeunte que passeava insuspeito. Encostou o cadáver, que estranhamente parecia sorrir de orelha a orelha, a um caixote do lixo, e, limpando a lâmina da sua faca de cozinha IKEA com um lenço de papel e mudando de música no leitor de mp3 para algo mais alegre, continuou lentamente pela rua fora, imerso em cogitações. Gostava um dia, de poder despejar o que lhe ia no âmago, não pela catarse nem por querer ser detido. Era mais pela conversa. O tema agradava-lhe bastante e era tão difícil encontrar alguém para discutir a parte técnica, a parte artística, os melhores métodos, o que fazer quando as coisas não correm bem, etc... "Olá, boa noite, como está?", comprimentou de passagem um vizinho conhecido que lhe acenou familiarmente de volta. Já em casa abriu o frigorífico, tirou uma embalagem de sumo e anotou mentalmente que precisava de ir ao Pingo Doce. Durante algum tempo alimentou esperanças de encontrar um chat ou um fórum sms sobre o assunto onde participar ou mesmo escrever num blog mas depois desiludiu-se com o que encontrou e dedicou-se às danças de salão.
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Ratatouille
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