segunda-feira, junho 20, 2005

sexta-feira, junho 17, 2005

Boa notícia do dia

Já não tenho pavor (nem medo, ne receio, nem me dá a nervoseira) de falar em público. Algum dia tinha que acontecer...

terça-feira, junho 14, 2005

Notas de um fim-de-semana no estrangeiro e com estrangeiros

1. Os bancários em Espanha entram às 8 da manhã e saem, religiosamente, às 15h.

2. Na Noruega, uma amiga, gestora de produto de uma empresa de telecomunicações, trabalha 8 horas por dia, sem horário fixo, e cada hora trabalhada a mais (controlo feito pela própria) é acrescentada ao período de férias.

3. Em Saragoça uma imigrante ilegal que trabalhe a tomar conta de crianças, das 7h às 17h, cinco dias por semana, com direito a pequeno-almoço e almoço, ganha 600 euros por mês.

4. Quilómetros feitos em auto-estradas espanholas: cerca de 500.
Custo das portagens: 0 euros.

5. Quilómetros feitos em auto-estradas portuguesas: cerca de 500.
Custo das portagens: 35 euros.

Intimidade é

partilhar um mesmo número de telemóvel durante cinco dias.

quarta-feira, junho 08, 2005

"Que foi!? É pasta de dentes."

Proponho

Que na próxima época os treinadores possam entrar em campo para marcar penalties e livres directos.


terça-feira, junho 07, 2005

Tenho dentro de um dente um pequeno anão. Chama-se Sr. Silva e desempenha a nobre tarefa de desviar a língua da trinca: de dia, de noite ou à tardinha, eis, que com os braços empurra no último segundo a língua para lá da zona que trilha. Hoje, distraído com o aspecto estrelado de uma garganta inflamada, atrasou-se no movimento. Ferrei os dentes não no naco de carne, mas no cartilagíneo pescoço do Sr. Silva. A cabeça rolou de imediato para o lado direito da cavidade bocal. Como quem coça o dentro das gengivas, manietei-a com a delicadeza de uma língua que procura. Centrei-a, e libertando do garfo o resto dos grelos com que gosto de intervalar a picanha, levei-o assim limpo e paralelo aos lábios. Onde continua agora. Á espera. Tenho à minha frente senhoras e crianças e intuo que cuspir uma cabeça de anão não me favorece para o lugar e educador de infância.


Together they would travel on a boat with billowed sail
Jackie kept a lookout perched on puff's gigantic tail,
Noble kings and princes would bow whene'er they came,
Pirate ships would lower their flag when puff roared out his name.

segunda-feira, junho 06, 2005

Acordar e encontrar o invasor


1. Una mattina mi sono svegliato,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Una mattina mi sono svegliato,
E ho trovato l'invasor.

2. O partigiano portami via,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
O partigiano portami via,
Che mi sento di morir.

3. E se io muoio da partigiano,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
E so io muoio da partigiano,
Tu mi devi seppellir.

4. Mi seppellisci lassù in montagna
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Mi seppelisci lassù in montagna
Sotto l'ombra di un bel fior.

5. Tutte le genti che passeranno
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Tutte le genti che passeranno
Mi diranno «che bel fior!».

6. E questo è il fiore del partigiano
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
E questo è il fiore del partigiano
Morto per la Libertà.

Prefiro as guerras de pedras no cais do sodré, às gajas boas de Alcântara. Prefiro uma bola de Berlim e uma imperial, a red bull com saladinha. Prefiro discutir com uma prostituta a ordem numa fila para o pão, que discutir a subida do I V A ou o melhor caminho para a praia da comporta, com um amigo do amigo. Prefiro fugir à polícia, a fugir aos perdigotos da pergunta: "então o que fazes?" ou da afirmação: " temos que combinar alguma coisa". Prefiro uma cidade vazia a uma praia cheia.

sexta-feira, junho 03, 2005

A tendência suicidária que transpira das afirmações apodícticas de fim de um blog, encantam-me: tanta estridência, tanto desejo de exibir a morte, tanto cristianismo...

quinta-feira, junho 02, 2005

Se pudesse era bruxo. Vestia um fato preto, tinha um escritório com vista para o mar e recebia pessoas das 14:00 às 17:00 com gelado de morango no Verão, e chá de hortelã e menta no Inverno. Falava pausadamente, tirava notas com uma caneta de tinta sépia e oferecia café quente com bolos de manteiga finos. Ás perguntas dos consultados saberia responder com segurança, certeza e sem hesitar. Falaria com tal verdade que os visitantes a reconheceriam sem mais. Ás vezes, diria o óbvio, outras o estranho e o grotesco se necessário. A gente entrava com dúvidas e saía com certezas, eu entrava às duas e saía às cinco.

quarta-feira, junho 01, 2005

Ás duas da tarde o sol vaporiza tudo. Pelo menos naquela rua. Cheia de pó e árida. Um espelho da luz incandescente do sol a pique. Bem no meio das ondas de calor: um homem. Baixote, atarracado, sem pescoço e a acartar baldes de tintas cheios areia. É pedreiro. O único no pais que trabalha às duas da tarde debaixo do calor extremo. Barriga em "b" descaído, camisa aberta até ao umbigo, cara redonda e cigarro acesso equilibrado na ponta dos lábios. A brutalidade do trabalho é contraposta pela delicadeza de fumar e pela finura do comentário. Agarra num balde cheio de areia fervente, instala-o ao ombro, dá-lhe apoio com o pescoço e roda em direcção à casa que está a construir. Um revirar de olhos, uma baforada delicada e o litro de vinho do almoço pare a primeira nota oral vespertina: "queres mais investimento, tu queres é a coroa peniana dentro da cavidade oral."

terça-feira, maio 31, 2005

Sei de um anão que pensa que sim. Porque é anão. Porque é anão pensa que sim, podia pensar que não, mas assim não seria anão, seria assim. Sei de um assim que pensa que não. Porque é assim. Porque é assim pensa que não. Sei de um tipo que escrevia cartas circulares, veio um lençol e perguntou-lhe pelos ofícios. As artes, os saberes e os sabores. Um dia chegou... esse mesmo. Esse "um dia".

Não nos processem, é só na palhaçada!


 

(recebido por e-mail)

Três frases sobre perdão (ou o tema bloguítico do momento)

"Consigo perdoar a um homem, mas não por palavras; Perdoarei um homem que prove, pelos seus actos, que já não é aquilo que foi."
Primo Levi

«Pedimos perdão e somos capazes de o dizer sem embaraço perante os outros. Mas temos uma séria dificuldade em dizer o quê e quem perdoamos. Dar perdão profundo, apagando todo o vestígio de ressentimento, é talvez o mais exigente dos gestos diante da experiência da dor e da ofensa. A sua dificuldade é a expressão do nosso fechamento.»
palombellarossa.blogspot.com

"(...) porque quem não pede perdão/ não é nunca perdoado."
Vinicius de Moraes e Tom Jobim

Com agradecimentos ao Mar Salgado, Mercuriocromo e Bomba Inteligente, respectivamente.

segunda-feira, maio 30, 2005

NON, ou a útil glória de votar

Crise na Europa; Descontentamento com o governo; Rejeição da Turquia; Medo da China; Cepticismo em relação à Europa.

