Eu carestia
Tu promoção
Ele/ela saldo
Nós nunca
Vós revenda
Eles/Elas pagam
quinta-feira, julho 28, 2005
terça-feira, julho 26, 2005
Brasil?
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus
Chico Buarque
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segunda-feira, julho 25, 2005
Júlio entra a correr para casa de banho da loja, dá meia volta à lingueta de metal e do lado de fora o verde passa a vermelho.
-fico aqui fechado até falar com o gerente!
-saia mas é daí para fora, que já chamei a policia.
-Vou deitar o fogo a isto tudo.
-O senhor está numa retrete quer incendiar o quê?
-então mato-me, pronto, vou cortar os pulsos aqui se não me chama o gerente.
-E com que é que vai cortar os pulsos? Com algum bocado de papel higiénico. --Vá, saia mas é dai que a policia está a chegar e depois é pior.
Bolas, nem um estudante de jornalismo desempregado a fazer um part-time numa loja de conveniência consigo que me dê credibilidade. Será que ele está a fazer bluff com a policia? Deve estar. Para que é que sai de ao pé das couves e dos bois.
(aqui a meditação aprofundou-se e o narrador não consegue saber em que pensa a personagem). Porque a personagem continua a meditar de forma íntima e inacessível ao que o criou, o narrador decidiu tomar medidas, por isso coloca dois negociadores da P.S.P do lado de lá da porta e uma equipa dos G.O.E a pairar sobre Júlio pronta para lhe torcerem o pescoço. Júlio sabe que não pode ter pensamentos tão profundos, inacessíveis ao contador. Júlio sabe qual costuma ser nestes casos o destino das personagens. Ele sabe. Ele soube, porque entretanto um dos operacionais do G.O.E que estivera a almoçar cozido em canal caveira e que enfardara uma garrafa de vinho, teve uma tremura num dedo. Ora, o tremelique nos mindinhos é coisa vulgar em quadros dirigentes depois do almoço bem regalo, agora num agente especial da P.S.P que paira com uma metralhadora sobre um Júlio que reflecte, dá ao narrador a justificação narrativa para acabar com a raça das personagens que têm segredos.
Fora da loja um arrumador pede umas moedas aos enfermeiros que acabam de estacionar em segunda fila impedindo o descarregamento de milhares de holandeses no pavilhão chinês e nas "very tipical casas de fado, fandango, bailinho da madeira, pauliteiros, etc..."
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sexta-feira, julho 22, 2005
-Quase 600 paus por pão e leite? Queira desculpar mas não pago. E chame o responsável.
- Eu chamo é a policia, se o senhor não me pagar o que deve.
- Mas eu ainda não devo nada. Ainda não levei nada. Chame-me o gerente.
- Deixe passar as pessoas que estão a trás de si.
- Chame o gerente, já disse. E quero o livro de reclamações.
- Tome lá o livrinho, aqui tem uma caneta e vá escrever lá para o fundo que preciso de atender as pessoas querem pagar.
Júlio senta-se à frente da banca das revistas e escreve a sua reclamação.
Exmos senhores:
Sois um cabrões de primeiríssima água. Venho de uma terra onde os animais comem palha, fornicam à bruta no campo e cagam por todo o lado, mas aqui tabelam o pão e o leite a 600 paus. Foda-se. Acredito tanto na justeza destes preços como na virgindade de Vossas estimadas mães antes dos 9 anos.
Sem mais, subscrevo-me pacientemente, aguardando que morram de diarreia fulminante ou de combustão espontânea.
Júlio.
-Aqui a reclamaçãozinha e agora chame o gerente.
-Pronto, agora vai ter uma resposta à sua reclamação.
~-Eu sei. Mas quero o gerente.
-Estamos quase a fechar, é sexta-feira, o gerente já foi de fim de semana. Ele não o vai atender hoje de certeza.
-Quero o gerente! Quero o responsável pelos preços destes produtos!
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quinta-feira, julho 21, 2005
Proposta para redução da despesa do Estado
Confronto de todos os currículos académicos das pessoas pagas (directa ou indirectamente) pelo Estado - e que recebam mais de 1000 euros mensais - com as funções que ocupam.
Despedimento ou redução do salário para nível condizente no caso de as qualificações académicas serem insuficientes e/ou inadequadas para a posição ocupada.
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continua amanhã
Ele há coisas indesculpáveis. Mesmo para um bom feitio como o de Júlio, sacristão a fazer serviço extra em duas igrejas perto de Cinfães, é difícil aguentar. E nem foi pelo dinheiro, porque felizmente a vida sacra ainda vai dando para os gastos, foi pela moral.
Vindo de Cinfães a Lisboa tratar de uns papéis ao patriarcado, Júlio pressentiu quando recusou um lanche ajantarado, na cantina do convento de São Vicente de Fora algo iria acontecer: "Obrigado, deixe estar, que antes de apanhar o comboio como alguma coisa por aí." Eis a ordenação das palavras que o condenaram, muito antes de ter entrado numa loja de conveniência, pedido um pacote de leite e um saco de pão e lhe terem sugerido que a despesa será de dois euros e sessenta cêntimos. Escrevo por extenso porque o que seguiu precisa desta respiração prévia.
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quarta-feira, julho 20, 2005
Tenho à minha frente o ministro dos negócios estrangeiros, uma comissão de três peritos em higiene pública formados em Harvard e uma concha de arrozinho de pimentos ladeados por uma dúzia de tesos peixinhos da horta. O ministro pergunta de onde vêm os pimentos, pela erudição que lhe é conhecida. Os higienistas perguntam se foi usada colher de pau na confecção da alpista por defeito de formação, e eu, eu pingo o lábio inferior e sorvo sonoramente a molhanga. O ministro fica a saber que os pimentos vieram de Ormuz, de uma casa conhecia por fornecer os ditos a Padron na Galiza. Os peritos ficam a saber que de facto foi usado o material da cruz, para mexer o refugado que acamou os bagos e eu, eu, como de tudo isto, penso que está de ananases, peço abacaxi, meia ginga, um café e vou à vidinha.
