Só para viciados
Quem passava horas no jogo de livres do site do Roberto Baggio? Cá está ele, em écran inteiro, com a única desvantagem de não ter os comentários ridículos do próprio Codino após cada pontapé!
Have fun!
Quem passava horas no jogo de livres do site do Roberto Baggio? Cá está ele, em écran inteiro, com a única desvantagem de não ter os comentários ridículos do próprio Codino após cada pontapé!
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Posted by artur at 13.4.07 0 comments Links to this post
Apetece-me algo. Nem sei bem o que é. Sei o que não é, sei que não é mais disto, o mesmo dia-a-dia. Apetece-me fazer asneiras, encarnar a sexta-feira 13. Apetece-me chatear, melgar, importunar. Apetece-me pregar um susto a quem passa distraído, ladrar a um cão, sair pela janela e carregar naquele botão que diz para não carregar lá. Apetece-me fazer perguntas parvas e sem sentido; dar respostas ao que não foi perguntado. Quero o caos, o imprevisto e o non-sense. Queria mesmo que um elefante verde a fumar cachimbo me perguntasse se gosto do sabor dos dias de inverno. Quero o surreal, o inédito e o inaudito. Gostava de atravessar o espelho, de cair num buraco e passar para outro lugar. Gostava de usar um cajado e uma túnica com runas e falar sobre o final dos tempos em aramaico de forma muito convincente e logo a seguir desmentir tudo e comprar as acções mais baratas. Gostava de improvavelmente subir para baixo, descer para cima e ver os cacos erguerem-se num copo. Suspeito que existem mais coisas à nossa volta do que nos é dado saber e preferia acreditar que não é só paranóia. Sei que há uma maneira de abrir a passagem secreta no armário e de tirar a espada do bloco de pedra. Acho que ando a jogar playstation demais e nem tenho cá a consola...
Posted by Catarse at 13.4.07 2 comments Links to this post
http://blogging.wikia.com/wiki/Blogging_Wikia
Guia de Conduta para blogs e bloggers em elaboração.
Posted by Catarse at 13.4.07 0 comments Links to this post
A nobre e mui antiga arte do insulto, refinado ou em bruto, tem, nos últimos anos, andado realmente em baixo com a proliferação de termos banais e sem imaginação nenhuma. Posso dizê-lo pois vim de um local onde nos bons tempos teria ouvido uma bela e ampla gama dos mais variados e imaginativos impropérios mas que hoje ficou bastante aquém do esperado - um estádio de futebol. Urge reanimar esta área do conhecimento, pois, agora mais do que nunca, existe uma enorme necessidade de injuriar e insultar uma variedade de pessoas que de facto o merecem e, se tivermos em conta o que fizeram para o merecer, merecem muito mais do que palavras gastas pela repetição e uso abusivo que extravasa já o âmbito do puro linguajar verrinoso e ofensivo. Muito se tem estudado sobre esta milenar disciplina da linguagem que se julga ter nascido logo após a invenção dos primeiros vocábulos, existindo mesmo uma corrente de opinião de alguns peritos que perfilham que o primeiro vocábulo terá certamente sido um palavrão dada a grande utilidade que se teoriza ter tido na alvorada da civilização mostrar desagrado a um colega hominídeo por este lhe ter acabado de acidentalmente lascado uma apara de sílex para a vista ou pelo osso que tinha atirado ao ar ao som de "Also Sprach Zarathustra", perto do obelisco negro, lhe ter inadvertidamente pousado suavemente no crânio. Assim, e escalpelizando (isto não é uma piada sobre o crânio do atrás mencionado hominídeo) um pouco o tema, temos então 2 grandes tipos de insultos: os mono vocabulares e os compostos. Dentro dos primeiros podemos incluir os formados por fusão entre palavras (excepto hifenizadas que se incluem nos compostos) e dentro dos segundos temos os formados por mais que uma palavra com especial destaque para os chorrilhos, ou seja o encadear de um número apreciável de asneiras e/ou insultos. Para além destes dois grupos existe ainda uma classe especial, as frases insultuosas que curiosamente nem sempre incluem palavras que por si só constituam uma ofensa.