Procuram-se mil razões rebuscadas para o NÃO francês à Constituição Europeia, mas a explicação, afinal, está tão perto. Está aqui:

Andei por França, nos debates pelo OUI de 23 a 26 deste mês.

quinta-feira, maio 26, 2005

as aventuras de João Deão

Quando ela lhe perguntou se tinha preservativos ele corou. De raiva não de vergonha. Durante toda a tarde adiara a compra dos ditos para logo que saísse de casa depois do jantar. Mas esse jantar de quarta-feira terminou com o pai a chamar-lhe inútil. E isso teve duas consequências que lhe marcariam a vida: nunca mais voltar a casa e esquecer-se de cumprir o que toda a tarde planeara. "Não, esqueci-me". "E agora?" perguntou ela. Por mim, que se lixe-pensou. Porém disse: "vou comprar, demoro dois minutos". Vestiu as calças, ajeitou a camisa e escada abaixo. Porta da rua. Cruz verde ao fundo. Passo rápido. Olhar focalizado nos neons.

quarta-feira, maio 25, 2005

Feito a lápis de cor

Já não te lia há tanto tempo. (Não, os meios modernos de escrita não contam.) Já não te lia mesmo há muito tempo. Já tinha saudades (e nem sabia...) dessa escrita fechada, densa e, ao mesmo tempo, harmoniosa. Dessa escrita em que os parágrafos em que te mostras têm pouco de ti e em que nos outros, quando te escondes, posso apostar que estás inteira. Reconheci o teu texto, a tua forma de escrever, como se reconhece um cheiro importante que não se cheira há vinte anos.

Acredito que as pessoas deveriam estar distribuídas pelas casas do mundo segundo um critério de afinidade. Sonho com uma vida num bairro em que os meus vizinhos são os meus amigos e pessoas com quem gosto de estar e falar. Há milhares de pessoas no mundo que, neste preciso momento, discutem se nos supermercados os jornais devem estar ao lado dos livros ou ao lado dos croissants. Querem saber se leio notícias como quem lê um romance ou se passo os olhos pelas páginas enquanto tomo o pequeno-almoço? Por mim, ponham os jornais ao pé do papel higiénico! Por que é que não se preocupam antes com quem mora no 2.º esquerdo, ali bem ao lado do meu 2.º direito?

Se alguém o fizesse, se alguém o tivesse feito bem, o meu apartamento, estritamente à medida das minhas necessidades, seria geminado com a tua vivenda espaçosa, com jardim e cão aos saltos. Falaríamos todos os dias, tu mostravas-me as coisas que escreves e eu nunca teria estado tanto tempo sem te ler.

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

segunda-feira, maio 23, 2005

O que faz um ministro das finanças?

"O défice público em Portugal é de 6,83 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), disse hoje o ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, no final da reunião com o governador do Banco de Portugal, que entregou ao Governo um relatório sobre a situação financeira do país.

O ministro reconheceu que o valor apresentado hoje pela comissão liderada por Vítor Constâncio está acima do que esperava,..."


O ministro das finanças, em exercício há vários meses, é surpreendido pelo valor do défice... Se o ministro não tem obrigação de saber o valor do défice,tem obrigação de saber o quê?

Frase do dia

Em França, os Campos Elísios encheram-se de camisolas vermelhas.

Noticiário da RTP-N

A puta da loucura

quinta-feira, maio 19, 2005

A minha verdade do dia

A sede de vingança é o maior sinal de fraqueza que conheço.

João Manuel


Está tudo escrito aqui.

Europa

Não resisto a publicar uma frase de um mail que recebi hoje de um amigo inglês. Sem mais comentários.

It is the FA cup Saturday, and Eurovision song contest. The UK are not politically very popular at the moment so I don't think we will receive many points, except from Malta, unless beautiful women wearing not much clothes gets a few votes.

quarta-feira, maio 18, 2005

O post não é uma desculpa para publicar a fotografia

I'm cursed by a functional family. O filme nem é nada de especial, mas a frase não me sai da cabeça. I'm cursed by a functional family. A menina da foto (por acaso no muito melhor "Canção de amor para Bobby Long") sentia-se amaldiçoada por ter crescido numa família funcional. Nem imagino quanto é que cada um de nós dava por tal maldição. O que me preocupa é achar que percebo o que significa a frase. O que me preocupa é que quase lhe dou razão.

Se

este governo tiver suficiente falta de vergonha na cara para aumentar impostos em vez de diminuir despesas, não voltarei a escrever uma linha sobre Portugal, porque Portugal, para mim, terá acabado.

terça-feira, maio 17, 2005

o que se segue

Por razões várias vou misturar Nietzsche com a teoria das super cordas. Porque me apetece: vou deixar aqui as principais ideias.

Descubra as diferenças entre o respeito a que se dão duas instituições

Há meia dúzia de anos, numa visita à Catedral de Milão, foi-me explicado que lá existiam nove órgãos, mas que um deles nunca tinha sido tocado. O instrumento foi oferecido à Catedral por Benito Mussolini eo s responsáveis da Igreja, apesar de terem entendido que não poderiam recusar uma oferta do chefe de Estado, não quiseram deixar de vincar o seu protesto face ao comportamento do Duce, não dando uso ao presente.

Recebi hoje um folheto promocional do Forum Europa-Portugal, organizado pela eurodeputada Jamila Madeira e que terá lugar hoje à tarde na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Entre os oradores, destaca-se esse vulto da sabedoria Coimbrã que é o também eurodeputado Fausto Correia.




 

segunda-feira, maio 16, 2005

O chavão do século XXI

Durante os próximos anos seremos bombardeados com a expressão "dumping social". É o medo do gigante chinês que chega e o "dumping social" é a pedra que temos mais à mão.

Será que os portugueses nos contentores dos arredores de Paris não viviam em dumping social?