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Mil cores
Aparecidos e desaparecidos. Alegres e tristes. Felizes e infelizes. Grávidos, casados e solteiros. A acabar coisas e a começar coisas. Em presença, por mail e por telefone. Tantos amigos reapareceram em força nos últimos dias. E com tantas cores novas nas suas vidas.
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terça-feira, julho 19, 2005
segunda-feira, julho 18, 2005
Borra
Dos livros de História:
«Napoleão Bonaparte, durante suas batalhas usava sempre uma camisa de cor vermelha. Para ele era importante porque, se fosse ferido, na sua camisa vermelha não se notaria o sangue e os seus soldados não se preocupariam e também não deixariam de lutar. Toda uma prova de honra e valor.»
... Duzentos anos mais tarde, Sócrates usa sempre calças castanhas...
(recebido por e-mail)
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quinta-feira, julho 14, 2005
O Rats
Escrevia Ratzinger em 2003:
"Tratam-se de subtis seduções, que agem sobre o inconsciente distorcendo profundamente a cristandade na alma, antes que ela se possa desenvolver devidamente"
Vejam quem é, para Ratzinger, este diabo em figura de gente. Aqui.
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quarta-feira, julho 13, 2005
Juro que vi o rissol mexer-se. Juro. Era de carne, dourado e estava ligeiramente tostado num dos lados. Confrontava pelo lado direito com uma folha de alface, pelo esquerdo com uma bola de arroz e tinha a cavalo, um ovo. Um ovo destemido, de gema alvíssima e de clara escura. E foi a gema que o denunciou. Estremeceu, e rompeu-se com o esgar que só o pão ralado frito consegue ter. Ergui-me enérgico. Percorri o espaço até à cozinha e exibindo o prato como uma bandeja perguntei: "Não aprenderam na cadeira de Fritos II da Escola Superior de Turismo e Hotelaria a gasear devidamente os rissóis antes de os fritarem?". " Não, os rissois, como aliás as enguias perdem o seu valor proteico se fritos mortos. "
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Eu já fui um pessimista
Há dois anos eu era um pessimista. Hoje os outros são tão pessimistas como eu era. Mas isso foi a única coisa que mudou. Vale a pena recordar este texto de Outubro de 2003, no dia a seguir ao Sr. Governador do Banco de Portugal, que ganha mais de 19.000 euros por mês, ter ido ao parlamento dizer, pela enésima vez, que este ano ainda será mau mas para o ano teremos retoma:
Por um
Portugal T
A economia é uma daquelas áreas que, no último século, os especialistas se esforçaram por complicar a ponto de que ninguém a perceba.
No entanto a maior parte dos seus mecanismos é de bastante fácil compreensão.
Estávamos no início do século XX e já Henry Ford percebia que para o seu famoso Modelo T ter sucesso era fundamental que os trabalhadores que o construíam ganhassem suficiente dinheiro para o comprar. Para além de parecer ridiculamente óbvia, esta condição é absolutamente justa.
Hoje, um século depois do sonho de Ford tornado realidade, há um pequeno país no ocidente da Europa que ainda não percebeu isso. Portugal ainda não percebeu que não é um país economicamente viável enquanto os portugueses não o puderem comprar. É hoje claro que é mais caro viver em Portugal que viver em Espanha. As casas, os carros, os supermercados, os restaurantes... tudo é mais caro em Portugal. A diferença é que nenhum espanhol tenta viver mensalmente com 360 euros...
Os portugueses têm que perceber que enquanto o salário mínimo nacional não for, a preços de hoje, de cerca de 600 euros, o país não vai sair de uma crise mais ou menos profunda, mas que se arrasta há dez anos.
Precisamos de um Portugal T. Transparente. Tranquilo. Transformado num país desenvolvido.
(onde se lia dez, leia-se agora doze)
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terça-feira, julho 12, 2005
Aviso
Se o Benfica não faz rapidamente mais uma contratação, vamos ter que começar a falar da crise outra vez.
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sexta-feira, julho 08, 2005
isto anda bonito, anda...
Sabes dos atentados em Londres dois dias depois; perguntas se já é dia outra vez; achas normal andar com uma escova de dentes no bolso de trás das calças; deixas passar em branco o aniversário do blog; já comes mac pitta duas vezes por dia. Qualquer dia até vais passar um fim de senama numa comunidade geriátrica no Algarve.
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quinta-feira, julho 07, 2005
quarta-feira, julho 06, 2005
Ó miséria! Ó desastre!
À nossa volta há fome, miséria, depressão, corrupção. Todos os dias as imagens e as palavras nos entram pela sala. O desemprego, as falências, a colecção de arte do Champalimaud a ser leiloada, a pobreza, a violência, o Belmiro de Azevedo a vangloriar-se que os seus funcionários precários e mal pagos não têm horário de trabalho, as mortes no Iraque, o preço do petróleo, o Sócrates a falar dos impostos que prometeu não subir, a reunião do G8, os incêndios, os salários que não sobem, as intervenções do Marques Mendes no parlamento... enfim, a depressão.
E quando pensávamos que não podia acontecer nada pior, eis que vejo o telejornal e me vêm as lágrimas aos olhos. Acabaram com o Ballet Gulbenkian? O que será de mim sem o Ballet Gulbenkian? O que será do mundo sem o Ballet Gulbenkian? O que será das crianças com fome sem o Ballet Gulbenkian? O que vamos nós fazer agora nos nossos tempos livres? Vamos todos fazer um abaixo-assinado pelo Ballet Gulbenkian!
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terça-feira, julho 05, 2005
O blog que Kurt Vonnegut gostaria de ter escrito em parceria com Gabriel Alves
O blog que mais me faz rir em toda a blogosfera e que eu aconselho a todos os meus amigos fanáticos por futebol fez dois anos.
Continuem a trabalhar todos os dias, para fazer coisas bonitas, ao fim-de-semana ou não!
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quinta-feira, junho 30, 2005
Who cares? ou A história da minha tarde
A maturidade da dívida pública na zona euro parece convergir para os 6 anos e a dívida indexada à taxa de inflação tem ganho importância, dado que estes títulos são particularmente atractivos para os fundos de pensões, cujas obrigações futuras são, sobretudo, nominais.
