sexta-feira, abril 30, 2004

Para descontrair

Deitada no seu leito de morte, Manuela Ferreira Leite chama a sua filha mais velha. Com dificuldade, tira um antigo relógio de bolso,e diz:
- Filha... estás a ver este relógio?
- Sim, mãe. - Responde a filha, com lágrimas nos olhos.
- Ele era da minha bisavó! - Continuou a mãe - Depois, ele foi passado para a minha avó...depois para a minha mãe...e depois para mim...Agora, chegou a tua vez... Queres comprá-lo?

Pacificar e democratizar o Iraque V


É pá, aquele gajo, o Adolfo, é que devia curtir à brava!!!

O novo herói nacional

É assim, ciclicamente. Portugal é um país cheio de grandes figuras cómicas, que insistem e vir para a televisões dar entrevistas, tentando explicar o inexplicável, tentando provar o contrário do que é óbvio e que todos já perceberam.
Depois do Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lamego, a propósito dos helicópteros, surge agora o cromo em foto anexa, a explicar as relações do antigo executivo camarário do Porto com o Futebol Clube da mesma cidade.
Não percam as entrevistas aos telejornais de hoje. Qual "Levanta-te e Ri", qual "Gato Fedorento"! Gargalhada a sério é com ele:


Um homem feliz

Já muitos comentadores o disseram. Não é novidade. O nosso Presidente, Jorge Sampaio, tem um discurso muito mais empolgante quando fala em inglês. Ao contrário dos seus discursos em português, que têm um efeito só comparável ao de dois lexotans 3, o discurso em inglês sai-lhe escorreito, interessante, vivo.

Hoje ouvi na TSF parte de uma entrevista de Sampaio a uma televisão americana, em que após algumas boas ideias alinhavadas sobre o alargamento da Comunidade Europeia e sobre a história recente da Europa, o Presidente rematou em grande afirmando: "Sou um homem feliz".

"Sou um homem feliz" é frase que dita em português, com a convicção com que foi dita em inglês, num país em que os políticos parecem não saber se terão primeiro o enfarte ou a depressão, faria crescer o PIB uns 0,2 ou 0,3% (mesmo que o INE não desse por isso).

E o discurso fez-me ter a certeza de que um dos problemas do país (ainda que não tão decisivo como a corrupção, a vigarice e a mediocridade dos que estão no poder) é esta língua maquiavélica, de som triste e de mais excepções que regras, que é plena de recursos, mas não se entrega totalmente a ninguém. Um dos problemas é (aproveitando as palavras de António Nobre) esta língua triste, triste, a cuja influência a nossa alma não resiste.

Os heróis da A R

- Pá, tás doido! Não faças isso!
- Porquê? Vais ver que ninguém nota. Passa-me os ovos cozidos. Estão ao dentro da caixa azul com a alface.
- Tás a gozar, certo? O Presidente da Republica está a fazer o discurso dos 30 anos do 25 de Abril e tu está a fazer uma sandes.
- E… tenho fome, porra! Passa-me a maionese que está dentro dessa caixa térmica.
- Ao menos come a sandes debaixo da bancada.
-Claro… achas que não sei como fazer. Debaixo da nossa bancada parlamentar nem os tansos que estão lá em cima nas galerias conseguem saber o que estamos a fazer. Ainda a semana passada, durante a votação da revisão constitucional, fizemos um lanchinho com pastéis de Santa Clara e galões frios. Foi um regalo!
-Não acredito que houve deputados que votaram a revisão constitucional cheios de migalhas na gravata…
- (…)

Contributo de leitor atento ...

" O pão de ló, para se apresentar bem confeccionado, deverá mostrar-se de forma
atarracada e deixando uma ligeira sensação de humidade ao atravessar a boca
gulosa ( ou diabética, conforme as análises)."Chefe Silva, "Teleculinária" de 27 de
Dezembro de 1976.

quinta-feira, abril 29, 2004

VIGARISTAS

O Banco de Portugal garante que o défice de 2003 chegou aos 5,3 por cento sem receitas extraordinárias.

Isto porque os apertos pedidos aos portugueses não chegaram para cobrir os salários e as mordomias dos assessores com cartão dos partidos.

"De puta do" parlamento a assessora ...

