sexta-feira, fevereiro 17, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
...
-Pois é...
-Pois é...
-Isto hoje ficou mais calor...
-É pá, está uma brasa...
-Pois é...
-Pois é...
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terça-feira, fevereiro 14, 2006
Para lá do vidro
Há coisas que não se fazem. Há coisas que não se repetem. Há coisas que não se fazem. Quando a Sheryl Crow cantava "If it makes you happy it can't be that bad" não o dizia de forma absoluta. O que é bom para nós pode ser muito mau se for mau para os outros.
Neste tempo de blogs, caixas de comentários e sitemeters, ajudar e magoar é cada vez mais fácil, está cada vez mais à mão.
Há coisas que não se fazem. E não há nada pior que atirar a pedra e esconder a mão. A não ser, talvez, atirar a pedra, esconder a mão e deixar que nos vejam com um sorrizinho nos lábios.
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segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Small Time Crooks
Ler os jornais, nacionais ou regionais, e os blogs dos politiqueiros de Coimbra provocam hoje sensações muito estranhas. É tanto o lixo que vai na política portuguesa e de Coimbra que a medida mais acertada talvez fosse meter os meninos e os mais crescinhos, vestidos com t-shirts com caricaturas de Maomé, num avião para o Irão.
Depois, como diz uma amiga minha, logo se via...
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Facilidade de comunicação
-Hoje vou ver o Brokeback Mountain.
-Vais ver o quê?
-Aquele filme dos cowboys paneleiros.
-Ahhh!
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quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Cara mas boa
E se de repente descobrisses que perder o telemóvel é uma coisa boa?
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Conspirativo é o meu nome do meio
Mas sou eu o único a achar estranho que de repente, num país onde até as escutas telefónicas são públicas, a SONAE anuncie inesperadamente uma OPA sobre uma empresa quatro vezes maior que ela própria, sabendo-se que:
1. O Estado detem golden shares na PT que se tem recusado a eliminar apesar da forte pressão da Comissão Europeia para o fazer;
2. A operação desencadeará um processo complicadíssimo a nível da Autoridade da Concorrência, quer por causa das comunicações fixas (à quase-monopolista PT juntar-se-á a pequena Novis)quer por causa das móveis (desaparecia, finalmente, em Portugal, a única concorrência potencial a TMN e Vodafone, o que as duas companhias já tentaram, sem sucesso, há não muito tempo);
3. Nós conhecemos Portugal e sabemos que estas duas questõs levarão eternidades a ser resolvidas;
4. Belmiro de Azevedo reuniu com Sócrates antes de avançar.
A mim cheira-me a esturro. Ou melhor, cheira-me que perante a iminência de uma OPA vinda de além-fronteiras, os habituais defensores da pátria decidiram envolver o Grupo PT numa confusão tal que nos próximos anos ninguém se atreverá a tentar comprá-la...
Serve o velho argumento do "é fundamental manter os centros de decisão em Portugal" para esconder o nacionalismo foleiro...
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segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Ontem
No fim de tarde do vinil faltou esta. Mas o dia foi tão bom que tudo se perdoa...
Lasciatemi cantare
con la chitarra in mano
lasciatemi cantare
sono un italiano
Buongiorno Italia gli spaghetti al dente
e un partigiano come Presidente
con l'autoradio sempre nella mano destra
e un canarino sopra la finestra
Buongiorno Italia con i tuoi artisti
con troppa America sui manifesti
con le canzoni con amore
con il cuore
con piu' donne sempre meno suore
Buongiorno Italia
buongiorno Maria
con gli occhi pieni di malinconia
buongiorno Dio
lo sai che ci sono anch'io
Lasciatemi cantare
con la chitarra in mano
lasciatemi cantare
una canzone piano piano
Lasciatemi cantare
perche' ne sono fiero
sono un italiano
un italiano vero
Buongiorno Italia che non si spaventa
e con la crema da barba alla menta
con un vestito gessato sul blu
e la moviola la domenica in TV
Buongiorno Italia col caffe' ristretto
le calze nuove nel primo cassetto
con la bandiera in tintoria
e una 600 giu' di carrozzeria
Buongiorno Italia
buongiorno Maria
con gli occhi pieni di malinconia
buongiorno Dio
lo sai che ci sono anch'io
Lasciatemi cantare
con la chitarra in mano
lasciatemi cantare
una canzone piano piano
Lasciatemi cantare
perche' ne sono fiero
sono un italiano
un italiano vero
Toto Cotugno, L'italiano
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Free rider. Literalmente.
Há momentos assim, de profunda alegria, quando se vive num país como este.
Numa viagem Porto-Coimbra, sair na indicação para a A29 e fazer o mesmo caminho, numa estrada da mesma qualidade, poupando 2,25 euros.
Viva a SCUT paralela à A1!!!
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domingo, janeiro 29, 2006
Piada privada, ou o eterno retorno...
-Isto hoje neva!
-Tás doido! Em Lisboa não neva.
-Olha que isto hoje neva.
-Não neva, nada.
-Olha que sim.
-Olha que não.
-Isto neva, neva...
-Não...
-Ou há alguém com muita caspa sentado no teu tejadilho ou neva...
-É caspa...
-Olha que que está a nevar...
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quinta-feira, janeiro 26, 2006
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Que horas são agora em Kuala Lumpur?
Diálogo provocado por um discurso de Pinto da Costa:
- Não sei como é que alguém inteligente pode ser radical em relação a seja o que for... - diz ela, em tom provocatório.
- Não sei como é que alguém inteligente pode ser do FC do Porto... - responde ele, de forma radical.