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quarta-feira, junho 29, 2005
psychic

(enquanto não consigo a música toda, ficam os 30 seg que o Lycos descobre)
She knows the future like the palm of your hand
She knows you past like the lay of the land
The first time she met me she say right through me
Some cards and a cane in here hand - and she said:
All the years that have come to pass
And all the years that shall be
I see here right before me
She said her visions were a bane in her life
She could not control them, they kept her up nights
I know what you're thinking, I haven't been drinking
She knew things that cut like a knife - and she said:
All the years that have come to pass
And all the years that shall be
I see here right before me
Will there be earthquakes and great tidal waves?
Can she see back to the dinosaur days?
How can she foresee just by squinting at me and
Can she see me naked in her mind's eye?
What does she think when she fortells a disease?
Would she keep it secret if death stood before me?
What could some cards hold, where is here foothold
Can I escape what she see? - and she said:
All the years that have come to pass
And all the years that shall be
I see here right before me
Crash Test Dummies
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Name is Batista, Vitor Batista
Recebi hoje no correio o folheto do candidato do PS à Câmara de Coimbra, Vitor Batista.
Sem perder tempo com a comovente carta, de que aconselho, no entanto, a leitura, passo directamente para o currículo do candidato. O percurso pofissional foi todo feito em ambiente autárquico, começando como escriturário e acabando em cargos de confiança política. No fim do currículo podemos ler a seguinte nota (negrito da minha responsabilidade):
Nota: Em 1993 passei à situação de licença sem vencimento optando pela actividade privada, tendo exercido os seguintes cargos: Gestor de empresas, Administrador Delegado, Consultor/Economista e sócio gerente.
De seguinda vem o currículo político:
Governador Civil entre 1995 e 1999.
Gestor Público de 1999 a 2001.
Deputado à Assembleia da República desde 2001, cargo em que continuo actualmente investido.
Promiscuidade entre público e privado? Acumulações? Não! Tudo garantido na última frase da bonita carta aos cidadãos:
Pode confiar em mim. Eu sei que posso contar consigo. Em nome da nossa querida Terra e das nossas bravas Gentes.
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terça-feira, junho 28, 2005
Desespero
Jovem economista, fluente em inglês e italiano, com bons conhecimentos de espanhol e nível intermédio de francês, com uma pós-graduação em Regulação Pública e a frequentar mestrado em Economia Europeia e com cinco anos de experiência profissional (um deles no estrangeiro), procura desesperadamente mudar de emprego. Aceitam-se propostas também para esta caixa de comentários.
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segunda-feira, junho 27, 2005
A melhor vista é ao contrário

Enquanto eu não ganho coragem para lá voltar e tirar a fotografia certa, ficam as instruções para quem for:
1. Esperar pelas 4 da manhã, para que os turistas se tenham ido todos embora para Florença e nas ruas só se ouça um bando de erasmus alcoolizados e os loucos da cidade;
2. Ir para o meio da praça;
3. Deitar no chão, sem recear o efeito das pedras geladas contra as costas;
4. Abrir os olhos.
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quinta-feira, junho 23, 2005
Antes só
Passo a tarde com a casa cheia de médicos arrogantes e mal-educados, engenheiros cinzentões e assistentes administrativas de centros de saúde que fazem cara feia pelo facto de o ar condicionado estar ligado, apesar de estarem 35º lá fora.
Nestes dias percebo a benção que é trabalhar sozinho.
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Corta, Cola, Sincroniza, procura claquette, escolhe essa, procura o som só, deita para o lixo, bandas A e B, etc é a montagem do Arquivo geral que suga tudo...
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quarta-feira, junho 22, 2005
E-vigarice
Na última semana recebi e vi vários anúncios, nos jornais ou através do meu e-mail, de cursos financiados de e-learning. Quando vi os primeiros mails achei que era piada. Depois vi os anúncios nos jornais...
Não E-já.tempo.de.acabar.com.a.vigarice.da.formação?
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terça-feira, junho 21, 2005
Escolha difícil

Paris-Brest
ou
Paris's breasts?
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segunda-feira, junho 20, 2005
sexta-feira, junho 17, 2005
Boa notícia do dia
Já não tenho pavor (nem medo, ne receio, nem me dá a nervoseira) de falar em público. Algum dia tinha que acontecer...
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terça-feira, junho 14, 2005
Notas de um fim-de-semana no estrangeiro e com estrangeiros
1. Os bancários em Espanha entram às 8 da manhã e saem, religiosamente, às 15h.
2. Na Noruega, uma amiga, gestora de produto de uma empresa de telecomunicações, trabalha 8 horas por dia, sem horário fixo, e cada hora trabalhada a mais (controlo feito pela própria) é acrescentada ao período de férias.
3. Em Saragoça uma imigrante ilegal que trabalhe a tomar conta de crianças, das 7h às 17h, cinco dias por semana, com direito a pequeno-almoço e almoço, ganha 600 euros por mês.
4. Quilómetros feitos em auto-estradas espanholas: cerca de 500.
Custo das portagens: 0 euros.
5. Quilómetros feitos em auto-estradas portuguesas: cerca de 500.
Custo das portagens: 35 euros.
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Intimidade é
partilhar um mesmo número de telemóvel durante cinco dias.
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quarta-feira, junho 08, 2005
Proponho
Que na próxima época os treinadores possam entrar em campo para marcar penalties e livres directos.
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terça-feira, junho 07, 2005
Tenho dentro de um dente um pequeno anão. Chama-se Sr. Silva e desempenha a nobre tarefa de desviar a língua da trinca: de dia, de noite ou à tardinha, eis, que com os braços empurra no último segundo a língua para lá da zona que trilha. Hoje, distraído com o aspecto estrelado de uma garganta inflamada, atrasou-se no movimento. Ferrei os dentes não no naco de carne, mas no cartilagíneo pescoço do Sr. Silva. A cabeça rolou de imediato para o lado direito da cavidade bocal. Como quem coça o dentro das gengivas, manietei-a com a delicadeza de uma língua que procura. Centrei-a, e libertando do garfo o resto dos grelos com que gosto de intervalar a picanha, levei-o assim limpo e paralelo aos lábios. Onde continua agora. Á espera. Tenho à minha frente senhoras e crianças e intuo que cuspir uma cabeça de anão não me favorece para o lugar e educador de infância.
