sexta-feira, junho 22, 2007
quinta-feira, junho 21, 2007
Aparências...


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Dialectos de ternura
Há muito tempo que não gostava tanto de uma música portuguesa.
Da terra até à lua, mano, é sempre a subir
e somos grandes, gigantes, com dez metros de altura
Falamos vinte línguas
Dialectos da Ternura
Posted by artur at 21.6.07 2 comments Links to this post
quarta-feira, junho 20, 2007
F... you, Berardo
Sim, o Rui Costa está velho aos 35 anos e o Sporting, esse clube que no último ano vendeu tudo o que tinha menos o Moutinho, o Veloso, o Liedson e dois rolos de papel higiénico para pagar salários, é que é um exemplo.
O Milan, que por acaso é o campeão europeu, e joga com o Maldini (39 anos para a semana), Cafú (37 anos), Favalli (35), Inzaghi (34), Dida (33), Nesta (31), Seedorf (31), Ambrosini (30) e com Costacurta (41) no banco e não raras vezes em campo, é um exemplo a evitar.
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terça-feira, junho 19, 2007
Ou seria como é que o McGyver sai do deserto tendo apenas um canivete e uma laranja?
Como é que o Sócrates ganha a Câmara de Lisboa apenas com um projecto do Aeroporto da Ota e uma Confederação da Indústria? Usa a confederação para partir o projecto do Aeroporto em dois: Ota e Alcochete. Junta o rio Tejo com a Ota e faz os lisboetas passar por otários durante seis meses. Ganha a Câmara, dá uns tiros na Confederação da Indústria e no projecto de Alcochete e continua com a Ota.
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A vida
A vida é composta de três partes: Nascer, Viver, Morrer.
Parte I: Nascer
Depois de 9 meses (mais ou menos) de confortável vida intra-uterina a coisa não é fácil. Sair apertado de rompante para tanta luz e barulho, roupa àspera, mãos chatas, beijos repenicados, colchões rijos estraga completamente o dia de qualquer um. Isto para não falar nas fotografias e nas visitas imbecis que teimam em grunhir umas coisas incompreensíveis. Será/foi/terá sido/é um dos piores dias que vos poderão calhar em sorte. Se tiverem mesmo sorte nunca vos acontecerá. Por outro lado, depois de passar as coisas só podem melhorar. E daí...
Parte II: Viver
Começa logo a seguir à primeira parte e vai mesmo até ao início da terceira. É a maior das três mas é mesmo muito sobrevalorizada. Afinal que gozo pode ter passsar uma série de tempo (de horas a anos) a ter de cumprir regras? São as leis da física, o código da estrada, o código fiscal, a escolaridade obrigatória, a lei militar, as normas da decência, conduta e boa educação, a lei da selva, as leis de Murphy, os Standard Operacional Procedures da empresa, os direitos da Criança, do Animal e do Homem (não necessariamente por esta ordem), a Constituição, a lei do mais forte, o código do trabalho, o programa obrigatório de vacinação, as leis do futebol, o protocolo de Quioto, o código ético e deontológico, as condiçoes contratuais dos empréstimos bancários, televisão, luz, àgua, gás e telefone e internet, as leis da vida, as leis da genética, as regras da gramática e o acordo ortográfico, a convenção de Genebra, as instruções do monopólio, o código civil e o penal, as condições da garantia do que compramos, o sistema internacional de unidades, a lei da oferta e da procura, os 10 mandamentos ou equivalente religioso ou moral e, não menos importante, o regime da propriedade horizontal, vulgo condomínio. Chiça penico, abrenúncio Satanás, arre espiga... é que nunca mais vos largam... tens de fazer isto assim e aquilo assado, não podes fazer isso... por vocês não sei mas eu dava-me por contente em ser um calhau e lentamente erodir-me durante uns milhões de anos, com o ocasional arremesso, e, sorte máxima, saltitar umas quantas vezes numa lagoa ou mar. E vá, se encontrasse uma pedra bem feita, simpática, gira e bem disposta, soltar o tradicional piropo geológico “és cá uma lasca!” e talvez pensar em juntar os trapinhos e gerar uns tantos seixos...
Parte III: Morrer
Tradicionalmente a parte mais fácil de cumprir neste teatro. Muitas vezes nem temos de fazer nada. Basta estar tranquilamente sentado numa esplanada na faixa de Gaza, o gajo com ar esgazeado (tradicionalmente um local que diz: This is a local shop for local people. There's nothing for you here em árabe) sentado ao nosso lado puxa um cordel e já fomos. Ou isso ou engasgados com uma ervilha, fulminados por um raio, esmigalhados por um piano de cauda, afogados numa cuspidela do Shaq (rare but it's been known to happen) ou ainda vítimas de uma súbita e irreprimível vontade de descobrir o sabor de um gelado de cianeto. Umas são mais divertidas que outras. Se não o conseguirmos fazer sozinhos é certo que há sempre um bom samaritano disposto a ajudar-nos a fazer a travessia do estado vivo para o morto e nem cobram nada pelo bilhete. Convém avisar que a viagem de regresso quase nunca está incluída no negócio.
E pronto, é isto, mais coisa menos coisa. Há quem diga qualquer coisa sobre um filho, um livro e uma árvore mas isso já são picuinhices...
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segunda-feira, junho 18, 2007
sexta-feira, junho 15, 2007
Faltam cadáveres (versão apócrifa, adulterada e mais negra que o fundo do poço)
Por isso, a FMUP apela ao filantropismo dos portugueses na doação de corpos para fins científicos, sexuais, necrofilia e palhaçada em geral. «As aulas de anatomia, os disfarces de carnaval e a investigação médica, com recurso à dissecção de cadáveres humanos e vivissecção daqueles que ainda não estavam completamente cadáveres, estão seriamente comprometidas. Em causa está a falta de cadáveres doados, vendidos ou emprestados ao Instituto de Anatomia (IA) da Faculdade», refere, em comunicado, a FMUP. Em declarações à agência Lusa, Manuel Paula Barbosa, do IA, referiu que a instituição recebe, em média, entre seis a nove cadáveres por ano para dissecção, 3 por correio, 2 entregues em mão e os restantes pelo próprio pé. Manuel Barbosa sustentou que o número desejável é de 24 completos ou 36 se vierem desmontados. «A dissecção é um método de ensino e de aprendizagem excelente e quem ainda não experimentou não sabe o que perde. Além disso é um divertimento para toda a família. Lá em casa no Natal e nas festas não dispensamos.», disse o investigador, acrescentando que actualmente estão inscritas 1554 pessoas como doadoras do seu cadáver para dissecção e estão neste momento a chamar a senha 634 que é o senhor Joaquim Apolinário. «Senhor Joaquim? Apresente-se na morgue, por favor».
