quarta-feira, agosto 30, 2006

Horóscopo (edição de 30/08/06)

Amor: Há por aí muito. É escolher: do próximo, fraternal, familiar, divino, conjugal, físico, platónico,... Enfim...depende dos gostos e da disponibilidade!

Dinheiro: Dirija-se ao multibanco mais próximo. Veja bem se não é daqueles armadilhados. Insira o cartão. Digite o código. Consulte extracto. Caso o saldo o permita, levante a improtância pretendida. Retire o cartão et voilá!!!

Sorte: A sorte de uns é o azar de outros! Certifique-se que está do lado certo da frase.

Família: Irá perder um membro da família, perdão, alguém da família perderá um membro, perdão, um membro perder-se-á da família...peço desculpa pela imprecisão mas o éter hoje está uma desgraça

Cozinha: Mau dia para grelhados por influência de Marte...Saturno impede a massa dos bolos de subir...O melhor é jantar fora!

Post multifunções

É um "revival". É parolo. É engraçado.
A um minuto não é lá, mas é perto. Estar a um minuto da anestesia desejada, sem necessidade de substâncias legais ou ilegais, é o suficiente para que aconteça algo tão estranho como lembrar-me do Mikel Erentxu.


Mikel Erentxun-A Un Minuto De Ti

Llegaré, solo hasta el umbral.
¡Qué puedo perder!
Me atreveré, cuento un paso más.
No soy como tu.

A un minuto de ti, voy detrás de ti.
A un minuto de ti, te seguiré.

Voy a arder, braceo en espiral,
me vuelvo a repetir.
Saltaré, planeo en derredor
no soy como tú.

episódio 3

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terça-feira, agosto 29, 2006

Previsão do estado de espírito:

Tcham tcham, tcham tcham, tchararam. Tcham tcham, tcham tcham, tchararam. Tchararam tchararam tcham tcham. Etc ? (Vivaldi ? Quatro estações).

(com a participação imaginária da voz de Anthímio de Azevedo)

Previsão do estado de espírito:

Boa disposição limpa ou pouco nublada. Riso em geral fraco (inferior a 20 gargalhadas/h) predominando do quadrante piada fácil, soprando moderado (20 a 35 gargalhadas/h) de noroeste no trocadilho litoral, durante a tarde, temporariamente de sudoeste no Sotavento aparvalhado. Pequena subida da alegria máxima. Neura matinal.

A norte do Cabo Carvoeiro: Ondas de tédio de noroeste com 1,5 a 2 metros. A sul do Cabo Carvoeiro: Ondas de paixão de noroeste com 1 a 1,5 metros.

Deixe ver se eu percebi o raciocínio

Defendemos a baixa dos salários, incluindo do meu e do seu?

Álcoois IV



E um dia... chega o dia. O dia em que fazemos a pergunta. A derradeira. A última. O que é que gostavas de ser e não és? O que é que querias ter e não tens? De que é que tens inveja? Quanto fiz esta pergunta, eram 08:00 da manhã de uma terça-feira de Março, acabava de ser expulso de uma discoteca da moda e, talvez por isso, a resposta foi desde logo clara.

Eu, inveja, tenho dos que conseguem pedir uma cerveja às sete da manhã como se tivessem passado a noite a beber suminhos e aguinhas. Tenho inveja dos que a essas horas e, às vezes mais tarde, pronunciam todas as sílabas na frase: "Queria uma imperial". Ou, que dizem gabarolas "se faz o favor", e terminam com na maior bazófia num "muito obrigado" límpido.

Suspiro por uma cena assim. Sete da manhã. Dia aberto, "Pode servir-me uma última cerveja, se faz o favor? Aqui tem o meu cartão. Obrigado, e continuação de uma muito boa noite de trabalho para si". Porque às sete da manhã... às sete da manhã...arrasto os pés para o bar, seguro-me ao balcão, semi-cerro os olhos, e atendem-me por piedade. Depois não falo: aponto, e tiro o cartão todo vincado e molhado, deixo-o cair no chão, e a empregada vem ao lado de cá para que me não estatele. Recebo o copo, beberico sonoramente, fecho um olho e volto para a pista. Às vezes levo Cola porque falhei no apontar, outras vezes levo um sorriso cínico da rapariga do balcão e uma vez veio um tipinho ter comigo no final.

1 livro; 1 filme; 1 album; 1 site

edição de Agosto:

L: Kafka à beira-mar
F: Donnie Darko
A: Ópera do Malandro
S: www.imdb.com

segunda-feira, agosto 28, 2006

Ideia de Negócio


O penso higiénico Noddy

Jingle:

Abram alas para o Noddy
Noddy!
No seu carro amarelo
Abram alas para o Noddy
Noddy!
O dia vai ser tão belo!

domingo, agosto 27, 2006

Consultório Sentimental do Prof. CATARSE

É com um sentimento misto de fiambre e queijo que aqui inauguramos este espaço de assistência técnica para o diagóstico e tratamento das maleitas da alma. Amores perdidos? Encontrados e perdidos outra vez? Nódoas de amor que não saem quando lavadas na máquina? Nutre sentimentos por aquela vizinha do primeiro andar mas não sabe como expressá-los? Acalenta desejos inconfessáveis ou fetiches delirantes que nem às paredes confessa? Nada tema! Agora há exalo!! Uma pastilha, um difusor, liga-se à corrente e já está!!! Perdão... Jingle errado. Nada tema! O Professor está online, à escuta. Deixe o seu comentário e em breve receberá inestimáveis pérolas que o guiarão pelos sinuosos caminhos do coração!

Em que posso ajudar?

sábado, agosto 26, 2006

Da doce dança da sedução

Uma vez mais sinto a força que me dá vontade para me levantar dos escombros onde me encontrei no final de mais um desmoronamento emocional?

Desta feita o sismo foi menor, nada comparável ao terramoto de 2003/4, que destruiu quase tudo? A técnica de construção é agora outra, mais lenta, mais cautelosa, daí que os estragos tenham sido meramente materiais, sem vítimas a lamentar.

Recomposto, embarco de novo em mais uma viagem com destino incerto. Céu ou inferno? Ou apenas um passeio curto pela mediocridade das relações de plástico, construídas num instante, periclitantes, fugazes, que se esfumam sem chama, sem glória?

Aperto o cinto ao sentir o nervoso miudinho, os suores frios, a excitação quase febril que anuncia a presença de um novo interesse amoroso! (Se calhar é só gripe)

Fico sem conseguir respirar; apetece-me saltar, gritar; penso no que devia dizer, uma frase interessante num tom calmo e cool mas sai-me um comentário bacoco sobre o tempo numa voz enguiçada e engasgada. Os nervos traem-me. A dúvida da reciprocidade angustia-me.

Mas, sem saber como, dou por mim absorto pela visão de um rosto, preso no som de uma voz, ansioso por dar aos outros sentidos uma hipótese de se enamorarem?

Será desta? A espera mata-me?

sexta-feira, agosto 25, 2006

Felicidade Esfuziante VS Insanidade Suicida

Decorreu ontem no estádio Bairro Alto pelas 23 horas mais um confronto entre estas duas equipas que tantas boas partidas nos têm proporcionado.

As equipas alinharam de início com os seus onzes titulares:

FE - Boa Música, Companhia, Copos, Alegria, Amigos, Conversa Amena, Pézinho de Dança, Bom Ambiente, Cenário Aprazível, Piada Fácil, Gente Bonita.

IS - Neura, Depressão, Solidão, Raiva, Copos Demais, Mau feitio, Más memórias, Mau ambiente, Má música, Conversa da treta, Tédio.

O terreno encontrava-se nas melhores condições para a práctica do convívio e da interacção social, factor que veio a revelar-se determinante para o fluir da partida.