Fica desde já aqui aberto o fórum de comentários para que livremente (anonimamente se assim o entenderem) possam expressar o vosso desagrado sobre seja o que for e nos termos que mais vos aprouverem, salientando de novo a necessidade de serem criativos nas palavras e conceitos empregues. Resta acrescentar, por motivos óbvios, que é de todo desnecessário identificar o alvo dos vossos insultos excepto se for absolutamente vital para a compreensão do que escreverem. Pensem em coisas enervantes, pensem em coisas irritantes, pensem em pessoas que vos tiram do sério, pensem nas piores situações em que já estiveram, pensem no governo, no trânsito, nos impostos, no amigo da onça, naquele vizinho niquento, no polícia que vos multou, na pessoa que vos enganou, naquele superior irritante ou o subordinado insolente, no pior corolário da Lei de Murphy, no senhor do apito... Inspirem-se! Avancem! Desabafem!
Posted by Catarse at 12.4.07 3 comments Links to this post
Para tudo parece haver um processo de aprendizagem. Os primeiros dois anos de textos no blog, bem espremidos, são uma espécie de agenda fundida com diário. Leio os posts e lembro-me dos dias, das alegrias, das tristezas, dos encantos e dos desesperos.
Depois tudo muda. Não é pudor, é juízo. E é quando chega o juízo que vão embora a loucura e a beleza. É sempre que chega o juízo que se vão as coisas de que mais gostamos. O juízo é estúpido. O juízo é irracional. O juízo não é natural. O juízo não é normal.
Posted by artur at 12.4.07 8 comments Links to this post
Eu nem queria mas com a actual superpopulação do mundo algo tem de ser feito e há claramente para aí gente a mais... Assim, com a melhor intenção possível, aqui ficam 10 boas razões para caíres de uma ponte (uma das altas e isso rápido para não perturbar o trânsito!!):
1 – Dívidas excessivas
2 – Desgostos de amor
3 – Família disfuncional
4 – Desemprego ou desaires do estudo
5 – Derrotas em geral, do clube, do partido, da guerra com o condomínio, do negócio...
6 – Alcoolismo e/ou outros vícios
7 – Doenças graves
8 – Solidão
9 – Empurrarem-te
10 – Escorregares
Pensa bem nisto tudo; vê lá se a vida vale mesmo a pena viver, porque tristezas não pagam dívidas (ver primeiro ponto) e isto é realmente um mundo de merda, as pessoas são horríveis, mentem, enganam, matam, o amor perdido ou não correspondido é a pior coisa que há, a traição, a angústia sabe-se lá de quê (os outros pontos todos)... É que para andar por aí aos caídos, a ver a banda passar também não vale a pena, não é? Esqueçam lá isso de as coisas poderem melhorar, dar a volta por cima, esqueçam família e amigos, esqueçam os bons momentos passados e os que ainda podem vir a viver, esqueçam o bem que sabe estar alegre, feliz e contente. Afinal de contas ninguém quer mesmo saber; desde que não se atirem para a frente do carro deles ou do comboio e a malta chegue atrasada a algum lugar... Vá, vamos lá seguir a inspiração desse portento de inteligência que é o João Pinto (jogador de futebol do FCP) e dar o passo em frente na beira do precipício!
Bom, como não quero que me acusem de estar aqui de só dar um lado da questão e como acho que, como chamada de atenção, matarem-se deixa muito a desejar em termos de eficácia, inteligência e avaliação risco/benefício deixo aqui um artigo muito útil: http://www.pointlesswasteoftime.com/suicide.html que explica uma série de coisas sobre o assunto para o caso de quererem mesmo tentar comprar um bilhete para esta viagem sem volta. (E não se esqueçam de me deixar o carro, a casa e a coleção de cd's, transferirem tudo para a minha conta bancária e darem uma vista de olhos à minha lista de 1001 pessoas para matar antes de morrer!)
Posted by Catarse at 11.4.07 7 comments Links to this post
Há dois mil anos a Alexandra Solnado teria sido profeta.
Posted by artur at 10.4.07 0 comments Links to this post
Eu regozijo
Tu regozijas
Ele regozija
Nós regozijamos
Vós regozijais
Eles regozijam
Todos regozijamos com o percurso académico de José Sócrates.