Os de puta dos do PP vão para o parlamento de pijama. Haverá coisa pior que andar nos Passos Perdidos da Assembleia da republica de camisa larga e calças de flanela aos quadradinhos, presas por um atilho e a arrastar um cobertor? “Claro que há” dizem-me lá de atrás. Viro para onde penso vir a voz e pergunto “mas o quê?”. “ Ir ao bar da assembleia de camisa de dormir com ursinhos castanhos a brincar com bolas ás corezinhas e pedir um prato de Nestum” Pois, isso é de facto bastante pior.
Ontem, depois de ser entrevistado para a RTP o presidente dos populares, deitou-se num dos bancos o parlamento, puxou de uma mantinha vermelha que usa desde os seis anos, ajeitou o pom-pom branco do barrete azul bebé, descalçou as botinas tricotadas pela avó e pousou a cara na almofada branca. Passados dois minutos dormia profundamente. A jornalista da RTP, surpreendida com a facilidade com que aquele parlamentar adormecera, terminou o directo em voz baixinha para evitar incomoda-lo, e assim ficou por esclarecer, a admissão da técnica superior Maria da Silva que de puta do parlamento passara a assessora de ministro.
Aviso: Não há qualquer intenção na separação das sílabas da palavra deputado na última frase. A verdade, é que não consigo fazer com que as sílabas se unam. È a própria palavra que não quer unir-se. Nem o mais potente processador de texto consegue escrever a palavra de puta do. Talvez amanhã, a palavra “de puta do” já não esteja de birra, e permita que se grafe toda junta. Até lá

Um dia na vida de José Luís Arnaut

Como não quero que o ministro Arnaut seja preso por ter cão e preso por não ter, não vou gozar com o ar de superioridade moral com que fez a viagem Santa Apolónia-Estádio Municipal de Coimbra utilizando transportes públicos.
Eu acho que os governantes devem utilizar os transportes públicos. E não só para dar o exemplo, mas porque de facto não se justifica que não o façam.
Acho que dentro de Lisboa, os ministros se deveriam movimentar preferencialmente de Metro. Acho que os carros do Estado deveriam utilizar energias alternativas.
E não percebo por que é que um Secretário de Estado (dando o benefício da dúvida aos Ministros) não pode conduzir o seu próprio carro.
Ou um Vereador, ou um Presidente de uma Comissão de Coordenação Regional, ou o Presidente de uma Administração Regional de Saúde.
Um interessante trabalho jornalístico seria ver quantos motoristas tem o Estado português ao seu serviço, e comparar esse número com o dos outros países europeus.

Pedofilia em Coimbra

No Ninho, instituição ligada à maternidade Bissaya Barreto e financiada pela Fundação Bissaya Barreto.
Sem mais comentários. Pelo menos para já...

quarta-feira, abril 28, 2004

AS CLASSES

Para uma discussão sobre a saúde em Portugal convidam-se os médicos, os farmacêuticos e os governantes. Pode ser erro meu, mas quem tem propriedade para falar sobre a saúde em Portugal são os doentes. Digo eu. Só uma pessoa que está internada num hospital, é que sabe se é bem ou mal tratado. Só uma pessoa que utiliza determinado medicamento, sabe se ele funciona ou não. Só uma pessoa que vai a um cento de saúde sabe se é bem atendido e se espera muito. Parece-me lógico. Mas mais lógico parece dizer que também os médicos, os farmacêuticos e os políticos, podem saber como funciona o sistema de saúde, pois, humanos como são, adoecem e também têm de recorrer ao SNS. Formalmente o pensamento está correcto, mas na prática nenhum deles, quando está doente, acede ao SNS como um cidadão normal. Sim, os médicos, os farmacêuticos e os políticos não marcam consultas nos centros de saúde, não vão ao balcão das urgências, nem aviam receitas nas farmácias. Telefonam. Pegam no telemóvel, procuram outros médicos, farmacêuticos e políticos e de imediato recebem os medicamentos em casa, entram nas urgências sem passarem pelo sistema de Manchester que inventaram para os outros ou são atendidos à hora de almoço depois de um "olhe passe por cá por volta da uma que só começo as consultas às duas".
Assim, quem discute o sistema nacional de saúde na verdade não o frequenta. Por isso, apenas por uma questão metodológica deve sempre desconfiar-se de uma mesa redonda para discutir a saúde em Portugal onde não estejam presentes os doentes. Que apesar de tudo, são os mais interessados.