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Together they would travel on a boat with billowed sail
Jackie kept a lookout perched on puff's gigantic tail,
Noble kings and princes would bow whene'er they came,
Pirate ships would lower their flag when puff roared out his name.
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segunda-feira, junho 06, 2005
Acordar e encontrar o invasor
1. Una mattina mi sono svegliato,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Una mattina mi sono svegliato,
E ho trovato l'invasor.
2. O partigiano portami via,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
O partigiano portami via,
Che mi sento di morir.
3. E se io muoio da partigiano,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
E so io muoio da partigiano,
Tu mi devi seppellir.
4. Mi seppellisci lassù in montagna
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Mi seppelisci lassù in montagna
Sotto l'ombra di un bel fior.
5. Tutte le genti che passeranno
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Tutte le genti che passeranno
Mi diranno «che bel fior!».
6. E questo è il fiore del partigiano
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
E questo è il fiore del partigiano
Morto per la Libertà.
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Prefiro as guerras de pedras no cais do sodré, às gajas boas de Alcântara. Prefiro uma bola de Berlim e uma imperial, a red bull com saladinha. Prefiro discutir com uma prostituta a ordem numa fila para o pão, que discutir a subida do I V A ou o melhor caminho para a praia da comporta, com um amigo do amigo. Prefiro fugir à polícia, a fugir aos perdigotos da pergunta: "então o que fazes?" ou da afirmação: " temos que combinar alguma coisa". Prefiro uma cidade vazia a uma praia cheia.
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sexta-feira, junho 03, 2005
A tendência suicidária que transpira das afirmações apodícticas de fim de um blog, encantam-me: tanta estridência, tanto desejo de exibir a morte, tanto cristianismo...
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quinta-feira, junho 02, 2005
Se pudesse era bruxo. Vestia um fato preto, tinha um escritório com vista para o mar e recebia pessoas das 14:00 às 17:00 com gelado de morango no Verão, e chá de hortelã e menta no Inverno. Falava pausadamente, tirava notas com uma caneta de tinta sépia e oferecia café quente com bolos de manteiga finos. Ás perguntas dos consultados saberia responder com segurança, certeza e sem hesitar. Falaria com tal verdade que os visitantes a reconheceriam sem mais. Ás vezes, diria o óbvio, outras o estranho e o grotesco se necessário. A gente entrava com dúvidas e saía com certezas, eu entrava às duas e saía às cinco.
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quarta-feira, junho 01, 2005
Ás duas da tarde o sol vaporiza tudo. Pelo menos naquela rua. Cheia de pó e árida. Um espelho da luz incandescente do sol a pique. Bem no meio das ondas de calor: um homem. Baixote, atarracado, sem pescoço e a acartar baldes de tintas cheios areia. É pedreiro. O único no pais que trabalha às duas da tarde debaixo do calor extremo. Barriga em "b" descaído, camisa aberta até ao umbigo, cara redonda e cigarro acesso equilibrado na ponta dos lábios. A brutalidade do trabalho é contraposta pela delicadeza de fumar e pela finura do comentário. Agarra num balde cheio de areia fervente, instala-o ao ombro, dá-lhe apoio com o pescoço e roda em direcção à casa que está a construir. Um revirar de olhos, uma baforada delicada e o litro de vinho do almoço pare a primeira nota oral vespertina: "queres mais investimento, tu queres é a coroa peniana dentro da cavidade oral."
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terça-feira, maio 31, 2005
Sei de um anão que pensa que sim. Porque é anão. Porque é anão pensa que sim, podia pensar que não, mas assim não seria anão, seria assim. Sei de um assim que pensa que não. Porque é assim. Porque é assim pensa que não. Sei de um tipo que escrevia cartas circulares, veio um lençol e perguntou-lhe pelos ofícios. As artes, os saberes e os sabores. Um dia chegou... esse mesmo. Esse "um dia".
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Três frases sobre perdão (ou o tema bloguítico do momento)
"Consigo perdoar a um homem, mas não por palavras; Perdoarei um homem que prove, pelos seus actos, que já não é aquilo que foi."
Primo Levi
«Pedimos perdão e somos capazes de o dizer sem embaraço perante os outros. Mas temos uma séria dificuldade em dizer o quê e quem perdoamos. Dar perdão profundo, apagando todo o vestígio de ressentimento, é talvez o mais exigente dos gestos diante da experiência da dor e da ofensa. A sua dificuldade é a expressão do nosso fechamento.»
palombellarossa.blogspot.com
"(...) porque quem não pede perdão/ não é nunca perdoado."
Vinicius de Moraes e Tom Jobim
Com agradecimentos ao Mar Salgado, Mercuriocromo e Bomba Inteligente, respectivamente.
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segunda-feira, maio 30, 2005
NON, ou a útil glória de votar
Crise na Europa; Descontentamento com o governo; Rejeição da Turquia; Medo da China; Cepticismo em relação à Europa.
Procuram-se mil razões rebuscadas para o NÃO francês à Constituição Europeia, mas a explicação, afinal, está tão perto. Está aqui:
Andei por França, nos debates pelo OUI de 23 a 26 deste mês.
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quinta-feira, maio 26, 2005
as aventuras de João Deão
Quando ela lhe perguntou se tinha preservativos ele corou. De raiva não de vergonha. Durante toda a tarde adiara a compra dos ditos para logo que saísse de casa depois do jantar. Mas esse jantar de quarta-feira terminou com o pai a chamar-lhe inútil. E isso teve duas consequências que lhe marcariam a vida: nunca mais voltar a casa e esquecer-se de cumprir o que toda a tarde planeara. "Não, esqueci-me". "E agora?" perguntou ela. Por mim, que se lixe-pensou. Porém disse: "vou comprar, demoro dois minutos". Vestiu as calças, ajeitou a camisa e escada abaixo. Porta da rua. Cruz verde ao fundo. Passo rápido. Olhar focalizado nos neons.