Posted by artur at 10.4.07 3 comments Links to this post
Is that all that is? Nasce, cresce, amadurece, ganha, ama, mata, cria, perde, pensa, mirra, morre. De sol a sol, sem nada para fazer senão o que tiver de ser, sem mais o que fazer senão passar pelo mesmo que tantos outros, iguais a milhões, sem mais do que repetir o que outros já leram, ouviram, viveram e souberam. E se for só experimentar para descobrir que é tudo igual para nós como foi para outros, que nada muda, escravos das estatísticas e da psicologia de massas que nos empurra os carrinhos de compras para o alinhamento dos enlatados, ao som da música que nos faz gastar mais? Fazes parte dos 25% com isto, dos 25% sem aquilo ou dos 50% que não sabe ou não responde (ainda pensei em falhar os 100% e fazer uma piadola sobre a soma das partes e o todo mas depois mudei de ideias)? Ou vives atrás de uma barreira impermeável que mantém tudo asséptico e arrumadinho nas suas pastas de ficheiros multimédia (ou mais arcaico, no diário e no armário) a ler o que podia ser vivido e a escrever aquilo que querias ter feito...
O que é que faz a diferença para ti? Para mim, hoje, confesso que não sei... A guerra? A fome? As doenças? As drogas? A eutanásia? A felicidade? A paz na terra? O amor? Talvez a sopinha de legumes que comi ao almoço. Estava bem boa e não me levantou nenhum problema existencial profundo! Estava perfeitamente amoral, apolítica, atéia, neutra, despida de preconceitos ou polémicas e tenho quase a certeza que não tinha grandes convicções sobre coisa nenhuma, como, aliás, tantas outras sopas... vá, faltava-lhe um pouco de sal.
Posted by Catarse at 9.4.07 4 comments Links to this post
Existem momentos nas vidas de todos nós em que somos confrontados com escolhas. Aliás, todos os momentos são escolhas. Em cada instante abrem-se milhões de cenários possíveis para percorrer e existem decerto consequências bem diferentes para cada uma delas (ou talvez não, para quem acredita na predestinação das grandes coisas). Assim, confrontamo-nos com escolhas que vão do banal ao vital, das aparentemente inócuas mas que se revelam, numa cascata amplificadora, inacreditavelmente essenciais para o desenrolar da nossa vida e da vida de outros ou das aparentemente importantes mas que, por erro de avaliação ou inevitabilidade, se revelam afinal completamente irrelevantes para o resultado final.
Acrescente-se a isto 7 factores que, grosso modo, tomamos em consideração para ponderar o que fazer nas diversas situações: influências de outras opiniões, tempo para pensar a decisão, constrangimentos circunstanciais, experiências passadas relevantes, informação disponível, instinto e o acaso.
Assim, saibam que existe a possibilidade de na próxima vez que escolherem queijo fresco ao almoço poderem apanhar uma pequena intoxicação, que vos levará à casa de banho a meio da noite com febre, tropeçarão nos chinelos deixados no meio do quarto, baterão com a cabeça na esquina da cadeira, rachando a cabeça o que vos obrigará a uma ida ao hospital, a caminho do qual terão uma avaria na altura errada pois estavam a passar 2 delinquentes que vos assaltam e deixam sem nada; a pé seguem então até ao dito hospital onde ficam três horas à espera com dores e diarreias, finalmente são atendidos por um tipo mal disposto que vos faz milhares de perguntas parvas para as quais não há resposta possível àquela hora da manhã, saem de lá com a cabeça enfaixada, cambaleando sozinhos em direcção a casa. São 5,23 da manhã, um carro passa por uma poça de lama, encharca-vos, e quando caem vencidos pelo cansaço e pelo ocorridos na últimas horas, amaldiçoando o queijo estragado que provocou toda esta cadeia insana de acontecimentos, reparam num bilhete do euromilhões no chão com os números do jackpot dessa 6ª feira, confirmam que é verdade num jornal que por ali jazia, descobrem também que no dia seguinte fará bom tempo, a gasolina baixou de preço, a guerra no Iraque acabou, descobriram a cura para o cancro, foi preso um político corrupto em Portugal, e rumam a casa tão bem dispostos, que, quando passam por uma rapariga lá do bairro, por sinal lindíssima, simpática, inteligente, e que nunca tinham tido a coragem de abordar, ela, inspirada por ver alguém em tão clara situação de desgraça (sujo, cabeça partida, olheiras, roupa rasgada,...) mas tão feliz, resolve vencer a inércia e a vergonha que a tinham anteriormente impedido de confessar uma certa atracção e aborda-vos no que será o início de uma bela relação.
