segunda-feira, outubro 08, 2007

E, felizmente, há dias assim...

Sem sangria no parque, sem alimentar animais no zoo e sem filmes mas, mesmo assim, perfeito! Um dia tão cheio que passou a correr. Com castelos perto da praia. Com conversa, brincadeira e riso. Com gelado, gatos, bebidas esquisitas e poemas parvos sobre grades e trepadeiras. Com cães atrevidos e parapentes trôpegos. Com tacos de basebol e frases estranhas que fazem virar cabeças a sorrir... Quero mais!

E, num registo diferente, em companhia diferente, mas também agradavelmente preenchido, há dias de passeio pela história, por locais intocados onde o tempo não passa, onde mistérios parecem surgir das brumas do passado, onde estórias de cultos e ritos secretos ganham vida para assombrar os tempos modernos, onde túneis, poços e passagens secretas alimentam a imaginação e a paisagem nos eleva para longe da realidade demasiado fria e crua dos nossos dias.

Em jeito de guia turístico, no bom e velho estilo do vá para fora cá dentro, a solo ou com a companhia que bem entenderem, aconselho vivamente Óbidos e Sintra. Há ginjinha e travesseiros. Há castelos e palácios. Há praia e campo. Há estórias e História!

quinta-feira, outubro 04, 2007

Uma história de amor

que começou ao meu lado. Leiam tudo aqui.

Contos curtos sobre nada: Conversa parva

- Relembra-me lá porque é que não se pode ter tudo o que se quer?
- Porque assim não tinha piada nenhuma.
- Ah!,..., e porque é que não tinha piada se era o que queria?
- Porque sem esforço não dá gozo nenhum.
- E quando não consegues o que queres?
- Ficas triste nessa altura mas mais contente quando conseguires a próxima.
- Forma o carácter, é isso?
- Sim, qualquer coisa como isso.
- Estás a querer insinuar que não tenho?
- Eu não disse nada... O carácter é teu e a consciência também!
- A minha consciência é descartável.
- Estou a ver. Também queria uma assim.
- Mas olha que tens. E se não tivesses, dava-te a minha. Tudo o que quiseres, sabes disso.
- Tudo? Fazes mesmo tudo?
- Tudo! Menos quando é para o teu bem, claro. Isso e quebrar as leis da física. Ou algumas, pelo menos.
- Também não ia querer tudo, já te disse. E tu também não devias...
- Hum... E se eu afinal só quiser uma coisa?
- Uma coisa?
- Sim, só uma! Uma, mais que tudo o resto!
- E o que é?
- Tu sabes...
- Ei! Assim não vale. É batota!
- Gosto tanto! Sabes?
- Sei...

O meu Benfica...