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quarta-feira, maio 25, 2005
Feito a lápis de cor
Já não te lia há tanto tempo. (Não, os meios modernos de escrita não contam.) Já não te lia mesmo há muito tempo. Já tinha saudades (e nem sabia...) dessa escrita fechada, densa e, ao mesmo tempo, harmoniosa. Dessa escrita em que os parágrafos em que te mostras têm pouco de ti e em que nos outros, quando te escondes, posso apostar que estás inteira. Reconheci o teu texto, a tua forma de escrever, como se reconhece um cheiro importante que não se cheira há vinte anos.
Acredito que as pessoas deveriam estar distribuídas pelas casas do mundo segundo um critério de afinidade. Sonho com uma vida num bairro em que os meus vizinhos são os meus amigos e pessoas com quem gosto de estar e falar. Há milhares de pessoas no mundo que, neste preciso momento, discutem se nos supermercados os jornais devem estar ao lado dos livros ou ao lado dos croissants. Querem saber se leio notícias como quem lê um romance ou se passo os olhos pelas páginas enquanto tomo o pequeno-almoço? Por mim, ponham os jornais ao pé do papel higiénico! Por que é que não se preocupam antes com quem mora no 2.º esquerdo, ali bem ao lado do meu 2.º direito?
Se alguém o fizesse, se alguém o tivesse feito bem, o meu apartamento, estritamente à medida das minhas necessidades, seria geminado com a tua vivenda espaçosa, com jardim e cão aos saltos. Falaríamos todos os dias, tu mostravas-me as coisas que escreves e eu nunca teria estado tanto tempo sem te ler.
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Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
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segunda-feira, maio 23, 2005
O que faz um ministro das finanças?
"O défice público em Portugal é de 6,83 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), disse hoje o ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, no final da reunião com o governador do Banco de Portugal, que entregou ao Governo um relatório sobre a situação financeira do país.
O ministro reconheceu que o valor apresentado hoje pela comissão liderada por Vítor Constâncio está acima do que esperava,..."
O ministro das finanças, em exercício há vários meses, é surpreendido pelo valor do défice... Se o ministro não tem obrigação de saber o valor do défice,tem obrigação de saber o quê?
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Frase do dia
Em França, os Campos Elísios encheram-se de camisolas vermelhas.
Noticiário da RTP-N
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quinta-feira, maio 19, 2005
A minha verdade do dia
A sede de vingança é o maior sinal de fraqueza que conheço.
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Europa
Não resisto a publicar uma frase de um mail que recebi hoje de um amigo inglês. Sem mais comentários.
It is the FA cup Saturday, and Eurovision song contest. The UK are not politically very popular at the moment so I don't think we will receive many points, except from Malta, unless beautiful women wearing not much clothes gets a few votes.
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quarta-feira, maio 18, 2005
O post não é uma desculpa para publicar a fotografia
I'm cursed by a functional family. O filme nem é nada de especial, mas a frase não me sai da cabeça. I'm cursed by a functional family. A menina da foto (por acaso no muito melhor "Canção de amor para Bobby Long") sentia-se amaldiçoada por ter crescido numa família funcional. Nem imagino quanto é que cada um de nós dava por tal maldição. O que me preocupa é achar que percebo o que significa a frase. O que me preocupa é que quase lhe dou razão.
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Se
este governo tiver suficiente falta de vergonha na cara para aumentar impostos em vez de diminuir despesas, não voltarei a escrever uma linha sobre Portugal, porque Portugal, para mim, terá acabado.
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terça-feira, maio 17, 2005
o que se segue
Por razões várias vou misturar Nietzsche com a teoria das super cordas. Porque me apetece: vou deixar aqui as principais ideias.
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Descubra as diferenças entre o respeito a que se dão duas instituições
Há meia dúzia de anos, numa visita à Catedral de Milão, foi-me explicado que lá existiam nove órgãos, mas que um deles nunca tinha sido tocado. O instrumento foi oferecido à Catedral por Benito Mussolini eo s responsáveis da Igreja, apesar de terem entendido que não poderiam recusar uma oferta do chefe de Estado, não quiseram deixar de vincar o seu protesto face ao comportamento do Duce, não dando uso ao presente.
Recebi hoje um folheto promocional do Forum Europa-Portugal, organizado pela eurodeputada Jamila Madeira e que terá lugar hoje à tarde na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Entre os oradores, destaca-se esse vulto da sabedoria Coimbrã que é o também eurodeputado Fausto Correia.

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segunda-feira, maio 16, 2005
O chavão do século XXI
Durante os próximos anos seremos bombardeados com a expressão "dumping social". É o medo do gigante chinês que chega e o "dumping social" é a pedra que temos mais à mão.
Será que os portugueses nos contentores dos arredores de Paris não viviam em dumping social?
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quinta-feira, maio 12, 2005
Uma manhã portuguesa, com certeza
Chego à empresa e não tenho internet. Já não tinha quando saí ontem. A empresa para que trabalho arrenda instalações a outra empresa, a quem pertence a casa, a rede informática e a ligação à internet. Como medida de redução de custos, a empresa dona da casa despediu a sua única funcionária e não tem ninguém a trabalhar que possa resolver o problema.
Pego no telefone e, como já conheço os serviços de apoio a clientes da Netcabo, não ligo para lá. Ligo para o informático da empresa, que assegura que só a Netcabo me pode ajudar: o problema é deles.
Pego na factura da Netcabo e ligo para o número de apoio a clientes que aparece no rosto da factura. Atende-me uma menina que me diz, imediatamente, que a Netcabo tem o sistema informático avariado e que, não podendo confirmar se sou cliente ou não, a Netcabo se recusa a ajudar-me. Pergunto o nome à menina e peço para falar com o superior hierárquico. Aparece-me outra menina que me diz, sem grande educação, que liguei para o número errado e que, por isso, a discussão não tem sentido: esqueço-me sempre que, no verso da factura da TV Cabo, no fundo da página, em letras não muito grandes, se indica que o apoio a clientes Netcabo é feito por outro número. Agradeço, sem preocupação de ser educado.