Bom, depois disto e resolvidas com facilidade as questões que me tenho vindo a colocar sobre o meu emprego, casa, carro, família, amigos, relações amorosas, finanças, religião, política e sentido da vida, estou na dúvida sobre o que verdadeiramente interessa e que pode determinar todo o resto do meu curso de vida: o que vou escolher para o almoço? Bacalhau com natas ou massa com espinafres, bacon e... queijo fresco!?
Posted by Catarse at 9.4.07 9 comments Links to this post
De acordo com a SIC o super-Professor que fez cinco exames a José Sócrates é o mesmo homem que contratou a célebre Neidi para o Ministério da Justiça. Tinha sido contratado para o governo de Sócrates. Curiosamente, também já tinha sido contratado pelo anterior governo em que Sócrates foi ministro.
Também curioso é o facto de o novo Reitor da Independente vir da CGD, onde trabalhava na Direcção de Armando Vara, esse homem cuja seriedade está acima de qualquer suspeita.
Ainda curioso é o facto de o mesmo Vara, que também fazia parte do primeiro governo de Guterres (do qual saiu devido ao famoso escândalo ligado a uma Fundação para a Prevenção Rodoviária), ter terminado a licenciatura pouco tempo antes de ser nomeado para a CGD, por Sócrates, numa tal de Universidade Independente...
Posted by artur at 6.4.07 1 comments Links to this post
Posted by Catarse at 6.4.07 4 comments Links to this post
O problema das Universidades privadas em Portugal parece ser a falta de coerência do seu conjunto. A Moderna não era nada independente e a Independente não parece nada moderna. A Autónoma parece não ter orgulho em ser portucalense. A Portucalense não tem espírito intenacional e a Internacional não está muito católica. A Católica não é nada independente, nem autónoma. E o que dizer da Lusíada e da Fernando Pessoa?
Decidam-se, porra! Assim desunidas não vão a lado nenhum!
Posted by artur at 5.4.07 2 comments Links to this post
A radio tocava um som calmo, o trabalho estava em cima da mesa, o mail aberto com mensagens a chegar, os telefones tocavam urgentes e o tempo passava. Tudo corria com tranquilidade até que um morto-vivo fez a sua aparição. "Olá!", exclamou com a voz gutural saída do fundo da sua garganta putrefacta. "Sabe dizer-me onde fica a casa de banho?" ao que respondi "Tem de pedir a chave na sala do fundo, à esquerda e depois é ali ao virar da esquina daquele corredor.". "Obrigado" respondeu, deixando cair um naco de carne apodrecida na soleira da porta do gabinete. "Com licença!" rosnou Voldemort, com brusquidão, entrando decidido pela sala dentro, quase derrubando o pobre morto vivo. Dirigiu-se à fotocopiadora e levou os seus textos arcanos de maldições antigas que tinha acabado de tirar da internet. Puff, transportou-se para o seu retiro escuro, deixando para trás uma nuvem de enxofre. Ao fundo, atarefados como sempre, o Quarteto Fantástico estava reunido em redor do último relatório, tentando salvar o mundo e a produção pela terceira vez naquela semana. Ouvia-se a voz do Coisa dizendo qualquer coisa sobre abelhas, entre as gargalhadas do Tocha Humana, do Sr. Fantástico e a Mulher invisível. Um gnomo amistoso zanzava pelos corredores, sempre ocupado com os seus utensílios, procurando zelosamente manter uma certa ordem naquele covil de estranhas personagens. Na secretária em frente, Herr Flick from the Gestapo resmugava algo incompreensível em alemão ao telefone. A azáfama do dia a dia era uma constante, entre raios de energia, objectos voadores, explosões, tele-transportes e o ar sempre carregado de magia e leitura de mentes, mas o trabalho tinha de ser feito, a fábrica não podia parar e os objectivos a cumprir pairavam por todo o lado, ameaçadores na sua inflexibilidade. Despachei o que faltava daquele dossier, parando apenas para abrir mais umas quantas resmas de papel para a impressora com o sabre de luz.