O Benfica

rouba-me anos de vida.

quinta-feira, maio 12, 2005

Uma manhã portuguesa, com certeza

Chego à empresa e não tenho internet. Já não tinha quando saí ontem. A empresa para que trabalho arrenda instalações a outra empresa, a quem pertence a casa, a rede informática e a ligação à internet. Como medida de redução de custos, a empresa dona da casa despediu a sua única funcionária e não tem ninguém a trabalhar que possa resolver o problema.
Pego no telefone e, como já conheço os serviços de apoio a clientes da Netcabo, não ligo para lá. Ligo para o informático da empresa, que assegura que só a Netcabo me pode ajudar: o problema é deles.
Pego na factura da Netcabo e ligo para o número de apoio a clientes que aparece no rosto da factura. Atende-me uma menina que me diz, imediatamente, que a Netcabo tem o sistema informático avariado e que, não podendo confirmar se sou cliente ou não, a Netcabo se recusa a ajudar-me. Pergunto o nome à menina e peço para falar com o superior hierárquico. Aparece-me outra menina que me diz, sem grande educação, que liguei para o número errado e que, por isso, a discussão não tem sentido: esqueço-me sempre que, no verso da factura da TV Cabo, no fundo da página, em letras não muito grandes, se indica que o apoio a clientes Netcabo é feito por outro número. Agradeço, sem preocupação de ser educado.
Ligo o novo número. Nova menina. Afinal há sistema informático. Dou o número de cliente. Nada feito. Sou cliente empresarial. Através daquela linha não me podem ajudar. Tenho que ligar outro número. Este nem vem na factura que vem para a empresa. Irrito-me, grito, esperneio, chamo-lhe incompetente e apetece-me chamar-lhe coisas piores. Não peço para falar com ninguém, não pergunto o número dos clientes empresariais. Grito "IMCOMPETENTES, IMCOMPETENTES, INCOMPETENTES!!! VOCÊS SÃO TODOS UNS INCOMPETENTES!" e desligo-lhe o telefone na cara.

São 11 da manhã. Ainda não tenho internet. Desligo o cable modem, desligo o router, volto a ligar tudo. Desligo tudo, desligo o computador e volto a ligar. Por todas as ordens possíveis. Verifico se os cabos estão bem ligados. Não sei o que fazer. Às onze e meia, como por milagre, a terceira luz do cable modem acende. Se um qualquer técnico da TV Cabo quisesse ter confiado que eu sou cliente, o meu dia teria mais duas horas.

A irritação passou com o fim do telefonema. Já com internet penso que a culpa não é da Kátia Alves, nem da Josefina Ladeira nem da Sandra Silvestre. Se eu ganhasse o salário mínimo e soubesse que me iriam dispensar no fim do contrato para contratarem outra, de maneira a nunca terem funcionários com vínculo definitivo, preocupava-me com os clientes da minha empresa? Claro que não! Se a Kátia, a Josefina e a Sandra fossem bem tratadas pela sua empresa, se os patrões delas soubessem como é viver com um salário mínimo em Portugal, se tivessem nascido num país civilizado, se os pais não lhes tivessem chamado Kátia e Josefina... tantos ses que podiam ter melhorado a vida delas e o meu dia. Mas a culpa não é delas. A culpa não é dos donos da ligação à internet que despediram a pessoa que tratava do assunto para reduzir custos, mas mantêm a empresa aberta sem ninguém a trabalhar nela. A culpa é minha, que ainda me chateio, que não faço como elas... O que é que me interessa a mim? Por que é que eu me chateio?

Dedicada aos políticos portugueses

no activo, em Portugal ou nas instituições europeias, e também aos pretendentes a políticos.

Boato que é d'homem

Em Itália corre o boato de que o vice-primeiro-ministro Gianfranco Fini tem um caso a ministra Stefania Prestigiacomo (os dois na foto).
Há países em que os boatos sobre os políticos são dignos de machos. Outros há que nem essa dignidade conseguem manter...

terça-feira, maio 10, 2005

Benfiquista procura consultor informático

Tenho um problema com o corrector ortográfico do Word. Cada vez que escrevo "Benfica campeão", ele pergunta-me: "Tem a certeza que quer manter as duas palavras juntas?" Clico no "Sim" e o computador continua: "Um momento. A instalar o Word 1.0, versão 93/94." Alguém me ajuda?

(recebido por e-mail)

segunda-feira, maio 09, 2005

Burning my fuse up here


And I think it's gonna be a long long time
Till touch down brings me round again to find
I'm not the man they think I am at home
Oh no no no I'm a rocket man
Rocket man burning out his fuse up here alone

Crise lamentável

Crise lamentável no PSD. O rebanho está perdido. Cada uma das ovelhas está perdida. Cada uma das mémés para quem Nogueira era símbolo de estadista, Durão um político inteligente, Santana o homem certo no lugar certo e Marques Mendes é o varredor que limpará o partido da porcaria que os três anteriores fizeram, está agora sem saber quem será o líder do PSD quando Marques Mendes sair antes das próximas legislativas.
É lamentável que um partido chegue à situação em que não há nenhum medíocre credível, ainda mais medíocre que o actual medíocre, que possa dar continuidade à mediocridade instalada.

sexta-feira, maio 06, 2005

pergunta

Num supermercado, qual é o produto que custa menos dinheiro?




Ps. nunca dei graxa aos sapatos que uso. Assumo, consciente, que a pomada preta abrilhantadora apenas tem uma utilidade: libertar um delicioso cheiro. Assim: não dou graxa aos sapatos porque não uso perfume.

quinta-feira, maio 05, 2005

Here we go again?

Depois de dois meses de bom silêncio, tivemos dois dias a fazerem lembrar o governo anterior:
O Ministro da Saúde e o Primeiro-ministro contradizem-se a propósito do Hospital do Algarve.
O Ministro da Economia, seguindo os passos de Durão Barroso, anuncia descida de preços da electricidade para os grandes clientes, aparentemente sem ter ainda o acordo da ERSE, que é quem define os preços da energia eléctrica. Vamos ver se aí vem, nos próximos dias, mais uma entrevista do Presidente da Entidade Reguladora a explicar ao Ministro que não é bem assim...

preços das coisas

Quanto custa um copo de vinho numa tasca?
ajudas:
o vinho é corrente, e o copo é de três.
hipóteses:
a) 80 centimos
b) 20 centimos
c) se acha que é barato beba-o de borda.

quarta-feira, maio 04, 2005

E para o Reitor não vai nada, nada, nada... NADA!!!!!

O Reitor da Universidade de Coimbra (Magnífico ou não) faz publicar hoje no Diário de Coimbra (pago por quem?) um anúncio onde, emocionadamente, se queixa de não ter sido convidado pela Associação Académica para participar nas actividades da Queima das Fitas de 2005.

Em Portugal vivemos um eterno problema de falta de clientes (não confundir com o de excesso de clientelas). Os clientes dos serviços públicos são sempre os errados. Os professores (e não os alunos) são os clientes das escolas. Os médicos (e não os utentes) são os clientes dos hospitais. Enquanto assim for, não há esperança para saúde e educação em Portugal.

Nas Universidades devem mandar o Ministério e os alunos. Enquanto forem os Professores a mandar, resta aos alunos da Universidade de Coimbra porem o Reitor no seu devido lugar, sempre que puderem. Podem chamar-lhes mal-educados. Mas como os que lhes chamam isso são os mesmos que antes de acederem à burguesia doutoral faziam o mesmo, não faz mal nenhum.