Ligo o novo número. Nova menina. Afinal há sistema informático. Dou o número de cliente. Nada feito. Sou cliente empresarial. Através daquela linha não me podem ajudar. Tenho que ligar outro número. Este nem vem na factura que vem para a empresa. Irrito-me, grito, esperneio, chamo-lhe incompetente e apetece-me chamar-lhe coisas piores. Não peço para falar com ninguém, não pergunto o número dos clientes empresariais. Grito "IMCOMPETENTES, IMCOMPETENTES, INCOMPETENTES!!! VOCÊS SÃO TODOS UNS INCOMPETENTES!" e desligo-lhe o telefone na cara.
São 11 da manhã. Ainda não tenho internet. Desligo o cable modem, desligo o router, volto a ligar tudo. Desligo tudo, desligo o computador e volto a ligar. Por todas as ordens possíveis. Verifico se os cabos estão bem ligados. Não sei o que fazer. Às onze e meia, como por milagre, a terceira luz do cable modem acende. Se um qualquer técnico da TV Cabo quisesse ter confiado que eu sou cliente, o meu dia teria mais duas horas.
A irritação passou com o fim do telefonema. Já com internet penso que a culpa não é da Kátia Alves, nem da Josefina Ladeira nem da Sandra Silvestre. Se eu ganhasse o salário mínimo e soubesse que me iriam dispensar no fim do contrato para contratarem outra, de maneira a nunca terem funcionários com vínculo definitivo, preocupava-me com os clientes da minha empresa? Claro que não! Se a Kátia, a Josefina e a Sandra fossem bem tratadas pela sua empresa, se os patrões delas soubessem como é viver com um salário mínimo em Portugal, se tivessem nascido num país civilizado, se os pais não lhes tivessem chamado Kátia e Josefina... tantos ses que podiam ter melhorado a vida delas e o meu dia. Mas a culpa não é delas. A culpa não é dos donos da ligação à internet que despediram a pessoa que tratava do assunto para reduzir custos, mas mantêm a empresa aberta sem ninguém a trabalhar nela. A culpa é minha, que ainda me chateio, que não faço como elas... O que é que me interessa a mim? Por que é que eu me chateio?
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Dedicada aos políticos portugueses
no activo, em Portugal ou nas instituições europeias, e também aos pretendentes a políticos.
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Boato que é d'homem
Em Itália corre o boato de que o vice-primeiro-ministro Gianfranco Fini tem um caso a ministra Stefania Prestigiacomo (os dois na foto).
Há países em que os boatos sobre os políticos são dignos de machos. Outros há que nem essa dignidade conseguem manter...
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terça-feira, maio 10, 2005
Benfiquista procura consultor informático
Tenho um problema com o corrector ortográfico do Word. Cada vez que escrevo "Benfica campeão", ele pergunta-me: "Tem a certeza que quer manter as duas palavras juntas?" Clico no "Sim" e o computador continua: "Um momento. A instalar o Word 1.0, versão 93/94." Alguém me ajuda?
(recebido por e-mail)
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segunda-feira, maio 09, 2005
Burning my fuse up here
And I think it's gonna be a long long time
Till touch down brings me round again to find
I'm not the man they think I am at home
Oh no no no I'm a rocket man
Rocket man burning out his fuse up here alone
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Crise lamentável
Crise lamentável no PSD. O rebanho está perdido. Cada uma das ovelhas está perdida. Cada uma das mémés para quem Nogueira era símbolo de estadista, Durão um político inteligente, Santana o homem certo no lugar certo e Marques Mendes é o varredor que limpará o partido da porcaria que os três anteriores fizeram, está agora sem saber quem será o líder do PSD quando Marques Mendes sair antes das próximas legislativas.
É lamentável que um partido chegue à situação em que não há nenhum medíocre credível, ainda mais medíocre que o actual medíocre, que possa dar continuidade à mediocridade instalada.
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sexta-feira, maio 06, 2005
pergunta
Num supermercado, qual é o produto que custa menos dinheiro?
Ps. nunca dei graxa aos sapatos que uso. Assumo, consciente, que a pomada preta abrilhantadora apenas tem uma utilidade: libertar um delicioso cheiro. Assim: não dou graxa aos sapatos porque não uso perfume.
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quinta-feira, maio 05, 2005
Here we go again?
Depois de dois meses de bom silêncio, tivemos dois dias a fazerem lembrar o governo anterior:
O Ministro da Saúde e o Primeiro-ministro contradizem-se a propósito do Hospital do Algarve.
O Ministro da Economia, seguindo os passos de Durão Barroso, anuncia descida de preços da electricidade para os grandes clientes, aparentemente sem ter ainda o acordo da ERSE, que é quem define os preços da energia eléctrica. Vamos ver se aí vem, nos próximos dias, mais uma entrevista do Presidente da Entidade Reguladora a explicar ao Ministro que não é bem assim...
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preços das coisas
Quanto custa um copo de vinho numa tasca?
ajudas:
o vinho é corrente, e o copo é de três.
hipóteses:
a) 80 centimos
b) 20 centimos
c) se acha que é barato beba-o de borda.
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quarta-feira, maio 04, 2005
E para o Reitor não vai nada, nada, nada... NADA!!!!!
O Reitor da Universidade de Coimbra (Magnífico ou não) faz publicar hoje no Diário de Coimbra (pago por quem?) um anúncio onde, emocionadamente, se queixa de não ter sido convidado pela Associação Académica para participar nas actividades da Queima das Fitas de 2005.
Em Portugal vivemos um eterno problema de falta de clientes (não confundir com o de excesso de clientelas). Os clientes dos serviços públicos são sempre os errados. Os professores (e não os alunos) são os clientes das escolas. Os médicos (e não os utentes) são os clientes dos hospitais. Enquanto assim for, não há esperança para saúde e educação em Portugal.