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quinta-feira, junho 14, 2007
Príncipe das Astúrias das Artes 2007
Yes, to dance beneath the diamond sky with one hand waving free,
Silhouetted by the sea, circled by the circus sands,
With all memory and fate driven deep beneath the waves,
Let me forget about today until tomorrow.
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depois do amanhecer...
Estrelas nascem e morrem, explodem na minha cabeça, mundos rodam lentamente cumprindo o seu roteiro enquanto cá fora a chuva cai de mansinho e o sol nasce para acordar milhões para mais um dia. Mundos dentro de mundos, a escala é tudo. Indiferente ao que por outros planos acontece, para mim o exterior real passa ali a ser algo de incorpóreo e o incorpóreo real e alheio à restante população. Transferido temporariamente para os recantos do que está fora do alcance da mesquinhez humana, da vidinha corriqueira do dia-a-dia, refugiado naquele mundinho bom onde nem tudo obedece à minha vontade mas onde sei que os acontecimentos são da minha subconsciente responsabilidade. Chamem-lhe dissociação. Chamem-lhe fuga. Chamem-lhe delírios. Como quiserem. Dá-me igual. Se quiserem mesmo chamar-lhe qualquer coisa, chamem alto e abanem-me porque de outra maneira não vos vou ouvir. Queria tanto voltar para lá agora. É que estava-me a saber mesmo bem; dormia sossegado no mundo real e sonhava feliz com tanto do que persigo.
Raios partam o despertador, némesis inclemente que destruíu de um ápice todo um maravilhoso universo de arquétipos sem repor o equilíbrio naquele para o qual cruelmente me despertou...
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quarta-feira, junho 13, 2007
Mler ife dada - zuvi zeva novi
Zuvi! zuvi zevá, vá vanovi!
Zuvi zevá! vá, vá, vá vanovi.
Zuvi zeva novi? zuvi zeva novi.
Zuvi zava zivi zeva novi!...
Salta no ar, rebola de lado!
Sépia salmão, cheiro alvado...
Salta no ar, rebola de lado!
Sépia salmão, cheiro alvado...
Ele aí cai, zuvi vai ver,
Mirar a montra, sorrir de prazer,
Caixinha, cor, mar, corinto, então?
Ainda a dança jinga na mão!
Taste a mar, hortelã gel,
Rola no ar, patinha no mel!
Taste a mar, hortelã gel,
Rola no ar, patinha no mel!
Ele aí está, zuvi vai ter
Hálito bombom, bom a valer!
Caixinha, cor, mar, corinto, então?
Ainda a dança jinga na mão!
Zuvi zeva zuvi zeva zuvi zeva novi,
Zuvi zava zivi zeva novi ah!
Zuvi zeva zuvi zeva zuvi zeva novi,
Zuvi zava zivi zeva novi ah!
Âh!...Ah!...Zuvi zeva novi?
Ah!...Ah!...Zuvi zeva!
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terça-feira, junho 12, 2007
Santos Populares
Como é tempo delas cá ficam umas quantas rimas:
Eu queria ser um chinelo,
Chinelo que tu calçasses,
Para ir onde tu fosses,
Para estar onde tu estasses
(anonimo)
Eu queria ser rico
Para te dar um castelo
Para que tu me contemplasses
Como eu te contempelo
(anonimo)
Viva as meninas bonitas,
boa salada e sardinhas.
Gosto delas bem regadas,
pequeninas e gordinhas!
(by SC)
Viva a bola a rolar junto ao pé
Seguida de cerveja e sardinha
Vai tudo para os lados da Sé
O menino e a menina magrinha
(catarse)
É disto que o meu povo gosta
De bola e comezaina em alfama
Sardinhas e camarão da costa
E bailarico com as dama
(catarse)
Vou tocar uma bela música na minha concertina
E comigo vai tocar a boa da Rute Marlene
Era coisa prá noite toda até ver o sol lá em cima
Atrás de um qualquer arbusto ou dentro de um Citroen
(catarse)
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segunda-feira, junho 11, 2007
You've really got me & All day and all of the night - dose dupla de kinks
Girl, you really got me goin’
You got me so I don’t know what I’m doin’
Yeah, you really got me now
You got me so I can’t sleep at night
Yeah, you really got me now
You got me so I don’t know what I’m doin’, now
Oh yeah, you really got me now
You got me so I can’t sleep at night
You really got me
You really got me
You really got me
See, don’t ever set me free
I always wanna be by your side
Girl, you really got me now
You got me so I can’t sleep at night
Yeah, you really got me now
You got me so I don’t know what I’m doin’, now
Oh yeah, you really got me now
You got me so I can’t sleep at night
You really got me
You really got me
You really got me
Oh no...
(solo)
See, don’t ever set me free
I always wanna be by your side
Girl, you really got me now
You got me so I can’t sleep at night
Yeah, you really got me now
You got me so I don’t know what I’m doin’, now
Oh yeah, you really got me now
You got me so I can’t sleep at night
You really got me
You really got me
You really got me
I'm not content to be with you in the daytime
Girl I want to be with you all of the time
The only time I feel alright is by your side
Girl I want to be with you all of the time
All day and all of the night
All day and all of the night
All day and all of the night
I believe that you and me last forever
Oh yea, all day and nighttime yours, leave me never
The only time I feel alright is by your side
Girl I want to be with you all of the time
All day and all of the night
All day and all of the night
Oh, come on...
I believe that you and me last forever
Oh yea, all day and nighttime yours, leave me never
The only time I feel alright is by your side
Girl I want to be with you all of the time
All day and all of the night
All day and all of the night time
All day and all of the night
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compliquex.pt
Nunca tive problema nenhum para registar um domínio de internet. Sempre registei os .com e os .net que me apeteceu, desde que não estivessem ocupados, e ninguém teve nada com isso. Agora alguém decidiu que era melhor ter um registo .pt. Problemas: só provando que se é detentor da marca ou da firma. Tirando isso ninguém regista nada .pt. Disse-me um rapazinho do atendimento telefónico da FCCN, que me parecia estar a ler o guia de apoio ao cliente da TV Cabo.
A burocracia amarrou a internet. Está bonito, está.
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sexta-feira, junho 08, 2007
A vida é curta. Divorcia-te.
