segunda-feira, novembro 06, 2006


domingo, novembro 05, 2006

Mulher perfeita

quinta-feira, novembro 02, 2006

O famigerado episódio 2

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Se hoje estes episódios existem foi porque algures no passado um caro amigo me emprestava uma máquina digital e acedia às ideias que lhe contava. Desse tempo, em sintonia com uma certa área da literatura, aqui fica o até agora perdido nos circuitos do computador, episódio 2 da série 27.

terça-feira, outubro 31, 2006

Entrevista sobre Pinto da Costa

Se não aconteceu, poderia ter acontecido...



Via O Piolho da Solum

segunda-feira, outubro 30, 2006

...

And all this science I don't understand
It's just my job five days a week


Elton John - Rocket man

Respeito

Numa época em que os funcionários públicos pedem respeito a pior coisa que podiam fazer era encostar dois dias de greve a um fim-de-semana. O que os funcionários privados acham dos funcionários públicos é que eles trabalham pouco e folgam muito; que têm férias e pontes e tolerâncias de ponto e regalias a mais.
As greves servem para protestar e mostrar que o nosso trabalho faz falta (por isso concordo com greves no dia em que o grupo em greve faz mais falta) e não para ter uns dias extra de férias.
Quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Vidas desinteressantes e desimportantes

18h30. Garagem do Forum Coimbra. Ali, no meio dos carros, dos escapes, sem luz, vejo três homens em discussão acalorada. Caminho para a porta e, ao passar por eles, ouço: "Há, nessa matéria, um excesso de teorização...".
E andam o Luís Filipe Vieira e o Pinto da Costa a atirar pérolas a porcos em semana de clássico...
Get a life, senhores!!!

quinta-feira, outubro 26, 2006

quarta-feira, outubro 25, 2006

A queda de um génio

As acusações de plágio, justas ou não, podem bem ter acabado com o estatuto de génio da escrita que era atribuída a Miguel Sousa Tavares depois do êxito do livro Equador.
Não por causa do plágio em si, que os portugueses, por natureza, até nem acham isso mal. Já dizia aquele poeta castiço do Herman, o do "fui ver, era o Octávio", que se não copiasse um bocadinho não tinha tempo para outras coisas.
O problema de Sousa Tavares é que os intelectuais da terra, não tendo sido suficientemente intelectuais para perceberem que já tinham lido aquilo em qualquer lado, vão agora assobiar para o lado e fingir que nunca chegaram a ler o Equador. Pela única razão possível: não perdem tempo a ler obras menores.
E assim se passa de génio a autor menor...


Barão Vermelho e Cazuza - Codinome Beija Flor

terça-feira, outubro 24, 2006

Estado Social

Portugal tem o segundo maior défice público da União Europeia a 25. (O BPI apresentou 218 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses de 2006.)

Sete países da União Europeia têm contas públicas positivas. Entre eles, a Suécia, a Finlândia e a Dinamarca, este último com quase 5% de superavit.
O Estado Social Europeu, baseado no modelo escandinavo, está em crise.

Aquela rapariga

sexta-feira, outubro 20, 2006

Solução para o Rivoli - Um momento liberal

Acabar com todos os subsídios directos à cultura, incentivando simultaneamente, por via fiscal, o mecenato de apoio instituições novas e artistas em início de carreira.
Sobretudo em tempo de crise, não é justo que o dinheiro de todos pague os pequenos prazeres e/ou vaidades de poucos.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Fantasias

Eu vivo num mundo de dragões e princesas,
De monstros viscosos e robots serviçais,
De conspirações escuras e lutas acesas,
De espadas de luz e naves espaciais.

Um mundo onde as formas mudam sem parar
Sempre nas sombras algo a conspirar
Onde mil cores pairam no ar
E nos teus olhos não podes confiar

Os prédios e carros ganham nova vida
Transformam-se todos nos teus adversários
Os postes, as árvores, as ruas sem saída
São grandes aliados ou somente cenários

De casa ao trabalho, a pé ou de carro
Combato terríveis seres cheios de tentáculos
Atravesso paredes como se fossem de barro
E levanto voo sobre os obstáculos

Sempre alerta, sem nunca dar baldas,
À menor suspeita saco da caçadeira
Esquivando-me lesto, fugindo das balas,
E abato os canalhas, sem tremedeira

Insectos, comboios, cães ou aviões
Rapidamente revelam ser outras criaturas
São demónios camuflados lançando maldições
Sempre comigo em todas as alturas

Mulheres cinzentas em fatos de trabalho
São grandes feiticeiras em trajes atraentes
São belas conquistas que nunca falho
Figuras exóticas, sensuais e quentes

Bem ao contrário da triste realidade
É sempre variado; nunca repetido
Embora saiba que não é verdade
Ao menos o meu mundo não é aborrecido!

(Esta é a parte onde se ouve aquela voz surreal que diz: PLAYSTATION! )

Sensibilidade masculina

Um homem estava em coma há algum tempo. A sua esposa ficava à cabeceira dele dia e noite.

Até que um dia o homem acorda, faz um sinal à mulher para se aproximar e sussurra-lhe:

- Durante todos estes anos estiveste ao meu lado. Quando me licenciei, estavas comigo. Quando a minha empresa faliu, só ficaste tu para me apoiar. Quando perdemos a casa ficaste comigo. E desde que fiquei com todos estes problemas de saúde, nunca me abandonaste. Sabes uma coisa,...

Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:

- Diz amor...

- Acho que me dás azar!!!