Ora bolas... caca... raios... que triste e pálida imagem de uma equipa de futebol que ontem ficou em campo. Que bela porcaria de jogo fizeram, com o correspondente resultado no marcador. Que falta de espírito de equipa, de orientação... Pareciam um bando de amadores a correr cada um para o seu lado, desgarrados. Agora começo a perceber o verdadeiro alcance das palavras do treinador. Pediu tempo. Ui! Precisa tanto dele! Precisa que aqueles meninos verdes, tenrinhos comecem a entender que precisam uns dos outros para formar um colectivo, para serem mais do que a soma das partes. Di Maria, Rodriguez, Pereira, Cardozo (que falta de confiança - terá apanhado o vírus do Nuno Gomes? Ao lado deste paraguaio cansado e desmoralizado, a Anabela até parece que respira moral e futebol), Nélson (meu deus!, que erro e, pior, que consequências isto trará para um jogador, jovem e promissor ainda, cujo rendimento depende e varia tanto com a confiança que sente e lhe transmitem - onde andam os centros tensos que serviam os avançados ainda há bem pouco tempo?), Adu, Miguel Vítor, Romeu Ribeiro, Binya, Coentrão, Dabao, Edcarlos, Bergessio, David Luís são miúdos com pouco mais de 20 anos e pouca experiência na primeira liga (ou mesmo no futebol europeu) mas com qualidade suficiente para (alguns) virem a ser jogadores sólidos. Deixá-los cair agora é perder a oportunidade de os ver brilhar em breve porque nota-se talento na maioria deles e grande parte da falência actual da equipa vem da falta de confiança e entrosamento entre eles. Nesta altura há uma responsabilidade acrescida para o treinador (que tanto conseguiu há pouco tempo e que já deu mostras de saber o que faz) e para os jogadores mais experientes e com mais anos de casa como Petit, Rui Costa, Luisão, Leo, Katsouranis e Quim (grande momento de forma!, salve-se algum...) para ajudarem os colegas nesta hora difícil. É preciso fechar e proteger o grupo do exterior porque o que não falta para aí são predadores oportunistas (leia-se imprensa encomendada) prontos para bater quando vêem a presa no chão. Claro que é grave hipotecar tanto de uma época logo no início e deve-se tentar perceber o que está a acontecer para corrigir (Di Maria sempre preso ao lado direito?, Cardozo longe da área?, poucos cruzamentos?, dependência organizacional do Rui Costa?, falta de soluções fiáveis no banco?, falta de confiança?, falhas nas movimentações atacantes sem bola?, falta de golos e vitórias!!) o que está mal mas não é tempo de baixar os braços! Nem pouco mais ou menos! Há ainda objectivos para atingir, sob pena de nos vermos eliminados da Taça de Portugal, Taça da Liga, restantes competições europeias (Grupos da Champions, difícil, ou Taça UEFA) e ver comprometido o apuramento para as competições europeias da próxima época ou repetido o péssimo 6º lugar de há uns anos. Mesmo o campeonato está mais difícil mas não impossível. Não se podia nem devia exigir tanto a uma equipa que perdeu o jogador mais influente da Liga, que sofreu alterações de fundo, director desportivo, treinador e táctica incluídos, e que apostou muito no futuro promissor de miúdos, sabendo, à partida, que resultados imediatos seriam quase impossíveis e que o caminho passava e passa por ter paciência e esperar. Não é um para o ano há mais porque há ainda muito para fazer este ano para poder colher frutos depois. É preciso força e convicção para manter o rumo traçado de início, para não termos de passar outra vez por aquele sentimento amargo de ver bons jogadores (ainda não tão bons como os quiseram fazer nem tão maus como os rotulam agora) brilhar em clubes rivais...

Já não sou o doente da bola que era há uns anos atrás mas continuo a gostar muito de futebol, (pensado, jogado e/ou falado) e, claro, do Glorioso e custa-me demasiado assistir a este arranque penoso e conturbado para deixar passar em claro. Ficar calado nas alturas más para só falar nas boas não me parece grande ideia. Assobiar e criticar a equipa nesta altura, então, é de uma falta de inteligência atroz. Os fans, sócios, adeptos e simpatizantes querem-se ainda mais ao lado do clube nos momentos mais complicados e têm também um papel importante a desempenhar.

Equipa para próximo jogo: Quim, Leo, Luisão, Edcarlos, Luís Filipe, Katsouranis, Maxi Pereira, C. Rodriguez, Rui Costa, Fábio Coentrão, Nuno Gomes. Vamos lá SLB!!!! É para ganhar!!

terça-feira, outubro 02, 2007

Historietas da vida real

2 casais dirigem-se a um restaurante em Tavira, junto ao rio, aprestando-se para se refastelarem com um prato típico de sardinha na brasa. Escolhido um restaurante, um pouco ao calhas é certo, sentaram-se e esperaram pela empregada. Aparece uma rapariga oriental (o que, em conjunto com a decoração do interior do estabelecimento, veio mais tarde provar uma recente mudança no tipo de comida servida de tipicamente chinesa para portuguesa típica) que pergunta pelos pedidos.
- Eram 4 doses de sardinha, por favor!, diz o cliente
- 4 não, 1!
- 1? Porquê? Queremos 4.
- 4 não. Pedir 1 e provar. Se gostar pedir mais.
- Como?
- Às vezes pessoas comer e gostar. Às vezes não comer e reclamar. Eu não querer problemas. Pedir 1.
- Como?
- Eu não saber se sardinhas serem frescas. Comprar no Recheio. Pessoas às vezes comer tudo. Outras vezes deixar no prato. Eu não querer problemas.
- Hum... queríamos 4 bitoques, por favor.
(Ouvido ao vivo, baseado num caso real e reproduzido na íntegra tanto quanto a memória o permite, o que equivale a dizer que não é minimamente de fiar, e também sem nenhum consentimento dos envolvidos, nem que seja tácito. Enfim, em abono da verdade, também não me proibiram e nem sequer posso dar qualquer garantia de que isto não seja absolutamente apócrifo. Adianto ainda que lavo já daqui as minhas mãos, qual Pôncio Pilatos, dos problemas resultantes para o sucesso das sardinhas do Recheio, do turismo em Tavira no geral e deste tasco em particular. Eu não querer problemas! Chamar a ASAE!)