Um mito do jornalismo português e de Coimbra

Para ler e rir, no zecanelito.blogspot.com

"Weapons of Mass Destruction" no Google

Alguém introduziu um bug no Google de forma a que, fazendo uma busca por Weapons of Mass Destruction, o primeiro resultado é o desta página, que tem a seguinte mensagem de erro:



These Weapons of Mass Destruction cannot be displayed
The weapons you are looking for are currently unavailable. The country might be experiencing technical difficulties, or you may need to adjust your weapons inspectors mandate.

--------------------------------------------------------------------------------

Please try the following:

Click the Regime change button, or try again later.

If you are George Bush and typed the country's name in the address bar, make sure that it is spelled correctly. (IRAQ).

To check your weapons inspector settings, click the UN menu, and then click Weapons Inspector Options. On the Security Council tab, click Consensus. The settings should match those provided by your government or NATO.
If the Security Council has enabled it, The United States of America can examine your country and automatically discover Weapons of Mass Destruction.
If you would like to use the CIA to try and discover them,
click Detect weapons
Some countries require 128 thousand troops to liberate them. Click the Panic menu and then click About US foreign policy to determine what regime they will install.
If you are an Old European Country trying to protect your interests, make sure your options are left wide open as long as possible. Click the Tools menu, and then click on League of Nations. On the Advanced tab, scroll to the Head in the Sand section and check settings for your exports to Iraq.
Click the Bomb button if you are Donald Rumsfeld.



Cannot find weapons or CIA Error
Iraqi Explorer
Bush went to Iraq to look for Weapons of Mass Destruction and all he found was this lousy T-shirt.

terça-feira, abril 27, 2004


Se pudesse iria lá eu mesmo dar uns tiritos!!!
E tu, Berlie?

Um brasileiro em Portugal

Vai pela rua, olha para a direita e vê um outdoor da campanha eleitoral para o ACP; entra no café, abre o jornal e vê anúncios de página inteira com as caras de Barbosa e Paes do Amaral apelando ao voto, para o ACP; sai do café, entra no carro e, enquanto passa por mais um outdoor da campanha eleitoral para o ACP, ouve na rádio o campeão mundial de todo-o-terreno a fazer um spot para um dos candidatos à presidência do ACP.

E pensa: "ACP? ACP? Já sei! Deve ser um partido: Aliança dos Capitalistas de Portugal. Deve ser isso!"

Nunca conseguirei perceber

Quem não partilha os momentos bons e não partilha os momentos maus tem amigos para quê?

Tão cristâos que somos!

O PP é o único partido português que reivindica para si os valores cristãos. O “dar a outra face” (da cara - mentes libertinas - ), perdoar a quem nos fez mal são a essência e diria mesmo a novidade no ocidente, do cristianismo. Mas o PP não sabe perdoar, se é que alguma coisa há a ser perdoada, àqueles que fizeram o 25 de Abril.
Sim, porque sejamos claros, e deixemo-nos de coisas, quem do actual PP é que foi torturado pela PIDE, preso em Caxias ou deportado para o Tarrafal. Quem?

As 50 000 espingardas do PPD

Durante o Verão quente de 75 o presidente do PPD afirmava em tom ameaçador, que se os comunistas tomassem o poder em Portugal, o PPD teria uma reserva de 50 000 armas que não hesitaria utilizar.
Serve isto para perguntar como é que o CDS/PP sob o argumento de que Isabel do Carmo, impulsionou as Brigadas Revolucionárias se nega a participar na cerimónia patrocinada pelo Presidente da Republica, quando está no governo com um partido que ameaçou com uma reserva de 50 000 espingardas. A resposta pode estar na ignorância endémica dos quadros dirigentes do PP ( o que embora muito possível não justifica nada) ou no ondular demagógico constate deste partido, o que me serve melhor de justificação.

In the world alone

Macaulay Culkin está de volta. Para fazer o papel de um gay, drogado e homicida no filme Party Monster. Tudo adequado à vida que teve durante a última década.

Trabalho infantil não é só nas obras. E transformar um miúdo de dez anos numa estrela não é, com certeza, uma boa ideia. Ver aquilo em que se transformou 12 ou 13 anos depois é doloroso...

segunda-feira, abril 26, 2004

"À caracóis!"



Ou melhor: há caracol! Que petiscozinho! Apanhá-lo desprevenido em cima de uma folha de couve lombarda (Tipo cabelo de certas pessoas) é o mais difícil pois cozinhá-lo e mastigá-lo depende apenas da arte gastronómica e do engenho culinário de cada um. Mas este foi oferecido mas televisões rádios e revistas.
Que pitéuzinho a beatificação da santinha de balasar.