terça-feira, junho 20, 2006
O PIB português
Hoje o Presidente da República está cá na terra. Toda a gente que é gente está incontactável.
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sexta-feira, junho 16, 2006
Somos todos iguais
Há os que falam dos seus carros caros e potentes. Há os que se vangloriam das suas conquistas amorosas. Há os que não conseguem calar as vitórias profissionais.
Nos blogs e nesta época do ano os mais comuns são os que não conseguem esconder que compraram para cima de uma tonelada de livros na feira dos mesmos.
Palminhas! Palminhas!
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quinta-feira, junho 15, 2006
Lição de bidinha
A alegria, apesar de incontronável, pode ser uma porcaria.
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quarta-feira, junho 14, 2006
terça-feira, junho 13, 2006
Se não fosse
a chuvada monumental que cai do outro lado da janela - a segunda do estilo numa semana de fim de Primavera - eu até podia acreditar nos tipos que há meio ano nos entravam pela sala dentro a garantir que Portugal se estava a transformar num deserto...
E assim? Passamos a lago? Compramos as barbatanas e o fato de mergulho? Alteramos os nosso comportamentos para contribuirmos para o aquecimento global e tentamos evitar esta tragédia?
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segunda-feira, junho 12, 2006
quinta-feira, junho 08, 2006
Pecado inicial
O Infiltrado é um bom filme. Conta, a par de um enredo de acção, a história de um homem que enriqueceu negociando com os nazis durante a II Guerra Mundial e que passou o resto da vida a tentar redimir-se, sem prescindir do dinheiro que ganhou. A questão é actualíssima: Pode haver paz de espírito ou felicidade quando se constrói - uma carreira, uma relação ou uma vida - sobre um erro inicial? Depois do pecado feito e do objectivo conseguido basta pedir perdão e continuar como se nada tivesse acontecido?
Como se diz num grupo de rádios que eu cá sei: já agora, vale a pena pensar nisto...
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Perto da marquesa, com a pergunta mais filosófica que se pode fazer debaixo da língua, o estagiário aperta com os dedos a traqueia roxa do ucraniano. "Dr. Benway" agarra com as duas mãos os dedos do estagiário e ordena-lhe com a ferocidade de quem está prestes a descobrir o que pode matar um homem, que lhe alcance o bisturi. Aberto e exposto o canal orgânico, "Dr. Benway" retira com uma pinça a causa da morte de tão grande homem. A asfixar o Ucraniano de 34 anos, estava uma grossa rodela de chourição da cor que os pombos desenvolvem se esmagados pela roda de um camião de brita e queimados por quatro dias de sol de Verão. O chouriço era da marca Sicasal e tinha ervas especiais, escreveu no reltório da autópsia.
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quarta-feira, junho 07, 2006
"Benway" e o aprendiz
Causa de morte, ou o que é que é preciso para matar um homem? Eis a segunda pergunta mais filosófica na lista das pergunta mais filosóficas. A questão -desse calibre- é colocada por um "Dr. Benway" do Instituto de Medicina Legal. Há um cadáver, uma causa de morte desconhecida e por isso, uma autópsia a fazer. Pretende-se descobrir o que fora capaz de tirar a vida ao hercúleo ucraniano de 34 anos. Estraçalha as costelas, escopro na calote craniana, vísceras ao ar. Nada. Pesa o fígado, corta o cérebro, analisa o coração. Nada. Foram causas naturais, foi o destino, apagou-se, pensava o médico velho e farto de ter de encontrar forma de dizer isto mesmo num formulário para o tribunal. Então, um recém-licenciado, estagiário, não remunerado a tirar fotocópias na sala de espera do necrotério, aproxima-se da marquesa...
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segunda-feira, junho 05, 2006
Bandeiras
Para que ao fim e ao cabo haja um pouco de decência nisto tudo, espero que os alunos que tiveram de ir à embaixada espanhola fazer exames para entrar em medicina em Espanha, não penduram bandeiras de Portugal à janela. Mais, espero que os licenciados a que foi prometido um emprego, depois de tirarem um curso, também optem por não as exibir. E os que sempre confiaram nos concursos públicos, e os que sempre vão às consultas externas dos hospitais, e os que sempre gastam 3 horas no I C 19, e os que sempre acreditaram que a liberalização dos combustíveis os ia tornar mais baratos, e os que sempre votaram na não subida dos impostos. Estes: os "sempre os mesmos" em vez da colchas verdes e vermelhas à janela, ou as bandeirinhas nos carros, coloquem um trapo preto: símbolo de um Pais que recusamos para os que virão.
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sexta-feira, junho 02, 2006
A palavra mais odiosa
Portugal era um país de gestores. Foi-o até um ex-director da General Electric ter vindo cá palestrar e ter interrompido essa palestra para explicar, a alguém que lhe tinha feito uma pergunta, que sinergias é uma palavra horrível. A plateia, até aí certamente embevecida, como é hábito e de bom tom, terá ficado chocada.
Foi o tirar de tapete a toda uma geração de engenheiros, advogados, médicos, farmacêuticos e gestores-propriamente-ditos, que se julgavam os melhores gestores do mundo porque utlizavam a palavra a cada três frases.
O que nos vale, para não ficarmos sem empreendedores, é que os nossos gestores são muito pró-activos e rapidamente encontrarão uma alternativa para a maldita palavra.
O regresso aos tempos do cash-flow é pouco provável. O downsizing está ultrapassado. A competitividade já não convence ninguém. Produtividade e racionalização enchem a boca mas não o ego.
Eu proponho uma expressão que ouvi recentemente numa conferência e que me pareceu encher de forma extraordinária o ego de quem a proferiu. Avaliação on góing (pronunciado góing). A nossa economia precisa urgentemente de avaliações on góing. É verdade, enche boca e ego e, para além do mais, dizê-lo é CLASSE!
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quinta-feira, maio 25, 2006
quest'altr'anno giocherà con la maglia numero 10
Foi há quinze anos. Com o meu primeiro cartão jovem vinha uma revista. Nessa revista uma reportagem sobre o novo grande craque do Benfica. Acho que ainda jogava no Fafe, por empréstimo. Lembro-me que falava do seu benfiquismo e no seu primeiro carro, um opel corsa. Pouco depois ganhou o mundial de juniores em Lisboa e tornou-se conhecido do mundo da bola. Guardei a revista durante anos.
Demasiado cedo saiu, contra a sua vontade, para a Fiorentina, porque o Benfica precisava do dinheiro da transferência.