segunda-feira, outubro 01, 2007

10


Faz dez anos esta noite eu não consegui dormir. Olhos abertos de medo e emoção e de muita vontade de ir. Faz dez anos esta noite que começou um ano como nunca tinha tido, como nunca mais tive e como nunca mais terei.

A vida é um jogo...

Ou pelo menos a minha assim parece... nos últimos tempos tenho tido a nítida sensação de que alguém algures tem um comando na mão ligado ao que me acontece. Sensação de paranóia à parte (até gosto de uma frase que diz: I am a kind of paranoiac in reverse. I suspect people of plotting to make me happy.), começam a acumular-se evidências fortes que, reme para onde remar, é sempre contra a corrente. Ou melhor, assim que desisto de tentar vencer os obstáculos que uma determinada decisão levanta e aceito o oposto como dado adquirido, deparo-me com novas barreiras desse lado, inacreditavelmente erguidas da noite para o dia mas que parecem sempre lá ter estado. Assim não vale! Tenho, neste momento, a certeza que assim que estiver a oficializar a minha escolha um meteoro destruirá toda a vida na terra, excepção feita a mim próprio que cá ficarei com uma terceira via que não estava prevista... O que me resta? A loucura? Não me parece; estou contente com a que tenho. Até no resultado do derby deste fim de semana procurei, por sugestão e aposta com uma amiga, indícios, uma pista, uma luz, determinando que caso vencesse o SLB era a hipótese A que ganhava, caso vencesse o SCP era a hipótese B... resultado final: um empate, está mais que visto!! A culpa afinal nem é do Pedro Henriques, do Nuno Gomes ou do Liedson. É minha! E posso adiantar que, pela primeira e única vez, um golo do Sporting ter-me-ia deixado muito feliz... Bom, seja... aceito tudo o que vier aí... decidirei no par ou ímpar, na moeda ao ar se for preciso. Ou num regresso ao passado, ponho uma série a passar e lanço um Agora Escolha! Ainda ontem recorri a esta táctica para resolver outro assunto e ganhou o cenário B, que aguardo com muita espectativa que venha a suceder...

sexta-feira, setembro 28, 2007

Loucura? Pois... não sei... se calhar via mais nitidamente do que muitos ditos saudáveis...

Algures numa vila junto à costa, uma senhora aproxima-se de um casal e diz:
- Peço desculpa de incomodar, mas posso fazer-vos uma pergunta? Não me levem a mal mas passam-me estas coisas pela cabeça e queria mesmo saber.
- Claro! Diga.
- Eu não sei se sabem responder a isto mas estão a ver aqueles barquinhos todos ali no mar? Eu acho que também há uns ali para os lados de Belém... Estes barcos são do Estado ou particulares? Não que eu queira comprar um nem nada mas acho que são muito giros.
- Pois... Particulares, acho... Mas realmente não sei de todos...
- Ah... São tão giros. E em Belém também há uns assim, dizem-me. Está bem. Olhem, e posso dizer-vos mais uma coisa? Não levem a mal nem nada mas gostava de dizer mais uma coisa.
- Sim, não há problema. Diga.
- Acho que são os dois muito bonitos! Muito bonitos! Por dentro e por fora! Ficam muito bonitos os dois. Acho mesmo.
- Ehh... obrigado...
- E queria dizer só mais uma coisa, não me levem a mal estas coisas que digo. Dêem muitos beijinhos os dois e aproveitem bem a vida que é tão curta!
- Ehh... pois... tem toda a razão...
- Adeusinho e felicidades. Não pensem que eu sou maluca ou assim... Desculpem o incómodo.
- De maneira nenhuma! Não incomodou nada... obrigado... igualmente.
As pessoas desenvolvem filtros e defesas, refugiam-se atrás de racionalizações, convenções, normas e padrões de comportamento aceites mas de vez em quando algumas fogem a estas regras não escritas e surpreendem pela nitidez com que vêem as coisas e pela simplicidade com que se expressam e pela espontaneidade demonstrada. Depois vem a realidade cinzenta, fria, dura, cruel, inclemente e triste que se revela afinal muito menos idílica... às vezes fico mesmo sem saber quem são os loucos, principalmente quando olho através das grades auto-impostas com que contemos tudo aquilo que achamos inconveniente ou impróprio, quando vejo a maneira como tornamos a nossa vida estanque a tanto daquilo que nos rodeia...