Pode até ser que o Reitor, não tendo que vestir o smoking para abrir o baile de gala, dedique esta semana da Queima a contratar os funcionários que a Universidade tem ILEGALMENTE a recibo verde.

Aviso

275 gramas de queijo fatiado custa o dobro que 450 gramas, do mesmo queijo inteiro. 2,50 e 1,87 euros respectivamente.

terça-feira, maio 03, 2005

assim...

"j'aime du cinéma parce que il oblige d'élever la tête"

segunda-feira, maio 02, 2005

Perguntita

qual dos seguintes produtos é o mais barato:
um garrafa de água de litro e meio
um pacote de leite magro
ou
um garrafa de cerveja?

Fim-de-semana bom

Melhor do que dia longe de tudo com amigos, só um dia longe de tudo com amigos e com uma sessão de hits dos 90s!


sexta-feira, abril 29, 2005

True love



nota:
Há jantar e respeito para o salteador do trocadilho.

quarta-feira, abril 27, 2005

No mínimo 50

A versão não é tão boa como a Simon & Garfunkel, mas é o que se consegue arranjar...



The problem is all inside your head, she said to me
The answer is easy if you take it logically
I'd like to help you in your struggle to be free
There must be fifty ways to leave your lover

She said it's really not my habit to intrude
Furthermore, I hope my meaning won't be lost or misconstrued
But I'll repeat myself at the risk of being crude
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover

Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

She said it grieves me so to see you in such pain
I wish there was something I could do to make you smile again
I said I appreciate that and would you please explain
About the fifty ways

She said why don't we both just sleep on it tonight
And I believe in the morning you'll begin to see the light
And then she kissed me and I realized she probably was right
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover

Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

You just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don't need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don't need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free

terça-feira, abril 26, 2005

pois é, é

necessário ter segredos: um enorme, ou muitos pequenos.

quarta-feira, abril 20, 2005

terça-feira, abril 19, 2005

Bento XVI custa 4 libras à Gabardina

E a Gabardina ganha 14 libras pela sua aposta em Joseph Ratzinger. Como gastámos 18 libras nas apostas... perdemos 4 libras.
Ficamos contentes. Não seria bonito ganhar dinheiro com o novo Papa...

segunda-feira, abril 18, 2005

notita

Os alhos devem ser misturados com os bugalhos, a sinestesia é a única forma de entender o mundo e há velhos com 16 anos e velhos que nunca o foram. Para além disto, sei que estou incrédulo quando sinto piquinhos no nariz.

My Money is on...

Em Inglaterra as casas de apostas estão a aceitar palpites para o nome do próximo Papa. Eu deixo aqui a minha aposta, baseada no raciocínio que se segue.

Acho que os Cardeais sabem que os católicos, na sua maioria, não estão preparados para ter um Papa africano ou asiático. Os casos de pedofilia que envolvem elementos da Igreja Católica nos Estados Unidos parecem inviabilizar qualquer hipótese de o Papa vir daquela região do globo. O comportamento da Igreja Católica na América Latina é algo para que certamente os Cardeais não quererão chamar a atenção, pelo que suspeito que de lá também não virá o novo Papa. Tudo parece indicar, assim, que o Papa será mais uma vez um Europeu. Se assim for, é natural que os Cardeais não deixem de ponderar o impulso mediático para a Igreja Católica de ter um Papa de um determinado país e que fala uma determinada língua. Se este factor for preponderante, deverá estar excluída a hipótese de o Papa vir de Itália ou Espanha, países onde a crise da Igreja Católica se faz sentir com menos intensidade. Também não deverá vir do leste europeu, pois de lá veio João Paulo II.
Assim, a minha aposta vai para o Centro da Europa. Um país de língua francesa ou alemã. França, Alemanha, Bélgica ou Áustria. Melhor ainda seria se fosse de país neutro e central, como a Suíça. Aposto três libras em Henri Schwery, duas em Joseph Ratzinger, duas em Christoph Schoenborn, e uma em cada um dos restantes alemães, no belga e em cada um dos franceses.

O melhor do mundo são as crianças

Um dos marinheiros de Coimbra tirou-me da ponta dos dedos um post sobre os animais que ocupavam as bancadas do Municipal de Coimbra ontem à tarde. Ainda assim tenho um pormenor interessante para acrescentar. O coro das bestas que gritavam "UhUhUhUhUhUhUhUh!!!!" cada vez que o N'Doye tocava na bola era acompanhado por dois meninos de cinco anos (um rapaz e uma rapariga) que estavam sentados à minha frente. Isso era o que mais me estava a incomodar. Até que a meio de uma jogada de ataque do Estoril, o puto, empolgado, grita: "Passa a bola ao senhor dos Us!" E foi mais fácil ignorar os animais até ao fim do jogo...

A Gabardina tem a honra de

anunciar em primeira mão o nome do próximo Papa!




Aura Miguel

sexta-feira, abril 15, 2005

assim

Alguém me resume em 1000 palavras o concerto do Lou Reed na casa da musica?

quinta-feira, abril 14, 2005

States

Para inaugurar o novo e mais bonito player no blog, deixo esta para os saudosistas do States!



Promessa

Nunca apontarei numa agenda um encontro com um amigo. As agendas servem para marcar coisas tão pouco importantes que corremos o risco de as esquecer.

tomar decisões

Pesei os argumentos a favor. E, pesei os argumentos contra. Agora que posso assumir a responsabilidade de uma decisão, decido em consciência: amanhã não tomo banho! Mais, amanhã nem os dentes lavo! E se tiver de me assoar, afirmo-o com convicção: libertarei perdigotos, gafanhotos, centopeias peganhentas e outros, num sonoro atchim! Assim...perdão.

quarta-feira, abril 13, 2005

No love song finer





Everytime we say goodbye, I die a little,
Everytime we say goodbye, I wonder why a little,
Why the Gods above me, who must be in the know
Think so little of me, they allow you to go
When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to
minor,
Everytime we say goodbye

When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to
minor,
Everytime we say goodbye

terça-feira, abril 12, 2005

Ser português

No café a que vou habitualmente, a empregada insiste em levar-me o café à mesa. Isto só quando o patrão está por perto, claro. Quando o patrão está longe, poisa o café em cima do balcão para que eu o leve.
O patrão deixa sempre tudo em cima do balcão, sem qualquer simpatia.

segunda-feira, abril 11, 2005

Este PSD

é patético.

quinta-feira, abril 07, 2005

O combate do século


Punhos Sá Pinto vs. Lee "O Touro" Bowyer



Hoje em Newcastle

Combate previsto para 12 assaltos de 3 minutos cada

quarta-feira, abril 06, 2005

Pergunta do dia

Para que serve um Governador Civil?