Em cada ano (doze? treze?) houve o sonho do regresso. Seu e nosso.
Na memória sempre um dos festejos de golo mais emblemáticos da história do futebol, depois da marcação do penalty decisivo na final do mundial de juniores (só comparável ao de Tardelli na final do mundial de 82). Aquela tarde em que as televisões italianas passaram vezes sem fim um toque de calcanhar que fintou três adversários. O passe dos 4-4 em Leverkusen. O golo pela Fiorentina no estádio da Luz, seguido de lágrimas. Os benfiquistas não esperavam outra coisa: o golo, pela honestidade; as lágrimas pelo benfiquismo.
Vê-lo a entrar no estádio da Luz, com o "10" nas costas da camisola vermelha, vale mais arrepios e emoção que qualquer Liga dos Campeões. Mesmo que fosse só por um minuto, tinhas que voltar.
Gostava de ser repórter de televisão, para fazer uma só reportagem. Uma peça sobre o Rui Costa. Com esta música em fundo. Um reportagem que se resumiria em quatro palavras: coragem, altruísmo, fantasia, Benfica.
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quarta-feira, maio 24, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
Cer-ti-dões
Vais à Faculdade pedir uma certidão da pós-graduação que completaste a caminho do mestrado.
Dizem-te para ires à secretaria-geral pedi-la.
Vais.
Pedes a mesma coisa e dizem-te que sim, é possível. Tens que voltar à Faculdade (fica do outro lado da cidade), pedir equivalência às cadeiras (de nada adianta explicares que são AS MESMAS cadeiras), voltar à secretaria, pedir a certidão que seguirá para o gabinete de mestrados e voltará à Faculdade para que seja calculada a média. O processo será depois devolvido à secretaria para emissão da certidão. Serão 62,50 euros e uma eternidade à espera.
Reclamas, reclamas, reclamas.
Por fim explicam-te que podes, em alternativa, pedir uma certidão de estudos pós-graduados ("Ah, é muito diferente da certidão de pós-graduação", garantem-te). O processo é o mesmo, mas não tens que pedir as equivalências (repetes entre dentes que as cadeiras são AS MESMAS). Dão-te informação sobre todas as cadeiras que fizeste e não só sobre as da pós-graduação. Se conseguires mover as tuas influências na Faculdade para que te calculem a média depressa, serão 62,50 euros e três semanas de espera.
Não podes esperar três semanas.
Tens outra alternativa. Uma certidão de aprovação das disciplinas da parte lectiva. A mesma informação que a certidão anterior mas sem cálculo da média (as minhas notas são todas iguais!). Como a informação já está toda lançada e disponível no sistema, demorará apenas (??!!) uma semana e custará 12,50 euros.
E darem-me uma senha para eu retirar da internet todas as certidões que me apetecer sobre os meus anos na Universidade de Coimbra? Ainda não paguei o suficiente???
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sexta-feira, maio 19, 2006
Na Escola Superior Teatro e Cinema durante a greve: Vinde abelhinhas!
Segunda-feira 22
"Gatos no Telhado"
12:00
"Aumentar a alma sem morrer
Miguel Melo / Kjersti Kaasa
"Errar ?"
Iolanda Santos
Sem título
Rosinda Costa / Sabri Lucas
"Escultura em movimento"
1º ano Formação de Actores
?As Bacantes?
Miguel Raposo / Pedro / Rúben / Margarida Bento / Filipe Sambado
PHOTOMATON CINEMATÓCOISO
(sessões contínuas)
Projecções
"Video Series"
Tiago Cravidão
"Filme mudo / Filme sonorizado"
Pedro Sabino
"A Corda" (revisitada)
?Retire o título?
Inês Clemente
+
Intervenções espontâneas
(para quem quiser performar...e não se inscreveu)
Terça-feira 23
12:00
"Pedidos para me tornar pior: torna-te claro"
Bruna Félix / Gonçalo Ruivo
"Lá fora"
Cristina Castro / Ana sofia
"A Companhia apresenta"
Bruno Bento
"História da rapariga que não conseguia parar de dançar"
Filipe Afonso
"Desespero"
Gustavo Vargas
Psicanálise do movimento
Joana Sapinho
PHOTOMATON CINEMATÓCOISO
(sessões contínuas)
Projecções
Curtas-metragens
+
Intervenções espontâneas
(para quem quiser performar...e não se inscreveu)
Quarta-feira 24
12:00
a partir de "Livro da dança" de Gonçalo M. Tavares
Vanda Cerejo / Telmo Bento
Sem título
Jorge Cabral / Sophie
Casting de posturas de Fado
Bruno Bento / Tânia Alves
As Suplicantes
Sandra Hung / Inês Lago / Sofia Dinger
Extemamente
Ferro / Rui Neto
Sem título
Rúben Fernandes
PHOTOMATON CINEMATÓCOISO
(sessões contínuas)
Projecções.Do milhorcinho.
Iván Gallego
+
Intervenções espontâneas
(para quem quiser performar...e não se inscreveu)
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quarta-feira, maio 17, 2006
terça-feira, maio 16, 2006
Ooohhh...
Agora é possível fazeres o teu própio recorte de jornal. Aqui. Via Ponto Media.
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Espaço-tempo
Einstein sabia melhor que ninguém, porque sabia duas vezes. Sabia uma vez, como todos nós sabemos, e sabia outra vez como a ciência exige que se saiba: que o afinal tempo é relativo. Na verdade, sempre foi, pois se um segundo com a mão em cima do lume parece uma hora, e se uma hora com a rapariga de que gostamos parece um segundo, então tudo depende da velocidade, publicará em 1916 na relatividade geral. A verdade científica é apenas a construção com a lógica interna da ciência das verdades emocionais. A ciência limita-se a dar uma certa universalidade às emoções humanas. Só.
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segunda-feira, maio 15, 2006
Os casulos
Ainda larvas, pessoas de fato e gravata; saia e casaco estão sentadas nos carros estacionados no sítio ideal para o resto do dia. Dormitam ao som da Antena 1. Gente que não conseguindo lidar com a angústia de não arranjar sitio para estacionar o carro ou temendo perder muito tempo no pára-arranca, decide executar a metamorfose fim-de-semana / segunda-feira dentro do próprio carro. De pais de família para secretários de tribunal. De bêbados juvenis para estafetas. De fúteis mulherzinhas sempre com dores de cabeça ao sábado à noite para executivas de seguradoras. De pastilhados para criativos de publicidade. De surfistas para advogados. Nos casulos renault, ford e lancia a metamorfose termina com o sorriso que os aguentará o resto da semana: a memória do primeiro passo do filho, das maminhas da gaja loira, do bom vinho, das luzes ao nascer do dia e da melhor onda do fim-de-semana.