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segunda-feira, janeiro 23, 2006
2
Autocarro de aeroporto em Roma-Fiumicino. Um homem está a abraçar uma mulher sardenta, que está de costas para ele. Roupas leves e sapatilhas. Ele tem uma mochila às costas. Têm os dois quarenta anos. O burburinho que os rodeia em nada interfere com a sua paz. São a imagem viva do amor e da felicidade.
Desde esse dia que não consigo ter sonhos só para um.
Butterò questo mio enorme cuore tra le stelle un giorno
giuro che lo farò
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No fundo, foi também esta a argumentação do Cavaco...
O Marcel é o Marcel, o Serjão é o Serjão.
Serjão, novo reforço da Briosa, na sua apresentação em Coimbra
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sexta-feira, janeiro 20, 2006
O que Alegre fará dia 22 à noite
O cadáver jazia ainda sobre a cama, já vestido, à espera do caixão.
A passos lentos aproximou-se e fitou durante alguns momentos a figura hirta e mirrada do defunto. De repente, num ímpeto, deitou-lhe as mãos às abas do casaco, ergueu-o e rouquejou, fora de si:
- Estás morto, é o que te vale. Mas mesmo assim não vais deste mundo sem duas bofetadas na cara, covarde!
E deu-lhas!
Miguel Torga, A Confissão (Novos Contos da Montanha)
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Soraia
A Sic Radical podia ficar semanas a passar em loop a entrevista que esta moça deu ontem ao Pedro Ribeiro. Os outros canais podiam fechar nesse período.
(Se uma pessoa que eu cá sei tivesse estado ao meu lado ontem não teria parado de dizer: "Tira esse sorriso estúpido da cara!")
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quinta-feira, janeiro 19, 2006
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Espelho meu
Há uns meses vi uma entrevista do Figo, em que lhe mostraram uma fotografia de quando tinha vinte anos e longos caracóis e perguntaram o que achava daquele penteado.
O Figo, nessa entrevista com um cabelo mais ridículo do que nunca, fez um ar meio envergonhado, meio divertido e disse "São coisas da idade".
Também a mim, quando "olho para o que fui" em determinados momentos, me apetece perguntar, meio envergonhado, meio divertido: "Espelho do que fui eu, havia alguém mais ridículo do que eu?"
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terça-feira, janeiro 17, 2006
O estado da ética
Mário Soares vai visitar uns estaleiros navais em Viana do Castelo e garante aos trabalhadores que o governo não está a pensar privitizá-los. Segundo Soares, foi o ministro da Defesa quem lhe telefonou da China e lhe disse que podia transmitir a boa nova.
Desde quando é que um candidato a Presidente da República faz anúncios em nome do governo?
Por que raio é que o ministro em visita à China telefonou a Mário Soares?
Quem é que pagou a chamada China-Portugal, para o Sr. ministro falar com Mário Soares?
Quem é que paga a viagem de Sócrates ao norte do país para jantar com Soares?
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segunda-feira, janeiro 16, 2006
O Estado da justiça II
O processo apito dourado não avança.
E, em resultado disso, a época futebolística voltou a ser estranha como as de antigamente.
Há duas jornadas o Porto jogou com o Penafiel. Na jornada anterior o melhor (quase único) jogador do Penafiel, N'Doye, foi expulso por uma falta que não cometeu e não pôde jogar contra o Porto.
Na jornada passada o Porto jogou contra o União de Leiria e o melhor jogador do Leiria, Maciel, emprestado pelo Porto, não jogou devido a um "acordo de cavalheiros" entre os dois clubes, o que é claramente contra os regulamentos.
Esta semana o Porto jogou contra o Estrela da Amadora. O guarda-redes do Estrela, Bruno Vale, emprestado pelo Porto, lesionou-se misteriosamente a meio da semana e não jogou (querem apostar que esta semana já joga?) e Paulo Machado, emprestado pelo Porto e uma das figuras da equipa, não saiu do banco, apesar de na segunda parte ser óbvio que o Estrela precisava de um jogador com as características dele em campo.
Parece que voltou a ser preciso mover montanhas para ganhar ao Porto.
Tudo, creio eu, porque o apito dourado não avança.
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O Estado da Justiça I
O PS não descansará enquanto não convencer Jorge Sampaio a mandar embora Souto de Moura. O tempo escasseia para Sampaio enquanto Presidente e Cavaco não será propriamente influenciável pelo PS, pelo que a pressão tem aumentado de forma ridícula nos últimos dias. É tempo de vingança.
É triste que seja isto que aconteça a quem mexe com os poderes instalados...
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domingo, janeiro 15, 2006
sábado, janeiro 14, 2006
sexta-feira, janeiro 13, 2006
O candidato
Vi ontem os 20 minutos finais da entrevista de Garcia Pereira no Canal 1. Mesmo considerando uma ou outra coisa dita em matéria do que deve ser o futuro da economia do país, que eu considero disparates, foi sem dúvida a melhor intervenção feita por um candidato à presidência.
Entre muitas muitas outras coisas certas e ditas sem medo, Gacia Pereira foi capaz de dizer a coisa óbvia e fundamental, que nenhum outro candidato diz: se um governo é eleito com base numa promessa de não aumentar impostos e os aumenta, é obrigação do Presidente da República chamar o primeiro-ministro e anunciar-lhe que ou ele volta atrás com a decisão ou o seu governo acabou.
É isto que eu espero de um Presidente da República, mesmo que tratando-se de Garcia Pereira eu fique um pouco assustado por o admitir...