Com isto era quase hora do almoço decidi invocar alguns aliados: D'Artagnan o mosqueteiro, Eliot Ness dos intocáveis, Blossom a PowerPuff Girl, a Heidi das Montanhas, Dorothy de Oz, entre outros. Na cantina a azáfama era a habitual com os grupos do costume nas suas brincadeiras e conversas a encherem o ar. Estavam lá o Knight Rider, o Hulk, 3 ou 4 Cylons, Spock o Vulcano, George Constanza, 6 elfos, a Bruxa má do Oeste, a Bruxa má do Leste, Morgana e Merlin, a Dory e o Nemo, Chucky o Boneco Diabólico, meia dúzia de estrumpfes com a estrumpfina, Roger Rabbit e a Jessica, o Noddy e Bob, o construtor, 4 throlls, o homem aranha na sua versão Peter Parker, o Tintin e o Lucky Luke, Conan o Bárbaro e a Elektra. Na cozinha os Hobbits afadigavam-se para a frente e para trás com os tabuleiros de comida, trazendo constantemente as mais variadas iguarias exóticas, a maioria das quais de origem desconhecida e ingredientes que também ninguém queria conhecer. Abrindo caminho por entre toda esta algazarra até um espaço vazio nas longas e rudimentares mesas corridas de madeira escura, o grupo instalou-se debaixo de um dos candelabros de ferro forjado. A conversa fluia entre piadas e comentários, com o ocasional uso de um superpoder ou habilidade por parte de alguém para melhor marcar o seu ponto de vista. Assim, por mais de uma vez, viu-se um hobbit passar a voar depois de uma palmadinha nas costas do Hulk, a careca do Constanza fulminada por um raio de Merlin, o cabelo da Heidi aparado pelo D’Artagnan e o Chucky a tentar arrancar à dentada um braço do Noddy e uma perna do Bob. Tudo normal.
Enquanto isso, ia cortando fatias, fininhas como convém, da carne assada com o meu fiel sabre de luz, ferramente indispensável para qualquer função, como desentupir canos, tirar etiquetas de camisolas, descarnar fio eléctrico, etc (excepto fazer a barba, coçar as costas ou tirar gatos de cima de árvores). Entretanto, pelo canto do olho, reparo que chega Xena a Princesa Guerreira com o seu costumeiro grupo para o almoço, distraio-me completamente do que estava a fazer e amputo o dedo mindinho da Dorothy. Bolas. Desculpa lá isso, pode ser que volte a crescer em Oz. Para me redimir uso a Força para trazer um tabuleiro de cafés para a malta, que tive entretanto de arrancar do lado negro, pois o Darth Vader estava com pressa e tentou outra vez a sorte com os meus cafés, o sacaninha.
Posted by Catarse at 4.4.07 6 comments Links to this post
Na sequência de uma conversa de ontem, fiquei com a curiosidade de saber o que pensa a maioria das pessoas sobre o que deveria acontecer ao Sócrates no caso (altamente improvável) de ele ter comprado o seu diploma sem ter feito os exames respectivos e de isso se vir a descobrir.
Se pedisse desculpas públicas poderia continua a ser primeiro-ministro?
Ou não aceitaríamos nunca um pequeno vigarista para governar Portugal?
A sondagem está aberta na coluna da esquerda.
Posted by artur at 4.4.07 2 comments Links to this post
Posted by artur at 3.4.07 0 comments Links to this post
No caso "licenciatura de Sócrates" o que mais me aborrece não é pensar que o processo na Independente tenha sido falsificado. Não é sequer não acreditar que o primeiro-ministro alguma vez tenha ido a uma aula na Independente. Ou tenha feito algum exame. (Cada um acredita no que quer) Não é ainda que o diploma tenha sido assinado à pressa e que ao escolher uma data num período conveniente não se tenha reparado que era dia de domingo (ou será que a data foi uma pequena maldade de uma qualquer secretária farta de trafulhices?).
O que verdadeiramente me aborrece é que o país tenha chegado a um ponto em que o primeiro-ministro é alguém que foi acabar o curso à pressa a uma qualquer Universidade privada. Seguramente porque considera que ter o canudo é importante. Com certeza porque não foi capaz de o obter com mérito numa Universidade pública.
Porque, tristemente, parece não haver nada por aqui que não se possa comprar.