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quarta-feira, maio 10, 2006
Quiz José Cid - Imperdível!
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Você é Grande Grande Amor
você preenche todos os requisitos para ser o chamado "cidadão do mundo". Adora viajar e imagina o dia em que pega na sua mala de cartão e parte à conquista do mundo. É alguém vivido, sempre a olhar para a frente e que gosta do imprevisto
Via Bomba Inteligente (que por sinal é a mesma música que eu).
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I'm glad they came along
Uma vez vez na vida, talvez lá para o meio da segunda metade, devíamos ter direito a um dia especial. Uns sofás confortáveis, chá e bolachinhas e uma série de conversas. Sem hora marcada. Com todo o tempo do mundo.
Por onde andas? O que tens feito? Em que é que acreditas? És feliz?
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segunda-feira, maio 08, 2006
N'Dinga
Tantos anos depois, parte da justiça foi feita. O Guimarães vai para a segunda, a Briosa continua na primeira.
Por contraditório que possa parecer, deixo um abraço solidário aos meus amigos vimaranenses.
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a literatice ea ficção
A literatice.
De textura plástica, de um inefável verde-esperança, a intuir a linha curva da mulher e o cumprimento do homem e mais a fertilidade do fruto, esperando por vosso ventre, jaz e arrefece, este imemorial e infinito e excelso caroço de azeitona de Elvas.
A ficção.
A carcaça da azeitona mais acre de Elvas, está meia roída em cima de uma carteira de fósforos do motel "A Sãozita" quando Helena, cabeleireira, pergunta a António, mediador de seguros se falou à mulher do divórcio.
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quinta-feira, maio 04, 2006
Um corneto p'ra ti, um corneto p'ra ti, olá, olá! E a vida sorri!
Vejo e oiço Lobo Xavier na quadratura do círculo defender o aumento dos apoios à natalidade. E logo a seguir que os que têm rendimentos mais altos possam, a partir de um certo nível de rendimento, prescindir das contribuições para a segurança social e utilizar o dinheiro como quiserem.
Dada a defesa do apoio à natalidade (que resulta, obviamente, de um argumento de alisamento dos rendimentos per capita, transferindo dinheiro dos agregados familiares menos numerosos para os mais numerosos), o argumento coerente a defender seria que se mantivessem inalteradas as contribuições de quem aufere rendimentos mais elevados, estabelecendo-se um tecto para as pensões de reforma, promovendo-se dessa forma o alisamento dos rendimentos.
Afinal, se os que ganham muito pudessem não contribuir para a segurança social, por que não deveriam poder os que não querem ter filhos borrifar-se para as famílias numerosas e gastar o seu dinheiro, em vez de pagarem impostos?
Mas a coerência aqui não interessa nada. O que interessa é que a direita católica possa defender os seus interesses: por um lado, as vantagens financeiras para os que seguem os conselhos da obra e têm muitos filhos e, por outro, a liberdade dos que auferem rendimentos altos e não estão dispostos a redistribui-los. Sabemos bem que uns e outros são muitas vezes os mesmos. A obra ajuda quem se junta a ela. A obra é quase sempre igual a poder e dinheiro.
É querida esta direita católica. E é querido que esta avalanche de opinião que acena com o fantasma da bancarrota da segurança social para apavorar o resto do mundo e retirar-lhe assim os direitos que vão tendo - sempre em nome da sustentabilidade e das gerações futuras - não seja confrontada, ao menos, com estas grosseiras incoerências.
Quem tem obrigação de perguntar não percebe ou não quer perceber?
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quarta-feira, maio 03, 2006
Noi siamo un po' diversi
Horizontes mais largos. Vida com mais caminhos. Vida com menos preconceitos. Vida mais confusa. Mais línguas. Mais culturas. Mais vontade de conhecer. Mais vontade de partir. Mais casas. Menos em casa. Horizontes mais largos. Noi, erasmus, siamo un po' diversi.
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sexta-feira, abril 28, 2006
intenção
Do ponto de vista do conteúdo, o argumento assenta na ideia de que na ânsia de procurarmos experiências verdadeiramente altas e nobres e lúcidas perdemos a capacidade de as identificar onde elas realmente podem existir: não para além de obstáculos inultrapassáveis ou em cartas interceptadas, mas nas experiências individuais de cada um.
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quinta-feira, abril 27, 2006
Em compasso ternário
9 X 1 = 9
9 X 2 = 18
9 X 3 = 27
9 X 4 = 36
9 X 5 = 45
9 X 6 = 54
9 X 7 = 63
9 X 8 = 72
9 X 9 = 81
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quarta-feira, abril 26, 2006
Tralha
O silêncio que resulta da fragilidade de pedir duas carcaças numa pastelaria industrial, é apenas igual, à delicadeza que surge na pergunta honesta "quer bem ou mal cozidas?"
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segunda-feira, abril 24, 2006
tralha
És feliz?
Não tenho razões para não ser.
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Psicologia
Gostava de ter estudado psicologia. Para perceber melhor por que fazemos certas coisas. O meu único medo é que as coisas não tivessem depois metade do encanto.
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Para reduzir o défice das contas públicas
Vital Moreira propõe. Até à 5.ª medida, concordo plenamente.
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sexta-feira, abril 21, 2006
chá e tostas
O que encanta no pão com manteiga, não é o pão, nem a manteiga. É a emoção que nasce do contacto íntimo entre o vegetal processado, e o animal coalhado. Mais que uma representação, é a expressão que fica.
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quarta-feira, abril 19, 2006
4000 velas
De um apelo na blogosfera nasceu a ideia de acender 4000 velas, marcando os 500 anos do massacre de 19 de Abril de 1506, em Lisboa. Uma vela por cada vítima.
Parece-me uma boa oportunidade para testar duas coisas: o poder actual dos blogs e se o orgulho nacional que atravessa este país de bandeiras desbotadas à janela também lhe permite aceitar as coisas mais feias que nele foram feitas.
Deste massacre nunca ninguém me falou na escola. O que são 4000 judeus ao pé dos feitos gloriosos que deram novos mundos ao mundo...