A campanha da advogada Corri Fetman tem provocado polémica em Chicago. O slogan faz-me lembrar aquele verso que cantam muitos dos meus amigos: "A vida inteira não chega, para Amar."
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Sexta feira que até parece 13...
Ninguém trabalha nesta 6a-feira??? Seus trastes! Seus urubus! Ou ainda como ouvi nesta quinta-feira à beira de uma piscina ensolarada em Évora enquanto derrotava copiosamente a minha adversária de ocasião num tabuleiro de xadrez, seus cagalhões de outono, isto no bom sentido e respeitosamente claro. Era distribuir chapadas até à morte, seus madraços! Venham trabalhar que isto assim não anda para a frente! Biltres, facínoras, pulhas, crápulas! Alguém que venha para aqui que eu vou-me já embora... pfffff era bom era.....
Desisto... a verdade é que isto é inbeeeeeeeeeja da boa!
O que eu sinto mesmo é:
(Pink Martini – Sympathique lyrics)
Ma chambre a la forme d'une cage
Le soleil passe son bras par la fenêtre
Les chasseurs à ma porte
Comme les p'tits soldats qui veulent me prendre
Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l'oublier
Et puis je fume
Déjà j'ai connu le parfum de l'amour
Un million de roses n'embaumerait pas autant
Maintenant une seule fleur dans mes entourages
Me rend malade
Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l'oublier
Et puis je fume
Je ne suis pas fière de ça
Vie qui veut me tuer
C'est magnifique être sympathique
Mais je ne le connais jamais
Je ne veux pas travailler
Non, Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l'oublier
Et puis je fume
Je ne suis pas fière de ça
Vie qui veut me tuer
C'est magnifique être sympathique
Mais je ne le connais jamais
Je ne veux pas travailler
Non Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement l'oublier
Et puis je fume
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quinta-feira, junho 07, 2007
Moving on up - Primal Scream
You made a believer, out of me
I was blind, now I can see
You made a believer, out of me
Im movin on up now
Gettin out of the darkness
My light shines on
My light shines on
My light shines on
I was lost, now Im found
I believe in you, Ive got no bounds
I was lost, now Im found
I believe in you, I got no bounds
Im movin on up now
Gettin out of the darkness
My light shines on
My light shines on
My light shines on
Repeat chorus
Im getting outta darkness
My light shines on
Im getting outta darkness
My light shines on
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quarta-feira, junho 06, 2007
SUN
Here you come again with the wind at your heels
The brightest thing I've seen for years and years
You are the sun
It's where you're from
And where I'm going to
The light you shine
Can always change
My grey skies into blue
You walk with the heat turned up and a fire in your eyes
Could feel you coming for miles and miles
You are the sun
It's where you're from
And where I'm going to
The light you shine
Can always change
My grey skies into blue
You are the sun
It's where you're from
And where I'm going to
The light you shine
Can always change
My grey skies into blue
You are the sun
It's where you're from
And where I'm going to
The light you shine
Can always change
My grey skies into blue
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Flirt – Ui ui que é tão bom ou como conseguir arranjar maneira de nos metermos num belo molho de bróculos
É daquelas coisas, o flirt, que todos fazemos quase inconscientemente, uns mais outros menos, uns melhor outros pior, mas de facto já todos fizémos. E é tããããão bom. Pode até não dar em nada, ser apenas entendido como um hobby, um engate ligeiro, uma troca de piropos, uma maneira agradável de passar um tempinho divertido com outra pessoa que alinha no jogo, pode ser a vontade não concretizada de confessar o inconfessável ou uma atracção passageira que nos massaja o ego. Por outro lado, pode ser o início de alguma coisa mais séria, o acordar de algo que estava dormente, o nascer de uma paixão forte ou uma maneira de ultrapassar a barreira inicial entre desconhecidos. Pode acontecer num bar, na rua, nos transportes, na net, no trabalho, no ginásio ou numa loja. Quando queremos ou quando não estamos à espera. Com quem escolhemos ou com quem não estava nos planos. Solteiros ou comprometidos. Mais inocente ou quente que ferve. Seja como for sabe mesmo muito bem quando acontece recíprocamente. Vicia, contagia, anima, alegra, entusiasma. Tem todo um conjunto de regras não escritas (ou neste caso parece que as escreveram) que são seguidas numa cumplicidade não verbalizada. Leva-nos aos píncaros quando a faísca dispara ou até à dura realidade quando termina. A questão é fazer com que corra bem, que seja agradável para os envolvidos e que (às vezes não dá mesmo para evitar) não nos meta num grande molho de bróculos, numa salgalhada incrível, num berbicacho dos diabos. Mas se tem pernas para andar ou se nos “distraímos” é tão fácil isso acontecer... quando damos por ela a brincadeira ficou mais séria, mais intensa, cegos pela chama da paixão, surdos pelo canto da sereia já não sabemos parar, já não queremos sair... estamos apanhados num vórtice de emoções, numa espiral vertiginosa que não nos deixa pensar no que estamos a fazer e puff fez-se o chocapic... já não temos o controlo de nada! Só queremos mais e mais e mais e só podemos esperar que tudo corra pelo melhor neste mergulho, perdida a razão e a lucidez que nos diziam para não nos metermos nessa, que aquilo nunca vai dar certo, para fugir dali a sete pés... mas, vendo bem, desde quando é que a razão e a lucidez são para aqui chamadas?! ;)
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terça-feira, junho 05, 2007
Ainda a Original Sound Traque de há dois posts atrás
Pensámos em "O meu chapéu tem três bicos", mas seria tão gratuito...
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segunda-feira, junho 04, 2007
Ralações...
Intrincadamente entretecido na psique humana está a necessidade de confiar, de acreditar. Mesmo ao lado moram, no entanto, o medo e o preconceito. Profundamente enraizados e ligados pelos sempre presentes circuitos neuronais de castigo-recompensa que nos movem, estas duas faces da mesma moeda fazem de nós aquilo que somos, entidades duais, balanças de dois pratos que oscilam entre o equílibrio total que tolhe e o desequilíbrio unilateral que igualmente paralisa num extremo.