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quinta-feira, janeiro 12, 2006
quarta-feira, janeiro 11, 2006
terça-feira, janeiro 10, 2006
Bom dia
De há dois dias para cá tenho a tentação de ver o meu mail antes de sair de casa.
Qualquer desculpa é boa para ver a Scarlett Johansson, deitada num sofá posto no meio do desktop, a desejar-me um bom dia.
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segunda-feira, janeiro 09, 2006
Lasciare la bicicletta sul muro
Cosa sarà?, Lucio Dalla e Francesco de Gregori
Cosa sarà che fa crescere gli alberi, la felicità,
che fa morire a vent'anni anche se vivi fino a cento?
Cosa sarà a far muovere il vento,
a fermare un poeta ubriaco,
a dare la morte per un pezzo di pane o un bacio non dato?
oh... cosa sarà
che ti svegli al mattino e sei serio,
che ti fa morire ridendo di notte all'ombra di un desiderio?
oh... cosa sarà
che ti spinge ad amare una donna bassina e perduta,
la bottiglia che ti ubriaca, anche se non l'hai bevuta?
Cosa sarà che ti spinge a picchiare il tuo re,
che ti porta a cercare il giusto dove giustizia non c'è?
Cosa sarà che ti fa comprare di tutto anche se è di niente che hai bisogno?
Cosa sarà che ti strappa dal sogno?
oh... cosa sarà
che ti fa uscire di tasca dei "no, non ci sto",
che ti getta nel mare e ti viene a salvare?
oh... cosa sarà
che dobbiamo cercare... che dobbiamo cercare?
Cosa sarà che ci fa lasciare la bicicletta sul muro
e camminare a sera con un amico a parlare del futuro?
Cosa sarà questo strano coraggio o paura che ci prende
e ci porta ad ascoltare la notte che scende?
oh... cosa sarà
quell'uomo e il suo cuore benedetto,
che sceso dalle scarpe e dal letto, si è sentito solo
e come un uccello che in volo...
e come un uccello che in volo si ferma e guarda giù...
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sexta-feira, janeiro 06, 2006
Comentários
Na sequência de muitas queixas, abrimos completamente as nossas caixas de comentários. É comentar, ó fregueses!
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Uma questão de n (n de Neidi)
Grande capa a do Independente de hoje. Ficamos a conhecer a Neidi. A Neidi é uma brasileira que trabalhava num restaurante e agora é coordenadora do gabinete de logística do Ministério da Justiça. Ganha 1700 euros dos nossos impostos por mês. Tem contrato por três anos.
Ficamos ainda a saber que o nosso amigo Constâncio (ainda ontem falei dele) tem investido na frota automóvel do Banco de Portugal. E que das contas do Exército estão desaparecidos 17 milhões de euros. Coisa pouca.
A questão pertinente é: quem é que andava a comer na Neidi?
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Janeiro de 2006
A gravata vermelha do Cavaco assusta-me tanto como a ida do Jerónimo ao Benfica. Se o falar arrastado de Soares me dá uma vontade sincera de comer um pratinho de chispe ensalsado, a lingua ponta e mola do Louça dá-me ainda mais. Fica o Pereira e os funerais à chuva. Embora esteticamente aprecie os dois, politicamente prefiro os segundos. De resto: queria voltar a ter net em casa.
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quinta-feira, janeiro 05, 2006
Wishful thinking
Há quantos anos é que Vítor Constâncio e o Banco de Portugal andam com a conversa de que "este ainda vai ser um ano mau, mas para o ano começa a retoma"?
Uma vez ainda pode ser entendido como uma tentativa de criar expectativas. Tantas vezes só pode ser incapacidade...
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quarta-feira, janeiro 04, 2006
GooglePC
Um computador por menos de 200 euros, com ligação à internet e todo o software "tipo office" disponível on line?
Correm rumores de que será o novo produto da Google.
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terça-feira, janeiro 03, 2006
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Humanos, em versão para chinês
Muda de vida
Não deves vender contrafeito
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Abraço solidário
Neste início de ano a minha primeira palavra vai para o nosso primeiro-ministro José Sócrates. Esse bravo guerreiro que deixou os portugueses a esbanjar os seus fabulosos aumentos de 1,5% e foi enfrentar o rigoroso frio das neves suíças, tendo-se lesionado na sempre difícil luta por um melhor ski.
Rápidas melhoras, Eng.º Sócrates. V. Exa. transpira rigor, bom senso e sentido de Estado.
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quinta-feira, dezembro 29, 2005
Fim de 2005
O meu 2005 devia ter acabado hoje à noite, quando a voz perfeita cantou os versos que o resumem:
Eu fui contigo ao inferno
Fomos ao fundo do mar
Oh meu amor que eu mais amo
Deixa-me eu te embalar
Pedro Ayres de Magalhães, Canto de embalar
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segunda-feira, dezembro 26, 2005
Genial
Se estás a pensar votar Soares nestas presidenciais, não o faças sem antes ver este pequeno filme.
Link roubado ao Pulo do Lobo.
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quinta-feira, dezembro 22, 2005
Segurança no trabalho e licenciamento de obras
As paredes da fotografia estão a ser construídas em Santo António dos Olivais, mesmo em frente à Junta de Freguesia. No centro de Coimbra.

Mas não se pense que a segurança de quem passa é descurada. Enquanto as pessoas passam por baixo dos tijolos periclitantes, fazendo SS para fugir aos grossos pingos de cimento que caiem para a rua, os trabalhadores, zelosos, repetem até à exaustão, ao mesmo tempo que trabalham: "Cuidado com a cabeça! Cuidado com a cabeça! Cuidado com a cabeça! Cuidado..."