terça-feira, abril 05, 2005

Jokerman






Standing on the water, casting your bread
While the eyes of the idol with the iron head are glowing
Distant ships sailing into the mist
You were born with a snake in both of your fists while a
hurricane was blowing
Freedom just around the corner for you
But with truth so far off, what good will it do.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

So swiftly the sun sets in the sky
You rise up and say goodbye to no one
Fools rush in where angels fear to tread
Both of their futures, so full of dread, you don't show one
Shedding off one more layer of skin
Keeping one step ahead of the persecutor within.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

You're a man of the mountain, you can walk on the clouds
Manipulator of crowds, you're a dream twister
You're going to Sodom and Gomorrah
But what do you care ? Ain't nobody there would want marry your
sister
Friend to the martyr, a friend to the woman of shame
You look into the fiery furnace, see the rich man without any
name.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

Well, the Book of Leviticus and Deuteronomy
The law of the jungle and the sea are your only teachers
In the smoke of the twilight on a milk-white steed
Michelangeo indeed could've carved out your features
Resting in the fields, far from the turbulent space
Half asleep near the stars with a small dog licking your face.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

Well, the rifleman's stalking the sick and the lame
Preacherman seeks the same, who'll get there first is uncertain
Nightsticks and water cannons, tear gas, padlocks
Molotow cocktails and rocks behind every curtain
False-hearted judges dying in the webs that they spin
Only a matter of time 'til the night comes stepping in.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.

It's a shadowy world, skies are slippery gray
A woman just gave birth to a prince today and dressed him in
scarlet
He'll put the priest in his pocket, put the blade to the heat
Take the motherless children off the street
And place them at the feet of a harlot
Oh, Jokerman, you know what he wants
Oh, Jokerman, you don't show any response.

Jokerman dance to the nightingale tune
Bird fly high by the light of the moon
Oh, oh, oh, Jokerman.



Bob Dylan

Intimidade

O Mourinho está com cara de tédio a fazer amor com uma inglesa.
De repente ela atinge o orgasmo e diz: OH, OOH, OOOOOH MY GOD!!!
Ele com a mesma cara diz: Na intimidade podes chamar-me só Mourinho.

(recebido por e-mail)

segunda-feira, abril 04, 2005

1997

19:21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.
19:22 E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
19:23 Disse, então, Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no Reino dos céus.
19:24 E outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.

Mateus 19

Católico por herança familiar, como a maioria dos portugueses. Baptizado e primeira comunhão. Assim era eu. Mas dez anos de colégios de freiras e jesuítas conseguiram afastar-me progressivamente da Igreja Católica. A pouco e pouco as coisas que ouvia na missa e o próprio ritual começaram a incomodar-me.
Mais tarde chegou a consciência dos lobbies, das caixas de esmolas, da Universidade Católica a arranjar empregos para os seus meninos.
A machadada definitiva na minha ligação à Igreja Católica chegou em 1997. Numa estadia em Itália comecei a coleccionar folhetos distribuídos nas Igrejas com o apelo "Ajude os padres católicos" (trouxe um que guardo "religiosamente" para que nunca ninguém me diga que a história é inventada). Lá se dava conta dos benefícios fiscais resultantes de doações ao Vaticano. Num dia de Novembro fui a Roma e ao Vaticano. Na Praça de São Pedro havia milhares e milhares de cadeiras preparadas para a missa do dia seguinte. Os turistas cansados de quilómetros a andar só podiam sentar-se no chão. Foi aí que nos sentámos, uns minutos, antes de entrar na Basílica. Lá dentro não demos pelo tempo a passar. É magnífica, a Basílica. Quando saímos tinha passado mais de uma hora. Uma hora de mármore, madeira e ouro. Uma capela inteira forrada a ouro. Ouro, ouro e mais ouro. E mármore. E mais ouro.
Nesse dia já era tarde para visitar o museu do Vaticano. Não voltei a Roma para visitar o Museu. Não voltei a Roma para ver o Papa. Acho que não quero ver o Museu. Dizem-me que é ainda pior.
O Papa morreu. O Papa que me parecia um bom homem. Que olhava de frente e parecia sincero. Que era carismático. Mas o Papa que estava à frente desta Igreja Católica. Que era o guardião de todo o ouro.
Tenho a convicção de que a História, daqui a muitos anos, julgará com cinismo esta Igreja rica que assiste à morte de milhões de pessoas à fome pelo mundo, que pede esmolas aos pobres para dar empregos, favores e poder aos ricos. A mesma História não se esquecerá daqueles que dentro da Igreja Católica dedicaram a sua vida aos "mais pobres dos pobres". Não com palavras, nem com lobbying, nem com segundas intenções. Com actos.
E Deus? O Deus de que fala a Igreja Católica, de quem supostamente João Paulo II era o representante na Terra, o que achará desta Igreja das esmolas e dos favores, dos empregos e dos lobbies, do ouro, dos templos, dos santos idolatrados e dos benefícios fiscais?
Se esse Deus existe, imagino que esteja agora a ter uma longa conversa com Karol Wojtyla sobre todas estas coisas. Se Ele existe, como eu gostava de saber o que pensa sobre isto...

A igreja condena epidural

Os últimos dias de agonia de um homem polaco foram uma bela lição. Um ensinamento sem paralelo sobre o que é o cristianismo, o que é a igreja e em que assenta toda a cultura ocidental. O culto do sofrimento, o desejo erótico da morte, o eterno retorno de Cristo à terra, são os pilares onde assentam as fundações da cultura individual e colectiva do ocidente. Se ser cristão implica ver no sofrimento o modo de chegar a Deus então nenhum cristão quererá acabar com o sofrimento, pois isso era condenar a sua chegada a Deus. Recordemos a fundamentação cristã das dores de parto: um castigo de Deus às mulheres pelo pecado original. Este assunto merece uma vida de trabalho ou um post pequeno, como estudo outra coisa, fico-me pelo post. Só mais uma coisa: é que durante estes 3 dias de novela mórbida morreram vitimas de extrema pobreza 30 000 miúdos por dia. Ou seja, 10 000 possíveis papas.

sexta-feira, abril 01, 2005

Dois avisos Zen.


O primeiro, à senhora que ontem estava de camisa verde e de saia preta a pagar 200 gr de fiambre na caixa do Pingo-Doce de Campolide e que ao mesmo tempo gritava ao telemóvel: " ...temos carradas de amigos..." :ninguém tem carradas de amigos.