Desde o início que a Felicidade Esfuziante dominou a seu bel-prazer as operações, chegando a uma vitória folgada bem patente em três momentos chave:

- (infelizmente não temos imagens deste primeiro lance)
- Aquele gajo ainda agora estava na parede do Napron!
- Olha a Rua da Emenda... -Sabes, não era para ser assim, mas...

Pela qualidade patenteada, parece que iremos assistir ao início de um ciclo de vitórias da FE!!

O mundo, a democracia e a vontade de rir no Século XXI

Centenas de totós fechados num anfiteatro votaram a retirada do estatuto de planeta a Plutão. Está certo.

meta-blog

Há sete anos tentámos os três fazer um jornal. Falhámos por falta de fundos.

Há mais de três anos dois de nós descobrimos uma maneira gratuita de escrever em público.

Agora é tempo de o terceiro elemento se juntar a nós.

Achamos que faz sentido acrescentar diversidade. Surpreender a cada abertura da Gabardina.

Mas esta mudança não vem sózinha. Mudámos o template e os textos passam a ser "assinados".

Estamos ansiosos para ver como se comporta a Gabardina com todas estas mudanças.

Desejamos boas vindas e bons textos a quem chega de novo. Todos os textos assinados por AT são da nossa responsabilidade.

Continuamos a abrir a Gabardina sempre que podemos. O prazer é o mesmo. O pudor é cada vez menor.

Até à tua próxima espreitadela

artur

tcravidao

quinta-feira, agosto 24, 2006

O custo da bondade

"A bondade - acrescentou a pequena Mrs. Pennycoop - não custa nada.
- E em geral, minha querida, é avaliada exactamente a preço de custo..."
in O custo da bondade - Jerome K Jerome

Bolsa de valores

A bolsa de Lisboa fechou esta quinta-feira em queda, ainda que ligeira, a contrariar as principais praças europeias que estão maioritariamente em alta. O PSI20 perdeu 0,06% para os 9.898,81 pontos.

A penalizar esteve sobretudo a vergonha na cara que fechou a desvalorizar 0,63% para os 3,15 euros. A vergonha anunciou que vai reduzir a actual participação na comunicação social de 30% para uma percentagem não superior a 5%, até 31 de Dezembro de 2006.

No sector financeiro, o peso pesado esperança que as coisas melhorem caiu 0,42% para os 2,36 euros, enquanto os bons sentimentos perderam 0,17% para os 11,94 euros e a sacanagem avançou 0,52% para os 5,84 euros.

A travar maiores perdas esteve a tristeza com ganhos de 0,51% para os 9,81 euros.

A fada dos dentes, presidente executiva da operadora, quer criar uma holding chamada esquizofrenia para unir a loucura e a religião, como medida anti-OPA. Por outro lado a Concorrência quer, caso seja aprovada a oferta, que o rato Mickey venda a rede cobre.

A decisão da Concorrência ainda não foi tomada, no entanto, ontem terminou o prazo para as empresas interessadas na compra de activos que «sobrem» da possível concentração sonhos e expectativas se pronunciarem.

O Olimpo respondeu que a concentração dos dois grupos deve ser chumbada e considera os «remédios» apresentados pela AdC inadequados.

A subsidiária da operadora de telecomunicações, a Tristezas da Vida, derrapou 0,52% para os 9,55 euros.

No vermelho ficou ainda a paixão que recuou 0,21% para os 4,82 euros, enquanto a casa mãe o amor fechou estável nos 1,26 euros.

Nota final para a quarta empresa com maior peso no índice nacional, a Corrupção Activa, que trepou 0,75% para os 8,07 euros, mas ainda assim insuficiente para impulsionar a bolsa nacional.

No resto da Europa, o dia encerrou em alta, à excepção do YMCA.

Nos Estados Unidos, as emoções fortes seguem a transaccionar em queda, com o ódio irracional a perder 0,19% e a xenofobia a recuar 0,31.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Início de funções

Comunicado de imprensa:

Em nome do consórcio de personalidades adiante denominado por CATARSE, segue-se uma nota introdutória sobre esta nova entidade que irá comunicar através deste blog com alguns escolhidos. E escolhidos como, poderão perguntar. Ao que se responde:

As condições de acesso são: qualquer ser dentro do universo daqueles que sabem, podem e querem ler esta língua, têm acesso à Internet, equipamento informático adequado e em boas condições de funcionamento, olhinhos (pelo menos um) ou receptor visual equivalente, dedinhos (pelo menos um) ou qualquer outro apêndice equivalente para clicar no rato (ouvi dizer que também funciona soprando por uma palhinha).

CATARSE:

Durante os próximos tempos, algumas das diferentes personalidades que compõe esta sociedade irão por aqui aparecer. Hoje, após longas horas de debate calmo e sangrento, foi decidido que seria esta a fazer as honras da casa nesta estreia. Qualquer uma das outras faria igualmente um bom trabalho, estou certo, mas, por motivos vários e pela influência de alguns fármacos, emergi para vos saudar.

Fascinantes iguarias verão a luz dos monitores pela primeira vez, fazendo as delícias da pequenada!

Frases, quadras, estórias, críticas, devaneios, consultório sentimental, horóscopo, jogos, sugestões, informações úteis, ?

Com o passar do tempo, ?só vos queria dizer que ouço vozes na minha cabeça e que elas não gostam de vocês? , desculpem esta interrup, ?ora sejam bem-vindos a mais uma sessão espírita, patrocinada por Criptas Aleluia ? O seu t0 para a vida? eterna! ?, Assim não dá. Estava combinado que era eu! Estejam calad?, ao almoço ao jantar e à ceia coma carne de baleia!!!, Mãe estou aqui! Não empurrem porcos! Oinc! Oinc! Sangue, sangue, sangue, sangue?, wefwfpd fhwefi, - xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Bom, estão-me aqui a dizer da régie que não há condições para continuar, e por isso devolvo a emissão ao estúdio.

Álcoois I I I

Confesso. Queria embebedar-me. Muito. E estava devidamente sozinho num bar, e precisava de fazer alguma coisa para continuar a beber e meti conversa com a primeira rapariga que me apareceu à frente. E se me pagasses uma cervejita? Esbugalhou os olhos, torceu o nariz e franziu a testa.

Como demorasse a reagir, disse. Desculpa, estava brincar, pensava que eras outra pessoa. O que eu queria era um Gin. Tónico. Podes ir buscar? Fomos ao bar ela pagou-me um, e eu paguei-lhe outro. Linda e maravilhosa era garrafa de onde sairiam ainda mais dois para os nossos copos. Conversamos, melhor, ela conversava e eu bebia, e às vezes acenava com a cabeça. Depois de nos ser sido recusado o terceiro Gin -ainda que prometêssemos ser o último- pensei: ou me piro já para casa, ou se quero continuar a beber tenho de a beijar já. Beijei-a. Nada a dizer. Escalope na medida certa, fricção labial frouxa ao inicio, mas forte no final. Impecável. Apetecia-me... mais... uma cerveja. Pedi. E depois mais duas. Saímos, e fomos, creio que de mão dada, a um barzinho onde há sempre sofás vermelhos livres, música ao vivo e um dos melhores Gin tónicos que conheço. Sim, fomos mesmo de mão dada, pois recordo que já no bar, larguei a mão dela para pagar o Gin. Aí, ela pendurou-se no meu pescoço, encostou-me ao bar e imprimiu-me este chupão, onde, agora, passo dois dedos. Não fora a frescura divinal do Gin e pelo chupão, tinha-a deixado ali.

Passaram os hits do Verão de 67, as putas de 89 e os chulos de sempre. Como os meus lábios já passavam mais tempo com os lábios dela que com um copo de vidro, e como as minhas mãos já estavam há mais tempo nas costas dela que a fazer sinal ao empregado para trazer mais uma cervejita, decidi que era tempo de ir para casa.