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Conto de Natal 2
-Estás com uma cara
-Uma mosca...não dormi nada esta noite.
-Abriste a janela...
-A gaja não quer sair.
-Tens comida no quarto?
-Migalhas na lã de uns carapins velhos.
-Sujos?
-Aquilo não se suja, estão usados.
-Lava-os com Sofelã e seca-os na lareira. A mosca desaparece.
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quarta-feira, dezembro 21, 2005
Conto de Natal 1
-O Natal faz-me azia...
-Carregas nas velhoses?
-Agora, só vou às fillhoses...
-E a pastelaria fina, interessa-te?
-São caras...e detesto o princípio.
-Podes parar a minha casa é já aqui.
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terça-feira, dezembro 20, 2005
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Quem conta um conto...
Rodou o puxador metalizado da porta a 180 graus e fechou-a devagarinho atrás de si, invertendo o sentido do puxador e do futuro. Caminhou estrada fora durante uns minutos, sempre a olhar para A janela, mas quando chegou ao final da rua foi como se lhe tivessem partido um serviço de loiça na boca do estômago. Começou a correr e só parou quando já não conseguia aguentar a dor de burro. "Já está, consegui", disse o cérebro ao corpo, enquanto os olhos se fixavam na sua triste figura reflectida nos painéis publicitários das paragens de autocarro.
foto-esfera
.
Podia ter acontecido ontem ou cinco anos atrás. Sentia agora que, se calhar, tinha sido preciso passar aquele tempo todo: exactamente seis anos, dois meses e catorze dias.
Enquanto recuperava o fôlego da corrida (afinal, porque lhe faltava o ar, logo a ele, que estava habituado a abusar do corpo, a levá-lo tantas vezes ao limite onde a taquicardia definitivamente acaba?), cruzou-se com a memória desse dia.
moulin-rose
.
Trazias uma t-shirt branca não muito justa, o cabelo solto e um sorriso que me desarmou ao primeiro olhar. Pediste-me que tirasse a camisa e me deitasse num tom de voz tão baixo que me foi difícil perceber o que dizias. Obedeci-te prontamente, expectante. Observei todos os teus gestos: o acender do incenso, o correr da persiana, o gesto profissional com que aquecias sempre as mãos uma na outra.
mercuriocromo
.
Esse fora, na verdade, o primeiro dia da memória. Recordava-o sempre com a mesma comovida estranheza, sempre a mesma sensação de ter assistido ao próprio parto.
Quando, recomposto do esforço, se viu de novo reflectido sobre um qualquer anúncio de comida para cão, achou que o corpo não lhe assentava bem. Sentiu-o demasiado velho e vários números acima da memória franzina que trazia consigo. E só então se deu conta das palavras que o acompanhavam desde o primeiro minuto. Eram a legenda do poster desbotado ao lado d'A janela. Lera-as apenas uma vez, naquele dia. Mas foi como se o seu cérebro as tivesse sugado para dentro de si devido a uma inexplicável ausência de pressão: "O ponto VG11 (Shendao) situa-se no dorso, entre os processos espinhosos da 5a e 6a vértebras torácicas. A agulha atravessa a pele, o tecido celular subcutâneo e os ligamentos supra-espinhal e interespinhal e atinge o ligamento amarelo; relaciona-se superficialmente com os ramos cutâneos do ramo dorsal do 5º nervo torácico e, profundamente, com o ramo dorsal do 5º nervo torácico. A estimulação deste ponto está indicada em situações de ansiedade, tristeza, perturbação mental, amnésia..."
outras tantas madrugadas
.
Chegou novamente com a respiração ofegante e abriu outra vez o puxador metalizado, agora já com medo de ser repreendido. Tinha saltado sem parar só para chegar aquela sala às oito horas em ponto. Tinha que ser às oito horas. Fez o que devia ser feito. Deitou no lixo os pedaços de papel que trazia nos bolsos, atirou as sapatilhas para o canto da sala, tirou os restos de baton da cara e deitou fora a tela, com aquela mulher estampada, que estava pendurada à direita da sua cama. E o corpo foi atrás do sofá azul marinho. Naquele dia conseguia prometer à senhora da sala n.º22 que no dia seguinte não acordaria às 5 da manhã a declamar poesia aos berros e nem ouviria Rachmaninov ao pequeno-almoço. No dia seguinte também tinha marcado na sua agenda um único encontro. Talvez o terceiro da sua vida. Desta vez era necessário calçar os sapatos pretos e a gravata escura. o fato ainda tinha que o ir comprar.
quero-te bem
.
Parecer louco sem o ser é bem mais difícil que ser louco sem o parecer. As mãos não tremem com facilidade e nunca é certo que os olhos de loucura sejam convincentes. Nos primeiros meses foi preciso representar muito, mas aos poucos a personagem entrou-lhe no corpo. Afinal, ao fim de seis anos o que parece dificilmente não é.
São oito e dez e os medicamentos do almoço já lá vão. (Talvez a enfermeira não fique à espera de o ver tomar os do jantar...) O cérebro está desperto e consciente de que o fim está próximo. Não será aquele cartaz a impedir uma vingança a que seis anos foram dedicados. As palavras no cartaz enchem-lhe a cabeça. Todos os dias precisa de ver A janela. Todos os dias precisa de fugir do cartaz. Correr o mais que pode até ao virar da esquina. Desde ontem que não há nada por trás da janela, mas o plano continua.
Amanhã, na tua campa, jurarei, com mais força que nunca, o que jurei cada dia, nos últimos seis anos, dois meses e catorze dias, à tua janela.