O segundo, ao individuo que aparava os cascos no 58: Pá, cortar as unhas num autocarro: porreiro. Num autocarro cheio de gente: pá, prontos, aguenta-se. Agora pedir licença para te sentares, tirares as meias podres, expores as garras amarelecidas do pé chato direito, dobrares com estalo o joelho, enfiares as lâminas do corta - unhas bem até ao sabugo (aí, pertinho da carne), fazeres um esgar, apertares o instrumento de metal e arregalares os olhos com o som da secção da extremidade unhal: pá, foda-se, tolera-se. Agora, procurar no chão esse bocado de unha, brincar com ele na boca como se fosse um palito, cortá-los com os incisivos, cuspir uma metade para os vidros e guardar outro no bolso da camisa cor de rosa:pá isso é que já não pode ser. As unhas só devem ser plantadas em bolsos de camisa que em barras sucessidas de castanho façam um degradé (ainda que ténue) do colarinho ao ultimo botão.

quinta-feira, março 31, 2005

notita

"Na Primavera as árvores vestem-se e as mulheres despem-se." in autocarro 49 Marques-Calvário, um bocadinho antes da estrela. Cidadão comum para o seu filho.

De da Vinci a Sampedro - a verdade em power point

Depois do Código de da Vinci, o Vaticano prepara um ataque cerrado ao filme "Mar Adentro" e ao seu realizador Alejandro Amenábar. Não estando dispostos a discutir o tema da eutanásia, e apesar de se terem rido a bom rir com a ridicularização dos Jesuítas no filme, os elementos mais próximos do Papa decidiram avançar para a divulgação da "verdadeira história de Ramón Sampedro". Ela já foi escrita e uma apresentação power point dela está a ser enviada para os padres de todo o mundo, que depois a deverão contar aos seus rebanhos. Aqui fica a verdade, em traços largos.

Ramón Sampedro, ou Romão Sampedro, como era mais conhecido, era um português de uma família abastada, conhecido enquanto novo como o "Rei do atoalhado". Vivia como um playboy no Vale do Ave quando os negócios da família lhe caíram nos braços. Não sendo capaz de suportar a pressão e a tristeza de deixar a sua vida de diversão nas praias de Vila do Conde e passar dias seguidos fechado escritório, Romão endoideceu. É claro para quem tenha feito um mínimo de investigação que o título do poema que lhe deu fama e título ao filme é "Mara dentro" e não "Mar adentro" como, por engano, o seu editor passou para o computador e depois para a edição impressa. Só por má fé o realizador do filme não corrigiu este erro. "Mara dentro" porque Romão tinha consciência da desordem que ia na sua cabeça. É verdade que Romão teve um acidente que lhe causou problemas cervicais, mas não é verdade que fosse tetraplégico. E foi para a Galiza apenas para se afastar da sua família que o queria à força a trabalhar na empresa.
Sem dinheiro, abandonado e "marado dentro", Romão simulou a sua morte e fugiu para as Caraíbas a bordo de um cargueiro. Mesmo no filme, apesar da cegueira do realizador, podemos comprovar que o plano de Romão sempre passou por esta fuga. Se não é assim, o que queria dizer Romão com a frase "Se não tens dinheiro, marinheiro!"? Só não vê quem não quer...


Brevemente num auditório perto de si.

quarta-feira, março 30, 2005

notita

A única coisa que gosto nos cavalos é a forma indiferente como aguentam uma chuvada torrencial.

MAR ADENTRO

Mar adentro,
mar adentro.

Y en la ingravidez del fondo
donde se cumplen los sueños
se juntan dos voluntades
para cumplir un deseo.

Un beso enciende la vida
con un relámpago y un trueno
y en una metamorfosis
mi cuerpo no es ya mi cuerpo,
es como penetrar al centro del universo.

El abrazo más pueril
y el más puro de los besos
hasta vernos reducidos
en un único deseo.

Tu mirada y mi mirada
como un eco repitiendo, sin palabras
'más adentro', 'más adentro'
hasta el más allá del todo
por la sangre y por los huesos.

Pero me despierto siempre
y siempre quiero estar muerto,
para seguir con mi boca
enredada en tus cabellos.



Ramón Sampedro

segunda-feira, março 28, 2005

O Borges

Para gravar, guardar e ver vezes sem conta a entrevista de António Borges a Judite de Sousa na passada semana. No próximo congresso do PSD, prometeu Borges, será apresentada uma moção que defenderá a refundação do Partido. Uma refundação baseada na seriedade e na honestidade. Quatro anos não são demais para a fazer. Talvez até sejam pouco. O Governo está a governar bem e enquanto assim for deve ser aplaudido e ajudado. Foram ideias fortes de uma entrevista que poderá ser o início de algo bom no PSD.
A moção está a ser preparada pelo próprio Borges, por Rui Rio, Alexandre Relvas, Aguiar Branco e outros militantes considerados "sérios". Questionado sobre a participação de Morais Sarmento no grupo a resposta foi clara: no grupo só têm lugar pessoas sérias e que não andem na política por puro interesse pessoal. Todos os que o fizeram nos últimos anos não são desejados no novo e refundado PSD. Assim sendo, não se antevê que essas pessoas possam vir a entrar neste grupo. As palavras podem não ter sido exactamente estas, mas o conteúdo foi claramente este.

António Borges nunca foi figura que me inspirasse particular confiança. A ligação ao INSEAD (todos os professores do INSEAD que eu conheço têm Opus Dei escrito na testa, mas pode ser só coincidência...) e o Sebastianismo que o próprio foi alimentando em entrevistas a jornais ao longo dos últimos anos contribuiram para isso. Mas talvez tenha que mudar de opinião. Parece que temos homem!
A recusa em descartar a hipótese de se candidatar a primeiro-ministro em 2009 e a forma simpática como disse que Marques Mendes é um homem sério mas sem carisma parecem indicar grande ambição.
Duas dúvidas subsistem: o grupo dos refundadores sérios será aclamado, ignorado ou insultado no próximo Congresso do PSD? E se for aclamado, como é que a seguir vai explicar aos que o aclamam que não são sérios e por isso não são desejáveis no PSD que acabaram de aclamar?

Meter o pé na Selecção

Depois dos avisos de Scolari, Nuno Gomes disse esta semana que alguns jogadores iam à Selecção Nacional de futebol para descansar. Agora que meio país futebolístico ficou espantado com as suas palavras, talvez valha a pena recordar o que a Gabardina escreveu há ano e meio.

quinta-feira, março 24, 2005

"MTV makes me Wanna Smoke Crack "

O que um dia um rapaz de Seatle disse. A expressão é lapidar e resume muito bem o que a M T V foi. Digo foi, pois há muito tempo que não via com atenção um programa da MTV. Ontem vi. Vi um programa em que dois indivíduos eram orientados por um auricular num primeiro encontro amoroso. O objectivo era fazer com que no final do "date" se escutassem a frase "wanna come in?". O que me surpreendeu foi ver que nesse programa o encontro se passava entre dois rapazes e duas raparigas. O engate orientado pelos amigos era um "engate gay". Não fiquei banzado, mas fiquei surpreendido. Surpreendido pela constatação que as coisas estão a mudar. E isso, apesar de tudo é bom.

quarta-feira, março 23, 2005

cristal

Talvez seja impressão minha, excesso de sensibilidade, mau feitio, vileza ou até, posso admitir, ignorância, brutidade, bocalidade ou esputidez. Talvez tenha acordado mal disposto, com urticária no estômago, um cravo na língua ou com mais duas dioptrias em cada olho. Talvez tudo isso seja verdade, e até, quem sabe, talvez muito mais, mas agora: pagar 150 paus por um café na estação de serviço de pombal. Num pardieiro, em que uma nuvem de fumo habita o local desde que abriu, num armazém de idosos em passeio a Fátima, numa mostra de comerciais a ir à net sem fios... pá, um tipo fica a pensar...