Creio que nos beijamos mesmo até eu abrir a porta. Entramos. Então, com a segurança, de quem sabia perfeitamente como é que a noite ia acabar, disse: menina, as casas são todas iguais, estás à vontade, podes dormir onde quiseres... Fui ao frigorífico, tirei a ultima cerveja e sentei-me na mesa da cozinha. No exacto momento em que o nível da cerveja passou o letering "SuperBock", apareceu-me a alminha da rapariga de cuecas à entrada da cozinha. Confesso que já me tinha esquecido que a tinha em casa, e pensei: "mas que raio está a fazer uma rapariga semi-nua à entrada da cozinha?". Disfarcei a surpresa e disse: "Das duas uma: ou estou mesmo com os copos e já me ia deitar, ou estou mesmo com os copos e já me ia deitar". Levantei-me, enchi um copo com água, passei por baixo do braço dela, afaguei-lhe as costas e disse: "Põe um trapo no pêlo que ainda agarras uma constipação". A seguir, dormi 13 horas.

terça-feira, agosto 22, 2006

Álcoois I I

04:45. Estava sentado num banco alto junto ao balcão. Comia uns pistachios iranianos quando um tipo, com uns copos a mais se aproximou e me cumprimentou efusivamente. Não o conhecia. Ele dizia que sim. Perguntou-me o que estava a fazer, onde morava, se conhecia este e aquele sítio. Respondi que estava a beber uma cerveja, que agora morava no bar e que não, não conhecia nem desejava conhecer os sítios de que me falava. Passaram umas maminhas e o tipo desandou. Mas a verdade, é que parei de beber, fiquei sóbrio, e o empregado trocou-me os deliciosos pistachios da antiga Pérsia por milho frito no novo mundo. È o que acontece a quem dá conversa a tipos com uns copos a mais.

05:15. Um bêbado barrou-me o caminho à entrada da casa-de-banho. Prendeu-me o braço com força, puxou-me para ele, e da cara inchada da bebedeira saiu um perdigoto que mergulhou no meu whisky e, que eu podia salvar do afogamento, pois caiu em cima de uma das três, digo três pedras de gelo. Mas não salvei. Do meio da saliva e do hálito a pipa de vinho mau, disse que era a primeira noite que passava sem a mulher. Ela deixara-o, por um colega de trabalho, e ao que parece era uma relação que já vinha de trás. Sujei os ouvidos por dentro e por fora, magoei o braço e perdi a vontade de ir à casa-de-banho. È o que acontece a quem tem de suportar tipos bêbados.

06:30. Danço com o que penso ser o último copo. Alguém me toca nas costas. Foi o João. Copo cheio e baço do frio. Aspecto de quem acabou de tomar banho. Não o via há - seguramente- 2 anos, porém não houve nem os abraços efusivos dos tipos que bebem uns copos a mais, nem as grandes gafanhotadas dos bêbados deprimidos. Pois esses dois anos eram bem menos importantes que o consumo excessivo de álcool. É o que acontece quando se encontra um companheiro alcoólico.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Quero blogs que tresandem a bifanas, e que fedam a caril.

Quero blogs plenos de gindungo. Abruptos. Com pêlos nas ventas. Decididos. Urgentes: fundentes.

Quero blogs de olheiras onde se cozem as bebedeiras, onde diabinhos perdem ao xadrez com freiras.

Blogs de chulos cornudos e de putas de faca e liga. Blogs com tesão, com verga e lubrificação. Blogs onde se arrisque a vida e se percam membros. Blogs onde se beba o último copo, onde se jure fidelidade e se prometa a eternidade.

Blogs profundos e leves. Portáteis, íntimos, longos.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Olha que... que...

O Estado português faz bem o papel terceiro-mundista de cobrador-do-fraque.
Não lhe ficava mal fazer o papel de pessoa de bem, honesta e que paga atempadamente as suas dívidas. Mas para isso já vamos tarde...


Vivo num Estado em que me é cobrado IRS e segurança social; segurança social à minha entidade patronal por conta do meu salário; IVA em tudo o que compro a uma das taxas mais altas da União Europeia; em que os carros são mais caros do que nos outros países e isso acontece por causa do imposto automóvel; onde ainda pago imposto de circulação; onde auto-estradas que em Espanha seriam gratuitas são pagas a peso de ouro; onde os combustíveis são mais caros do que em Espanha e isso acontece por causa dos impostos; num estado cheio de assessores, deputados, autarcas e governantes desqualificados, pagos principescamente; em que para se ser funcionário público é preciso ser filho ou amigo de alguém com influência; em que o défice das contas públicas é altíssimo mas abundam os motoristas, as secretárias e os estagiários; em que os concursos públicos (nas raras ocasiões em que são feitos) são viciados e já ninguém se dá sequer ao trabalho de os contestar; em que por um lugar num infantário se paga uma fortuna; em que a Câmara Municipal da cidade em que vivo demora mais de um ano a pagar aos seus fornecedores; em que os funcionários públicos enchem os corredores das instituições sem nada para fazer; em que se acena constantemente com a falência da segurança social; em que quase nada é bem feito, falta sempre um papel, há sempre mais uma dificuldade e uma chatice para quem usa os serviços públicos; num Estado que não paga nunca a horas e que muitas vezes cria dificuldades a quem tem dinheiro para receber.

Vivo num Estado podre, sem dignidade nem vergonha na cara. É esse o Estado que quer moralizar o sistema, publicando listas de devedores às finanças e à segurança social? Como dizia o nosso amigo Marco do Big Brother: Olha que... que... FODA-SE!!!

Cinema Reprise 1

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quarta-feira, agosto 16, 2006

Álcoois

Eu nunca engatei uma gaja numa discoteca. E sei que nunca vou engatar: sóbrio não entro em discotecas, alegre, o ritual entedia-me, bêbado, prefiro dançar e, muito bêbado não me deixam entrar. Porém, ontem, tentei.

E de repente, enquanto tocava com o harpejar da pontinha dos meus dedos as ondas desordenadas do som e da luz, censurei a vergonha de olhar uma desconhecida nos olhos e, postei-me à frente dela.

Dancei, dancei e continuei a dançar. Olhei-a nos olhos, invadi o espaço social de distância e tentei acertar os movimentos dos meus ombros, com o ondular da cintura dela. Não consegui.

Então a gaja avança em direcção ao meu ouvido e põe a mão em cima do meu ombro. Eu fecho os olhos, para me concentrar em absoluto nas primeiras palavras. Já não te vi em algum lado? Nunca a vira. Juro. Mas dado o contexto, percebi que não devia entender a pergunta literalmente e devia perceber que aquilo era apenas uma desculpa para começarmos a conversar.

Precisava de uma resposta à altura da coragem dela para quebrar as barreiras do desconhecimento. Uma resposta forte, uma resposta total. A resposta perfeita. A resposta que dispensa toda a conversa supérflua. A resposta profunda mas simples, banal mas única, biunívoca mas certeira.

És tão boa que até chupava o polegar do teu ginecologista. Seria a resposta adequada? O inicio de uma carreira de engate em discotecas? O Graal dos engatatões? Aproximei-me, coloquei a mão na cintura, rasei-lhe os lábios e segredei-lhe ao ouvido: És tão boa que chupava o dedo grande do pé ao teu ginecologista.