Realmente não há melhor sensação que a da entrega, a da confiança cega em alguém a quem nos entregamos (assim como não há pior que a traição). Como no exercício de reforço da confiança, é bom saber que temos alguém que nos apanha quando caímos de costas ou de olhos fechados. Como uma criança indefesa que adormece nos braços de quem confia. Mas basta uma queda, uma falha, uma traição para que tudo retorne ao zero. Então se a queda for grande fica a marca gravada que nos impede de voltar aos anteriores níveis seja com quem for. Jogamos à defesa, com cinismo e ironia, para auto-defesa. E como isso se sente ninguém se aproxima muito o que reforça a coisa num ciclo vicioso. Pelo menos durante uns tempos, até que a verdadeira natureza do que somos volta ao comando. Para quebrar esses ciclos, recuperada a coragem, é preciso correr riscos e cair mais e mais vezes, principalmente quando vale a pena a recompensa (embora tenha de admitir que existem correntes contra as quais não vale a pena remar, por fortes demais, dessimuladas ou traiçoeiras – mas temos de as descobrir por nós próprios).
Sempre gostei do risco. Confio sempre mais do que devia. Atiro-me sempre de cabeça, por impulso, para contrariar. Tudo a 110%, sempre a fundo, sempre excessivo. Se gosto tudo se resolve. Se correr mesmo mal não há volta atrás nem perdãozinho barato ou cínico em nome das aparências. Detesto pragmatismo de sentimentos – as coisas vivem-se, sofrem-se e gozam-se da mesma maneira, com a mesma intensidade. Quem se defende da dor e do falhanço também não vibra com a alegria e com a vitória. Quero lá saber do que é sensato, do que é razoável, do que devia ou não fazer, de meios termos e compromissos. Vivo no sonho do Marc Franz. Vivo nas tiras do Roy Lichtenstein e do Frank Miller. Vivo no jardim das delícias de Hieronymus Bosch. Claro está que às vezes vivo na fase escura do Goya. No grito do Munch. Na abstracção de Kandinsky (resquícios dos museus no fim de semana em Madrid).
Até agora já descobri muito do que não quero, do que não resulta. E acredito, continuo a tentar, a mudar, a crescer, a aprender, à procura do que resultará, do que fará sentido da maneira que quero que faça. Para ser mais claro estou a falar da vida em geral. Do que quero fazer (nada do que fiz até agora certamente), do local onde quero viver (Lisboa chega perto, muito perto; gosto bastante, mas será?), do estilo de vida que quero ter (isto já está mais assente, só faltam detalhes), de quem quero para ficar ao meu lado... (ui ui...). Já devia ter mais juízo (ou menos) por esta altura mas acredito que as recompensas chegam na directa proporção das tentativas pelo que não deixo de tentar nem me contento com menos do que espero...
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Canções da nossa infância meet Apito Dourado
Tudo começou no Incontinental a propósito do filme de João Botelho sobre Carolina e Giorgio e há já quem fale em Original Sound Traque para o filme.
O Incontinental deu o mote:
Papa-gajos loura
do Apito Dourado,
vendias o corpo
aos teus namorados.
Eles não eram frades
mas homens casados:
Dirigentes de clube
e árbitros "comprados".
Papa-gajos loura
do Apito Amarelo
deixaste a noite
com um livro no prelo.
Agora és mulher séria
Quem pode duvidar?
E gente é o que não falta
p'ra te canonizar.
Este vosso amigo deu continuidade na caixa de comentários:
Atirei o guito ao árbitro,
e o apito nem piou,
O adepto orgulhou-se
Do jogo, do jogo
Que o Porto roubou, uuuuu!!!!
Bebo whiskies com o árbitro,
solto flatos, dou-lhe nota!
Viagens Cosmos, putas a rodos,
O caneco é nosso, àguia maldita.
E a Clarisca prosseguiu em grande estilo:
A passarinha da Carolina
Andou muito de mão em mão
(repete, quantas vezes for preciso)
Começou no bar de alterne
Parou na SAD do Dragão
Parou na SAD do Dragão
mas não foi por muito tempo
Que havia alguém na claque
Que não soltava tanto traque
Que não soltava tanto traque
E tinha amigos de briga
Por causa dessa amizade
Lixou-se o Dr. Bexiga
Dá também a tua contribuição para a Sound Traque!
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sexta-feira, junho 01, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
Áquiiiiiiii
Entre São Bento do Sul e Joinville, antes de se chegar à BR101 - a estrada da morte -, o caminho, que fiz vezes sem conta em 2000, serpenteia por montanhas verdes, verdes.
Se não fosse esta música talvez eu me lembrasse melhor dessa paisagem...
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bilu, bilu. Palminhas, palminhas!
Poucas coisas são mais infantis que a teoria-económica-de-túnel-de-vento:
As greves são pagas pelos trabalhadores
A ideia de que a greve é um direito que beneficia o trabalhador tem um pequeno problema: o direito à greve é descontado no salário por omissão. Os empregadores não são agentes passivos que ficam impávidos e serenos perante as leis que os socialistas inventam. A partir do momento em que todos os trabalhadores adquirem o direito de faltar ao trabalho sem serem penalizados os empregadores reagem. E a forma mais fácil de penalizar os trabalhadores sem desrespeitar a lei é descontando à partida os custos das greves no salário. Os trabalhadores começam a pagar as greves futuras no dia em que são contratados. Podem fazer greve, pois podem, mas começam logo por ganhar menos por causa disso.
A ideia de que a greve é um direito que beneficia o trabalhador tem um pequeno problema: o direito à greve é descontado no salário por omissão. Os empregadores não são agentes passivos que ficam impávidos e serenos perante as leis que os socialistas inventam. A partir do momento em que todos os trabalhadores adquirem o direito de faltar ao trabalho sem serem penalizados os empregadores reagem. E a forma mais fácil de penalizar os trabalhadores sem desrespeitar a lei é descontando à partida os custos das greves no salário. Os trabalhadores começam a pagar as greves futuras no dia em que são contratados. Podem fazer greve, pois podem, mas começam logo por ganhar menos por causa disso.
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Amantes Furiosos - Heróis do Mar
Raça eterna
Almas ardentes
Suplício feroz
Amor e ódio
Morte honrosa
Sacra nobreza
Cruel inocência
Chama de triunfo
Paixões violentas
Amantes furiosos
Raça eterna
Almas ardentes
Suplício feroz
Amor e ódio
Fiéis ao romance
Cruzaremos rotas sem fim
Morte honrosa
Sacra nobreza
Cruel inocência
Chama de triunfo
Paixões violentas
Amantes furiosos
Fiéis ao romance
Cruzaremos rotas sem fim
Fiéis ao romance
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quarta-feira, maio 30, 2007
Se o sapo diz deve ser verdade...

Você está aqui:
Sim, sim. Aqui mesmo.