Batem à porta:
- Joaquim, são oito e vinte. Estão todos à mesa menos tu!
- Estou a ir, Paula, desculpe.
Limpou o baton da cara e saiu para o corredor.
.
Haverá por aí um acaso que queira falar?
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sexta-feira, dezembro 16, 2005
Tudo muda
Fui ao Porto e perguntei onde ficava a estação de metro mais próxima. Não me insultaram.
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quinta-feira, dezembro 15, 2005
Tecnicamente, não poderia ser uma criança
"Aquilo não tinha pés nem cabeça"
Paulo Pedroso, hoje em entrevista à SIC
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segunda-feira, dezembro 12, 2005
Natal
O espírito de Natal anda muito atrasado este ano. A duas semanas do grande dia a Gabardina contribui com música. Começamos com o sempre natalício Frank Sinatra.
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Antes o pirete do Cristiano Ronaldo
Em Itália, em 2005, há um jogador que sai assim de campo, enquanto nas bancadas os adeptos da Lazio exibem cruzes celtas e cantam hinos a Mussolini. Às vezes é difícil perceber que mundo é este.
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sexta-feira, dezembro 09, 2005
João Deão 45
Mulher:
-vais perder o curso.
Rapaz:
-Para o ano...
Homem:
-Segura aqui. Acho ela queria que ficasses com isto.
O rapaz segura o capacete e olha-o.
O homem tira do bolso do uma caixa pequena e entrega-a a João Deão.
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quarta-feira, dezembro 07, 2005
Fazem parte da minha vida
Como eu gosto de grandes noites europeias!!!
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João Deão 44
Silêncio. O reflexo da cruz vermelha numa poça de água agita-se quando João a pisa. Ao fundo a porta das urgências. A luz florescente do interior passa pelas quadriculas de arame do vidro. A porta abre. Um casal de meia-idade sai. A mulher cabisbaixa tem os braços à volta do corpo e um capacete preso ao cotovelo. O homem com o braço por cima da mulher vê ao longe o rapaz.
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segunda-feira, dezembro 05, 2005
João Deão 43
Rapariga:
-Amor, estás em casa? tenho que ir ter contigo, agora.
Rapaz:
-Estou, mas o avião é ás 8. Tens de ser rápida. Até já. Cuidado... com esta chuva, a estrada está perigosa.
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É desta!
Depois de muitos falsos alarmes, a Gabardina está em condições de anunciar que será ele o novo treinador do Real Madrid:
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Um só
Basta estar acordado um segundo para para ter vários dias de alegria. É muito fácil.
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domingo, dezembro 04, 2005
João Deão 42
Começa a chover. De cima, -pop- os guarda-chuvas: pop, pop, pop - como os cogumelos eclodem depois chuva tapando a calçada portuguesa. O toldo da Nacional. Com o capacete preso no braço, a rapariga procura o telefone no bolso lateral das calças. Liga. O rapaz está em casa a arrumar a mochila. Pára para pensar do que precisa. E quando mais pensa, mais percebe que não precisa de nada. Podia ir com a roupa que tem vestida. Um ano no Japão a fazer um curso sobre o neo-realismo nipónico reduzem-lhe as necessidades a nada. Uns sapatos, alguma roupa servem para cumprir a formalidade da bagagem. Apenas um casaco: o casaco. Desse nunca se esqueceria. Toca o telefone.
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quarta-feira, novembro 30, 2005
Função pública em Portugal
Na Inspecção Geral do Trabalho de Coimbra o atendimento ao público é feito por uns rapazes com fardas da Prosegur.
Hoje um dos ditos moços queria recusar-me um quadro de pessoal, alegando que o raio do papel estava mal preenchido...
QUERO FUGIR!!!!!!!!!!!!!!!!
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João Deão 41
Mota estacionada, cadeado colocado na roda de trás, capacete na mão. A rapariga em passo rápido avança pela rua do Ouro. Fumo dos vendedores de castanhas, "trabalha em Lisboa?", nórdicos sentados frente a cerveja morta e japoneses com sacos V.L. A rapariga entra numa ourivesaria. "E deste gosta?, temos este... e este..." "Não, não e não" "quero aquele". A rapariga de capacete debaixo do braço, sai da loja.
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terça-feira, novembro 29, 2005
Mais Ota
Já sabemos que quem mais vai ganhar com os terrenos da Ota será aquele senhor cujo avião de luxo está retido na Venezuela (apanhado, ao serviço da Air Luxor, com uma carga de droga no bucho).
O que falta saber é quem serão os privados que vão investir na Ota, quem são os boys que têm grandes tachos garantidos, quem será autorizado a construir nos actuais terrenos da Portela...
Enfim, de que me queixo eu, que vivo numa cidade (Coimbra) que terá um aeroporto internacional a uma hora de distância, um TGV com paragem cá na terra, tem um estádio para 30.000 espectadores no centro da cidade que nunca encheu e anda há mais de dez anos a fingir que quer ter um metropolitano de superfície, tudo à custa dos vossos impostos?
Montem aqui uma Disneylândia, um pavilhão de hóquei no gelo, organizem uns Jogos Olímpicos, tragam para cá a sede das Nações Unidas, caraças!
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segunda-feira, novembro 28, 2005
João Deão 40
Exterior, noite, Avenida da Liberdade. O trânsito, cobrão vermelho para quem vai, e branco para quem vem, está parado. Os reflexos das luzes dos carros duplicam-se no chão molhado, triplicam-se nos vidros das montras e fazem caleidoscópios nos pára-brisas, nos retrovisores e nas chapas dos carros. Os semáforos passam de vermelho a verde.Ironicamente. Os escapes fumam. Pacientemente. No eixo geométrico, entre o vermelho e o branco, a rapariga vai passando pelo meio desta massa orgânica a latejar. Desvio de um espelho aqui, equilíbrio ali. Numa gincana infantil chega aos restauradores. Até ao Rossio, serão mais dois minutos.