E passou Shakira, Madonna e creio que U 2, e só no meio da música seguinte a rapariga respondeu. Eu também estou a fazer isto pela primeira vez. E sorriu. Então, perdi a vergonha de a olhar nos olhos, de invadir o espaço de distância social e de lhe falar ao ouvido. Agora, as ondas que captava com o harpejar dos dedos tinham o mesmo ritmo que os meus ombros e a cintura dela sincronizados.

quinta-feira, agosto 03, 2006

Também o texto entra a gosto

O mês de Agosto é o mês dos blogs. Para quem escreve e para quem lê. Quem escreve porque podendo fermentar ideias, pode, escrevendo menos, escrever mais. Para quem lê porque tem outro tempo. Um tempo que resulta da leve perversidade que sente quem está a trabalhar no mês de Agosto. Uma perversidade, uma reserva mental, um olhar que esconde a superioridade moral de quem às quatro da tarde, no exacto momento em que a R T P transmite a subida à torre, está frente ao Excel. E é esse olhar de soberba moral que também o é de abertura ao mundo, que convém muito a quem escreve. Pois sabe que alguém o vai ler com uma certa transformação no olhar.

sexta-feira, julho 28, 2006

Lost in the supermarket

É típico. Sempre que venho da praia à hora de jantar e paro num supermercado para comprar qualquer coisa, acontece sempre o mesmo. Enfim...entro vestido como com quem acaba precisamente de sair da praia. Chinelos com pó, calções velhos e t-shirt rota. Cabelo desgrenhado e aquele olhar de fome que só quem já passou três horas a surfar consegue ter. Passado um minuto, digo um minuto mesmo, tenho um segurança a bailar atrás de mim. Faz-se notar, pára ostensivamente, segue-me com o olhar. Preencho o cliché que a empresa de segurança o fez fixar de gente que furta em supermercados e só por isso tenho de levar com ele. Está bem.

quinta-feira, julho 27, 2006

Filosofia de vida

Os noticiários não param de passar imagens de escombros. Aposto que são os marotos do Sócrates e do Belmiro a dar conta dos restantes mamarrachos de Tróia.

Trocadilho verdadeiro e uma consideração


A perda da inocência ocorre com a constatação de que a técnica é indispensável. A recuperação da inocência ocorre quando se consegue dispensar a técnica.
Foi o trocadilho. Segue a consideração.
E porque o ciclo se fecha: é verdade. E só as coisas redondas são verdadeiras,porque só elas reisistem ao tempo. A verdade, amigos, não é uma qualidade mas uma duração. É a constancia no tempo.

quarta-feira, julho 26, 2006

NOT

I'm going to be just like you; the job, the family, the fucking big television, the washing machine, the car, the compact disc and electrical tin opener, good health, low cholesterol, dental insurance, mortage, starter home, leisurewear, luggage, three piece suite, DIY, game shows, junk food, children, walks in the park, nine-to-five, good at golf, washing the car, choice of sweaters, family Christmas, indexed pension, tax exemption, clearing the gutters, getting by, looking ahead, the day you die.

Do écran para o mundo IV


Trainspotting - Choose life
"I chose something else"

João IV


João trinca uma flor amarela. Está deitado no carro com os bancos reclinados. Teresa agarra-o pelo braço e encosta a face no ombro escutando o som da pele transpirada quando devagarinho se afasta dele.
João:
Ia ao Algarve fazer um estágio na estação de correios para onde fui destacado.
Teresa:
Trabalhas nos C T T?
João:
Sou carteiro.
Teresa:
Eu ia para Lisboa, estava de banco no Santa Maria.
João:
És do Algarve?
Teresa:
Mais, ou menos. O meu marido é...casamos ontem...
João:
E a aliança?
Teresa:
Tirei-a antes de te pedir os cigarros.
João:
Ainda bem que a tiraste.

terça-feira, julho 25, 2006

Nada contra

Os trabalhadores por conta de outrem que passam recibos verdes pagarão mais segurança social por causa disso?
Muito bem. E no dia em que eu deixar de os passar passam a pagar-me subsídio parcial de desemprego? Ou o meu dinheiro servirá para pagar as reformas milionárias do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Depósitos?

João Deão III


João dorme. Teresa passa os dedos pelo cabelo de João enquanto observa a longa fila de carros parados. Chapéus de praia abertos espalhados pelos lados da auto-estrada. Grupos de pessoas em redor das sombras das arvores isoladas no meio da erva dourada. Muito pouca actividade. Apenas algumas crianças jogam às escondidas entre os carros. Teresa limpa suavemente o suor da testa de João com o indicador. Passa com o dedo nos lábios dele. João acorda e tenta afastar a cara. Chiu, descansa. Ela inclina-se para a frente e beija-lhe os lábios fechando os olhos. João tenta resistir mas ao sentir o sabor fresco da amarga que Teresa trincara sente que esse beijo é a única coisa que faz sentido nesse meio de tarde de Verão.

segunda-feira, julho 24, 2006

Do écran para o mundo III


Bowling for Columbine - Uma breve história dos EUA

A decadência da minha cidade


Se tivesse que escolher uma figura que representasse as pessoas da minha cidade seria o Mickael Carreira.


Que está em início de carreira mas já se acha o "máior".

Que deve ganhar imenso dinheiro apesar de não fazer nada de útil para o mundo.

Que nunca teria o emprego que tem se não fosse filho de quem é.

sexta-feira, julho 21, 2006

João Deão II


O som de um carro que tenta derrubar os rails da auto-estrada acorda João. Que barulheira. O tipo ainda se vai é magoar. Incapaz de lidar com a intimidade que a posição com Teresa supunha, levanta-se como uma massa mole e arrastada. Tenho que ir buscar água. Queres água. Eu trago. Ainda tenho. Não preciso. O tempo que dormira dera-lhe uma sensação de peso, de prostração e uma certa dificuldade em manter o equilíbrio. Pálido começou a descer as quadrículas de pedra da base da ponte em direcção à auto-estrada. Um pé mal posto, e uma porção de areia esguia fizeram-no escorregar e criar aquilo a que os miúdos chamam de bate-cu. Tal foi secura do choque que trincou a língua. João quase nem se apercebeu, tal era o estado de dormência em que a sono o tinha deixado, mas quando deixou a sombra da ponte e leva com o Sol de chapa na nuca acorda para um estado de absoluta tensão. Faz movimentos abruptos, rápidos enquanto frenético procura uma porcaria de garrafa de água que ele jurara que comprara ontem. Onde está? Não tens pernas! Não ias fugir! Mas onde raio... então recordou os miúdos que se guerreavam em cima dos jipe. Bate com força a porta do carro e exaspera pela primeira vez por estar assim parado no meio do Alentejo. Que grande merda! E volta de gatas a subir as lages da ponte onde Teresa dava agora um pequeno gole numa garrafa de água. Magoaste-te? Estiveste a dormir e ficaste com a tensão muito baixa, por isso é que...Teresa ri-se com a boca mas mostra carinho com os olhos. João senta-se desengonçado, mete a boa na garrafa de água e sorve um grande gole. Depois dá AHHHH de satisfação ostensiva como se assim gozasse com as circunstâncias, coloca a parte interior do cotovelo sobre os olhos e tenta dormir.

quinta-feira, julho 20, 2006

João Deão I



A2. 15 de Agosto. Duas das tarde. 55º. Trânsito parado como paradas ficam as serpentes gordas e pretas nas curvas a rebrilhar ao sol. Pernas e braços pendem das janelas e portas abertas. Dois miúdos fazem dos tejadilhos abertos dos jipes trincheiras e atiram sacos com água. João e Teresa estão debaixo de uma ponte à sombra. Estão aqui há 24 horas. Teresa prende os cabelos com um lenço, limpa o suor do nariz com os dedos. Atira ar para a testa quando João lhe pega na garrafa de água e sem lhe tocar com os lábios, a verte para a boca. Já bebi chá quente mais frio. Estás a entornar tudo. Teresa pega no lenço que tem no cabelo e oferece-o a João. João recusa e passa as costas da mão pela boca para se limpar. Estou a começar a passar-me com o raio dos putos a desperdiçarem água. Teresa puxa uma erva que cresce entre duas lajes. Tenta mas é dormir, se começar a andar chamo-te. João fecha os olhos com força, passa os dedos sobre as pálpebras, deita-se muito direito sobre as lajes frescas. Teresa afasta uma pedra do sítio onde ele encosta a nuca, e encosta-lhe a cabeça sobre o colo. Os miúdos param de atiram água e João dorme encolhido sobre o colo de Teresa que de pernas cruzadas apoiada para trás pelos braços masca o resto da amarga que arrancou do chão.

quarta-feira, julho 19, 2006

Sobre a falência da Segurança Social

Considere-se um indivíduo que:
ganha 1000 euros por mês;
descontará para a segurança social dos 30 aos 65 anos;
viverá até aos 80 anos.