Como o Cheers

Making your way in the world today takes everything you've got.
Taking a break from all your worries, sure would help a lot.

Wouldn't you like to get away?

Sometimes you want to go

Where everybody knows your name,
and they're always glad you came.
You wanna be where you can see,
our troubles are all the same
You wanna be where everybody knows
Your name.

You wanna go where people know,
people are all the same,
You wanna go where everybody knows
your name.

Dias Loureiro

Esse mítico homem da vida!
Por que é que estas coisas acontecem tantas vezes com empresas a que ele está ligado?

segunda-feira, março 21, 2005

E. Leclerc

Entro no supermercado. A luz fortíssima obriga-me a cerrar os olhos. Com uma expressão de esforço sigo directo ao meu objectivo: uma escova de dentes. Viro à direita: frutas e legumes, à esquerda cd´s dvd´s e vhs´s. Um segurança. Uma. Com a cara com expressão de sofrimento pergunto solene: sabe onde posso comprar uma escova de dentes? Sei, sim. Responde a rapariga da securitas. E?...digo eu. E?...diz ela...pode dizer-me onde, digo eu, aqui mesmo, diz ela. Aqui, onde? Pergunto eu. No supermercado...responde ela. Ok. Já percebi, pensei eu, outra assalariada que comprou o DvD do Gato Fedorento. Bem, a escova de dentes. Atoalhados, não. Doces, não. Cereais, também não. Produtos de limpeza de casa de banho, muito bem estamos dentro do mesmo campo semântico. Desodorizantes, está quase. Ali. Tantas. Com pilhas. Sem borracha para limpar a língua, com pêlos especiais... Dúvidas...muitas...perdido...inacção. Foda-se esta merda de super deve ter Dvd´s a mil paus. E tinha.

Quanta ramera, Guajira quanta ramera!

Quase já me tinha esquecido desta fórmula infalível para uma noite divertida:
Um grupo porreiro onde se misturam amigos, conhecidos e desconhecidos;
Um bom jantar;
Gin tónico;
Uma "disco-night" alternativa.

Para ser perfeito, a meio da noite, inevitavelmente, a música passa e é só cantar por cima. De qualquer maneira, ninguém ouve, ninguém nota...



Quanta ramera
Guajira quanta ramera
Quanta rameeeeera
Guajira quanta ramera...

Y para el cruel que me arranca
El corazon con que vivo
Y para el cruel que me arranca
El corazon con que vivo
Cardo ni ortiga cultivo
Cultivo la rosa blanca

quinta-feira, março 17, 2005

Piada fácil

Jaime Gama cadeira a Mota Amaral.

Piada fácil

Jaime Gama cadeira a Mota Amaral./p>

quarta-feira, março 16, 2005

Dúvida do dia

Se tudo é mais difícil para quem se importa, por que é que é mau ter por objectivo não me importar?

terça-feira, março 15, 2005

a castanha


É necessário preferir os heroinómanos aos alcoólicos. Os primeiros têm um olhar afilado, felino, depredador, por isso os seus gestos são mais exactos, mecânicos e precisos. Os segundos ostentam um olhar perdido, disperso e quase a fechar, por isso os gestos são lânguidos, moles distendidos. É necessário escolher sempre os dependentes da heroína quando se quer eleger de todos os indigentes das cidades o braço direito, o assistente, o curador dessa tão delicada tarefa que é estacionar o carro de marcha a trás numa rua estreita. Os profissionais da arrumação que estão dependentes da heroína são os únicos em que podemos confiar. Não só desempenham, a sua função com exactidão, esmero, brio e competência como por isso mesmo são os únicos trabalhadores do sector do aparcamento, a quem as exigentes companhias de seguras garantem um seguro de responsabilidade civil. "Um arrumador drogado é um profissional segurado" eis o slogan que encontrei em folhetos espalhados no chão dos parques de estacionamento mais concorridos.

quinta-feira, março 10, 2005

será boa a história?

Sob uma ditadura militar, num enorme prédio abandonado, dois homens guardam um tesouro. Uma biblioteca clandestina: ultima memória do tempo em que não era necessário estar sempre a fugir. O mais velho entende que a melhor maneira de resistir é esconder e guardar os livros. O mais novo entende que a melhor maneira de combater a ditadura é disseminá-los pela população. A biblioteca é confiscada pelo regime. Tal como o homem velho violava a lei guardando os livros, o mais novo violava as ordens do mais velho distribuindo-os. E é precisamente por isso que o mais velho pode voltar a reconstruir a biblioteca. Agora para os distribuir.

quarta-feira, março 09, 2005

e agora...

Os lugares comuns que me enchem de tédio: a luz de Lisboa, o vinho tinto com massa, a expressão "sociedade da comunicação", os casamentos pela igreja, gostar da praia no Inverno, o ter queda para alguma coisa, a tolerância dos jesuítas, a doença do Papa, os três heterónimos de Pessoa, a expressão " que papelão", o não ter tempo, as mulheres modernas, os advogados novos e sérios, as barrigas de cerveja, as malas LV, os resorts no Brasil, o "ir a casa", foder putas e viver com a "minha" esposa.

tteste

terça-feira, março 08, 2005

Solução óbvia

Diminuir despesas? Ter menos motoristas, secretárias e assessores? Comprar melhor? Gastar menos em telefones e telemóveis? Ter carros normais em vez de carros de luxo? Diminuir os salários dos boys? Diminuir o número de boys? Estabilizar os nomes e orgânicas dos ministérios? Acabar com instituições inúteis? Acabar com palacetes com entidades públicas que caberiam em 80 metros quadrados? Baixar radicalmente as ajudas de custo e as despesas de representação?
Que ideias!!!!!!! Nada disso! Aumentar os impostos, claro! É disso que estamos a precisar!

segunda-feira, março 07, 2005

Só uma dúvida

Quanto vale, por mês e durante os próximos quatro anos, António Vitorino para qualquer um dos grandes grupos económicos instalados em Portugal?
Mais ou menos do que Mourinho vale para o Chelsea?

quarta-feira, março 02, 2005

Lapso Eufrosyano, ou como podemos não estar tão longe das tradições muçulmanas

Tobiana, Germana, Fernanda, Matylda e Eufrosyana. Fazem hoje a última página do Público. Diz a jornalista que há 50 anos só cuidam do Papa. Cuidam da comida, das roupas, das cartas, da saúde e da logística papais... São cinco freiras polacas da Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus. Diz o texto, na sua penúltima frase, que as religiosas desta congregação devotam a vida às crianças, aos doentes e aos necessitados.
Crianças, doentes, necessitados... Cinquenta anos a cuidar do Papa com tartes de espinafres, carpa à moda da Polónia, bolo de queijo, peixe em geleia... Será que estas freiras estiveram 45 anos a preparar-se para os últimos cinco da vida do Papa? É a única forma de entender alguma dedicação a criança, doente ou necessitado no meio disto tudo...