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Na sequência do post anterior
Sugiro uma visita a este site. Lá poderás escolher o teu próximo líder.
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Um abraço,
ainda que atrasado, de Boa Páscoa aos deputados da nação.
Obrigado por não nos deixarem esquecer a vossa mediocridade.
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quinta-feira, abril 13, 2006
JUNTO AO MONDEGO, NUM DIA CINZENTO, AO LADO DO BARCO "BASÓFIAS" - toda a verdade
Tudo me parecia um pouco sinistro, e não encaixava nada bem. Estava eu a fazer os primeiros cálculos para um projecto que a NASA me encomendou e simultaneamente a rever mentalmente a partida de xadrez que disputei na passada semana com o meu amigo Kasparov, sentado numa esplanada à beira Mondego, com as agradáveis vozes de jovens brasileiras que serviam à mesa, quando algo estranho me chamou a atenção. Um tipo velhote, barba branca e cabelo comprido, lançava fulminantes olhares de ódio, por cima de um jornal, a duas senhoras iguais a quaisquer duas outras que se podiam encontrar em qualquer esplanada do mundo.
Os cálculos saiam-me bem e não conseguia esconder o sorriso pelas imagens da minha retumbante vitória no xadrez. Que grande jogo! Pobre Kasparov, já houve tempos, quando o conheci numa animada tertúlia a bordo do comboio que nos levava a Vladivostok, em que me dava luta.
Coimbra por trás. Aquela figura sinistra pela frente. O cabelo comprido a tentar parecer radical a contrastar com tudo o resto. Sempre achei que devia haver algo de muito errado com quem se esforça por parecer um intelectual. Passam alguns estudantes, de capa e batina. Os olhos do velhote enchem-se ainda mais de ódio. "Vão trabalhar, seus inúteis!", gritou-lhes enquanto tomava, à pressa, um comprimido. Esperou uns minutos, fechou a revista porno e a edição do Le Monde Diplomatique que a escondia e dirigiu-se para a Ferreira Borges, ainda a resmungar. Decidi segui-lo. Passou na Bertrand sem olhar, soltando apenas um resmungo que não pude perceber. Foi à loja das meias de onde saiu com três camisas e duas gravatas e seguiu para a Almedina. Não entrou e limitou-se a mais uns resmungos, de que consegui ouvir as palavras, "Paris", "Bruxelas", "Lisboa" e "provincianos". Seguiu para a Visconde da Luz e só parou junto às escadas, onde, olhando para as paredes, os seus olhos brilharam pela primeira vez de alegria. Correu para a esquina da rua, olhou para os dois lados e arrancou da parede os papéis de funerárias que ali estavam. Dobrou-os cuidadosamente e meteu-os no bolso do casaco. Voltou a olhar para os dois lados e seguiu para a Praça 8 de Maio, agora mais contente. Descia a Visconde da Luz quando percebo que não sou o único a seguir o homem. Atrás de mim dois estudantes trajados seguiam-no tirando apontamentos. Dirigi-me a eles e perguntei-lhes quem eram. Informaram-me que eram estudantes de Psicologia. Estavam a fazer o seu trabalho final de licenciatura sobre distúrbios de humor causados por complexos de superioridade associados a sentimentos de ódio. Voltei para trás, ainda a pensar naquela genial abertura.
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terça-feira, abril 11, 2006
CPE e os estudantes em França - a falácia
Frase mais falaciosa sobre o assunto que esta do João Miranda no Blasfémias seria difícil... A velha técnica de utilizar uma verdade geral que não se aplica ao caso particular em todo o seu esplendor. O que faltou dizer é que a flexibilidade do mercado laboral que pode permitir que os jovens, especialmente os qualificados, entrem no mercado é a flexibilidade de TODO o mercado.
Ao flexibilizar só o mercado dos mais jovens o governo francês manteria a protecção aos trabalhadores "instalados" - insiders - enquanto os jovens não só não viam aumentadas as possibilidades de competirem com eles por um emprego como ganhavam anos de precariedade e, se bem conhecemos o empresário mediterrânico (convém notar que o entrave mais significativo a um maior desenvolvimento da economia francesa é a cultura da cunha nas contratações e da sucessão familiar na direcção das empresas, que nós por cá tão bem conhecemos), de exploração.
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Coincidência
Um grande dia para Itália. Berlusconi perde as eleições e foi preso Bernardo Provenzano. Il capo di tutti capi foi preso em Corleone, onde foi visitar a família.
Coincidência? Não acredito nelas...
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segunda-feira, abril 10, 2006
Portugal
Ao contrário do que diz o nosso colega italiano, não somos um blog do Brasil mas de Portugal. Mas hoje tudo se desculpa. Hoje ao fim do dia, ele e eu, em países diferentes, festejaremos o mesmo resultado!
Sono un coglione anch'io!
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Eu nem tenho dito nada
para não dar azar. Mas acho que é hoje...
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quinta-feira, abril 06, 2006
Solamente me pongo en vez en cuando
Extremo duro, Me estoy quitando
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Lá como cá
Suspeito que, lá como cá, até depois de casados os meninos continuam a viver à custa da família...
A ITÁLIA DOS "MAMMA BOYS"
Vivem em casa dos pais, não ganham mais de mil euros e mesmo quando ganham não arriscam. Não contam nem na demografia nem na campanha eleitoral.
O que faz de Roma uma das capitais mais visitadas do mundo é o mesmo que impediu sempre o metropolitano da cidade de se desenvolver. "Obras de arte por todo o lado, sim, é verdade. É no meio disto que se vive em Roma", diz Fabrizio Turchetti. Mas este romano de 27 anos abdicaria amanhã da casa dos seus pais onde vive e trocaria um quotidiano feito no centro de todos os tesouros por uma casa nos subúrbios: "E nem precisava de ter carro, nunca faria um empréstimo para comprar um carro novo, bastava que o metro me levasse mais ou menos rapidamente da casa ao trabalho."
A verdade é que a Fabrizio Turchetti não falta só o metro. Precisava antes de um emprego ao qual correspondesse um salário real. "Com isso começava a fazer as malas."
Nem todos os italianos pensam assim. Na Itália de hoje, com uma das maiores esperanças de vida do mundo, idêntica à da Suécia e do Japão, e mais de metade da população acima dos 40 anos, os jovens saem cada vez mais tarde de casa. Têm menos filhos e têm-nos mais tarde, muito mais tarde. Fabrizio diz que isto acontece em parte "porque os italianos não querem deixar a boa vida".