Nas Universidades devem mandar o Ministério e os alunos. Enquanto forem os Professores a mandar, resta aos alunos da Universidade de Coimbra porem o Reitor no seu devido lugar, sempre que puderem. Podem chamar-lhes mal-educados. Mas como os que lhes chamam isso são os mesmos que antes de acederem à burguesia doutoral faziam o mesmo, não faz mal nenhum.
Pode até ser que o Reitor, não tendo que vestir o smoking para abrir o baile de gala, dedique esta semana da Queima a contratar os funcionários que a Universidade tem ILEGALMENTE a recibo verde.
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Aviso
275 gramas de queijo fatiado custa o dobro que 450 gramas, do mesmo queijo inteiro. 2,50 e 1,87 euros respectivamente.
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terça-feira, maio 03, 2005
assim...
"j'aime du cinéma parce que il oblige d'élever la tête"
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segunda-feira, maio 02, 2005
Perguntita
qual dos seguintes produtos é o mais barato:
um garrafa de água de litro e meio
um pacote de leite magro
ou
um garrafa de cerveja?
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Fim-de-semana bom
Melhor do que dia longe de tudo com amigos, só um dia longe de tudo com amigos e com uma sessão de hits dos 90s!
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sexta-feira, abril 29, 2005
True love

nota:
Há jantar e respeito para o salteador do trocadilho.
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quarta-feira, abril 27, 2005
No mínimo 50
A versão não é tão boa como a Simon & Garfunkel, mas é o que se consegue arranjar...
The problem is all inside your head, she said to me
The answer is easy if you take it logically
I'd like to help you in your struggle to be free
There must be fifty ways to leave your lover
She said it's really not my habit to intrude
Furthermore, I hope my meaning won't be lost or misconstrued
But I'll repeat myself at the risk of being crude
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover
Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free
Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free
She said it grieves me so to see you in such pain
I wish there was something I could do to make you smile again
I said I appreciate that and would you please explain
About the fifty ways
She said why don't we both just sleep on it tonight
And I believe in the morning you'll begin to see the light
And then she kissed me and I realized she probably was right
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover
Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free
You just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free
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terça-feira, abril 26, 2005
pois é, é
necessário ter segredos: um enorme, ou muitos pequenos.
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quarta-feira, abril 20, 2005
terça-feira, abril 19, 2005
Bento XVI custa 4 libras à Gabardina
E a Gabardina ganha 14 libras pela sua aposta em Joseph Ratzinger. Como gastámos 18 libras nas apostas... perdemos 4 libras.
Ficamos contentes. Não seria bonito ganhar dinheiro com o novo Papa...
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segunda-feira, abril 18, 2005
notita
Os alhos devem ser misturados com os bugalhos, a sinestesia é a única forma de entender o mundo e há velhos com 16 anos e velhos que nunca o foram. Para além disto, sei que estou incrédulo quando sinto piquinhos no nariz.
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My Money is on...
Em Inglaterra as casas de apostas estão a aceitar palpites para o nome do próximo Papa. Eu deixo aqui a minha aposta, baseada no raciocínio que se segue.
Acho que os Cardeais sabem que os católicos, na sua maioria, não estão preparados para ter um Papa africano ou asiático. Os casos de pedofilia que envolvem elementos da Igreja Católica nos Estados Unidos parecem inviabilizar qualquer hipótese de o Papa vir daquela região do globo. O comportamento da Igreja Católica na América Latina é algo para que certamente os Cardeais não quererão chamar a atenção, pelo que suspeito que de lá também não virá o novo Papa. Tudo parece indicar, assim, que o Papa será mais uma vez um Europeu. Se assim for, é natural que os Cardeais não deixem de ponderar o impulso mediático para a Igreja Católica de ter um Papa de um determinado país e que fala uma determinada língua. Se este factor for preponderante, deverá estar excluída a hipótese de o Papa vir de Itália ou Espanha, países onde a crise da Igreja Católica se faz sentir com menos intensidade. Também não deverá vir do leste europeu, pois de lá veio João Paulo II.
Assim, a minha aposta vai para o Centro da Europa. Um país de língua francesa ou alemã. França, Alemanha, Bélgica ou Áustria. Melhor ainda seria se fosse de país neutro e central, como a Suíça. Aposto três libras em Henri Schwery, duas em Joseph Ratzinger, duas em Christoph Schoenborn, e uma em cada um dos restantes alemães, no belga e em cada um dos franceses.
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O melhor do mundo são as crianças
Um dos marinheiros de Coimbra tirou-me da ponta dos dedos um post sobre os animais que ocupavam as bancadas do Municipal de Coimbra ontem à tarde. Ainda assim tenho um pormenor interessante para acrescentar. O coro das bestas que gritavam "UhUhUhUhUhUhUhUh!!!!" cada vez que o N'Doye tocava na bola era acompanhado por dois meninos de cinco anos (um rapaz e uma rapariga) que estavam sentados à minha frente. Isso era o que mais me estava a incomodar. Até que a meio de uma jogada de ataque do Estoril, o puto, empolgado, grita: "Passa a bola ao senhor dos Us!" E foi mais fácil ignorar os animais até ao fim do jogo...
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A Gabardina tem a honra de
anunciar em primeira mão o nome do próximo Papa!

Aura Miguel
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sexta-feira, abril 15, 2005
assim
Alguém me resume em 1000 palavras o concerto do Lou Reed na casa da musica?
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quinta-feira, abril 14, 2005
States
Para inaugurar o novo e mais bonito player no blog, deixo esta para os saudosistas do States!
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Promessa
Nunca apontarei numa agenda um encontro com um amigo. As agendas servem para marcar coisas tão pouco importantes que corremos o risco de as esquecer.
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tomar decisões
Pesei os argumentos a favor. E, pesei os argumentos contra. Agora que posso assumir a responsabilidade de uma decisão, decido em consciência: amanhã não tomo banho! Mais, amanhã nem os dentes lavo! E se tiver de me assoar, afirmo-o com convicção: libertarei perdigotos, gafanhotos, centopeias peganhentas e outros, num sonoro atchim! Assim...perdão.