Estamos dispostos a trocar pelo Zapatero...

e ainda damos o António Costa e a Ana Gomes de bónus!

Foto publicada no diário Canadiano "La Presse". Clickar para aumentar e ler a legenda.




 

(recebido por e-mail)

terça-feira, março 01, 2005

"Deus e o estado"


É claro que a morte é contagiosa. Pega-se como as constipações, ou suja a boca toda como o chocolate derretido. É claro que se transmite. Por isso é que é escondida nos armários mais junto do tecto, onde só se chega subindo as escadas da religião, o escadote da ciência e mocho da superstição...
Ao homem vulgar está vedado o convívio com a morte. Apenas as religiões e as instituições podem chegar à fala com ela. O Homem não pode. Está-lhe vedado decidir sobre a morte, é errado, é pecado. Imagine-se alguém que entendia que era da sua conta dispor da sua morte. Logo os moralistas se levantam dos seus genufletórios de penitência e dizem que só Deus e o Estado é que podem decidir sobre a vida dos Homens. Imagine-se a ousadia de alguém que por momentos retira esse poder a Deus e às instituições: o poder de decidir sobre a própria morte.
Aprender a viver com a morte é retirar a Deus e às instituições o pão da boca, a energia de que se alimentam. Jantar com a própria morte é açoitar Deus com uma chibatinha e minar as torres da burocracia. ~
È ser absolutamente revolucionário.

Na ponta dos dedos pouco jazz, poucas sombras na vida

Há dias em que olho para as pessoas e desejo ter as suas profissões. Caixa do Continente, portageiro da Brisa... qualquer coisa de responsabilidade zero e onde o trabalho venha ter comigo. Nesses dias invejo verdadeiramente essas pessoas. Talvez a profissão mais apelativa de todos essas seja ser pianista de piano bar. Assim, como canta de Gregori:



Uno scudo bianco in campo azzurro,
è la sua fotografia,
chiunque lo conosca bene
può chiamarlo senza offesa
uomo di poca malinconia.

È un pianista di piano bar,
vende a tutti quel che fa
non sperare di farlo piangere,
perché piangere non sa.
Nella punta delle dita poco jazz,
poche ombre nella vita.


Solo un pianista di piano bar
e suonerà finché lo vuoi sentire
non ti deluderà,
solo un pianista di piano bar
e canterà finché lo vuoi sentire
non ti disturberà.

Questo strano tipo di bambina,
vuole la compagnia,
la risata forte e l'amicizia a cena,
ama se stesso senza allegria.

È un pianista di piano bar,
vende a tutti quel che fa
non sperare di farlo piangere,
perché piangere non sa.
Nella punta delle dita poco jazz,
poche ombre nella vita.

Solo un pianista di piano bar
e suonerà finché lo vuoi sentire
non ti disturberà,
solo un pianista di piano bar
e canterà finché lo vuoi sentire
non ti deluderà.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

PPD PSD PSL.


O PPD/PSD não são dois, são três.
No PPD militam os que, depois do 25 de Abril, de peito aberto e com coragem, recusaram a transformação de Portugal na ponta de lança do estalinismo no Atlântico. São políticos de fibra e intelectuais honestos. Homens de convicção. Respeito-os. No PSD militam os que, depois do 25 de Abril e percebendo que a liberdade era boa para o negócio e não se revendo na culpa da esquerda em ser proprietário, aproveitaram para melhorar as suas condições de vida. São homens de trabalho. Pragmáticos que querem subir na vida (férias no Algarve, neve, jipes e motas de água). Acreditam no mercado quando são eles que o controlam, e pedem ajuda ao estado em nome dos trabalhadores que empregam. A lei é um obstáculo ultrapassável. Estes, considero-os pela vida de trabalho e critico-os, por serem responsáveis pela violação contínua do que os criou: o principio da igualdade garantido pela lei. E depois há o PSL. O Partido Social Liberal. Este é formado pelos filhos do PSD. Os filhos que nunca arriscaram o coiro e que se alguma vez trabalharam foi nas empresas dos papás ou nos serviços públicos em que estão apenas pelo facto de serem filhos ou enteados de quem são. São barrigudos e mexem-se bem na burguesia. Discutem pouca politica, quase não lêem livros e chegam sempre atrasados. Têm-se a si próprios como elementos essenciais do futuro de Portugal. Dizem querer seguir o caminho da imitação: fazer o que o PPD/PSD fazia. Mas não conseguem porque são ignorantes. E é isto que os caracteriza: a douta ignorância. A estes: um varrimento com vassoura de pêlo grosso.
Estes três em dois até poderiam ser um só, se de facto algo os unisse. Mas o PPD acha que o PSL é populista e incompetente, o PSL legitima-se com o PPD, e o PSD não diz nada porque está à espera que Cavaco volte. Das eleições sairá o vencedor e espero que a formação de dois novos partidos.

O último, talvez

Se os tribunais andarem depressa, este deverá ser o último jogo entre Benfica e Porto nos próximos anos. Era bonito acabar com uma vitória, depois do José Pratas e suas fugas, do Isidoro Rodrigues e do golo anulado ao Amaral, do golo do Kandaurov, dos vermelhos pelas quedas sem razão do Deco, do golo do Petit na primeira volta...

Hoje veremos como vai o Apito Dourado. Era bonito!

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Coragem, altruismo e fantasia


Ma Nino non aver paura di sbagliare un calcio di rigore,
non è mica da questi particolari che si giudica un giocatore,
un giocatore lo vedi dal coraggio, dall'altruismo e dalla fantasia.


de Gregori

El dorado


Está à venda numa loja de Hong Kong este quarto-de-banho que custa 4,8 milhões de dólares. Os proprietários da loja afirmaram à Gabardina que esperam vendê-lo rapidamente, havendo já compradores interessados, oriundos do Brasil, da República Centro-Africana e de Portugal.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Para ti

Que no último ano dividiste esta sala comigo. Toda a sorte do mundo!