E para os que ainda não estão (ou acham que não estão), segue o manual.
Aconselho vivamente...
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segunda-feira, maio 28, 2007
Velhos contos do gin tónico
A segunda-feira é mais difícil depois de um fim-de-semana de festa.
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domingo, maio 27, 2007
Comunicado de imprensa
A sociedade de personalidades Catarse anuncia que a diminuição temporária de posts que se tem verificado se deve a um capricho da realidade que teima em não se subjugar à minha vontade como devia, ao contrário do que sucede com outras pessoas que a vergam a seu bel-prazer com uma simples rasura, rubrica e data, conforme as boas práticas de documentação ditam.
E nem sequer precisam de post-its vermelhos...
A todos aqueles que faltei, falhei ou deixei em stand-by peço desculpas e prometo redenção apropriada.
Retomaremos a anomalia das emissões habituais dentro de momentos.
Deixo-vos com a música apropriada para a "escravatura" de que estou a ser alvo:
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sexta-feira, maio 25, 2007
Agora Escolha - A banda sonora da novela!
1/3 da gerência chegou agora a casa da labuta e deparou-se com a balbúrdia.
Assim delibera-se colocar à votação de todos qual a banda sonora original mais apropriada para a novela em curso nos comments, nos termos de um agora escolha:
Hipótese A
Hipótese B
Hipótese C (um miminho extra)
Enquanto votam podem apreciar esta belíssima série juvenil retirada dos anais da história televisiva recente.
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quinta-feira, maio 24, 2007
O hit do momento no meu mp3
Quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
Eduardo e Mônica - Legião Urbana
Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
Noutro canto da cidade
Como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não tou legal, não agüento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"
E, mesmo com tudo diferente
Veio neles, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz
Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação
E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?
Posted by artur at 24.5.07 0 comments Links to this post
working nine to five... I wish
Quem me dera... deve haver uma maneira mais fácil do que sair às 8,15 e chegar a esta hora a casa... o euromilhões está um bocado complicado... heranças estão difíceis... senhoras muito ricas de idade avançada e saúde débil não tenho encontrado... já vou tarde para jogador profissional de futebol (sim, porque talento tenho ao pontapé)... não tenho feitio para política, vigarista ou ladrão, passe o pleonasmo... não tenho pais ricos e o bes está fechado a esta hora... estou tramado!
Posted by Catarse at 24.5.07 4 comments Links to this post
quarta-feira, maio 23, 2007
Portugal na NBA?
Há pelo menos um site americano que aposta na entrada do português João Gomes, jogador de basquetebol do Barreirense, nas escolhas dos Utah Jazz para o draft da NBA que terá lugar a 28 de Junho.
De acordo com o HoopsHype.com, João Gomes poderá ser escolhido na 55ª posição do Draft, tendo a possibilidade de ser o primeiro português a jogar no melhor campeonato de basquetebol do mundo.
Posted by artur at 23.5.07 0 comments Links to this post
Coincidências...
Há alturas em que as coincidências ganham um significado extra e quando isso nos permite escapar ilesos a um acidente na IC19 tudo parece diferente (podes ligar mais vezes, P, depois desta. Qualquer coisa que precises, um órgão interno, um álibi, etc, é só dizeres).
Circulava eu à velocidade de cruzeiro de 140Km/h pressionando o carro da frente para me desamparar a faixa (ao que este fazia orelhas moucas) quando tocou o telefone. Era uma chamada de trabalho. Abrandei um pouco a velocidade e abri uma certa distância para o Peugeot que tanto me estava a chatear por não encostar à direita.
A chamada terminou minutos depois e preparava-me para retomar a perseguição à minha némesis daquele trajecto que seguia uns 5, 10 metros à minha frente, quando, numa curva à esquerda, perturbado por alguma coisa que não percebi, a condutora começa a perder o controlo do carro, oscilando entre o separador e os carros da faixa central numa espiral de erros que culminou num magnífico estoiro quase de frente contra a divisória de cimento e consequente ressalto para a faixa central, felizmente liberta de carros que se aperceberam do que estava a suceder e se afastaram. Entre destroços, fumo e óleo, consegui passar no buraco da agulha que se formou entre o carro destroçado e o separador, quase por instinto. À passagem, tempo ainda para ver a condutora acidentada tombada para o banco do lado e o festival de travagens, desvios, manobras de emergência que se seguiu por parte dos restantes condutores.
Valeu a chamada (podes ligar mais vezes, P, depois desta. Qualquer coisa que precises, um órgão interno, um álibi, etc, é só dizeres) para não me ter juntado à pilha de metal retorcido. É que não me dava jeitinho nenhum estoirar-me todo agora. Morrer então era totalmente inconveniente. Tenho montes de coisas marcadas, pessoas para ver, lugares para ir.
(consultadas as notícias que não mencionavam mortos no IC19 anteontem)
Moral da história 1: se não queres ter um acidente no IC19 atende o telemóvel, mesmo que seja trabalho.
Moral da história 2: se não queres ter um acidente no IC19 deixa-me passar quando me estás a abrandar.
Moral da história 3: se não queres ter um acidente no IC19 aprende a conduzir o teu Peugeot.
Moral da história 4: salta sem olhar no IC19 e terás ovos no teu cesto.
Moral da história 5: um separador de cimento ganha sempre a um Peugeot.
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terça-feira, maio 22, 2007
segunda-feira, maio 21, 2007
O palhaço do amor
Dia cinzento. Há tese para escrever e não há surpresa no campeonato.
De qualquer maneira, eu estou chegando ao fim desta vez quer dizer apenas que daqui a um mês o sol vai brilhar. E muito.
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sexta-feira, maio 18, 2007
monty python
always look on the bright side of life
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Gravity's Rainbow
Come on with me through ruined LiPGLOCK
Accross Tangian deserts we'll FLOck
MADcap Medusa Flank my Foghorn
We'll change four seasons with our first born.
All ships of sense on HYPer ocean
All Kytes of chaos still in motion
My culture vulture such a DAB hand
I'll Steal you from the year 4000
Come with me, come with me
We'll travel to INFINITY
I'll always be there : Uh OH : My Fut>re LOVE
I'll always be there, for you : My FUTUre Love
Your tears leave trails of TIK,VAN,LoofAutonoma : the rubix groom hoom
THose crippled lines that I can't get to
would fall through TIMe but i won't let you
Come with me
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quinta-feira, maio 17, 2007
Ask me anything
Right, wrong, what to do?