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Quem é quem?
Ser preconceituoso não está fácil.
É cada vez mais difícil distinguir um gay de um "tuning de subúrbio".
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Closer
Para todos que não se conseguem libertar do filme nem da banda sonora. Especialmente para o quilas e para a redbackspider.
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domingo, novembro 27, 2005
João Deão 39
A rapariga, abrupta, pega no capacete, fecha a porta de casa com estrondo e hesita quando vê que chove. "Que se lixe"-. Tira a mota da garagem, liga-a e, religiosamente, aguarda que a 916 vermelha aqueça. Quando o motor deixa de fazer o barulho de metal a tilintar, baixa o pé esquerdo, dá uma pancada nas mudanças e larga a embraiagem. Suavemente.
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sexta-feira, novembro 25, 2005
Correcção
Os insultos são permitidos nas caixas de comentários deste blog, mas apenas quando dirigidos aos autores dos textos e nunca a outras pessoas mencionadas nos mesmos.
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quinta-feira, novembro 24, 2005
io, sinceramente, seguo la poesia
Generale, dietro la collina
ci sta la notte buia e assassina,
e in mezzo al prato c'è una contadina,
curva sul tramonto sembra una bambina,
di cinquant'anni e di cinque figli,
venuti al mondo come conigli,
partiti al mondo come soldati
e non ancora tornati.
Generale, dietro la stazione
lo vedi il treno che portava al sole,
non fa più fermate neanche per pisciare,
si va dritti a casa senza più pensare,
che la guerra è bella anche se fa male,
che torneremo ancora a cantare
e a farci fare l'amore, l'amore dalle infermiere.
Generale, la guerra è finita,
il nemico è scappato, è vinto, è battuto,
dietro la collina non c'è più nessuno,
solo aghi di pino e silenzio e funghi
buoni da mangiare, buoni da seccare,
da farci il sugo quando viene Natale,
quando i bambini piangono
e a dormire non ci vogliono andare.
Generale, queste cinque stelle,
queste cinque lacrime sulla mia pelle
che senso hanno dentro al rumore di questo treno,
che è mezzo vuoto e mezzo pieno
e va veloce verso il ritorno,
tra due minuti è quasi giorno,
è quasi casa, è quasi amore.
Generale, Francesco de Gregori, cantada ao vivo por Vasco Rossi
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Fado, futebol e Fátima ou Calcio, Italiano e Vaticano
Os ódios e as perturbações mentais da extrema-direita fascista italiana saíram à rua esta semana. O "La Padania", jornal da Liga Norte, insurge-se hoje contra o facto de o Inter de Milão ter jogado com 11 jogadores estrangeiros no seu jogo de ontem da Champions League (que, por acaso, ganhou 4-0). O fim do futebol, porque em campo entra uma Babel de línguas, raças, tradições e escolas de futebol, escreve o Padania, para logo a seguir passar a outro dos argumentos sempre queridos aos fascistas: o amor à língua. Imagine-se que há um treinador de uma equipa de basket em Itália que, nos descontos de tempo, fala em inglês. Uma vergonha!
Para que a semana fosse perfeita, faltava que o Papa viesse dizer um qualquer disparate fascista contra os homossexuais. Mas isso é muito improvável...
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quarta-feira, novembro 23, 2005
Amigo
Nas primeiras vezes em que um de nós disse ao outro (ou deu a entender) "Não te metas nisso. É um erro! Ela vai dar-te cabo da vida!", foi só problemas. Andávamos meses sem grande vontade de cafés ou conversas.
Agora já sei - acho que tu também - que temos sempre razão. Não nos chateamos. Também não damos razão ao outro (a cegueira é mesmo assim).
De qualquer maneira, venha de lá essa garrafa de Grant's! Tenho mais um "Tinhas toda a razão! Teria sido um erro!" para te dizer.
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Primeira vez
Pela primeira vez censurei um comentário na Gabardina. Insultos não são permitidos.
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terça-feira, novembro 22, 2005
Larápios a bordo?
O Porta-aviões não só lê a Gabardina como faz bons resumos dos nossos textos. Chegam a substituir expressões por outras de significado semelhante! É bom saber que há gente com esta qualidade de síntese no PSD de Coimbra!
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segunda-feira, novembro 21, 2005
On prend photos des mourants au lieu de leur donner de l'eau
Especialmente para ti.
Madame X et ses enfants
Tout l'hiver sans chauffage
Caravane pour des gens
Même pas du voyage
Et pourtant comme elle dit
C'est pas elle la plus mal lotie
Elle en connaît qui couche dehors
Dans les parages
Quand y a toutes ces voitures de sport
Dans les garages
Madame à savoir comment
Fait deux fois plus que son âge
Elle s'endort avec des gants
Au fond d'un sac de couchage
Et pourtant comme elle dit
C'est pas elle la plus mal lotie
Elle en connaît qui restent
Accrochés aux grillages
En espérant qu'un camion
Manque le virage
C'était un pays charmant
C'était un pays comme il faut
Elle dit, elle dit maintenant
Maintenant on prend
Quelques photos des mourants
Au lieu de leur donner de l'eau
Elle dit pas ça méchamment
Pour l'instant...
Madame X et ses enfants
Toujours pas de chauffage
Madame X, Francis Cabrel
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Tomar
Que bom deve ser ter um estabelecimento comercial numa cidade em que tem piada que um café se chame "Tomar café" e uma casa de chá "Tomar chá".