Por que há coisas que merecem...

Wich of the RWC ´minnows´ impressed you most? No site http://www.planetrugby.com/ está a decorrer uma votação para determinar qual a equipa que te impressionou mais no mundial. Só pelo facto de serem amadores, merecem o nosso voto. Só pelo facto de cantarem a Portuguesa, como se não houvesse dia amanhã, merecem o nosso voto! Os Lobos são portugueses. Estão à espera de quê para votar em Portugal? (reprodução de e-mail)

Apesar de todos os casos com que somos bombardeados no dia-a-dia (Casa Pia, UNI, Apito Dourado, facturas falsas, Felgueiras, etc) somos também aquilo que os Lobos representam, aqueles que tão bem mostraram que há valores e uma força escondida que, por vezes, aparece e nos dá alento para continuar, que nos faz sentir orgulho em sermos o que somos. Porque nem tudo o que é Português está relacionado com vergonhas, mentiras, mesquinhices, corrupção e fracassos. Mesmo que seja só um desporto. Mesmo que nem sequer tenham ganho nada a não ser o respeito e a consideração de todos os que (ainda) têm fé e esperança em dias melhores, de todos os que têm uma escala de valores não pervertida pelo poder ou pelo dinheiro, por todos os que têm espírito ganhador e são capazes de dar o máximo contra tudo e contra todos!

quinta-feira, setembro 27, 2007

automated for the people...

Nesta semana, por decisão superior da gerência, todos os trabalhadores da fábrica onde laboro (todos inclui mesmo todos por uma questão de exemplo e de motivação) foram convocados para 2 horas diárias (mínimo) no departamento de embalagem. Isto implica 2 horas de trabalho manual, repetitivo, automático, monótono. Colocar frascos em blisters (aquelas plaquinhas de plástico) e blisters em caixas com o folheto informativo, marcar as caixas e arrumar tudo em paletes. Enfim, provavelmente não o tipo de trabalho mais recompensante do mundo mas para variar das actividades rotineiras até posso dizer que tem sido surpreendentemente interessante. Conversa-se, ouve-se música, comenta-se, convive-se, mudam-se rotinas e hábitos. A acrescer ao banho de humildade que a iniciativa oferece por abranger todos, independentemente do posto hierárquico, nivelando-nos (claro que há sempre os mais baldas que se esquivam como podem ao trabalho "comunitário" mas...), há ainda a libertação da mente para pensar e divagar sobre tanta coisa que é incrível como é que as caixinhas aparecem prontas e em bom estado sem que me lembre que as horas passaram. Isto para não falar nos inúmeros esquemas tentados para optimizar a função e distrair o espírito. Muito saudável! Claro está que tudo isto se relaciona com a noção sempre presente de que se trata de uma situação esporádica e temporária para cumprir com um prazo de entrega, numa altura crítica em que a máquina que normalmente desempenharia esta função não estava disponível...

quarta-feira, setembro 26, 2007

Ridiculo ou assustador?