Geração Mil Euros é o título de um livro assinado por dois jovens de Milão, alguns anos mais velhos do que Fabrizio. Foi disponibilizado há alguns meses na Internet e mais de 24 mil downloads depois os direitos foram vendidos para o cinema. Claudio, o protagonista, é inspirado na vida dos dois autores, Alessandro Rimassa e Antonio Incorvaia, 31 anos e muitos empregos no currículo. Mil euros de salário.
"Se ganhasse mil euros, casava"
Segundo um estudo publicado este ano, 89,2 por cento dos italianos entre os 17 e os 24 anos ganham menos do que isso. No grupo etário de Rimassa e Incorvaia, dos 25 aos 32, são cerca de 65 por cento os que não chegam a este valor. Cláudio, o herói dos jovens jornalistas de Milão, tem 27 anos e não deixa de viajar, jantar fora ou comprar roupa. O que não fez foi sair de casa. "Se ganhasse mil euros casava amanhã!" E pronto. "Para a casa sim, faria um empréstimo", garante Fabrizio. Não o faz porque depois de uma licenciatura em Economia na Universidade de Roma e de um mestrado em Buenos Aires ainda só conseguiu um contrato de seis meses numa consultora internacional que trabalha com empresas com projectos no Terceiro Mundo. Para além de ganhar 300 euros e não mil, com o tipo de contrato que tem não consegue um empréstimo. "O problema, mais do que social ou económico, é existencial. Penso que há uma precariedade existencial na geração com cerca de 30 anos, e isso deve-se principalmente a uma ausência de comunicação entre gerações", defende Mario Adinolfi. Aos 34 anos, Adinolfi considera-se muito ocupado: autor de um dos blogues mais lidos do país, tem um programa de rádio, assinou já vários livros sobre a juventude ou temas políticos. No blogue e na rádio tenta tratar o que considera ser "o mais grave problema de hoje em Itália". Por um lado, jovens numa situação mais precária que a francesa - "é interessante olhar para França, adultos que fazem uma lei para mudar a vida dos jovens sem falarem com eles, a diferença é que em Itália não se reage". Por outro, "uma sociedade completamente fechada em todas as áreas importantes" - os media, o ensino, as empresas. "É verdade que a economia está estagnada, mas isso é assim porque não se faz pesquisa, não se inova, não há cérebros jovens nas empresas."
"Preguiça instalada"
Nesta campanha eleitoral, os "mammones" ou "mamma boys" contam pouco. Quando Silvio Berlusconi propõe aumentar as pensões ou abolir o imposto sobre a propriedade para quem já possui casa, não é neles que está a pensar. "Os políticos que temos não falam para nós, falam na nossa situação como um problema, mas na realidade não querem saber", lamenta Adinolfi. Fabrizio Turchetti sublinha a "falta de coerência" no discurso dominante dos que têm a sua idade ou um pouco mais. "Todos dizem que têm problemas, lamentam não poder casar, fazer planos, pensar em ter filhos. Mas quando finalmente saem de perto dos pais é porque têm à espera casas com tudo", resume. "Mas tudo! Móveis caros, electrodomésticos, nada para construir, já tudo pronto." Para Adinolfi, que saiu de casa aos 20 anos e já esteve dez anos com contrato a termo, também "há uma responsabilidade que é nossa, dos jovens". "Uma parte está muito cómoda, é preciso perceber isso. Estão integrados no seu sistema familiar, são mantidos pelos pais e não vão à procura da sua vida. Temos uma geração
acomodada e sem vontade para fazer nada. Há uma preguiça instalada a que chamaria mesmo um complexo de depressão."
Texto do Público de hoje
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quarta-feira, abril 05, 2006
tralha
A amizade pode ser terrível. Por vezes, estar com quem mais gostamos é assinar uma lenta asfixia.
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terça-feira, abril 04, 2006
Portugal está assim porque
Ouvi hoje o Ministro Alberto Costa dizer, no âmbito da demissão do Director da Judiciária, que confiança é algo que o Ministro tem num Director e que nunca a falta de confiança de um Director num Ministro pode ser invocada para um pedido de demissão do Director.
Passaram mais de 30 anos, mas às vezes nem parece...
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segunda-feira, abril 03, 2006
tralha
Gerir os créditos junto da pessoa com quem se vive, perdê-los,ganha-lo ou aplica-los, revela o doce vício pequeno-burguês de reproduzir na esfera privada as relações comerciais em que é mestre na sua esfera pública. Trazer a contabilidade para o amor é não só dar à ciência das contitas uma função que ela nunca pediu, como assumir o mais doce charme da burguesia.
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sexta-feira, março 31, 2006
tralha
Num contexto de repressão sexual as mulheres exaltam essencialmente a sua função reprodutora, e os homens procuram nelas uma actualização adulta da relação maternal. As relações entre homem e mulher regem-se precisamente pelas mesmas regras das relações outrora havidas com o pai ou com a mãe. Assim, naquele contexto de repressãio os homens nunca passam de meninos grandes, que se portam bem à frente da mãe, e mal com as putas. É esta dicotomia feminina mãe / puta explorada por inúmeros autores que deve ser ultrapassada.
Não consegues ser mais concreto?
Mais?
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quinta-feira, março 30, 2006
Dreams can come true
"A day will come when all the nations of this continent, without losing their distinct qualities or their glorious individuality, will fuse together in a higher unity and form the European brotherhood. A day will come when there will be no other battlefields than those of the mind - open marketplaces for ideas. A day will come when bullets and bombs will be replaced by votes".
Victor Hugo, 1849
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tralha
Quer as democracias quer as ditaduras praticam essencialemente a mesma descriminação da minoria.
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terça-feira, março 28, 2006
Ser Benfiquista é
saber que o Ronaldinho Gaúcho vai ser marcado pelo Rocky Rocha e acreditar, com todas as forças, que tudo vai correr bem.
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Eis
As que ficaram nos lugares 2 a 10 também não estão mal. Para ver aqui.
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tralha
deitar tarde e cedo erguer dá olheiras e faz crescer
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segunda-feira, março 27, 2006
tralha : F D S.
"pois foi, pois foi...sim, sim...É pá...pois, pois...adeusinho, adeus. tb t amo."
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quinta-feira, março 23, 2006
Psicoblog
O que escrevemos no blog nunca é o que é. É sempre o que gostaríamos que fosse. Ou o que, cegos, doentes, achamos que é mas não é.