E uma segurança social que:
consegue, em média, taxas líquidas de 5% para as suas aplicações (baixas tendo em conta o volume de dinheiro que gere);
recebe 34,75% dos rendimentos dos trabalhadores.


Os descontos do primeiros mês de trabalho do indivíduo (347,5 euros), 35 anos e um mês depois, quando ele receber o primeiro mês de reforma, terão sido transformados pela segurança social em 1925 euros. O mesmo acontecerá com cada um dos restantes meses.

Supondo que o indivíduo receberá de reforma 1500 euros por mês (tenho sérias dúvidas que seja tanto), sobram por mês 425 euros dos descontos deste contribuinte médio.

Quando ele morrer, a segurança social continuará a receber 1925 euros por mês, durante 20 anos, o que completará, sem juros, a quantia de 539.000 euros. Somando-lhe os 425, 14 meses por ano, durante os quinze anos que receberá a reforma, temos um lucro total para o sistema de 628.250 euros. Mais de 125 mil contos.

Considere-se uma taxa de desemprego média de 10% e baixas que representem 3% do total do mercado. Sejamos benevolentes com os assessores e considere-se que os custos administrativos ascendem a 7% do sistema. Estes custos somados representariam 20% do dinheiro que a segurança social teria disponível para pagar ao reformado ao longo dos 35 anos. Ou seja, 188.650 euros.
Do lucro do sistema sobrariam ainda 439.600 euros. Por contribuinte médio.

A segurança social está falida? Não tem viabilidade?
Vai um PPR?

Santinha de Balasar


Com a devida vénia ao Eduardo Brito, que, ao enviar-me este ficheiro, me proporcionou horas e horas de riso.

Compras

Pá e vassoura a 1,99 no Lidl.
É bem!

terça-feira, julho 18, 2006

Do écran para o mundo II


Clube dos Poetas Mortos

«Oh Captain, my Captain!»

segunda-feira, julho 17, 2006

Tu che sei diversa

Amigos. Sol. Banhos. Ping pong. Música.



Sai, la gente e' strana
Prima si odia e poi ama
Cambia idea improvvisamente
Prima la verità, poi mentiranno senza serieta'
Come fosse niente

Sai, la gente matta
Forse troppo insoddisfatta
Segue il mondo ciecamente
Quando la moda cambia
Lei pure cambia
Continuamente, scioccamente

Tu, tu che sei diverso
Almeno tu nell'Universo
Un punto sei che non ruota mai intorno a me
Un sole che splende per me soltanto
Come un diamante in mezzo al cuore

Tu, tu che sei diverso
Almeno tu nell'universo
Non cambierai
Dimmi che per sempre sarai sincero
E che mi amerai davvero di piu' di piu' di piu'


Sai, la gente è sola
Come può lei si consola
Non far si che la mia mente
Si perda in congetture, in paure
Inutilmente e poi per niente

Tu, tu che sei diverso
Almeno tu nell'Universo
Un punto sei che non ruota mai intorno a me
Un sole che splende per me soltanto
Come un diamante in mezzo al cuore

Tu, tu che sei diverso
Almeno tu nell'universo
Non cambierai
Dimmi che per sempre sarai sincero
E che mi amerai davvero di piu' di piu' di piu'

Non cambierai
Dimmi che per sempre sarai sincero
E che mi amerai davvero, davvero di piu' di più di più


Almeno tu nell'universo

sexta-feira, julho 14, 2006

Do écran para o mundo I



Nanni Moretti, Abril

«D'Alema, diz uma coisa de esquerda! Diz uma coisa, ainda que não seja de esquerda!»

choque

O choque de civilizações nem está nas diferenças religiosas, nem nos diferentes estados de desenvolvimento. Não está na incorporação democrática nem na defesa do capitalismo. O choque de civilizações está na pastelaria do bairro. O choque de civilizações acontece geralmente pelas sete e meia da manhã quando um homem de 34 anos, vermelhíssimo do sol, bebedíssimo da cerveja e excitadíssimo por duas mulheres, uma acobreada e outra aloirada, também bêbadas, vermelhas e excitadas, troca um olhar com um homem de 36 anos, magro, esquálido e triste. O choque de civilizações acontece porque os três que fumam, emborcam cervejas e fixam os olhares uns nos outros, transmitem um ritmo que o homem recém acordado não reconhece e estranha porque lhe é exterior. E mesmo que estivesse disposto a compreender os três que enchem a pastelaria de fumo e de hálito de bêbado, teria que se embriagar, mas como entra às oito menos um quarto não pode. O choque de civilizações nada tem que ver com a religião, nem com o desenvolvimento económico, democracia, ou capitalismo. O choque de civilizações tem que ver com o tempo e por isso com os ritmos que se produzem.

quinta-feira, julho 13, 2006

Para um fartote dos anos 80

Os Verdes Anos.

Heidi

tom sawyer

Verano Azul

sport billy

Il Etait Une Fois... L'espace

Cités d'or - Générique Français

quarta-feira, julho 12, 2006

Que bom era ter MTV em 92


Vanessa Paradis, Be my baby

terça-feira, julho 11, 2006

Actualização do insulto

proposta

Primeiro, é necessário substituir, os fatos escuros dos homens apoplécticos da Federação Portuguesa de Futebol, pelas batas brancas dos cientistas lingrinhas ruivos.

Depois, é necessário, vender os estádios construídos para o Euro e vender o passaporte do Cristiano e do Figo aos Árabes.

Finalmente, é urgente que os cientistas viajem para Teerão com malas de metal cheias do dinheiro daquelas vendas. Pois, Portugal só ganhará um mundial quando tiver armas nucleares.

segunda-feira, julho 10, 2006

O mistério


Pode estar desfeito o grande mistério do Mundial. O que disse Materazzi a Zidane? De acordo com o Guardian, chamou-lhe terrorista. O que para Zidane, francês de origem argelina, terá sido o suficiente...

though I knew she was sleeping



The guys selling loose joints are giving the city half of their income tonight

Why i don´t like Mondays

Tuga politicamente correcto: "então, a Itália lá ganhou?"
Tuga politicamente tuga: "nem vi"

sexta-feira, julho 07, 2006

Miss Mundial




Suécia, Gana, Brasil ou EUA.

A dificuldade está na escolha...

quinta-feira, julho 06, 2006

Vão para casa

Foi o que eu ouvi dois minutos depois do golo do Zidane, assim que atendi o telefone.
Vamos. Mas vamos contentes, apesar da tristeza de ontem.
Agora, para mim, o Mundial tem outro hino:


Fratelli d'Italia,
L'Italia s'è desta,
Dell'elmo di Scipio
S'è cinta la testa.
Dov'è la vittoria?
Le porga la chioma,
Chè schiava di Roma
Iddio la creò.