Para quando uma sauna/quarto-escuro chamada "Tomar por culo"?
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sexta-feira, novembro 18, 2005
quinta-feira, novembro 17, 2005
Otários
Escreve o Prof. Vital Moreira que
A Gabardina, que nunca pediu os estudos, decidiu ir ler os que o Prof. Vital linkou. Ora o link levou-me a uma empresa, que promoveu os referidos estudos. A NAER - Novo Aeroporto, SA (levará o nome da empresa a algum pré-conceito nos estudos realizados?), tem por objecto "Proceder ao Desenvolvimento dos trabalhos necessários à preparação e execução das decisões referentes aos processos de planeamento e lançamento da construção de um novo aeroporto no território de Portugal Continental".
Começo a consultar os estudos e percebo que o único que equaciona o aumento de capacidade da Portela (e apenas para adiar a construção de um novo aeroporto) data de 1999. É, portanto, anterior ao 11 de Setembro de 2001 e à explosão das companhias low cost em Portugal, só para citar dois fenómenos relevantes. O documento, numa versão "scannada" ainda com algumas anotações à mão (já não existe o texto original no computador nem uma versão limpa em papel?), está escrito num português de fraca qualidade.
Todos os restantes relatórios, anteriores e posteriores a este, são sobre o novo aeroporto (SA?). O primeiro deles (ainda não da responsabilidade da Novo Aeroporto, que iniciou actividade em 1998), tem como capa a seguinte pérola:
Para realizar estas nobres tarefas a Novo Aeroporto, SA tem ao seu serviço sete funcionários e teve em 2004 custos com o pessoal que ultrapassaram os 369 mil euros (como pode ser comprovado no Relatório e Contas de 2004, disponibilizado no site).
Não são estes os estudos que temos que discutir. Não é esta a discussão. Queremos discutir se é preciso ou não um novo aeroporto. Em 2005, com o tráfego de hoje, depois do 11 de Setembro, com companhias low cost e de custos "normais". E talvez valha a pena discutir também quem é responsável pelas muitas centenas de milhares de contos que a Novo Aeroporto, SA gastou nos últimos sete anos.
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terça-feira, novembro 15, 2005
Falam, falam, falam, falam (o original)
Marco, do Big Brother 1, a fazer magia com as palavras.
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segunda-feira, novembro 14, 2005
nun nce scassate 'o cazzo!
(se a música tiver cortes, é fazer stop, deixar a linha branca percorrer mais de metade do seu caminho e fazer play. Obrigados.)
Je so' pazzo je so' pazzo
e vogl'essere chi vogl'io
ascite fora d'a casa mia
je so' pazzo je so' pazzo
ci ho il popolo che mi aspetta
e scusate vado di fretta
non mi date sempre ragione
io lo so che sono un errore
nella vita voglio vivere
almeno un giorno da leone
e lo Stato questa volta
non mi deve condannare
pecche` so' pazzo je so' pazzo
ed oggi voglio parlare.
Je so' pazzo je so' pazzo
si se 'ntosta 'a nervatura
metto a tutti 'nfaccia o muro
je so' pazzo je so' pazzo
e chi dice che Masaniello
poi negro non sia piu` bello?
e non sono menomato
sono pure diplomato
e la faccia nera l'ho dipinta
per essere notato
Masaniello e` crisiuto
Masaniello e` turnato
je so' pazzo je so' pazzo
nun nce scassate 'o cazzo!
Pino Daniele
(cantada ao vivo por Pino Daniele, Fiorella Mannoia, Francesco de Gregori e Ron)
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Insónias
Entro num sítio chamado "Insónias bar" e logo a piadita fácil: onde está a Sónia? Mais apóstrofe menos apóstrofe e o bar chamar-se-ia "In Sónia's bar". Ou, passando a uma versão porno, não estranha a este blog, "In Sónia's pussy". E, de repente, o conceito faz todo o sentido: o bar em forma de vagina! É fácil imaginar a porta, a entrada, as paredes, as cores... Bebida oficial e única: orgasmo. Com excepção de cinco dias por mês, em que só se beberia sangria. Sempre a começar a "vintóito".
Por cima do bar principal o toque de classe: uma tarja com as palavras "It's Sónia's pussy: lamb it or leave it!"
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sexta-feira, novembro 11, 2005
quinta-feira, novembro 10, 2005
Sem comentários
A MULHER DO PRÓXIMO*
a mulher de marques mendes era adjunta do secretário a. amaro... a mulher do ministro da agricultura a. de carvalho era secretária de couto dos santos... a mulher de álvaro era empregada do conselho de ministros... a mulher de dias loureiro colaborava com a secretária da cultura... paula t. da cruz, mulher do subsecretário estado da presidência com o mesmo apelido era assessora de m. mendes... a mulher de nogueira era adjunta do secretário da saúde... recorda-se? foi em 92, em pleno cavaquistão, era marques mendes secretário de estado da p.c.m. e deu uma novela no mexicana no independente. os ministros e secretários de estado(nessa altura ainda existiam governantes naturais... ou com ligações a coimbra) empregavam as suas mulheres no governo...
por cá, o caro e-leitor, guardando as devidas distâncias, sabe se as/os familiares mais próximos dos nossos politicos fazem destas cenas?
(*manchete do independente de 9-2-92)
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In her shoes
i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you do, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear no fate ( for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
e.e. cummings
Se for dito pela Cameron Diaz... melhor.