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quarta-feira, abril 13, 2005
No love song finer
Everytime we say goodbye, I die a little,
Everytime we say goodbye, I wonder why a little,
Why the Gods above me, who must be in the know
Think so little of me, they allow you to go
When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to
minor,
Everytime we say goodbye
When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to
minor,
Everytime we say goodbye
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terça-feira, abril 12, 2005
Ser português
No café a que vou habitualmente, a empregada insiste em levar-me o café à mesa. Isto só quando o patrão está por perto, claro. Quando o patrão está longe, poisa o café em cima do balcão para que eu o leve.
O patrão deixa sempre tudo em cima do balcão, sem qualquer simpatia.
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segunda-feira, abril 11, 2005
quinta-feira, abril 07, 2005
O combate do século
Punhos Sá Pinto vs. Lee "O Touro" Bowyer

Hoje em Newcastle
Combate previsto para 12 assaltos de 3 minutos cada
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quarta-feira, abril 06, 2005
Pergunta do dia
Para que serve um Governador Civil?
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terça-feira, abril 05, 2005
Jokerman

Standing on the water, casting your bread
While the eyes of the idol with the iron head are glowing
Distant ships sailing into the mist
You were born with a snake in both of your fists while a
hurricane was blowing
Freedom just around the corner for you
But with truth so far off, what good will it do.
Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.
So swiftly the sun sets in the sky
You rise up and say goodbye to no one
Fools rush in where angels fear to tread
Both of their futures, so full of dread, you don't show one
Shedding off one more layer of skin
Keeping one step ahead of the persecutor within.
Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.
You're a man of the mountain, you can walk on the clouds
Manipulator of crowds, you're a dream twister
You're going to Sodom and Gomorrah
But what do you care ? Ain't nobody there would want marry your
sister
Friend to the martyr, a friend to the woman of shame
You look into the fiery furnace, see the rich man without any
name.
Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.
Well, the Book of Leviticus and Deuteronomy
The law of the jungle and the sea are your only teachers
In the smoke of the twilight on a milk-white steed
Michelangeo indeed could've carved out your features
Resting in the fields, far from the turbulent space
Half asleep near the stars with a small dog licking your face.
Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.
Well, the rifleman's stalking the sick and the lame
Preacherman seeks the same, who'll get there first is uncertain
Nightsticks and water cannons, tear gas, padlocks
Molotow cocktails and rocks behind every curtain
False-hearted judges dying in the webs that they spin
Only a matter of time 'til the night comes stepping in.
Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.
It's a shadowy world, skies are slippery gray
A woman just gave birth to a prince today and dressed him in
scarlet
He'll put the priest in his pocket, put the blade to the heat
Take the motherless children off the street
And place them at the feet of a harlot
Oh, Jokerman, you know what he wants
Oh, Jokerman, you don't show any response.
Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.
Bob Dylan
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Intimidade
O Mourinho está com cara de tédio a fazer amor com uma inglesa.
De repente ela atinge o orgasmo e diz: OH, OOH, OOOOOH MY GOD!!!
Ele com a mesma cara diz: Na intimidade podes chamar-me só Mourinho.
(recebido por e-mail)
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segunda-feira, abril 04, 2005
1997
19:21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.
19:22 E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
19:23 Disse, então, Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no Reino dos céus.
19:24 E outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.
Mateus 19
Católico por herança familiar, como a maioria dos portugueses. Baptizado e primeira comunhão. Assim era eu. Mas dez anos de colégios de freiras e jesuítas conseguiram afastar-me progressivamente da Igreja Católica. A pouco e pouco as coisas que ouvia na missa e o próprio ritual começaram a incomodar-me.
Mais tarde chegou a consciência dos lobbies, das caixas de esmolas, da Universidade Católica a arranjar empregos para os seus meninos.
A machadada definitiva na minha ligação à Igreja Católica chegou em 1997. Numa estadia em Itália comecei a coleccionar folhetos distribuídos nas Igrejas com o apelo "Ajude os padres católicos" (trouxe um que guardo "religiosamente" para que nunca ninguém me diga que a história é inventada). Lá se dava conta dos benefícios fiscais resultantes de doações ao Vaticano. Num dia de Novembro fui a Roma e ao Vaticano. Na Praça de São Pedro havia milhares e milhares de cadeiras preparadas para a missa do dia seguinte. Os turistas cansados de quilómetros a andar só podiam sentar-se no chão. Foi aí que nos sentámos, uns minutos, antes de entrar na Basílica. Lá dentro não demos pelo tempo a passar. É magnífica, a Basílica. Quando saímos tinha passado mais de uma hora. Uma hora de mármore, madeira e ouro. Uma capela inteira forrada a ouro. Ouro, ouro e mais ouro. E mármore. E mais ouro.
Nesse dia já era tarde para visitar o museu do Vaticano. Não voltei a Roma para visitar o Museu. Não voltei a Roma para ver o Papa. Acho que não quero ver o Museu. Dizem-me que é ainda pior.
O Papa morreu. O Papa que me parecia um bom homem. Que olhava de frente e parecia sincero. Que era carismático. Mas o Papa que estava à frente desta Igreja Católica. Que era o guardião de todo o ouro.
Tenho a convicção de que a História, daqui a muitos anos, julgará com cinismo esta Igreja rica que assiste à morte de milhões de pessoas à fome pelo mundo, que pede esmolas aos pobres para dar empregos, favores e poder aos ricos. A mesma História não se esquecerá daqueles que dentro da Igreja Católica dedicaram a sua vida aos "mais pobres dos pobres". Não com palavras, nem com lobbying, nem com segundas intenções. Com actos.
E Deus? O Deus de que fala a Igreja Católica, de quem supostamente João Paulo II era o representante na Terra, o que achará desta Igreja das esmolas e dos favores, dos empregos e dos lobbies, do ouro, dos templos, dos santos idolatrados e dos benefícios fiscais?
Se esse Deus existe, imagino que esteja agora a ter uma longa conversa com Karol Wojtyla sobre todas estas coisas. Se Ele existe, como eu gostava de saber o que pensa sobre isto...
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