Stringiamoci a coorte,
Siam pronti alla morte.
Siam pronti alla morte,
L'Italia chiamò.

quarta-feira, julho 05, 2006

O dia em que o Futblog Arte morre



Morre hoje o melhor blog português sobre bola. Morre 24 anos depois da morte do Futebol Arte, aos pés e cabeça de Paolo Rossi, Tardelli, Conti e Cia.. Nesse dia de 82, Sócrates, o Magrão, o homem que jogou a segunda parte de um amigável todo de calcanhar, por respeito ao público (e marcou um golo) foi derrotado pelo pragmatismo italiano.
O blog acaba, simbolicamente, à hora do jogo.
Menos de três horas depois começa o Portugal-França dos nossos sonhos. Do Ronaldo e do Henry, do Deco e do Zidane. Do Figo. Talvez o Futebol Arte se revolte e renasça das cinzas, vingando o Sócratres e o Zico, como o Ronaldinho e o Kaká não foram capazes de fazer.
Aos companheiros do Futblog Total deixo um abraço. Grandes textos nos deram!
E como se costumava dizer por aí:
Um especial Bem Hajam
Mário Queluna e Gabardina

sexta-feira, junho 30, 2006

Essa saudade que eu sinto

de tudo o que ainda não vi


Legião Urbana - Índios - Acústico MTV

quarta-feira, junho 28, 2006


Nunca comprei cebolas. Tenho medo. Muito. Queria um quilo de cebolas. Eis a frase que nunca pronunciei. As cebolas são tanto. Eis o preço que nunca escutei. Ontem estive quase, quase, mas mesmo quase, quase para comprar um daqueles sacos pequenos de rede com cebolas dentro. Peguei-lhe, meti-o no carrinho de supermercado e avancei para a caixa. Mas, como só tinha as cebolas para pagar, achei que a rapariga da caixa podia desconfiar que estava ali a tentar a resolver um problema pessoal. Abandonei o carrinho entre duas promoções de bolachas e fugi. Corri, corri e corri. Parei numa bomba de gasolina para comprar água e reparei que também ali já se vendem cebolas. Que claro não comprei. E voltei a fugir. Fugi toda noite e cheguei onde escrevo agora. Um promontório sobre um mar calmo que comove. Vejo as linhas das ondas, umas pessoas humanas e escrevo. Escrevo, porque sempre assim foi. Adeus.

terça-feira, junho 27, 2006

caso prático

Repartição de finanças. Último dia para a entrega do modelo F. Um funcionário tem à sua frente uma longa fila em espiral. Atende uma velhinha. Era para entregar. Sente-se minha senhora. Gustavo abre a porta de alumínio da repartição desembestado, ostenta na mão direita uma guia verde. Quer impugnar a liquidação do imposto e está no último dia do prazo. Sinaliza devidamente a sua marcha de urgência. Poderá ultrapassar a fila pela direita e apresentar-se ao funcionário? Deve parar a marcha e aguardar a sua vez correndo o risco de perder o prazo? Pode fazer valer o seu estatuto de peão, e atravessar na passadeira frente à velhinha que como se sabe é um veículo motorizado e que por isso o terá de o deixar passar?

segunda-feira, junho 26, 2006

caso prático


Suponhamos, que num corredor da urgência do hospital de S. João no Porto, ocupado dos dois lados por macas com doentes, durante o pico de uma epidemia de gripe se dá a seguinte situação. Maria, recém-formada e a realizar o internato geral, transporta um velhinho que tosse convulsivamente (um vermelho no sistema de Manchester). João, médico em pré-reforma, transporta calmamente uma senhora prestes a parir. Embatem frontalmente a meio do corredor. Questões: quem devia ter cedido passagem? Será que estamos perante um dos casos previstos para o estacionamento em segunda fila? Justificava-se a sinalização sonora do sentido da marcha? Ou este encontro resultou directamente da negligência grosseira do médico que devia ter levado a parturiente para o segundo andar?

E há dois anos foi assim...



O que é que o Jorge Perestrelo teria gritado ontem?

Fez no Sábado dois anos



que publiquei as fotografias deste video na Gabardina. A blogosfera mudou. Espero que o resultado seja o mesmo!

domingo, junho 25, 2006

sexta-feira, junho 23, 2006

A prioridade. Caso prático.


Rotunda de acesso ao refeitório do hospital. À minha direita um politraumatizado em missão de urgência para o raio-x. À esquerda tenho uma apendicite em manobra de ultrapassagem a um ataque cardíaco em desfibrilação. À frente, o director do serviço de ortopedia que já está de saída, pois só veio ao hospital almoçar. A quem devo dar prioridade na passagem?

quinta-feira, junho 22, 2006

Acho genial

É maravilhosa a inocência de uma criança que se atira de cima de uma mesa para os nossos braços porque nunca a deixaram cair no chão.
Também eu gostava que ela nunca caísse.
Mas não é suposto que ela chegue a uma idade em que consegue imaginar a consequência da queda? Em que pelo menos não goza com dor de quem caiu? Em que não acredita que nunca cairia?

quarta-feira, junho 21, 2006

terça-feira, junho 20, 2006

Red cross

O Bilro italiano



É um dos fenómenos das transmissões televisivas deste mundial: de Diamantino a Inácio, tudo o que é repórter ou comentador chama PiLRo ao Andrea PiRLo.

Se o desgraçado do rapaz jogasse a defesa direito ainda se arriscava a ser carinhosamente tratado por "o Bilro italiano".



O PIB português

Hoje o Presidente da República está cá na terra. Toda a gente que é gente está incontactável.

sexta-feira, junho 16, 2006

Somos todos iguais

Há os que falam dos seus carros caros e potentes. Há os que se vangloriam das suas conquistas amorosas. Há os que não conseguem calar as vitórias profissionais.
Nos blogs e nesta época do ano os mais comuns são os que não conseguem esconder que compraram para cima de uma tonelada de livros na feira dos mesmos.
Palminhas! Palminhas!

quinta-feira, junho 15, 2006

Lição de bidinha

A alegria, apesar de incontronável, pode ser uma porcaria.

quarta-feira, junho 14, 2006

terça-feira, junho 13, 2006

Se não fosse

a chuvada monumental que cai do outro lado da janela - a segunda do estilo numa semana de fim de Primavera - eu até podia acreditar nos tipos que há meio ano nos entravam pela sala dentro a garantir que Portugal se estava a transformar num deserto...

E assim? Passamos a lago? Compramos as barbatanas e o fato de mergulho? Alteramos os nosso comportamentos para contribuirmos para o aquecimento global e tentamos evitar esta tragédia?




segunda-feira, junho 12, 2006

quinta-feira, junho 08, 2006

Pecado inicial


O Infiltrado é um bom filme. Conta, a par de um enredo de acção, a história de um homem que enriqueceu negociando com os nazis durante a II Guerra Mundial e que passou o resto da vida a tentar redimir-se, sem prescindir do dinheiro que ganhou. A questão é actualíssima: Pode haver paz de espírito ou felicidade quando se constrói - uma carreira, uma relação ou uma vida - sobre um erro inicial? Depois do pecado feito e do objectivo conseguido basta pedir perdão e continuar como se nada tivesse acontecido?
Como se diz num grupo de rádios que eu cá sei: já agora, vale a pena pensar nisto...