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terça-feira, novembro 08, 2005
Há muitos hinos
Não era a melhor escola do mundo, mas tinha um hino engraçado.
Tem
Um portão
E um lago ao fundo
Uma ilha e um bosque p'ra sonhar
Tem
Mil histórias
De uma vida inteira
Um futuro que vais poder conquistar
Vem
Vem connosco
Construir, inventar, dar de ti
Vem
Vem connosco
A sorrir, a brincar
É bom estar aqui
Pequeno Mundo p'ra nós
Canção, mistério que vais desvendar
Poema escrito p'ra ti
Sorriso aberto em cada manhã
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segunda-feira, novembro 07, 2005
Paris, Texas... Lis boa... merda?
O grande erro francês foi ter dado educação aos jovens dos subúrbios. Os meninos cresceram sabendo ler e escrever, e viram como vivem os "outros". E perceberam que para que os "outros" tenham grandes casas, grandes carros, grandes festas e grandes férias, alguém tem que viver nos bairros pobres e passar dificuldades. E revoltaram-se.
O grande erro francês foi não ter seguido o exemplo brasileiro. No Brasil os jovens miseráveis não sabem ler nem escrever e acreditam que o mundo acaba no fim da sua favela. Vivem a 500 metros da mais obscena riqueza mas não se revoltam. Não sabem como vivem os "outros". E os "outros" vivem em paz, nos seus condomínios fechados. E os turistas estão felizes, nos seus resorts de luxo e voltam a cantar maravilhas das suas férias.
Os portugueses nada têm com que se preocupar. Os jovens nos nossos subúrbios sabem ler e escrever. Sabem ver a diferença entre a Amadora e os condomínios fechados da linha (ao estilo brasileiro). Mas as revoltas e as revoluções não estão no sangue lusitano. Se dependesse dos portugueses nunca teria havido um 25 de Abril. Viveríamos em paz, a dizer mal de uns vermelhos que por aí andavam, a escrever na net. Íamos à missa ao domingo pedir perdão dos pecados e saúdinha. Uns viviam na opulência e os outros na pobreza. E estaria no poder um qualquer sucedâneo de Salazar, tipo Sócrates ou Durão, mas quem mandava verdadeiramente era um tipo com o perfil do Jorge Coelho.
Existiu mesmo um 25 de Abril?
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sexta-feira, novembro 04, 2005
Arrependo-me hoje
de todas as loucuras que pensei fazer e não fiz.
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Marca a assinalar
Mais de 25.000 leitores com mais de 61.000 page views.
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quinta-feira, novembro 03, 2005
Encher pneus

É a nova moda dos ambientalistas na Europa (por cá tudo chega mais tarde...): esvaziar pneus de SUVs. Com o objectivo de despertar a consciência ambiental dos seus proprietários.
O movimento começou em França mas rapidamente se alargou a Bélgica e Itália. Recentemente em Bruxelas 40 SUVs ficaram com os pneus esvaziados numa só noite.
Em Coimbra não faltará trabalho aos esvaziadores!
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João Deão 38
A rapariga mais bonita do mundo dorme num segundo andar de uma pensão de duas estrelas. Ao ouvir a porta do quarto fechar-se, estremece, sussurra umas palavras tépidas mas não acorda. João desce as escadas da pensão, paga o quarto e envergonha-se com o sorriso do porteiro. Com passo acelerado, vai expulsando a raiva que o pedido de Isabelle lhe causou. Preservativos. Ele que estava disposto a correr todos os riscos por ela. Todos! Implicasse o que implicasse amá-la hoje, não ia aturar esse tipo de conveniências sociais. João fora traído. É carne em nervo a percorrer as avenidas com o peso do mundo nos pés. Uma voz chama-o.
-Então? por aqui? sozinho?
-Sim
-Vou ter com os amigos, não queres vir? Beber umas cervejas?
"Umas cervejas" eis a expressão que sincronizou o passo de João com o de Pedro, um amigo a quem não se tem de explicar nada, e que os guia na direcção do bairro alto.
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quarta-feira, novembro 02, 2005
terça-feira, novembro 01, 2005
João Deão 37
E, no momento, em que João abriu a porta do quarto onde Isabelle dormia, quando a luz do corredor iluminou o ultimo milímetro de tecido da ponta do lençol que tocava no chão, a prostituta acendeu um cigarro na mão de um ex-presidiário que por tique nervoso pisca muito os olhos e, recordou o que segue:
A venda por atacado de cona, cu e mamas na via publica não é pêra doce. Há as esporradelas-lancetas vazadoras de vistas, os perigosos barrotes abrasadores de cus, e os democráticos indicadores esgarabulhões. Se com os últimos posso bem, da cegueira por beita e da esfolação marsapial dos folhos do cu, confesso ter um certo receio. A puta de esquina, para se defender não precisa de cascos pintados, do pudor da puta casada, ou da promiscuidade da puta de igreja. A puta de esquina precisa apenas de duas brutais gambias, de umas tetas práticas, e de dominar medianamente a arte da cabeçada de cona: potente projecção da zona púbica para a frente, com ou sem kiay. Eu aprendi quando um primo me lambia, e a despropósito me deu incisivos no treçolho abaixo do montinho pentilhoso. Um golpe curvo partiu-lhe o pescoço. A c3. Com um mineteiro paraplégico entre pernas a arregalar-me muito os olhitos para lá da carqueja, e com o talo dorido, puxei-lhe o cabelo da nuca para lhe tirar o focinho da rata. Recordo que pestanejava muito.
Passa um carro a toda a brida. Lá dentro, o rádio grita: Pa-Pa-Pa-Geno, Pa-Pa-Pa-Gena
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