O que é não pode ou não precisa de ser escrito.
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tralha
como fazer alguma coisa com os espirros
Lavar as mãos com àgua fria. Aguardar.
Pegar na escova de dentes.
colocar a pasta
esfregar bem, e reservar na boca o caldo
inspirar fundo
e
aplicar à parte de trás da lingua toda potencia do ar expelido
Abir bem a boca e fechar bem os olhos. Pescoço para trás.
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quarta-feira, março 22, 2006
tralha
Vidas: há-as mais curtas que cumpridas.
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terça-feira, março 21, 2006
tralha
para representar o mundo é preciso estranhar o mundo.
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domingo, março 19, 2006
surfando blogs de quase meio metro
isto é um povo de poetas! de poetas povo! de poetas que não arriscam uma unha lascada, mas que escrevem como se tivessem um sabre nas entranhas. Poetas da saudade abstrata, da dor imaginária, do medo infantil. Poetas das petas. Poetas que extasiados com a dor que deveras escrevem, deveras sentem. Poetas que murmuram todos os dias a mesma ladainha light. Merdetas. Putretas. poetas que quase choram, que quase morrem, que quase vivem...Poetas salvos por sentimentos altos e e nobre e lúcidos, sim, altos nobres e lúcidos.
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sexta-feira, março 17, 2006
Chuva
A volta matinal pelos blogs só rendeu isto:
Pouco mas muito bom.
Se calhar é da chuva... Pode ser que seja da chuva...
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quinta-feira, março 16, 2006
¿?
Puede que hayas
nacido en la cara
buena del mundo
Yo nací en la cara mala,
llevo la marca
del Lado Oscuro.
No me sonrojo
si te digo que te quiero,
y que me dejes o te deje,
eso ya no me da miedo.
Tú habías sido
sin dudarlo la más bella,
de entre todas las estrellas
que yo vi en el firmamento.
¿Cómo ganarse el cielo,
cuando uno ama
con toda el alma?
Y es que el cariño
que te tengo
no se paga con dinero.
¿Cómo decirte
que sin ti muero?
Jarabe de Palo, El lado oscuro
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quarta-feira, março 15, 2006
Burocracia n
Não há um puto ano em que as declarações de impostos peçam as mesmas informações que no ano anterior?
Estas alterações são particularmente inconvenientes para quem entrega no último dia...
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terça-feira, março 14, 2006
Quem me dera, ao menos uma vez
Enquanto eu não consigo dizer a palavra certa na altura certa.
Enquanto não consigo dizer as palavras que acalmam o espírito e fazem parecer tudo melhor e mais lógico...
Inocentes. Enquanto conseguirmos ser inocentes, está tudo certo.
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sexta-feira, março 10, 2006
O 1.º de Abril a 10 de Março
Cem mil portugueses considerados "fundamentais para o país", devido aos cargos que ocupam, vão receber antivirais em caso de pandemia provocada pelo vírus da gripe das aves, anunciou hoje a sub-directora-geral da Saúde, Graça Freitas.
Eu desde já me declaro dispensável ao país, tal como declaro o país dispensável a mim. Também declaro que, em caso de pandemia, posso eventualmente transformar-me num cidadão violento com vista a eliminar algumas pessoas "fundamentais para o país", libertando assim uma ou outra dose de vacina para pessoas que o país considera acessórias mas que para mim são fundamentais.
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Para que serve uma casa 1
As casas sem livros comovem-me às lágrimas.
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quinta-feira, março 09, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
Dúvida
Quando os meus olhos vêem os teus olhos diferentes, que olhos é que mudaram?
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Final
Sim, para os benfiquistas o jogo de hoje tem o sabor de uma final europeia. E só nós sabemos por que razões.
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terça-feira, março 07, 2006
palavrinhas...
Caro leitor interessado: escasseias. Perdeste tempo a ler o texto, a pensar nele e a escrever um comentário. É raro, lidar assim com a imagem de uma sapateira transformada por um espirro em granizo. Mas contradizes-te! Dizes que o texto é bom, mas que não é romântico, que é bom mais pouco realista, que é bom mas não lhe vês o objectivo. Caro: para ti o texto é mau! E para mim, embora por outras razões, também! O texto é como é, porque é assim que tem de ser. Porque foi isso que João fez. Foi isso que aconteceu. E é isso que eu tenho escrever. Tenho de escrever o que aconteceu e com verdade. E quanto ao objectivo da arte: batatinhas...Não meto foice em discussões alheiras, nem gosto de arroz malandrinho em tacho de pantomineiros.
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segunda-feira, março 06, 2006
Pegar o toiro pelos cornos
Ou agarrar a economia pela econometria. O primeiro impacto foi um sucesso. Agora vamos ver se me aguento um ano agarrado aos chifres da besta...
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João Deão
E fumam e fumam e fumam. Então, cansado de tentar pescar o olhar do empregado para lhe pedir um café, João, tira de dentro do saco uma sapateira, uma tábua de madeira e um martelo. Com o martelo, abre fissuras nas patas largas do marisco, e com as unhas saca-lhes o interior carnudo. Mastiga tudo bem mastigado e reserva o bolo alimentar nas bochechas dilatadas. Depois, retira um frasco com pimenta do bolso direito das calças, inspira-a decidido e de olhos fechados e barriga ao léu vira-se para o sol. As mulheres fumam. Uma convulsão, uma lágrima, um corrimento pelo nariz e um espirro amplo como as tempestades de granizo afasta as duas mulheres da frente do balcão. João pede o café.
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sexta-feira, março 03, 2006
a não implica b, b não implica a, nem vice-versa
Quando o governo português discute aumentos de salários os portugueses são pouco produtivos e de nada interessa a economia subterrânea.
Quando o governo português quer explicar o défice das contas públicas a economia subterrânea representa 22% do PIB português, mas isso em nada afecta a produtividade ou os salários.
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Burocracia...