Perto da marquesa, com a pergunta mais filosófica que se pode fazer debaixo da língua, o estagiário aperta com os dedos a traqueia roxa do ucraniano. "Dr. Benway" agarra com as duas mãos os dedos do estagiário e ordena-lhe com a ferocidade de quem está prestes a descobrir o que pode matar um homem, que lhe alcance o bisturi. Aberto e exposto o canal orgânico, "Dr. Benway" retira com uma pinça a causa da morte de tão grande homem. A asfixar o Ucraniano de 34 anos, estava uma grossa rodela de chourição da cor que os pombos desenvolvem se esmagados pela roda de um camião de brita e queimados por quatro dias de sol de Verão. O chouriço era da marca Sicasal e tinha ervas especiais, escreveu no reltório da autópsia.

quarta-feira, junho 07, 2006

"Benway" e o aprendiz

Causa de morte, ou o que é que é preciso para matar um homem? Eis a segunda pergunta mais filosófica na lista das pergunta mais filosóficas. A questão -desse calibre- é colocada por um "Dr. Benway" do Instituto de Medicina Legal. Há um cadáver, uma causa de morte desconhecida e por isso, uma autópsia a fazer. Pretende-se descobrir o que fora capaz de tirar a vida ao hercúleo ucraniano de 34 anos. Estraçalha as costelas, escopro na calote craniana, vísceras ao ar. Nada. Pesa o fígado, corta o cérebro, analisa o coração. Nada. Foram causas naturais, foi o destino, apagou-se, pensava o médico velho e farto de ter de encontrar forma de dizer isto mesmo num formulário para o tribunal. Então, um recém-licenciado, estagiário, não remunerado a tirar fotocópias na sala de espera do necrotério, aproxima-se da marquesa...

segunda-feira, junho 05, 2006

Bandeiras

Para que ao fim e ao cabo haja um pouco de decência nisto tudo, espero que os alunos que tiveram de ir à embaixada espanhola fazer exames para entrar em medicina em Espanha, não penduram bandeiras de Portugal à janela. Mais, espero que os licenciados a que foi prometido um emprego, depois de tirarem um curso, também optem por não as exibir. E os que sempre confiaram nos concursos públicos, e os que sempre vão às consultas externas dos hospitais, e os que sempre gastam 3 horas no I C 19, e os que sempre acreditaram que a liberalização dos combustíveis os ia tornar mais baratos, e os que sempre votaram na não subida dos impostos. Estes: os "sempre os mesmos" em vez da colchas verdes e vermelhas à janela, ou as bandeirinhas nos carros, coloquem um trapo preto: símbolo de um Pais que recusamos para os que virão.

sexta-feira, junho 02, 2006

A palavra mais odiosa

Portugal era um país de gestores. Foi-o até um ex-director da General Electric ter vindo cá palestrar e ter interrompido essa palestra para explicar, a alguém que lhe tinha feito uma pergunta, que sinergias é uma palavra horrível. A plateia, até aí certamente embevecida, como é hábito e de bom tom, terá ficado chocada.
Foi o tirar de tapete a toda uma geração de engenheiros, advogados, médicos, farmacêuticos e gestores-propriamente-ditos, que se julgavam os melhores gestores do mundo porque utlizavam a palavra a cada três frases.
O que nos vale, para não ficarmos sem empreendedores, é que os nossos gestores são muito pró-activos e rapidamente encontrarão uma alternativa para a maldita palavra.
O regresso aos tempos do cash-flow é pouco provável. O downsizing está ultrapassado. A competitividade já não convence ninguém. Produtividade e racionalização enchem a boca mas não o ego.
Eu proponho uma expressão que ouvi recentemente numa conferência e que me pareceu encher de forma extraordinária o ego de quem a proferiu. Avaliação on góing (pronunciado góing). A nossa economia precisa urgentemente de avaliações on góing. É verdade, enche boca e ego e, para além do mais, dizê-lo é CLASSE!

quinta-feira, maio 25, 2006

quest'altr'anno giocherà con la maglia numero 10

Foi há quinze anos. Com o meu primeiro cartão jovem vinha uma revista. Nessa revista uma reportagem sobre o novo grande craque do Benfica. Acho que ainda jogava no Fafe, por empréstimo. Lembro-me que falava do seu benfiquismo e no seu primeiro carro, um opel corsa. Pouco depois ganhou o mundial de juniores em Lisboa e tornou-se conhecido do mundo da bola. Guardei a revista durante anos.
Demasiado cedo saiu, contra a sua vontade, para a Fiorentina, porque o Benfica precisava do dinheiro da transferência.
Em cada ano (doze? treze?) houve o sonho do regresso. Seu e nosso.
Na memória sempre um dos festejos de golo mais emblemáticos da história do futebol, depois da marcação do penalty decisivo na final do mundial de juniores (só comparável ao de Tardelli na final do mundial de 82). Aquela tarde em que as televisões italianas passaram vezes sem fim um toque de calcanhar que fintou três adversários. O passe dos 4-4 em Leverkusen. O golo pela Fiorentina no estádio da Luz, seguido de lágrimas. Os benfiquistas não esperavam outra coisa: o golo, pela honestidade; as lágrimas pelo benfiquismo.
Vê-lo a entrar no estádio da Luz, com o "10" nas costas da camisola vermelha, vale mais arrepios e emoção que qualquer Liga dos Campeões. Mesmo que fosse só por um minuto, tinhas que voltar.
Gostava de ser repórter de televisão, para fazer uma só reportagem. Uma peça sobre o Rui Costa. Com esta música em fundo. Um reportagem que se resumiria em quatro palavras: coragem, altruísmo, fantasia, Benfica.



quarta-feira, maio 24, 2006

O argumento que faltava


Prince foi eleito o vegetariano mais sexy, numa votação promovida pela Peta.

segunda-feira, maio 22, 2006

Cer-ti-dões

Vais à Faculdade pedir uma certidão da pós-graduação que completaste a caminho do mestrado.
Dizem-te para ires à secretaria-geral pedi-la.
Vais.
Pedes a mesma coisa e dizem-te que sim, é possível. Tens que voltar à Faculdade (fica do outro lado da cidade), pedir equivalência às cadeiras (de nada adianta explicares que são AS MESMAS cadeiras), voltar à secretaria, pedir a certidão que seguirá para o gabinete de mestrados e voltará à Faculdade para que seja calculada a média. O processo será depois devolvido à secretaria para emissão da certidão. Serão 62,50 euros e uma eternidade à espera.
Reclamas, reclamas, reclamas.
Por fim explicam-te que podes, em alternativa, pedir uma certidão de estudos pós-graduados ("Ah, é muito diferente da certidão de pós-graduação", garantem-te). O processo é o mesmo, mas não tens que pedir as equivalências (repetes entre dentes que as cadeiras são AS MESMAS). Dão-te informação sobre todas as cadeiras que fizeste e não só sobre as da pós-graduação. Se conseguires mover as tuas influências na Faculdade para que te calculem a média depressa, serão 62,50 euros e três semanas de espera.
Não podes esperar três semanas.
Tens outra alternativa. Uma certidão de aprovação das disciplinas da parte lectiva. A mesma informação que a certidão anterior mas sem cálculo da média (as minhas notas são todas iguais!). Como a informação já está toda lançada e disponível no sistema, demorará apenas (??!!) uma semana e custará 12,50 euros.

E darem-me uma senha para eu retirar da internet todas as certidões que me apetecer sobre os meus anos na Universidade de Coimbra? Ainda não paguei o suficiente???

sexta-feira, maio 19, 2006

Na Escola Superior Teatro e Cinema durante a greve: Vinde abelhinhas!