(via e-mail)

Vais a Coimbra este fim-de-semana? 3ª parte

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terça-feira, outubro 17, 2006

Desalentos de cidadania - parte II

Tudo o que não evolui, morre! Desde que foi adaptada como forma de governo, a democracia foi evoluindo para um sistema que quase se contradiz nos seus próprios princípios. Por exemplo, a liberdade de expressão que a caracteriza, não se aplica a si própria. Qualquer um que, levianamente, levante a voz contra alguns dos problemas da democracia (ocidental no seu conjunto, ou Portuguesa no particular), dada a nossa ainda recente transição de regime, é, automaticamente, rotulado de fascista! Qualquer um que critique a actual constituição ou tente identificar a verdadeira causa do desinteresse dos eleitores (que actualmente atingiu o limite do ridículo de nem metade dos cidadãos se interessar o suficiente para eleger os seus representantes) é anti democrata!

O lobby, na sua definição, seria a aplicação de um princípio democrático, em que muitos indivíduos se aglutinam em torno de um objectivo comum, aumentando a sua voz e capacidade de influência. No entanto, nenhum lobby deveria ter a capacidade de tornar toda a restante população refém dos seus interesses, excepto se reflectisse a vontade da maioria dos cidadãos, altura em que se constituiria em governo pelos caminhos apropriados. Atente-se ao que se observa em Portugal: os lobbys farmacêutico e médico (ainda não considerando o dos seguros ? a seu tempo) conseguiu destruir o direito básico do acesso à saúde! No entanto, ao averiguarmos responsabilidades, a culpa morre solteira? O lobby dos professores, formadores e educadores, e das escolas e universidades, conseguiu destruir o direito básico do acesso à educação! No entanto, ao averiguarmos responsabilidades, a culpa morre solteira? O lobby da construção civil, do cimento e das imobiliárias, conseguiu destruir o direito básico do acesso à habitação! No entanto, ao averiguarmos responsabilidades, a culpa morre solteira?

Mas as falhas do sistema não se esgotam nos interesses organizados. A inércia e a falta de interesse e participação dos indivíduos acarretam também alguns malefícios! Veja-se o caso do ambiente. Os sinais de catástrofe iminente sucedem-se. Buraco na camada de ozono, aumento da frequência de tempestades e tornados, situações de clima extremo (secas, chuvas, frio, calor, etc.), efeito de estufa, desaparecimento das calotas polares, subida do nível das águas do mar, entre outras situações que podemos já experimentar em qualquer país do mundo, chamam-nos a atenção para as alterações que já provocámos no meio ambiente. Não se trata já de apenas um artigo científico, de um qualquer cientista excêntrico, sem nada melhor para fazer. É a nossa casa, a nossa subsistência, o nosso estilo de vida (e mais importante, os das gerações que se seguem), que se encontra em risco. A desertificação dos terrenos, a destruição da floresta tropical, a contaminação das águas potáveis, o abuso de antibióticos, as descargas poluentes para o ar, água e solo, tudo isto é resultado de incúria e desinteresse do indivíduo. Alguns dizem que nada podem fazer, ou por falta de dinheiro ou por falta de espaço ou por comodismo. Mentira! O impacte do que cada um pode fazer é, de facto, não mensurável mas o somatório da inércia é avassalador nos seus efeitos nefastos!

Veja-se também o caso da corrupção ou do abuso dos bens públicos. Todos conhecemos ou ouvimos falar de casos em que alguém conseguiu algo por vias travessas. A expressão da indignação foi substituída por uma admiração invejosa do género ?ele é que sabe! Eu fazia o mesmo no lugar dele se pudesse!?. As Fátimas Felgueiras, os Valentins Loureiros e outros, que foram (e estão a ser) alvo de processos na justiça, ao invés de se esconderem envergonhados pela culpa, sobem ao púlpito para, bem alto e indignados, clamarem inocência, escudados num qualquer erro processual (carimbo errado, falta de assinatura ou coisa assim), que anulou o processo mas não a verdade dos factos! E o povo admira-os, cego pelo brilho dos holofotes das câmaras, iludido pela grandiloquência dos discursos.

Como se não bastasse, aqueles de entre nós que são eleitos para desempenharem cargos de liderança públicos, guiarem os nossos destinos e gerirem a riqueza comum, são, cada vez mais, os menos adequados para tal. O descrédito gerado por anos, décadas de escândalos, má gestão, roubo e corrupção deixou uma marca suja que nenhuma pessoa de bem quer ver associado ao seu nome. Ainda assim, deveria haver coragem nos que nascem líderes e com capacidades acima da média para, pelo bem de todos, resgatar o comando das instituições públicas e restaurar a confiança na democracia (ou noutra qualquer forma superior de governação).

(continua)

Governar hoje

Parece não ser mais do que surfar a onda.
Ficar com os louros da parte alta do ciclo económico e andar escondido ou a culpar o governo anterior na parte baixa.
Ficar com os louros nos anos de poucos incêndios e culpar o clima e o governo anterior nos anos de muitos incêndios.
Ficar com os louros dos novos investimentos e culpar a globalização e o governo anterior pelas fugas de investimento.

segunda-feira, outubro 16, 2006

De arrepiar

A entrevista de Maria João Avillez a Francisco Louçã na Sic Notícias.
Como é que é possível uma entrevistadora tão tão tão fraca, tão mal preparada, tão arrogante, tão cheia de preconceitos?
E a Sic-N ainda tem coragem de a repetir...