Someday it will come to you
Hostile Indians
We named our summer camp for you
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´m in utter dismay
I´ve got nothing to say
Harmless children
We named our soldiers after you
Don´t be a coconut
God is trying to talk to you
We could drag it out
But that´s for other bands to do
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to give
Got no reason to live
But I will fight to survive
I´ve got nothing to hide
Wish I wasn´t so shy
I lied to urge
I´d like to read
I´d like a part
I´d like the lead
But
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to say
I´ve got nothing to give
Got no reason to live
But I´ll kill to survive
I´ve got nothing to hide
Wish I wasn´t so shy
--------------------------------------------------------------------------------------
Perguntar não ofende e em todo o caso há sempre quem responda...
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quarta-feira, maio 16, 2007
A Bola
Leiam a pérola que "A Bola" pôs on line a propósito do caso do cão de Mourinho:
Mourinho detido para proteger o seu cão
O técnico do Chelsea, José Mourinho, foi na terça-feira inesperadamente detido pela polícia inglesa, após ter impedido que o seu cão fosse levado de quarentena, segundo revela a imprensa britânica.
Como a polícia inglesa parece que não tem muito que fazer e os seus cidadãos são um claro exemplo a seguir, como se tem visto recentemente em Portugal, decidiu ir a casa de José Mourinho porque tinha dúvidas que o cão do técnico português tivesse as vacinas em dia.
(negrito da minha responsabilidade)
Que subtileza! Que classe! Que rigor informativo...
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E o árbitro do decisivo FCPorto-Desp. das Aves é....
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segunda-feira, maio 14, 2007
Um clássico é um clássico
A peúga branca do Alex... A Mallory...
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domingo, maio 13, 2007
diário de bordo
A companhia merecia muito melhor!
2/3 da gerência
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sábado, maio 12, 2007
40º à sombra - Radar kadafi
No fundo da avenida
Bebendo um capilé
Quarenta graus à sombra
Nas mesas do café
E aquela rapariga
Eu já não sei o que dizer
O que fazer
O que dizer
O que fazer
Aihaiah
Mediterrâneo agosto
Em pleno verão
Aihaiah
O sol a pino e eu faço
Uma revolução
Aihaiah
Parte um navio
Desce a maré
Vejo o céu vermelho
Tomara que estivesse a arder
E aquela rapariga
Eu já não sei o que dizer
O que fazer
O que dizer
O que fazer
Aihaiah
Mediterrâneo agosto
Em pleno verão
Aihaiah
O sol a pino e eu faço
Uma revolução
Aihaiah
Eu só te quero a ti
Eu só te quero para mim
Agosto aqui para mim
Só ter um fim
É ter-te a ti
Só para mim
Agosto aqui
Só para mim
Especialmente dedicada...
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Gin soaked boy - for your earing pleasure
realmente uma música fantástica...
obrigado Camionista Tarzan.
valeu pela música
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sexta-feira, maio 11, 2007
Sampi V (acho) Moodicetea
A dada altura Sampi atingiu um ponto de verdadeira saturação com o estilo de vida que levava. Era só loucura, inconsequência, inconstância. Precisava de algo mais sério. Algo mais estável. Decidiu que tinha chegado o tempo para tentar uma abordagem diferente. Afinal, depois de tantos anos de diversão com os locais, se calhar, podia agora dar-lhes qualquer coisinha em troca. Para além das bebidas, drogas e explosivos, claro. E todas aquelas formas de arte incompreensíveis que pareciam apelar de uma forma estranha ao imaginário dos humanos, como a louça das Caldas, a ripa de madeira inclinada em cima de um tijolo e os filmes do Manoel de Oliveira.
Bom, mas isso praticamente não contava para a grande ordem das coisas. Precisava de sentir a realidade deles para os compreender. De estar integrado naquela realidade e não de estar acima dela ou dentro da sarjeta, como era mais habitual. Aderiu a um ginásio. Ajudou mas faltava algo. Abraçou a filosofia, leu, escreveu, puxou pela cabeça, tentou descobrir o sentido da vida, a resposta à grande pergunta sobre a vida, o universo e tudo o resto (que como quase toda a gente sabe é: quanto são seis vezes sete?) porque não conseguia aceitar a resposta 42 como sendo assim tão reveladora sobre tudo o que ele conhecia. Tentou o budismo, yoga, tantras, mantras, drogas, mantas, deserto, escreveu as musicas dos doors e deu-as ao Jim Morrison enquanto este andava perdidinho por lá, incenso, hinduísmo, paganismo, bruxaria, vudu, búzios, ler tarot, as mãos, os pés, mãe de santo e quejandos.
Encarnou o líder espiritual de que seguem trechos das suas prédicas aos crentes:
Mestre, o que é mais pesado para a alma? O que é mais nobre? Sofrer na alma As flechas da fortuna ultrajante Ou pegar em armas contra um mar de dores Pondo-lhes um fim?
Eh pá, também já estive nessa. Isso e saber se preferia que me arrancassem pelos do cu pelo nariz ou pelos do nariz pelo cu...
Mestre, fala-nos do dia-a-dia!
O dia-a-dia é uma seca. Quem me dera ter um controlo remoto para passar as partes chatas...
Mestre, diz-nos o que pensa do amor?
Humm. Tramado. Humm. Muito tramado. Nas palavras do poeta, o amor é fodido, Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer, ora zumba na caneca e estamos na fossa outra vez! O melhor é mesmo nem pensar nisso. Se por acaso alguém apanhar uma coisa dessas, é fazer o mesmo que com as constipações: Cama, muitos líquidos e esperar que passe!
Mestre, e o trabalho?
Chiça penico. Onde? Quem? Eu? Porra! Ah... bom... o trabalho... tou de baixa.
Mestre, sobre a música...
Isso é que é. Taí coisa para demorar... Vai do "Lá, lá, lá, dá-me favas com chouriço,..." até aquela coisa tcham tcham tcham tcham do Ludwig, passando por Van der Graaf Generator e Gogol Bordello. Sem esquecer o grande exito "conan o homem rã" e o atirei o pau ao gato.
(inspiração: “O profeta”, “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”, HC, comments deste blog)
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quarta-feira, maio 09, 2007
Shortbus II
"A necessidade promove acasalamentos estranhos!" Quarta Lei de Farber ;)
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terça-feira, maio 08, 2007
A vida simples...