Segunda-feira 22
"Gatos no Telhado"
12:00
"Aumentar a alma sem morrer
Miguel Melo / Kjersti Kaasa
"Errar ?"
Iolanda Santos
Sem título
Rosinda Costa / Sabri Lucas
"Escultura em movimento"
1º ano Formação de Actores
?As Bacantes?
Miguel Raposo / Pedro / Rúben / Margarida Bento / Filipe Sambado
PHOTOMATON CINEMATÓCOISO
(sessões contínuas)
Projecções
"Video Series"
Tiago Cravidão
"Filme mudo / Filme sonorizado"
Pedro Sabino

"A Corda" (revisitada)
?Retire o título?
Inês Clemente
+
Intervenções espontâneas
(para quem quiser performar...e não se inscreveu)

Terça-feira 23
12:00
"Pedidos para me tornar pior: torna-te claro"
Bruna Félix / Gonçalo Ruivo
"Lá fora"
Cristina Castro / Ana sofia
"A Companhia apresenta"
Bruno Bento
"História da rapariga que não conseguia parar de dançar"
Filipe Afonso
"Desespero"
Gustavo Vargas
Psicanálise do movimento
Joana Sapinho
PHOTOMATON CINEMATÓCOISO
(sessões contínuas)

Projecções

Curtas-metragens

+
Intervenções espontâneas
(para quem quiser performar...e não se inscreveu)

Quarta-feira 24

12:00
a partir de "Livro da dança" de Gonçalo M. Tavares
Vanda Cerejo / Telmo Bento
Sem título
Jorge Cabral / Sophie
Casting de posturas de Fado
Bruno Bento / Tânia Alves
As Suplicantes
Sandra Hung / Inês Lago / Sofia Dinger
Extemamente
Ferro / Rui Neto
Sem título
Rúben Fernandes
PHOTOMATON CINEMATÓCOISO
(sessões contínuas)
Projecções.Do milhorcinho.
Iván Gallego

+
Intervenções espontâneas
(para quem quiser performar...e não se inscreveu)

quarta-feira, maio 17, 2006

O Código de da Vinci em Cannes



O protesto da Irmã Mary e Monica Bellucci que faz parte do júri do festival.

terça-feira, maio 16, 2006

Ooohhh...




Agora é possível fazeres o teu própio recorte de jornal. Aqui. Via Ponto Media.

Espaço-tempo

Einstein sabia melhor que ninguém, porque sabia duas vezes. Sabia uma vez, como todos nós sabemos, e sabia outra vez como a ciência exige que se saiba: que o afinal tempo é relativo. Na verdade, sempre foi, pois se um segundo com a mão em cima do lume parece uma hora, e se uma hora com a rapariga de que gostamos parece um segundo, então tudo depende da velocidade, publicará em 1916 na relatividade geral. A verdade científica é apenas a construção com a lógica interna da ciência das verdades emocionais. A ciência limita-se a dar uma certa universalidade às emoções humanas. Só.

segunda-feira, maio 15, 2006

Os casulos


Ainda larvas, pessoas de fato e gravata; saia e casaco estão sentadas nos carros estacionados no sítio ideal para o resto do dia. Dormitam ao som da Antena 1. Gente que não conseguindo lidar com a angústia de não arranjar sitio para estacionar o carro ou temendo perder muito tempo no pára-arranca, decide executar a metamorfose fim-de-semana / segunda-feira dentro do próprio carro. De pais de família para secretários de tribunal. De bêbados juvenis para estafetas. De fúteis mulherzinhas sempre com dores de cabeça ao sábado à noite para executivas de seguradoras. De pastilhados para criativos de publicidade. De surfistas para advogados. Nos casulos renault, ford e lancia a metamorfose termina com o sorriso que os aguentará o resto da semana: a memória do primeiro passo do filho, das maminhas da gaja loira, do bom vinho, das luzes ao nascer do dia e da melhor onda do fim-de-semana.

quarta-feira, maio 10, 2006

Quiz José Cid - Imperdível!



Você é Grande Grande Amor
você preenche todos os requisitos para ser o chamado "cidadão do mundo". Adora viajar e imagina o dia em que pega na sua mala de cartão e parte à conquista do mundo. É alguém vivido, sempre a olhar para a frente e que gosta do imprevisto

Via Bomba Inteligente (que por sinal é a mesma música que eu).

I'm glad they came along

Uma vez vez na vida, talvez lá para o meio da segunda metade, devíamos ter direito a um dia especial. Uns sofás confortáveis, chá e bolachinhas e uma série de conversas. Sem hora marcada. Com todo o tempo do mundo.
Por onde andas? O que tens feito? Em que é que acreditas? És feliz?

segunda-feira, maio 08, 2006

Do blog de um amigo

Não pares de procurar aquilo que amas ou acabarás por amar aquilo que encontrares.

N'Dinga

Tantos anos depois, parte da justiça foi feita. O Guimarães vai para a segunda, a Briosa continua na primeira.
Por contraditório que possa parecer, deixo um abraço solidário aos meus amigos vimaranenses.

a literatice ea ficção

A literatice.
De textura plástica, de um inefável verde-esperança, a intuir a linha curva da mulher e o cumprimento do homem e mais a fertilidade do fruto, esperando por vosso ventre, jaz e arrefece, este imemorial e infinito e excelso caroço de azeitona de Elvas.
A ficção.
A carcaça da azeitona mais acre de Elvas, está meia roída em cima de uma carteira de fósforos do motel "A Sãozita" quando Helena, cabeleireira, pergunta a António, mediador de seguros se falou à mulher do divórcio.

quinta-feira, maio 04, 2006

Um corneto p'ra ti, um corneto p'ra ti, olá, olá! E a vida sorri!

Vejo e oiço Lobo Xavier na quadratura do círculo defender o aumento dos apoios à natalidade. E logo a seguir que os que têm rendimentos mais altos possam, a partir de um certo nível de rendimento, prescindir das contribuições para a segurança social e utilizar o dinheiro como quiserem.

Dada a defesa do apoio à natalidade (que resulta, obviamente, de um argumento de alisamento dos rendimentos per capita, transferindo dinheiro dos agregados familiares menos numerosos para os mais numerosos), o argumento coerente a defender seria que se mantivessem inalteradas as contribuições de quem aufere rendimentos mais elevados, estabelecendo-se um tecto para as pensões de reforma, promovendo-se dessa forma o alisamento dos rendimentos.

Afinal, se os que ganham muito pudessem não contribuir para a segurança social, por que não deveriam poder os que não querem ter filhos borrifar-se para as famílias numerosas e gastar o seu dinheiro, em vez de pagarem impostos?

Mas a coerência aqui não interessa nada. O que interessa é que a direita católica possa defender os seus interesses: por um lado, as vantagens financeiras para os que seguem os conselhos da obra e têm muitos filhos e, por outro, a liberdade dos que auferem rendimentos altos e não estão dispostos a redistribui-los. Sabemos bem que uns e outros são muitas vezes os mesmos. A obra ajuda quem se junta a ela. A obra é quase sempre igual a poder e dinheiro.

É querida esta direita católica. E é querido que esta avalanche de opinião que acena com o fantasma da bancarrota da segurança social para apavorar o resto do mundo e retirar-lhe assim os direitos que vão tendo - sempre em nome da sustentabilidade e das gerações futuras - não seja confrontada, ao menos, com estas grosseiras incoerências.

Quem tem obrigação de perguntar não percebe ou não quer perceber?

quarta-feira, maio 03, 2006

Noi siamo un po' diversi

Horizontes mais largos. Vida com mais caminhos. Vida com menos preconceitos. Vida mais confusa. Mais línguas. Mais culturas. Mais vontade de conhecer. Mais vontade de partir. Mais casas. Menos em casa. Horizontes mais largos. Noi, erasmus, siamo un po' diversi.

sexta-feira, abril 28, 2006

intenção

Do ponto de vista do conteúdo, o argumento assenta na ideia de que na ânsia de procurarmos experiências verdadeiramente altas e nobres e lúcidas perdemos a capacidade de as identificar onde elas realmente podem existir: não para além de obstáculos inultrapassáveis ou em cartas interceptadas, mas nas experiências individuais de cada um.

quinta-feira, abril 27, 2006

Em compasso ternário


9 X 1 = 9
9 X 2 = 18
9 X 3 = 27
9 X 4 = 36
9 X 5 = 45
9 X 6 = 54
9 X 7 = 63
9 X 8 = 72
9 X 9 = 81

quarta-feira, abril 26, 2006

Tralha


O silêncio que resulta da fragilidade de pedir duas carcaças numa pastelaria industrial, é apenas igual, à delicadeza que surge na pergunta honesta "quer bem ou mal cozidas?"