10h: Pessoas com quem trabalho ligam-me para saber a que horas é a reunião que marcaram e de que eu nem tenho conhecimento;
10h30: Faltou um documento para a reunião. É preciso tê-lo de prevenção;
11h: Ligam de uma entidade pública para quem fizemos uma acção de formação. Para nos pagarem, exigem que nós insiramos no sistema deles os dados dos formandos. Isto não estava combinado. Eu digo que o faremos;
11h30: Para entrar no sistema informático dessa entidade é preciso ter uma senha. Ligo para lá. Eles não a sabem. O informático não está. A menina simpática que sabe usar o e-mail não está. Da parte da tarde não estará ninguém. Estarão todos em reuniões fora. Tinha-me esquecido que é sexta-feira;
12h: Chegou o último logotipo para os certificados que estão à espera dele desde ontem. Afinal era igual a um dos que já me tinham mandado;
12h30: Ligam-me do banco. Recusam-se a dar-nos um novo livro de cheques sem que lhes entreguemos dezenas de fotocópias com dados de administradores que o deixarão de ser em menos de 30 dias. Explico-lhes que não faz sentido. Dizem-me que não há nada a fazer;
13h: Almoço;
14h30: Vou directamente para o banco. Explico o ridículo da situação dos cheques. Proponho uma alternativa. Irrito-me mas não me enervo. Esqueço-me que para a gerente aquilo é só um emprego, como este é para mim, e dou a entender que deixamos de usar a conta. Faz efeito, mas pouco. Nada a fazer;
16h: Chego ao escritório e tenho uma carta de outro banco. Este faz-nos depósitos a prazo de dezenas de milhares de euros pelo telefone mas recusa-se a prestar informações ao nosso ROC por a nossa carta que o solicita ter apenas uma das duas assinaturas que obrigam a sociedade;
16h30: Estou farto. Nunca quis isto. Somos quase todos burocratas afundados em papel ou peças a mais num sistema podre.
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quinta-feira, março 02, 2006
Glória aos vencedores; pontapés aos vencidos.
Não vejo sensibilidade nem bom senso. Talvez esteja a precisar de ir ao cinema.
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João Deão
João acorda numa convulsão, afasta os lençóis e toca na unha do pé escanhoada, aparada e inteira. Levanta-se, lava a cara, veste-se, escada a baixo e sai para o emprego. João, carteiro por razões místicas, aguarda um café cheio no quiosque da esquina. À sua frente, a impedir o indispensável contacto visual com o empregado: duas mulheres. Uma, de cara oval, olhos esbugalhados e dedos sapudos, fuma um cigarro longo e fino; outra, esquálida, de lábios pretos e finos e com sardas macilentas ao canto dos olhos, mantem, com dificuldade entre os dedos um charuto-barrica. Discutem alto e fumam mais alto ainda. Tão alto que impedem que João peça o seu café longo com 3 centímetros de espuma. João pede licença. Elas calam-se, olham-no, expiram simultaneamente uma longa bafurada e no preciso momento em que do outro lado da rua passa um autocarro, voltam à discussão e à fumarada.
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quarta-feira, março 01, 2006
Para, por, porque
Podia ser só assim: uma alegria sem medidas nem limites. Se acabasse tudo aos 35? Se não viveremos para sempre, ao menos vivemos uma vez.
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João Deão
10:30. João põe a cabeça de fora dos lençóis. Descerra as pálpebras, expõe os globos oculares à luz da manhã e transforma as ondas da energia solar em latejar doloroso entre a testa e a meninge: punhadas, atrás dos olhos, que mantêm hoje, a sensação de irrealidade que, ontem, o álcool iniciou à tarde, e que apenas a ideia de duche ajuda a dissipar. João entra na casa de banho, bate com a ponta do dedo do pé no degrau e acto contínuo: esfacela a unha. Metade parte-se, salta para dentro da banheira e escorrega até ao ralo, e outra metade enterra-se para atrás do dedo. A dor do latejar da cabeça é atraída, como a luz a um buraco negro, ao dedo grande do pé. E, aí multiplicada por mil. Em ondas sucessivas. Como se lhe tivessem arrancado um dente do pé sem anestesia, João, transformado em terminação nervosa, vibra de dor. Desmaia.
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terça-feira, fevereiro 28, 2006
joão deão capitulo I I
Leitor desocupado: ide produzir. Mergulha nas facturas atrasadas e nos requerimentos articulados, aplica o teu ágil espírito nas amostras pequeninas e nos gráficos rectangulares, sê verbo para os clientes e ouvidos para os fornecedores e não desperdices tempo com estas histórias. Com fantasias de personagens que não passam de letras juntas. Ide. Ide tomar conta da facturação dos outros, da aprendizagem dos outros, das queixas dos outros e deixa estas ilusões. Escolhe ir. Escolhe produzir. Porque se ficares e deixares que estas histórias criem em ti imagens, emoções ou lugares, acredita-me: estás louco! Escuta: estas histórias não são reais! As personagens não existem para além da tua imaginação. Por isso vai, sai enquanto é tempo. Sai para cuidar do mundo dos outros, e não te atrevas a começar a construir o teu.
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segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Why me?
"Quite often, people who mean well inquire whether I ever ask myself, in the face of my diseases, 'Why me?'
I never do. If I ask 'Why me?' as I am assaulted with heart disease and AIDS, I must also ask 'Why me?' about my blessings."
Arthur Ashe
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sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Sit Trag
Ligo a televisão e está a dar o debate do estado da Nação (ainda se chama assim?).
Fico preso ao écran como só o Seinfeld me consegue prender. A receita televisiva é a mesma: aquela antecipação do embaraço provocado por uma mistura de maldade e mediocridade que nos envergonha por eles serem apenas 99% diferentes de nós.
O Marques Mendes faz um bom George, mas ao Sócrates falta capacidade de se rir de si próprio para fazer um Seinfeld credível.
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quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Das Putas que não têm género, ou melhor, das filhas-da-putice
Há frases que ficaram comigo para o resto da vida. Uma delas foi ouvida no consultório do meu primeiro dentista. Lembro-me como se fosse hoje e foi há uns 15 anos. O chão inclinado do prédio velho. O banco desconfortável encostado à janela onde eu lia uma revista (provavelmente uma TV Guia ou uma Nova Gente). O banco, igual ao meu, por baixo da prateleira das revistas, onde duas senhoras, que se conheceram ali, conversavam. Uma explicava à outra a história da mulher que lhe roubara o marido e a quem tudo parecia correr bem na vida. "As Putas têm sempre sorte!", dizia ela no fim de cada explicação sobre as coisas boas que aconteciam na vida da outra. Da ladra. "As Putas têm sempre sorte!", alto, para que todos pudessem ouvir. Especialmente a palavra Putas.
Lembro-me da cena como se tivesse sido hoje. Provavelmente porque pensei muito nela. Que sentido tem isto tudo, se são as Putas que têm sempre sorte? O que é o mundo se são as Putas que triunfam? De cada vez que vejo uma a ter sorte, a frase da senhora exaltada no consultório volta à minha cabeça.