A notícia da recente visita do líder iraniano aos EUA, mais concretamente a uma universidade onde discursou e respondeu livremente a perguntas da audiência, revelou alguns aspectos preocupantes sobre o estado do mundo e sobre as pessoas que estão à frente dos nossos destinos.
O que move alguém com tamanhas responsabilidades a tomar tais atitudes? Aquele tipo acredita sinceramente que não tem homossexuais no Irão? Aquele tipo acredita sinceramente que não houve holocausto? Aquele tipo acredita sinceramente que uma nação naturalmente (milenarmente) belicosa, inserida bem no meio do maior barril de pólvora do mundo, quer energia nuclear para fins pacíficos? Aquele tipo fala da liberdade de expressão quando não a permite em casa? Será ele um completo imbecil (medo), um fanático religioso (medo), um louco egocêntrico (medo), um maníaco ardilosamente inteligente (medo) ou todas as anteriores (muito medo)?
Será falta de inteligência, falta de tacto ou um mau gabinete de propaganda? Argumentos sobre a luta judaico-palestiniana enraizam realmente numa série de más soluções criadas por maus líderes do passado para problemas que, também se terá de admitir, não sei se teriam solução fácil, mas é desnecessário renegar um acontecimento triste mas indelevelmente registado a negro nas páginas da História da Humanidade (mesmo sabendo da não separação dos poderes político e religioso no Irão e sabendo também da tradicional inflexibilidade associada aos assuntos da fé, isto parece-me demasiado descabido). Mesmo em termos de propaganda interna resulta a ilação de estar o tal tipo a falar exclusivamente para uma cambada de bárbaros ignorantes sedentos de sangue sem outro propósito que os faça felizes que não a imposição a todo o custo dos seus ideais a todos os outros, assumindo a liberdade para a diferença que têm desde que assumam que não poderão estar orgolhosamente sós num mundo cada vez mais global. Em termos de marketing para o exterior o tipo passa por pouco inteligente, teimoso e irracional o que, para quem quer ser uma potência nuclear, o desqualifica aos olhos da comunidade internacional (isto se tomarmos em conta que, ao contrário de outros tipos pouco inteligentes, teimosos e irracionais, não tem o poder político, militar e económico para impôr a sua vontade).
Não é menos verdade que algumas regras de etiqueta foram quebradas pelo reitor na recepção mas também quem anda à chuva molha-se e o tipo estava mesmo a pedi-las. Haja também, e felizmente existe, a capacidade de insultar como merece o outro tipo, o que está a frente dos destinos de muitos mais bárbaros ignorantes (e infelizmente também dos restantes habitantes do planeta), aquele que também tem responsabilidades face ao estado em que está o mundo. Será que alguém se importa de fechar estes dois imbecis (e mais uns quantos, alguns eleitos(!) o que também serve para qualificar como medíocre o sistema democrático que os pôs lá, como otários os que votaram e como irresponsáveis os que não o fizeram) numa sala longe de tudo, cheia dos mais variados objectos destinados a causar danos morais e severas humilhações, de preferência com transmissão televisiva para gáudio de quem quiser assistir? Porra! Se concordam que isto está de facto mal não podem ficar escondidos atrás do conforto da afirmação de nada poder fazer para mudar o actual estado das coisas! Protestem! Votem! Falem! Ajam! Criem! Mudem! Peçam! Censurem! Envergonhem! Critiquem! Esperneiem! Achincalhem! Ostracizem (confesso um gosto pessoal enorme por esta figura legal de punição da antiguidade clássica, sendo que lhe acrescentaria humilhação pública física e moral, bem como sevícias corporais levemente dolorosas, irritantes e não letais como beliscões, fisgadas, cuspidelas, rasteiras, ovos podres, papel higiénico molhado, pneus furados, açucar no depósito, batatas no tubo de escape e pontapés nas canelas - se nos tratam como crianças...)!

terça-feira, setembro 25, 2007

O filme da série 27 feito e estreado para leitores da Gabardina foi visto por mais de 4 000 pessoas e destacado na página do Sapo. Ser leitor da Gabardina tem assim um certo risco: estar sempre um pouquinho à frente.