Posted by artur at 2.4.07 2 comments Links to this post
estou demasiado bêbedo para escrever coisas com sentido mas só sei dizer que queria muito algo que não está agora aqui.... caca.... eu sei que não se pode ter tudo mas também não era tudo era só ...................................... talvez um dia................................ah boa, já está, encontrei-a.... estava no chão outra vez....... a almofada
Posted by Catarse at 1.4.07 1 comments Links to this post
A chamada pandemia do século XX (XXI?), a depressão (com a ajuda do sempre presente stress, suplemento actual de todas as componentes da vida - tudo agora gera stress, até a diversão e o relax), tem conseguido uma expansão incrível, entre doentes convictos e adeptos simpatizantes, a julgar pelo tom de permanente tristeza que ouço nas pessoas hoje em dia. Tudo é mau, tudo é triste, tudo é tédio, desinteresse, apatia e falta de vontade ou energia. Isto é incrivelmente contagiante e assume inúmeras formas. A depressão da velhice, por falta de companhia e estímulos; a depressão do adolescente, eterno acno-incompreendido, hormono-dependente, habitante do armário; a depressão da meia idade por constatação do tempo que passou, do que ficou por viver e do abandono do lar pelos filhos; a depressão dos trinta anos por desfazamento geracional de objectivos com os pais, etc... para essas depressões, graves e preocupantes, há ajuda possível, como explicam os links
http://www.nimh.nih.gov
http://en.wikipedia.org/wiki
http://society.guardian.co.uk
Há, no entanto, uma em particular que, por ser tão fútil e falsa, me chateia incrivelmente: depressões de meninas filhas do papá ou meninos filhos da mamã, pudins mimados amorfos, não me suscitam qualquer tipo de solidariedade ou compreensão. Normalmente as queixas são do género: A minha vida é uma tristeza, não tenho isto ou aquilo, faltam-me amigos, estou sozinho/a, não tenho interesses, o meu trabalho não me motiva, não gosto do meu carro novo, não tenho a casa que quero, não fiz o que queria fazer, cometi tantos erros no passado, etc, e só aparecem em determinadas alturas de sua própria conveniência, por falta de fibra e força de vontade. Enfim, quando aparecem problemas normais da vida real que todos temos de enfrentar num processo de crescimento mas que os "deprimem", tadinhos, pois não queriam nada ter de lidar com eles e preferem espernear para chamar a atenção que lhes supostamente é negada e serem apaparicados, esquecendo-se que só suscitando interesse neles próprios e fazendo algo por si mesmos (em vez de esperarem por soluções externas) podem ter o que querem. Normalmente, depois de se lamuriarem durante uns tempos arranjam um brinquedo novo qualquer e, qual fénix, renascem das próprias cinzas às quais se tinham reduzido eles mesmos, surgindo brilhantes e equilibrados, exemplos de protagonismo social e cultural, lágrimas secas que já não escorrem da torneira de queixas que momentos antes parecia não poder fechar. É só até à próxima desventura chegar, claro, mas isso não interessa nada, desde que a máscarazinha das mentirolas que contam a si próprios não caia, que as falsas amizades com que se cercam não se afastem quando forem chamadas à pedra pelas necessidades da vida, o brinquedo novo canse, se parta ou vá embora, o desinteresse se instale de novo na vida pastel que levam ou que a família mokambo em que normalmente se inserem acabe mais uma vez por sair do cenário pseudo idílico de catálogo de moda onde pretendem habitar. Esses sim, são os problemas que deviam encarar e resolver, mas que insistem em colocar de parte como inexistentes, inevitáveis ou irresolúveis. Este modo de vida de permanentes queixas e lamúrias afasta qualquer boa alma que por eles se interesse pois ninguém quer conviver com uma alminha triste e apagada, em perene necessidade de um amparo, sorvedouros da felicidade alheia que tudo têm de experimentar por interposta pessoa, o que tende apenas a reforçar o ciclo num feedback positivo. Há um limite para o que quem os rodeia consegue dar, animar, ajudar sem que esse esforço leve algo em troca, esgotando o que parecia inesgotável, lentamente, gota a gota até que o poço seca e a depressão (quase) conquista por contaminação mais uns para as suas fileiras.
Para eles, os eternos entristecidos, há um remédio: é levantar a cabeça e encarar as coisas de frente; é tempo de viver com energia e alegria; gozarem bem o que têm e lutarem pelo que querem e não têm, interessarem-se em serem interessantes; sacudirem para longe essa neura castrante que os debilita, nas palavras musicadas de Johnny Cash - Get rhythm (when you get the blues) e adoptarem um estilo stressless ligeiro/despreocupado que não sendo fácil e acarrentando riscos (cair na inconsequência, no levianismo ou na dispersão), traz, a meu ver, a grande recompensa da felicidade, derradeiro objectivo de uma vida equilibrada.
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