diário de bordo
A companhia merecia muito melhor!
2/3 da gerência
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No fundo da avenida
Posted by Catarse at 12.5.07 2 comments Links to this post
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A dada altura Sampi atingiu um ponto de verdadeira saturação com o estilo de vida que levava. Era só loucura, inconsequência, inconstância. Precisava de algo mais sério. Algo mais estável. Decidiu que tinha chegado o tempo para tentar uma abordagem diferente. Afinal, depois de tantos anos de diversão com os locais, se calhar, podia agora dar-lhes qualquer coisinha em troca. Para além das bebidas, drogas e explosivos, claro. E todas aquelas formas de arte incompreensíveis que pareciam apelar de uma forma estranha ao imaginário dos humanos, como a louça das Caldas, a ripa de madeira inclinada em cima de um tijolo e os filmes do Manoel de Oliveira.
Bom, mas isso praticamente não contava para a grande ordem das coisas. Precisava de sentir a realidade deles para os compreender. De estar integrado naquela realidade e não de estar acima dela ou dentro da sarjeta, como era mais habitual. Aderiu a um ginásio. Ajudou mas faltava algo. Abraçou a filosofia, leu, escreveu, puxou pela cabeça, tentou descobrir o sentido da vida, a resposta à grande pergunta sobre a vida, o universo e tudo o resto (que como quase toda a gente sabe é: quanto são seis vezes sete?) porque não conseguia aceitar a resposta 42 como sendo assim tão reveladora sobre tudo o que ele conhecia. Tentou o budismo, yoga, tantras, mantras, drogas, mantas, deserto, escreveu as musicas dos doors e deu-as ao Jim Morrison enquanto este andava perdidinho por lá, incenso, hinduísmo, paganismo, bruxaria, vudu, búzios, ler tarot, as mãos, os pés, mãe de santo e quejandos.
Encarnou o líder espiritual de que seguem trechos das suas prédicas aos crentes:
Mestre, o que é mais pesado para a alma? O que é mais nobre? Sofrer na alma As flechas da fortuna ultrajante Ou pegar em armas contra um mar de dores Pondo-lhes um fim?
Eh pá, também já estive nessa. Isso e saber se preferia que me arrancassem pelos do cu pelo nariz ou pelos do nariz pelo cu...
Mestre, fala-nos do dia-a-dia!
O dia-a-dia é uma seca. Quem me dera ter um controlo remoto para passar as partes chatas...
Mestre, diz-nos o que pensa do amor?
Humm. Tramado. Humm. Muito tramado. Nas palavras do poeta, o amor é fodido, Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer, ora zumba na caneca e estamos na fossa outra vez! O melhor é mesmo nem pensar nisso. Se por acaso alguém apanhar uma coisa dessas, é fazer o mesmo que com as constipações: Cama, muitos líquidos e esperar que passe!
Mestre, e o trabalho?
Chiça penico. Onde? Quem? Eu? Porra! Ah... bom... o trabalho... tou de baixa.
Mestre, sobre a música...
Isso é que é. Taí coisa para demorar... Vai do "Lá, lá, lá, dá-me favas com chouriço,..." até aquela coisa tcham tcham tcham tcham do Ludwig, passando por Van der Graaf Generator e Gogol Bordello. Sem esquecer o grande exito "conan o homem rã" e o atirei o pau ao gato.
(inspiração: “O profeta”, “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”, HC, comments deste blog)
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Posted by Catarse at 7.5.07 9 comments Links to this post

"festa das flores . sexta 11 maio . abertura de portas 00h00 . preço: 15 € – c/ oferta de bebida . dress code: flores"
"Em plena Primavera, e já com um cheirinho a Verão, a Open Up, a Soundz, a Crush e as Produções Banana unem-se mais uma vez, desta feita para vos apresentar a FESTA DAS FLORES!!! Depois do sucesso da festa de Halloween, regressamos ao magnífico PAVILHÃO DE EXPOSIÇÕES do Instituto Superior de Agronomia, situado no coração de um dos maiores e mais belos espaços verdes da cidade de Lisboa - a TAPADA DA AJUDA!!!"
in mailing list das produções banana
Posted by Catarse at 4.5.07 7 comments Links to this post
Agora que estamos todos esclarecidos sobre a história do diploma de José Sócrates, está na hora de acabar com a sondagem da Gabardina. Para a história ficam os resultados dos 45 votos.
A pergunta era:
Se se provasse que o primeiro-ministro comprou o diploma sem ir a exames (e ele pedisse desculpas pelo facto) poderia continuar no cargo?
E as hipóteses de resposta:
Sim. Todos merecem uma segunda oportunidade.
Não. De maneira nenhuma. O primeiro-ministro não pode ser um vigarista.
Os resultados foram os seguintes:
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Posted by Catarse at 2.5.07 9 comments Links to this post
Kurt Vonnegut morreu a 11 de Abril deste ano. Descobri isso na semana passada.
Quando li que tinha morrido lembrei-me do livro que li há uns 16 ou 17 anos atrás: o Barba-Azul. Sei que foi aí que começou a mudar o que penso sobre arte, os preços da arte e a distinção hobby/profissão.
Fui à procura do livro. O parágrafo decisivo está numa nota do autor prévia ao romance:
Deixem-me dizer-lhes também que muito do que coloco no livro foi inspirado pelos preços absurdos pagos por obras de arte neste último século. Tremendas concentrações de riqueza em papel-moeda permitiram que algumas pessoas ou instituições dedicassem a certos tipos de brincadeiras humanas uma inadequada e aflitiva seriedade. Refiro-me não apenas aos borrões artísticos, mas também aos jogos infantis - correr, pular, agarrar, atirar.
Ou dançar.
Ou cantar.
Posted by artur at 2.5.07 0 comments Links to this post
http://www.dhnet.org.br/
Posted by Catarse at 1.5.07 9 comments Links to this post
Sabendo que me torno transparente mas sem querer que me tomem por translúcido, gostava de agradecer a preocupação mas dispensar o excesso de atenção. Uma vez chamaram-me a atenção para esse problema e vejo agora o grau de gravidade que pode tomar. Mais ainda gostava que os meus doutos leitores não me tomassem assim por tão fácil de ler. Gostava de acrescentar mais e mais coisas, sobre assuntos importantes que me corroem por dentro ou que me aquecem como se uma estrela carregasse em mim, mas vejo que devo tomar algum cuidado para não ser mal interpretado por quem por tão bem julga tomar-me como algo que de verdade não sou.
Posted by Catarse at 1.5.07 4 comments Links to this post