Com o evoluir descontrolado da ciência e da tecnologia assistimos durante uns anos ao transformar lento mas paulatino de homens em máquinas, cada vez mais frios e impessoais, regidos por princípios egoístas desde o enunciar do postulado de Adam Smith sobre o crescimento económico. De seguida, a Ciência matou Deus (com a preciosa ajuda de Nietzche e para gáudio dos ateus e niilistas) mas abdicou da gestão das almas e destinos dos homens com a consequente perda de valores morais até hoje não substituídos à altura. Depois entrou a globalização que nos atirou para um caos cultural, social, racial e religioso do qual muito se pode esperar pela exposição a maneiras diferentes de pensar e pelo convívio com a diferença mas do qual ainda tanto se teme (sendo a homogeneização um dos perigos) e do qual pode resultar uma convulsão enorme com perdas imensas (não estamos fora do alcance das leis da evolução e, portanto, os menos adaptados caminham para a extinção) se o processo não for adequadamente conduzido para o bem comum. Com a pressão crescente do consumismo, media e publicidade com recurso à manipulação de ideiais de estilos de vida, status, desejos e ícones criámos o monstro da depressão por ser quase impossível cumprir com tudo aquilo com que somos bombardeados e devíamos ter ou ser para atingir a felicidade. A desproporcionalidade na distribuição da riqueza não explica tudo, embora conduza sem dúvida a pressões sociais, emigração clandestina, sobre endividamento, aumento do crime e queixas sobre as condições de vida. Mais ainda, com o evoluir da ciência médica a nossa esperança média de vida aumentou incrivelmente mas não em proporção à qualidade com que a gozamos. No meio de tanto egoísmo e desinteresse pelo próximo, cresce a corrupção que prejudica indiscriminadamente populações inteiras.
Felizmente está sol, há praia e mar, vem aí o subsídio de férias e nada disto interessa. Vamos no bom caminho! Em frente! O precipício é já ali...
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segunda-feira, maio 07, 2007
Memórias...
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sexta-feira, maio 04, 2007
Flower Party

"festa das flores . sexta 11 maio . abertura de portas 00h00 . preço: 15 € – c/ oferta de bebida . dress code: flores"
"Em plena Primavera, e já com um cheirinho a Verão, a Open Up, a Soundz, a Crush e as Produções Banana unem-se mais uma vez, desta feita para vos apresentar a FESTA DAS FLORES!!! Depois do sucesso da festa de Halloween, regressamos ao magnífico PAVILHÃO DE EXPOSIÇÕES do Instituto Superior de Agronomia, situado no coração de um dos maiores e mais belos espaços verdes da cidade de Lisboa - a TAPADA DA AJUDA!!!"
in mailing list das produções banana
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quinta-feira, maio 03, 2007
Sondagem Independente
Agora que estamos todos esclarecidos sobre a história do diploma de José Sócrates, está na hora de acabar com a sondagem da Gabardina. Para a história ficam os resultados dos 45 votos.
A pergunta era:
Se se provasse que o primeiro-ministro comprou o diploma sem ir a exames (e ele pedisse desculpas pelo facto) poderia continuar no cargo?
E as hipóteses de resposta:
Sim. Todos merecem uma segunda oportunidade.
Não. De maneira nenhuma. O primeiro-ministro não pode ser um vigarista.
Os resultados foram os seguintes:
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contextos, falta de cultura, medo de assumir que não se sabe ou desinteresse?
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quarta-feira, maio 02, 2007
mudanças, interacções, variações, diversidade e evolução

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Vonnegut
Kurt Vonnegut morreu a 11 de Abril deste ano. Descobri isso na semana passada.
Quando li que tinha morrido lembrei-me do livro que li há uns 16 ou 17 anos atrás: o Barba-Azul. Sei que foi aí que começou a mudar o que penso sobre arte, os preços da arte e a distinção hobby/profissão.
Fui à procura do livro. O parágrafo decisivo está numa nota do autor prévia ao romance:
Deixem-me dizer-lhes também que muito do que coloco no livro foi inspirado pelos preços absurdos pagos por obras de arte neste último século. Tremendas concentrações de riqueza em papel-moeda permitiram que algumas pessoas ou instituições dedicassem a certos tipos de brincadeiras humanas uma inadequada e aflitiva seriedade. Refiro-me não apenas aos borrões artísticos, mas também aos jogos infantis - correr, pular, agarrar, atirar.
Ou dançar.
Ou cantar.
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terça-feira, maio 01, 2007
indeterminação e complementaridade
http://www.dhnet.org.br/
direitos/
militantes/
freibetto/
betto_indeterm.html
agora é só montar o endereço pela ordem em que está disposto em linhas...
um problema qualquer impede-me de postar o link de forma convencional.
talvez assim?
link
Posted by Catarse at 1.5.07 9 comments Links to this post
31x364+((31/4)*1)+1 (mais ou menos)
Sabendo que me torno transparente mas sem querer que me tomem por translúcido, gostava de agradecer a preocupação mas dispensar o excesso de atenção. Uma vez chamaram-me a atenção para esse problema e vejo agora o grau de gravidade que pode tomar. Mais ainda gostava que os meus doutos leitores não me tomassem assim por tão fácil de ler. Gostava de acrescentar mais e mais coisas, sobre assuntos importantes que me corroem por dentro ou que me aquecem como se uma estrela carregasse em mim, mas vejo que devo tomar algum cuidado para não ser mal interpretado por quem por tão bem julga tomar-me como algo que de verdade não sou.
Não posso, no entanto, deixar passar uma ocasião como esta sem deixar aqui algo que ficou por dizer quando a garganta se turvou com tamanha reunião de amigos (que só posso tomar por sinceros e que se por sinceridade não agem, confio que por de igual montante de razão se tomam, para que tal motivo seja suficiente para traição de nobre princípio). Agradeço muito do fundo do que sou terem estado, nos vários graus e delongas, o que e como estiveram junto de mim hoje! Obrigado porque realmente gosto muito de todos vocês (entre os que estiveram e os que queriam ter estado)! Menos seria ser muito mal agradecido; muito mais seria lamechas. Se fiz o que fiz, só o fiz porque sou o que faço! Para quem não sabe o que por esta altura já devia saber, sem duvidar, espero um dia poder demonstrá-lo... BEIJOS&ABRAÇOS!
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segunda-feira, abril 30, 2007
Fim-de-semana desportivo
Os Chicago Bulls fizeram história na NBA ao eliminarem por 4-0 os campeões em título na primeira ronda do play-off.
Por cá o fim-de-semana foi calmo e sem nada de relevante a assinalar...