http://videos.sapo.pt/UfSMTwMyPVO6Y1bTIcrK

segunda-feira, setembro 24, 2007

Razão vs Emoção

Já muitas vezes tenho pensado na natureza dual que a maior parte das coisas que nos rodeiam têm, como o fotão: onda/partícula. É como se, da física à natureza humana, algumas regras gerais tivessem sido impostas, fazendo de nós mecanismos da mesma máquina gigante. No caso presente a questão em mãos prende-se com uma decisão que oscila entre a razão e a emoção, entre o plano pessoal e o profissional. Em ambos os lados a decisão está tomada. Pena é que tenham chegado a conclusões diametralmente opostas. A vida não é fácil nem justa, se bem que, uma vez por outra podia ser, para variar, ou pelo menos injusta a meu favor. Bolas...
Bom, seja como for, o relógio está a contar para o prazo final, sábado, e há um lado, o profissional, que está em vantagem para levar a sua avante. A questão é que, para mim, o lado pessoal, mesmo em inferioridade numérica, logística, contra tudo e contra todos, será sempre mais importante, desde que lhe dêem uma hipótese. Se dependesse só de mim, sei bem qual seria o rumo a tomar mas... Admito que não é fácil de decidir este tipo de coisas, ainda mais quando involve mais do que uma pessoa, mas não há como o evitar porque, de outro modo, a decisão acabará por ser tomada por inércia, o que me parece ser muito pior do que assumir as consequências de mudar de vida. E, em última análise, nada é irreversível nem fica escrito em pedra, há (quase) sempre volta a dar, mas se queremos alguma coisa temos mesmo de lutar por ela, arriscar sem medos, em vez de assistirmos passivamente ao desenrolar da história ou de esperarmos que o acaso ou o destino nos faça cair o que queremos no colo.
Serão sempre as pessoas, sempre, o mais importante para mim. Principalmente aquelas a quem esta frase se aplica: “The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes "Awww!” (J. Kerouac) Uma vez disseram-me: "És louco e queres arrastar-me para a tua loucura!" Sim! É mesmo isso! Anda! Vive a vida louca! Faz pipocas de panela aberta!!

sábado, setembro 22, 2007

Duo Ele e Ela

Um dos melhores momentos de sempre na televisão portuguesa. Vale a pena cada minuto!



Uma vez tava desorientado, afinquei na testa de uma mulher, fiz-lhe um galo. Tava.. tah!!! Ela fez-me avariar. Eu não tinha coragem de bater com as mãos, ela tava a dormir... Tau!!! Ficou um galo... aí... um ganda galo! Isto era muita rijo, pá!


Ah ganda Crispim! A primeira ainda acertava sempre!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Objectivos

Todos temos, assumidos ou inconscientes, objectivos na vida. Uns mais fáceis de atingir, outros apenas sonhos impossíveis que mantemos pelo estímulo de imaginar uma realidade diferente daquela que nos traz o dia-a-dia. Entre os mais comuns, eleitos no top 5 de quase todos, ficam, não necessariamente por esta mesma ordem, casa própria, carro próprio, emprego estável, relação/núcleo familiar estável, saúde. Haverá também quem, mais pragmaticamente, resuma isto em 3 pontos: dinheiro, sorte e felicidade, o que, para mim, me parece uma abordagem saudável, desde que se mantenha tudo isto nas devidas proporções, já que ambicionar mais do que se pode ter leva rapidamente à insatisfação e assim nem se aproveita o que se tem. Há também sempre presente na maioria dos espíritos uma preocupação imensa e constante com bens materiais, consumo e dinheiro (mais concretamente com a falta dele) que acho absolutamente enervante e castradora... se virmos bem, há sempre quem tenha mais e melhor, mas também quem tenha menos e pior. É algo a que não podemos escapar. Podemos tentar lutar por mais, ambicionar o melhor, mas nem sempre isso será recompensado na devida proporção, o que não deve diminuir-nos a perspectiva de uma vida mais ou menos feliz. Por vezes, como tantas outras pessoas, não consigo escapar à vertigem de ambicionar o que não tenho ou não posso ter, o que vejo nos outros, o que me passa fora do alcance, o luxo e o fausto de estilos de vida que não posso ter e, em dias piores, olho para os items que tenho da lista dos objectivos e dou por mim insatisfeito com todos... e nem é por me relembrar que há quem tenha menos que a ideia se torna mais tolerável... Nesses dias é preciso um bom copo cheio de perspectiva fresquinha ou uma chapada de realidade na tromba para acordar para a vida em vez de ficar a mixordar (não sei se existe mas gosto muito da palavra) no que está fora do alcance. É por poder apreciar o que tenho, por viver o que posso, por ver que há um pássaro na mão em vez de olhar para os que passam a voar lá em cima... porque para esses... deixa-os pousar!! Para já a minha próxima meta é ir almoçar para saciar esta fome insana que me está a corroer por dentro... gosto de objectivos realistas.

terça-feira, setembro 18, 2007

Quem não gostava de ter um jogador assim?