A resposta às minhas dúvidas só chegou muitos anos mais tarde. Quando a minha jornalista preferida, num dos seus primeiros textos, explicou a razão por que "A fila vizinha anda sempre mais que a minha". Tal como no trânsito, nas Putas nem tudo o que parece é. Só que quando uma puta tem sorte isso mexe connosco e marcamos o acontecimento no nosso cérebro. Quando ela tem azar nós achamos isso normal e justo e seguimos em frente.
Se pensarmos bem, qual é a probabilidade de as Putas virem a ser felizes no longo prazo? E melhor ainda, por que misérias passaram já para se estarem agora a comportar assim?
Mas acredito, e sei, que ver Putas a terem sorte custa imenso. E, felizmente, até agora nenhuma delas me roubou a mulher...
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Pergunta
A pergunta que tenho medo de fazer aos meus amigos católicos:
Vocês acreditam que Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos?
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segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Cereais pijama
Buscando sem saber bem o quê
Perdido como quem não vê
Calado como quem não tem resposta para quem o chama
Desesperado, como quem por ter medo da desilusão não ama
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
Quebrando os seus ossos na rua
Fugindo da verdade nua
Como se abrir as portas ao Mundo fosse uma coisa obscena
Desencontrado como quem por ter medo da foz o rio condena
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
E já que nós nunca estamos sós
Vamos lá desatar os nós
E vamos lá chegar inteiros, onde quer que a vida nos leve
E enquanto é tempo
Deixa ver esse sorriso, que isso torna a pena mais leve
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
Jorge Palma, Yogi Pijama
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sexta-feira, fevereiro 17, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
...
-Pois é...
-Pois é...
-Isto hoje ficou mais calor...
-É pá, está uma brasa...
-Pois é...
-Pois é...
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terça-feira, fevereiro 14, 2006
Para lá do vidro
Há coisas que não se fazem. Há coisas que não se repetem. Há coisas que não se fazem. Quando a Sheryl Crow cantava "If it makes you happy it can't be that bad" não o dizia de forma absoluta. O que é bom para nós pode ser muito mau se for mau para os outros.
Neste tempo de blogs, caixas de comentários e sitemeters, ajudar e magoar é cada vez mais fácil, está cada vez mais à mão.
Há coisas que não se fazem. E não há nada pior que atirar a pedra e esconder a mão. A não ser, talvez, atirar a pedra, esconder a mão e deixar que nos vejam com um sorrizinho nos lábios.
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segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Small Time Crooks
Ler os jornais, nacionais ou regionais, e os blogs dos politiqueiros de Coimbra provocam hoje sensações muito estranhas. É tanto o lixo que vai na política portuguesa e de Coimbra que a medida mais acertada talvez fosse meter os meninos e os mais crescinhos, vestidos com t-shirts com caricaturas de Maomé, num avião para o Irão.
Depois, como diz uma amiga minha, logo se via...
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Facilidade de comunicação
-Hoje vou ver o Brokeback Mountain.
-Vais ver o quê?
-Aquele filme dos cowboys paneleiros.
-Ahhh!
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quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Cara mas boa
E se de repente descobrisses que perder o telemóvel é uma coisa boa?
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Conspirativo é o meu nome do meio
Mas sou eu o único a achar estranho que de repente, num país onde até as escutas telefónicas são públicas, a SONAE anuncie inesperadamente uma OPA sobre uma empresa quatro vezes maior que ela própria, sabendo-se que:
1. O Estado detem golden shares na PT que se tem recusado a eliminar apesar da forte pressão da Comissão Europeia para o fazer;
2. A operação desencadeará um processo complicadíssimo a nível da Autoridade da Concorrência, quer por causa das comunicações fixas (à quase-monopolista PT juntar-se-á a pequena Novis)quer por causa das móveis (desaparecia, finalmente, em Portugal, a única concorrência potencial a TMN e Vodafone, o que as duas companhias já tentaram, sem sucesso, há não muito tempo);
3. Nós conhecemos Portugal e sabemos que estas duas questõs levarão eternidades a ser resolvidas;
4. Belmiro de Azevedo reuniu com Sócrates antes de avançar.
A mim cheira-me a esturro. Ou melhor, cheira-me que perante a iminência de uma OPA vinda de além-fronteiras, os habituais defensores da pátria decidiram envolver o Grupo PT numa confusão tal que nos próximos anos ninguém se atreverá a tentar comprá-la...
Serve o velho argumento do "é fundamental manter os centros de decisão em Portugal" para esconder o nacionalismo foleiro...
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segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Ontem
No fim de tarde do vinil faltou esta. Mas o dia foi tão bom que tudo se perdoa...
Lasciatemi cantare
con la chitarra in mano
lasciatemi cantare
sono un italiano
Buongiorno Italia gli spaghetti al dente
e un partigiano come Presidente
con l'autoradio sempre nella mano destra
e un canarino sopra la finestra
Buongiorno Italia con i tuoi artisti
con troppa America sui manifesti
con le canzoni con amore
con il cuore
con piu' donne sempre meno suore
Buongiorno Italia
buongiorno Maria
con gli occhi pieni di malinconia
buongiorno Dio
lo sai che ci sono anch'io
Lasciatemi cantare
con la chitarra in mano
lasciatemi cantare
una canzone piano piano
Lasciatemi cantare
perche' ne sono fiero
sono un italiano
un italiano vero
Buongiorno Italia che non si spaventa
e con la crema da barba alla menta
con un vestito gessato sul blu
e la moviola la domenica in TV
Buongiorno Italia col caffe' ristretto
le calze nuove nel primo cassetto
con la bandiera in tintoria
e una 600 giu' di carrozzeria
Buongiorno Italia
buongiorno Maria
con gli occhi pieni di malinconia
buongiorno Dio
lo sai che ci sono anch'io
Lasciatemi cantare
con la chitarra in mano
lasciatemi cantare
una canzone piano piano
Lasciatemi cantare
perche' ne sono fiero
sono un italiano
un italiano vero
Toto Cotugno, L'italiano
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Free rider. Literalmente.
Há momentos assim, de profunda alegria, quando se vive num país como este.
Numa viagem Porto-Coimbra, sair na indicação para a A29 e fazer o mesmo caminho, numa estrada da mesma qualidade, poupando 2,25 euros.
Viva a SCUT paralela à A1!!!
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