Posted by artur at 30.4.07 0 comments Links to this post
domingo, abril 29, 2007
Pata pata - e fosse tudo assim tão simples e verdadeiro
Posted by Catarse at 29.4.07 4 comments Links to this post
enquanto o sono não chega....
e os pesadelos do costume não me vêm assustar outra vez... outra e outra vez... sempre os mesmos... sempre da mesma maneira... já nada faz sentido como já fez... será que não vai voltar a fazer? a solidão de ser aquilo que já fui assola-me... ondas e ondas de negritude onde me vou outra vez afogar... há uma vertigem que me arrasta para o fundo daquele poço onde já estive e já não sei se volto à tona... amanhã acordo com a sensação de arrependimento do que deixei por fazer e aquilo que repito para mim é só mais uma série de frases estafadas... mas vai ter de servir como motivação ou recheio para o perú de supermercado que compro num ready made de futilidade que me preencherá uma vez mais... seja...
Posted by Catarse at 29.4.07 10 comments Links to this post
now the drugs don't work...
nunca isto fez tanto sentido como agora...
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sábado, abril 28, 2007
demasiado sol na cabeça...
E poupei-vos aos outros milhares de videos parvos só com os marretas... Animal and Moreno, marretas matrix, marretas e REM, pigs in space, Miss Piggy, Beaker, Swedish Chef... a lista é infindável; é só mergulhar no youtube...
Posted by Catarse at 28.4.07 2 comments Links to this post
Voto de riqueza
No DN leio a reportagem "Um dia no Vaticano com o cardeal Saraiva Martins". O cardeal que desempenha essa nobre tarefa de decidir "quem é santo" mora num "enorme apartamento privado" com vista para a Praça de São Pedro, capela particular e antena parabólica para ver a RTP Internacional. No seu apartamento vivem três freiras "que se ocupam da sua vida" (os muçulmanos compreenderão isto melhor do que eu?). A irmã Terezinha faz a comidinha portuguesa que o cardeal come a todas as refeições. "Está sempre vestida de branco, com um avental igualmente branco imaculado". O cardeal desloca-se num carro com motorista e tem um secretário particular. Tem um serviço de pratos com as suas '"armas" de cardeal' e é adepto da Lazio, a equipa dos fascistas de Roma.
Vamos dar mais dinheiro à Igreja Católica. Para ajudar os pobres, os que mais precisam, os que passam fome.
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sexta-feira, abril 27, 2007
Eu...
Gosto de confiar e não me desiludir, de poder contar com as pessoas, de lealdades, de amizades verdadeiras e incondicionais, de sacrifícios pelos outros, da empatia entre duas pessoas, de cumplicidades, de pessoas que se interessam, que se lembram, que se esforçam, que se preocupam, que perdem uns segundinhos por coisas que realmente importam, que param para ajudar alguém desinteressadamente..
Não gosto que não me respondam quando pergunto alguma coisa - há mensagens, mails, correio, telefones, telemóveis, messenger, pombos-correio, sinais de fumo, tambores, estafetas, etc... Não considero que não dizer nada corresponda a um não, porque do mesmo modo pode ser um sim, um não vi a pergunta, um quero lá saber disto, um esqueci-me, um deixei passar o prazo sem querer... É só carregar no reply e escrever "Não". Até pode ser sem til ou sem maiúscula. É melhor que nada. Irritam-me o silêncio absoluto e a indiferença...
Gosto de miúdas espigadotas com piada, de conversas diferentes, de mudanças de ritmo que provocam nós no cérebro, de engates entre estranhos, de conhecer mais e mais pessoas, de acasos e destinos, do que estava escrito que tinha de acontecer por mais estranho que pareça, do que parecia impossível há uns tempos atrás e de ver pessoas felizes a aproveitarem a vida.
Não gosto de fuçangas, nervoseiras, choraminguices e choradeiras. Na estrada, nas filas, nas festas, à mesa, à conversa, ao telefone... Sosseguem, acalmem-se, relaxem... O stress mata e chateia-me.
Gosto que perguntem directamente aquilo que querem saber, que digam aquilo que querem dizer, que assumam o que querem e que façam o que lhes apetece fazer sem ligar a mais nada. Gosto de mudar, de escrever o que quero, de fazer o que quero, de ser compreendido ou muito mal entendido, de perder a cabeça e saltar de olhos fechados, do caos e do pandemónio.
Não gosto de indirectas, de jogos interesseiros sem interesse, de meias palavras para bons entendedores, de quem espera que adivinhem aquilo que era suposto fazer sem darem nunca um sinal do que seria, de recriminações por tudo e por nada, de berros e de quem fala alto só para ter a razão do volume, de mentiras, traições, cínicos, azedos, sonsas e panhanhas.
Gosto de praia, sol, conduzir à chuva, de noite e em estradas sinuosas, morangos, desportos colectivos e de jogar para ganhar, convívio, copos, festas, música, conversa, relaxar na praia, livros, vinho e tapas, lareiras e cacau quente, puffs, jogos, coisas novas e diferentes, filmes de terror e outros, de desafios, chocolate, de piadas parvas, pratical jokes e non-sense, de surpresas, fotografias, de arriscar, de prendas pensadas, de gestos únicos e carinhosos, aguardente velha, de cães, de promessas cumpridas, velas acesas e incenso a queimar, de viver a 110% e de excessos, de segredos guardados e amigos fiéis.
Não gosto de côco, de lulas, de esferovite, desmarcações à última hora, novelas, leite puro, religiosos extremistas ou supersticiosos embrutecidos, tacanhices e mesquinhices, pacotes vazios no frigorífico, meninos/as da mamã, fraquezas de espírito, chicos-espertos, corruptos, anis, pessimistas, desmancha-prazeres, heavy metal, show-off, varandas marquisadas, sítios com muito fumo ou apertados, famílias mokambo, aparências e pessoas calculistas.
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quinta-feira, abril 26, 2007
Igreja Católica elimina o limbo para crianças que morrem por baptizar
O momento em que o porteiro abre uma excepção para deixar entrar um tipo sapatilhas - mesmo que sejam umas Puma de 100€ - marca o princípio do fim do estabelecimento com classe.
Posted by artur at 26.4.07 1 comments Links to this post
25 de Abril
No discurso de 25 de Abril do Presidente da República estava quase tudo o que o país precisa fazer para ser um país decente.
Não admira que os partidos políticos o tenham criticado.
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terça-feira, abril 24, 2007
Numa dimensão paralela II
(continua)
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FUKITOL!!

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