Carta dos tiffosi milanistas a Rui Costa

«Sempre dissera: ‘Gostava de acabar a carreira no Benfica’. Rui Costa nunca escondeu de ninguém a vontade de pendurar as botas em casa. Em 2001, o fora-de-série aceitou vestir a camisola do AC Milan. Depois de sete anos na Fiorentina, Rui jogou cinco épocas como rossonero, vencendo uma Champions League, um Scudetto, uma Supertaça europeia, uma Supertaça italiana e uma Taça de Itália. Mas, sobretudo, o português deixou uma herança feita de paixão, emoções, assistências (mais de 50), números e classe. Os tiffosi do AC Milan seguiram-no e quiseram-no. E amaram-no do princípio ao fim. No entanto, Rui Costa não teve oportunidade de se despedir. Mas o mundo milanista está pronto a revê-lo e abraçá-lo. Terá outra camisola, o nosso Rui, mas as coisas, mesmo assim, não deixarão de estar muito nítidas. San Siro aguarda com ansiedade a hora de o ver novamente no relvado onde deu tudo durante cinco anos. A abraçar os seus antigos companheiros e amigos. Criado o mais escaldante ambiente rossonero, teremos toda a vontade de lhe dizer, mesmo que vestindo a pele do adversário: ‘Obrigado por tudo, Rui’.»

segunda-feira, setembro 17, 2007

Ik ben een... Amsterdamer!
















Amsterdão Estou fã! Uma aldeia do tamanho de uma cidade! Uma cidade com look de aldeia!

Os canais e os barcos, as bicicletas (conduzidas por psicopatas com tendências homicidas e de dedo colado à campaínha enquanto ziguezagueiam pela multidão de pedestres como se não houvesse amanhã), a conversa fácil, as fachadas cheias de janelas enormes e abertas para a rua, um povo bonito, as cores, os sons e os cheiros, o relax das coffee shops e a ostentação do red light district, os museus, os bares, a mistura internacional de pessoas que para lá convergem...

Esta é daquelas para regressar...

terça-feira, setembro 11, 2007

Amsterdam here I go!!


E cá vou eu... a caminho de terras de Sua Majestade a Rainha Beatrix Wilhelmina Armgard, Princess of the Netherlands, Princess of Orange-Nassau, Princess of Lippe-Biesterfeld (esta malta gosta dos títulos completos) por uns dias... para os devidos efeitos já decorei algumas das mais úteis frases em holandês: Ik begrijp het niet (não compreendo.); Waar is het toilet? (onde fica a casa de banho?); Doe dat maar, alstublieft (quero aquilo, por favor) e een mooie vrouw (uma mulher bonita!)... não necessariamente a utilizar por esta mesma ordem... volto em breve ou melhor: Spoedig achter ben!

segunda-feira, setembro 10, 2007

Chick habit - April March (death proof OST)



Estou completamente viciado nesta música...

Decisões decisões....

Aparentemente tomar decisões é fácil. Pomos os prós de um lado e os contras do outro. Depois é só ver para que lado cai a balança...

E, em algumas alturas, até pesámos tudo antes de conhecer tudo o que está nos pratos... depois, de repente, há um novo ingrediente, um extra mais denso que altera tudo. Ou então vem aquele medo de falhar na avaliação... Ou de nos vincularmos a uma escolha e perdermos todas as outras hipóteses. E, quando o cérebro já calculou tudo, surgem os imponderáveis, aquelas coisas com que não podemos contar, que não podemos conhecer mas que teimamos em pôr na equação.

Em tudo há um risco e só o medo nos mete estas coisas na cabeça, turvando uma decisão que parecia clara... E tão mais clara podia ser se ao menos algo pesasse mais ou outro algo pesasse menos... Decisões, decisões... não dá para evitá-las e esperar que alguém as tome por nós, confortavelmente sentado no sofá a jogar consola... É limpar a cabeça, pensar um pouco e decidir o melhor que conseguirmos, com a ajuda dos conselhos dos amigos e com um cheirinho de instinto a ajudar... O resto... o resto fica a cargo do tempo... sem remorsos, sem arrependimentos...